Bom, como acho que vocês estão gostando, vou postar mais um pedacinho dessa história gostosa...
Fui pro meu banheiro e comecei a tomar banho. Pouco tempo depois, abriram a cortina e, sem me virar, eu disse:
- "Eu falei que era pra ficar sozinho."
- "Sou eu, Arni. Não se preocupe" - disse Judith
- "Como quer que eu não me preocupe?"
- "Tá bom. Mas deixa eu tomar banho com você."
- "Tá, entra."
Ela entrou e, sem dizer nada, começou a se ensaboar. Tenho que reconhecer que as tentações estavam começando a me deixar louco. Queria comer ela ali mesmo. Tava começando a pirar. Eu estava quase cedendo quando, por sorte, ela falou.
- "Mas, fala a verdade, Arnau, eu sou bonita?"
- "Claro que você é bonita."
- "Então por que você não quer me foder?"
- "Porque não. Somos primos."
- "Bom, bom, não vamos discutir. Me dá um beijo."
- "Não."
- "Vai, rapidinho."
- "Que não"
- "Então eu te beijo" - disse ela, se aproximando.
Não sei por que não me mexi. Fiquei só esperando. Ela me deu o beijo e não sei por que abri a boca. Mas, em poucos segundos, já estávamos nos beijando apaixonadamente, até que eu saí do transe.
- "NÃO. Para" - falei, saindo do chuveiro.
- "Não me rejeita assim, Arny" - disse ela, soluçando.
- "Mas não tá certo, Judith."
- "Tá bom, mas me masturba. Não vamos fazer amor, mas me masturba."
Ainda não entendo por que fiz isso, mas me aproximei, entrei de novo no chuveiro e comecei a acariciá-la. O pescoço, os ombros, os braços, os peitos... estava definindo sua pele de novo. Cheguei na sua pubis e, como um ato reflexo, ela abriu um pouco as pernas.
Comecei a passear um dedo pela sua buçetinha. Senti minimamente o clitóris sob meus dedos. Acariciei como pude. Ela estava muito molhada e não foi difícil introduzir um dedo. Teria tentado com dois, mas não tive coragem.
Parece que ela gostou muito com aquilo e, quando achei que tinha acabado, tirei minha mão da sua virilha. Pensei que ela diria algo, que me ameaçaria tentar de novo, mas ela me olhou docemente, com cara de vencedora, e, sem fazer nenhum comentário, saiu do chuveiro e do quarto. Quando saí do banho me senti muito estranho. Não consigo descrever a sensação que percorria todo o meu corpo. Me sentia muito desconfortável, sujo.
Demorei para descer até a sala. Acho que todos vão entender. Vamos esquecer todas as piadas e brincadeiras que poderíamos fazer sobre uma situação como a minha. Chega um ponto em que deixa de ser engraçado. Aquilo já não era uma coisa inocente entre crianças. Eram as perversões mais sombrias de uns depravados. Também não quero exagerar, é só que quando as fantasias deixam de ser fantasias e viram realidade, podem te fazer sentir sujo.
É como quando você era criança e tinha inveja do brinquedo novo de um colega de classe. Às vezes, talvez você se deixou levar e até chegou a roubá-lo. Uma vez que você o tinha em casa, escondido, ele perdia todo o valor. Você já o tinha, mas não podia brincar com ele por medo de ser visto e só podia curtir seus remorsos. Agora não sei se me expliquei direito.
O fato é que eu já não estava curtindo aquilo. Não estava com vontade de ficar com elas. Só queria ficar sozinho um pouco, com minha música e os personagens mudos que penduravam nas paredes do meu quarto.
Vocês sabem que para mim naquele fim de semana o único relógio que existia era meu estômago. Termos como tarde ou cedo não significavam muito. Por isso não posso dizer se fiquei muito tempo deitado na minha cama. O suficiente para chegar a agradecer que não subissem para encher o saco.
Quando decidi descer, me deparei com elas preparando o jantar. Não sei se se sentiam igual a mim ou era simples compreensão e respeito, mas não era o único que tinha se vestido. Eu tinha colocado um shorts e elas estavam com roupas de verão. Não sei se entenderam que aquilo tinha saído do controle ou simplesmente acharam que já tinham me feito sofrer demais.
Ao entrar na cozinha, pensei que elas iam dizer algo, que iam me atacar com desculpas e explicações, mas elas apenas sorriam e me davam beijos na bochecha conforme eu passava pelo lado. de cada uma delas.
Minha irmã, que sem dúvida era mais esperta que as outras, fez o melhor que podia ser feito naquele momento. Tirar a importância de tudo e me envolver no que estavam fazendo.
—"Começa a pôr a mesa, Arny"— disse, me dando outro beijo na bochecha.
Beijinhos, carícias no cabelo..., ordens... Do que se tratava? A que vinha aquele tratamento maternal idiota? Quase preferia aquilo ao assédio a que me haviam submetido, mas me incomodava que uma transa lhes desse o direito de me tratar como se fossem todas minhas mães.
Suponho que aquilo me fez pensar na única mãe que deveria estar por aí e que havia desaparecido completamente. Minha tia tinha pegado Judith e foram embora. Nem sequer perguntei. Um vampiro chupa-sangue a menos. Aquela casa tinha se parecido demais com o Grand Canyon com tantos abutres sobrevoando meu corpo moribundo.
Jantamos placidamente. Não sei como conseguiram, mas de novo voltei a me sentir confortável entre elas. Conversamos um bocado sobre mil besteiras sem importância e me, poderíamos dizer, obrigaram a assistir um filme que não combinava muito com aquele fim de semana, "As Regras da Casa da Sidra". Não é que eu não goste. Só que é um filme que me deprime muito. Quase choro toda vez que vejo no momento em que uma criança fica deprimida porque uns pais adotivos não a "escolhem". Mas enfim, aguentei como supostamente deveria aguentar e nem me abalei.
Gostaria de contar a vocês alguma aventurinha mais daquele dia, alguma curiosidade pelo menos, mas poderia transformar este relato em uma série de mentiras e em nenhum momento é isso o que pretendi. A noite acabou com o filme. Nos deitamos separados esperando que no dia seguinte aquele fim de semana tivesse se tornado uma simples, embora agradável, lembrança.
De qualquer modo, sabemos que na minha casa as coisas nunca são tão simples nem inocentes como parecem. Eu já estava meio adormecido na minha cama, sozinho, quando alguém entrou. Não posso dizer que já estivesse dormindo. Tampouco estava acordado. Eu estava naquele estado em que você percebe tudo ao redor, mas não analisa nada. Os barulhos parecem distantes e você se sente incapaz de reagir a qualquer um deles.
Nem me mexi quando percebi que alguém se deitou ao meu lado. Não precisava olhar para saber que era minha irmã. Ela acariciou meu braço com a ponta dos dedos, bem de leve. Eu não dizia nada, mas por algum motivo, ela sabia que eu já estava acordado.
— "Oi, meu amor. Sei que você não está dormindo" — disse, beijando meu cabelo — "Quero passar a noite com você. Quero fazer amor com você até a gente cair exausto na cama. Quero te aproveitar e que você me aproveite como manda o figurino."
Eu não respondia. Deixava ela falar, esperando... não sei o que esperava. Li uma vez naquele e-mail de piadas típico que a mulher foge da tentação rapidamente, enquanto o homem foge devagar, com a tentação o alcançando. Acho que isso era verdade também naquela noite.
— "Amanhã papai e mamãe voltam. Tudo como antes, se você quiser. Mas esta noite eu quero você, quero que você seja meu" — dizia enquanto a carícia suave se transformava em um abraço pelas minhas costas — "Esquece tudo. Não pense, não tema e não espere. Se deixe levar. Te garanto que vai se sentir livre."
A mão dela passeava pelo meu peito, como se fosse um pequeno veleiro lutando contra as ondas em que minha pele se transformara. Um pequeno empurrão no meu ombro me fez virar de lado e cair de costas. Olhei nos olhos dela e ela calou. Entendeu que não era mais necessário continuar falando. As palavras eram feridas abertas, eram remorsos e seriam lembranças sombrias daquela noite.
Ela me beijou timidamente, como uma adolescente de quinze anos estudando minha reação. Beijou-me de novo, esperando mais uma vez que eu reagisse. Não demorei muito. Acariciei seu pescoço e a beijei apaixonadamente. Ela se deitou em cima de mim. Estava completamente nua, seu corpo ardia e se movia nervoso sobre o meu.
Minhas carícias a acalmaram. Lembro da suavidade de suas costas. Ela quase não se mexia. Só me beijava. Me... Tirei a calcinha como pude e deitei ela na cama sem parar de beijá-la nem por um segundo. Deitei em cima dela bem devagar. Continuei beijando. Entrei nela com toda a suavidade que consegui.
Ficamos naquela posição por um bom tempo. Monótono talvez, cada um sabe. Pra mim valiam mais os olhares dela, os gemidos interrompidos e os gritos abafados do que as posições e esquisitices mais originais.
Terminei olhando nos olhos dela. Acho que ela não fez o mesmo, mas via muita satisfação e felicidade no rosto dela. O olhar era especial… tinha um brilho novo e me fez sentir muito confortável nos braços dela.
Passamos a noite juntos, abraçados na minha cama esperando a bagunça daquela casa que tinha estado viva por dias nos acordar. Mas não foi assim. Parecia que éramos os primeiros a acordar. Foi o que achamos até descer pra cozinha e encontrar todas elas arrumadinhas limpando tudo com o café da manhã na mesa.
Deixaram o que estavam fazendo e nos sentamos todos pra recarregar as energias. No começo era mais uma conversa de boteco do que qualquer outra coisa. Falávamos de mil besteiras matando a cada palavra o fim de semana, transformando em mera lembrança o que havíamos compartilhado.
Acho que minha irmã não tava conseguindo digerir direito. Vi que ela precisava propor uma espécie de contrato de confidencialidade ou talvez ela simplesmente fica agoniada com ambientes descontraídos. Já não sei o que pensar.
— "Vamos falar de algo sério. Suponho que vocês entendem que isso não pode sair daqui."
— "Não somos burras", disse Bárbara.
— "Não é que sejam burras. Com vocês duas eu já tinha conversado."
— "Também não sou burro. Sou quem mais tem a perder se isso vazar. Não tô me gabando."
— "Como assim você é quem mais tem a perder?" — Nuria me cutucou.
— "Porra! Meus pais me matam… e meu lance com a Sonia… acabou."
— "Você sabe o que minha docinha irmãzinha faria se descobrisse. Ela também me fez prometer que nem te tocaria. A doce Sonia pode virar o Jack. O estripador. Aquela história do Dr. Jekyll e Mr. Hyde pareceria conto de fadas.
- "Mesmo assim, eu perderia mais."
- "Por quê?"
- "Não sei... Pensei nela esse fim de semana."
- "Como assim?"
- "É isso."
- "Meu irmãozinho está se apaixonando por uma garota que nem está aqui. Que fofo..."
- "Não entendo. A casa cheia de mulheres e você pensando em outra... Não te entendo."
- "Falando na confiança, não levem pro pessoal" - esperei que fizessem algum gesto de aprovação - "os beijos de vocês não são como os dela, não sinto a mesma coisa. Pelo que diziam ou como riam, me lembravam dela. Agora já sei como é ficar com várias mulheres. Praticamente não tenho mais fantasias e acho que ela é a única que pode me completar. Me dá um pouco de medo, mas no momento só sei que quero ficar com ela."
- "Awwww" - responderam várias.
- "Não fiquem assim. Estão me envergonhando."
- "Não tenha vergonha. É bonito" - disse Nuria - "quase me arrependo do que fizemos."
- "Nem tanto, mulher."
- "Disse 'quase'. Só quase. Valeu a pena correr o risco."
Rimos todos um pouco e combinamos enterrar o assunto, até entre nós, para sempre. Parece que eu quebrei o pacto de algum modo, mas todos os homens vão entender que eu tinha que contar isso. Que graça teria se eu não contasse?
Enfim, a aventura do fim de semana foi isso. Agora devo explicar como tudo terminou. Com Sonia, pelo menos. Não sei se todos estão a fim. É menos excitante e mais comum, embora o sorriso que me surge quando lembro seja maior e mais... sincero.
Quem tiver interesse, continue lendo.
Passamos a manhã toda recolhendo os restos do fim de semana. Tanta gente jovem agitada junta suja e bagunça bastante, acreditem. Limpamos a cozinha de cima a baixo e passamos um pano na casa que nem o mordomo do Tenn (mesmo com a ajuda do tal bioálcool).
Quando deixamos a casa tão limpa que dava pena e parecia cenário de filme, tomamos banho e fomos para comer por aí. Minha irmã convidou. Bom, deveria escrever entre aspas porque acho que vocês não viram a expressão que fiz enquanto digitava. Digo isso porque ela simplesmente pegou da reserva que nossos pais deixaram para uma emergência de última hora. Ambos sabíamos que eles não reclamariam se aquele dinheiro simplesmente desaparecesse.
Depois de comer, fizemos a rota das despedidas, ou seja, fomos de casa em casa de cada uma delas para que elas tirassem um pouco dos pais - afinal, pra isso que os tinham. Depois daquele fim de semana, ter a cara de pau de chamá-las de aproveitadoras me parece um absurdo. Acabei de imaginar a cara delas lendo isso no site delas. "Aproveitadora? Aquele pervertido me chamou de aproveitadora?"
Acho que meu ponto de vista mudou com o tom maternal das "n" despedidas. Vamos ver, para as leitoras: se você dá umas gozadas num cara, que porra te dá o direito de tratá-lo como um bebê? Já sei, já sei, as gozadas delas. Mas é algo que nunca entendi.
Frases como: "Você foi um homenzinho, Arny, querido" com olhar doce enquanto acaricia seu cabelo mandam sua autoestima pro chão. Bom, também não é só isso, é que você preferiria algo tipo: "Machão, tô morrendo de prazer só de imaginar você montando em mim de novo. Já tô ficando molhada".
Bom, bom... Talvez também não seja isso... Bastaria: "Este é meu número de telefone. Ele e eu estaremos te esperando". Tanto faz, qualquer coisa, menos o olhar doce, a carícia no cabelo e o meloso "querido".
Mas superado o trauma das despedidas, voltamos pra casa, eu e minha irmãzinha. Quando estávamos sozinhos no carro, enquanto ela dirigia, ela quis tocar meu pacote. Não gostei muito e afastei a mão dela.
-"Vamos, Arny. Não seja fresco".
-"Olha, acho que já ficou claro. Acabou".
-"Vamos ver, Arny. Sejamos adultos..."
-"Adultos? O que somos é uns malditos pervertidos".
-"Bom, isso também" - disse ela rindo - "O que quero dizer é que... O mal já está feito. Já transamos. Acho que seria legal a gente se dar um novo presente.
- Não entendo como você consegue falar disso com tanta frieza.
- Frieza nada, tô bem quentinha. O que quero dizer é que até papai e mamãe chegarem, podemos nos divertir pra caralho, você e eu. Não porque a situação te levou a isso, mas porque você quer.
- Mas é que eu não quero.
- Você só quer fazer charminho. Não seja burro. Se temos umas duas horas... vamos aproveitar.
- Não, desculpa, mas não. A loucura do fim de semana acabou.
E dizendo isso, já havíamos chegado em casa. Desci do carro enquanto ela estacionava mais ou menos na entrada e fui direto pra piscina dar um mergulho.
Acho que pelo costume do fim de semana, entrei pelado. Quem ia se importar? Minha irmã? Nem sabia onde ela tinha se metido até aparecer alguns minutos depois, também completamente pelada.
Acho que o que me deixou com tesão naquele momento não foi estar pelado, mas a aparente naturalidade com que mostrávamos nossos corpos.
Ela entrou na água e, como era de se esperar, veio ao meu encontro. Repetiu-se a cena da minha irmã agarrada no meu pescoço, tentando me deixar excitado. Coitadinha, não ia conseguir porque já estava. Meu relógio marcava meio-dia e o ponteiro se fincava poderoso no umbigo dela.
- Por esse buraco não vai caber... mas tenho outros ansiosos pra recebê-lo.
- Olha, chega. Não vou permitir isso.
- E o que você vai fazer pra evitar?
- Te mandar pra merda. Amadurece. Me solta - gritei, com os olhos cheios de fúria fixos nos dela. Estou cansado de você me manipular. Não só nisso. Você me trata o tempo todo como se eu fosse um brinquedo que pudesse levar pra lá e pra cá, fazendo todas as palhaçadas que agradem à senhorita. Estou farto. Some da minha vida. Desaparece.
Ela simplesmente se soltou. Deu meia-volta e saiu da água. Devo reconhecer que... No começo, me senti o vencedor. Finalmente, eu tinha ganhado! Minha irmã não conseguira me manipular e nunca mais conseguiria.
Depois, a coisa mudou. Me senti culpado, o vilão do filme. E um filme como esse não deveria ter vilão. Então começaram os remorsos, os pensamentos autoincriminatórios e um monte de besteiras que, ao se acumularem na minha cabeça, me fizeram sair da água para procurá-la. Droga!
Procurei por ela por toda a casa, repetindo seu nome da forma mais doce possível, soltando um "me perdoa" de vez em quando. Ela não respondia. Tive que percorrer a casa toda, procurando algum canto onde alguém arrependido pudesse se esconder.
Ao entrar no quarto dela, a encontrei de novo. Mas desta vez, e não sei como ela conseguiu, ela estava amarrada na cama. Os pés com alguns panos, e as mãos com algemas. A imagem era espetacular. Só de abrir a porta do quarto, você se deparava com a cama de frente, com aquela mulher, agora sim, vulnerável, esperando algum sinal de que sua solidão não era um castigo merecido.
- "O que você está fazendo?"
- "Deixando você escolher"
- "Como assim, me deixar escolher? Se solta"
- "Não posso. Não alcanço as chaves."
- "Onde estão?"
- "Esse é meu segredo. Pelo menos até você escolher."
- "Até eu escolher o quê?"
- "Agora você tem duas opções. Primeira: você mesmo. Se deixe levar. Você manda. Me faz o que quiser. Este corpo eu tenho para que você aproveite o quanto quiser."
- "Passa para a segunda."
- "Ir para o seu quarto e pensar."
- "Pensar no quê?"
- "No que você vai dizer ao papai quando ele encontrar sua filhinha chorando nua no quarto dela, dizendo que seu irmãozinho a estuprou."
- "Você pirou de vez."
- "Pois é" – disse ela rindo – "Mas não pense na segunda possibilidade. Eu claramente escolheria a primeira. Vamos, irmãozinho. Me faça feliz."
- "Porra. Não"
- "Senta aqui do meu lado, vai" – não sei por que, mas fiz.
- "O que você quer?"
- "Nada. Só um favorzinho. Olha para mim."
- "Como?"
- "Tsssss" – ela fez para que eu... callara- "sólo me mira" - continuou fechando os olhos.
Como um ato reflexo ao seu pedido, eu a olhei. Estudei-a, cada centímetro do seu corpo. Não era minha irmã. Era uma deusa. Calada, com os olhos fechados. Prisioneira dos seus desejos e exposta aos meus.
A pele dela brilhava. Ainda estava úmida e refletia a luz do sol que entrava pela janela, desenhando no seu corpo figuras de sombras e formas. Havia uma covinha no meio do seu ventre que parecia querer absorver a energia do sol. Não entendo porquê, mas quis acariciar aquele pedaço de sol que tinha sido roubado do céu. Deixei minha mão cair suavemente sobre seu ventre e comecei a acariciá-lo, como se fosse uma estatueta de cristal que poderia quebrar com minha falta de jeito.
Do ventre, passei para os seios, e a um arquejo involuntário das suas costas, fruto de alguma fantasia da minha irmã, deixei minha mão deslizar até seu púbis.
Ummm no próximo episódio mais...
Se vocês gostaram, comentem... ou me sigaaam...
Fui pro meu banheiro e comecei a tomar banho. Pouco tempo depois, abriram a cortina e, sem me virar, eu disse:
- "Eu falei que era pra ficar sozinho."
- "Sou eu, Arni. Não se preocupe" - disse Judith
- "Como quer que eu não me preocupe?"
- "Tá bom. Mas deixa eu tomar banho com você."
- "Tá, entra."
Ela entrou e, sem dizer nada, começou a se ensaboar. Tenho que reconhecer que as tentações estavam começando a me deixar louco. Queria comer ela ali mesmo. Tava começando a pirar. Eu estava quase cedendo quando, por sorte, ela falou.
- "Mas, fala a verdade, Arnau, eu sou bonita?"
- "Claro que você é bonita."
- "Então por que você não quer me foder?"
- "Porque não. Somos primos."
- "Bom, bom, não vamos discutir. Me dá um beijo."
- "Não."
- "Vai, rapidinho."
- "Que não"
- "Então eu te beijo" - disse ela, se aproximando.
Não sei por que não me mexi. Fiquei só esperando. Ela me deu o beijo e não sei por que abri a boca. Mas, em poucos segundos, já estávamos nos beijando apaixonadamente, até que eu saí do transe.
- "NÃO. Para" - falei, saindo do chuveiro.
- "Não me rejeita assim, Arny" - disse ela, soluçando.
- "Mas não tá certo, Judith."
- "Tá bom, mas me masturba. Não vamos fazer amor, mas me masturba."
Ainda não entendo por que fiz isso, mas me aproximei, entrei de novo no chuveiro e comecei a acariciá-la. O pescoço, os ombros, os braços, os peitos... estava definindo sua pele de novo. Cheguei na sua pubis e, como um ato reflexo, ela abriu um pouco as pernas.
Comecei a passear um dedo pela sua buçetinha. Senti minimamente o clitóris sob meus dedos. Acariciei como pude. Ela estava muito molhada e não foi difícil introduzir um dedo. Teria tentado com dois, mas não tive coragem.
Parece que ela gostou muito com aquilo e, quando achei que tinha acabado, tirei minha mão da sua virilha. Pensei que ela diria algo, que me ameaçaria tentar de novo, mas ela me olhou docemente, com cara de vencedora, e, sem fazer nenhum comentário, saiu do chuveiro e do quarto. Quando saí do banho me senti muito estranho. Não consigo descrever a sensação que percorria todo o meu corpo. Me sentia muito desconfortável, sujo.
Demorei para descer até a sala. Acho que todos vão entender. Vamos esquecer todas as piadas e brincadeiras que poderíamos fazer sobre uma situação como a minha. Chega um ponto em que deixa de ser engraçado. Aquilo já não era uma coisa inocente entre crianças. Eram as perversões mais sombrias de uns depravados. Também não quero exagerar, é só que quando as fantasias deixam de ser fantasias e viram realidade, podem te fazer sentir sujo.
É como quando você era criança e tinha inveja do brinquedo novo de um colega de classe. Às vezes, talvez você se deixou levar e até chegou a roubá-lo. Uma vez que você o tinha em casa, escondido, ele perdia todo o valor. Você já o tinha, mas não podia brincar com ele por medo de ser visto e só podia curtir seus remorsos. Agora não sei se me expliquei direito.
O fato é que eu já não estava curtindo aquilo. Não estava com vontade de ficar com elas. Só queria ficar sozinho um pouco, com minha música e os personagens mudos que penduravam nas paredes do meu quarto.
Vocês sabem que para mim naquele fim de semana o único relógio que existia era meu estômago. Termos como tarde ou cedo não significavam muito. Por isso não posso dizer se fiquei muito tempo deitado na minha cama. O suficiente para chegar a agradecer que não subissem para encher o saco.
Quando decidi descer, me deparei com elas preparando o jantar. Não sei se se sentiam igual a mim ou era simples compreensão e respeito, mas não era o único que tinha se vestido. Eu tinha colocado um shorts e elas estavam com roupas de verão. Não sei se entenderam que aquilo tinha saído do controle ou simplesmente acharam que já tinham me feito sofrer demais.
Ao entrar na cozinha, pensei que elas iam dizer algo, que iam me atacar com desculpas e explicações, mas elas apenas sorriam e me davam beijos na bochecha conforme eu passava pelo lado. de cada uma delas.
Minha irmã, que sem dúvida era mais esperta que as outras, fez o melhor que podia ser feito naquele momento. Tirar a importância de tudo e me envolver no que estavam fazendo.
—"Começa a pôr a mesa, Arny"— disse, me dando outro beijo na bochecha.
Beijinhos, carícias no cabelo..., ordens... Do que se tratava? A que vinha aquele tratamento maternal idiota? Quase preferia aquilo ao assédio a que me haviam submetido, mas me incomodava que uma transa lhes desse o direito de me tratar como se fossem todas minhas mães.
Suponho que aquilo me fez pensar na única mãe que deveria estar por aí e que havia desaparecido completamente. Minha tia tinha pegado Judith e foram embora. Nem sequer perguntei. Um vampiro chupa-sangue a menos. Aquela casa tinha se parecido demais com o Grand Canyon com tantos abutres sobrevoando meu corpo moribundo.
Jantamos placidamente. Não sei como conseguiram, mas de novo voltei a me sentir confortável entre elas. Conversamos um bocado sobre mil besteiras sem importância e me, poderíamos dizer, obrigaram a assistir um filme que não combinava muito com aquele fim de semana, "As Regras da Casa da Sidra". Não é que eu não goste. Só que é um filme que me deprime muito. Quase choro toda vez que vejo no momento em que uma criança fica deprimida porque uns pais adotivos não a "escolhem". Mas enfim, aguentei como supostamente deveria aguentar e nem me abalei.
Gostaria de contar a vocês alguma aventurinha mais daquele dia, alguma curiosidade pelo menos, mas poderia transformar este relato em uma série de mentiras e em nenhum momento é isso o que pretendi. A noite acabou com o filme. Nos deitamos separados esperando que no dia seguinte aquele fim de semana tivesse se tornado uma simples, embora agradável, lembrança.
De qualquer modo, sabemos que na minha casa as coisas nunca são tão simples nem inocentes como parecem. Eu já estava meio adormecido na minha cama, sozinho, quando alguém entrou. Não posso dizer que já estivesse dormindo. Tampouco estava acordado. Eu estava naquele estado em que você percebe tudo ao redor, mas não analisa nada. Os barulhos parecem distantes e você se sente incapaz de reagir a qualquer um deles.
Nem me mexi quando percebi que alguém se deitou ao meu lado. Não precisava olhar para saber que era minha irmã. Ela acariciou meu braço com a ponta dos dedos, bem de leve. Eu não dizia nada, mas por algum motivo, ela sabia que eu já estava acordado.
— "Oi, meu amor. Sei que você não está dormindo" — disse, beijando meu cabelo — "Quero passar a noite com você. Quero fazer amor com você até a gente cair exausto na cama. Quero te aproveitar e que você me aproveite como manda o figurino."
Eu não respondia. Deixava ela falar, esperando... não sei o que esperava. Li uma vez naquele e-mail de piadas típico que a mulher foge da tentação rapidamente, enquanto o homem foge devagar, com a tentação o alcançando. Acho que isso era verdade também naquela noite.
— "Amanhã papai e mamãe voltam. Tudo como antes, se você quiser. Mas esta noite eu quero você, quero que você seja meu" — dizia enquanto a carícia suave se transformava em um abraço pelas minhas costas — "Esquece tudo. Não pense, não tema e não espere. Se deixe levar. Te garanto que vai se sentir livre."
A mão dela passeava pelo meu peito, como se fosse um pequeno veleiro lutando contra as ondas em que minha pele se transformara. Um pequeno empurrão no meu ombro me fez virar de lado e cair de costas. Olhei nos olhos dela e ela calou. Entendeu que não era mais necessário continuar falando. As palavras eram feridas abertas, eram remorsos e seriam lembranças sombrias daquela noite.
Ela me beijou timidamente, como uma adolescente de quinze anos estudando minha reação. Beijou-me de novo, esperando mais uma vez que eu reagisse. Não demorei muito. Acariciei seu pescoço e a beijei apaixonadamente. Ela se deitou em cima de mim. Estava completamente nua, seu corpo ardia e se movia nervoso sobre o meu.
Minhas carícias a acalmaram. Lembro da suavidade de suas costas. Ela quase não se mexia. Só me beijava. Me... Tirei a calcinha como pude e deitei ela na cama sem parar de beijá-la nem por um segundo. Deitei em cima dela bem devagar. Continuei beijando. Entrei nela com toda a suavidade que consegui.
Ficamos naquela posição por um bom tempo. Monótono talvez, cada um sabe. Pra mim valiam mais os olhares dela, os gemidos interrompidos e os gritos abafados do que as posições e esquisitices mais originais.
Terminei olhando nos olhos dela. Acho que ela não fez o mesmo, mas via muita satisfação e felicidade no rosto dela. O olhar era especial… tinha um brilho novo e me fez sentir muito confortável nos braços dela.
Passamos a noite juntos, abraçados na minha cama esperando a bagunça daquela casa que tinha estado viva por dias nos acordar. Mas não foi assim. Parecia que éramos os primeiros a acordar. Foi o que achamos até descer pra cozinha e encontrar todas elas arrumadinhas limpando tudo com o café da manhã na mesa.
Deixaram o que estavam fazendo e nos sentamos todos pra recarregar as energias. No começo era mais uma conversa de boteco do que qualquer outra coisa. Falávamos de mil besteiras matando a cada palavra o fim de semana, transformando em mera lembrança o que havíamos compartilhado.
Acho que minha irmã não tava conseguindo digerir direito. Vi que ela precisava propor uma espécie de contrato de confidencialidade ou talvez ela simplesmente fica agoniada com ambientes descontraídos. Já não sei o que pensar.
— "Vamos falar de algo sério. Suponho que vocês entendem que isso não pode sair daqui."
— "Não somos burras", disse Bárbara.
— "Não é que sejam burras. Com vocês duas eu já tinha conversado."
— "Também não sou burro. Sou quem mais tem a perder se isso vazar. Não tô me gabando."
— "Como assim você é quem mais tem a perder?" — Nuria me cutucou.
— "Porra! Meus pais me matam… e meu lance com a Sonia… acabou."
— "Você sabe o que minha docinha irmãzinha faria se descobrisse. Ela também me fez prometer que nem te tocaria. A doce Sonia pode virar o Jack. O estripador. Aquela história do Dr. Jekyll e Mr. Hyde pareceria conto de fadas.
- "Mesmo assim, eu perderia mais."
- "Por quê?"
- "Não sei... Pensei nela esse fim de semana."
- "Como assim?"
- "É isso."
- "Meu irmãozinho está se apaixonando por uma garota que nem está aqui. Que fofo..."
- "Não entendo. A casa cheia de mulheres e você pensando em outra... Não te entendo."
- "Falando na confiança, não levem pro pessoal" - esperei que fizessem algum gesto de aprovação - "os beijos de vocês não são como os dela, não sinto a mesma coisa. Pelo que diziam ou como riam, me lembravam dela. Agora já sei como é ficar com várias mulheres. Praticamente não tenho mais fantasias e acho que ela é a única que pode me completar. Me dá um pouco de medo, mas no momento só sei que quero ficar com ela."
- "Awwww" - responderam várias.
- "Não fiquem assim. Estão me envergonhando."
- "Não tenha vergonha. É bonito" - disse Nuria - "quase me arrependo do que fizemos."
- "Nem tanto, mulher."
- "Disse 'quase'. Só quase. Valeu a pena correr o risco."
Rimos todos um pouco e combinamos enterrar o assunto, até entre nós, para sempre. Parece que eu quebrei o pacto de algum modo, mas todos os homens vão entender que eu tinha que contar isso. Que graça teria se eu não contasse?
Enfim, a aventura do fim de semana foi isso. Agora devo explicar como tudo terminou. Com Sonia, pelo menos. Não sei se todos estão a fim. É menos excitante e mais comum, embora o sorriso que me surge quando lembro seja maior e mais... sincero.
Quem tiver interesse, continue lendo.
Passamos a manhã toda recolhendo os restos do fim de semana. Tanta gente jovem agitada junta suja e bagunça bastante, acreditem. Limpamos a cozinha de cima a baixo e passamos um pano na casa que nem o mordomo do Tenn (mesmo com a ajuda do tal bioálcool).
Quando deixamos a casa tão limpa que dava pena e parecia cenário de filme, tomamos banho e fomos para comer por aí. Minha irmã convidou. Bom, deveria escrever entre aspas porque acho que vocês não viram a expressão que fiz enquanto digitava. Digo isso porque ela simplesmente pegou da reserva que nossos pais deixaram para uma emergência de última hora. Ambos sabíamos que eles não reclamariam se aquele dinheiro simplesmente desaparecesse.
Depois de comer, fizemos a rota das despedidas, ou seja, fomos de casa em casa de cada uma delas para que elas tirassem um pouco dos pais - afinal, pra isso que os tinham. Depois daquele fim de semana, ter a cara de pau de chamá-las de aproveitadoras me parece um absurdo. Acabei de imaginar a cara delas lendo isso no site delas. "Aproveitadora? Aquele pervertido me chamou de aproveitadora?"
Acho que meu ponto de vista mudou com o tom maternal das "n" despedidas. Vamos ver, para as leitoras: se você dá umas gozadas num cara, que porra te dá o direito de tratá-lo como um bebê? Já sei, já sei, as gozadas delas. Mas é algo que nunca entendi.
Frases como: "Você foi um homenzinho, Arny, querido" com olhar doce enquanto acaricia seu cabelo mandam sua autoestima pro chão. Bom, também não é só isso, é que você preferiria algo tipo: "Machão, tô morrendo de prazer só de imaginar você montando em mim de novo. Já tô ficando molhada".
Bom, bom... Talvez também não seja isso... Bastaria: "Este é meu número de telefone. Ele e eu estaremos te esperando". Tanto faz, qualquer coisa, menos o olhar doce, a carícia no cabelo e o meloso "querido".
Mas superado o trauma das despedidas, voltamos pra casa, eu e minha irmãzinha. Quando estávamos sozinhos no carro, enquanto ela dirigia, ela quis tocar meu pacote. Não gostei muito e afastei a mão dela.
-"Vamos, Arny. Não seja fresco".
-"Olha, acho que já ficou claro. Acabou".
-"Vamos ver, Arny. Sejamos adultos..."
-"Adultos? O que somos é uns malditos pervertidos".
-"Bom, isso também" - disse ela rindo - "O que quero dizer é que... O mal já está feito. Já transamos. Acho que seria legal a gente se dar um novo presente.
- Não entendo como você consegue falar disso com tanta frieza.
- Frieza nada, tô bem quentinha. O que quero dizer é que até papai e mamãe chegarem, podemos nos divertir pra caralho, você e eu. Não porque a situação te levou a isso, mas porque você quer.
- Mas é que eu não quero.
- Você só quer fazer charminho. Não seja burro. Se temos umas duas horas... vamos aproveitar.
- Não, desculpa, mas não. A loucura do fim de semana acabou.
E dizendo isso, já havíamos chegado em casa. Desci do carro enquanto ela estacionava mais ou menos na entrada e fui direto pra piscina dar um mergulho.
Acho que pelo costume do fim de semana, entrei pelado. Quem ia se importar? Minha irmã? Nem sabia onde ela tinha se metido até aparecer alguns minutos depois, também completamente pelada.
Acho que o que me deixou com tesão naquele momento não foi estar pelado, mas a aparente naturalidade com que mostrávamos nossos corpos.
Ela entrou na água e, como era de se esperar, veio ao meu encontro. Repetiu-se a cena da minha irmã agarrada no meu pescoço, tentando me deixar excitado. Coitadinha, não ia conseguir porque já estava. Meu relógio marcava meio-dia e o ponteiro se fincava poderoso no umbigo dela.
- Por esse buraco não vai caber... mas tenho outros ansiosos pra recebê-lo.
- Olha, chega. Não vou permitir isso.
- E o que você vai fazer pra evitar?
- Te mandar pra merda. Amadurece. Me solta - gritei, com os olhos cheios de fúria fixos nos dela. Estou cansado de você me manipular. Não só nisso. Você me trata o tempo todo como se eu fosse um brinquedo que pudesse levar pra lá e pra cá, fazendo todas as palhaçadas que agradem à senhorita. Estou farto. Some da minha vida. Desaparece.
Ela simplesmente se soltou. Deu meia-volta e saiu da água. Devo reconhecer que... No começo, me senti o vencedor. Finalmente, eu tinha ganhado! Minha irmã não conseguira me manipular e nunca mais conseguiria.
Depois, a coisa mudou. Me senti culpado, o vilão do filme. E um filme como esse não deveria ter vilão. Então começaram os remorsos, os pensamentos autoincriminatórios e um monte de besteiras que, ao se acumularem na minha cabeça, me fizeram sair da água para procurá-la. Droga!
Procurei por ela por toda a casa, repetindo seu nome da forma mais doce possível, soltando um "me perdoa" de vez em quando. Ela não respondia. Tive que percorrer a casa toda, procurando algum canto onde alguém arrependido pudesse se esconder.
Ao entrar no quarto dela, a encontrei de novo. Mas desta vez, e não sei como ela conseguiu, ela estava amarrada na cama. Os pés com alguns panos, e as mãos com algemas. A imagem era espetacular. Só de abrir a porta do quarto, você se deparava com a cama de frente, com aquela mulher, agora sim, vulnerável, esperando algum sinal de que sua solidão não era um castigo merecido.
- "O que você está fazendo?"
- "Deixando você escolher"
- "Como assim, me deixar escolher? Se solta"
- "Não posso. Não alcanço as chaves."
- "Onde estão?"
- "Esse é meu segredo. Pelo menos até você escolher."
- "Até eu escolher o quê?"
- "Agora você tem duas opções. Primeira: você mesmo. Se deixe levar. Você manda. Me faz o que quiser. Este corpo eu tenho para que você aproveite o quanto quiser."
- "Passa para a segunda."
- "Ir para o seu quarto e pensar."
- "Pensar no quê?"
- "No que você vai dizer ao papai quando ele encontrar sua filhinha chorando nua no quarto dela, dizendo que seu irmãozinho a estuprou."
- "Você pirou de vez."
- "Pois é" – disse ela rindo – "Mas não pense na segunda possibilidade. Eu claramente escolheria a primeira. Vamos, irmãozinho. Me faça feliz."
- "Porra. Não"
- "Senta aqui do meu lado, vai" – não sei por que, mas fiz.
- "O que você quer?"
- "Nada. Só um favorzinho. Olha para mim."
- "Como?"
- "Tsssss" – ela fez para que eu... callara- "sólo me mira" - continuou fechando os olhos.
Como um ato reflexo ao seu pedido, eu a olhei. Estudei-a, cada centímetro do seu corpo. Não era minha irmã. Era uma deusa. Calada, com os olhos fechados. Prisioneira dos seus desejos e exposta aos meus.
A pele dela brilhava. Ainda estava úmida e refletia a luz do sol que entrava pela janela, desenhando no seu corpo figuras de sombras e formas. Havia uma covinha no meio do seu ventre que parecia querer absorver a energia do sol. Não entendo porquê, mas quis acariciar aquele pedaço de sol que tinha sido roubado do céu. Deixei minha mão cair suavemente sobre seu ventre e comecei a acariciá-lo, como se fosse uma estatueta de cristal que poderia quebrar com minha falta de jeito.
Do ventre, passei para os seios, e a um arquejo involuntário das suas costas, fruto de alguma fantasia da minha irmã, deixei minha mão deslizar até seu púbis.
Ummm no próximo episódio mais...
Se vocês gostaram, comentem... ou me sigaaam...
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