— Mas não fique aí parada, mocinha… pode ir lá pro fundo, a outra garota já chegou. Gabriela ficou uns instantes sem conseguir articular palavra, a mente dela era um caos, sabia que não devia fazer aquilo, mas precisava pagar a conta da caminhonete. — Ok, Pablo, muito obrigada — e com seu rebolado sensual foi até o lugar indicado. O lugar cheirava muito a gasolina, óleo, todos aqueles cheiros característicos de carros. O trajeto era longo e, enquanto avançava, se deparava com o que achava serem trabalhadores, todos parecidos, vestindo roupas surradas, sujas e feias, caras bem normais. Ela notava o olhar lascivo de cada um deles, ao que respondia com um educado “bom dia”. Gabriela abriu devagar a porta do camarim improvisado que seu Cipriano tinha montado e, quando o fez, viu uma garota sentada numa cadeira, vestindo um shortinho minúsculo e uma blusinha de alças. A garota não percebeu a entrada de Gabriela, pois estava muito ocupada arrumando o cabelo no espelho. Gaby, que por natureza era curiosa, ficou quieta observando a garota. Percebeu que se tratava de uma moça bem normal, não era a beleza que imaginou que encontraria depois do chamado de seu Cipriano. Olhou o corpo dela, uns peitos de tamanho médio, descendo para uma barriga com uma leve pançinha. Observou o rosto dela, era uma menina, no máximo 18 ou 19 anos, pelo que Gaby calculou. O que conseguiu ver do rosto dela agradou, era uma garota bonitinha, mas dentro do que se pode chamar de normal. A jovem virou para olhar a loira e foi Gaby quem quebrou o silêncio, como sempre: — Oi, me chamo Gaby e acho que somos colegas de trabalho — disse mostrando seu lindo sorriso de dentes brilhantes. — Mu… muito prazer, senhora, meu nome é Maria — disse a jovem levantando da cadeira e apertando a mão dela. Gaby não gostou que ela a tratasse por “senhora”, porque, no fim das contas, que mulher gosta de ser lembrada da idade? — Bem, Maria, mas a partir de hoje… Me chama pelo meu nome, tá? — Se "senhora" tiver bom… — naquele momento houve um silêncio, e depois as duas começaram a rir — Então, Gaby tá bem. Gaby soube que elas iam se dar super bem. Depois das apresentações, Maria mostrou pra Gaby onde estavam as roupas dela, que ela pegou e estendeu numa mesinha no canto do quarto. Sem nenhum pudor, a loira escultural tirou a blusa esportiva e o sutiã, e depois, de um jeito muito sensual (sem querer), deslizou lentamente a calça de moletom. — Desculpa, não sei se você se importa de eu me trocar aqui — disse Gaby, cobrindo os peitos com um braço e a intimidade com o outro. Gaby tinha o costume de fazer isso com as amigas; entre elas não tinha segredos, ainda mais algo tão simples como se ver pelada, mas lembrou que nem todas as mulheres eram assim. — Imagina, Gaby, fica à vontade — Pra ser sincera, o corpo da Gaby impactou a Maria; nunca na vida ela tinha visto um corpo mais perfeito, e isso a inibiu, a envergonhava saber que quando estivessem fora, ninguém ia olhar pra ela por causa daquela mulher espetacular. — Aconteceu alguma coisa, Maria? — perguntou Gaby — Não, nada… posso te fazer uma pergunta? — Já fez — riu Gaby, comentário que agradou Maria — Não, agora sério… você já fez alguma cirurgia? — disse Maria, tentando soar o mais natural possível, não queria irritar a colega. Gaby estranhou; conhecia Maria há pouco tempo, nunca imaginou que ela perguntaria isso. — Não, verdade, não fiz; meus pais me fizeram assim — disse, orgulhosa da própria anatomia, enquanto se olhava no espelho. — Sério? — Claro… na minha família, as mulheres sempre foram assim, embora minha mãe diga que eu exagerei — as duas riram — Que legal deve ser ter um corpo como o seu — disse Maria num tom melancólico, sabendo que ela não era nem metade da beleza de Gaby. Gaby, percebendo que talvez ao exibir o corpo tivesse feito Maria se sentir mal, disse: — Pois é, nem pense que é fácil; é um saco na academia, e ainda por cima todos os homens ficam te encarando. De um jeito estranho — o sorriso da Gaby era bem amigável — "Deve ser muito gostoso os caras te quererem pelo teu corpo, conseguir o que você quiser." Esse último comentário preocupou a loira; ela sempre achou que o mais importante nas pessoas era o interior. Não tinha casado com o marido por ele ser bonitão, fez isso porque, apesar dos defeitos, ele também tinha grandes virtudes. "Acredita em mim, não é tão bom assim," disse Gaby. "O que importa é o que a gente carrega por dentro." "SIIIM, o que a gente carrega dentro da tanga e dentro do sutiã," respondeu Maria. Apesar da lição que Gaby queria dar, ela não conseguiu evitar rir. "Bom, se apressa, Gaby, que já já é hora de sair." "Sim, mas cadê o dono da oficina?" perguntou Gaby, se referindo ao Seu Cipriano. "Meu tio chega mais tarde, mas fica tranquila que ele já me deu ordens do que fazer." "Seu tio?" perguntou Gaby. "Isso mesmo, cê não nota o parentesco?" Na vida, Gaby nunca teria adivinhado. Seu Cipriano era um homem muito feio e a garota era, até certo ponto, bonitinha. "Pois é, a verdade é que não," respondeu Gaby. "Ah, graças a Deus," comentou Maria, e as duas caíram na gargalhada. Gabriela e Maria dançavam sensual na frente do "Pé Grande", com suas roupas justas, no ritmo do reggaeton. A linda loira no começo ficava com vergonha de estar ali dançando pra estranhos, mas com o tempo foi ganhando confiança, até chegar à conclusão de que não era tão horrível quanto pensava. No fim das contas, ela adorava dançar, adorava aquela música, sua parceira era muito agradável, e até achava graça de como algum ou outro desligado tinha sofrido pequenos acidentes por virar pra olhar elas. Já tinha conhecido todo o pessoal, embora desejasse lembrar o nome de todos, só lembrava do "Macaquinho" ou Pablo, e do Francisco, um garoto de uns 20 anos que era namorado da Maria. Tinha que admitir que a estratégia parecia estar dando resultado, tinha muita gente. Gente rodeando a oficina, era verdade que muitos só iam pra olhar, mas outros entravam de verdade pelos seus carros. No pouco tempo que tava ali, a Gabriela já tinha recebido mais de 20 números de telefone, que ela aceitava por educação, mas claro que nunca ia ligar pra esses caras. Quando alguém pedia o número dela, ela educadamente se desculpava (mentindo), dizendo que se a empresa descobrisse, ela perderia o emprego. Enquanto isso, a poucos metros de distância, o Chango, o Francisco e o Seu Cipriano conversavam de boa. — Não fode, mano... Já não aguento, quero comer ela agora — falava o velho Seu Cipriano. — Sim, senhor, essa mulher é uma gostosa, olha só como ela mexe a raba — dizia o Francisco, apontando pra loira enquanto ela dançava a macarena, rebolando a bunda de um jeito hipnotizante. E se liga que ela tava usando um shortinho minúsculo, era uma visão de tirar o fôlego. — Essa buceta vai ser minha, rapaziada, mas tudo depende do plano dar certo, e de você não cagar tudo, muleque — disse o Seu Cipriano, virando pra olhar pro Francisco. — Já sei, senhor — foi tudo que o jovem conseguiu responder. E como se a Gabriela pudesse ouvir eles, sem perder o ritmo, ela se aproximou, puxou o Seu Cipriano e o chamou pra dançar com ela. Ele não ia perder a chance de dar uma apalpada naquela mulher tão gostosa e, sem pensar duas vezes, foi com ela. Os homens que estavam ali reunidos não acreditavam como aquele velho horrível tava se esfregando na mina, que parecia nem perceber (e era verdade, a Gabriela não imaginava nada daquilo, notava que o velho tava colado nela, mas era assim que se dançava). — Mano, cê vai fazer isso mesmo? — perguntou o Chango pro Francisco. — Ué, sim, por quê? — É que a dona é mó gente boa — no pouco tempo que o Chango conhecia a Gaby, já tinha criado um carinho por ela. — Sim, mano, mas o patrão quer comer ela, e quem não quer? Só olha pra ela, é uma gostosa. — Mas se ele conseguir, vai foder a vida dela. Pelo que eu sei, ela é casada, tem filho e tudo mais. imagina se quisessem fazer uma parada dessas com a sua mãe ou sua irmã, melhor ainda, nem vai longe, imagina se outro cara quisesse comer a María. Francisco ficou em silêncio, pensando. — Cê sabe que eu tô precisando de grana e o patrão me ofereceu uma boa, além disso, a María… tá de acordo — respondeu Francisco. O Chango não falou mais nada, sabia que nada ia fazer ele mudar de ideia, os dois ficaram ali vidrados, olhando pra gostosa da casada. As horas passaram, o primeiro dia dela tinha sido uma maravilha, ela tinha amado a sensação de liberdade, de se sentir desejada, de ter poder sobre os homens, e agora chegava a hora de voltar pra casa e, claro, o Dom Cipriano tinha se oferecido pra levar ela. Desde o primeiro minuto que chegou na oficina, ele não largou ela, e pros próximos dias ele já tinha planejado que fosse a mesma coisa, o que não incomodava a Gaby, pelo contrário, fazia ela se sentir segura, e sempre era bom ficar com alguém. Dom Cipriano queria que a Gaby se acostumasse com ele, que na hora que ele metesse nela não tivesse resistência da parte dela, queria seduzir ela, queria tirar ela da família, queria que aquela buceta de mulher fosse só dele, mas também queria que fosse na boa, queria que ela desejasse ele e não se importava em usar truques e enganações pra conseguir isso. Dom Cipriano deixou a Gaby a duas ruas do prédio dela, pra que o marido não percebesse que ela tinha chegado com ele. A loira caminhou até a casa dela, tinha sido um dia muito gostoso e ela ansiava que o próximo chegasse. — Oi, meu amor — disse o César quando viu a Gaby entrar — cê tá com uma cara meio cansada. A Gabriela não contou pro marido que tinha pedido as duas semanas de férias, porque não queria que ele soubesse do que ela tava fazendo, se sentia mal de esconder algo do marido, mas tinha chegado à conclusão de que era o melhor pros dois. — É, amor, foi um dia puxado. Naquela hora, o Jacobo entrou correndo — Mamãe… mamãe — falou todo empolgado — Oi, meu amor — A Gabriela pegou o pequenino no colo braços, naqueles momentos era a única coisa que importava pra ela. Os dias seguintes foram na mesma, com Gabriela indo pro "trabalho" na "oficina", isso claro sem o marido saber. Ela foi estreitando os laços com quem já considerava amigos, ou seja, a María e o Chango, mas com quem se sentia cada vez mais unida era com o Dom Cipriano. Em tão pouco tempo, passou a vê-lo como um pai, talvez por causa da falta de um na infância dela — não sabia ao certo, mas já tinha um carinho danado por ele. Com os outros trabalhadores, mantinha uma relação cordial; notava o jeito que a olhavam, mas já tava acostumada. Só na quinta-feira, um dia antes de cumprir o contrato, é que tudo mudou. Nesse dia, a María não foi trabalhar. Dom Cipriano explicou que ela tava doente, então Gabriela saiu pra trabalhar como edecã sozinha. Sentia algo estranho no ar; durante a tarde toda, não viu nenhum outro trabalhador, só o Dom Cipriano, o Chango e o Francisco. Quando perguntou o porquê, Dom Cipriano respondeu que não sabia, mas que quando descobrisse, ia se vingar (mentira, já que ele mesmo tinha dado o dia de folha pra eles). Gabriela já tava no quartinho onde trocava de roupa pra voltar pra casa, se olhando no espelho, modelando, pegando a melena loira dela por cima da cabeça (no fundo, era uma vaidosa). Examinava o corpo procurando qualquer imperfeição. De repente, a porta se abriu, e na frente dela apareceu o Francisco com uma faca na mão. Gabriela não sabia o que tava rolando, e ainda por cima tinha certeza de ter trancado a porta. — Francisco! — exclamou a loira, preocupada mas tentando não demonstrar, enquanto recuava bem devagar até bater na parede. Francisco não dizia nada; o rosto dele não mostrava emoção nenhuma, só foi se aproximando da loira. — O que você quer, Francisco...? — perguntou num tom mais corajoso do que conseguia mostrar. Ele não respondeu. Agarrou ela com força. corpo dela. Sai pra lá, seu porco — a garota tentava empurrar sem sucesso o corpo do cara, que mesmo não sendo muito forte, tinha força o bastante pra segurá-la. — Por favor, alguém me ajuda — gritava a garota. O jovem continuava sem dizer uma palavra, só soltava sons guturais, enquanto encostava o canivete no pescoço da loira. — Cala a boca, gatinha, ou pode acontecer algo ruim com você — dizia Francisco, visivelmente nervoso, e começou a passar a língua pelo pescoço macio dela. "Ai, meu Deus"... Por favor, me ajuda... ele tá me tocando — pensava a garota, instintivamente fechou os olhos e rezou pra estar em outro lugar, que fosse só um pesadelo horrível. Naquele momento, sentiu umas mãos apertarem seus peitos enormes, apalpando-os, sentindo-os. — Nãããããããooooo — gritou a loira. — Calma... vai ficar tudo bem. As lágrimas inundaram o lindo rosto da Gaby, ela não queria ser estuprada naquele lugar. De repente, sem aviso, umas mãos agarraram o jovem e o empurraram pro lado. A linda Gabriela observou aliviadíssima, embora confusa, o que tava rolando. Do lado dela, sem saber como, apareceu o Seu Cipriano, que mesmo sendo velho, também era bem corpulento e era fácil pra ele lidar com o jovem. — Cê pensa que tá fazendo o quê, moleque? — gritou o velho, se colocando na frente da garota em sinal de proteção, o que ela agradeceu e, se encostando nele, ficou esperando. O jovem não disse nada, rapidamente se levantou e saiu correndo. O velho quis ir atrás, mas não conseguiu porque a Gabriela puxou o braço dele, não queria ficar sozinha. Gabriela abraçou ele, seus lindos olhos ainda soltavam lágrimas, mas dessa vez eram lágrimas de alegria. — Muito... Muito obrigada, Seu Cipriano — dizia a Gaby, sem imaginar que aquele abraço esquentava demais o velho, sentir aquele corpo voluptuoso era de enlouquecer. — Calma, mocinha... faria tudo por você... — Foi a primeira vez que a Gaby achou que viu nos olhos dele algo mais que amor de pai. O Seu Cipriano a segurou por uns Minutos entre os braços dele, era a primeira vez que sentia um desejo tão intenso por alguém, nem pela própria esposa tinha sentido tanta excitação e queria aproveitar cada segundo daquilo. Por sua vez, Gaby se sentia segura, aquele homem a tinha salvado do que teria sido a pior experiência da vida dela. Ou pelo menos era o que ela achava. Naquela noite, Gaby ainda estava inquieta, sabia que o perigo tinha passado, mas ainda estava nervosa, o que César percebeu, porém ela se recusou a contar a verdade e dizia que eram problemas de trabalho sem importância. Seu Cipriano tinha sugerido que Gabriela tirasse o dia seguinte para se acalmar, mas ela recusou, em parte porque estava realmente se divertindo e em parte como agradecimento ao seu salvador, não ia decepcioná-lo com o trabalho. Naquela sexta-feira, ela chegou à oficina e percebeu que as coisas estavam voltando ao normal, os trabalhadores voltaram, assim como sua colega e amiga Maria. Com muita tristeza, a loira contou à amiga o que aconteceu no dia anterior na oficina com Francisco (namorado de Maria). — Tô te contando isso em parte porque você é minha amiga e quero desabafar, e por outra porque um cara como esse não merece você — o rosto de Gaby mostrava preocupação verdadeira. O rosto de Maria estava sereno, mas ao mesmo tempo preocupado. — Não... não é o que você tá pensando, amiga — defendeu Maria o namorado. — Como assim não é o que eu tô pensando? Se ele me tocou, quase... — não conseguiu terminar a frase. — Agora não posso te contar mais, espera umas horas e eu conto tudo — prometeu Maria a Gaby e, sem dizer mais nada, saiu do quarto apressadamente. Gabriela ficou desnorteada, o que ela queria dizer? O que ia contar? Deixou o assunto de lado, pelo menos por enquanto, afinal em algumas horas saberia. Terminado o último dia, as duas garotas voltaram ao quarto onde trocavam de roupa, e quando entraram, o tarado as esperava. Gabriela rapidamente ficou na defensiva, depois do que aconteceu no dia anterior, preferia estar preparada. María percebeu a atitude da amiga e disse: —Fica tranquila, eu pedi pra ele vir. O que vamos te contar é coisa séria e já peço desculpas adiantado. —Pois é... eu também— disse o chango —Senta aí, Gaby, por favor— pediu María educadamente. Quando todos estavam sentados, continuaram: —O que vocês querem me dizer?.. Não me deixem no suspense —O que aconteceu ontem foi um erro total— —Você tá enganada, não foi erro nenhum— Gaby tinha levantado a voz. Depois do que passou ontem, ficava puta dele ainda tentar defender o namorado. Desculpa, não me expliquei direito. Nós dois (se referindo ao chango e a ela) sabemos que o que você tá contando é verdade, mas as coisas não são o que parecem. A loira tava toda confusa. —Vou tentar ser o mais clara possível. Olha, Francisco nunca quis te machucar, mas foi obrigado por alguém— María e o chango trocavam olhares ansiosos. —Por quem?— perguntou com medo, mas ao mesmo tempo morrendo de vontade de saber o que iam contar. —Pelo patrão— respondeu o chango na hora. Aquilo foi como um balde de água fria na loira. —O quê?— Mesmo com o que falaram, era difícil de engolir. É isso mesmo, Gaby, meu tio planejou aquilo, e o pior é que a gente sabia— dava pra ver o arrependimento na voz dela, mas Gabriela não tava muito convencida de que tavam falando a verdade. De repente, ela levantou da cadeira e, visivelmente irritada, disse: —Não acredito que depois do que me aconteceu ontem, vocês têm coragem de fazer uma piada dessas —Acredita em mim, Gaby, queria muito que fosse brincadeira, mas não é. —Pois sinto muito, minha rainha, mas não consigo acreditar que um homem como Seu Cipriano tenha planejado isso, e ainda por cima, com que objetivo?— Gaby continuava no mesmo tom desafiador. —SHHHHHHH— fez o chango, com medo de que alguém pudesse ouvir. —Por favor, Gaby, vejo que você tá muito nervosa, melhor deixarmos pra outro dia— sugeriu María —Não, não vou me calar, ou vocês me contam agora o que tá rolando, ou Seu Cipriano vai ficar sabendo que tão inventando história pra cima dele. falsos. —Ameaçou Gaby, naquele tom que denunciava o quanto estava puta. Aquele homem tinha sido muito bom com ela, não deixaria que mentissem sobre ele, ainda mais numa parada tão grave. —Tá bom, queria te contar com jeito, mas já que é assim... — Maria respirou fundo. — Meu tio tá a fim de você, em outras palavras, quer te comer. — O rostinho lindo de Gaby se transformou numa cara de choque. — Ele tá obcecado em te levar pra cama — disse Maria, enquanto o macaco balançava a cabeça confirmando. — Cê tá louca, acha mesmo que vou engolir essa? Se ele sempre foi gente boa comigo — Gaby ainda não acreditava no que ouvia. — É verdade, Gaby, juro pela minha mãezinha — falou o macaco, achando que assim convenceria ela. — Desculpa, mas isso me parece uma puta idiotice. E, afinal, por que tão me contar isso agora? — Porque você é foda pra caralho. Nós (o macaco e Maria) criamos um puta carinho por você e não achamos justo que meu tio te passe a perna, até porque você tem um filhote e um marido que, pelo que você conta, ama e é amada. Além disso, também não acho justo com minha tia, ela é uma mulher boa que não merece levar gaia. Gabriela sabia que Seu Cipriano era casado, e pela forma como ele falava da esposa, não imaginava que ele fosse traí-la. Maria contou pra Gaby como o tio tinha proibido ela de chegar perto da oficina no dia anterior, ameaçando mandar ela embora se não obedecesse, e também que tinha dado folga pros funcionários (lembrando que pra Gaby ele disse que não sabia por que eles não foram trabalhar). O macaco, por sua vez, contou como Seu Cipriano tinha apostado que ia levar ela pra cama, o jeito que ele fingia ser na frente dela e como era de verdade pelas costas. E o mais importante: contaram o que tinha rolado com Francisco. Ele era um cara legal que, infelizmente, tinha a mãe muito doente no hospital, e Seu Cipriano se aproveitou disso pra obrigar ele a atacar a loira. Assim, o chegar de última hora e sair como herói na frente dela, ele tinha prometido que se tudo desse certo daria uma grana alta pra ela e a promessa de poder voltar ao trabalho depois que a Gaby fosse embora. — Na verdade, não consigo acreditar em vocês, Seu Cipriano é um homem bom — Ela não sabia se realmente não conseguia acreditar ou se não queria. — Quem dera você tivesse acreditado na gente desde o começo, mas fazer o que, parece que vamos ter que te mostrar como meu tio é de verdade. Em seguida, começaram a contar o que fariam. Maria disse pra ela que ambas iam se esconder no closet, que ela escutasse com atenção tudo que o tio dela dissesse, do resto o chango cuidava. Gabriela acabou aceitando, com a ameaça de que se não acreditasse neles, contaria tudo pro Seu Cipriano. Ela queria ir até o fundo daquilo, agora só faltava o Seu Cipriano aparecer. Ouviram barulhos vindo da entrada, o que os alertou de que o Seu Cipriano tinha acabado de voltar, então Maria incentivou Gabriela a se esconderem no closet, fecharam a porta com tranca pra evitar que o Seu Cipriano as descobrisse, enquanto isso o chango seria o encarregado de desmascará-lo, atraindo ele pro quarto pra Gabriela ouvir. — O que você quer, chango? — perguntou Seu Cipriano, enquanto com o olhar procurava vestígios da Gaby — Ah, nada não, só queria avisar que a Gaby passou mal… Ela levou a caminhonete dela (lembrando que naquele dia a caminhonete dela finalmente tava pronta). — Sem problema, meu changuinho, no fim das contas já tenho ela comendo na minha mão, hahahaha — A loira do esconderijo conseguia ouvir toda a conversa, ficou surpresa com o comentário do Seu Cipriano, mas no fim das contas ele ainda não tinha dito nada tão ruim, continuou escutando com atenção. O chango sabia que pra Gaby acreditar neles, ela precisava ouvir ele como ele realmente era, então se atreveu a perguntar. — E como vai a aposta, chefia? — Você é um idiota, é o dinheiro mais fácil que vou ganhar — se gabava Seu Cipriano — É tão fácil assim? Fácil? – a voz do macaco ecoou no quartinho. Enquanto no seu esconderijo, Gabriela não entendia do que falavam, mas a resposta veio num instante. – Olha só, meu macaco, na frente da Gabrielinha eu sou um herói, se não fosse por mim o Francisco já tinha comido ela – disse Cipriano, seguido de uma gargalhada. Por uns instantes, o silêncio reinou entre os dois homens; o macaco não sabia mais o que dizer. Até aquele momento, Seu Cipriano não tinha dito nada comprometedor e sabia que era só questão de tempo até a Gaby largar o plano e sair do armário. Felizmente, ele não precisou falar mais nada. – Sabe do que eu tô de saco cheio? – perguntou Seu Cipriano – Tô de saco cheio de ter que dar tanta grana pra aquele cara só pra seguir meu plano, mas quando lembro da bunda espetacular da Gabrielinha e como vou meter nela, esqueço todo o resto – as palavras de Seu Cipriano estavam carregadas de luxúria, uma luxúria que o consumia por dentro. – Não fode, macaco, ela é uma gostosa – disse Cipriano, se referindo à Gaby. – Sim, chefe, ela é... muito bonita, mas – em outra situação, o macaco teria usado um adjetivo mais pesado, mas sabendo que a Gaby estava ouvindo, se segurou. – Mas o quê? – perguntou Cipriano, com um tom irritado. – Ela é casada, senhor, e ainda tem um filho. – Dane-se o marido e o filho dela, ela é uma mulher incrível e, de cara, dá pra ver que adora uma pica. Essas palavras cravaram fundo no coração da Gaby, que, com o ouvido colado na portinha de madeira do armário, ouvia claramente como Seu Cipriano falava dela. – E o que não me falta é isso... pica... hahahaha. O velho notou o nervosismo na cara do macaco. Agora que tinha certeza de que a Gaby tinha ouvido tudo, se perguntava como ela reagiria. Tinha medo de que ela pudesse sair do armário e encarar o chefe dele, afinal, ela era desse tipo de mulher. Se perguntou se tinha sido um erro arriscar o emprego pela amiga. – O que foi, cara? Tô te achando estranho – – Nada, senhor, só tava pensando agora que... é o que ele vai fazer com a Gaby. O macaco mentiu. - Amanhã é meu dia de sorte, macaco. Ela me contou que o marido não vai estar amanhã (era verdade, finalmente César tinha conseguido um emprego e precisava sair da cidade, carregado). Vou convidar ela pra sair, e à noite a gente vai passar uma delícia... hahaha. - E o senhor acha que ela vai querer sair? Só se conhecem há duas semanas. - Claro, como te disse, sou o herói dela, então ela não vai recusar. E se recusar, é só insistir... macaco, vou te contar uma coisa, mas isso não conta pra ninguém, nem pra Maria. - Por que o senhor não quer que eu conte? - o macaco estava intrigado. - Essas duas ficaram muito amigas, e tenho medo que essa menina vá cagar tudo - disse Dom Cipriano, sem imaginar que ela já tinha feito isso. - Prometo, senhor - o macaco cruzou os dedos, mentindo, claro, sem que Dom Cipriano visse. - Olha, eu tô pensando em trazer ela aqui mesmo e colocar uma câmera ali - disse Cipriano, apontando pra janela - escondida, claro, e chantagear ela de algum jeito com isso. Gaby não acreditava no que ouvia. Cadê aquele senhor bonzinho que ela conhecia? Será que desde que a conheceu esse era o plano dele? E por que ela? Por que ele não se importava em destruir a família dela pra ficar com ela? Os minutos passaram e Gaby ficava cada vez mais enojada, ouvindo o jeito tão baixo que Dom Cipriano falava dela, as posições que ele dizia que ia fazer, quantas vezes ia gozar dentro dela, até ouviu ele falar que queria engravidar ela. Não aguentava mais. Queria sair correndo e mandar umas verdades na cara daquele homem que a enganou, fazendo ela acreditar que era um cara legal. Mas se segurou, porque tinha prometido. Em certo momento, Dom Cipriano se despediu, deixou o macaco fechar a venda e foi pra casa. Um tempo depois, as duas garotas saíram do armário quando ouviram o carro de Dom Cipriano dar partida. - Sinceramente, sinto muito que você tenha descoberto assim, e peço desculpas de novo pela nossa parte. — Sabíamos —disse a jovem María enquanto o macaco balançava a cabeça.
O macaco e María ficaram em silêncio por uns instantes, sem saber como Gaby reagiria. O silêncio era muito desconfortável até que Gaby o quebrou.
— Agradeço que no final tenham feito a coisa certa… embora deva admitir que estou meio puta com vocês — ela se conhecia, sabia que em poucos dias esqueceria o que fizeram de errado. Quem ela não conseguiria perdoar era Dom Cipriano. — Cadê minha caminhonete? — perguntou Gaby secamente, virando-se para o macaco (era o dia em que a caminhonete ficaria pronta).
— A duas quadras daqui — disse o macaco, entregando as chaves e apontando a direção.
— Acho que não preciso falar isso, mas não contem pro Cipriano que o "plano" dele já era — Ambos assentiram e viram ela se afastar. Não disseram nada, sabiam que era melhor deixá-la sozinha por enquanto. Mesmo naquela situação e sendo amigo dela, o macaco não conseguiu evitar de cravar o olhar na rabeta da garota. "Que bucetuda… que bucetuda…" pensou o macaco.
Gaby dirigia sua caminhonete em direção a casa, pensando no que tinha acontecido. Não entendia por que alguém tentaria separá-la dos seus dois grandes amores (o filho e o marido), e muito menos entendia que fizesse isso por algo tão banal quanto sexo. Pois é, aquele homem só queria ela pra transar, não pra fazer amor, mas pra saciar as piores taras dele. E isso a enojava, a irritava do jeito que ele se fez de bonzinho só pra meter na cama dela. Decidiu que não podia ficar assim, precisava se vingar de algum jeito. Enquanto se revirava na cama, sozinha, lembrava que fazia algumas horas que o marido tinha saído, o filho dormia tranquilamente no quarto ao lado. Aquele dia tinha sido pesado; no começo, foi difícil aceitar que aquele homem que ela quase chegou a amar como um pai a traísse daquele jeito. Percebeu que o celularzinho vibrava, sinal de… que estava entrando uma chamada, pegou o celular na mesinha do lado direito do quarto de casal, na esperança de que fosse o marido. A decepção foi tanta ao ver na tela que a chamada era de Dom Cipriano. Hesitou por um momento sobre o que fazer, talvez devesse ter feito o mais lógico e não atender, afinal já tinha pago a dívida e recuperado a caminhonete. Mas a vida prega armadilhas no caminho, e a loira cometeu um dos maiores erros da vida dela: atendeu. — Boa tarde — respondeu Gaby. — Oi, Gabrielinha, como cê tá? — perguntou Dom Cipriano. Era inacreditável como aquele homem, que horas antes ela teria protegido de tudo, agora lhe causava tanto nojo. Mas não deixou transparecer. — Tô bem, senhor, tava aqui dormindo, sozinha, com frio — ela agiu de forma estranha. — Cê tá sozinha porque quer, gata, é só falar que eu vou aí te esquentar — o velho se atreveu a dizer. Em qualquer outro momento, Gaby teria desligado, mas depois daquela tarde, queria dar uma lição nele, então entrou no jogo. — O senhor é um sedutor, hein... hahaha — Gaby fingiu uma risada tímida. Passaram alguns instantes de silêncio entre eles, mas o velho, sentindo falsamente que tinha ganhado terreno, não tirou o pé do acelerador. — Então, gata, vou aí na sua casa pra "conversar"? — Bom, até que eu gostaria... mas tô me sentindo meio dodói... mas também tô sozinha, ai, senhor, não sei o que fazer — a atuação da garota era tão convincente que o homem achou que ela tava dando mole. — Fácil... vou praí e te massajo essas feridinhas — o velho começou a usar os mesmos diminutivos que a Gaby usava. Dom Cipriano achava que já tinha ela na mão, na imaginação já via ela pelada chupando o pau dele. — Ai, não, senhor, o que os vizinhos vão pensar se virem um machão como o senhor entrando na minha casa a essa hora, com meu marido fora? Iam pensar o pior de mim — Gabriela sabia que o que mais excitava os homens era ser elogiado. — Manda eles Vai todo mundo pro caralho – dizia o velho preso da luxúria. A loira esboçou um sorriso malicioso, podia sentir a luxúria vindo das palavras do velho, que cada vez se esforçava menos pra fingir que tava falando da doença da Gabriela. – Eu até gostaria, seu Cipriano, mas cê vê, essas são as desvantagens de ser casada, a gente não se diverte tanto quanto queria – o velho não acreditava na putaria que a Gaby tava soltando, então pensou que talvez tivesse entendendo errado, e perguntou. – Aaaah... o que cê quer dizer? – gaguejou o velho, ansioso pra ouvir a resposta. – Cê sabe, seu, se dependesse de mim, te convidava pra minha casa, te dava um massagem gostosa e a gente passava um tempo bem gostoso, tudo pro meu Herói – Gabriela se surpreendeu com o tesão que tava saindo, além da rapidez que tava pensando nessa situação. O velho tava em choque, claramente a Gabrielita, a mulher que ele mais desejou na vida, tava se oferecendo pra transar com ele. – Além disso, seu, meu filhinho tá aqui em casa e o que ele ia pensar se me visse com outro homem que não é o pai dele? – o coração de Gabriela se partia ao falar dos seus dois grandes amores nessa situação. – Se te entendo, gata, mas me entende também, se você visse como eu tô com o pau duro e grande por sua causa... ufff – Gabriela não imaginava que naquele instante o velho tava se masturbando forte. – Que nojo essas palavras davam pra Gabriela, mas ela tinha que aguentar, pelo menos por enquanto. – Tenho uma ideia, gata... que tal se eu passar aí e a gente for pra outro lugar, o que você quiser? – Não, seu, não posso deixar o Jacobo sozinho... mas... que tal se a gente deixar pra amanhã? – Amanhã? – perguntou o velho com um tom esperançoso. – Sim... amanhã de manhã eu deixo o Jacobinho com a minha sogra idiota (isso saía do fundo do coração) e à noite a gente tem o tempo todo do mundo pra nós dois sozinhos, ok, mas claro, com duas condições – a voz da Gaby era tão sensual que nem um pai aguentaria. – Quais? – perguntou o velho. – A primeira é que a gente vá pra um lugar afastado da minha casa, Não queremos que um vizinho fofoqueiro estrague nossa noite, né? - perguntou Gaby, carregada de sensualidade. - Nem que Deus permita, minha rainha… nem que Deus permita. Apesar do nojo que agora sentia por Dom Cipriano, não conseguia evitar sentir uma certa graça pela tesão que notava no velho, e sua diversão aumentava quando imaginava a decepção que ele teria no fim da noite. - E a outra - continuou Gaby - é que a gente leve minha caminhonete, depois que o melhor mecânico do mundo a arrumou, quero exibi-la. - Claro, o que você quiser, mamacita. - Amanhã passe aqui às 8 e daqui a gente sai, entendido? - Entendido, já não vejo a hora. "Velho porco, se você não se importou em tentar foder minha vida, eu não vou me importar em foder a sua", pensou Gaby. Na manhã seguinte, Gaby sentia um estranho sentimento de culpa; de certa forma, tinha aceitado sair com um homem que não era seu marido. Sabia que não rolaria nada sexual e que, na verdade, seu plano era deixá-lo no ridículo, mas para isso precisava se passar por uma garota obediente que queria tudo com ele e tinha que se mostrar provocante, disposta, gostosa, e isso, de certa forma, parecia uma leve traição. Para diminuir a culpa, passou a manhã toda mimando seu nenuco (como chamava carinhosamente Jacobo), levou ele ao parque cedo, depois ao McDonald's e terminaram vendo um filme infantil. Terminado isso e com o plano em ação, como tinha dito a Dom Cipriano, deixou Jacobo com a avó. E a mesma cantilena de sempre: a senhora reclamando com Gaby, dizendo coisas como que mal o filho dela não estava e ela já aproveitava pra sair com as "amigas", clara insinuação de que não era com amigas. Mas naquele dia Gabriela não respondeu, não estava a fim, já tinha se cansado de brigar com a sogra, ou talvez porque naquele dia a velha tinha um pouco de razão. No fim da tarde, a loira começou a se arrumar para o "encontro": tomou banho, se perfumou, escolheu cuidadosamente a Roupas que ia usar, tentando parecer extremamente sexy. Para aquela noite, Gabriela tinha decidido usar suas melhores roupas, as mais caras e as que mais destacavam sua voluptuosa anatomia. Primeiro, escolheu uma calcinha fio-dental minúscula e um sutiã bem pequeno, ambos pretos. Vestiu a calcinha fio-dental, que era tão pequena que parecia que ela só usava um fiozinho na altura do quadril, já que suas bundas enormes cobriam tudo. O sutiã minúsculo parecia que ia estourar, tentando segurar a majestade dos melões da dona. Depois do armário, pegou um vestido curtinho que chegava acima das coxas, metade preto em cima e metade cinza embaixo, sem mangas, que desenhava perfeitamente sua bunda e seus peitões enormes. Soltou o cabelo loiro e passou os produtos de beleza típicos que as mulheres usam. Depois, se maquiou (embora não precisasse) e, por último, calçou uns saltos pretos finíssimos. Ao terminar, se olhou no espelho de corpo inteiro que tinha no banheiro. Ela sabia: estava espetacular. — Então é por isso que você queria me separar da minha família — disse para si mesma no espelho, enquanto segurava a própria bunda espetacular com as duas mãos. — Pois vai ver que isso é mais do que umas nádegas — finalizou, sorrindo para si mesma. A hora estava chegando, e o coração dela batia cada vez mais rápido. Não sabia se estava fazendo a coisa certa. Gabriela andava de um lado para o outro, pensando no que fazer, se estava agindo certo. No fundo, sabia a resposta, mesmo que as circunstâncias fossem especiais, não deveria fazer o que estava prestes a acontecer. Estava prestes a sair com outro homem que não era o marido, mas não iria traí-lo, isso nunca, e muito menos com um sujeito tão desprezível. Rapidamente pegou o telefone, torcendo para não ser tarde demais para cancelar aquele encontro extraconjugal, inventando qualquer desculpa. Começou a discar quando ouviu a campainha tocar. Amaldiçoou a si mesma. Tinha sido muito lenta. Pergunto se ainda dava pra voltar atrás. O velho, ao ver a silhueta voluptuosa do que ele imaginava ser sua parceira sexual da noite, não conseguiu evitar se sentir o homem mais sortudo do mundo. Ela, por outro lado, sentiu repulsa ao ver o velho, que vestia uma camisa preta xadrez, uma calça jeans azul e botas de cowboy. — Boa noite, senhorita — disse o velho num tom bem sugestivo. — Boa noite, senhor — respondeu Gaby, lançando um sorriso provocante, promissor, sexy. A loira rapidamente pegou a bolsa que estava em cima da mesa de passar e num instante se dirigiu à saída, não queria que aquele homem pisasse um centímetro da casa dela. A loira fechou a porta e enfiou a chave com intenção de trancar. Plash, foi o som sonoro da palmada violenta que o homem deu na bundinha da esposa sensual. Não satisfeito, o homem não tirou a mão, mas a deixou ali, massageando o glúteo da garota. “Porra, o que eu faço, ele tá me tocando”, pensava a garota, tomada pelo desespero. Naquele momento, queria dar um soco nele, mas se quisesse seguir com o plano, tinha que aguentar. — Uuuhhhh, não seja mão boba — foi o que conseguiu responder com seu sorriso sensual, afastando delicadamente a mão dele com a sua. No rosto do homem, só dava pra ver o sorriso de quem já se achava vencedor, certo de que teria uma grande noite. — Já não aguento mais, Gabrielinha... me dá um adianto — as mãos grandes do homem a puxaram pra perto dele. Mesmo ela resistindo, não adiantou muito, o velho era muito forte. A garota conseguia sentir o calor que emanava daquele corpo gordo; naquele momento, soube que era inútil resistir, tinha que ser inteligente. — Não... aqui não... podem nos ver, jijijiji — riu Gaby nervosamente. — Não se faz de difícil, pelo menos um beijinho pro seu herói. O homem tinha a mulher presa com suas duas mãos enormes, que estavam posicionadas a alguns centímetros acima das nádegas carnudas dela. Só bastava um Movimento pra apalpar elas, pra sentir aquela dureza com que ele tinha sonhado toda noite desde que a conheceu. Não aguento mais e pego elas, aperto, senti elas em toda a sua grande dimensão, eram melhores do que ele imaginava, duras mas ao mesmo tempo macias, impactantes. Gabriela tava realmente preocupada que alguém pudesse ver eles (algum vizinho), tava numa situação comprometedora. Não tinha outra saída, de um jeito provocante, ela encostou os lábios nos do velho, e num instante tirou. Aquele beijinho foi o suficiente pra excitar ainda mais o velho. — Ai, senhor, vamos pra outro lugar… Pra eu poder dar a massagenzinha que prometi ontem, e além disso quero o que o senhor me prometeu, grande e duro, e garanto que vai terminar com um final feliz — sussurrou isso no ouvido esquerdo de Dom Cipriano, passando levemente a língua na orelha do velho — Uuuummm, que gostoso, sabor de macho, Aaaahhhh O velho, olhando fixamente pra menina, pegou a mão dela e praticamente puxando, incentivou ela a segui-lo em direção à saída do prédio, já não queria esperar mais. O velho levou ela pra um hotel que ficava uns 20 minutos do prédio onde a menina morava, fez isso na caminhonete dela, porque uma das condições que Gaby colocou era que usassem a caminhonete dela. A primeira proposta do mecânico tinha sido levar ela pra oficina dele, mas Gaby, lembrando do que ele disse no dia anterior, sobre colocar câmeras, recusou, argumentando que já tinha conhecidos por aqueles lados. O velho, por mais que insistisse, não conseguiu fazer ela mudar de ideia, então decidiu levar ela pra outro lugar. A viagem foi horrível pra menina, ela teve que aguentar todo tipo de cantada bem pesada, e além disso, o velho, completamente seguro de que já tinha ela na cama, não parava de massagear as pernas poderosas dela. O pior não era isso, o pior pra Gaby era ter que fingir que tava gostando, ter que usar aquela risada idiota pra que o velho não desconfiasse, embora em certo momento ela se sentiu culpada. Reflito sobre o que o marido dela estaria fazendo enquanto ela se deixava apalpar por um cara que poderia ser o pai dela, mas não tinha volta, eu precisava ensinar aquele homem que com a dona Gabriela Ramos de Guillen não se brinca. Estacionaram a caminhonete perto do hotel, era um prédio bem antigo, não dava pra dizer que era horrível, mas era bem precário, pelo menos a fachada, uns quantos andares que claramente estavam há anos sem uma pintada, uma placa enorme com a palavra "motel" em vermelho piscando, exceto pelo "o" que não funcionava. Gabriela via casais entrando e saindo (embora fossem mais os que entravam, dada a hora), e sentiu vergonha, na cabeça dela sabia, eles eram o "casal mais descombinado", os casais que ela via eram geralmente da mesma idade e características, diferente deles. Sentia que todos os olhares estavam neles, e não estava muito longe da realidade, os homens se perguntavam como aquele sujeito nojento conseguia trazer pela cintura uma garota tão gostosa, se ele tinha pagado algo e se fosse assim devia ser muito dinheiro. As mulheres rapidamente pensavam no mais óbvio, que era uma puta. Chegaram no recepcionista. -Boa noite- disse o recepcionista, que imediatamente notou a beleza da garota -Preciso de um quarto- respondeu o velho, dava pra ver que estava apressado -Cama de casal ou de solteiro?- perguntou o funcionário do hotel -O senhor não tá vendo, cara?- respondeu o velho irritado, enquanto com o olhar apontava pra Gaby. -Desculpe, senhor- O funcionário entregou as chaves do quarto, Seu Cipriano pagou e os dois se retiraram em direção a ele, com o olhar do recepcionista grudado no balanço sensual da bunda da casada, naquela hora ele desejou ter câmeras nos quartos. Com certa dificuldade, Seu Cipriano enfiou a chave na fechadura e abriu a porta, a ansiedade pra comer a Gaby era grande. Então a loira pôde ver o quarto, não era muito amplo, mas também não era pequena demais, tinha só o necessário pro que os casais precisavam dela, uma cama no centro, encostada na parede, alguns móveis e um quarto no fundo, que ela achou que era o banheiro. Os pensamentos da loira foram interrompidos pela voz do velho, que dizia: - Agora sim, gatinha... Vamos aproveitar como recém-casados - Lentamente, Cipriano se aproximava dela, que não sabia o que fazer, precisava pensar rápido ou estaria em perigo, sabia que um homem excitado era capaz de tudo. Talvez vocês se perguntem o que exatamente Gabriela pensava ao se meter na boca do lobo, ao se expor daquele jeito com aquele homem que queria tudo com ela, era simples: não podia deixar as coisas assim, não podia permitir que ele tirasse sarro dela e muito menos da família dela, era uma mulher independente, capaz de se virar sozinha, quando alguém tentava machucá-la, ela sabia se defender e nesse caso não era exceção. O plano dela era expor ele na frente de todo mundo, fazer a mulher dele perceber que tipo de homem ele era, e pra isso tinha guardado uma surpresa. - Espera aí um pouquinho, Seu... que tal se eu der primeiro a massagem que prometi ontem??? - perguntou Gaby com aquela voz cheia de inocência. - O que você quiser, minha rainha - respondeu Cipriano. "Velho porco... Enquanto você tá aqui com outra mulher, sua pobre esposa deve estar preocupadíssima com você" pensava Gaby "mas vai se arrepender de ter aceitado minha proposta", foi nesse instante que Gaby percebeu que Seu Cipriano tinha tirado a camisa xadrez, era uma visão nojenta, a barriga enorme de Seu Cipriano subia e descia por causa da respiração ofegante, os pelos grossos dele de longe pareciam sujeira e imundície, definitivamente era um cara nojento. - Ainda não - disse Gaby percebendo que o velho tentava tirar a calça pra depois tirar a cueca. - O que foi, rainha? - perguntou Seu Cipriano sem entender a reação dela. Gaby, percebendo que tinha reagido mal, disse: - Vai lá Banheiro, tire sua roupa e pegue uma toalha. O velho, que ainda não entendia por que não podia se despir ali, ficou imóvel até que Gaby continuou: — Me excita esperar… quero me surpreender com seu pauzão e brincar muito com ele. Dom Cipriano sorriu, era a primeira vez que ouvia uma mulher tão gostosa falar sobre o seu membro. — Te garanto que meu pau não vai te decepcionar, gatinha... em instantes vou fazer você gritar que nem uma loba. Ele se aproximou perigosamente da anatomia de Gabriela, que rapidamente se pôs na defensiva, mas o homem foi mais rápido, com um puxão a atraiu para perto e deu um beijão nela, que a garota recebeu de má vontade. Sua mente se debatia entre empurrá-lo e continuar beijando, precisava manter as aparências, tinha que fazê-lo acreditar que estava gostando. O velho era habilidoso, e chegava a lugares profundos na boca da loira, aproveitava para massagear o corpo do que ele achava que já era sua amante. Adorava colocar as mãos na rabuda da garota e subi-las pela cintura fina dela, achava que sentia a garota resistindo, mas não o suficiente para afastá-lo, então continuou. O cheiro que o homem soltava da boca era nojento para Gabriela, uma mistura de álcool e tabaco, duas das coisas que ela mais odiava na vida. Mas algo estava acontecendo dentro dela, algo estranho, aquele homem era o típico mexicano, machista, sujo, infiel e mulherengo, coisas que ela odiava num homem, mas naquele momento nos braços dele ela se sentia estranha, o jeito que o homem a beijava sem cerimônia e sem pedir permissão não a incomodava tanto quanto pensava, ela se sentia protegida, desejada, enfim, como uma mulher, algo que com o marido nunca tinha sentido. Para continuar seu plano, ela devolveu o beijo, sua língua começou a brincar com a de Dom Cipriano, suas mãos (que até aquele momento estavam sobre as dele tentando tirá-las) pararam de fazer pressão para colocá-las no pescoço de Dom Cipriano.
O macaco e María ficaram em silêncio por uns instantes, sem saber como Gaby reagiria. O silêncio era muito desconfortável até que Gaby o quebrou.
— Agradeço que no final tenham feito a coisa certa… embora deva admitir que estou meio puta com vocês — ela se conhecia, sabia que em poucos dias esqueceria o que fizeram de errado. Quem ela não conseguiria perdoar era Dom Cipriano. — Cadê minha caminhonete? — perguntou Gaby secamente, virando-se para o macaco (era o dia em que a caminhonete ficaria pronta).
— A duas quadras daqui — disse o macaco, entregando as chaves e apontando a direção.
— Acho que não preciso falar isso, mas não contem pro Cipriano que o "plano" dele já era — Ambos assentiram e viram ela se afastar. Não disseram nada, sabiam que era melhor deixá-la sozinha por enquanto. Mesmo naquela situação e sendo amigo dela, o macaco não conseguiu evitar de cravar o olhar na rabeta da garota. "Que bucetuda… que bucetuda…" pensou o macaco.
Gaby dirigia sua caminhonete em direção a casa, pensando no que tinha acontecido. Não entendia por que alguém tentaria separá-la dos seus dois grandes amores (o filho e o marido), e muito menos entendia que fizesse isso por algo tão banal quanto sexo. Pois é, aquele homem só queria ela pra transar, não pra fazer amor, mas pra saciar as piores taras dele. E isso a enojava, a irritava do jeito que ele se fez de bonzinho só pra meter na cama dela. Decidiu que não podia ficar assim, precisava se vingar de algum jeito. Enquanto se revirava na cama, sozinha, lembrava que fazia algumas horas que o marido tinha saído, o filho dormia tranquilamente no quarto ao lado. Aquele dia tinha sido pesado; no começo, foi difícil aceitar que aquele homem que ela quase chegou a amar como um pai a traísse daquele jeito. Percebeu que o celularzinho vibrava, sinal de… que estava entrando uma chamada, pegou o celular na mesinha do lado direito do quarto de casal, na esperança de que fosse o marido. A decepção foi tanta ao ver na tela que a chamada era de Dom Cipriano. Hesitou por um momento sobre o que fazer, talvez devesse ter feito o mais lógico e não atender, afinal já tinha pago a dívida e recuperado a caminhonete. Mas a vida prega armadilhas no caminho, e a loira cometeu um dos maiores erros da vida dela: atendeu. — Boa tarde — respondeu Gaby. — Oi, Gabrielinha, como cê tá? — perguntou Dom Cipriano. Era inacreditável como aquele homem, que horas antes ela teria protegido de tudo, agora lhe causava tanto nojo. Mas não deixou transparecer. — Tô bem, senhor, tava aqui dormindo, sozinha, com frio — ela agiu de forma estranha. — Cê tá sozinha porque quer, gata, é só falar que eu vou aí te esquentar — o velho se atreveu a dizer. Em qualquer outro momento, Gaby teria desligado, mas depois daquela tarde, queria dar uma lição nele, então entrou no jogo. — O senhor é um sedutor, hein... hahaha — Gaby fingiu uma risada tímida. Passaram alguns instantes de silêncio entre eles, mas o velho, sentindo falsamente que tinha ganhado terreno, não tirou o pé do acelerador. — Então, gata, vou aí na sua casa pra "conversar"? — Bom, até que eu gostaria... mas tô me sentindo meio dodói... mas também tô sozinha, ai, senhor, não sei o que fazer — a atuação da garota era tão convincente que o homem achou que ela tava dando mole. — Fácil... vou praí e te massajo essas feridinhas — o velho começou a usar os mesmos diminutivos que a Gaby usava. Dom Cipriano achava que já tinha ela na mão, na imaginação já via ela pelada chupando o pau dele. — Ai, não, senhor, o que os vizinhos vão pensar se virem um machão como o senhor entrando na minha casa a essa hora, com meu marido fora? Iam pensar o pior de mim — Gabriela sabia que o que mais excitava os homens era ser elogiado. — Manda eles Vai todo mundo pro caralho – dizia o velho preso da luxúria. A loira esboçou um sorriso malicioso, podia sentir a luxúria vindo das palavras do velho, que cada vez se esforçava menos pra fingir que tava falando da doença da Gabriela. – Eu até gostaria, seu Cipriano, mas cê vê, essas são as desvantagens de ser casada, a gente não se diverte tanto quanto queria – o velho não acreditava na putaria que a Gaby tava soltando, então pensou que talvez tivesse entendendo errado, e perguntou. – Aaaah... o que cê quer dizer? – gaguejou o velho, ansioso pra ouvir a resposta. – Cê sabe, seu, se dependesse de mim, te convidava pra minha casa, te dava um massagem gostosa e a gente passava um tempo bem gostoso, tudo pro meu Herói – Gabriela se surpreendeu com o tesão que tava saindo, além da rapidez que tava pensando nessa situação. O velho tava em choque, claramente a Gabrielita, a mulher que ele mais desejou na vida, tava se oferecendo pra transar com ele. – Além disso, seu, meu filhinho tá aqui em casa e o que ele ia pensar se me visse com outro homem que não é o pai dele? – o coração de Gabriela se partia ao falar dos seus dois grandes amores nessa situação. – Se te entendo, gata, mas me entende também, se você visse como eu tô com o pau duro e grande por sua causa... ufff – Gabriela não imaginava que naquele instante o velho tava se masturbando forte. – Que nojo essas palavras davam pra Gabriela, mas ela tinha que aguentar, pelo menos por enquanto. – Tenho uma ideia, gata... que tal se eu passar aí e a gente for pra outro lugar, o que você quiser? – Não, seu, não posso deixar o Jacobo sozinho... mas... que tal se a gente deixar pra amanhã? – Amanhã? – perguntou o velho com um tom esperançoso. – Sim... amanhã de manhã eu deixo o Jacobinho com a minha sogra idiota (isso saía do fundo do coração) e à noite a gente tem o tempo todo do mundo pra nós dois sozinhos, ok, mas claro, com duas condições – a voz da Gaby era tão sensual que nem um pai aguentaria. – Quais? – perguntou o velho. – A primeira é que a gente vá pra um lugar afastado da minha casa, Não queremos que um vizinho fofoqueiro estrague nossa noite, né? - perguntou Gaby, carregada de sensualidade. - Nem que Deus permita, minha rainha… nem que Deus permita. Apesar do nojo que agora sentia por Dom Cipriano, não conseguia evitar sentir uma certa graça pela tesão que notava no velho, e sua diversão aumentava quando imaginava a decepção que ele teria no fim da noite. - E a outra - continuou Gaby - é que a gente leve minha caminhonete, depois que o melhor mecânico do mundo a arrumou, quero exibi-la. - Claro, o que você quiser, mamacita. - Amanhã passe aqui às 8 e daqui a gente sai, entendido? - Entendido, já não vejo a hora. "Velho porco, se você não se importou em tentar foder minha vida, eu não vou me importar em foder a sua", pensou Gaby. Na manhã seguinte, Gaby sentia um estranho sentimento de culpa; de certa forma, tinha aceitado sair com um homem que não era seu marido. Sabia que não rolaria nada sexual e que, na verdade, seu plano era deixá-lo no ridículo, mas para isso precisava se passar por uma garota obediente que queria tudo com ele e tinha que se mostrar provocante, disposta, gostosa, e isso, de certa forma, parecia uma leve traição. Para diminuir a culpa, passou a manhã toda mimando seu nenuco (como chamava carinhosamente Jacobo), levou ele ao parque cedo, depois ao McDonald's e terminaram vendo um filme infantil. Terminado isso e com o plano em ação, como tinha dito a Dom Cipriano, deixou Jacobo com a avó. E a mesma cantilena de sempre: a senhora reclamando com Gaby, dizendo coisas como que mal o filho dela não estava e ela já aproveitava pra sair com as "amigas", clara insinuação de que não era com amigas. Mas naquele dia Gabriela não respondeu, não estava a fim, já tinha se cansado de brigar com a sogra, ou talvez porque naquele dia a velha tinha um pouco de razão. No fim da tarde, a loira começou a se arrumar para o "encontro": tomou banho, se perfumou, escolheu cuidadosamente a Roupas que ia usar, tentando parecer extremamente sexy. Para aquela noite, Gabriela tinha decidido usar suas melhores roupas, as mais caras e as que mais destacavam sua voluptuosa anatomia. Primeiro, escolheu uma calcinha fio-dental minúscula e um sutiã bem pequeno, ambos pretos. Vestiu a calcinha fio-dental, que era tão pequena que parecia que ela só usava um fiozinho na altura do quadril, já que suas bundas enormes cobriam tudo. O sutiã minúsculo parecia que ia estourar, tentando segurar a majestade dos melões da dona. Depois do armário, pegou um vestido curtinho que chegava acima das coxas, metade preto em cima e metade cinza embaixo, sem mangas, que desenhava perfeitamente sua bunda e seus peitões enormes. Soltou o cabelo loiro e passou os produtos de beleza típicos que as mulheres usam. Depois, se maquiou (embora não precisasse) e, por último, calçou uns saltos pretos finíssimos. Ao terminar, se olhou no espelho de corpo inteiro que tinha no banheiro. Ela sabia: estava espetacular. — Então é por isso que você queria me separar da minha família — disse para si mesma no espelho, enquanto segurava a própria bunda espetacular com as duas mãos. — Pois vai ver que isso é mais do que umas nádegas — finalizou, sorrindo para si mesma. A hora estava chegando, e o coração dela batia cada vez mais rápido. Não sabia se estava fazendo a coisa certa. Gabriela andava de um lado para o outro, pensando no que fazer, se estava agindo certo. No fundo, sabia a resposta, mesmo que as circunstâncias fossem especiais, não deveria fazer o que estava prestes a acontecer. Estava prestes a sair com outro homem que não era o marido, mas não iria traí-lo, isso nunca, e muito menos com um sujeito tão desprezível. Rapidamente pegou o telefone, torcendo para não ser tarde demais para cancelar aquele encontro extraconjugal, inventando qualquer desculpa. Começou a discar quando ouviu a campainha tocar. Amaldiçoou a si mesma. Tinha sido muito lenta. Pergunto se ainda dava pra voltar atrás. O velho, ao ver a silhueta voluptuosa do que ele imaginava ser sua parceira sexual da noite, não conseguiu evitar se sentir o homem mais sortudo do mundo. Ela, por outro lado, sentiu repulsa ao ver o velho, que vestia uma camisa preta xadrez, uma calça jeans azul e botas de cowboy. — Boa noite, senhorita — disse o velho num tom bem sugestivo. — Boa noite, senhor — respondeu Gaby, lançando um sorriso provocante, promissor, sexy. A loira rapidamente pegou a bolsa que estava em cima da mesa de passar e num instante se dirigiu à saída, não queria que aquele homem pisasse um centímetro da casa dela. A loira fechou a porta e enfiou a chave com intenção de trancar. Plash, foi o som sonoro da palmada violenta que o homem deu na bundinha da esposa sensual. Não satisfeito, o homem não tirou a mão, mas a deixou ali, massageando o glúteo da garota. “Porra, o que eu faço, ele tá me tocando”, pensava a garota, tomada pelo desespero. Naquele momento, queria dar um soco nele, mas se quisesse seguir com o plano, tinha que aguentar. — Uuuhhhh, não seja mão boba — foi o que conseguiu responder com seu sorriso sensual, afastando delicadamente a mão dele com a sua. No rosto do homem, só dava pra ver o sorriso de quem já se achava vencedor, certo de que teria uma grande noite. — Já não aguento mais, Gabrielinha... me dá um adianto — as mãos grandes do homem a puxaram pra perto dele. Mesmo ela resistindo, não adiantou muito, o velho era muito forte. A garota conseguia sentir o calor que emanava daquele corpo gordo; naquele momento, soube que era inútil resistir, tinha que ser inteligente. — Não... aqui não... podem nos ver, jijijiji — riu Gaby nervosamente. — Não se faz de difícil, pelo menos um beijinho pro seu herói. O homem tinha a mulher presa com suas duas mãos enormes, que estavam posicionadas a alguns centímetros acima das nádegas carnudas dela. Só bastava um Movimento pra apalpar elas, pra sentir aquela dureza com que ele tinha sonhado toda noite desde que a conheceu. Não aguento mais e pego elas, aperto, senti elas em toda a sua grande dimensão, eram melhores do que ele imaginava, duras mas ao mesmo tempo macias, impactantes. Gabriela tava realmente preocupada que alguém pudesse ver eles (algum vizinho), tava numa situação comprometedora. Não tinha outra saída, de um jeito provocante, ela encostou os lábios nos do velho, e num instante tirou. Aquele beijinho foi o suficiente pra excitar ainda mais o velho. — Ai, senhor, vamos pra outro lugar… Pra eu poder dar a massagenzinha que prometi ontem, e além disso quero o que o senhor me prometeu, grande e duro, e garanto que vai terminar com um final feliz — sussurrou isso no ouvido esquerdo de Dom Cipriano, passando levemente a língua na orelha do velho — Uuuummm, que gostoso, sabor de macho, Aaaahhhh O velho, olhando fixamente pra menina, pegou a mão dela e praticamente puxando, incentivou ela a segui-lo em direção à saída do prédio, já não queria esperar mais. O velho levou ela pra um hotel que ficava uns 20 minutos do prédio onde a menina morava, fez isso na caminhonete dela, porque uma das condições que Gaby colocou era que usassem a caminhonete dela. A primeira proposta do mecânico tinha sido levar ela pra oficina dele, mas Gaby, lembrando do que ele disse no dia anterior, sobre colocar câmeras, recusou, argumentando que já tinha conhecidos por aqueles lados. O velho, por mais que insistisse, não conseguiu fazer ela mudar de ideia, então decidiu levar ela pra outro lugar. A viagem foi horrível pra menina, ela teve que aguentar todo tipo de cantada bem pesada, e além disso, o velho, completamente seguro de que já tinha ela na cama, não parava de massagear as pernas poderosas dela. O pior não era isso, o pior pra Gaby era ter que fingir que tava gostando, ter que usar aquela risada idiota pra que o velho não desconfiasse, embora em certo momento ela se sentiu culpada. Reflito sobre o que o marido dela estaria fazendo enquanto ela se deixava apalpar por um cara que poderia ser o pai dela, mas não tinha volta, eu precisava ensinar aquele homem que com a dona Gabriela Ramos de Guillen não se brinca. Estacionaram a caminhonete perto do hotel, era um prédio bem antigo, não dava pra dizer que era horrível, mas era bem precário, pelo menos a fachada, uns quantos andares que claramente estavam há anos sem uma pintada, uma placa enorme com a palavra "motel" em vermelho piscando, exceto pelo "o" que não funcionava. Gabriela via casais entrando e saindo (embora fossem mais os que entravam, dada a hora), e sentiu vergonha, na cabeça dela sabia, eles eram o "casal mais descombinado", os casais que ela via eram geralmente da mesma idade e características, diferente deles. Sentia que todos os olhares estavam neles, e não estava muito longe da realidade, os homens se perguntavam como aquele sujeito nojento conseguia trazer pela cintura uma garota tão gostosa, se ele tinha pagado algo e se fosse assim devia ser muito dinheiro. As mulheres rapidamente pensavam no mais óbvio, que era uma puta. Chegaram no recepcionista. -Boa noite- disse o recepcionista, que imediatamente notou a beleza da garota -Preciso de um quarto- respondeu o velho, dava pra ver que estava apressado -Cama de casal ou de solteiro?- perguntou o funcionário do hotel -O senhor não tá vendo, cara?- respondeu o velho irritado, enquanto com o olhar apontava pra Gaby. -Desculpe, senhor- O funcionário entregou as chaves do quarto, Seu Cipriano pagou e os dois se retiraram em direção a ele, com o olhar do recepcionista grudado no balanço sensual da bunda da casada, naquela hora ele desejou ter câmeras nos quartos. Com certa dificuldade, Seu Cipriano enfiou a chave na fechadura e abriu a porta, a ansiedade pra comer a Gaby era grande. Então a loira pôde ver o quarto, não era muito amplo, mas também não era pequena demais, tinha só o necessário pro que os casais precisavam dela, uma cama no centro, encostada na parede, alguns móveis e um quarto no fundo, que ela achou que era o banheiro. Os pensamentos da loira foram interrompidos pela voz do velho, que dizia: - Agora sim, gatinha... Vamos aproveitar como recém-casados - Lentamente, Cipriano se aproximava dela, que não sabia o que fazer, precisava pensar rápido ou estaria em perigo, sabia que um homem excitado era capaz de tudo. Talvez vocês se perguntem o que exatamente Gabriela pensava ao se meter na boca do lobo, ao se expor daquele jeito com aquele homem que queria tudo com ela, era simples: não podia deixar as coisas assim, não podia permitir que ele tirasse sarro dela e muito menos da família dela, era uma mulher independente, capaz de se virar sozinha, quando alguém tentava machucá-la, ela sabia se defender e nesse caso não era exceção. O plano dela era expor ele na frente de todo mundo, fazer a mulher dele perceber que tipo de homem ele era, e pra isso tinha guardado uma surpresa. - Espera aí um pouquinho, Seu... que tal se eu der primeiro a massagem que prometi ontem??? - perguntou Gaby com aquela voz cheia de inocência. - O que você quiser, minha rainha - respondeu Cipriano. "Velho porco... Enquanto você tá aqui com outra mulher, sua pobre esposa deve estar preocupadíssima com você" pensava Gaby "mas vai se arrepender de ter aceitado minha proposta", foi nesse instante que Gaby percebeu que Seu Cipriano tinha tirado a camisa xadrez, era uma visão nojenta, a barriga enorme de Seu Cipriano subia e descia por causa da respiração ofegante, os pelos grossos dele de longe pareciam sujeira e imundície, definitivamente era um cara nojento. - Ainda não - disse Gaby percebendo que o velho tentava tirar a calça pra depois tirar a cueca. - O que foi, rainha? - perguntou Seu Cipriano sem entender a reação dela. Gaby, percebendo que tinha reagido mal, disse: - Vai lá Banheiro, tire sua roupa e pegue uma toalha. O velho, que ainda não entendia por que não podia se despir ali, ficou imóvel até que Gaby continuou: — Me excita esperar… quero me surpreender com seu pauzão e brincar muito com ele. Dom Cipriano sorriu, era a primeira vez que ouvia uma mulher tão gostosa falar sobre o seu membro. — Te garanto que meu pau não vai te decepcionar, gatinha... em instantes vou fazer você gritar que nem uma loba. Ele se aproximou perigosamente da anatomia de Gabriela, que rapidamente se pôs na defensiva, mas o homem foi mais rápido, com um puxão a atraiu para perto e deu um beijão nela, que a garota recebeu de má vontade. Sua mente se debatia entre empurrá-lo e continuar beijando, precisava manter as aparências, tinha que fazê-lo acreditar que estava gostando. O velho era habilidoso, e chegava a lugares profundos na boca da loira, aproveitava para massagear o corpo do que ele achava que já era sua amante. Adorava colocar as mãos na rabuda da garota e subi-las pela cintura fina dela, achava que sentia a garota resistindo, mas não o suficiente para afastá-lo, então continuou. O cheiro que o homem soltava da boca era nojento para Gabriela, uma mistura de álcool e tabaco, duas das coisas que ela mais odiava na vida. Mas algo estava acontecendo dentro dela, algo estranho, aquele homem era o típico mexicano, machista, sujo, infiel e mulherengo, coisas que ela odiava num homem, mas naquele momento nos braços dele ela se sentia estranha, o jeito que o homem a beijava sem cerimônia e sem pedir permissão não a incomodava tanto quanto pensava, ela se sentia protegida, desejada, enfim, como uma mulher, algo que com o marido nunca tinha sentido. Para continuar seu plano, ela devolveu o beijo, sua língua começou a brincar com a de Dom Cipriano, suas mãos (que até aquele momento estavam sobre as dele tentando tirá-las) pararam de fazer pressão para colocá-las no pescoço de Dom Cipriano.
2 comentários - Gabriela: uma casada gostosa 1.3