Tentação
É verdade que aos 19 anos a beleza das mulheres começa a florescer e elas vão ficando cada vez mais irresistíveis pro sexo oposto, mas nela essa beleza já tinha desabrochado há muito tempo, e irresistível era um adjetivo que ficava pequeno pra ela.
Os doces olhos cor de mel de cana faziam o olhar dela ser cativante, ainda mais quando ela enfeitava o rosto com um sorriso. O cabelo longo e escuro caía ondulado até abaixo dos ombros, dando vontade de afastá-lo pra descobrir o pescoço dela e enchê-lo de beijos, e continuar explorando aquele corpo de curvas perfeitas.
E era isso que eu desejava toda vez que a via na aula. Era difícil não olhar pra ela enquanto estava sentada na carteira, embora também fosse difícil manter o olhar quando ela me pegava com os olhos fixos nela. Mas era pior fazer isso e descobrir que ela devolvia um olhar safado, acompanhado daquele sorriso arrebatador. Eu derretia, mas sabia que ela não era pra mim, que estava fora do meu alcance, que era fruta proibida, que era algo impossível…
É que nunca foi bem visto um professor paquerar a aluna, ainda mais com quase 15 anos de diferença entre a gente. Eu dava aula de Administração de estabelecimentos de restauração no curso que Cristina — que era o nome dela — tinha começado esse ano. Minha função era explicar como tentar criar uma empresa ligada à restauração e fazer ela funcionar, mas na minha mente tudo se revirava quando eu olhava pra ela. Pior ainda era manter a compostura quando falava com ela, quando podia roçar a pele dela com minhas mãos. Parecia que o adolescente era eu e ela a mulher madura.
O primeiro trimestre chegava ao fim, com as férias de Natal na cabeça de todo mundo mais do que qualquer outra coisa, e com ele também as provas parciais. Era o último dia antes das férias, e meus alunos tinham que me entregar o trabalho sobre como montar um restaurante, que era complementar pra nota desse parcial. Mas Cristina não tinha vindo à aula, o que me deixou inquieto. por não saber o que tinha acontecido com ela.
As aulas do dia terminaram com votos de boas festas e a alegria das férias, mas a ausência dela me deixava inquieto. Cheguei ao meu escritório para organizar os trabalhos entregues e liguei o computador. Lá, vi uma mensagem no e-mail que ela tinha enviado:
Oi Ernesto,
Sinto muito não ter conseguido ir à aula hoje, mas estava muito mal, pois passei a noite toda vomitando. O que mais me preocupa é não ter conseguido entregar o trabalho a tempo. Não sei se te mando o trabalho por e-mail, mas gostaria de te entregar pessoalmente, já que está encadernado e acho que a apresentação também conta alguma coisa. Me diz se é possível te entregar de algum jeito. Senão, te mando por e-mail. Aguardo sua resposta.
Beijos,
Cris.
Beijos… Por um momento, fiquei pensando nesses beijos, mas não era exatamente nisso que eu deveria pensar. Certamente prefiro ver os trabalhos perfeitamente encadernados e apresentados do que recebê-los por e-mail. É o que dá ter crescido com uma máquina de escrever e não rodeado de toda essa tecnologia atual. Sabia que ela não morava muito longe da minha casa, então pensei em propor que, se ela me desse o endereço exato, eu poderia passar para pegar o trabalho na casa dela. E foi isso que eu disse na minha resposta. Poderia passar um dia da semana e assim ter a avaliação durante as férias, como os trabalhos dos outros.
Estava tentando empilhar todos os trabalhos e provas pendentes de correção para levar para casa e quase fechando o computador para ir embora quando o som de uma nova mensagem quebrou o silêncio do escritório. Era a resposta da Cristina:
Pra mim não tem problema, mas provavelmente amanhã a gente vai viajar de férias. Se fosse possível você passar aqui hoje à tarde, seria ideal. Dá pra ser?
Rua Melancolia, nº 7. Acho que não precisa de mais nada.
Mais beijos,
Cris.
Mais beijos… Uma pilha que eu tinha feito com vários dos trabalhos caiu no chão. despencando da minha mesa e me tirou do meu estado de devaneio. Respondi rapidinho, dizendo que não tinha problema e que estaria lá em mais ou menos uma hora. Não sabia o motivo, mas meu coração tava batendo mais acelerado que o normal. Juntei tudo o mais rápido que pude e fui pro carro. Coloquei o endereço no GPS e segui rumo a ela.
Já era quase noite, e parecia ainda mais porque o céu tinha se coberto com umas nuvens carregadas que anunciavam chuva. Logo o para-brisa encheu de gotas cada vez maiores, até que os limpadores não davam conta. Cheguei no endereço indicado, mas foi difícil achar estacionamento perto da casa. Tive que correr mais de 200 metros debaixo do temporal até a porta da casa dela. Só esperava que, depois de tudo, ela tivesse lido o e-mail e alguém pudesse me dar o trampo.
Apertei a campainha. Por uns segundos, que pra mim foram uma eternidade, não se ouviu nada do outro lado da porta. Ia tocar de novo quando ouvi o barulho de umas chaves girando na fechadura e a porta se abriu. Do outro lado apareceu a Cristina, com um sorriso no rosto, uma camiseta de manga comprida vermelha que abraçava o corpo dela perfeitamente e um jeans que fazia a mesma função.
Meu pulso acelerou de novo e, por uns instantes, esqueci o que tava fazendo ali, o toró que tinha acabado de cair em cima de mim e qualquer outra coisa que devesse me importar naquele momento, exceto o brilho dos olhos dela.
- Oi, Ernesto. Tá ensopado! – falou com uma voz de surpresa.
- É, não viu como começou a chover do nada… e tive que estacionar meio longe – foi minha resposta. Ela riu e me convidou pra entrar.
- Entra, por favor, não fica aí, senão vai congelar.
- Se é só um minuto, me dá o trampo e eu vou embora.
- Com essa chuva toda? Não, não, não. Pelo menos espera dar uma aliviada. Não vai querer estragar meu trabalho?
A risada dela ecoou na entrada da casa, e pra mim o rosto dela parecia ainda mais gostoso. Aceitei. O convite, porque sair de novo na rua significava mais uma molhada e eu não queria ficar encharcado até os ossos. Além disso, ficar uns minutos com ela era terrivelmente tentador, e isso que eu ainda não sabia de um pequeno detalhe.
- Entra, entra, não tem ninguém em casa. Meus pais foram fazer compras e já vão jantar por aí. Pode me dar seu casaco?
Tirei o casaco e ela o deixou sobre uma cadeira encostada num aquecedor.
- Ali vai secar um pouco - disse ela.
- Desculpa, com toda essa confusão nem te perguntei como você está se sentindo.
- Muito melhor. Deve ter sido algo que comi. Passei a noite toda vomitando, mas entre chá de camomila e arroz cozido, parece que o estômago está voltando ao normal aos poucos.
- Que bom.
Eu ainda estava nervoso. Minha cabeça me dizia que esse nervosismo não fazia o menor sentido, porque nada tinha que acontecer, porque nem ela queria nem eu devia. Precisava pensar em outra coisa.
- Sobe comigo? O trabalho está no meu quarto. Assim também te mostro a casa, quero ser uma boa anfitriã.
Talvez eu devesse ter recusado o convite, mas não fiz isso. Antes de chegar ao quarto dela, ela me mostrou a cozinha, os banheiros, a sala... O percurso normal nesses casos, temperado com as frases de sempre. Finalmente chegamos ao quarto dela. Pintado num azul suave bem aconchegante, exceto por uma parede onde o azul ficava mais escuro. Parecia o quarto típico de qualquer garota da idade dela, exceto pela ausência de pôsteres de atores ou músicos famosos.
- Este é meu quarto. Espero que goste.
- Claro que sim, está muito bom.
- E aqui está o trabalho. E também espero que goste - ela riu de novo, bem aberta - e muito mais do que do meu quarto.
- Bom, isso a gente vai ver. Nessas férias, vou ter que ler um monte desses.
Ao me entregar o trabalho, nossas mãos se roçaram. A eletricidade que aquele contato provocou em mim foi brutal. Senti como se um choque tivesse percorrido meu corpo, algo que nunca tinha acontecido com ela antes.
- Nossa, seu suéter também está encharcado. Olha só como está a manga! Anda, deixa comigo que eu também coloco num radiador.
Não sei bem como aconteceu, mas os braços dela me envolveram e ela começou a puxar minha blusa pra cima. O peito dela estava praticamente colado no meu. Quando consegui enxergar o que tava rolando, já que enquanto a blusa passava pela minha cabeça eu não via nada, o rosto dela também tava colado no meu. Centímetros separavam os lábios dela dos meus. Não sei se foi ela ou se fui eu que começou aquele pequeno trajeto entre eles, mas logo se enroscaram num beijo que, a princípio, foi só um selinho, mas rapidamente se transformou num beijo longo e apaixonado, onde nossas línguas começaram a dançar, se enrolando uma na outra, indo de uma boca pra outra.
As mãos dela tinham se enfiado debaixo da minha camisa, e eu fiz o mesmo debaixo da camiseta vermelha dela. A pele dela era a mais macia que minha memória tátil lembrava de ter tocado. Eu percorria as costas dela, da cintura até quase os ombros. Sentia as mãos dela no meu peito, descendo até minha barriga depois que ela já tinha desabotoado a camisa.
Por uns instantes, a gente parou de se beijar pra tirar a camiseta dela. Por baixo, ela não usava nada, e eu pude ver os peitos dela, tão perfeitos quanto pareciam com roupa. As aréolas eram grandes, mas sem exagero, rosadas, e terminavam num mamilo agora levemente endurecido.
Os lábios dela eram tão doces… e carnudos. Meus lábios os beijavam, e até meus dentes mordiscavam de leve, sem machucar. Sempre tinha amado eles, mas nunca pensei que chegaria a beijá-los, e muito menos daquele jeito. Levei minhas mãos da cintura dela, passando pela barriga, até chegar nos peitos. Devagar, contornei as aréolas, cada vez mais perto, até finalmente alcançá-las e chegar nos mamilos. Comecei a esfregá-los com os dedos, a beliscá-los, enquanto minha boca tinha largado a dela pra percorrer o pescoço dela. Beijos curtos e molhados eu depositava naquele pedaço de pele tão desejado, até chegar na orelha e mordiscar. seu lóbulo.
Ela tirou minha camisa e eu parei de acariciar os peitos dela para abraçá-la, apertando o corpo dela contra o meu, sentindo a pele dela na minha. Continuei descendo com minha boca do pescoço dela até o peito dela. Lambi a pele entre eles, arrastando minha língua. Fui fazendo círculos de saliva no seio direito dela que se estreitavam em volta do mamilo até que eu o alcancei e mordisquei com delicadeza.
Ouvi um gemido saindo da boca dela, o que me excitou ainda mais. Chupei aquele mamilo e depois o outro. Comecei a chupá-los alternadamente e no rosto dela se desenhava um prazer crescente. Minhas mãos se agarravam às nádegas dela, sentindo o calor através do tecido jeans da calça dela. Desabotoei para poder sentir a pele mais abaixo da cintura dela. Puxei a calça dela para baixo enquanto minha boca descia pela barriga dela. Acariciei as pernas dela, dos tornozelos até as coxas, percorrendo-as devagar, sentindo a pele que já quase me queimava.
Minha boca percorreu a barriga dela e chegou até a cintura. Minhas mãos se escondiam debaixo do tecido da calcinha dela, tocando quase o céu, a seda das nádegas dela, apertando-as. Decidi tirar aquela última peça que cobria o corpo dela e ela se deitou na cama que estava atrás dela. Vê-la nua por completo era realizar a maior das minhas fantasias. Era como estar sonhando, mas eu sabia que era real porque sentia o sangue pulsando em borbotões dentro de mim, sentia o calor que aquelas imagens me causavam por dentro.
Meus lábios fizeram o percurso pelas pernas que antes minhas mãos tinham feito. Pararam nas coxas dela e avançaram pelas virilhas. Lambi-as, tomando meu tempo, primeiro um lado, depois o outro, e subi até o púbis dela. De lá, desci pelo sexo dela, mas sem tocá-lo com meus lábios, apenas a poucos milímetros soprava levemente nele. Depois, minha língua provou o sabor do prazer dela. Entre aqueles, os outros lábios dela, se enfiou para lambê-los, para percorrer a zona que os separa até chegar à sua clitóris e me concentrar nele. Lambi, chupei, suguei. Fiquei louco fazendo minha língua dar prazer pra ela. Ouvir os gemidos dela só aumentava minha loucura, fazia minha língua penetrá-la, até lamber o cu dela, enfiar a ponta entrando por ali.
Os gemidos dela já eram gritos de prazer. Senti que ela estava perto do orgasmo e intensifiquei o ritmo da minha língua no clitóris. Enfiei um dos meus dedos na buceta dela primeiro, um segundo logo depois. Outro dedo também avançou pelo cu dela até se perder lá dentro, entrando e saindo igual os outros dois.
O corpo dela começou a tremer e por um momento pareceu que ela parou de respirar. Um segundo depois, ela gritou de um jeito quase desesperado. Foi um grito de prazer imenso, e eu pude beber daquilo, do prazer dela.
A respiração dela foi se normalizando aos poucos, mas meu pulso continuava a mil. Ver ela descansando depois daquela batalha, completamente pelada e com uma aparência frágil, me deixava louco. Mas aquela batalha era só a primeira daquela guerra de prazer…
Ela sentou na cama enquanto eu estava de pé olhando pra ela. Me segurou pelo cinto e me puxou pra perto. Desabotoou o cinto e depois a calça, deixando cair. Começou a acariciar meu pau por cima da cueca. Eu tava excitado, muito excitado. Ela baixou um pouco o elástico, deixou a ponta aparecer e beijou. Aí ela se levantou e foi até um armário. No começo, não consegui ver o que ela pegou, mas quando ela se aproximou, vi que era uma câmera de vídeo.
- Quero que você me grave enquanto eu te chupo. Topa? – ela disse.
A voz dela não parecia a mesma. O olhar já não era mais aquele safado que ela às vezes me mostrava. Era um olhar completamente lascivo. Ela ligou a câmera e me entregou. Através dela, vi ela baixar minha cueca e liberar meu pau completamente duro. Com a ponta da língua, foi percorrendo da base até a cabeça, parando nela, lambendo toda a glande. Enfiou na boca dela olhando pra câmera com olhos cheios de luxúria até que meu pau inteiro entrou na boca dela. Ela foi enfiando e tirando devagar. Depois parou e fez o mesmo com minhas bolas. Eu desloquei a câmera pro lado pra focar melhor como ela tava fazendo naquela área. Sentia um prazer imenso a cada lambida, cada vez que a língua dela se mexia.
Naquele momento percebi que na mão esquerda dela tinha alguma coisa. Ela devia ter pego junto com a câmera, mas eu não tinha notado. Agora ela tava com aquilo entre as pernas e um zumbido baixinho começou a soar. Era um vibrador liso, verde claro, que ela começou a enfiar na buceta. Ela se inclinou um pouco pra trás pra eu filmar como entrava nela.
— É que eu adoro ter algo dentro — ela falava enquanto olhava pra câmera.
E pegou com a outra mão meu pau pra levar até a boca e engolir minha ereção inteira. Começou a fazer ele entrar e sair da boca dela cada vez mais rápido, me fazendo gozar como poucas vezes antes. Ela também aumentava o ritmo com a outra mão. De repente, parou de me chupar.
— Quer ocupar o lugar do meu brinquedinho?
Não precisei responder. Ela se deitou na cama e tirou o vibrador, deixando as pernas completamente abertas. Sem parar de filmar aquela cena tão excitante, aproximei meu pau da entrada da buceta dela e fui esfregando devagar no clitóris e entre os lábios. Ela levou o vibrador pro cu. O zumbido continuava de fundo. Ela foi enfiando ele devagar enquanto eu penetrava a buceta dela. Ela colocou as pernas de um jeito que os tornozelos agora descansavam nos meus ombros.
Continuei filmando enquanto entrava e saía dela. Não sabia como aquilo ia ficar depois com tanto movimento, mas naquele momento não tava nem aí. Direcionei a câmera um pouco mais pra cima do corpo dela pra filmar o balanço dos peitos. Era um vai e vem no ritmo de cada estocada minha, que me deixava ainda mais tesudo. Ela voltou a gemer de um jeito brutal. Isso me dava mais energia pra penetrar ela com mais força, pra acelerar o ritmo, pra aumentar ainda mais nosso prazer. Mas ela me pediu pra parar naquele momento de auge.
- Você gostaria de ocupar de novo o lugar onde tá agora meu brinquedo? Eu adoraria.
- Claro que sim, amor – falei com a voz entrecortada.
Ela se virou, ficando de joelhos na cama. Já não sabia direito o que tava gravando com a câmera, mas aquilo me deixou mais louco ainda. Lambi o cu dela de novo e ela enfiou o vibrador onde tinha acabado de estar meu pau. Eu direcionei ele pra entrada do cu dela e fui entrando naquela cavidade um pouco mais apertada, mas igualmente quente e molhada. Voltamos a pegar o ritmo que a gente tinha mantido na posição anterior. Os gritos de prazer dela alcançavam decibéis de recorde e eu sentia que tava prestes a estourar de prazer.
Mas ela chegou lá antes de mim. O corpo dela tremeu de novo e os gritos pararam por um instante, pra recomeçar alguns segundos depois. Ela fez eu parar e sair dela de novo.
- Quero que você goze na minha boca. Quero beber tudo. – disse olhando pra câmera, que eu nem sabia se tava focando ou não, com a voz quase sem fôlego.
Ela agarrou com força meu pau e começou a mexer, enfiando a ponta dentro da boca dela. Poucos segundos depois, senti um prazer intenso e soube que ia me esvaziar nela. Já não sei se gravou direito ou não, mas a boca dela se encheu com meu esperma. Ela mostrou como a boca tava cheia e como esvaziou engolindo tudo. Acho que aí a filmagem parou, mas meus olhos estavam embaçados de prazer, minha mente mal conseguia pensar.
Nós dois ficamos deitados, pelados, sem fôlego na cama. Pensei de novo que aquilo tinha sido um sonho. Não precisei me beliscar porque ela me beijou na boca e eu senti a língua dela com a minha de novo, misturando nossas salivas com nossos elixires de prazer.
Eu não tinha noção do tempo que tinha passado desde que cheguei. Pode ser que até a gente dormíssemos depois de tudo que tinha acontecido. Talvez os pais dela estivessem prestes a chegar. Quase entrei em pânico só de pensar nisso. Olhei pela janela e já não estava chovendo. Era tarde. Me vesti depressa e ela não disse nada. Ver ela pelada me deixava excitado de novo, mas eu não podia ficar ali. Tive medo de ser descoberto.
— Não esquece o trabalho — ela disse da cama, com um sorriso cheio de malícia no rosto.
— Não, não se preocupa, não esqueço — consegui responder.
— Quando você volta? — perguntou, com o rosto ficando mais sério.
Não soube o que responder. O rubor tomou conta do meu rosto por saber que tinha feito algo quase proibido, algo que não era ético.
— Espero que logo — respondi por fim.
E é que eu já tinha caído na tentação.
É verdade que aos 19 anos a beleza das mulheres começa a florescer e elas vão ficando cada vez mais irresistíveis pro sexo oposto, mas nela essa beleza já tinha desabrochado há muito tempo, e irresistível era um adjetivo que ficava pequeno pra ela.
Os doces olhos cor de mel de cana faziam o olhar dela ser cativante, ainda mais quando ela enfeitava o rosto com um sorriso. O cabelo longo e escuro caía ondulado até abaixo dos ombros, dando vontade de afastá-lo pra descobrir o pescoço dela e enchê-lo de beijos, e continuar explorando aquele corpo de curvas perfeitas.
E era isso que eu desejava toda vez que a via na aula. Era difícil não olhar pra ela enquanto estava sentada na carteira, embora também fosse difícil manter o olhar quando ela me pegava com os olhos fixos nela. Mas era pior fazer isso e descobrir que ela devolvia um olhar safado, acompanhado daquele sorriso arrebatador. Eu derretia, mas sabia que ela não era pra mim, que estava fora do meu alcance, que era fruta proibida, que era algo impossível…
É que nunca foi bem visto um professor paquerar a aluna, ainda mais com quase 15 anos de diferença entre a gente. Eu dava aula de Administração de estabelecimentos de restauração no curso que Cristina — que era o nome dela — tinha começado esse ano. Minha função era explicar como tentar criar uma empresa ligada à restauração e fazer ela funcionar, mas na minha mente tudo se revirava quando eu olhava pra ela. Pior ainda era manter a compostura quando falava com ela, quando podia roçar a pele dela com minhas mãos. Parecia que o adolescente era eu e ela a mulher madura.
O primeiro trimestre chegava ao fim, com as férias de Natal na cabeça de todo mundo mais do que qualquer outra coisa, e com ele também as provas parciais. Era o último dia antes das férias, e meus alunos tinham que me entregar o trabalho sobre como montar um restaurante, que era complementar pra nota desse parcial. Mas Cristina não tinha vindo à aula, o que me deixou inquieto. por não saber o que tinha acontecido com ela.
As aulas do dia terminaram com votos de boas festas e a alegria das férias, mas a ausência dela me deixava inquieto. Cheguei ao meu escritório para organizar os trabalhos entregues e liguei o computador. Lá, vi uma mensagem no e-mail que ela tinha enviado:
Oi Ernesto,
Sinto muito não ter conseguido ir à aula hoje, mas estava muito mal, pois passei a noite toda vomitando. O que mais me preocupa é não ter conseguido entregar o trabalho a tempo. Não sei se te mando o trabalho por e-mail, mas gostaria de te entregar pessoalmente, já que está encadernado e acho que a apresentação também conta alguma coisa. Me diz se é possível te entregar de algum jeito. Senão, te mando por e-mail. Aguardo sua resposta.
Beijos,
Cris.
Beijos… Por um momento, fiquei pensando nesses beijos, mas não era exatamente nisso que eu deveria pensar. Certamente prefiro ver os trabalhos perfeitamente encadernados e apresentados do que recebê-los por e-mail. É o que dá ter crescido com uma máquina de escrever e não rodeado de toda essa tecnologia atual. Sabia que ela não morava muito longe da minha casa, então pensei em propor que, se ela me desse o endereço exato, eu poderia passar para pegar o trabalho na casa dela. E foi isso que eu disse na minha resposta. Poderia passar um dia da semana e assim ter a avaliação durante as férias, como os trabalhos dos outros.
Estava tentando empilhar todos os trabalhos e provas pendentes de correção para levar para casa e quase fechando o computador para ir embora quando o som de uma nova mensagem quebrou o silêncio do escritório. Era a resposta da Cristina:
Pra mim não tem problema, mas provavelmente amanhã a gente vai viajar de férias. Se fosse possível você passar aqui hoje à tarde, seria ideal. Dá pra ser?
Rua Melancolia, nº 7. Acho que não precisa de mais nada.
Mais beijos,
Cris.
Mais beijos… Uma pilha que eu tinha feito com vários dos trabalhos caiu no chão. despencando da minha mesa e me tirou do meu estado de devaneio. Respondi rapidinho, dizendo que não tinha problema e que estaria lá em mais ou menos uma hora. Não sabia o motivo, mas meu coração tava batendo mais acelerado que o normal. Juntei tudo o mais rápido que pude e fui pro carro. Coloquei o endereço no GPS e segui rumo a ela.
Já era quase noite, e parecia ainda mais porque o céu tinha se coberto com umas nuvens carregadas que anunciavam chuva. Logo o para-brisa encheu de gotas cada vez maiores, até que os limpadores não davam conta. Cheguei no endereço indicado, mas foi difícil achar estacionamento perto da casa. Tive que correr mais de 200 metros debaixo do temporal até a porta da casa dela. Só esperava que, depois de tudo, ela tivesse lido o e-mail e alguém pudesse me dar o trampo.
Apertei a campainha. Por uns segundos, que pra mim foram uma eternidade, não se ouviu nada do outro lado da porta. Ia tocar de novo quando ouvi o barulho de umas chaves girando na fechadura e a porta se abriu. Do outro lado apareceu a Cristina, com um sorriso no rosto, uma camiseta de manga comprida vermelha que abraçava o corpo dela perfeitamente e um jeans que fazia a mesma função.
Meu pulso acelerou de novo e, por uns instantes, esqueci o que tava fazendo ali, o toró que tinha acabado de cair em cima de mim e qualquer outra coisa que devesse me importar naquele momento, exceto o brilho dos olhos dela.
- Oi, Ernesto. Tá ensopado! – falou com uma voz de surpresa.
- É, não viu como começou a chover do nada… e tive que estacionar meio longe – foi minha resposta. Ela riu e me convidou pra entrar.
- Entra, por favor, não fica aí, senão vai congelar.
- Se é só um minuto, me dá o trampo e eu vou embora.
- Com essa chuva toda? Não, não, não. Pelo menos espera dar uma aliviada. Não vai querer estragar meu trabalho?
A risada dela ecoou na entrada da casa, e pra mim o rosto dela parecia ainda mais gostoso. Aceitei. O convite, porque sair de novo na rua significava mais uma molhada e eu não queria ficar encharcado até os ossos. Além disso, ficar uns minutos com ela era terrivelmente tentador, e isso que eu ainda não sabia de um pequeno detalhe.
- Entra, entra, não tem ninguém em casa. Meus pais foram fazer compras e já vão jantar por aí. Pode me dar seu casaco?
Tirei o casaco e ela o deixou sobre uma cadeira encostada num aquecedor.
- Ali vai secar um pouco - disse ela.
- Desculpa, com toda essa confusão nem te perguntei como você está se sentindo.
- Muito melhor. Deve ter sido algo que comi. Passei a noite toda vomitando, mas entre chá de camomila e arroz cozido, parece que o estômago está voltando ao normal aos poucos.
- Que bom.
Eu ainda estava nervoso. Minha cabeça me dizia que esse nervosismo não fazia o menor sentido, porque nada tinha que acontecer, porque nem ela queria nem eu devia. Precisava pensar em outra coisa.
- Sobe comigo? O trabalho está no meu quarto. Assim também te mostro a casa, quero ser uma boa anfitriã.
Talvez eu devesse ter recusado o convite, mas não fiz isso. Antes de chegar ao quarto dela, ela me mostrou a cozinha, os banheiros, a sala... O percurso normal nesses casos, temperado com as frases de sempre. Finalmente chegamos ao quarto dela. Pintado num azul suave bem aconchegante, exceto por uma parede onde o azul ficava mais escuro. Parecia o quarto típico de qualquer garota da idade dela, exceto pela ausência de pôsteres de atores ou músicos famosos.
- Este é meu quarto. Espero que goste.
- Claro que sim, está muito bom.
- E aqui está o trabalho. E também espero que goste - ela riu de novo, bem aberta - e muito mais do que do meu quarto.
- Bom, isso a gente vai ver. Nessas férias, vou ter que ler um monte desses.
Ao me entregar o trabalho, nossas mãos se roçaram. A eletricidade que aquele contato provocou em mim foi brutal. Senti como se um choque tivesse percorrido meu corpo, algo que nunca tinha acontecido com ela antes.
- Nossa, seu suéter também está encharcado. Olha só como está a manga! Anda, deixa comigo que eu também coloco num radiador.
Não sei bem como aconteceu, mas os braços dela me envolveram e ela começou a puxar minha blusa pra cima. O peito dela estava praticamente colado no meu. Quando consegui enxergar o que tava rolando, já que enquanto a blusa passava pela minha cabeça eu não via nada, o rosto dela também tava colado no meu. Centímetros separavam os lábios dela dos meus. Não sei se foi ela ou se fui eu que começou aquele pequeno trajeto entre eles, mas logo se enroscaram num beijo que, a princípio, foi só um selinho, mas rapidamente se transformou num beijo longo e apaixonado, onde nossas línguas começaram a dançar, se enrolando uma na outra, indo de uma boca pra outra.
As mãos dela tinham se enfiado debaixo da minha camisa, e eu fiz o mesmo debaixo da camiseta vermelha dela. A pele dela era a mais macia que minha memória tátil lembrava de ter tocado. Eu percorria as costas dela, da cintura até quase os ombros. Sentia as mãos dela no meu peito, descendo até minha barriga depois que ela já tinha desabotoado a camisa.
Por uns instantes, a gente parou de se beijar pra tirar a camiseta dela. Por baixo, ela não usava nada, e eu pude ver os peitos dela, tão perfeitos quanto pareciam com roupa. As aréolas eram grandes, mas sem exagero, rosadas, e terminavam num mamilo agora levemente endurecido.
Os lábios dela eram tão doces… e carnudos. Meus lábios os beijavam, e até meus dentes mordiscavam de leve, sem machucar. Sempre tinha amado eles, mas nunca pensei que chegaria a beijá-los, e muito menos daquele jeito. Levei minhas mãos da cintura dela, passando pela barriga, até chegar nos peitos. Devagar, contornei as aréolas, cada vez mais perto, até finalmente alcançá-las e chegar nos mamilos. Comecei a esfregá-los com os dedos, a beliscá-los, enquanto minha boca tinha largado a dela pra percorrer o pescoço dela. Beijos curtos e molhados eu depositava naquele pedaço de pele tão desejado, até chegar na orelha e mordiscar. seu lóbulo.
Ela tirou minha camisa e eu parei de acariciar os peitos dela para abraçá-la, apertando o corpo dela contra o meu, sentindo a pele dela na minha. Continuei descendo com minha boca do pescoço dela até o peito dela. Lambi a pele entre eles, arrastando minha língua. Fui fazendo círculos de saliva no seio direito dela que se estreitavam em volta do mamilo até que eu o alcancei e mordisquei com delicadeza.
Ouvi um gemido saindo da boca dela, o que me excitou ainda mais. Chupei aquele mamilo e depois o outro. Comecei a chupá-los alternadamente e no rosto dela se desenhava um prazer crescente. Minhas mãos se agarravam às nádegas dela, sentindo o calor através do tecido jeans da calça dela. Desabotoei para poder sentir a pele mais abaixo da cintura dela. Puxei a calça dela para baixo enquanto minha boca descia pela barriga dela. Acariciei as pernas dela, dos tornozelos até as coxas, percorrendo-as devagar, sentindo a pele que já quase me queimava.
Minha boca percorreu a barriga dela e chegou até a cintura. Minhas mãos se escondiam debaixo do tecido da calcinha dela, tocando quase o céu, a seda das nádegas dela, apertando-as. Decidi tirar aquela última peça que cobria o corpo dela e ela se deitou na cama que estava atrás dela. Vê-la nua por completo era realizar a maior das minhas fantasias. Era como estar sonhando, mas eu sabia que era real porque sentia o sangue pulsando em borbotões dentro de mim, sentia o calor que aquelas imagens me causavam por dentro.
Meus lábios fizeram o percurso pelas pernas que antes minhas mãos tinham feito. Pararam nas coxas dela e avançaram pelas virilhas. Lambi-as, tomando meu tempo, primeiro um lado, depois o outro, e subi até o púbis dela. De lá, desci pelo sexo dela, mas sem tocá-lo com meus lábios, apenas a poucos milímetros soprava levemente nele. Depois, minha língua provou o sabor do prazer dela. Entre aqueles, os outros lábios dela, se enfiou para lambê-los, para percorrer a zona que os separa até chegar à sua clitóris e me concentrar nele. Lambi, chupei, suguei. Fiquei louco fazendo minha língua dar prazer pra ela. Ouvir os gemidos dela só aumentava minha loucura, fazia minha língua penetrá-la, até lamber o cu dela, enfiar a ponta entrando por ali.
Os gemidos dela já eram gritos de prazer. Senti que ela estava perto do orgasmo e intensifiquei o ritmo da minha língua no clitóris. Enfiei um dos meus dedos na buceta dela primeiro, um segundo logo depois. Outro dedo também avançou pelo cu dela até se perder lá dentro, entrando e saindo igual os outros dois.
O corpo dela começou a tremer e por um momento pareceu que ela parou de respirar. Um segundo depois, ela gritou de um jeito quase desesperado. Foi um grito de prazer imenso, e eu pude beber daquilo, do prazer dela.
A respiração dela foi se normalizando aos poucos, mas meu pulso continuava a mil. Ver ela descansando depois daquela batalha, completamente pelada e com uma aparência frágil, me deixava louco. Mas aquela batalha era só a primeira daquela guerra de prazer…
Ela sentou na cama enquanto eu estava de pé olhando pra ela. Me segurou pelo cinto e me puxou pra perto. Desabotoou o cinto e depois a calça, deixando cair. Começou a acariciar meu pau por cima da cueca. Eu tava excitado, muito excitado. Ela baixou um pouco o elástico, deixou a ponta aparecer e beijou. Aí ela se levantou e foi até um armário. No começo, não consegui ver o que ela pegou, mas quando ela se aproximou, vi que era uma câmera de vídeo.
- Quero que você me grave enquanto eu te chupo. Topa? – ela disse.
A voz dela não parecia a mesma. O olhar já não era mais aquele safado que ela às vezes me mostrava. Era um olhar completamente lascivo. Ela ligou a câmera e me entregou. Através dela, vi ela baixar minha cueca e liberar meu pau completamente duro. Com a ponta da língua, foi percorrendo da base até a cabeça, parando nela, lambendo toda a glande. Enfiou na boca dela olhando pra câmera com olhos cheios de luxúria até que meu pau inteiro entrou na boca dela. Ela foi enfiando e tirando devagar. Depois parou e fez o mesmo com minhas bolas. Eu desloquei a câmera pro lado pra focar melhor como ela tava fazendo naquela área. Sentia um prazer imenso a cada lambida, cada vez que a língua dela se mexia.
Naquele momento percebi que na mão esquerda dela tinha alguma coisa. Ela devia ter pego junto com a câmera, mas eu não tinha notado. Agora ela tava com aquilo entre as pernas e um zumbido baixinho começou a soar. Era um vibrador liso, verde claro, que ela começou a enfiar na buceta. Ela se inclinou um pouco pra trás pra eu filmar como entrava nela.
— É que eu adoro ter algo dentro — ela falava enquanto olhava pra câmera.
E pegou com a outra mão meu pau pra levar até a boca e engolir minha ereção inteira. Começou a fazer ele entrar e sair da boca dela cada vez mais rápido, me fazendo gozar como poucas vezes antes. Ela também aumentava o ritmo com a outra mão. De repente, parou de me chupar.
— Quer ocupar o lugar do meu brinquedinho?
Não precisei responder. Ela se deitou na cama e tirou o vibrador, deixando as pernas completamente abertas. Sem parar de filmar aquela cena tão excitante, aproximei meu pau da entrada da buceta dela e fui esfregando devagar no clitóris e entre os lábios. Ela levou o vibrador pro cu. O zumbido continuava de fundo. Ela foi enfiando ele devagar enquanto eu penetrava a buceta dela. Ela colocou as pernas de um jeito que os tornozelos agora descansavam nos meus ombros.
Continuei filmando enquanto entrava e saía dela. Não sabia como aquilo ia ficar depois com tanto movimento, mas naquele momento não tava nem aí. Direcionei a câmera um pouco mais pra cima do corpo dela pra filmar o balanço dos peitos. Era um vai e vem no ritmo de cada estocada minha, que me deixava ainda mais tesudo. Ela voltou a gemer de um jeito brutal. Isso me dava mais energia pra penetrar ela com mais força, pra acelerar o ritmo, pra aumentar ainda mais nosso prazer. Mas ela me pediu pra parar naquele momento de auge.
- Você gostaria de ocupar de novo o lugar onde tá agora meu brinquedo? Eu adoraria.
- Claro que sim, amor – falei com a voz entrecortada.
Ela se virou, ficando de joelhos na cama. Já não sabia direito o que tava gravando com a câmera, mas aquilo me deixou mais louco ainda. Lambi o cu dela de novo e ela enfiou o vibrador onde tinha acabado de estar meu pau. Eu direcionei ele pra entrada do cu dela e fui entrando naquela cavidade um pouco mais apertada, mas igualmente quente e molhada. Voltamos a pegar o ritmo que a gente tinha mantido na posição anterior. Os gritos de prazer dela alcançavam decibéis de recorde e eu sentia que tava prestes a estourar de prazer.
Mas ela chegou lá antes de mim. O corpo dela tremeu de novo e os gritos pararam por um instante, pra recomeçar alguns segundos depois. Ela fez eu parar e sair dela de novo.
- Quero que você goze na minha boca. Quero beber tudo. – disse olhando pra câmera, que eu nem sabia se tava focando ou não, com a voz quase sem fôlego.
Ela agarrou com força meu pau e começou a mexer, enfiando a ponta dentro da boca dela. Poucos segundos depois, senti um prazer intenso e soube que ia me esvaziar nela. Já não sei se gravou direito ou não, mas a boca dela se encheu com meu esperma. Ela mostrou como a boca tava cheia e como esvaziou engolindo tudo. Acho que aí a filmagem parou, mas meus olhos estavam embaçados de prazer, minha mente mal conseguia pensar.
Nós dois ficamos deitados, pelados, sem fôlego na cama. Pensei de novo que aquilo tinha sido um sonho. Não precisei me beliscar porque ela me beijou na boca e eu senti a língua dela com a minha de novo, misturando nossas salivas com nossos elixires de prazer.
Eu não tinha noção do tempo que tinha passado desde que cheguei. Pode ser que até a gente dormíssemos depois de tudo que tinha acontecido. Talvez os pais dela estivessem prestes a chegar. Quase entrei em pânico só de pensar nisso. Olhei pela janela e já não estava chovendo. Era tarde. Me vesti depressa e ela não disse nada. Ver ela pelada me deixava excitado de novo, mas eu não podia ficar ali. Tive medo de ser descoberto.
— Não esquece o trabalho — ela disse da cama, com um sorriso cheio de malícia no rosto.
— Não, não se preocupa, não esqueço — consegui responder.
— Quando você volta? — perguntou, com o rosto ficando mais sério.
Não soube o que responder. O rubor tomou conta do meu rosto por saber que tinha feito algo quase proibido, algo que não era ético.
— Espero que logo — respondi por fim.
E é que eu já tinha caído na tentação.
2 comentários - Tentação
Felicitaciones !!!
Gracias por compartir.
Besos y Lamiditas !!!
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