Estreando na buceta do shopping

1.- Encontro no banheiro.
Lucas era um portenho típico. Adorava sentar no bar com os amigos pra tomar café e resolver o mundo, ou discutir até a morte se o Messi era bom ou não. Mas claro, pra se pagar de moderninho e metrossexual, trocou o velho boteco do português pela praça de alimentação do shopping do bairro X.

Adorava passar duas ou três horas, com a namorada ou com os amigos, com uma xícara de café fumegante ou umas long neck de cerveja e uns amendoins, vendo a vida passar, levando uns beliscões da namorada quando a vida passava com um belo par de peitos ou uma raba voluptuosa.
Tinha 32 anos, era funcionário público e era bem bonito, alto, magro, barriguinha só de leve, barbinha rala, pernas boas de jogar futebol, bunda dura e empinada, pelos aparecendo no colarinho da camisa, um cara comum, mas também um gostoso que nunca ficou na mão de buceta. A família dele era do interior do estado, então morava sozinho num apartamento na Capital.

Numa dessas vezes, depois de várias cervejinhas, bateu uma vontade danada de mijar. Sempre ia no banheiro geral do shopping, grande e cheio, mas dessa vez resolveu ir num mais perto que ficava num canto do lugar, pequeno e meio escondido num mezanino. Entrou: só uma pia, três mictórios e duas cabines. Um cara de quarenta e poucos anos, terno cinza, gravata azul, bem feio, tava no mictório mais perto da parede, bem afastado do negócio, então dava pra ver um bom pedaço da pica escura e grossa dele. Talvez como um sinal, Lucas sempre teve curiosidade de saber "como é a dos outros", então os olhos dele passaram discretamente pela ferramenta do cara, por pura curiosidade, nada mais. Ficou mijando no primeiro mictório, meio envergonhado pela indiscrição, olhando só o jato que saía da sua bela piroquinha. Uma tossida forte que veio da direita fez ele virar a cabeça, o vizinho tinha se afastado mais do mictório e agora tava mostrando completamente a pica, a cabeçona marcada e a pele sobrando que indicava que a pica dura devia ser de assustar. Não soube quanto tempo ficou olhando pra ela, mas finalmente, envergonhado, voltou pra sua, sacudiu ela direito, guardou e voltou apressado pra mesa onde a namorada esperava.

-Vamos?-, falou num tom peremptório. Na hora saíram pro estacionamento. Lucas se sentia estranho, um tesão doido tava tomando conta dele. Mal entraram no carro, sem aviso, agarrou a Judith, que era o nome dela, meteu um beijo nela como se fosse arrebentar a boca dela e começou a apalpar ela. Judith, meio surpresa, respondia sem muito entusiasmo. -Vamos pro motel love?- Foram. Tirou a roupa dela desesperado, mordeu os bicos dos peitos, chupou ela toda e em cinco minutos, entre gemidos mútuos, encheu a buceta dela de porra. Mas continuava com tesão, mais do que antes, não entendia o que tava rolando, a buceta da Judith, que sempre tinha sido a fonte inesgotável de prazer dele, não tava dando conta. Pela primeira vez virou ela de costas, sem pedir permissão, cuspiu no cuzinho fechado dela e enfiou a pica, a gostosa gritou, e mais de uma vez, mas meteu até o fundo e começou a foder ela com raiva, foi longo, destruiu ela, nunca sentiu a porra sair tão quente como daquela vez, ardia, o sêmen queimava na uretra dele, esvaziar dentro dela foi mais alívio do que prazer. Quando terminou, Judith nem falou com ele, ele também não disse nada. Se vestiu e esperou ele na porta. Deixou ela em casa.

Naquela noite, perto das 12, Judith mandou uma mensagem no celular: "tchau Lucas, não quero te ver mais, não me liga, não me escreve, você saiu da minha vida pra sempre". Sinceramente, ele não ficou triste nem um pouco, era um relacionamento de conveniência, quase diria profilático, ela tirava a porra dele, ele baixava a histeria dela; além disso, era mais legal ir ao cinema ou dançar em casal do que sozinho. Mas, por que naquela tarde ele tinha quase estuprado ela pelo cu?, o que levou ele a isso?, o que tinha visto no banheiro?, a tentativa de um velho veado e feio tinha excitado ele de Desse jeito? Nãão, vai saber o que foi, com certeza foi por causa da cerveja.
No outro dia, depois do trampo, foi de novo pro shopping. Não que fosse todo dia, mas alguma coisa o puxava, era mais forte que ele. Pediu um café na caneca e uma medialuna. Talvez bateu vontade de mijar. Foi no banheiro da esquina, ninguém. Se posicionou no mictório da direita, onde tinha estado o velho viado de terno cinza, tentou urinar mas não saía, ficou um tempão, caso saísse o mijo, claro! Entrou um guri gostoso, de calça azul, camisa branca e gravata vermelha, cabelo castanho claro, altura mediana. Lucas, por vergonha, se encostou no mictório. O guri se acomodou no primeiro mictório mas não tirou o pau, só ficava acariciando as próprias nádegas e olhando pra ele. Lucas espiava de canto de olho, mas preferiu baixar a cabeça e ver só a própria glande seca de urina. O moleque foi embora. Lucas foi embora. Não dava pra voltar pra mesa. Voltou pro apartamento andando as 15 quadras que separam ele do shopping. Gastou tempo com coisas fúteis, mal-humorado, nervoso. Jantou qualquer porcaria e foi pra cama. Virava e revirava, mas não conseguia pegar no sono. Se convenceu que devia usar o remédio infalível pra insônia: uma boa punheta. Tirou o pijama e tirou a cueca. O roçar dos lençóis nas nádegas o excitou, nas nádegas???, sim, mas também no peito e nas costas. Começou a bater uma e foi esquentando aos poucos até chegar no estágio da desespero, do frenesi, da imaginação mórbida, mas na imaginação dele naquela noite não apareceu a Judith nua, punhetando o pau dela com as tetonas generosas, no lugar dela um gato lindo nu, com uma gravata vermelha como única roupa, acariciando as próprias nádegas e dizendo "chupa, são tuas, piranha". O leite jorrou pra todo lado e um par de lençóis foi parar na máquina de lavar. Em 5 minutos já tava roncando.
Ele se propôs a não voltar, mas não conseguiu. Aquele mundo desconhecido, mórbido e proibido tomava conta do subconsciente dele. Saiu do trampo e de novo foi pro shopping, de novo aquela vontade inexistente de mijar, de novo o banheiro da esquina, de novo ninguém e Lucas fazendo que tava mijando no mictório da parede. Não demorou pra aparecer outro cara, um vendedor da conhecida loja de eletrodomésticos Z, com sua calça preta e camisa branca com o logo do comércio no bolso. Ele olhou descaradamente pra pica dele com olhos de desejo e depois sorriu pra ele, Lucas devolveu o sorriso enquanto balançava a pica. Foi um instante, um segundo, o vendedor se jogou em cima dele e o enfiou num dos boxes, quase sem perceber Lucas tava sentado no vaso e o vendedor entre as pernas dele com a pica na boca. Era isso que ele tava procurando? Naquele momento ele não sabia, mas a pica dele pensava por conta própria e em segundos ficou dura. O cara tava completamente desesperado, chupava como se a vida dele dependesse disso, ofegava, esfregava as bochechas na pica do Lucas, beijava e engolia de novo até o fundo, Lucas não tinha uma pequena, mas o menino engolia como se fosse um amendoim. Nunca uma gatinha tinha feito ele gozar chupando, mas o vendedor de torradeiras em cinco minutos já tava fazendo ele segurar os gemidos, quando já tava gozando, Lucas, todo um cavalheiro, avisou pra tirar, mas o menino olhou pra ele como se tivesse proposto gritar um gol do Boca na arquibancada do River, segurou a pica com uma mão e intensificou o boquete. Instantes depois toda a porra do Lucas jorrou na boca dele, que prazer, pelo amor de Deus! O cara, de olhos fechados, ficou parado, imóvel, depois se afastou da pica e olhando nos olhos dele abriu a boca, pra Lucas ver a porra no fundo da língua e escorrendo pelo canto dos lábios, era muita. Sem tirar os olhos dele, engoliu, sorriu, e sem parar de sorrir saboreou com a língua o que tinha sobrado nos lábios. Voltou pra pica e deixou ela mais limpa que a de um bebê. Se levantou, deu só um selinho nos lábios dele e foi embora. Lucas ficou sozinho sentado no vaso, com A buceta molhada aparecendo pela braguilha da calça jeans. Ele ouviu a água da pia correndo e depois silêncio. Ficou mais um tempinho por via das dúvidas e depois saiu. Precisava de algo forte. Foi pra praça de alimentação e pediu um uísque puro, sem gelo. Tomou seu tempo, bebericou bem devagar pra baixar a adrenalina e recuperar a sanidade, será que dava pra perceber que ele tava doidão? Uma hora depois decidiu ir pra casa, passou pela porta da loja do Z, lá estava o seu, estuprador?, sorrindo, oferecendo uma geladeira pra um casal de namorados.

Passou uma semana, a cabeça dele dizia pra não voltar nunca mais no shopping, que já tinha experimentado, que era o suficiente, que não precisava de mais, mas os hormônios descontrolados ou talvez uma consciência obscura do seu verdadeiro ser diziam -vai, vai, vai-.

Os hormônios se combatem fácil, começou uma orgia de punhetas, uma de manhã no chuveiro, outra no banheiro do trampo, outra de sobremesa depois do almoço no banheiro do restaurante e três ou quatro em casa, gozada na sala, na cozinha, na cama. Ficou com os ovos secos, as generosas porras matinais terminavam em míseras cuspidinhas noturnas. Não adiantou, não era excesso de hormônio. Naquela sexta depois do trabalho foi direto pro shopping.

Nem passou pela praça de alimentação. Direto pro banheiro. Pelou, fingiu que tava mijando, nada, ninguém, ou algum cara desligado que mijava e ia embora sem nem olhar de canto de olho. Saiu, comprou um café, sentou numa mesa, leu o jornal, olhou o relógio, tentou se distrair um pouco avaliando as bundas das gatas que passavam, nada, o banheiro chamava. Terminou o café, olhou pra todo lado pra achar uma desculpa pra ficar sentado e já não aguentou mais. Partiu pro banheiro fingir que ia mijar. Ninguém de novo, o mictório do fundo tava esperando como sempre, ficou parado na frente do negócio sem nem abrir a braguilha, olhando pra porta.

Martim entrou no shopping vindo do estacionamento. Desde a briga com o namorado, já fazia mais de duas meses sem ter uma pica no cu. Já no elevador, o esfínter dele começou a pulsar, não aguentava mais. Aos 30 anos, ainda parecia ter 20, delicado, nada musculoso, magro, alto, pele morena clara, uma bunda pequena e linda enfiada numa calça justa de veludo cotelê, de cintura baixa, que marcava o arco angelical onde terminavam as nádegas. O rosto dele era bonito, o olhar doce, os lábios carnudos. Ontem ele tinha vindo, mas não rolou nada. Hoje? Quem sabe! Ele era muito seletivo.

Finalmente alguém entrava. Lucas se apressou a abaixar o zíper, puxar a pica e fingir que estava mijando. Martín parou antes do primeiro mictório, sorriu, tinha sacado a manobra apressada de Lucas. Olhou ele de cima a baixo, que gostoso que era aquele cara! Sorriu de novo e se acomodou no mictório, também não puxou o pau, só olhou na cara de Lucas e passou a mão na própria bunda. Bingo! Era a vez de Lucas. Ele se afastou um pouco do mictório e virou de leve, mostrando timidamente a pica pro recém-chegado. Não precisou de mais nada. Martín foi até ele, pegou na mão dele e o puxou pro banheiro. Deu primeiro um beijo suave, morno, elétrico — o primeiro beijo de outro homem que Lucas recebia. Fez sinal com o dedo pra ele ficar quieto, se ajoelhou entre as pernas dele, puxou a pica e começou a chupar devagar. Não tinha a desesperação de um vendedor de torradeiras, mas fazia deliciosamente. Lucas, extasiado, deixava rolar, imaginava que iam tirar a porra dele na boca de novo, mas o plano de Martín era outro. Continuou até a pica começar a escorrer líquido pré-seminal. Agora tava pronta pro bum necessitado e ardente dele. Abaixou a calça e apareceu uma calcinha digna de noiva em noite de núpcias. Tirou, pegou lubrificante, passou e começou a lubrificar a pica de Lucas com um sorriso. Na cabeça de Lucas, começaram a ecoar as palavras "AIDS", "gonorreia", "HIV". Ele parou o cara, tirou um preservativo do bolso e deu pra ele. Martín, com um muxoxo doce de menina contrariada, pegou. Melhor assim. Pau vestida, que cu quente, pensou. Colocou o poncho no parceiro e se levantou. Ajeitou o Lucas contra a parede, baixou a roupa dele, virou de costas, pegou a pau com a mão e levou até o buraquinho molhado. Sabia fazer muito bem, a cabeça do pau do Lucas começou a entrar no esfínter dele, todo ansioso. Lucas fechou os olhos, será que era igual ao da Judith?, com certeza, uma bunda era uma bunda. A pau dele foi deslizando suave dentro da bunda do Martín e, quase sem perceber, as nádegas do cara estavam apertadas contra o púbis dele. Martín começou a meter e tirar curto. Foda-se os preconceitos!, o que Lucas sentia não se parecia nem de longe com a bunda da namorada dele, nem das outras gostosas que ele tinha comido. A bunda do Martín passava umas sensações tão especiais, elétricas, intensas, que estavam levando os dois pras nuvens! Uma bunda não era uma bunda, o putão tava levando ele a níveis de prazer que ele nunca tinha sentido. Tinha que partir pra ação, segurou ele pela cintura e começou a meter ele mesmo, com força, com toda a loucura que aquele prazer novo dava. Começou o bate-bate das nádegas. Martín virou a cabeça e enfiou as mãos pra separar as bundinhas bombadas do púbis do macho dele. De novo fez ele entender que tinha que ser em silêncio. Lucas parou e deixou o Martín fazer, tava tão tesudo que tinha que fazer um esforço danado pra não gemer. O putão começou a se mexer de novo, pra trás, pra frente, em círculos, curto, longo. Lucas mordia os lábios. Depois de um tempo, Martín ficou parado. Lucas começou a sentir que o esfínter do guri se contraía espasmodicamente, apertando a pau dele de um jeito delicioso. Martín tava gozando no buraco da mão dele. Lucas, assim que viu a porra, gozou também, longo, gostoso, sentido, abundante. Do rosto do Martín rolavam lágrimas de felicidade. Esperou o Lucas terminar de se esvaziar e deixou ele relaxar. Foi tirando a bunda devagar, o plástico chato apareceu com a ponta cheia de sêmen. Manobrando com Cuidado, porque ele ainda tava com a mão esquerda cheia do próprio leite, tirou a camisinha e levou até a boca. Lucas, chocado, pensando nos restos de merda que podia ter, fez sinal pra ele não fazer. Martín, sorrindo, chegou perto do ouvido de Lucas e sussurrou "fica tranquilo, amorzinho, antes de vir tomei dois enemas, tô limpinho". E bom, se ele gosta!, pensou Lucas. Martín não só bebeu o conteúdo da camisinha como lambeu até tirar o último vestígio de porra, deixou ela como nova pra usar de novo. Depois, se endireitando e apoiando a mão esquerda na direita, colocou na frente da boca de Lucas sua pequena poça de sêmen. -Toma-, sussurrou. A primeira reação de Lucas foi sentir nojo. Comer um putinho uma vez até ia, mas tomar o leite dele, nãooo! Mas o menino tinha sido tão bom com ele, tinha feito ele gozar tanto, tinha tomado o leite dele, que não sabia como dizer não. Pensou então que o vendedor de torradeiras também tinha tomado o sêmen. Se dois fazem, então bora, se justificou. Sinceramente, essa primeira vez não curtiu muito, mas fez. Martín, sorrindo feliz, limpou a mão com a língua e foi lamber os restos de porra da pica de Lucas. Guardou ela dentro da calça dele e se levantou. Abraçou Lucas como só os grandes amigos se abraçam, e suave no ouvido disse "obrigado por me fazer feliz, qual teu nome?" Lucas inventou um nome qualquer.
O promíscuo limpou tudo, deu descarga, abraçou ele de novo e tentou ir embora. Lucas segurou o braço dele. Pera, me passa teu telefone. Martín sorriu, tirou um cartão pessoal e deu pra ele. Lucas, envergonhado, falou - me desculpa, sou Lucas, te passo meu zap-. O promíscuo iluminou a cara. Disse, sempre sussurrando, espera um minuto, depois sai. Lucas convidou ele pra um café. - hoje não, amorzinho, te ligo-.
Quando Lucas chegou em casa, andando devagar pra digerir o que viveu no banheiro do shopping, tinha duas vozes dentro dele, uma dizia dizia "você tá louco, tá comendo viado em banheiro público? tá bebado? e se te descobrirem? além disso, você não é viado, que porra você tá se metendo nisso? com isso você não vai se dar bem", o outro fazia ele sorrir enquanto pensava: "nossa, que gostoso que foi! que rabo impressionante que esse cara tem e como ele sabe usar! como ele fez eu gozar! alguma vez uma gostosa me fez sentir o mesmo? não". Ele comparava, lembrava das gostosas que tinha comido, muitas, as mais rabudas, as mais fogosas, as de buceta apertada e as de peitões voluptuosos, nada, nenhuma tinha feito ele sentir o que sentiu com o Martín, sempre deixavam um gosto amargo no final, que ele atribuía a lembrarem a Melina, seu amor dos 16 anos, que nunca conseguiu esquecer. Claro, o tesão da situação devia ser o gatilho, o banheiro público, o risco, com certeza se comesse o Martín na casa dele ia se decepcionar, com certeza! E se comesse uma gostosa numa situação parecida, ia ficar louco igual com o Martinzinho ("Martinzinho" já chamava!).
Foi dormir sem jantar, ficou pelado (por que agora queria dormir pelado?), e em instantes roncava. Sonhou com o Martín, sonhou com o vendedor, sonhou que andava de mãos dadas pelos corredores do shopping com um garoto afeminado e entrava com ele numa loja de lingerie feminina, que uma velha saía e olhava pra eles com nojo. Isso o acordou. Eram 2 da manhã, o pau dele estava meio duro e molhado, com muito líquido pré-gozo. Olhou pra ele e não quis pensar em mais nada, se masturbou furiosamente, gozou entre os lençóis, virou de lado e, com o próprio esperma molhando as nádegas, dormiu profundamente.
O fim de semana foi longo. Não quis sair de casa, procurou vídeos de sexo hétero na internet, bateu uma na frente do computador vendo negros de pauzão metendo em loiras putinhas, olhou peitos durinhos, quadris largos, lábios pintados escorrendo gozo, conchas molhadas, pensou em chamar alguma amiga. Nada, o banheiro do shopping e seus Os moradores voltavam a ele, e toda vez que terminava, pensava na boca aberta e cheia de porra do vendedor de torradeiras ou na bunda lindíssima do Martinzinho. Não quis sair sábado à noite, apesar de vários amigos terem convidado ele pra sair pra night e tentar pegar alguma gatinha. Domingo, tentou se manter ocupado. Começou a lavar a roupa. Quando revistava o bolso de uma calça que ia mandar pra máquina, encontrou o cartão pessoal do Martín. Quando o moleque deu pra ele, tinha enfiado no bolso sem nem olhar. Martín Arenas, Contador Público, Montevideo XXX, Buenos Aires, fone, phone, mensagem. Ligava pra ele? Não, nem fodendo, já era, já tinha tentado. Sentiu vontade de rasgar o cartão. Mas não fez isso, guardou na mesinha de cabeceira. Enquanto alimentava a máquina com lençóis manchados de sêmen e cuecas molhadas de pré-gozo, o Martín aparecia nos pensamentos dele. Como seria na vida dele do dia a dia? Dava pra perceber o viado que tinha dentro? Ia sempre pegar caras no banheiro do shopping? Tinha namorada? Era feliz? Bom, era problema dele, que se fodesse! Cozinhou, passou roupa, limpou a casa e tentou ocupar cada hora daquele dia morto da maneira mais assexuada possível. Mas a noite chegava, e a noite, a escuridão, o silêncio, suavemente fazem despertar o tesão, e aquele desejo escuro e estranho que vinha de algum lugar proibido e negado do ser dele começou a derrubar uma a uma as barreiras. Foi pro quarto, abriu a gaveta da mesinha de cabeceira, não! Saiu, tentou assistir uma série na TV, não conseguia se concentrar, parecia que o sofá tinha agulhas. Pensou na solução eterna dele: a punheta, bateu uma. Mas em vez de acalmar, a punheta acendeu mais a cabeça dele. Ia e vinha, ia e vinha, até que não sobraram barreiras conscientes pra derrubar. Tremendo, pegou o celular e ligou pro Martín.

2.- A noite no hotel

Do outro lado, ouviu uma voz de timbre conhecido, mas muito mais formal. Se apresentou. Espera um minuto, barulho de uma porta e depois outra. Agora uma voz calorosa. "Oi amorzinho, como você está?"
Lucas tinha um discurso inteiro preparado para salvar sua masculinidade diante do promíscuo, mas Martín foi direto ao ponto.

— "Bem, Martín, eu tava ligando pra, praaa..."
— "Quer que a gente se veja de novo?"
— "Bom, sim, mas..."
— "Mas em outro lugar, né? Essa sexta você pode?"
— "Sim, mas Martín, eu..."
— "Às 6 na Callao e Santa Fe, no bar X, te serve? Com seu carro, ok?"
— "Tá bom."
— "A gente se vê, tchau amorzinho, tô na casa da minha mãe agora. Beijinho."
— "Tá, tchau."

O discurso ele teve que enfiar bem no lugar onde queria enfiar em Martín, mas fazer o quê, tudo pronto pra comer o promíscuo de novo na sexta. Mas, onde? Entrar no hotel onde ia com a namorada, mas dessa vez com um cara? Nem fodendo! Pesquisou na internet e escolheu um perto de uma saída da autoestrada pra La Plata, viagem longa.

A semana foi uma eternidade, não conseguiu parar de se masturbar de manhã, de tarde, de noite. Martín tinha invadido todo o ser dele, como nenhuma gatinha jamais conseguiu. As sensações com mulheres sempre foram muito mentais, o corpo agia na hora de meter, mas depois tchau, mina. Agora, em vez disso, ele tremia de desejo, vibrava, todo o ser dele pedia aos berros pra estar com Martín. Ele nem imaginava ainda que era o despertar da própria homossexualidade, mais do que o Martín, que o deixava assim.

Chegou a sexta, eles se encontraram, se cumprimentaram com um aperto de mão, tudo muito formal. Dentro do carro, quase não falaram. Na real, Martín tentou puxar vários assuntos, mas Lucas estava tão nervoso que só conseguia responder com monossílabos, além disso, a mão de Martín na perna dele, se movendo sensual em direção às zonas sensíveis, o deixava pilhado. A heterossexualidade dele, em retirada, estava lutando com unhas e dentes.

Chegaram no hotel, Lucas estava morrendo de vergonha. O recepcionista, como se nada fosse, olhou pra ele sorrindo normal, mas pra Lucas aquele sorriso dizia: "então você é viado e veio transar". Aqui? Cê tem cara de quem vai por baixo, hein... que arrombado deve ter esse teu cu."

- Primeira vez?
- Ehhh, sim, sim, a gente se conheceu essa sem... – O porteiro ficou sério e completou a pergunta:
- Primeira vez no nosso hotel?
- Ahhh, sim, sim.
- Ok, então vamos ver... sim, tá livre. Quarto 7. Vão ficar só um tempo ou vão pernoitar?
- Vamos pernoitar – apressou-se a responder Martín, diante da confusão evidente de Lucas.

Entraram no quarto. Martín segurou a mão de Lucas antes de entrar – uma mão fria e trêmula.
Um pequeno hall de azulejos com uma mesinha de canto. Através de um arco, passava-se para o quarto: uma cama queen com lençóis brancos e impecáveis, uma TV LED passando um filme gay leve no mudo. Sobre a cabeceira, uma foto em preto e branco do torso nu de um homem musculoso, com um short jeans desgastado e o pau generoso dormindo, aparecendo na braguilha desabotoada. No fundo, um banheiro com hidromassagem. De um lado, uma máquina de venda de brinquedos sexuais exibia belas picas de gel, consolos, vibradores, plugs anais, estimuladores de próstata, lubrificantes, camisinhas. Uma mesinha de madeira escura, duas cadeiras.

Lucas, surpreso que um hotel pudesse ter um quarto especial pra gays. Martín, feliz, pendurou-se nos ombros dele e, antes do primeiro beijo, tirou do bolso uma folha e pediu pra Lucas ler. Era uma série de exames com data do dia anterior, que confirmavam que Martín estava limpo de toda doença sexualmente transmissível. Pendurado no pescoço dele e olhando com cara de menina safada, perguntou: "Hoje cê me dá sem capa, meu amor? Quero que cê me engravide." Lucas, confuso, não entendia – o cara tinha tirado sangue pra encontrar com ele? Pra ele comer sem camisinha como se fosse a namorada dele? Melhor não pensar. Abraçou ele com força e beijou como se fosse arrebentar a boca dele.

Rolaram na cama, se comeram, se beijaram, acariciaram cada milímetro de pele. Os mamilos de Martín ficaram vermelhos. As barrigas se molharam de sucos. de amor, a união tinha que chegar. Lucas acomodou Martín na beira da cama. Antes de colocar, parou pra olhar ele, a parada no shopping tinha sido tão rápida! O corpo dele era quase sem pelo, a barriguinha de leve, a piroca duríssima, não chegava a 15 cm, mas os ovos dele eram enormes, os peitinhos pequenos mas de um sabor docinho, o olhar sonhador, o cabelo macio e liso. Virou ele. A bunda era impressionante, empinada, de formas suaves, perfeitas, como pra beijar milímetro por milímetro, com as duas covinhas acima da cintura e uma costa de estátua grega. Ajoelhou entre as pernas dele e beijou milímetro por milímetro, abriu as nadeguinhas pra olhar o buraquinho, rosado, só um pouquinho aberto, o esfíncter tremendo chamava ele, se mergulhou naquele vale mágico, nunca tinha chupado uma bunda, mas a vontade era tão grande que começou a lamber, beijar e morder, enquanto Martín gemia. A língua começou a comer aquele buraquinho. Todos os preconceitos caíam, não tinha gosto ruim, não tinha cheiro feio, ele curtia cada lambida daquela caverna quentinha e cada gemido que arrancava do Martinzinho. Já tinha chupado buceta, sim, mas isso era diferente, isso fazia ele vibrar, isso fazia a piroca doer de tesão, isso apaixonava ele. Chupar a buceta de uma gostosa era um trabalho necessário pra esquentar ela, chupar a bunda do Martín dava prazer!
Um gemido "por favor, amor, enfia logo" acordou ele da mamada apaixonada. Acomodou Martín no centro da cama, de barriga pra baixo, abriu um pouco as nadeguinhas e colocou devagar. A saliva e o tesão fizeram a piroca deslizar feliz até o fundo do cu do Martín, sem dor, sem esforço. Lucas se apoiou nas costas do Martín, os dois gemeram, aquele contato total era tão quentinho, tão lindo que os dois se sentiam no paraíso. Começou o vai e vem devagar, aquele cu fazia ele se sentir tão bem!, aquelas costas quentinhas faziam ele se sentir tão bem! que aos poucos, envolto naquela nuvem quentinha, agasalhado e protegido pelas costas macias de Martín, foi abandonando a sua heterossexualidade, foi destruindo todos os seus preconceitos e acabou percebendo: era viado. Bom, a palavra parecia um pouco pesada, era "gay". Sorriu e ficou parado sobre aquelas costas e aquela bunda. Suspirou relaxado. Martín, que esperava uma foda violenta, perguntou estranhado "que foi, Luquita? temos que voltar pro banheiro do shopping?" Como resposta, recebeu uma mordida suave no lóbulo da orelha direita e ouviu, num sussurro secretíssimo "é que aqui em cima de você, acho que acabei de me formar em gay". Martincito, que tava pelando de tesão e precisando muito de uma rola, não hesitou em responder "pera aí, senhor, acabou de passar a teórica, agora tem que me dar a prática". Lucas riu pra caralho e começou a aplicar a prova. Levou Martín até a beira da cama, colocou ele de quatro e deu uma estocada que parecia que ia sair pela boca dele. Martín gemeu, mas pediu mais. Desmontou a pose, virou-se e segurou as próprias pernas, deixando o buraquinho dele, a bucetinha de macho, totalmente exposta. Lucas viu aquele furinho rosa e molhado e enlouqueceu. Caiu de joelhos e começou a chupar de novo, agora a língua entrava inteira, e ele podia brincar com as paredes do esfíncter à vontade. Mas a rola dele chamava, ele se levantou e, para a felicidade de Martín, enfiou de novo. Naquela posição, a rola entrava fundo, ele segurava Martín pelos ombros e empurrava, sentia que não só a rola entrava, mas até o começo do púbis e o saco dos ovos dele entravam em Martín. O calor do esfíncter do seu neném naquela pontinha inicial da rola fazia ele se sentir no paraíso, sentir como o cuzinho do amigo se alargava pra deixar ele entrar, e ouvir o gemido intenso do Martín naquele momento era algo que não dava pra explicar, que justificava a decisão dele de mudar de sexo, porque Lucas já não se sentia homem, mas também não era mulher, era, ele não sabia o que era, era o que era agora, vivendo no paraíso da união deles. profundo com Martín.
Martincito tinha se dilatado como nunca, aquela penetração tão profunda enchia ele de sensações novas, apesar de na vida dele já ter montado umas quantas picas, nunca tinha sentido algo tão gostoso. Agora ele ansiava pela goza quente do Lucas, o cu dele tinha desenvolvido uma sensibilidade especial e conseguia sentir o calor do rio de esperma dentro de si, era uma sensação única que o colocava em êxtase, o desconectava do mundo. Ele gozou, não ligava, estava tão focado no esfíncter que o pau dele era um enfeite, o orgasmo relaxante ia vir da sua boceta de macho, do seu útero ansioso por esperma, dessa descarga de virilidade do Lucas.

Lucas achava que nada podia levá-lo mais alto, mas o jato de goza do Martín conseguiu. Ele pegou o guri pelas costas e se levantou, Martín se agarrou no pescoço dele, Lucas andou pelo quarto com o moleque enfiado, apoiou ele na parede, continuou bombando, procurou uma cadeira, sentou e começou a beijar Martín como se fosse devorá-lo, as línguas deles ficaram loucas, entraram, brincaram, lamberam, as mãos percorreram as costas do guri com fúria, apertaram as nádegas dele, acarinharam os mamilos. Martín gemia como nunca tinha gemido, Lucas gozava como nunca tinha gozado.

— Dá sua goza, meu amor, bem dentro, o mais fundo que puder, me engravida, Lucas, já, já, já. — O pedido de Martín não dava pra ignorar, além disso os ovos dele já estavam prestes a estourar. Lucas levou ele pra beira da cama e acelerou o mete e tira bem forte, bem fundo, levantou um pouco o guri pra gravidade levar a goza até o fundo do cu dele, e com um grito final inundou de esperma o Martincito, que quase chorando, como uma deusa hindu, começou a sentir a flor de lótus nascendo da barriguinha dele. Veio o silêncio, só a respiração ofegante do Lucas. Martín, de olhos fechados, só vivia pras sensações incríveis que nasciam da sua barriguinha. Lucas, se sentindo em paz com o mundo, descobria uma sensação rara de harmonia e relaxamento que inundavam o púbis dele.
Manteve dentro até Martín abrir os olhos, abraçou ele, levantou da beirada da cama e deitou ele bem no centro. Martín virou de bruços na hora e levantou a raba pra evitar que da bunda escancarada escapasse aquela porra que tanto fazia ele gozar. Lucas também se deitou de bruços do lado. Esticaram os beiços e se beijaram.
— Passei na prática, professor?
— Simmm, com honras, você me fez super feliz, Luquita!
Os dois descansaram relaxados.

Lucas tava quase dormindo quando Martín se sentou, colocou os joelhos dos lados do corpo dele e começou a massagear os ombros. As mãos delicadas, com movimentos lentos, percorriam os músculos e soltavam os nós, acariciavam roçando de leve a pele do Luquita que, com olhos semicerrados e gemidos suaves, curtia essa mistura de massagem e carícias eróticas. As mãos de Martín foram descendo, devagar, aos poucos, soltando cada vértebra, cada músculo, cada canto da linda costa de Lucas. Quando terminou as costas, Martín naturalmente seguiu pras nádegas. Lucas levantou a cabeça mas não falou nada, mas quando o garoto começou a separar as bandas e o Luquita sentiu o esfíncter no ar, não conseguiu deixar de perguntar:
— Ei, o que cê tá fazendo?
— Calma, meu amor, relaxa.
— Olha que eu não...
— Nossa, que machão! Fica tranquilo, Luqui, eu só fico duro quando enfiam em mim, sou virgem da frente e muito feliz assim. Só fecha os olhos, relaxa e sente, tá?

Lucas ficou tranquilo. Tentou apagar os tabus que fervilhavam na mente novinha de viado assumido e, esvaziando a cabeça o máximo que podia, concentrou os sentidos na bunda. Depois de um tempo, começou a curtir. Cada vez que, por causa da separação das nádegas, o esfíncter se abria, a sensação que vinha dali ficava uma delícia. Conforme aceitava esse prazer novo, a sensação crescia, se espalhava e, mesmo com vergonha de pensar nisso, fazia ele sentir "coisas" na pica. Finalmente se entregou, e Martín pôde sentir os gemidos ainda quase imperceptíveis de Lucas. Pensou: "ai, que vida! Todo mundo começa todo durão e termina igual a mim!", no fundo sabia que Lucas nunca ia ser passivo como ele, mas com certeza mais cedo ou mais tarde ia comer aquele rabo. O cu virgem de um macho, pensava, era como um potro indomado, tinha que tirar as cócegas antes de montar. Mas, se ele nunca ia comer o cara, por que fazia isso? Fazia porque então Martín, que sempre soube que naquela tarde no shopping a bunda dele tinha sido a "primeira vez" de um garoto hétero, se sentia quase como o mestre que devia apresentar Lucas a todos os prazeres da homossexualidade.

As carícias pararam. — Espera aí, amorzinho. — Martín se levantou, foi até o dispenser de brinquedos eróticos e voltou à posição sobre Lucas. Abriu as nádegas dele e, com as pontas dos dedos molhadas em lubrificante, começou a acariciar o esfíncter. Lucas apertou as nádegas na hora.

— Não! O que cê tá fazendo?

— Meu amor, já te falei, nem se eu quisesse eu fico duro, relaxa e sente.

— Tá, mas não exagera. — Lucas relaxou as nádegas de novo.

Martín continuou roçando só de leve o esfíncter com os dedos lubrificados, separava as nádegas, fazia círculos no asterisco virgem, voltava a massagear e separar os glúteos duros de Lucas e, sem que o machão percebesse, ia colocando um pouco de lubrificante dentro do buraquinho que já começava a se abrir. Não precisava ouvir Lucas, que gozava mas por vergonha apertava os lábios, a primeira dilatação daquele aninho estava visível e o próximo passo no batismo de Lucas ia chegar. Martincito molhou bem em lubrificante um dilatador anal de gel, pequenininho, feito pra um cu virgem, e enfiou de uma vez.

— Não, chega! — disse Lucas se levantando. Mas a ereção enorme dele dizia outra coisa. Não tirou o brinquedo, mas virou Martincito de bruços na cama e, sem cerimônia, enfiou a pica até o fundo.

— Ai, papaiii!!!, se com um consolo tão pequenininho... Reage assim, vou te enfiar uma garrafa de cerveja!
— Cala a boca e aproveita meu pau, Martincito, que minha bunda não é de usar! — respondeu Lucas com voz de puto. Mas não tirou o dilatador.

As subidas e descidas da sentada faziam o brinquedo se mexer dentro dele e multiplicavam seu prazer. Já não era só o pau dele, a sensação elétrica nascia na glande, descia por todo o tronco, fazia cócegas no períneo, se espalhava deliciosamente no cuzinho e dava uma sensação indescritível. Ele começou a gritar, era intenso demais. Martín gozava e sorria, imaginava os casais dos quartos vizinhos parando de trepar pra ouvir os gritos de Lucas, e isso o deixava feliz. A foda, aquela primeira foda no ponto G masculino, chegou com um último grito longo que foi diminuindo de volume até Lucas cair exausto nas costas de Martín, que claro, tinha deixado uma poça de esperma na cama.

Quando Lucas acordou, o sol entrava pela janelinha do banheiro. Na verdade, quem acordou ele foi uma mamada suave do seu promíscuo, que enquanto ia e vinha pelo quarto arrumando a roupa jogada, vestia um baby doll preto que batia no meio da bunda e uma calcinha fio dental pequenininha, linda e sensual. De vez em quando parava e chupava o pinto dele. Lucas lembrou do dilatador e levou a mão até as nádegas. Claro que já não estava mais lá, Martín contou que ele tinha dormido em cima dele, feito um tronco, que o tinha colocado na cama, tirado o brinquedo, coberto e dormido ao lado dele.

— Já pedi o café da manhã, amorzinho. Simplesinho, meu bem, só pedi café com porra e croissant.

Lucas, com os olhos semiabertos, não parava de olhar a agitação de Martín, as bundinhas dele aparecendo deliciosas por baixo do baby doll, a carinha doce, os trejeitos de bichinha. Nunca tinha visto ele assim, sempre achou ele bem másculo, mas agora era uma menina. Não, não. Não era como aqueles afeminados ridículos que ele já tinha visto, que pareciam uma caricatura. paródia de uma cutie que sentia nojo, era um male-nena, um coquetel requintado de gestos viris e femininos, de novo aparecia na mente dele aquela ideia de terceiro sexo e começou a assustá-lo a ideia de que ele também começasse a ter trejeitos afeminados, ainda tinha muito o que elaborar na cabecinha dele para quebrar os tabus sociais. Mas, por que agora Martín mostrava seu lado women? Um toque de orgulho de male, um sorriso, evidentemente o Martincito com ele podia se mostrar como realmente era, será que o sêmen que tinha deixado dentro dele tinha algo de simbólico além do puro prazer físico?
Toc toc, chegava o café da manhã. Lucas instintivamente se enfiou debaixo dos lençóis. Martín tranquilo, balançando a bundinha foi até o hall para abrir a porta, vestido assim!!!, mas não tinha vergonha? Uma voz de mulher jovem, um obrigado do Martín e o aroma do café com cum. Aquela cara de pau total assombrava Lucas, ele tinha morrido de vergonha por entrar no hotel com um male e o Martincito recebia a camareira de thong e baby doll como se fosse uma cutie. Algum dia ele se animaria a tanto?, não, não acreditava.
Martín apareceu com uma grande bandeja fumegante e de maneira muito estudada, mostrando descaradamente a Booty para Lucas, se inclinou para apoiar a bandeja na mesa. Lucas se levantou na hora.
-Mmmm, promiscuous, que tasty!- disse enquanto pegava Martín pela cintura e começava a esfregar o pau na bunda dele, já crescendo.

-E o café da manhã?
-Mas que café da manhã!, sua bunda, slut, sua bunda!

-Ai, Senhor, o que o senhor quer de mim?, respondeu Martincito parafraseando a Coca.
-Isso que eu quero!-, respondeu Lucas puxando a thong dele e começando a enfiar o pau na bunda de Martín, seco e fechadinho. Cada empurradinha arrancava um gemido de dor, mas Martín nem louco ia pedir para ele tirar. Lucas recuou com Martín enfiado até sentar numa cadeira e deu a estocada final.
Ai!, meu love, deixa eu dilatar um pouquinho, minha vida.
Ficaram os dois ali. Silêncio, enquanto o café esfriava, o esfíncter do Martín se dilatava, e com o conforto veio a ereção dele e veio o desejo de rebolar a bunda. Devagar ele começou a se mexer e subir e descer o quadril pra montar naquela cock gostosa que o perfurava. Logo os suquinhos mútuos lubrificaram o esfíncter e o cuzinho dele virou uma buceta de macho. Os dois começaram a gemer de prazer, começaram os abraços, as carícias frenéticas, os beijos apesar daquela posição impossível. Lucas colocou ele de quatro na cama e começou a furar com raiva. A cum matinal é rápida e os dois gozaram entre gemidos e sorrisos de camaradagem.
— Nossa, que breakfast gostoso você me deu, Luquita! Essa cum quentinha, mmmm!
Lucas sorriu enquanto tirava devagar a cock do cuzinho.

Tomaram café da manhã como dois amigos de longa data, foram tomar banho juntos, se ensaboaram sensualmente, se provocaram e se acariciaram como se algo parecido com love os unisse. Se vestiram e se prepararam pra ir embora, mas Lucas já tava quente de novo. Pegou o Martín, baixou a calça dele e apoiou ele contra a parede. Enfiou entre as nádegas e começou a pressionar devagar o esfíncter, tentando lubrificar. Martín virou a cabeça pra ele, tava triste, os olhos úmidos. — Já não, my love, a gente precisa ir. Lucas sentiu vergonha. — Desculpa, eu, bom, eu... Martín acariciou a bochecha dele. — Você não, Luquitas, são loucuras minhas, você vai entender.

Subiram no carro em silêncio e pegaram a estrada. Será que ia acabar ali? Por quê?

Lucas hesitava, aquela estocada final sem pedir permissão foi fora de lugar, mas...
— Martín, me desculpa, sei que fui meio bruto, mas não queria te machucar. E você deve ter pensado que te trato como um pedaço de carne.
Martín apoiou a mão na perna dele. — Encosta no acostamento. Lucas parou no acostamento. Martín abraçou ele e beijou bem suave nos lábios.

— Love, tô super feliz pela noite que a gente passou. Não chorei por você tentar arrebentar meu cuzinho na brutalidade, chorei porque tava acabando e a gente tinha que voltar pra... a vida normal, ser o senhor formal de todos os dias.

- Então você não está bravo comigo?
- Não
- Então se eu te convidar pra jantar em casa na sexta, você aceita?
- Luquita, se você não me convidasse, aí sim eu ia chorar.

Na viagem até Belgrano, eles falaram sem parar, contaram um monte de detalhes das suas vidas, trocaram dúzias de coisas quentes, quase entraram em outro hotel, mas a razão venceu. Quando chegaram no apartamento do Martín, estacionaram na calçada, onde o porteiro estava limpando os bronzes, se beijaram no carro sem a menor vergonha e Lucas viu o Martinzinho se afastar em direção ao hall, o porteiro cumprimentou ele educadamente e, depois que ele passou na frente, cravou os olhos na bunda dele por um bom tempo. Depois olhou pra Lucas com um sorriso entre mórbido e invejoso.

3.- O círculo se fecha

Tinha que começar a se acostumar, mais cedo ou mais tarde "seu" porteiro ia começar a olhar estranho pra ele. Era vox populi que entre os porteiros abundam os homens de gostos especiais, o do Martín evidentemente tinha. O dele? Bom, melhor que ele olhasse com desejo do que com repulsa, né? Lucas se surpreendia com como pensava agora, a noite, aquela primeira noite num hotel com um homem, tinha virado a cabeça dele, ele assumia com total naturalidade sua recém-descoberta condição de gay e as implicações que isso teria na sua vida de todos os dias. Chegou no seu apartamento sorrindo e, sem mais, se meteu na cama.

Às três da tarde abriu os olhos e disse pra si mesmo: "Luquita, começa teu primeiro dia de viado". Não foi muito diferente dos outros dias, exceto por aquela ligação antes do jantar, pro Martinzinho, que deixou o slip molhado e o coração molinho.

A vida dele seguiu como sempre, só que agora no trampo os olhos dele já não iam atrás do andar cadenciado da secretária do Diretor, mas sim atrás da bunda do Diretor, pela primeira vez ele percebia que o cara era mó gostoso.

Os dias passaram e naquela sexta ele saiu pra comprar portobellos, peitos de frango e creme. Ele queria receber o Martincito como ele merecia.
Às 9 horas a campainha tocou, a casa estava cheia do delicioso cheiro do jantar, mas o pescoço e a cabeça do Lucas cheiravam a Kenzo. Martín, sorrindo, beijou ele na boca, abraçou ele e apoiou a cabeça no peito dele, o aroma delicado do perfume tão másculo o encheu de emoção, abraçou o Lucas com mais força. Não precisou de mais nada pra despertar o lado feminino dele, o macho ficou do outro lado da porta.
Lucas ajudou ele a tirar a mochila das costas e aproveitou pra passar a mão na lateral do Martín, os pelinhos do Martín se arrepiaram, a bunda dele começou a formigar. Será que iam chegar ao jantar?
Lucas mostrou o apartamento pra ele, não tinha muito o que ver, mas nenhum dos dois conseguiu evitar os sorrisos e apertar com mais força a mão do outro quando entraram no quarto.

- Me espera na sala enquanto eu tiro o frango do fogo.

Martín viu o amigo se afastar. Sentiu uma pontinha de inveja: de costas não estava nada mal com aquela calça jeans apertada. Levou a mão à barriga, depois tocou as próprias nádegas, por onde sentia mais fome?
Quando Lucas voltou pra sala, Martín estava esperando ele no sofá, o rosto apoiado nas mãos e o corpo lindo e nu de bruços ocupando o resto do sofá inteiro, olhou pra ele com olhos sonhadores e disse sorrindo, "antes do prato principal, não vai me dar uma entradinha?". Como ele podia negar? Lucas foi se despindo devagar, botão por botão, peça por peça, sob o olhar cheio de desejo de Martín, a piroca dele dura aparecendo por cima da cueca vermelha, já molhada. Subiu no sofá apoiando os joelhos dos dois lados de Martín e se deitou sobre ele. As bocas se encontraram, os corpos quentes se uniram, as mãos se procuraram, os lábios de Lucas percorreram aquelas costas lindas e aquelas nádegas macias e perfeitas. Ele as abriu, Martín já estava molhado e dilatado. Levou a glande ao buraquinho, apoiou-se de novo nas costas de Martín e deu a primeira estocada, a piroca entrou suave naquele canalzinho molhado, arrancando o primeiro gemido de prazer do menino, o primeiro de muitos, porque Lucas comeu devagar, acariciando ele com a pica mais do que perfurando, nada de "arrebenta meu cu", "parte no meio", "toma puta", "engole tudo", só beijos suaves, gemidos mútuos e aquele vai e vem que levava os dois pro paraíso. A gozada veio, o cu do Martín aproveitou o primeiro leite quente da semana e o sofá de Lucas ganhou a primeira mancha de porra do Martín, a primeira de muitas que viriam.
Eles se levantaram, Martín se pendurou no pescoço de Lucas, beijou ele longo, e olhando nos olhos dele disse "obrigado", igualzinho à primeira vez no banheiro do shopping. Não tinha jeito, ele ainda tinha o estereótipo na cabeça de que o passivo tinha que agradecer quando um macho comia ele.

Se limparam um pouco, e se vestiram o mínimo, o cu pelado na cadeira era desconfortável. Jantaram tranquilos, com muitas carícias de mãos, e muitas confissões, algumas do Martinzinho entre lágrimas, como quando contou aquela vez em que o love secreto dele do colégio, que comia ele na casa dele, trouxe dois caras do bairro pra também montarem nele e, apesar da negativa do Martín e da resistência dele, acabou amarrado na cama e comido pelos três todas as vezes que quiseram. Martín desde aquela vez decidiu que nunca mais ia se apaixonar de novo, só comer quando tivesse vontade com quem o excitava e nada mais. O amor não era pra viado. Por isso o banheiro do shopping, por isso comer com caras que nunca tinha visto e que não veria de novo. Engolir a pica, saciar o fogo do cu e partir pra outra.
-Mas- interrompeu Lucas, - Você me conheceu no banheiro do shopping, por que tá aqui então?
Martín baixou a cabeça e procurou a mão dele.

-Não sei, Lucas. Você me comeu com muito respeito, me tratou como amigo, teve coragem de me falar seu nome de verdade.
-Hmm, tá se apaixonando de novo?
-Hahaha, não Luquinhas, me desculpa mas não. Tô ligado, mas me sinto tão bem com você que não me custaria nada te falar que sim, se Tô propondo ser teu namorado, bom, teu amigo especial, bom, teu promíscuo pessoal, teu, teu......, bom, tua mulher de cada vez que tu tiver vontade, eu topo, simmmmmm.
Lucas se sentiu estranho. Levantou, fez Martincito levantar e o beijou bem fundo. Quem tava se apaixonando era ele?, não, mas a solidão existencial do viado às vezes prega peças e agora tava pregando uma. Precisava se fundir pra sempre com aquele cara e o cara queria ser um com ele. Em alma, apesar do que achavam sentir, talvez nunca conseguissem, mas os corpos mandavam, gritavam, ordenavam essa união. A cama não tava longe, a roupa era pouca, a dilatação continuava e o pau dele já tava duro.
Se rolaram nos lençóis, se devoraram de beijos, exploraram cada canto, as mãos correram por flancos, bundas, barrigas, paus, barriguinhas, os mamilos ficaram vermelhos de mordidinhas suaves, os cantos da boca doloridos de tanto beijo ardente. O pau encontrou seu lugar no útero morno de Martín, Martín gemeu e beijou. Lucas enfurecido cravou, de novo o mundo se foi, e foram Martín e Lucas, Lucas e Martín, sozinhos no universo, unidos por aquele pau grosso e aquele buraco morno, unidos por essa paixão que só dois machos conhecem, sendo um corpo só, quente e total.

O porteiro de Martín agora tem duas bundas pra olhar, quando os dois caras, de mãos dadas, saem do elevador toda manhã.

7 comentários - Estreando na buceta do shopping

Tremeeeeendo relato!, vale la pena por completo leerlo todo!, me dejo la pija al re contra palo!, gracias por compartir!
ffll22
que linda la pasan als ganas de pija que tengo
Además de calentarme, este relato por momentos me llevaba ahí con Martin y Lucas!!! Muy muy muy bueno!!! Me lo llevo a favoritos
muy pero muy bueno...muy caliente...continua
van 10