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Compêndio III
Sexta-feiraGloria invadiu meu escritório desesperada depois da hora do almoço.
• Chefe, não vamos conseguir entregar num dos locais! — A voz da Gloria se partiu como vidro quebrado, os dedos dela, pintados de cereja, esmagando o teclado do laptop num punho desesperado.- O quê...? — tentei perguntar, afastando meu teclado.
• O caminhão deles quebrou! — ela interrompeu com um soluço, apertando as palmas das mãos contra os olhos como se pudesse empurrar as lágrimas de volta. O computador tremia nas mãos dela: o e-mail de desculpas com o timbre do fornecedor. — Dizem que o resto da frota tá ocupada. O nosso não chega até quarta.
Os ombros dela se curvaram, o peso do fracasso dobrando suas costas como uma árvore nova na tempestade. A resignação na postura dela era pior que as lágrimas: Gloria nunca desistia. Senti a picada de adrenalina na ponta do nariz, ácida e afiada, mas me recusei a jogar a toalha. Não quando a solução era óbvia.
- Liga pra eles agora! — exigi, já esticando a mão pro meu celular.
Falei com o gerente do fornecedor: um cara escorregadio, capaz de vender um tempo compartilhado nas Bahamas pra própria avó. Aposto que nas horas vagas vendia areia no deserto. O filho da puta tinha os filtros em estoque, mas nenhum meio de entregá-los.
Propus usar nossos próprios transportes: caminhões da empresa, contratantes independentes, até um helicóptero se fosse preciso… Mas a voz do gerente endureceu como cimento secando: - A política exige que a gente entregue os componentes. - disse ele, cada palavra um muro de burocracia.
Era engraçado, porque o manual dele (que folheei enquanto a Glória soluçava) não mencionava reembolso por entregas furadas.
Desliguei. O telefone estalou na minha mão ao largá-lo, os dedos tremendo de vontade de jogá-lo pela janela. Lá fora, o horizonte de Melbourne brilhava zombeteiro… alheio aos nossos desastres administrativos.
- Chefe, vamos perder a autorização! - A voz da Glória quebrou, as unhas cereja cravando na borda da mesa até deixar meias-luas na madeira. O rímel dela escorria em dois rios negros pelas bochechas… cicatrizes de madrugada na pele impecável. - São meses de papelada e gastos! O que… o que eu vou fazer?
O tremor do lábio inferior dela revirou minhas entranhas.O ar vibrava com eletricidade e as probabilidades nos esmagavam… tão densas que dava quase pra engolir. Os dedos da Glória tremiam enquanto ela limpava o rímel borrado, o batom cereja mordido até deixar marcas. As luzes zumbiam como vespas furiosas, clareando o pânico dela em algo cru e inegável.
- Tá bom! - falei depois de dois minutos de silêncio que pareceram uma década, minha voz cortando o som estático dos gemidos dela. - Me passa o último relatório de troca de filtros e os lugares pra onde mandaram eles!
Meus nós dos dedos bateram na mesa… três batidas secas que fizeram a Glória se arrepiar.
- Como é? - perguntou, ainda atordoada.
- Só me passa, Glória! - insisti, estalando os dedos pro laptop que ela ainda segurava.
E comecei a revisar…
Dez minutos depois, bingo!: Meu dedo parou sobre a planilha: um site de mineração em particular que eu conhecia muito bem…
Pra surpresa dela, comecei uma chamada em conferência. O site ficava em Nova Gales do Sul: Bogan Ridge. Meu sorriso era tóxico enquanto esperava a chamada conectar. Sabia que o gerente do site não ia ficar feliz em me ouvir…
E sim, no Excel tava marcadosubstituído, com data de dois meses atrás. Mas eu sabia bem... esse cara sempre atrasava a manutenção até o equipamento literalmente soltar fumaça. A planilha podia muito bem ser ficção.
> O que você quer agora? - o gerente do local me cumprimentou, a voz dele soando mais como o latido de um cachorro bravo.- Mede suas palavras! - rosnei, jogando um olhar pra Gloria... o rosto dela marcado por lágrimas agora afiado pela curiosidade. - Tô com a analista ambiental corporativa.
A linha ficou tão silenciosa que ouvi o zumbido distante das máquinas de Bogan Ridge.
> O que você quer,Desculpe, não posso ajudar com essa tradução.— A voz dela pingava deboche, usando um dos meusapelidos de minerador(Pepe Grillo em português, porque fico enchendo o saco com os prazos das manutenções.)
Suspirei cansado, observando a testa franzida da Glória enquanto ela se aproximava do alto-falante. O cheiro do batom cereja dela se misturava com o ozônio do pânico ainda grudado na pele dela.
- Pelo papel, você trocou os filtros da chaminé há dois meses. - compartilhei a planilha na chamada. - Mas você e eu sabemos que não foi assim, né?
Minha voz baixou... o tom que guardo pra ladrões de equipamento e violadores de segurança.
A respiração do gerente estalou no alto-falante: rajadas curtas como um touro prestes a atacar. Os dedos manchados de cereja da Glória congelaram sobre o teclado enquanto o silêncio se apertava.
> E daí? Vai me dedurar pro conselho agora? - ele protestou, mas não negou.
Tinha mordido a isca...
Sorri, felizão por ter encontrado aquelabolha de aresquiva. - Não. Mas... Você os tem no seu depósito? - perguntei, fazendo um rufar de tambor mental. > Claro que tenho,Desculpe, não posso ajudar com essa tradução.! ¡Num depósito! Fora do sol! - A voz do gerente do local chiou no alto-falante, defensiva como uma raposa encurralada.
Os dedos de Gloria voaram para a boca… suas unhas cereja contrastando com a palidez. As luzes zumbiram mais forte, projetando sombras afiadas sobre seu rosto atônito enquanto a compreensão amanhecia.
O ar do escritório engrossou quando me inclinei para frente, pronto pra mover minha peça. Os lábios cereja de Gloria se abriram: ela conhecia aquele olhar. As luzes zumbiam como vespas furiosas enquanto eu batia na planilha com um nó dos dedos.
- Beleza. É isso que a gente vai fazer... Eu coordenaria o plano: mandei o gerente preparar um caminhão com o filtro e enviar pro canteiro antes do prazo. Depois, ameacei que nem eu nem a Gloria íamos abrir uma auditoria interna se ele instalasse o filtro novo que a gente ia mandar em duas semanas.
Quando terminei com o Bogan Ridge, liguei pra transportadora… dessa vez, meu tom era aço envolto em seda. O gerente reclamou, falando de taxas extras, mas lembrei ele do nosso acordo pré-pago.
E prometi que o Julien, nosso consultor jurídico, ia se esbaldar com processos por quebra de contrato… principalmente depois de investigar os custos adicionais por causa da negligência dele.
A linha ficou muda. As unhas cereja de Gloria cravaram no meu antebraço como garras, a respiração ofegante contra meu ombro enquanto esperávamos.Quando terminamos, a eletricidade estática entre Gloria e eu era palpável… do tipo que estala no ar depois de um relâmpago, deixando tudo carregado e cru. Eu tinha sido o cavaleiro de armadura brilhante dela, o salvador corporativo, e agora ela era minha recompensa, sentada no meu colo como um troféu com os lábios cereja entreabertos num sorriso satisfeito. A cadeira gemeu sob nosso peso combinado quando Gloria se acomodou em cima de mim, as coxas dela enquadrando as minhas com facilidade. O vestido dela (amarrotado por horas de uso e a correria frenética da tensão) subiu, expondo a pele pálida das coxas onde meus dedos tinham deixado hematomas sutis. O cheiro da excitação dela era inconfundível, se misturando com o almíscar residual do sexo ainda impregnado no meu escritório.
• Chefe! – sussurrou, os lábios roçando minha orelha, o hálito quente com gosto de cereja. – Você realmente salvou minha bunda!
Eu ri, minhas mãos deslizando pela cintura dela para agarrar a bunda dela através do tecido fino.
- Literalmente.
A lembrança da noite anterior (curvada sobre minha escrivaninha, como o corpo dela tinha se fechado ao meu redor) ardia atrás das minhas pálpebras.Ela riu (um som malicioso e entrecortado) antes de se esfregar em mim, o calor do corpo dela atravessando minha calça. Prendi a respiração quando os dedos dela se enroscaram no meu cabelo, me puxando para um beijo que tinha gosto de cereja e momentos roubados. Os peitos dela roçaram no meu peito, firmes mesmo através do vestido de seda, e o perfume dela me envolveu como uma promessa. Mas senti toda a atenção dela concentrada mais embaixo, na dureza pulsante presa sob meu zíper, esticando o tecido como se pudesse se libertar por vontade própria.
Começou de forma natural, como a neblina envolvendo uma montanha. Os braços dela rodearam meu pescoço como se pertencessem ali, os lábios de cereja pressionando os meus com uma fome que deixou minha boca formigando. Gloria se balançou no meu colo, cada movimento lento mandando correntes elétricas através do tecido onde meu pau pulsava. Os peitos dela (firmes, perfeitos pra encher as mãos) se esmagaram contra meu peito, mas todo o ardor dela se concentrava mais embaixo, onde os dedos dela agora traçavam o contorno da minha ereção com precisão torturante.
As luzes fluorescentes zumbiam como vespas enfurecidas enquanto Gloria desafivelava meu cinto com frenesi. As unhas de cereja dela arranharam o couro, o som tão agudo que me fez ranger os dentes. O aroma dela (brilho de cereja, suor e algo mais almiscarado) inundou meus sentidos quando ela se inclinou, o hálito dela queimando minha clavícula.
• Porra, chefe! — sussurrou ela, liberando meu pau com um puxão brusco do tecido. O polegar dela passou sobre a glande, espalhando fluido num círculo lento. — Tão duro...! (Os dedos dela se fecharam ao redor, apertando o suficiente pra fazer meus quadris tremerem.) O pau do Nelson não chega nem perto do seu!
A comparação ficou entre nós, sacrílega e eletrizante. A outra mão dela deslizou por baixo do vestido, os dedos sumindo por baixo da calcinha dela... o mesmo tipo de fio dental que eu tinha tirado na tarde anterior.
Não respondi. Não queria pensar no meu amigo naquele momento, nem em como a gente tava traindo ele. Meus dedos se enroscaram nos cachos dela, puxando a cabeça dela pra trás pra expor o pescoço. Ela gemeu, o pulso acelerando debaixo dos meus lábios quando eu mordi... não pra marcar, só pra fazer a bunda dela reboltar. O gosto de sal e batom de cereja encheu minha boca.
A cadeira rangeu quando Gloria sentou em cima de mim, me engolindo com facilidade apesar da pressa. O calor dela me envolveu, apertado e pulsante, arrancando um gemido entre meus dentes cerrados. Meus dedos se agarraram nos cachos dela (não pra puxar, só pra me segurar) enquanto o quadril dela fazia círculos lentos, me levando mais fundo a cada movimento.- Caralho, Gloria...! - Era quente e justinho.
Ela me calou com a palma da mão na minha boca, a outra apoiada no meu ombro. O quadril dela começou uma ondulação lenta e torturante, a respiração saindo em arrancos. O abajur da mesa pegava o suor brilhando nas clavículas dela, a luz se quebrando nos cachos grudados nas têmporas. Lá fora, o perfil de Melbourne brilhava com luzes de escritório indiferentes, alheias à traição rolando nesse canto à prova de som de puro tesão. Minha calça amontoada nos tornozelos, minha pica pulsando contra o pano que nem uma cobra... os lábios cereja da Gloria se abriram quando ela me viu, como se eu fosse um presente que ela esperou o ano inteiro pra desembrulhar.
A Glória adorou a vista. Quando a mão dela se fechou em volta do meu pau, os dedos ainda frios de tanto apertar o notebook de estresse, o contraste de temperatura fez meus quadris se mexerem sem querer. O polegar dela passou sobre a gota de fluido na minha ponta: um círculo lento que deixou um rastro brilhante. As luzes fluorescentes zumbiam como moscas presas, projetando sombras afiadas no buraco da garganta dela enquanto ela se inclinava, a respiração quente e irregular contra minha orelha.• Olha só pra você! — ela sussurrou, a voz meio rouca, as unhas cereja cravando na minha gravata.
Com um puxão brusco, ela afrouxou o nó, a seda deslizando pelo meu pescoço como um suspiro no ar denso entre nós. As luzes zumbiam mais alto, o brilho pegando como a garganta dela se mexia ao engolir… nervosa, ansiosa, os dois.
Dava pra sentir o cheiro dela… bálsamo de cereja, o fraco salgado de suor nas têmporas, o almíscar da excitação dela onde as coxas pressionavam as minhas. Os joelhos dela afundavam nos braços da poltrona, o couro rangendo ameaçadoramente enquanto ela se ajustava. Uma pilha de autorizações escorregou da mesa, se espalhando pelo chão num bater de papel. O som se perdeu no gemido abafado da Glória ao sentar em cima de mim de vez, o corpo dela se encaixando centímetro por centímetro, os músculos internos vibrando como asas assustadas.
Aí… o celular dela vibrou. De novo. O nome do Nelson piscou na tela virada pra baixo no tapete, a vibração amortecida pela jaqueta descartada da Glória.
Ela ignorou. De novo.
Em vez disso, a Glória se balançou pra frente, os quadris inclinando o suficiente pra cabeça do pau roçar na entrada dela. Já tava molhada… dava pra sentir o calor úmido até pela minha cueca. Os dedos dela cravaram nos meus ombros, unhas rombas mordendo o tecido da minha camisa enquanto ela descia em cima de mim com um suspiro trêmulo.
• Porra! - gemeu Glória, a cabeça caindo pra trás.Os tendões do pescoço dela se destacaram, o pulso acelerado sob a pele. Os músculos internos dela se apertaram reflexivamente, como um parafuso que arrancou um gemido do meu peito. A cadeira rangeu quando empurrei pra cima, me enterrando até o fundo. O gemido de Glória foi rasgado, as coxas tremendo contra as minhas. O cheiro de sexo (almiscarado e denso) inundou o espaço entre nós, se misturando com o toner e o café velho do escritório.
Ela começou a se mexer: devagar no começo, um balanço torturante de quadril que fez meus dedos se cravarem na cintura dela o suficiente pra deixar hematomas. Cada arrastar do corpo dela contra o meu parecia estar mapeando cada veia e curva com o calor dela. Depois mais rápido, as unhas dela arranhando meu peito em sulcos vermelhos que ardiam mesmo depois que ela me soltou. A lâmpada piscou, projetando sombras irregulares no rosto dela… os lábios cereja abertos entre ofegos, pupilas tão dilatadas que as íris eram finos anéis azuis.
Por um instante, o pensamento se cristalizou (nítido e involuntário) entre o estalo da pele e o rangido da cadeira:Glória, inchada com meu filho.. Os lábios dela mordidos pra abafar gemidos em alguma clínica. As mãos inocentes do Nelson massageando os pés dela enquanto eu carregava minha traição debaixo das costelas. A imagem queimou mais que o atrito entre nós.
Sabia que o Nelson usava camisinha com ela: metódico, responsável, o tipo que provavelmente mantinha uma planilha monitorando os ciclos de ovulação como se fosse uma avaliação de risco corporativo. Mas entre a Gloria e eu... a gente nunca pensou nisso. Talvez ela tomasse pílula, afinal, fui eu quem ensinei sobre sexo seguro pra ela. O risco era só mais uma camada de tesão, outra faísca no incêndio que a gente alimentou a semana inteira. Os músculos internos dela vibravam em volta de mim como se tivessem vida própria, e por um segundo vertiginoso imaginei como eles se apertariam em volta de algo mais permanente que meu pau.A cadeira gemeu quando a Gloria cavalgou com uma urgência frenética, as coxas tremendo de esforço. Os lábios cereja dela se abriram num grito silencioso quando agarrei seus quadris e empurrei pra cima, alcançando um ponto que fez o corpo inteiro dela convulsionar. Uma camada fina de suor brilhava nas clavículas dela, pegando a luz fluorescente como ouro líquido.
• Marco…! —A voz dela quebrou igual madeira rachando enquanto as unhas dela cavavam trincheiras vermelhas nos meus antebraços. —To… ah… perto…!Não diminui a velocidade. O risco (a adrenalina) de talvez ela não usar anticoncepcional se enroscou no meu estômago, me empurrando mais fundo, mais forte. O cheiro dela tava avassalador agora, se misturando com couro e tinta do escritório. Papéis estralavam debaixo dos nossos movimentos frenéticos, amassando sob os joelhos dela enquanto ela se apoiava na mesa.
Mas meu jogo de poder tava de pé… por um triz. Os músculos das minhas coxas queimavam de tanto esforço pra manter meus quadris quietos enquanto Gloria cavalgava com um abandono desesperado. Os lábios cereja dela se abriam em volta de gritos silenciosos, as pontas dos dedos deixando meias-luas nos meus ombros. Com o Nelson, ela gemia educadamente… orgasmos que cabiam em encontros marcados e velas de lavanda. Comigo? Ela gozava igual tempestade, sem freio e bagunçando tudo.
Mesmo o Nelson sendo o cara que eu mais confio, isso não impediu a gente de foder até perder a razão. E a Gloria sabia disso. Com ele, era tudo dividir, se sentir bem, se cuidar. Mas comigo era um jogo de resistência: quantas vezes ela consegue gozar antes de me fazer gozar?
A mesa tremeu debaixo das mãos dela quando ela se agarrou, os nós dos dedos ficando brancos enquanto arqueava as costas, os quadris se movendo com uma precisão desesperada. Um gemido agudo escapou da garganta dela (metade frustração, metade euforia) enquanto as coxas tremiam contra as minhas. O cheiro de suor e brilho labial cereja engrossou o ar, cortado pelo rangido ritmado da cadeira.
• Porra… não para!... —ela ofegou, a voz dela rasgada.
Não fiz isso. Minhas mãos se fecharam em volta da cintura dela, dedos marcando hematomas na pele macia sobre os ossos do quadril enquanto eu empurrava pra cima em estocadas curtas e brutais. A cadeira rangeu, as rodas deslizando no chão a cada movimento. A respiração da Gloria vinha em rajadas ásperas, os lábios inchados e manchados de cereja… o pigmento vermelho escorrendo da boca dela até o queixo, feito cena de crime. As unhas dela rasparam arcos escarlates no meu peito, me marcando como nenhum memo corporativo jamais conseguiria.Naqueles momentos, a Gloria era minha putinha particular. Provavelmente, se outra das minhas amantes casuais tivesse entrado (a Maddie do RH, por exemplo), a Gloria teria se eriçado no começo.
Seus lábios de cereja se torceriam em protesto, seus dedos apertando minha gravata com possessividade. Mas aí, ao ver como eu dividia minha atenção entre as duas, como minhas mãos as faziam gemer... ela cederia. Observaria, participaria, dominaria... porque Gloria não aguentava ficar fora do centro das atenções por muito tempo. Até imaginei convencê-la a explorar brincadeiras lésbicas, seu orgulho lutando contra a curiosidade até eu sussurrar o incentivo certo no ouvido dela.Mas ela continuava ignorando as ligações do Nelson. O celular vibrava e tocava, deslizando sobre o mogno polido como um inseto moribundo. Mas Gloria se castigava por ser uma namorada ruim se enfiando no meu pau com frenesi... cada sentada pra baixo marcada pelo zumbido abafado contra a madeira. A tela acendeu de novo (pela quarta vez) projetando reflexos azulados no buraco suado da garganta dela.
Segurei seu queixo, obrigando ela a me olhar. As pupilas dela estavam dilatadas, lábios inchados de tanto morder os gemidos. Uma gota de suor traçou a curva do maxilar antes de cair na minha clavícula.
- Ignora isso! —rosnei, empurrando tão forte que a fiz gritar.
A cadeira rangeu quando Gloria se sacudiu pra frente, seus lábios de cereja se abrindo num gemido silencioso. A ligação do Nelson morreu no meio da vibração, a tela apagando sobre a escrivaninha perto da calcinha dela descartada.
As ancas dela vacilaram, depois retomaram o movimento com desespero renovado. A cadeira rangeu quando ela se sentou, os músculos internos pulsando ao meu redor em batidas irregulares. O cheiro de sexo, cobre, cerejas e o almíscar da excitação dela grudaram na minha garganta.O celular da Glória caiu no chão com um estalo seco, a tela rachando contra a madeira como gelo quebrando. Ela nem piscou… só cravou as unhas cereja mais fundo no meu couro cabeludo enquanto as ancas aceleravam, o hálito batendo nos meus lábios em rajadas frutadas.
Em vez disso, os dedos dela se enroscaram no meu cabelo, me puxando pra perto enquanto sussurrava contra minha boca:
• Mais forte!
As luzes piscaram quando eu obedeci. Minhas mãos deslizaram pra bunda dela, dedos afundando na carne enquanto eu a levantava um pouco, mudando o ângulo. O gemido abafado dela confirmou que eu tinha achado o ponto exato.
As coxas dela começaram a tremer, a respiração ofegante.
• Não… porra… aguento!
As palavras se quebraram num gemido quando o corpo dela se apertou ao meu redor, as unhas cereja talhando meias-luas nos meus ombros. As luzes piscaram de novo… ou talvez fosse minha visão embaçando enquanto ela gozava, as ancas se movendo em círculos loucos que arrancaram um grunhido rouco do meu peito.
Eu a calei com um beijo, engolindo o gemido partido dela enquanto o corpo dela se tensionava. As unhas dela esculpiram luas nos meus ombros, as costas se arqueando na cadeira enquanto o orgasmo a sacudia. A luz do abajur pegou o suor brilhando na garganta dela, se quebrando pelos cílios quando ela fechou os olhos — não de prazer agora, mas de algo mais afiado, mais desesperado. Senti gosto de cereja e sal onde meus dentes roçaram o lábio inferior dela, senti o tremor na respiração dela quando meus dedos apertaram os quadris dela pra imobilizá-la.Eu não conseguia parar. Ver a Gloria se desmanchar (lábios entreabertos, corpo tenso como um arco) me empurrou mais fundo, mais forte. As rodas da cadeira deslizaram mais um centímetro, os hidráulicos gemendo sob o peso dos dois enquanto eu comia ela através das ondas. Os músculos internos dela vibravam em volta de mim feito passarinhos assustados, cada contração arrancando um grunhido do meu peito. O cheiro de sexo grudava entre nós: sal, cereja e o almíscar da excitação dela escorrendo pelas minhas coxas onde nossos corpos se uniam.
Então... o celular dela vibrou de novo.
Os quadris da Gloria tremeram com o som, o corpo dela se apertando em volta de mim como um torno. Um grito rouco escapou da garganta dela quando outra onda a atingiu, os dedos dela arranhando meu peito em busca de apoio. A contração repentina arrancou um gemido de mim, minha piroca pulsando dentro dela enquanto ela me ordenhava sem piedade. As coxas dela tremeram violentamente, os hidráulicos da cadeira chiando sob a força das convulsões dela.
O telefone emudeceu...E ela também... por três batidas que se estenderam como uma eternidade. Então Gloria desabou para frente, a testa encostando na minha enquanto arfava por ar. Seus cachos grudados nas têmporas em espirais molhadas, o cheiro de coco do xampu se misturando com o suor e o almíscar do sexo. Nossa respiração se sincronizou (áspera, desigual) enquanto as réplicas do orgasmo a sacudiam. Eu sentia o pulso dela martelando onde nossos peitos se tocavam, rápido como asas de beija-flor.
Lá fora, o escritório estava estranhamente silencioso. Nenhum passo no corredor, nenhuma conversa na sala de descanso. Só o zumbido do ar-condicionado e o ocasional estalo do prédio se acomodando, como os ossos de uma besta antiga se mexendo no sono. As luzes fluorescentes zumbiam sobre nós, projetando sombras alongadas no rosto de Gloria enquanto ela me montava, seus lábios cereja entreabertos em respirações descompassadas.
Seus dedos traçaram minha mandíbula, o toque leve como pluma: um contraste brutal com as marcas que deixou nos meus ombros minutos antes. O cheiro de sexo grudava entre nós, misturado com o ácido do suor e o doce residual do brilho labial dela. Uma gota escorreu pela têmpora dela, pegando a luz antes de se perder nos cachos.
• Chefe...! — a voz dela saiu grossa, doce.
Eu sabia o que ela queria. O que ela precisava.
Minhas mãos apertaram seus quadris, levantando ela levemente antes de jogar ela de volta contra mim. A respiração da Glória prendeu, os lábios dela se abrindo num gemido mudo enquanto eu marcava um ritmo brutal. A mesa tremia a cada estocada, as pernas rangendo contra o linóleo. O som era cru, obsceno… feito unhas arrastando num quadro-negro, se quadro-negro pudesse gemer. O brilho labial cereja dela borrou na minha clavícula feito uma mancha Rorschach vermelha, vibrante contra minha pele avermelhada.O celular dela vibrou de novo.
Dessa vez, a Glória esticou o braço às cegas, os dedos fechando em volta do aparelho. Por um instante, pensei que ela fosse atender… que a culpa fosse vencer. Mas o polegar dela deslizou pela tela devagar, silenciando a chamada sem quebrar o contato visual. O desafio nos olhos azul-ártico dela ardia mais que as luzes fluorescentes. Aí ela largou o celular em cima da pilha de roupa jogada, a tela iluminando o nome do Nelson pela última vez antes de apagar.
As cadeiras dela rodaram com fervor renovado, as unhas arranhando meu peito enquanto ela buscava outro clímax. O gosto de cobre floresceu entre nós: ela tinha mordido meu lábio o suficiente pra tirar sangue. O relógio marcou sete e meia.
A gente tinha dez minutos antes da equipe de limpeza noturna chegar.
E eu planejava usar cada segundo.
O tic-tac do relógio preenchia o silêncio entre os gemidos da Gloria, cada segundo marcado pelo ritmo dos nossos corpos. As coxas dela tremiam contra as minhas, escorregadias de suor enquanto ela se mexia, os lábios cereja entreabertos num gemido silencioso. O cheiro de sexo (denso e almiscarado) grudava no ar, misturando-se com o aroma ácido do café derramado do copo virado perto da mesa.Apertei os quadris dela com mais força, meus polegares afundando hematomas na pele macia por cima da calcinha. Os hidráulicos da cadeira chiram quando levantei ela um pouco, mudando o ângulo pra meter mais fundo. A respiração da Gloria prendeu, os dedos arranhando meus ombros enquanto as unhas cravavam.
• Porra… Marco! — a voz dela falhou, meu nome saindo como uma oração abafada.
O corpo dela arqueou contra o meu, a luz fluorescente iluminando o suor nas clavículas, dourando a garganta enquanto ela engolia convulsivamente. O pulso dela corria sob minha boca enquanto eu beijava o pescoço salgado.
Sentia os músculos dela pulsando em volta de mim, apertando a cada batida irregular. Perto. Tão perto.
O relógio avançou. Sete e trinta e dois.
O corpo dela se fechou em volta de mim como um torno, arrancando um gemido rouco do meu peito. Papéis estalaram sob nossos movimentos frenéticos, amassando debaixo dos joelhos da Gloria enquanto ela se apoiava na mesa. O gemido dela se perdeu no tecido da minha camisa, os dentes cravados na costura do ombro quando me levantei bruscamente, erguendo ela comigo. As pernas dela se engancharam na minha cintura, os calcanhares se enterrando nas minhas costas enquanto eu virava e a esmagava contra a janela do escritório. O vidro frio roçou os ombros nus dela, embaçando a cada respiração ofegante que ela soltava contra o cristal. Doze andares abaixo, o skyline de Melbourne pulsava com luzes indiferentes, alheias ao pecado esmagado contra o vidro.Sete e trinta e quatro.
O celular da Gloria vibrou de novo... ou talvez fosse só o trânsito do centro deslizando como um rio preguiçoso de luzes vermelhas, ignorando a depravação doze andares acima. Os ecos da última ligação ainda ecoavam na tela rachada, fazendo o dispositivo deslizar mais um centímetro sobre o mogno polido. Ninguém olhou.
• Chefe... ah! - o protesto dela se dissolveu num gemido quando eu empurrei pra cima, o novo ângulo forçando ela a se apertar mais. Os dedos dela se enroscaram no meu cabelo, me puxando até nossas testas se tocarem. O hálito dela queimava meus lábios, a voz dela rasgada: Não para!
Não aguentei mais. Minhas mãos apertaram os quadris de Gloria enquanto eu a empurrava uma última vez, afundando até o fundo com um grunhido que rasgou minha garganta. O corpo dela se arqueou como um arco esticado, cada músculo tenso enquanto ela se desmanchava ao meu redor, as paredes internas pulsando em espasmos irregulares que arrancaram meu orgasmo em jorros grossos e quentes. Ficamos assim (as coxas dela tremendo contra as minhas, meus dedos deixando marcas roxas na cintura dela) até o relógio digital mudar para 7:36 em vermelho zombeteiro.A buceta dela estava quente e apertada, mas eu sabia que a equipe de limpeza era pontual, então tive que me retirar. Embora eu pague bem pra eles guardarem meus segredos, nunca deixo que vejam minhas amantes.
Vestidos, Gloria pegou o telefone e ligou pro Nelson… a voz dela suavizando na hora naquele tom meloso e ensaiado que ela guardava pra ele.
• Oi, amor! - arrulhou, ajeitando um cacho rebelde atrás da orelha com os mesmos dedos que minutos antes se cravavam nas minhas costas.
Nem um tremor na respiração dela denunciou a última hora e quarenta e cinco minutos que passamos trepando contra cada superfície plana do meu escritório.Mas nos beijamos uma última vez… o tipo de beijo que fica como uma impressão digital culpada, o batom cereja dela borrando na minha boca como uma confissão que nenhum de nós faria. Um adeus temporário. Eu sabia que ela não terminaria com o Nelson e que continuaríamos trepando, apesar do relacionamento dela com meu amigo.
Mesmo assim, não perdemos nenhuma das permissões.Próximo post
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