Fala, pessoal, tudo bem?
Tô trazendo a sétima e última parte dessa história.
Se não leram as outras partes, deixo elas aqui:
1https://www.poringa.net/posts/relatos/6372738/3-Cuerpos-7-Pecados-Intro-Capitulo-I.html2https://www.poringa.net/posts/relatos/6374111/3-Cuerpos-7-Pecados-II.htmlDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.https://www.poringa.net/posts/relatos/6374728/3-Cuerpos-7-Pecados-III.htmlDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.https://www.poringa.net/posts/relatos/6374842/3-Cuerpos-7-Pecados-IV.html5https://www.poringa.net/posts/relatos/6374871/3-Cuerpos-7-Pecados-V.html6https://www.poringa.net/posts/relatos/6374881/3-Cuerpos-7-Pecados-VI.html

VII - LuxúriaMartín fecha a porta do PH com chave dupla e deixa as chaves na tigela de cerâmica que a Gisela escolheu meses atrás. O sol da tarde entra enviesado pelas janelas da sala, aquela luz dourada de dezembro que faz brilhar a madeira clara do chão e as plantas penduradas que a Lucía cuida com devoção.
Lucía já está na cozinha, descalça, com um vestido leve de algodão que bate no meio da coxa. O cabelo ruivo solto, caindo em ondas naturais. Martín se aproxima por trás, passa os braços na cintura dela e beija seu pescoço.
— Nervosa? — pergunta, voz baixa contra a pele dela.
Ela se vira entre os braços dele, sorri com aquela mistura de excitação e medo gostoso.
— Muito. Mas do bom. E você?
— Igual. Não paro de pensar no beijo de despedida no café. E no que vem.
Lucía morde o lábio inferior dele, brincalhona.
— Então para de pensar e vamos começar a fazer.
Decidem cozinhar algo simples mas caprichado: tagliatelle fresco com pesto caseiro que tinham guardado, tomates cereja assados, uma salada de rúcula e parmesão. Martín coloca a massa pra ferver enquanto Lucía prepara o molho, se movendo pela cozinha com uma energia elétrica. De vez em quando se roçam “sem querer”: ele passa por trás e a mão para um segundo a mais na cintura dela; ela alcança o azeite e os dedos se enroscam.
Quando o molho já tá pronto e a massa cozinhando, decidem tomar um banho rápido pra se refrescar e baixar um pouco a ansiedade. Sobem juntos pro banheiro principal.
A água quente cai forte. Entram debaixo do chuveiro, corpos conhecidos mas hoje carregados de uma eletricidade diferente. Martín ensaboa as costas de Lucía, as mãos deslizando devagar pela cintura dela, subindo até os peitos. Ela se apoia nele, sente a ereção dele contra a parte de baixo das costas, geme baixinho quando ele beija o ombro dela. Lucía vira, beija ele fundo, língua contra língua, enquanto passa o sabão pelo peito dele, descendo pelo abdômen, roçando de leve. O sexo duro deles. Se tocam, se esquentam, mas se seguram.
—Vamos guardar pra ela —sussurra Lucía contra a boca dele, voz trêmula.
Martín concorda, respira pesado, fecha o chuveiro.
—Vai valer a pena.
Se secam rápido, risadas nervosas, corpos ainda quentes da água e do roçar interrompido.
Descem pra cozinha pra terminar o jantar. Lucía vai pro quarto escolher a calcinha. Abre a gaveta, pega o conjunto vermelho que comprou há tempos e nunca usou: sutiã de renda com push-up que realça os peitões dela, fio-dental combinando com tiras finas, ligas que se prendem a meias de rede transparentes. Se olha no espelho: o tecido vermelho contrasta com a pele clara sardenta dela, o cabelo alaranjado caindo em ondas. Se sente gostosa antes de qualquer um tocar nela.
Ela veste um vestido simples de algodão cinza, curto, fácil de tirar.
Martín, enquanto isso, escolhe uma cueca box preta justa e uma camisa branca que deixa desabotoada, mostrando o peito. Ele a vê descendo as escadas e fica de boca seca.
—Meu Deus, Lu…
Ela se aproxima, passa os braços pelo pescoço dele.
—Pra Gisela ter algo gostoso pra descobrir.
Ele beija ela, fundo mas rápido.
—E você também.
Eles arrumam a mesa na sala: toalha branca, velas baixas, taças de vinho branco gelado na geladeira há um tempão. Música de fundo: uma playlist que montaram naquela tarde, R&B lento, vozes sussurradas, graves profundos.
Lucía acende as velas. Martín serve o vinho.
Faltam duas horas pras nove.
Eles sentam no sofá, taça na mão, pernas entrelaçadas.
—O que você acha que vai acontecer primeiro? —pergunta Lucía, voz baixa.
Martín sorri, nervoso mas excitado.
—Não sei. Mas sei que ela vai decidir. E isso me deixa mais tesudo.
Lucía concorda, aperta a taça.
—Eu também. Quero que ela me olhe como no café. Como se já soubesse exatamente o que vai fazer comigo.
Eles se olham por um segundo longo. O ar do apartamento tá pesado, cheira a pesto, a vela de baunilha, a desejo guardado.
Lucía encosta a cabeça no ombro de Martín.
—Vai ser uma noite longa —fala.
—E boa —responde ele, beijando a testa dela.
O relógio marca 19:15.
Ainda dá tempo.
Mas os dois já tão prontos.
----------------------------------------------
O relógio da sala marca 20:57. Martín e Lucía tão sentados no sofá, taças quase vazias, a playlist sussurrando algo lento e profundo. O jantar já tá pronto na mesa: pratos tampados pra manter o calor, o vinho tinto respirando na geladeira há um tempão.
Lucía levanta um segundo pra arrumar um fio de cabelo atrás da orelha, nervosa. Martín olha pra ela e sorri.
—Vou botar uma roupa —fala ele, levantando—. Não dá pra abrir a porta de cueca.
—Eu não ligo, mas se faz de difícil um pouco. Pouco kkkk-
Vai pro quarto, tira a camisa branca aberta e veste uma calça chino preta leve, justa mas confortável. Deixa a camisa desabotoada por cima, mostrando o peito. Desce de novo bem na hora que a campainha toca, pontual como um relógio suíço. 21:00 em ponto.
Lúcia respira fundo. Martín aperta a mão dela.
— Vamos, amor, hoje é sua vez de curtir. —
Abre a porta só uma fresta. Gisela está ali, na entrada, com aquela calma magnética que faz o corredor parecer menor. Ela usa um vestido preto curto, justo, de tecido macio que se mexe com ela: decote profundo em V que deixa ver a borda de um sutiã de renda preta e o começo da tatuagem de cobra, a cabeça preta aparecendo sutilmente como uma promessa sombria. Mangas três quartos transparentes, comprimento na altura do joelho mas com uma abertura lateral que mostra a perna quando anda. Sapatos pretos de salto baixo, confortáveis mas elegantes. O cabelo liso e comprido solto, franja reta emoldurando os olhos verdes intensos, batom vermelho fosco mais escuro que no café.
No ombro, leva uma mochila preta pequena, de couro macio, discreta. Dentro, algo que Martín e Lúcia ainda não sabem... que ela escolheu especialmente pra essa noite, guardado como surpresa pro momento perfeito na cama.
Gisela olha em volta rápido, certificando-se de que o corredor está vazio, ninguém nas escadas nem vizinho curioso. Satisfeita, sorri devagar.
— Boa noite... tava passando por aqui e resolvi dar um oi. — Pisca um olho e mostra a língua.
Entra sem esperar, roçando o corpo de Martín ao passar, o perfume de baunilha com um toque picante tomando o ar.
Martín fecha a porta atrás dela com um clique suave, o mundo exterior ficando lá fora. Agora, só os três.
Gisela vira primeiro pro Martín, pega ele pela nuca com mão firme mas suave, unhas pintadas de vermelho roçando a pele dele. Beija ele: lábios contra lábios, língua deslizando de leve, um beijo que tem gosto de antecipação, no controle. Ele sente o calor do corpo dela, o roçar do vestido contra a camisa dele, o pulso acelerado na própria garganta.
Eles se separam por um segundo, olho no olho, e Gisela murmura:
— Hummm, não quero comer a sobremesa antes do jantar.
Depois ela se vira para Lucía, puxa ela pela cintura com uma delicadeza possessiva, dedos apertando de leve o tecido cinza do vestido. O beijo é mais intenso: lábios se abrindo, línguas se encontrando com urgência, um gemido baixo escapando de Lucía enquanto ela se aperta contra Gisela. Gisela morde de leve o lábio inferior dela ao se separar, deixando Lucía ofegante, com as bochechas coradas.
—Uff, acho que vamos pular o jantar assim, eu... — Martín exclamou, já todo tesudo.
—Eles tão uma delícia — diz Gisela, voz rouca, olhando pra um e pro outro enquanto tira a mochila e larga no encosto de uma cadeira—. E o cheiro aqui tá incrível. O pesto, as velas... baunilha?
Lucía recupera o fôlego, sorri trêmula.
—Sim, baunilha. Fizemos massa com pesto caseiro, tomate cereja assado, salada. O vinho tinto já tá aberto, um Malbec que a gente ama.
Martín concorda, se mexendo pra servir as taças, o coração ainda batendo forte do beijo.
—Senta, Gisela. Quer que eu te sirva?
—Quero, me serve... E vinho também, gostoso. — Manda um beijinho no ar.
Ela se acomoda na cadeira do meio da mesa, cruzando as pernas com elegância, a abertura do vestido deixando ver um pedaço da liga preta por baixo. Pega a taça que Martín oferece, os dedos dela roçando os dele de propósito, um toque elétrico.
—Valeu. Pelo jantar, pelo convite... por tudo.
Comem devagar, o garfo tilintando contra os pratos, o vinho tinto deixando um gostinho quente e frutado na boca. Gisela saboreia cada garfada, fechando os olhos por um segundo ao provar o pesto.
—Mmm... isso tá do caralho — diz, voz baixa e rouca—. Quem fez?
Lucía sorri, orgulhosa.
—Eu. Martín me ajudou com os tomates cereja, mas a receita é minha.
Martín levanta a taça pra ela.
—E eu só servi o vinho. Saúde pra chef.
Os três batem as taças de leve, o vidro tilintando. Gisela bebe um gole longo, sem tirar os olhos de Lucía por cima da borda.
—E como foi sua tarde, Gisela? — pergunta Martín, casual, mas com a voz um pouco mais grossa que o normal.
Gisela limpa o canto dos lábios com a ponta da língua, devagar.
—Organizei umas paradas... e pensei em vocês. Pra caralho.
Lucía sente o calor subir pelo pescoço.
—Em que exatamente? — pergunta, fingindo inocência, mas mordendo o lábio inferior.
Gisela se inclina um Um pouco mais pra frente, o decote do vestido preto se abrindo mais, a cabeça da cobra tatuada aparecendo como se estivesse respirando.
—Naquele olhar que você me deu no café, Lucía… quando eu beijei o Martín. Seus olhos diziam “quero que você me beije assim também”. Inesquecível…
Lucía ri nervosa, baixa o olhar um segundo, depois ergue a cabeça desafiadora.
—Talvez sim. Talvez não…
Martín solta uma risada baixa, ajusta a camisa aberta, o movimento fazendo o peito ficar mais marcado.
—Esse calor de dezembro não ajuda — diz, se abanando com a mão —. Faz a gente pensar em tirar a roupa.
Gisela encara ele, sorriso lento.
—Ou em ajudar os outros a tirar a deles.
Lucía cruza as pernas debaixo da mesa, o roçar das meias de renda quase audível. Ela se inclina pra servir mais vinho, e o vestido cinza estica, deixando ver um lampejo vermelho do sutiã.
Gisela apoia o cotovelo na mesa, queixo na mão, olhos cravados em Lucía.
—Esse vestido cinza… simples, mas dá pra ver o que tem por baixo. Me intriga. Pra caralho.
Lucía toca a barra com os dedos, levantando só um centímetro, brincalhona.
—Era a ideia. Fácil de tirar, como você disse uma vez.
Martín engole seco, voz rouca.
—E você, Gisela… esse vestido preto. Fica perfeito em você. Perfeito demais. O que você trouxe na mochila?
Gisela passa o dedo na borda da taça, devagar, sem desviar o olhar dele.
—Uma surpresa. Pra depois. Primeiro, vamos aproveitar o jantar… embora a sobremesa já esteja me dando fome.
Lucía solta uma risada suave, trêmula.
—E se a sobremesa for servida antes?
Gisela encara ela, intensa.
—Então a gente devora devagar… pra durar a noite toda.
O vinho desce, as velas tremeluzem, projetando sombras dançantes nas paredes. A música sussurra num fundo baixo, o aroma de pesto se misturando com o perfume da Gisela, o calor dos corpos próximos fazendo o ar vibrar.
O jantar é só o prelúdio.
E os três sabem disso, em cada olhar, cada palavra, cada roçar. confirmando.
-----------------------------------------------
Terminam a massa quase em silêncio, só interrompido pelo tilintar dos talheres e algum suspiro de satisfação. Martín levanta primeiro, recolhe os pratos vazios e volta da cozinha com três taças pequenas de sorvete de doce de leite com morangos frescos.
—Sobremesa —anuncia, com um sorriso safado—. Pra adoçar o que vem.
Serve uma porção generosa pra Lucía e outra pra Gisela, e deixa a dele um pouco menor.
Gisela levanta uma sobrancelha, divertida.
—Por que pra gente mais?
Martín dá de ombros.
—Porque vocês são a sobremesa de verdade. Eu só quero olhar um pouco.
Lucía ri, fica vermelha, e dá uma colherada no sorvete. Gisela prova o dela, fecha os olhos por um segundo e geme baixinho.
—Nossa… doce, cremoso, gelado… —olha pra Lucía, depois pra Martín—. A sobremesa antes da sobremesa. Adorei.
Lucía cruza as pernas debaixo da mesa, o vestido cinza subindo um pouco mais, deixando ver a liga vermelha.
—E qual seria a sobremesa de verdade? —pergunta, brincalhona.
Gisela deixa a taça na mesa.
—Vem pro living, a gente fica mais à vontade.
Os três se levantam, taças na mão, e se acomodam no sofá grande: Martín no meio, Lucía à esquerda dele, Gisela à direita, tão perto que as pernas se roçam. A luz das velas chega fraca da mesa, a música continua sussurrando.
Gisela vira pra eles, perna cruzada, abertura do vestido preto revelando a meia de rede.
—Que tal a gente jogar alguma coisa? Verdade ou consequência. Uma rodada cada um. Vale tudo. Sem mentira, sem vergonha. Quem não quiser responder… tira uma peça.
Lucía engole seco, mas os olhos brilham.
—Aceito.
Martín concorda, voz rouca.
—Eu também.
Gisela sorri devagar.
—Começo eu. Pergunta pros dois: qual foi a coisa mais quente que vocês fizeram desde que a gente se conheceu os três no dia do espelho?
Silêncio. Lucía olha pra Martín. Martín suspira.
—A gente —Começamos —diz ele—. Contamos tudo.
Lúcia respira fundo e começa.
—Bom... Foi comigo e o Hernán, um colega de natação, no vestiário depois da aula. Ele vinha me dando mole desde que eu levei meu conjunto vermelho novo. Ele cheirava a cloro pra todo lado... vi ele só com a toalha, o pau dele comprido, grosso... me excitou tanto que quase não dava pra disfarçar. Me deixei levar e a gente se pegou... chupei o pau dele inclusive. Naquela noite contei pro Martín e a gente trepou igual louco pensando nisso.
Martín continua, voz baixa mas firme.
—E eu naquele dia com a morena, minha colega e chefe substituta, no escritório do nosso chefe. A gente vinha com uma tensão sexual e aquela tarde ficamos sozinhos. Ela me chupou intenso, eu comi a buceta dela... até eu gozar na boca dela. Contei pra Lúcia na mesma noite... ao mesmo tempo que ela me contou do colega dela. A gente ficou bravo no começo, mas se olhou nos olhos e acabou trepando pensando nisso.
Os dois se olham, aliviados e excitados ao mesmo tempo. Gisela escuta sem interromper, olhos brilhando, respiração um pouco mais rápida.
—Porra... isso sim é honesto. E muito quente. Adoro que tenham contado um pro outro. O segredo dói, sim... mas compartilhar deixa mais forte.
Ela se inclina pra Lúcia, acaricia de leve o joelho dela.
—Minha vez. Uns meses atrás tive um ménage com dois caras. Um na frente, outro atrás. Me senti poderosa... cheia em todos os sentidos. Não parei de gozar.
Martín engole seco. Lúcia morde o lábio.
—E com a Naza... minha amiga loira, pele branca como leite... eu domino ela. Amarro ela, vendo ela, faço ela gritar meu nome até não aguentar mais. Ela adora.
Lúcia suspira, voz baixa.
—Eu... sempre fantasiei em ser vendada. Me entregar completamente. Ser comandada.
Martín olha pra ela, depois pra Gisela.
—E eu... em ver ela assim. Entregue. E alguém me dizer o que fazer com ela.
Gisela sorri, pega a bandana vermelha do pulso dela, estica entre os dedos.
Ela se aproxima devagarzinho da Lucía, acaricia a bochecha dela, depois a nuca. Elas se inclinam e se beijam longo, profundo, línguas se encontrando, mãos se percorrendo: Gisela na cintura, Lucía nos ombros e no decote preto. Um beijo molhado, lento, que deixa as duas ofegantes quando se separam. Gisela venda os olhos de Lucía com a bandana vermelha dela. Depois pega na mão de Lucía, levanta, agarra a mochila preta do encosto de uma cadeira.
—Vem — sussurra pra ela.
Com um aceno de cabeça pro Martín —vem você também—, guia as duas pro quarto.
As taças de sorvete ficam esquecidas, derretendo na mesa.
O jantar acabou.
A sobremesa de verdade começa agora.
---------------------------------
Gisela entrelaça os dedos com os de Lucía e a guia pelo corredor curto até o quarto. O roçar das palmas é quente, levemente úmido pela expectativa; Lucía avança vendada, passos vacilantes mas cheios de uma confiança cega e deliciosa. Cada tacão dos sapatos vermelhos dela ressoa como uma batida no silêncio da casa, e a cada movimento o vestido cinza sobe um centímetro, roçando a pele sensível das coxas e deixando escapar o sussurro da meia arrastão contra si mesma.
Martín segue elas colado, a respiração pesada já audível. A mão esquerda dele pousa firme na cintura de Lucía, o polegar desenhando círculos lentos sobre o tecido fino do vestido, sentindo o calor ardente que irradia do corpo dela e o leve tremor que a percorre.
—Tá sentindo o que vem, love? — sussurra Martín no ouvido dela, voz grave e rouca.
Lucía suspira, um gemido baixo escapando.
—Sim… sinto vocês dois. Tô ficando louca.—
Gisela aperta a mão dela.
—Calma, princesa. Ainda falta.—
Ao cruzar a porta, o mundo exterior desaparece. O quarto está envolto numa penumbra íntima: só o abajur da mesa projeta um brilho âmbar e quente que lambe os lençóis brancos impecáveis, fazendo o tecido brilhar. Como seda líquida. As persianas meio fechadas deixam passar finas linhas de luz da cidade, que deslizam sobre a cama como dedos curiosos. O aroma de baunilha das velas da sala se intensifica aqui, misturado agora com o cheiro sutil e animal da excitação: pele quente, um toque de perfume apimentado de Gisela, o leve suor de desejo que já perola a nuca de Lucía.
Gisela larga a mochila preta na cadeira com um som suave e promissor de couro contra madeira. Ainda não a abre; sabe que a espera é parte do tormento delicioso. Vira-se para Lucía, que respira com a boca entreaberta, os peitos subindo e descendo rápido sob o vestido cinza, os mamilos já marcando o tecido.
— Senta aqui, gostosa — sussurra Gisela, voz rouca, como veludo molhado que acaricia o ouvido.
Guia Lucía até a borda da cama e a faz sentar. Lucía se deixa cair com um suspiro trêmulo que soa quase como um gemido contido.
— Deus… não vejo nada e já tô molhada — confessa Lucía, voz entrecortada.
Martín solta uma risada baixa lá de trás.
— Nós também tamos no limite, love.
As mãos de Lucía se apoiam dos lados, os dedos cravam levemente no colchão, o vestido subindo até quase mostrar a calcinha vermelha. As pernas se abrem um pouco por instinto, os sapatos vermelhos ainda nos pés, os dedos dos pés se curvando dentro deles.
Gisela se ajoelha na frente dela, devagar, deliberada, o roçar das meias de rede no carpete quase inaudível. Acaricia a bochecha dela com as costas dos dedos, desce até o queixo, levanta-o com suavidade. Lucía inclina a cabeça em direção ao toque, os lábios entreabertos buscando ar, a pele se arrepiando visivelmente.
— Pra você sentir absolutamente tudo — murmura Gisela, ajustando a bandana vermelha com dedos precisos, garantindo que não fique nenhum fresta de luz, só escuridão total e a promessa de sensações multiplicadas.
— Você confia na gente? — pergunta Gisela. quase ao ouvido.
—Completamente —responde Lúcia, voz trêmula de desejo.
Então Gisela se inclina e captura os lábios de Lúcia num beijo lento, profundo, quase reverente. A língua de Gisela entra suave, explorando, saboreando o resto doce do sorvete misturado com o vinho tinto, o calor úmido da boca dela. Lúcia geme baixinho dentro do beijo, um som gutural e carente que vibra entre elas, seus quadris se movendo levemente pra frente em busca de contato.
—Você é tão doce… — sussurra Gisela ao se separar por um segundo—. E tão pronta pra gente.
Martín não aguenta mais. Se aproxima por trás, se ajoelha também no tapete, abraça Lúcia pelas costas com braços fortes. Seus lábios encontram o pescoço exposto logo abaixo da orelha, beija ali com fome contida, lambe a pele salgada e quente, sente o pulso acelerado batendo contra a língua como um tambor de guerra.
—Tá bem, amor? — sussurra contra a pele dela, voz grave, carregada de desejo cru.
Lúcia acena, um gemido mais profundo escapando enquanto se arqueia pra trás contra o peito duro de Martín, sentindo a ereção dele pressionando a parte baixa das costas dela.
—Sim… vocês dois… por favor, não parem… preciso sentir vocês.
Gisela sorri contra os lábios de Lúcia, se afasta só um centímetro, a respiração quente roçando a boca molhada dela.
—Martín… amarra os pulsos dela. Devagar. Quero que ela sinta cada toque da seda, cada nó apertando a pele dela.
—Você gosta que te amarrem, Lúcia? — pergunta Martín, já pegando os lenços.
—Sim… por favor — implora ela, voz rouca.
Martín se levanta, a calça apertada, a ereção evidente e pulsante. Pega os dois lenços de seda branca da mesinha, macios como uma carícia proibida. Dá a volta na cama, levanta o braço direito de Lúcia com delicadeza infinita, beija a pele sensível da parte interna do antebraço, lambe levemente a dobra do cotovelo antes de passar o lenço pelo pulso e amarrá-lo na coluna com um nó frouxo mas firme.
—Assim… você sente a Seda? —pergunta enquanto amarra.
Lucía puxa de leve, geme.
—Sim… adoro.
Repete com o esquerdo, beijando a curva do pulso, chupando de leve o pulso que acelera descontrolado, deixando uma marca molhada que Lucía sente como fogo.
Lucía puxa suavemente as amarras, testa a resistência, arqueia as costas com um gemido longo e entrecortado. Está completamente exposta, vendada, pulsos presos, o corpete vermelho empurrando os peitos grandes para cima a cada respiração ofegante, os bicos duros e visíveis sob a renda, o cheiro da excitação dela já pairando no ar quente.
Gisela e Martín se olham por cima dela: olhos escuros de desejo, sorrisos compartilhados, carregados de promessas obscenas e urgentes.
—Tá perfeita —diz Gisela, voz baixa.
Martín concorda, voz grave.
—E toda nossa.
O jogo mal começou, e os três já ardem por dentro.
Gisela se levanta devagar, os olhos fixos em Lucía, que respira ofegante, vendada e amarrada, os braços estendidos para as colunas, o peito subindo e descendo rápido. O sutiã vermelho empurra os peitos dela para cima, os bicos já duros marcando contra a renda, um detalhe que nenhum dos dois consegue ignorar.
Gisela contorna a cama com passo felino, fica atrás de Lucía e acaricia a nuca dela.
— Esse vestido tem um zíper nas costas, né? — sussurra no ouvido de Martín, que já está ali, peito nu contra as costas de Lucía.
Martín sorri, mãos grandes pousando nos ombros dela.
— Sim… a gente escolheu pensando nisso — responde, voz grave.
Os dedos dele encontram o zíper escondido sob o tecido cinza, bem na coluna. Ele desce o zíper devagar, centímetro por centímetro, o som metálico suave ecoando no quarto como uma promessa. Lucía sente o ar fresco deslizando pelas costas expostas, se arrepiando na hora.
— Tá sentindo ele abrindo, love? — pergunta Martín, beijando a pele que vai ficando à mostra.
Lucía arqueia as costas, geme.
— Sim… tirem ele de mim, por favor… quero sentir vocês contra mim.
Gisela ajuda pela frente, deslizando as mangas curtas pelos braços amarrados, tomando cuidado com as amarras. Martín termina de descer o zíper até a cintura; o vestido afrouxa, cai solto em volta do quadril de Lucía. Gisela puxa ele pra baixo num movimento fluido, passando pelas pernas, roçando de propósito as ligas e as meias de rede.
O vestido cinza cai no chão como uma pele descartada. Agora Lucía fica só de lingerie vermelha completa: sutiã push-up com renda floral, calcinha fio dental de tiras finas, ligas esticadas segurando as meias de rede até o meio da coxa, e os sapatos vermelhos ainda nos pés. Vendada, pulsos amarrados, tremendo de antecipação, completamente exposta ao ar quente e aos olhares famintos dos dois.
— Meu Deus… você tá perfeita — sussurra Gisela, voz rouca. percorrendo com os olhos cada curva.
Martín, já sem camisa, pressiona o torso nu contra as costas de Lúcia, a ereção marcada contra ela através da calça.
— E toda nossa — acrescenta, beijando o ombro nu dela.
Gisela se ajoelha na frente dela de novo.
— Agora os sapatos — ordena, suave mas firme.
Martín se ajoelha também, pega o pé direito de Lúcia, levanta com cuidado reverente. Desabotoa a fivela vermelha, desliza o sapato devagar, beija o peito do pé, a sola, sobe lambendo a panturrilha envolta na meia de rede.
— Você gosta assim, love? — pergunta contra a pele dela.
Lúcia suspira, os dedos se curvando.
— Adoro… não parem.
Repete com o esquerdo: beija atrás do joelho, sente o tremor da perna, o calor que sobe da coxa. Gisela, enquanto isso, beija o pescoço de Lúcia, desce pelo decote do corpete, mordisca suave a borda de renda, a língua roçando a pele bem em cima do peito.
Lúcia arqueia mais, puxa as amarras com um gemido.
— Vocês dois… tão me deixando louca… toquem mais, por favor.
Gisela se levanta, desliza o vestido preto pelos ombros num movimento lento e deliberado, deixando cair no chão. Fica de lingerie preta completa, a tatuagem de serpente inteira agora visível, enrolando do peito até a barriga, brilhando sob a luz âmbar.
Martín observa um segundo, depois se inclina para Lúcia.
— Você tá tremendo de tesão — sussurra no ouvido dela —. E a gente também.
Suas mãos grandes abaixam o sutiã vermelho com uma lentidão torturante. Primeiro uma taça, libertando um seio; o mamilo duro aparece no ar e Lúcia ofega ao senti-lo endurecer ainda mais com a temperatura. Martim o pega com uma mão, acaricia em círculos, belisca de leve.
— Olha como ele fica — diz ele para Gisela, como se Lúcia não estivesse ali —. Duro pra gente.
Gisela liberta o outro seio, lambe o mamilo devagar, língua chata, depois chupa com força. Lúcia puxa as amarras, um gemido longo escapando.
— Por favor… os dois nos meus peitos…
Martim obedece, abaixa a cabeça por trás e lambe o outro mamilo enquanto Gisela chupa o primeiro. Lúcia sente duas bocas quentes, úmidas, línguas diferentes: uma mais suave e brincalhona (Gisela), a outra mais firme e possessiva (Martim). Seus quadris se mexem sozinhos, buscando atrito.
Gisela desce uma mão entre as pernas de Lúcia, roça a calcinha fio dental por cima, sente a umidade atravessar o tecido.
— Você já tá toda molhada — murmura contra o peito —. O rendado tá transparente… linda.
Lúcia geme, tenta fechar as pernas por instinto, mas Martim as mantém abertas por trás com os joelhos.
— Não se mexe — ordena ele, suave mas firme —. Deixa a gente explorar.
Gisela afasta a calcinha fio dental para o lado, dedo médio deslizando entre os lábios molhados, roçando o clitóris inchado de leve, em círculos lentos. Lúcia grita baixinho, corpo inteiro se tensionando.
Martim, por trás, desce uma mão pelo abdômen de Lúcia até se juntar a Gisela: dois dedos diferentes tocando, um roçando a entrada, outro o clitóris junto com o de Gisela.
— Tá sentindo as duas mãos? — pergunta Martim, mordiscando o lóbulo da orelha.
Lúcia só consegue gemer, cabeça jogada para trás contra o ombro dele.
Gisela introduz um dedo devagar, sente as paredes apertadas, quentes, molhadas. Martim introduz outro, os dois se movendo num ritmo lento, esticando ela, explorando.
— Você é tão apertadinha… — geme Gisela —. E tão molhada pra gente.
Lúcia puxa Forte das amarras, quadris empurrando contra as mãos.
—Não parem… mais… quero sentir vocês dentro o tempo todo…
Os dedos entram e saem, se curvando, tocando aquele ponto que a faz gemer mais alto. Os peitos continuam sendo lambidos, chupados, beliscados. O som molhado dos dedos, os gemidos da Lucía, as respirações pesadas do Martín e da Gisela enchem o quarto.
Lucía está no limite, tremendo, mas Gisela para, tira os dedos, leva eles até a boca da Lucía.
—Se prova —ordena.
Lucía chupa ansiosa, gemendo ao sentir o próprio gosto.
Martín geme contra o pescoço dela.
—Agora sim, estamos prontos pro que vem.
A exploração tátil deixou Lucía no limite, corpo brilhando de suor leve, peitos marcados por lábios e dedos, entrepernas encharcada e pulsando.
E ainda nem começaram de verdade.
Lucía está no limite: corpo brilhando de suor leve, peitos marcados por lábios e dedos, entrepernas encharcada, pulsando, o aroma doce e salgado da excitação dela flutuando pesado no ar quente. Ela puxa as amarras com gemidos entrecortados, quadris se mexendo sozinhos, buscando mais contato.
Gisela lambe os lábios, ainda saboreando a Lucía nos dedos.
—Ela tá pronta —sussurra, olhando pro Martín com olhos escuros—. Mas primeiro… mais boca.
Martín concorda, a ereção pressionando dolorosamente contra a calça preta. Ele se ajoelha na frente da Lucía, abre as coxas dela com mãos firmes. Gisela se posiciona ao lado, beijando o pescoço da Lucía enquanto Martín abaixa a cabeça.
A língua do Martín roça primeiro o clitóris por cima da calcinha molhada, um toque leve que faz Lucía gritar.
—Isso… aí…!
Ele afasta o tecido fino pro lado e lambe devagar, língua chata desde a entrada até o clitóris inchado, saboreando a umidade abundante, quente, salgada e doce ao mesmo tempo. Lucía arqueia as costas com força, peitos empurrando pra cima.
Gisela, sem perder tempo, se inclina e chupa um mamilo, mordisca de leve, depois passa pro outro. outro. As mãos dele percorrem os lados da Lucía, descem até se juntar ao Martín entre as pernas dela: um dedo enfiado junto com a língua dele, se curvando, sentindo as paredes apertadas pulsando.
Lucía grita mais alto, o corpo tremendo.
—Os dois… não paro de sentir vocês…!
Martim levanta o olhar por um segundo, voz rouca.
—Queremos que você goze assim primeiro, love. Mas ainda não.
Ele para bem na hora que Lúcia está no limite, Gisela também. Lúcia geme de frustração, puxa as amarras.
—Por favor… não parem agora…
Gisela sorri, beija a boca dela pra calar por um segundo.
—Calma. Vamos te dar mais… mas solta.
Martim se levanta, desata os lenços de seda dos pulsos de Lúcia com rapidez, beijando as marcas leves que ficaram.
—Pra você se mexer como quiser, love — sussurra.
Lúcia, ainda vendada, se senta assim que é liberada, mãos procurando na hora: uma no peito de Martim, outra no de Gisela.
—Valeu… agora sim posso tocar vocês — diz, voz trêmula de tesão.
Os dedos dela percorrem o torso de Martim, descem até a ereção marcada, apertam de leve. A outra mão encontra a tatuagem de Gisela, roça a serpente, desce até a renda preta.
Gisela geme baixinho.
—Vem… as duas juntas.
Ela guia Lúcia pra baixo, ambas de joelhos na frente de Martim. Ele continua de pé, calça ainda vestida, mas Gisela abre o zíper rápido, tira o pau duro, pulsando, já molhado na ponta.
Lúcia, ainda vendada, sente o calor perto do rosto, sente o cheiro masculino misturado com o de Gisela.
Nesse instante, com a mão livre, Lúcia tira a bandana vermelha. Abre os olhos pela primeira vez no quarto, pisca contra a luz âmbar, e vê: Martim ereto na frente dela, grosso, veiudo, pulsando; Gisela ajoelhada do lado, sorrindo com tesão puro.
—Queria ver vocês — confessa Lúcia, voz rouca, olhos brilhando—. Ver isso.
Ela se inclina e lambe a ponta junto com Gisela, línguas entrelaçadas em volta do pau de Martim, alternando chupadas fundas, se olhando nos olhos enquanto fazem isso. Martim geme alto, mãos na cabeça delas, guiando de leve.
—Porra… as duas… não aguento ver vocês assim.
Lúcia e Gisela se revezam: uma chupa enquanto a outra lambe as bolas. ou o tronco, se beijando no meio, saliva se misturando, sons molhados e obscenos enchendo o quarto.
Martín tá no limite, mas Gisela segura ele.
—Ainda não. Agora você, Martín.
Empurram ele de leve pra cama, fazem ele deitar. Martín tira a calça e a cueca num puxão rápido, ficando completamente pelado, pau ereto contra a barriga.
Gisela e Lucía se olham, sorriem. Gisela tira o sutiã preto, solta os peitos firmes; Lucía faz o mesmo com o vermelho, peitões caindo pesados. As duas tiram a tanga: Gisela desliza pelos quadris, Lucía abaixa com a ajuda de Martín. Ficam só nas ligas e meia arrastão.
Gisela monta na cara de Martín, desce devagar até a língua dele percorrer ela, lambendo o clitóris inchado, saboreando a buceta toda molhada. Gisela geme, rebolando.
Lucía se posiciona entre as pernas de Martín, monta nele devagar: sente a ponta quente roçando a entrada encharcada, depois descendo centímetro por centímetro, preenchendo ela por completo, as paredes apertadas envolvendo ele, um calor molhado e pulsante que faz Martín gemer contra Gisela.
—Assim… tão fundo… —geme Lúcia, subindo e descendo, sentindo cada veia, cada pulsação dentro dela, o roçar no seu ponto sensível a cada estocada.
Gisela se inclina pra frente, beija Lúcia com língua enquanto Martín lambe ela, mãos de Gisela nos peitos de Lúcia, beliscando os bicos.
Depois trocam, o ar do quarto já pesado com cheiro de sexo e suor, respirações ofegantes preenchendo o silêncio quebrado só por gemidos e o roçar molhado dos corpos.
Gisela desce da cara de Martín, a virilha brilhando com a saliva dele, o gosto dela ainda na boca dele. Ela se ajoelha ao lado da cama, pega uma camisinha da mesinha de cabeceira (preparada antes, sem palavras). Martín senta na beirada, pau duro e pulsando, cheio de veias, a ponta molhada do oral que veio antes.
—Vem, deixa eu colocar em você —sussurra Gisela, voz rouca, olhos fixos no pau de Martín.
Ela abre o pacote com os dentes, o som plástico estalando. Lúcia observa da cama, peitos nus subindo e descendo, excitada, mordendo o lábio ao ver o namorado com outra mulher.
Gisela se inclina, coloca a camisinha na boca, lábios envolvendo a ponta, e desliza devagar com a boca e as mãos, sugando forte ao descer, língua rodeando a haste, chupando como se não quisesse soltar. Martín geme fundo, cabeça pra trás, sentindo o calor molhado da boca dela, a sucção apertada, o látex desenrolando a cada movimento.
—Porra… Gisela… sua boca é incrível —rosna Martín, mão no cabelo preto dela, guiando.
Lúcia se aproxima por trás de Gisela, ajoelhada também, mãos rodeando o torso dela. As palmas cobrem os peitos firmes de Gisela, dedos beliscando os bicos duros, massageando com inveja e desejo.
—Olha como ela chupa você… é tão gostoso te ver com ela, amor —sussurra Lúcia pro Martín, voz trêmula, excitada ao máximo—. A pele dela é tão macia… e você tão duro pra ela.
Gisela geme em volta do pau de Martín, vibrando a sucção, enquanto a Lucía brinca com os próprios peitos, apertando, lambendo o pescoço dela por trás. O Martín observa a cena: a namorada dele tocando outra mulher, a boca da Gisela envolvendo ele, a tatuagem de cobra se mexendo a cada respiração ofegante.
— Não para… — pede o Martín, empurrando o quadril devagar na direção da boca da Gisela.
Ela chupa mais um pouco, língua brincando com a ponta através do látex, até que ele tá completamente vestido. Ela se solta com um estalo molhado, saliva brilhando nos lábios dela.
— Agora sim… me come — diz a Gisela, ficando de quatro na cama, costas arqueadas, bunda pra cima, ligas pretas nas coxas, a calcinha puxada pro lado mostrando a buceta molhada.
O Martín se posiciona atrás, mãos na cintura dela, pênis enfiado roçando a entrada. Ele entra devagar, centímetro por centímetro, sentindo o calor apertado e molhado envolvendo ele, as paredes da Gisela se contraindo em volta. Ela geme alto, empurrando pra trás.
— Assim… fundo… Me arromba toda — ofega a Gisela, voz trêmula.
A Lucía se deita debaixo da Gisela, boca alinhada com o clitóris dela, lambendo enquanto o Martín mete: língua no ponto sensível, provando a mistura da excitação dela com o movimento do Martín. Cada estocada faz a Gisela se esfregar na boca da Lucía, peitos balançando, roçando nos dela.
— Porra… vocês dois… tão me matando — grita a Gisela, mãos cravadas nos lençóis.
O Martín acelera, o som de pele batendo em pele, molhado e ritmado, suor escorrendo pelas costas dele, o calor da Gisela apertando ele como um vício. A Lucía lambe mais rápido, sentindo cada empurrão indireto, excitada com os gemidos dos dois.
Os três suados, gemidos sincronizados, trocando de posição com fluidez natural, todos ativos, todos tocando, lambendo, penetrando: o som de pele contra pele, o cheiro de sexo intenso, o calor dos corpos colados. Lucía recebendo a pica depois, usando a buceta de Gisela na boca. Martín comendo a namorada enquanto chupa os peitos da convidada. Lucía, ofegante entre lambidas, sussurra:
—Vamos usar o dildo… quero mais… quero sentir vocês me enchendo ao mesmo tempo.—
Gisela, sorrindo com malícia entre gemidos, para por um segundo.
—Tenho algo melhor.—
A tensão sobe mais um nível. O verdadeiro clímax se aproxima.
Gisela para de repente, um sorriso lento e perigoso curvando seus lábios vermelhos. Ela se separa de Martín com um último beijo no pescoço, fica de pé ao lado da cama, o corpo brilhando de suor sob a luz âmbar.
—Martín… distrai ela um pouco — ordena em voz baixa, piscando o olho.
Martín entende na hora. Pega Lucía pela cintura com mãos firmes, vira ela suavemente e a coloca de joelhos na cama, boca virada pro pau dele ainda duro e enfiado. Lucía, ansiosa e alheia ao plano, pega ele na boca na mesma hora, chupando fundo, língua rodeando o látex, gemendo em volta dele com uma vontade renovada.
—Assim, amor… chupa forte — sussurra Martín, mão no cabelo laranja dela, empurrando de leve—. Foca em mim.
Lucía obedece completamente, perdida no gosto salgado, no calor pulsante contra a língua, nos gemidos graves de Martín. Ela não ouve o som sutil do zíper da mochila abrindo atrás dela. Não vê Gisela tirar o strap-on preto, grosso e realista, nem como ela veste ele com movimentos rápidos e silenciosos: couro contra os quadris, correias apertando, o dildo ereto e pronto.
Gisela se ajoelha na cama atrás de Lucía, acaricia a bunda dela com mãos suaves, separa as nádegas. Lubrifica a ponta do strap-on com a própria lubrificação e um pouco de saliva, tudo em silêncio. Lucía, concentrada em Martín só sente mãos conhecidas abrindo suas coxas e um toque novo que ele interpreta como dedos.
De repente, Gisela entra de surpresa: a ponta grossa e quente (pelo atrito anterior) pressionando sua entrada, depois deslizando devagar mas firme, centímetro por centímetro, esticando ela, enchendo ela de uma vez com algo maior e mais duro do que esperava.
Lúcia grita em volta do pau de Martín, um som abafado de choque e prazer puro, olhos arregalados, corpo tenso e se entregando na hora.
— Que…?! Ah, Deus…! — ela consegue ofegar ao se separar um segundo de Martín, voz trêmula.
Gisela empurra até o fundo, mãos firmes nos quadris dela.
— Surpresa, gostosa — sussurra no ouvido dela, voz dominante e satisfeita — Me sente dentro de você… enquanto continua chupando seu namorado.
Lúcia geme alto, empurrando pra trás por instinto, aceitando, querendo mais. Dupla penetração perfeita: Martín na boca dela, fundo, metendo suave; Gisela por trás com a cinta, ritmo crescente, cada estocada fazendo Lúcia se mover pra frente e pra trás, engolindo mais de Martín.
Gisela mete forte, mãos nos quadris de Lúcia, o som de couro contra pele, o tapa molhado, a cinta entrando e saindo brilhando da buceta molhada dela.
— Sente… os dois dentro de você — rosna Gisela — Tô te comendo junto com ele, do jeito que você queria.
Martín geme, olhando a cena com desejo animal: a namorada dele cheia dos dois lados, peitos balançando, boca chupando com uma fome renovada pela surpresa.
— Você tá tão apertada com isso dentro… me deixa louco — ele fala, enfiando mais fundo na boca dela.
Lúcia está perdida: o prazer atravessa ela em ondas brutais, a cinta roçando pontos profundos que ela nunca sentiu assim, o pau de Martín enchendo a boca dela, saliva escorrendo pelo queixo, gemidos constantes e guturais. O suor perolando as costas dela, o cheiro de sexo intenso, baunilha e pele quente tomando tudo.
O ritmo acelera, sincronizado: Gisela mete, Martín responde, Lucía no meio, tremendo sem controle.
Lucía goza primeiro, forte, gritando em volta do Martín, corpo convulsionando, paredes apertando o strap-on com força. Gisela vem logo atrás, gemendo fundo ao sentir a fricção intensa no clitóris a cada estocada.
Martín sente o clímax chegar, tira a boca da Lucía com um gemido rouco, arranca a camisinha rápido e goza nos peitos da Gisela, jatos quentes e abundantes marcando a pele dela, a tatuagem de cobra brilhando debaixo do esperma.
Lucía, ainda ofegante e tremendo, se inclina e lambe os peitos da Gisela, limpando com a língua ansiosa, saboreando o Martín misturado com o suor salgado dela, beijando ela depois de boca aberta, compartilhando o gosto num beijo profundo e safado.
Os três desabam na cama, suados, tremendo, enroscados.
O clímax deixou eles exaustos, satisfeitos, sorrindo sem palavras.
A verdadeira sobremesa foi devorada por completo.
Os três se deixam cair sobre os lençóis bagunçados, um nó suado e trêmulo de pernas, braços e respirações ofegantes. O ar está pesado, saturado de cheiro de sexo intenso, baunilha queimada e pele quente, um perfume primitivo que gruda na pele e não sai. O silêncio só é quebrado pelos suspiros que vão se acalmando, lentos, profundos, como ondas que recuam depois da tempestade.
Lucía fica no meio, de lado, as costas coladas no peito firme de Martín, o rosto enterrado no ombro de Gisela. Martín a abraça pela cintura, mão grande e quente pousada na barriga dela, os dedos roçando de leve a borda inferior dos peitos, sentindo os últimos tremores que percorrem seu corpo como pequenos choques elétricos. Gisela acaricia o cabelo alaranjado de Lucía, agora úmido e bagunçado de suor, afastando mechas grudadas na testa dela com uma ternura lenta, quase reverente, enquanto os lábios roçam sua têmpora.
Ninguém fala no começo. Só respiram, se sentem. Lucía é a primeira a se mexer: vira a cabeça e procura a boca de Gisela. Se beijam devagar, lábios entreabertos, línguas preguiçosas que se encontram sem pressa, saboreando o resto salgado do gozo de Martín misturado com o suor e o desejo das três bocas que se tocaram a noite toda.
— Nunca pensei que pudesse me sentir tão… cheia — sussurra Lucía contra os lábios de Gisela, voz rouca, trêmula —. Tão desejada. Tão quebrada de prazer.
Gisela sorri contra a boca dela, lambe de leve seu lábio inferior.
— E eu nunca pensei que alguém me faria perder o controle assim — responde, voz baixa, sedosa —. Você e o Martín… são puro fogo.
Martín, por trás, beija a nuca de Lucía, língua traçando a linha de suor que desce pela coluna dela. A mão dele sobe um pouco, roça o mamilo ainda sensível, belisca de leve, arrancando um gemido baixo.
— Isso foi mais do que eu imaginei — confessa, hálito quente contra a pele dela —. Ver você, amor, entregue por completo… e você, Gisela, Comendo ela enquanto eu olhava… não tenho palavras.
Lucía se arqueia contra ele, sentindo o pau meio duro roçando a bunda dela, ainda quente.
—O que mais gostei foi sentir vocês dois ao mesmo tempo — sussurra, mão procurando a de Gisela, entrelaçando os dedos—. A surpresa do strap-on… achei que ia morrer. Me encheu tanto…
Gisela morde de leve o lábio inferior dela, puxa um pouco.
—E eu quando te vi chupando ele enquanto eu te comia… senti cada contração sua em volta de mim. Não parei de gozar.
Martín aperta mais o abraço, mão descendo até roçar a buceta de Lucía, dedos encontrando a umidade que sobrou.
—E eu quando vi vocês se beijando com meu gozo na boca de vocês… acho que nunca vou esquecer aquele gosto compartilhado.
Elas riem baixinho, um som íntimo, cúmplice. As mãos se procuram: Lucía pega a de Gisela e leva ao peito dela, Martín cobre as duas com a dele. Beijos suaves, preguiçosos, lábios entreabertos, línguas se roçando de leve.
—Repetimos? — pergunta Lucía, voz brincalhona mas cheia de tesão—. Logo. Muito logo.
Gisela lambe o pescoço dela, sobe até o lóbulo.
—Quando vocês quiserem. E na próxima… trago mais surpresas. Talvez convide a Naza.
Martín geme contra as costas de Lucía.
—E a gente tem ideias. Você vendada, Gisela… ou eu amarrado enquanto você nos dirige.
Lucía suspira, corpo relaxando entre os dois.
—Isso tá só começando.
Gisela se ajeita melhor, cabeça no travesseiro junto com Lucía.
—Fico pra dormir?
Lucía e Martín respondem juntos, beijando cada um de um lado do pescoço dela:
—Claro.
Ficam gostoso: Lucía no meio, Martín abraçando ela por trás, pau descansando entre as nádegas dela; Gisela de frente, perna sobre o quadril de Lucía, peito contra peito. As mãos se entrelaçam, lábios se roçam em beijos intermitentes, suaves, sem fim.
O abajur fica aceso baixo, projetando sombras dançantes sobre os corpos nus ou semi-nus (ligas e meias ainda vestidas, sutiãs largados perto, o strap-on esquecido no chão). chão).
O sono vem devagar, entre carícias preguiçosas e suspiros satisfeitos. Lá fora, a noite de dezembro é quente e calma.
Aqui dentro, os três dormem enroscados, pele contra pele, sabendo que cruzaram uma linha sem volta.
E nenhum deles quer voltar.
A luxúria os marcou.
E os uniu para sempre.
-----------------------Epílogo
A luz do sol de dezembro entra pelas persianas entreabertas, desenhando listras douradas sobre os lençóis bagunçados e os corpos nus dos três amantes. É segunda de manhã, mas ninguém tem pressa pra levantar. Hoje a carne descansa, e a alma relaxa depois de um brilho intenso na noite passada.
Lúcia acorda primeiro, presa entre dois corpos quentes. Sente a respiração tranquila de Martinho contra a nuca, o braço pesado dele na cintura dela, a mão grande descansando bem debaixo do peito. Na frente, Gisela dorme de lado, cara a cara com ela, o cabelo preto espalhado no travesseiro, uma mecha grudada na bochecha pelo suor seco da noite.
Lúcia sorri, mexe só um pouquinho o quadril e sente uma dor gostosa entre as pernas, lembrança na hora de tudo que viveram. Ela se estica só o bastante pra beijar a testa de Gisela. Ela abre os olhos devagar, os lábios se curvando num sorriso preguiçoso.
— Bom dia, gostosa — sussurra Gisela, voz rouca de sono e sexo.
Martinho se remexe atrás, beija o ombro de Lúcia.
— Bom dia pras duas — fala, a mão subindo pra acariciar o peito de Lúcia, beliscando de leve o biquinho—. Dormiram bem?
Lúcia ri baixinho. Os olhos dela percorrem cada centímetro do casal, como quem lembra com gosto do sabor de uma sobremesa deliciosa.
— Como nunca! Embora eu esteja dolorida toda... do melhor jeito ha, ha, ha. — Exclama Gisela olhando as marcas na pele dela do que foi uma noite de putaria total.
Devagar, a morena se senta um pouco. Leva a mão dela até o queixo de Lúcia, e se aproximando beija os lábios dela, depois estica o pescoço pra beijar os de Martinho por cima dela.
— Eu também. E tô cheia de marcas de vocês por todo lado — fala, apontando um chupão no pescoço dela e outro no peito—. Adoro.
— Eu ainda sinto vocês dois dentro de mim... esse brinquedo tem que ficar aqui, Gise... e claro que é você que vai usar ele hahaha — implorava a ruiva com os olhos ainda marejados de sono. A anestesia do prazer sexual ainda no corpo dela.
Ficam assim por mais um tempo: beijos suaves, carícias preguiçosas, risadas por lembranças da noite. Martín levanta primeiro, pelado. Vai pra cozinha e volta com café, suco e o que sobrou de morangos do jantar.
Café da manhã na cama, sentados em triângulo, pernas cruzadas, corpos ainda nus ou com restos de lingerie pendurados. Falam de tudo e de nada, mas inevitavelmente voltam pra noite... é impossível não falar do que rolou ali, de como tudo se desencadeou e, com a luxúria total, o triunvirato de corpos foi finalmente consumido pelo fogo.
Lucía, mordendo um morango, olha pra Gisela que fala um pouco do presente dela, tentando arrumar as coisas pra repetir esses encontros. Não resiste à tentação... a cabeça dela foi muito mais rápida que a dos dois companheiros. Pergunta na lata:
— Me conta mais da Naza… a loira que você mencionou.
Gisela sorri, dá um gole no café. A pergunta pega ela de surpresa vindo da Lucía, mas fica feliz que ela não tem vergonha.
— É minha amiga há anos. Loira natural, pele branca como porra, olhos verdes. Começou como uma brincadeira, uma noite de bebedeira. Agora é… minha submisso favorita. Adora que eu amarre ela, vende os olhos, faça ela implorar. É tímida por fora, mas na cama… se entrega por completo.
Martín levanta uma sobrancelha, interessado.
— Você convidaria ela um dia?
Gisela encara ele. O tesão percorre a pele dela.
— Se vocês quiserem… sim. Seria intenso. Quatro corpos, mais brinquedos… mas só se vocês dois estiverem confortáveis.
Lucía sente um calor novo entre as pernas.
— A ideia me excita — confessa —. Mas também… Tem o Hernán e a brunette. Dois cabos soltos.
Martín concorda, sério mas excitado.
— Também me deixa louco tudo isso. O Hernán te escreveu ontem, quer repetir as aulas de natação “particular”… E a brunette… bom… no escritório rola e é impossível não desejar ela…
Gisela olha pros dois. Sente o dever de guiar o casal por o caminho do desejo carnal.
—Então vamos fazer uma regra: tudo se conta, tudo se compartilha. Se um repetir com alguém, conta pro outro na mesma noite. E se der… a gente faz junto, ou pelo menos se excita contando. Sem culpa, sem segredos, vou ser juíza e carrasca nisso. Tá bom pra vocês?—
Lucía pega na mão de Martín, depois na de Gisela.
—Perfeito. Honestidade total. Nada de segredos que doam.— Martín aperta as duas mãos.
—E tudo que a gente fizer separado… a gente usa pra se esquentar mais quando tá junto.—
Gisela sorri, maliciosa.
—Perfeito. Na próxima vez no meu apê. Tenho brinquedos que vocês nem imaginam… e espaço pra mais gente.— Pisca um olho pra Lucía.
Lucía se inclina e beija Gisela, depois Martín.
—E antes… um rolê nós três. Jantar, drinks, dançar. Pra continuar se conhecendo fora da cama...— Gisela vira pra Martín.
Martín ri e aponta:
—E dentro também. Ainda tem muita lenha pra queimar...—
—Sempre dentro...— Pisca um olho Gisela, se lambendo.
Gisela olha a hora no celular e, pedindo licença, vai pro chuveiro lavar os resquícios na pele de uma noite apaixonada. Martín olha pra Lucía e ela, entendendo o pedido silencioso dele, olha e balança a cabeça que sim. Ele beija ela na boca e vai também pro banheiro. Enquanto Lucía arruma o quarto e deixa as roupas prontas, começam a se ouvir uns gemidos abafados pelo barulho do chuveiro.
—Agh sim, mais forte… Mmm ahh!— Grita Gisela segurando no box de vidro enquanto Martín pega ela por trás de surpresa.
Lucía morde o lábio e, sem resistir, larga tudo e tira a pouca roupa que tá vestindo, se juntando aos parceiros sexuais. Passos suaves, mas agora cheios de confiança. Eles fazem um lindo matinal debaixo da chuva refrescante do chuveiro… embora aquele calor vá ser muito difícil de abafar…
O fogo finalmente tem três toras, bem ardentes.Fim... Por enquanto...
Tô trazendo a sétima e última parte dessa história.
Se não leram as outras partes, deixo elas aqui:
1https://www.poringa.net/posts/relatos/6372738/3-Cuerpos-7-Pecados-Intro-Capitulo-I.html2https://www.poringa.net/posts/relatos/6374111/3-Cuerpos-7-Pecados-II.htmlDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.https://www.poringa.net/posts/relatos/6374728/3-Cuerpos-7-Pecados-III.htmlDesculpe, não posso ajudar com essa solicitação.https://www.poringa.net/posts/relatos/6374842/3-Cuerpos-7-Pecados-IV.html5https://www.poringa.net/posts/relatos/6374871/3-Cuerpos-7-Pecados-V.html6https://www.poringa.net/posts/relatos/6374881/3-Cuerpos-7-Pecados-VI.html

VII - LuxúriaMartín fecha a porta do PH com chave dupla e deixa as chaves na tigela de cerâmica que a Gisela escolheu meses atrás. O sol da tarde entra enviesado pelas janelas da sala, aquela luz dourada de dezembro que faz brilhar a madeira clara do chão e as plantas penduradas que a Lucía cuida com devoção.
Lucía já está na cozinha, descalça, com um vestido leve de algodão que bate no meio da coxa. O cabelo ruivo solto, caindo em ondas naturais. Martín se aproxima por trás, passa os braços na cintura dela e beija seu pescoço.
— Nervosa? — pergunta, voz baixa contra a pele dela.
Ela se vira entre os braços dele, sorri com aquela mistura de excitação e medo gostoso.
— Muito. Mas do bom. E você?
— Igual. Não paro de pensar no beijo de despedida no café. E no que vem.
Lucía morde o lábio inferior dele, brincalhona.
— Então para de pensar e vamos começar a fazer.
Decidem cozinhar algo simples mas caprichado: tagliatelle fresco com pesto caseiro que tinham guardado, tomates cereja assados, uma salada de rúcula e parmesão. Martín coloca a massa pra ferver enquanto Lucía prepara o molho, se movendo pela cozinha com uma energia elétrica. De vez em quando se roçam “sem querer”: ele passa por trás e a mão para um segundo a mais na cintura dela; ela alcança o azeite e os dedos se enroscam.
Quando o molho já tá pronto e a massa cozinhando, decidem tomar um banho rápido pra se refrescar e baixar um pouco a ansiedade. Sobem juntos pro banheiro principal.
A água quente cai forte. Entram debaixo do chuveiro, corpos conhecidos mas hoje carregados de uma eletricidade diferente. Martín ensaboa as costas de Lucía, as mãos deslizando devagar pela cintura dela, subindo até os peitos. Ela se apoia nele, sente a ereção dele contra a parte de baixo das costas, geme baixinho quando ele beija o ombro dela. Lucía vira, beija ele fundo, língua contra língua, enquanto passa o sabão pelo peito dele, descendo pelo abdômen, roçando de leve. O sexo duro deles. Se tocam, se esquentam, mas se seguram.
—Vamos guardar pra ela —sussurra Lucía contra a boca dele, voz trêmula.
Martín concorda, respira pesado, fecha o chuveiro.
—Vai valer a pena.
Se secam rápido, risadas nervosas, corpos ainda quentes da água e do roçar interrompido.
Descem pra cozinha pra terminar o jantar. Lucía vai pro quarto escolher a calcinha. Abre a gaveta, pega o conjunto vermelho que comprou há tempos e nunca usou: sutiã de renda com push-up que realça os peitões dela, fio-dental combinando com tiras finas, ligas que se prendem a meias de rede transparentes. Se olha no espelho: o tecido vermelho contrasta com a pele clara sardenta dela, o cabelo alaranjado caindo em ondas. Se sente gostosa antes de qualquer um tocar nela.
Ela veste um vestido simples de algodão cinza, curto, fácil de tirar.Martín, enquanto isso, escolhe uma cueca box preta justa e uma camisa branca que deixa desabotoada, mostrando o peito. Ele a vê descendo as escadas e fica de boca seca.
—Meu Deus, Lu…
Ela se aproxima, passa os braços pelo pescoço dele.
—Pra Gisela ter algo gostoso pra descobrir.
Ele beija ela, fundo mas rápido.
—E você também.
Eles arrumam a mesa na sala: toalha branca, velas baixas, taças de vinho branco gelado na geladeira há um tempão. Música de fundo: uma playlist que montaram naquela tarde, R&B lento, vozes sussurradas, graves profundos.
Lucía acende as velas. Martín serve o vinho.
Faltam duas horas pras nove.
Eles sentam no sofá, taça na mão, pernas entrelaçadas.
—O que você acha que vai acontecer primeiro? —pergunta Lucía, voz baixa.
Martín sorri, nervoso mas excitado.
—Não sei. Mas sei que ela vai decidir. E isso me deixa mais tesudo.
Lucía concorda, aperta a taça.
—Eu também. Quero que ela me olhe como no café. Como se já soubesse exatamente o que vai fazer comigo.
Eles se olham por um segundo longo. O ar do apartamento tá pesado, cheira a pesto, a vela de baunilha, a desejo guardado.
Lucía encosta a cabeça no ombro de Martín.
—Vai ser uma noite longa —fala.
—E boa —responde ele, beijando a testa dela.
O relógio marca 19:15.
Ainda dá tempo.
Mas os dois já tão prontos.
----------------------------------------------
O relógio da sala marca 20:57. Martín e Lucía tão sentados no sofá, taças quase vazias, a playlist sussurrando algo lento e profundo. O jantar já tá pronto na mesa: pratos tampados pra manter o calor, o vinho tinto respirando na geladeira há um tempão.
Lucía levanta um segundo pra arrumar um fio de cabelo atrás da orelha, nervosa. Martín olha pra ela e sorri.
—Vou botar uma roupa —fala ele, levantando—. Não dá pra abrir a porta de cueca.
—Eu não ligo, mas se faz de difícil um pouco. Pouco kkkk-
Vai pro quarto, tira a camisa branca aberta e veste uma calça chino preta leve, justa mas confortável. Deixa a camisa desabotoada por cima, mostrando o peito. Desce de novo bem na hora que a campainha toca, pontual como um relógio suíço. 21:00 em ponto.
Lúcia respira fundo. Martín aperta a mão dela.
— Vamos, amor, hoje é sua vez de curtir. —
Abre a porta só uma fresta. Gisela está ali, na entrada, com aquela calma magnética que faz o corredor parecer menor. Ela usa um vestido preto curto, justo, de tecido macio que se mexe com ela: decote profundo em V que deixa ver a borda de um sutiã de renda preta e o começo da tatuagem de cobra, a cabeça preta aparecendo sutilmente como uma promessa sombria. Mangas três quartos transparentes, comprimento na altura do joelho mas com uma abertura lateral que mostra a perna quando anda. Sapatos pretos de salto baixo, confortáveis mas elegantes. O cabelo liso e comprido solto, franja reta emoldurando os olhos verdes intensos, batom vermelho fosco mais escuro que no café.
No ombro, leva uma mochila preta pequena, de couro macio, discreta. Dentro, algo que Martín e Lúcia ainda não sabem... que ela escolheu especialmente pra essa noite, guardado como surpresa pro momento perfeito na cama.
Gisela olha em volta rápido, certificando-se de que o corredor está vazio, ninguém nas escadas nem vizinho curioso. Satisfeita, sorri devagar.
— Boa noite... tava passando por aqui e resolvi dar um oi. — Pisca um olho e mostra a língua.
Entra sem esperar, roçando o corpo de Martín ao passar, o perfume de baunilha com um toque picante tomando o ar.
Martín fecha a porta atrás dela com um clique suave, o mundo exterior ficando lá fora. Agora, só os três.
Gisela vira primeiro pro Martín, pega ele pela nuca com mão firme mas suave, unhas pintadas de vermelho roçando a pele dele. Beija ele: lábios contra lábios, língua deslizando de leve, um beijo que tem gosto de antecipação, no controle. Ele sente o calor do corpo dela, o roçar do vestido contra a camisa dele, o pulso acelerado na própria garganta.
Eles se separam por um segundo, olho no olho, e Gisela murmura:
— Hummm, não quero comer a sobremesa antes do jantar.
Depois ela se vira para Lucía, puxa ela pela cintura com uma delicadeza possessiva, dedos apertando de leve o tecido cinza do vestido. O beijo é mais intenso: lábios se abrindo, línguas se encontrando com urgência, um gemido baixo escapando de Lucía enquanto ela se aperta contra Gisela. Gisela morde de leve o lábio inferior dela ao se separar, deixando Lucía ofegante, com as bochechas coradas.
—Uff, acho que vamos pular o jantar assim, eu... — Martín exclamou, já todo tesudo. —Eles tão uma delícia — diz Gisela, voz rouca, olhando pra um e pro outro enquanto tira a mochila e larga no encosto de uma cadeira—. E o cheiro aqui tá incrível. O pesto, as velas... baunilha?
Lucía recupera o fôlego, sorri trêmula.
—Sim, baunilha. Fizemos massa com pesto caseiro, tomate cereja assado, salada. O vinho tinto já tá aberto, um Malbec que a gente ama.
Martín concorda, se mexendo pra servir as taças, o coração ainda batendo forte do beijo.
—Senta, Gisela. Quer que eu te sirva?
—Quero, me serve... E vinho também, gostoso. — Manda um beijinho no ar.
Ela se acomoda na cadeira do meio da mesa, cruzando as pernas com elegância, a abertura do vestido deixando ver um pedaço da liga preta por baixo. Pega a taça que Martín oferece, os dedos dela roçando os dele de propósito, um toque elétrico.
—Valeu. Pelo jantar, pelo convite... por tudo.
Comem devagar, o garfo tilintando contra os pratos, o vinho tinto deixando um gostinho quente e frutado na boca. Gisela saboreia cada garfada, fechando os olhos por um segundo ao provar o pesto.
—Mmm... isso tá do caralho — diz, voz baixa e rouca—. Quem fez?
Lucía sorri, orgulhosa.
—Eu. Martín me ajudou com os tomates cereja, mas a receita é minha.
Martín levanta a taça pra ela.
—E eu só servi o vinho. Saúde pra chef.
Os três batem as taças de leve, o vidro tilintando. Gisela bebe um gole longo, sem tirar os olhos de Lucía por cima da borda.
—E como foi sua tarde, Gisela? — pergunta Martín, casual, mas com a voz um pouco mais grossa que o normal.
Gisela limpa o canto dos lábios com a ponta da língua, devagar.
—Organizei umas paradas... e pensei em vocês. Pra caralho.
Lucía sente o calor subir pelo pescoço.
—Em que exatamente? — pergunta, fingindo inocência, mas mordendo o lábio inferior.
Gisela se inclina um Um pouco mais pra frente, o decote do vestido preto se abrindo mais, a cabeça da cobra tatuada aparecendo como se estivesse respirando.
—Naquele olhar que você me deu no café, Lucía… quando eu beijei o Martín. Seus olhos diziam “quero que você me beije assim também”. Inesquecível…
Lucía ri nervosa, baixa o olhar um segundo, depois ergue a cabeça desafiadora.
—Talvez sim. Talvez não…
Martín solta uma risada baixa, ajusta a camisa aberta, o movimento fazendo o peito ficar mais marcado.
—Esse calor de dezembro não ajuda — diz, se abanando com a mão —. Faz a gente pensar em tirar a roupa.
Gisela encara ele, sorriso lento.
—Ou em ajudar os outros a tirar a deles.
Lucía cruza as pernas debaixo da mesa, o roçar das meias de renda quase audível. Ela se inclina pra servir mais vinho, e o vestido cinza estica, deixando ver um lampejo vermelho do sutiã.
Gisela apoia o cotovelo na mesa, queixo na mão, olhos cravados em Lucía.
—Esse vestido cinza… simples, mas dá pra ver o que tem por baixo. Me intriga. Pra caralho.
Lucía toca a barra com os dedos, levantando só um centímetro, brincalhona.
—Era a ideia. Fácil de tirar, como você disse uma vez.
Martín engole seco, voz rouca.
—E você, Gisela… esse vestido preto. Fica perfeito em você. Perfeito demais. O que você trouxe na mochila?
Gisela passa o dedo na borda da taça, devagar, sem desviar o olhar dele.
—Uma surpresa. Pra depois. Primeiro, vamos aproveitar o jantar… embora a sobremesa já esteja me dando fome.
Lucía solta uma risada suave, trêmula.
—E se a sobremesa for servida antes?
Gisela encara ela, intensa.
—Então a gente devora devagar… pra durar a noite toda.
O vinho desce, as velas tremeluzem, projetando sombras dançantes nas paredes. A música sussurra num fundo baixo, o aroma de pesto se misturando com o perfume da Gisela, o calor dos corpos próximos fazendo o ar vibrar.
O jantar é só o prelúdio.
E os três sabem disso, em cada olhar, cada palavra, cada roçar. confirmando.
-----------------------------------------------
Terminam a massa quase em silêncio, só interrompido pelo tilintar dos talheres e algum suspiro de satisfação. Martín levanta primeiro, recolhe os pratos vazios e volta da cozinha com três taças pequenas de sorvete de doce de leite com morangos frescos.
—Sobremesa —anuncia, com um sorriso safado—. Pra adoçar o que vem.
Serve uma porção generosa pra Lucía e outra pra Gisela, e deixa a dele um pouco menor.
Gisela levanta uma sobrancelha, divertida.
—Por que pra gente mais?
Martín dá de ombros.
—Porque vocês são a sobremesa de verdade. Eu só quero olhar um pouco.
Lucía ri, fica vermelha, e dá uma colherada no sorvete. Gisela prova o dela, fecha os olhos por um segundo e geme baixinho.
—Nossa… doce, cremoso, gelado… —olha pra Lucía, depois pra Martín—. A sobremesa antes da sobremesa. Adorei.
Lucía cruza as pernas debaixo da mesa, o vestido cinza subindo um pouco mais, deixando ver a liga vermelha.
—E qual seria a sobremesa de verdade? —pergunta, brincalhona.
Gisela deixa a taça na mesa.
—Vem pro living, a gente fica mais à vontade.
Os três se levantam, taças na mão, e se acomodam no sofá grande: Martín no meio, Lucía à esquerda dele, Gisela à direita, tão perto que as pernas se roçam. A luz das velas chega fraca da mesa, a música continua sussurrando.
Gisela vira pra eles, perna cruzada, abertura do vestido preto revelando a meia de rede.
—Que tal a gente jogar alguma coisa? Verdade ou consequência. Uma rodada cada um. Vale tudo. Sem mentira, sem vergonha. Quem não quiser responder… tira uma peça.
Lucía engole seco, mas os olhos brilham.
—Aceito.
Martín concorda, voz rouca.
—Eu também.
Gisela sorri devagar.
—Começo eu. Pergunta pros dois: qual foi a coisa mais quente que vocês fizeram desde que a gente se conheceu os três no dia do espelho?
Silêncio. Lucía olha pra Martín. Martín suspira.
—A gente —Começamos —diz ele—. Contamos tudo.
Lúcia respira fundo e começa.
—Bom... Foi comigo e o Hernán, um colega de natação, no vestiário depois da aula. Ele vinha me dando mole desde que eu levei meu conjunto vermelho novo. Ele cheirava a cloro pra todo lado... vi ele só com a toalha, o pau dele comprido, grosso... me excitou tanto que quase não dava pra disfarçar. Me deixei levar e a gente se pegou... chupei o pau dele inclusive. Naquela noite contei pro Martín e a gente trepou igual louco pensando nisso.
Martín continua, voz baixa mas firme.
—E eu naquele dia com a morena, minha colega e chefe substituta, no escritório do nosso chefe. A gente vinha com uma tensão sexual e aquela tarde ficamos sozinhos. Ela me chupou intenso, eu comi a buceta dela... até eu gozar na boca dela. Contei pra Lúcia na mesma noite... ao mesmo tempo que ela me contou do colega dela. A gente ficou bravo no começo, mas se olhou nos olhos e acabou trepando pensando nisso.
Os dois se olham, aliviados e excitados ao mesmo tempo. Gisela escuta sem interromper, olhos brilhando, respiração um pouco mais rápida.
—Porra... isso sim é honesto. E muito quente. Adoro que tenham contado um pro outro. O segredo dói, sim... mas compartilhar deixa mais forte.
Ela se inclina pra Lúcia, acaricia de leve o joelho dela.
—Minha vez. Uns meses atrás tive um ménage com dois caras. Um na frente, outro atrás. Me senti poderosa... cheia em todos os sentidos. Não parei de gozar.
Martín engole seco. Lúcia morde o lábio.
—E com a Naza... minha amiga loira, pele branca como leite... eu domino ela. Amarro ela, vendo ela, faço ela gritar meu nome até não aguentar mais. Ela adora.
Lúcia suspira, voz baixa.
—Eu... sempre fantasiei em ser vendada. Me entregar completamente. Ser comandada.
Martín olha pra ela, depois pra Gisela.
—E eu... em ver ela assim. Entregue. E alguém me dizer o que fazer com ela.
Gisela sorri, pega a bandana vermelha do pulso dela, estica entre os dedos.
Ela se aproxima devagarzinho da Lucía, acaricia a bochecha dela, depois a nuca. Elas se inclinam e se beijam longo, profundo, línguas se encontrando, mãos se percorrendo: Gisela na cintura, Lucía nos ombros e no decote preto. Um beijo molhado, lento, que deixa as duas ofegantes quando se separam. Gisela venda os olhos de Lucía com a bandana vermelha dela. Depois pega na mão de Lucía, levanta, agarra a mochila preta do encosto de uma cadeira.—Vem — sussurra pra ela.
Com um aceno de cabeça pro Martín —vem você também—, guia as duas pro quarto.
As taças de sorvete ficam esquecidas, derretendo na mesa.
O jantar acabou.
A sobremesa de verdade começa agora.
---------------------------------
Gisela entrelaça os dedos com os de Lucía e a guia pelo corredor curto até o quarto. O roçar das palmas é quente, levemente úmido pela expectativa; Lucía avança vendada, passos vacilantes mas cheios de uma confiança cega e deliciosa. Cada tacão dos sapatos vermelhos dela ressoa como uma batida no silêncio da casa, e a cada movimento o vestido cinza sobe um centímetro, roçando a pele sensível das coxas e deixando escapar o sussurro da meia arrastão contra si mesma.
Martín segue elas colado, a respiração pesada já audível. A mão esquerda dele pousa firme na cintura de Lucía, o polegar desenhando círculos lentos sobre o tecido fino do vestido, sentindo o calor ardente que irradia do corpo dela e o leve tremor que a percorre.
—Tá sentindo o que vem, love? — sussurra Martín no ouvido dela, voz grave e rouca.
Lucía suspira, um gemido baixo escapando.
—Sim… sinto vocês dois. Tô ficando louca.—
Gisela aperta a mão dela.
—Calma, princesa. Ainda falta.—
Ao cruzar a porta, o mundo exterior desaparece. O quarto está envolto numa penumbra íntima: só o abajur da mesa projeta um brilho âmbar e quente que lambe os lençóis brancos impecáveis, fazendo o tecido brilhar. Como seda líquida. As persianas meio fechadas deixam passar finas linhas de luz da cidade, que deslizam sobre a cama como dedos curiosos. O aroma de baunilha das velas da sala se intensifica aqui, misturado agora com o cheiro sutil e animal da excitação: pele quente, um toque de perfume apimentado de Gisela, o leve suor de desejo que já perola a nuca de Lucía.
Gisela larga a mochila preta na cadeira com um som suave e promissor de couro contra madeira. Ainda não a abre; sabe que a espera é parte do tormento delicioso. Vira-se para Lucía, que respira com a boca entreaberta, os peitos subindo e descendo rápido sob o vestido cinza, os mamilos já marcando o tecido.
— Senta aqui, gostosa — sussurra Gisela, voz rouca, como veludo molhado que acaricia o ouvido.
Guia Lucía até a borda da cama e a faz sentar. Lucía se deixa cair com um suspiro trêmulo que soa quase como um gemido contido.
— Deus… não vejo nada e já tô molhada — confessa Lucía, voz entrecortada.
Martín solta uma risada baixa lá de trás.
— Nós também tamos no limite, love.
As mãos de Lucía se apoiam dos lados, os dedos cravam levemente no colchão, o vestido subindo até quase mostrar a calcinha vermelha. As pernas se abrem um pouco por instinto, os sapatos vermelhos ainda nos pés, os dedos dos pés se curvando dentro deles.
Gisela se ajoelha na frente dela, devagar, deliberada, o roçar das meias de rede no carpete quase inaudível. Acaricia a bochecha dela com as costas dos dedos, desce até o queixo, levanta-o com suavidade. Lucía inclina a cabeça em direção ao toque, os lábios entreabertos buscando ar, a pele se arrepiando visivelmente.
— Pra você sentir absolutamente tudo — murmura Gisela, ajustando a bandana vermelha com dedos precisos, garantindo que não fique nenhum fresta de luz, só escuridão total e a promessa de sensações multiplicadas.
— Você confia na gente? — pergunta Gisela. quase ao ouvido.
—Completamente —responde Lúcia, voz trêmula de desejo.
Então Gisela se inclina e captura os lábios de Lúcia num beijo lento, profundo, quase reverente. A língua de Gisela entra suave, explorando, saboreando o resto doce do sorvete misturado com o vinho tinto, o calor úmido da boca dela. Lúcia geme baixinho dentro do beijo, um som gutural e carente que vibra entre elas, seus quadris se movendo levemente pra frente em busca de contato.
—Você é tão doce… — sussurra Gisela ao se separar por um segundo—. E tão pronta pra gente.
Martín não aguenta mais. Se aproxima por trás, se ajoelha também no tapete, abraça Lúcia pelas costas com braços fortes. Seus lábios encontram o pescoço exposto logo abaixo da orelha, beija ali com fome contida, lambe a pele salgada e quente, sente o pulso acelerado batendo contra a língua como um tambor de guerra.
—Tá bem, amor? — sussurra contra a pele dela, voz grave, carregada de desejo cru.
Lúcia acena, um gemido mais profundo escapando enquanto se arqueia pra trás contra o peito duro de Martín, sentindo a ereção dele pressionando a parte baixa das costas dela.
—Sim… vocês dois… por favor, não parem… preciso sentir vocês.
Gisela sorri contra os lábios de Lúcia, se afasta só um centímetro, a respiração quente roçando a boca molhada dela.
—Martín… amarra os pulsos dela. Devagar. Quero que ela sinta cada toque da seda, cada nó apertando a pele dela.
—Você gosta que te amarrem, Lúcia? — pergunta Martín, já pegando os lenços.
—Sim… por favor — implora ela, voz rouca.
Martín se levanta, a calça apertada, a ereção evidente e pulsante. Pega os dois lenços de seda branca da mesinha, macios como uma carícia proibida. Dá a volta na cama, levanta o braço direito de Lúcia com delicadeza infinita, beija a pele sensível da parte interna do antebraço, lambe levemente a dobra do cotovelo antes de passar o lenço pelo pulso e amarrá-lo na coluna com um nó frouxo mas firme.
—Assim… você sente a Seda? —pergunta enquanto amarra.
Lucía puxa de leve, geme.
—Sim… adoro.
Repete com o esquerdo, beijando a curva do pulso, chupando de leve o pulso que acelera descontrolado, deixando uma marca molhada que Lucía sente como fogo.
Lucía puxa suavemente as amarras, testa a resistência, arqueia as costas com um gemido longo e entrecortado. Está completamente exposta, vendada, pulsos presos, o corpete vermelho empurrando os peitos grandes para cima a cada respiração ofegante, os bicos duros e visíveis sob a renda, o cheiro da excitação dela já pairando no ar quente.
Gisela e Martín se olham por cima dela: olhos escuros de desejo, sorrisos compartilhados, carregados de promessas obscenas e urgentes.
—Tá perfeita —diz Gisela, voz baixa.
Martín concorda, voz grave.
—E toda nossa.
O jogo mal começou, e os três já ardem por dentro.
Gisela se levanta devagar, os olhos fixos em Lucía, que respira ofegante, vendada e amarrada, os braços estendidos para as colunas, o peito subindo e descendo rápido. O sutiã vermelho empurra os peitos dela para cima, os bicos já duros marcando contra a renda, um detalhe que nenhum dos dois consegue ignorar.Gisela contorna a cama com passo felino, fica atrás de Lucía e acaricia a nuca dela.
— Esse vestido tem um zíper nas costas, né? — sussurra no ouvido de Martín, que já está ali, peito nu contra as costas de Lucía.
Martín sorri, mãos grandes pousando nos ombros dela.
— Sim… a gente escolheu pensando nisso — responde, voz grave.
Os dedos dele encontram o zíper escondido sob o tecido cinza, bem na coluna. Ele desce o zíper devagar, centímetro por centímetro, o som metálico suave ecoando no quarto como uma promessa. Lucía sente o ar fresco deslizando pelas costas expostas, se arrepiando na hora.
— Tá sentindo ele abrindo, love? — pergunta Martín, beijando a pele que vai ficando à mostra.
Lucía arqueia as costas, geme.
— Sim… tirem ele de mim, por favor… quero sentir vocês contra mim.
Gisela ajuda pela frente, deslizando as mangas curtas pelos braços amarrados, tomando cuidado com as amarras. Martín termina de descer o zíper até a cintura; o vestido afrouxa, cai solto em volta do quadril de Lucía. Gisela puxa ele pra baixo num movimento fluido, passando pelas pernas, roçando de propósito as ligas e as meias de rede.
O vestido cinza cai no chão como uma pele descartada. Agora Lucía fica só de lingerie vermelha completa: sutiã push-up com renda floral, calcinha fio dental de tiras finas, ligas esticadas segurando as meias de rede até o meio da coxa, e os sapatos vermelhos ainda nos pés. Vendada, pulsos amarrados, tremendo de antecipação, completamente exposta ao ar quente e aos olhares famintos dos dois.
— Meu Deus… você tá perfeita — sussurra Gisela, voz rouca. percorrendo com os olhos cada curva.
Martín, já sem camisa, pressiona o torso nu contra as costas de Lúcia, a ereção marcada contra ela através da calça.
— E toda nossa — acrescenta, beijando o ombro nu dela.
Gisela se ajoelha na frente dela de novo.
— Agora os sapatos — ordena, suave mas firme.
Martín se ajoelha também, pega o pé direito de Lúcia, levanta com cuidado reverente. Desabotoa a fivela vermelha, desliza o sapato devagar, beija o peito do pé, a sola, sobe lambendo a panturrilha envolta na meia de rede.
— Você gosta assim, love? — pergunta contra a pele dela.
Lúcia suspira, os dedos se curvando.
— Adoro… não parem.
Repete com o esquerdo: beija atrás do joelho, sente o tremor da perna, o calor que sobe da coxa. Gisela, enquanto isso, beija o pescoço de Lúcia, desce pelo decote do corpete, mordisca suave a borda de renda, a língua roçando a pele bem em cima do peito.
Lúcia arqueia mais, puxa as amarras com um gemido.
— Vocês dois… tão me deixando louca… toquem mais, por favor.
Gisela se levanta, desliza o vestido preto pelos ombros num movimento lento e deliberado, deixando cair no chão. Fica de lingerie preta completa, a tatuagem de serpente inteira agora visível, enrolando do peito até a barriga, brilhando sob a luz âmbar.
Martín observa um segundo, depois se inclina para Lúcia.
— Você tá tremendo de tesão — sussurra no ouvido dela —. E a gente também.
Suas mãos grandes abaixam o sutiã vermelho com uma lentidão torturante. Primeiro uma taça, libertando um seio; o mamilo duro aparece no ar e Lúcia ofega ao senti-lo endurecer ainda mais com a temperatura. Martim o pega com uma mão, acaricia em círculos, belisca de leve.— Olha como ele fica — diz ele para Gisela, como se Lúcia não estivesse ali —. Duro pra gente.
Gisela liberta o outro seio, lambe o mamilo devagar, língua chata, depois chupa com força. Lúcia puxa as amarras, um gemido longo escapando.
— Por favor… os dois nos meus peitos…
Martim obedece, abaixa a cabeça por trás e lambe o outro mamilo enquanto Gisela chupa o primeiro. Lúcia sente duas bocas quentes, úmidas, línguas diferentes: uma mais suave e brincalhona (Gisela), a outra mais firme e possessiva (Martim). Seus quadris se mexem sozinhos, buscando atrito.
Gisela desce uma mão entre as pernas de Lúcia, roça a calcinha fio dental por cima, sente a umidade atravessar o tecido.
— Você já tá toda molhada — murmura contra o peito —. O rendado tá transparente… linda.
Lúcia geme, tenta fechar as pernas por instinto, mas Martim as mantém abertas por trás com os joelhos.
— Não se mexe — ordena ele, suave mas firme —. Deixa a gente explorar.
Gisela afasta a calcinha fio dental para o lado, dedo médio deslizando entre os lábios molhados, roçando o clitóris inchado de leve, em círculos lentos. Lúcia grita baixinho, corpo inteiro se tensionando.
Martim, por trás, desce uma mão pelo abdômen de Lúcia até se juntar a Gisela: dois dedos diferentes tocando, um roçando a entrada, outro o clitóris junto com o de Gisela.
— Tá sentindo as duas mãos? — pergunta Martim, mordiscando o lóbulo da orelha.
Lúcia só consegue gemer, cabeça jogada para trás contra o ombro dele.
Gisela introduz um dedo devagar, sente as paredes apertadas, quentes, molhadas. Martim introduz outro, os dois se movendo num ritmo lento, esticando ela, explorando.
— Você é tão apertadinha… — geme Gisela —. E tão molhada pra gente.
Lúcia puxa Forte das amarras, quadris empurrando contra as mãos.
—Não parem… mais… quero sentir vocês dentro o tempo todo…
Os dedos entram e saem, se curvando, tocando aquele ponto que a faz gemer mais alto. Os peitos continuam sendo lambidos, chupados, beliscados. O som molhado dos dedos, os gemidos da Lucía, as respirações pesadas do Martín e da Gisela enchem o quarto.
Lucía está no limite, tremendo, mas Gisela para, tira os dedos, leva eles até a boca da Lucía.
—Se prova —ordena.
Lucía chupa ansiosa, gemendo ao sentir o próprio gosto.
Martín geme contra o pescoço dela.
—Agora sim, estamos prontos pro que vem.
A exploração tátil deixou Lucía no limite, corpo brilhando de suor leve, peitos marcados por lábios e dedos, entrepernas encharcada e pulsando.
E ainda nem começaram de verdade.
Lucía está no limite: corpo brilhando de suor leve, peitos marcados por lábios e dedos, entrepernas encharcada, pulsando, o aroma doce e salgado da excitação dela flutuando pesado no ar quente. Ela puxa as amarras com gemidos entrecortados, quadris se mexendo sozinhos, buscando mais contato.
Gisela lambe os lábios, ainda saboreando a Lucía nos dedos.
—Ela tá pronta —sussurra, olhando pro Martín com olhos escuros—. Mas primeiro… mais boca.
Martín concorda, a ereção pressionando dolorosamente contra a calça preta. Ele se ajoelha na frente da Lucía, abre as coxas dela com mãos firmes. Gisela se posiciona ao lado, beijando o pescoço da Lucía enquanto Martín abaixa a cabeça.
A língua do Martín roça primeiro o clitóris por cima da calcinha molhada, um toque leve que faz Lucía gritar.
—Isso… aí…!
Ele afasta o tecido fino pro lado e lambe devagar, língua chata desde a entrada até o clitóris inchado, saboreando a umidade abundante, quente, salgada e doce ao mesmo tempo. Lucía arqueia as costas com força, peitos empurrando pra cima.
Gisela, sem perder tempo, se inclina e chupa um mamilo, mordisca de leve, depois passa pro outro. outro. As mãos dele percorrem os lados da Lucía, descem até se juntar ao Martín entre as pernas dela: um dedo enfiado junto com a língua dele, se curvando, sentindo as paredes apertadas pulsando.
Lucía grita mais alto, o corpo tremendo.
—Os dois… não paro de sentir vocês…!Martim levanta o olhar por um segundo, voz rouca.
—Queremos que você goze assim primeiro, love. Mas ainda não.
Ele para bem na hora que Lúcia está no limite, Gisela também. Lúcia geme de frustração, puxa as amarras.
—Por favor… não parem agora…
Gisela sorri, beija a boca dela pra calar por um segundo.
—Calma. Vamos te dar mais… mas solta.
Martim se levanta, desata os lenços de seda dos pulsos de Lúcia com rapidez, beijando as marcas leves que ficaram.
—Pra você se mexer como quiser, love — sussurra.
Lúcia, ainda vendada, se senta assim que é liberada, mãos procurando na hora: uma no peito de Martim, outra no de Gisela.
—Valeu… agora sim posso tocar vocês — diz, voz trêmula de tesão.
Os dedos dela percorrem o torso de Martim, descem até a ereção marcada, apertam de leve. A outra mão encontra a tatuagem de Gisela, roça a serpente, desce até a renda preta.
Gisela geme baixinho.
—Vem… as duas juntas.
Ela guia Lúcia pra baixo, ambas de joelhos na frente de Martim. Ele continua de pé, calça ainda vestida, mas Gisela abre o zíper rápido, tira o pau duro, pulsando, já molhado na ponta.
Lúcia, ainda vendada, sente o calor perto do rosto, sente o cheiro masculino misturado com o de Gisela.
Nesse instante, com a mão livre, Lúcia tira a bandana vermelha. Abre os olhos pela primeira vez no quarto, pisca contra a luz âmbar, e vê: Martim ereto na frente dela, grosso, veiudo, pulsando; Gisela ajoelhada do lado, sorrindo com tesão puro.
—Queria ver vocês — confessa Lúcia, voz rouca, olhos brilhando—. Ver isso.
Ela se inclina e lambe a ponta junto com Gisela, línguas entrelaçadas em volta do pau de Martim, alternando chupadas fundas, se olhando nos olhos enquanto fazem isso. Martim geme alto, mãos na cabeça delas, guiando de leve.
—Porra… as duas… não aguento ver vocês assim.
Lúcia e Gisela se revezam: uma chupa enquanto a outra lambe as bolas. ou o tronco, se beijando no meio, saliva se misturando, sons molhados e obscenos enchendo o quarto.
Martín tá no limite, mas Gisela segura ele.
—Ainda não. Agora você, Martín.
Empurram ele de leve pra cama, fazem ele deitar. Martín tira a calça e a cueca num puxão rápido, ficando completamente pelado, pau ereto contra a barriga.
Gisela e Lucía se olham, sorriem. Gisela tira o sutiã preto, solta os peitos firmes; Lucía faz o mesmo com o vermelho, peitões caindo pesados. As duas tiram a tanga: Gisela desliza pelos quadris, Lucía abaixa com a ajuda de Martín. Ficam só nas ligas e meia arrastão.
Gisela monta na cara de Martín, desce devagar até a língua dele percorrer ela, lambendo o clitóris inchado, saboreando a buceta toda molhada. Gisela geme, rebolando.
Lucía se posiciona entre as pernas de Martín, monta nele devagar: sente a ponta quente roçando a entrada encharcada, depois descendo centímetro por centímetro, preenchendo ela por completo, as paredes apertadas envolvendo ele, um calor molhado e pulsante que faz Martín gemer contra Gisela.
—Assim… tão fundo… —geme Lúcia, subindo e descendo, sentindo cada veia, cada pulsação dentro dela, o roçar no seu ponto sensível a cada estocada.Gisela se inclina pra frente, beija Lúcia com língua enquanto Martín lambe ela, mãos de Gisela nos peitos de Lúcia, beliscando os bicos.
Depois trocam, o ar do quarto já pesado com cheiro de sexo e suor, respirações ofegantes preenchendo o silêncio quebrado só por gemidos e o roçar molhado dos corpos.
Gisela desce da cara de Martín, a virilha brilhando com a saliva dele, o gosto dela ainda na boca dele. Ela se ajoelha ao lado da cama, pega uma camisinha da mesinha de cabeceira (preparada antes, sem palavras). Martín senta na beirada, pau duro e pulsando, cheio de veias, a ponta molhada do oral que veio antes.
—Vem, deixa eu colocar em você —sussurra Gisela, voz rouca, olhos fixos no pau de Martín.
Ela abre o pacote com os dentes, o som plástico estalando. Lúcia observa da cama, peitos nus subindo e descendo, excitada, mordendo o lábio ao ver o namorado com outra mulher.
Gisela se inclina, coloca a camisinha na boca, lábios envolvendo a ponta, e desliza devagar com a boca e as mãos, sugando forte ao descer, língua rodeando a haste, chupando como se não quisesse soltar. Martín geme fundo, cabeça pra trás, sentindo o calor molhado da boca dela, a sucção apertada, o látex desenrolando a cada movimento.
—Porra… Gisela… sua boca é incrível —rosna Martín, mão no cabelo preto dela, guiando.
Lúcia se aproxima por trás de Gisela, ajoelhada também, mãos rodeando o torso dela. As palmas cobrem os peitos firmes de Gisela, dedos beliscando os bicos duros, massageando com inveja e desejo.
—Olha como ela chupa você… é tão gostoso te ver com ela, amor —sussurra Lúcia pro Martín, voz trêmula, excitada ao máximo—. A pele dela é tão macia… e você tão duro pra ela.
Gisela geme em volta do pau de Martín, vibrando a sucção, enquanto a Lucía brinca com os próprios peitos, apertando, lambendo o pescoço dela por trás. O Martín observa a cena: a namorada dele tocando outra mulher, a boca da Gisela envolvendo ele, a tatuagem de cobra se mexendo a cada respiração ofegante.
— Não para… — pede o Martín, empurrando o quadril devagar na direção da boca da Gisela.
Ela chupa mais um pouco, língua brincando com a ponta através do látex, até que ele tá completamente vestido. Ela se solta com um estalo molhado, saliva brilhando nos lábios dela.
— Agora sim… me come — diz a Gisela, ficando de quatro na cama, costas arqueadas, bunda pra cima, ligas pretas nas coxas, a calcinha puxada pro lado mostrando a buceta molhada.
O Martín se posiciona atrás, mãos na cintura dela, pênis enfiado roçando a entrada. Ele entra devagar, centímetro por centímetro, sentindo o calor apertado e molhado envolvendo ele, as paredes da Gisela se contraindo em volta. Ela geme alto, empurrando pra trás.
— Assim… fundo… Me arromba toda — ofega a Gisela, voz trêmula.
A Lucía se deita debaixo da Gisela, boca alinhada com o clitóris dela, lambendo enquanto o Martín mete: língua no ponto sensível, provando a mistura da excitação dela com o movimento do Martín. Cada estocada faz a Gisela se esfregar na boca da Lucía, peitos balançando, roçando nos dela.
— Porra… vocês dois… tão me matando — grita a Gisela, mãos cravadas nos lençóis.
O Martín acelera, o som de pele batendo em pele, molhado e ritmado, suor escorrendo pelas costas dele, o calor da Gisela apertando ele como um vício. A Lucía lambe mais rápido, sentindo cada empurrão indireto, excitada com os gemidos dos dois.
Os três suados, gemidos sincronizados, trocando de posição com fluidez natural, todos ativos, todos tocando, lambendo, penetrando: o som de pele contra pele, o cheiro de sexo intenso, o calor dos corpos colados. Lucía recebendo a pica depois, usando a buceta de Gisela na boca. Martín comendo a namorada enquanto chupa os peitos da convidada. Lucía, ofegante entre lambidas, sussurra:—Vamos usar o dildo… quero mais… quero sentir vocês me enchendo ao mesmo tempo.—
Gisela, sorrindo com malícia entre gemidos, para por um segundo.
—Tenho algo melhor.—
A tensão sobe mais um nível. O verdadeiro clímax se aproxima.
Gisela para de repente, um sorriso lento e perigoso curvando seus lábios vermelhos. Ela se separa de Martín com um último beijo no pescoço, fica de pé ao lado da cama, o corpo brilhando de suor sob a luz âmbar.
—Martín… distrai ela um pouco — ordena em voz baixa, piscando o olho.
Martín entende na hora. Pega Lucía pela cintura com mãos firmes, vira ela suavemente e a coloca de joelhos na cama, boca virada pro pau dele ainda duro e enfiado. Lucía, ansiosa e alheia ao plano, pega ele na boca na mesma hora, chupando fundo, língua rodeando o látex, gemendo em volta dele com uma vontade renovada.
—Assim, amor… chupa forte — sussurra Martín, mão no cabelo laranja dela, empurrando de leve—. Foca em mim.
Lucía obedece completamente, perdida no gosto salgado, no calor pulsante contra a língua, nos gemidos graves de Martín. Ela não ouve o som sutil do zíper da mochila abrindo atrás dela. Não vê Gisela tirar o strap-on preto, grosso e realista, nem como ela veste ele com movimentos rápidos e silenciosos: couro contra os quadris, correias apertando, o dildo ereto e pronto.
Gisela se ajoelha na cama atrás de Lucía, acaricia a bunda dela com mãos suaves, separa as nádegas. Lubrifica a ponta do strap-on com a própria lubrificação e um pouco de saliva, tudo em silêncio. Lucía, concentrada em Martín só sente mãos conhecidas abrindo suas coxas e um toque novo que ele interpreta como dedos.
De repente, Gisela entra de surpresa: a ponta grossa e quente (pelo atrito anterior) pressionando sua entrada, depois deslizando devagar mas firme, centímetro por centímetro, esticando ela, enchendo ela de uma vez com algo maior e mais duro do que esperava.
Lúcia grita em volta do pau de Martín, um som abafado de choque e prazer puro, olhos arregalados, corpo tenso e se entregando na hora.
— Que…?! Ah, Deus…! — ela consegue ofegar ao se separar um segundo de Martín, voz trêmula.
Gisela empurra até o fundo, mãos firmes nos quadris dela.
— Surpresa, gostosa — sussurra no ouvido dela, voz dominante e satisfeita — Me sente dentro de você… enquanto continua chupando seu namorado.
Lúcia geme alto, empurrando pra trás por instinto, aceitando, querendo mais. Dupla penetração perfeita: Martín na boca dela, fundo, metendo suave; Gisela por trás com a cinta, ritmo crescente, cada estocada fazendo Lúcia se mover pra frente e pra trás, engolindo mais de Martín.
Gisela mete forte, mãos nos quadris de Lúcia, o som de couro contra pele, o tapa molhado, a cinta entrando e saindo brilhando da buceta molhada dela.
— Sente… os dois dentro de você — rosna Gisela — Tô te comendo junto com ele, do jeito que você queria.
Martín geme, olhando a cena com desejo animal: a namorada dele cheia dos dois lados, peitos balançando, boca chupando com uma fome renovada pela surpresa.
— Você tá tão apertada com isso dentro… me deixa louco — ele fala, enfiando mais fundo na boca dela.
Lúcia está perdida: o prazer atravessa ela em ondas brutais, a cinta roçando pontos profundos que ela nunca sentiu assim, o pau de Martín enchendo a boca dela, saliva escorrendo pelo queixo, gemidos constantes e guturais. O suor perolando as costas dela, o cheiro de sexo intenso, baunilha e pele quente tomando tudo.
O ritmo acelera, sincronizado: Gisela mete, Martín responde, Lucía no meio, tremendo sem controle.
Lucía goza primeiro, forte, gritando em volta do Martín, corpo convulsionando, paredes apertando o strap-on com força. Gisela vem logo atrás, gemendo fundo ao sentir a fricção intensa no clitóris a cada estocada.
Martín sente o clímax chegar, tira a boca da Lucía com um gemido rouco, arranca a camisinha rápido e goza nos peitos da Gisela, jatos quentes e abundantes marcando a pele dela, a tatuagem de cobra brilhando debaixo do esperma.
Lucía, ainda ofegante e tremendo, se inclina e lambe os peitos da Gisela, limpando com a língua ansiosa, saboreando o Martín misturado com o suor salgado dela, beijando ela depois de boca aberta, compartilhando o gosto num beijo profundo e safado.
Os três desabam na cama, suados, tremendo, enroscados.
O clímax deixou eles exaustos, satisfeitos, sorrindo sem palavras.
A verdadeira sobremesa foi devorada por completo.

Os três se deixam cair sobre os lençóis bagunçados, um nó suado e trêmulo de pernas, braços e respirações ofegantes. O ar está pesado, saturado de cheiro de sexo intenso, baunilha queimada e pele quente, um perfume primitivo que gruda na pele e não sai. O silêncio só é quebrado pelos suspiros que vão se acalmando, lentos, profundos, como ondas que recuam depois da tempestade.Lucía fica no meio, de lado, as costas coladas no peito firme de Martín, o rosto enterrado no ombro de Gisela. Martín a abraça pela cintura, mão grande e quente pousada na barriga dela, os dedos roçando de leve a borda inferior dos peitos, sentindo os últimos tremores que percorrem seu corpo como pequenos choques elétricos. Gisela acaricia o cabelo alaranjado de Lucía, agora úmido e bagunçado de suor, afastando mechas grudadas na testa dela com uma ternura lenta, quase reverente, enquanto os lábios roçam sua têmpora.
Ninguém fala no começo. Só respiram, se sentem. Lucía é a primeira a se mexer: vira a cabeça e procura a boca de Gisela. Se beijam devagar, lábios entreabertos, línguas preguiçosas que se encontram sem pressa, saboreando o resto salgado do gozo de Martín misturado com o suor e o desejo das três bocas que se tocaram a noite toda.
— Nunca pensei que pudesse me sentir tão… cheia — sussurra Lucía contra os lábios de Gisela, voz rouca, trêmula —. Tão desejada. Tão quebrada de prazer.
Gisela sorri contra a boca dela, lambe de leve seu lábio inferior.
— E eu nunca pensei que alguém me faria perder o controle assim — responde, voz baixa, sedosa —. Você e o Martín… são puro fogo.
Martín, por trás, beija a nuca de Lucía, língua traçando a linha de suor que desce pela coluna dela. A mão dele sobe um pouco, roça o mamilo ainda sensível, belisca de leve, arrancando um gemido baixo.
— Isso foi mais do que eu imaginei — confessa, hálito quente contra a pele dela —. Ver você, amor, entregue por completo… e você, Gisela, Comendo ela enquanto eu olhava… não tenho palavras.
Lucía se arqueia contra ele, sentindo o pau meio duro roçando a bunda dela, ainda quente.
—O que mais gostei foi sentir vocês dois ao mesmo tempo — sussurra, mão procurando a de Gisela, entrelaçando os dedos—. A surpresa do strap-on… achei que ia morrer. Me encheu tanto…
Gisela morde de leve o lábio inferior dela, puxa um pouco.
—E eu quando te vi chupando ele enquanto eu te comia… senti cada contração sua em volta de mim. Não parei de gozar.
Martín aperta mais o abraço, mão descendo até roçar a buceta de Lucía, dedos encontrando a umidade que sobrou.
—E eu quando vi vocês se beijando com meu gozo na boca de vocês… acho que nunca vou esquecer aquele gosto compartilhado.
Elas riem baixinho, um som íntimo, cúmplice. As mãos se procuram: Lucía pega a de Gisela e leva ao peito dela, Martín cobre as duas com a dele. Beijos suaves, preguiçosos, lábios entreabertos, línguas se roçando de leve.
—Repetimos? — pergunta Lucía, voz brincalhona mas cheia de tesão—. Logo. Muito logo.
Gisela lambe o pescoço dela, sobe até o lóbulo.
—Quando vocês quiserem. E na próxima… trago mais surpresas. Talvez convide a Naza.
Martín geme contra as costas de Lucía.
—E a gente tem ideias. Você vendada, Gisela… ou eu amarrado enquanto você nos dirige.
Lucía suspira, corpo relaxando entre os dois.
—Isso tá só começando.
Gisela se ajeita melhor, cabeça no travesseiro junto com Lucía.
—Fico pra dormir?
Lucía e Martín respondem juntos, beijando cada um de um lado do pescoço dela:
—Claro.
Ficam gostoso: Lucía no meio, Martín abraçando ela por trás, pau descansando entre as nádegas dela; Gisela de frente, perna sobre o quadril de Lucía, peito contra peito. As mãos se entrelaçam, lábios se roçam em beijos intermitentes, suaves, sem fim.
O abajur fica aceso baixo, projetando sombras dançantes sobre os corpos nus ou semi-nus (ligas e meias ainda vestidas, sutiãs largados perto, o strap-on esquecido no chão). chão).
O sono vem devagar, entre carícias preguiçosas e suspiros satisfeitos. Lá fora, a noite de dezembro é quente e calma.
Aqui dentro, os três dormem enroscados, pele contra pele, sabendo que cruzaram uma linha sem volta.
E nenhum deles quer voltar.
A luxúria os marcou.
E os uniu para sempre.
-----------------------Epílogo
A luz do sol de dezembro entra pelas persianas entreabertas, desenhando listras douradas sobre os lençóis bagunçados e os corpos nus dos três amantes. É segunda de manhã, mas ninguém tem pressa pra levantar. Hoje a carne descansa, e a alma relaxa depois de um brilho intenso na noite passada.Lúcia acorda primeiro, presa entre dois corpos quentes. Sente a respiração tranquila de Martinho contra a nuca, o braço pesado dele na cintura dela, a mão grande descansando bem debaixo do peito. Na frente, Gisela dorme de lado, cara a cara com ela, o cabelo preto espalhado no travesseiro, uma mecha grudada na bochecha pelo suor seco da noite.
Lúcia sorri, mexe só um pouquinho o quadril e sente uma dor gostosa entre as pernas, lembrança na hora de tudo que viveram. Ela se estica só o bastante pra beijar a testa de Gisela. Ela abre os olhos devagar, os lábios se curvando num sorriso preguiçoso.
— Bom dia, gostosa — sussurra Gisela, voz rouca de sono e sexo.
Martinho se remexe atrás, beija o ombro de Lúcia.
— Bom dia pras duas — fala, a mão subindo pra acariciar o peito de Lúcia, beliscando de leve o biquinho—. Dormiram bem?
Lúcia ri baixinho. Os olhos dela percorrem cada centímetro do casal, como quem lembra com gosto do sabor de uma sobremesa deliciosa.
— Como nunca! Embora eu esteja dolorida toda... do melhor jeito ha, ha, ha. — Exclama Gisela olhando as marcas na pele dela do que foi uma noite de putaria total.
Devagar, a morena se senta um pouco. Leva a mão dela até o queixo de Lúcia, e se aproximando beija os lábios dela, depois estica o pescoço pra beijar os de Martinho por cima dela.
— Eu também. E tô cheia de marcas de vocês por todo lado — fala, apontando um chupão no pescoço dela e outro no peito—. Adoro.
— Eu ainda sinto vocês dois dentro de mim... esse brinquedo tem que ficar aqui, Gise... e claro que é você que vai usar ele hahaha — implorava a ruiva com os olhos ainda marejados de sono. A anestesia do prazer sexual ainda no corpo dela.
Ficam assim por mais um tempo: beijos suaves, carícias preguiçosas, risadas por lembranças da noite. Martín levanta primeiro, pelado. Vai pra cozinha e volta com café, suco e o que sobrou de morangos do jantar.
Café da manhã na cama, sentados em triângulo, pernas cruzadas, corpos ainda nus ou com restos de lingerie pendurados. Falam de tudo e de nada, mas inevitavelmente voltam pra noite... é impossível não falar do que rolou ali, de como tudo se desencadeou e, com a luxúria total, o triunvirato de corpos foi finalmente consumido pelo fogo.
Lucía, mordendo um morango, olha pra Gisela que fala um pouco do presente dela, tentando arrumar as coisas pra repetir esses encontros. Não resiste à tentação... a cabeça dela foi muito mais rápida que a dos dois companheiros. Pergunta na lata:
— Me conta mais da Naza… a loira que você mencionou.
Gisela sorri, dá um gole no café. A pergunta pega ela de surpresa vindo da Lucía, mas fica feliz que ela não tem vergonha.
— É minha amiga há anos. Loira natural, pele branca como porra, olhos verdes. Começou como uma brincadeira, uma noite de bebedeira. Agora é… minha submisso favorita. Adora que eu amarre ela, vende os olhos, faça ela implorar. É tímida por fora, mas na cama… se entrega por completo.
Martín levanta uma sobrancelha, interessado.
— Você convidaria ela um dia?
Gisela encara ele. O tesão percorre a pele dela.
— Se vocês quiserem… sim. Seria intenso. Quatro corpos, mais brinquedos… mas só se vocês dois estiverem confortáveis.
Lucía sente um calor novo entre as pernas.
— A ideia me excita — confessa —. Mas também… Tem o Hernán e a brunette. Dois cabos soltos.
Martín concorda, sério mas excitado.
— Também me deixa louco tudo isso. O Hernán te escreveu ontem, quer repetir as aulas de natação “particular”… E a brunette… bom… no escritório rola e é impossível não desejar ela…
Gisela olha pros dois. Sente o dever de guiar o casal por o caminho do desejo carnal.
—Então vamos fazer uma regra: tudo se conta, tudo se compartilha. Se um repetir com alguém, conta pro outro na mesma noite. E se der… a gente faz junto, ou pelo menos se excita contando. Sem culpa, sem segredos, vou ser juíza e carrasca nisso. Tá bom pra vocês?—
Lucía pega na mão de Martín, depois na de Gisela.
—Perfeito. Honestidade total. Nada de segredos que doam.— Martín aperta as duas mãos.
—E tudo que a gente fizer separado… a gente usa pra se esquentar mais quando tá junto.—
Gisela sorri, maliciosa.
—Perfeito. Na próxima vez no meu apê. Tenho brinquedos que vocês nem imaginam… e espaço pra mais gente.— Pisca um olho pra Lucía.
Lucía se inclina e beija Gisela, depois Martín.
—E antes… um rolê nós três. Jantar, drinks, dançar. Pra continuar se conhecendo fora da cama...— Gisela vira pra Martín.
Martín ri e aponta:
—E dentro também. Ainda tem muita lenha pra queimar...—
—Sempre dentro...— Pisca um olho Gisela, se lambendo.
Gisela olha a hora no celular e, pedindo licença, vai pro chuveiro lavar os resquícios na pele de uma noite apaixonada. Martín olha pra Lucía e ela, entendendo o pedido silencioso dele, olha e balança a cabeça que sim. Ele beija ela na boca e vai também pro banheiro. Enquanto Lucía arruma o quarto e deixa as roupas prontas, começam a se ouvir uns gemidos abafados pelo barulho do chuveiro.
—Agh sim, mais forte… Mmm ahh!— Grita Gisela segurando no box de vidro enquanto Martín pega ela por trás de surpresa.
Lucía morde o lábio e, sem resistir, larga tudo e tira a pouca roupa que tá vestindo, se juntando aos parceiros sexuais. Passos suaves, mas agora cheios de confiança. Eles fazem um lindo matinal debaixo da chuva refrescante do chuveiro… embora aquele calor vá ser muito difícil de abafar…
O fogo finalmente tem três toras, bem ardentes.Fim... Por enquanto...
0 comentários - 3 Corpos, 7 Pecados VII + FINAL