Beleza, como é que cês tão?
Tô trazendo meu primeiro conto aqui no Poringa. Espero que vocês curtam.
Podem mandar DM (mensagem privada) me contando suas histórias ou relatos que vocês gostariam que eu escrevesse nesse formato.
Nesse post, vou soltar o primeiro capítulo do meu livro "3 Corpos, 7 Pecados".
A história conta sobre a Lucía e o Martín, um casal jovem e cheio de fogo que acabou de se mudar pra um PH em Palermo, Buenos Aires. Uma noite, uma simples fantasia de chamar um terceiro acende o pavio de algo muito maior.
O que começa como um jogo inocente de sacanagem e exibicionismo logo vira uma viagem viciante guiada pelos sete pecados capitais. Os limites se misturam entre prazer, ciúme e um desejo sem controle.3 Corpos, 7 PecadosÉ o primeiro livro da trilogia "3 Corpos".
Uma história erótica argentina explícita, intensa e muito real.Até onde você seria capaz de ir pra avivar o fogo?Este livro é uma obra de ficção erótica destinada exclusivamente a maiores de 18 anos.
Todos os personagens são completamente inventados e não representam nenhuma pessoa real, viva ou morta.
Embora sejam mencionados nomes de cidades, bairros e lugares reais de Buenos Aires (Palermo, Recoleta, etc.) com o único propósito de ambientar a história, todas as pessoas, diálogos, situações e acontecimentos são fruto da imaginação do autor.
Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência e não intencional.
Esta história contém cenas explícitas de sexo consentido entre adultos fictícios e temas que podem ser intensos ou sensíveis para alguns leitores (BDSM leve, sexo em lugares públicos, linguagem explícita, etc.).
As imagens utilizadas foram criadas por I.A.
Sem mais delongas, deixo com vocês esta história.
Introdução
Sete são os pecados capitais, sete as formas de vencer,
sete os caminhos santos pro inferno e assim começa sua jornada...
Sete degraus descendo, sete esperanças sangrentas,
sete suas estrelas ardentes, sete os chifres do filho da lua."¹
"Sete são os vícios principais que, dominando, presidem todos os outros,
a saber: a soberba, a inveja, a ira, a preguiça, a avareza, a gula e a luxúria.
Esses sete vícios são chamados capitais porque deles, assim como de cabeças e príncipes,
descem e nascem todas as outras legiões e turbas de pecados."²
¹ Iron Maiden, «Moonchild» (letra: Adrian Smith / Bruce Dickinson; música: Adrian Smith / Steve Harris), álbum Seventh Son of a Seventh Son, EMI, 1988.
² São Gregório Magno, Moralia in Job, lib. XXXI, cap. 45, n. 87 (Patrologia Latina, vol. 76, col. 620-621).
Prólogo
Tem fogo que só acende,
quando junta três madeiras.- Provérbio árabe.
Durante séculos, mulheres e homens sempre tiveram o cuidado de não se expandir além da sua zona de conforto. Não cruzar certos limites que não saberiam que novo paradigma trariam para suas vidas. Chegou-se até a punir com a morte ao longo da história o simples fato de pensar em outra pessoa fora do relacionamento atual.
Mas é nos enganar pensar que nunca foi assim. Os pais da cultura, os gregos, já tinham suas festas de orgias e seus vínculos além do amor... Depois nos ensinaram a não explorar esses caminhos, a temer o terceiro pau, quando na fogueira da sua casa você já tem os clássicos dois. Insistiu-se em apagá-lo antes que a chama se torne grande demais, quente demais, impossível de conter. Mas quando o fogo do casal começa a baixar, quando as noites ficam mornas e o desejo adormece por costume, uma das formas de fazê-lo arder forte de novo, de esquentar até os ossos, é aproximar esse terceiro pau. E deixar pegar fogo...
Um casal jovem se desenvolve feliz em virtude do calor desses paus. A compõe, em primeiro lugar, Martín, de 30 anos e com uma presença que se sente antes de vê-lo. Seu cabelo castanho escuro, levemente ondulado e sempre um pouco rebelde, cai sobre a testa de uma forma que convida a afastá-lo com os dedos. O que mais prende, o que faz com que muitas mulheres fiquem olhando mais do que deveriam, são seus olhos: um marrom quente, profundo, quase chocolate líquido, com pintas douradas que brilham quando a luz os atinge e uma intensidade que parece ler pensamentos. Quando ele te olha, olha de verdade, como se naquele segundo não existisse mais ninguém no mundo.
Seu rosto é anguloso, mandíbula forte e barba de dois dias perfeitamente descuidada que realça uma pele pálida e macia. Ele tem 1,80m, ombros largos e cintura estreita; veste a camisa branca com as mangas arregaçadas até os cotovelos, deixando à mostra antebraços definidos e veias marcadas que se tensionam quando Pega em algo... ou em alguém. Sempre usa o primeiro botão desabotoado, deixando entrever a linha dos peitorais e um leve rastro de pelo escuro que some debaixo do tecido, o suficiente pra detonar a imaginação. As mãos dele são grandes, com dedos longos e fortes, unhas cuidadas; mãos que parecem saber exatamente onde tocar e com a pressão certa. Ele se move com uma segurança tranquila, quase felina, e quando sorri (aquele sorrisinho torto que não chega a ser arrogante, mas tá a um passo) aparece uma covinha na bochecha esquerda que desarma qualquer defesa sem ele dizer uma palavra.
Martín é gerente de projetos numa consultoria de tecnologia: terno impecável de dia, decisões rápidas e voz grave que enche as salas de reunião. Mas em casa, com a namorada Lucía, essa mesma voz fica rouca, essas mesmas mãos precisas ficam exigentes, e aquele olhar castanho que durante o dia controla cronogramas e projetos multimilionários, à noite só tem um objetivo: fazer ela perder o controle.
Lucía tem 25 anos e mede 1,55, mas a presença dela é tão avassaladora que ninguém repara na altura: é como se o corpo dela, compacto e cheio de curvas, fosse feito pra roubar olhares sem esforço. Ruiva natural, com um cobre intenso que cai em ondas longas e sedosas até o meio das costas, sempre meio bagunçado, convidando alguém a passar os dedos por ele. Os olhos dela são de um azul claro e penetrante, quase hipnótico, emoldurados por cílios longos que fazem sombra nas sardas que salpicam o nariz e as maçãs do rosto altas, dando um ar de inocência safada. Os lábios, carnudos e tentadores, sempre pintados de um rosa suave que parece pedir um beijo, se curvam em sorrisos que prometem mais do que dizem.
A figura dela é uma delícia pros sentidos: pele macia e pálida, com um toque de rubor natural nas bochechas que se espalha pelo pescoço esbelto e ombros delicados. Os peitos são divinos, firmes e generosos, com um formato arredondado que provoca por baixo qualquer tecido, coroados por mamilos rosados que se marcam sutilmente quando ela fica excitada ou sente frio. A cintura é fina, dá pra segurar com uma mão, descendo pra um quadril largo e umas pernas fortes mas curtas, tonificadas pelo mês que ela tá nadando no clube perto do novo apartamento em Palermo, onde finalmente se mudou com o Martín depois de cinco anos juntos. A bunda dela é redonda e tentadora, daquelas que pedem um carinho demorado, e o corpo inteiro exala uma sensualidade gostosa que faz tocar nela virar vício.
Quanto à personalidade, a Lucía é Capricórnio até o talo: organizada, prática e com uma determinação que deixa ela irresistível quando quer alguma coisa. Ela é boa e calorosa, com abraços que envolvem e palavras que confortam, mas não hesita em ser firme quando precisa, tipo quando defende os limites dela ou toma decisões rápidas no trampo. Freelancer como community manager, vive com o notebook por perto, tomando mate o tempo todo e andando descalça pelo apê, com uma playlist suave de fundo. É leal e protetora, mas guarda uns tabus que fazem ela corar: aberta nas conversas com as amigas, mas na hora de ideias como um ménage com o Martín, muda de assunto com uma desculpa sem graça. Mas essa mistura de disciplina e meiguice deixa ela imprevisível: planeja tudo, menos como a curiosidade sexual dela pode despertar do nada.
----------------------------------------
Eles se conheceram há cinco anos no aniversário de um amigo em comum.
Ele chegou tarde, ela ia embora cedo. Se trombaram na porta, derrubaram vinho tinto nos dois, riram e acabaram conversando até o amanhecer. Desde então, não se largaram mais. Agora, depois de idas e vindas, estão dando os primeiros passos pra formalizar: um apartamento novo. Foi aquele golpe de sorte inesperado. Três cômodos em Palermo, sacada corrida, assoalho de pinotea que range, janelas altas que dão pra um pátio interno cheio de árvores. Tinha ficado parado por meses porque o dono anterior morreu e os herdeiros queriam vender rápido. A responsável por supervisionar a reforma mínima e coordenar a mudança era uma decoradora de interiores, que o dono do prédio recomendou e que por enquanto organizou tudo com o Martín, embora ainda falte pagar o restante.
------------------------------------------
Já faziam três semanas desde que levaram a última caixa pro PH de Palermo. Ainda cheirava a tinta fresca e papelão aberto. Era sexta-feira, chovia forte lá fora e nenhum dos dois tinha vontade de cozinhar, então pediram sushi e abriram a segunda garrafa de malbec que sobrou da festa de inauguração. Martín estava largado no sofá novo, com a camiseta levantada e a cabeça apoiada no encosto, olhando pro teto como se procurasse onde pendurar o lustre que ainda estava na caixa. Lucía, de short de algodão e uma camiseta velha dele, andava descalça com a taça na mão, dando voltas pela sala como se ainda não acreditasse que aquele espaço era dela.
Na televisão passava um filme qualquer; ninguém prestava atenção, exceto o Martín quando teve uma cena de sexo entre o casal e uma mulher. Ele ficou olhando até o fim da cena e depois se refugiou nos próprios pensamentos...
Lá pela meia-noite, a chuva virou torrencial e apagaram as luzes grandes. Ficaram só com o abajur que espalha uma luz quente e o reflexo dos relâmpagos de vez em quando, que iluminavam de repente o lar inteiro. O silêncio se encheu de veio e aquela eletricidade estranha que aparece quando duas pessoas estão juntas há cinco anos e de repente dividem até a escova de dentes. Nesse clima, o doce prazer anestesiado do álcool e a visão da namorada, Martín, meio brincando, meio sério, soltou:
— Sabe que nunca te contei que... antes de te conhecer, uma ex me propôs um ménage? E eu disse que não, porque... Sei lá. Parecia demais naquele momento... — confessou olhando pro teto, tentando lembrar.
Lucía ficou parada um segundo, sobrancelha levantada, a taça no meio do caminho até a boca. Olhou fixo pra ele, como faz quando está processando informação importante pra um cliente. Sentiu raiva brotar dentro dela, ciúme clássico que qualquer mulher pode ter diante dessa confissão, mas dessa vez veio um sentimento novo... Como uma cócega na barriga que fez ela repensar a atitude em frações de segundo. Uma imagem rápida, bem teórica e gostosa, passou pela cabeça dela e escapou dos lábios:
— E agora, o que você acharia? — perguntou ela, voz baixa, quase desafiadora.
Martín se sentou devagar. Se olharam. Não era a típica conversa de casal bêbado, e nunca tinham tocado nesse assunto; era a primeira vez que falavam sobre isso sem filtros. Lucía sentiu o calor do vinho subir pelo peito e se instalar entre as pernas.
— Sei lá... — disse ele. — Agora que estamos aqui, que tudo é novo... me dá curiosidade. Mas só se você também quisesse...
Lucía mordeu o lábio inferior (aquele gesto que Martín conhece de cor e que sempre desarma ele). Deu um gole longo no vinho até esvaziar a taça, deixando-a na mesa, e sentou-se montada em cima dele, devagar, como se estivesse medindo cada centímetro.
— E se a gente começar com algo menor? — sussurrou, roçando a orelha dele com os lábios. — Sem terceiros... ainda. Mas você e eu... fazendo coisas que nunca tivemos coragem.
Martín sentiu o coração bater na garganta. Ela, a mesma que ficava vermelha se ele brincasse com um ménage em Uma conversa entre amigos, agora ela tinha as bochechas coradas e os olhos brilhando de um jeito que ele não lembrava de ter visto antes.
Naquela noite não falaram de nomes, nem de apps, nem de mais ninguém. Só se beijaram com uma urgência diferente, como se tivessem acabado de se conhecer. Lúcia o levou pela mão até o quarto ainda sem terminar de montar, tirou a camiseta sem pressa e deixou que ele a olhasse enquanto tirava o short. Ficou só na calcinha fio dental preta de renda e parou na frente dele, pequenininha mas imponente.
— Quero que você me olhe como se fosse a primeira vez — disse ela, e a voz tremeu só um pouco. — E depois... a gente vê até onde vai.
Foi a primeira vez que Lúcia tomou a iniciativa de verdade. A primeira vez que disse "quero" sem pedir permissão. A mudança, o apartamento novo, a sensação de página em branco: tudo isso fez clique dentro dela. O tabu ainda estava lá, mas de repente não era mais uma parede: era uma porta entreaberta.
Naquela noite não teve ménage. Teve mãos novas, bocas que exploraram lugares que conheciam de cor mas como se fossem território virgem, e uma promessa sussurrada contra a pele: "Vamos brincar... mas devagar, até os dois quererem mais". Os corpos se entregaram um ao outro, tentando se fundir num novo ser. Os beijos abriram novos horizontes que ainda não tinham conquistado. Os gemidos alcançaram um tom vibrante com o forte roçar dos peitos dela contra o pau dele. A conexão carnal ficou selvagem e apaixonada, entregando os fluidos ao fogo do amor. E assim, entre caixas sem abrir e cheiro de chuva, Lúcia descobriu que o desejo dela também podia ser capricorniano: planejado, intenso e absolutamente imparável quando resolve avançar.
O fogo agora ardia de verdade, mas pra mantê-lo vivo era preciso alimentá-lo...
...com outra lenha.
I - Soberba O alarme do celular vibra em cima do criado-mudo, marcando 7 da manhã. Martín desliga com um tapa. Vira-se e beija as costas nuas de Lucía. Os cabelos alaranjados dela estão bagunçados no travesseiro, e as pálpebras ainda pesadas e fechadas cobrem seus lindos olhos cor de caramelo. Os lábios dela são uma tentação pra qualquer mortal. Mesmo que o pijama engane, ela tem um corpo divino: peitos doces, uma cintura bonita que realça uma curvatura esplêndida, que o lençol guarda com força diante da chegada do garanhão do Martín.
Mas esse desejo foi saciado horas antes... agora ela se mexe um pouco, murmura alguma coisa ainda dormindo, e se joga de novo nos sonhos gostosos. Num esforço colossal pra não ficar na cama com ela, Martín se levanta e se prepara, pegando uma cueca limpa na gaveta. Na porta, dá uma última olhada na morena dormindo. Anda e entra no banheiro, onde se refresca com a chuva do chuveiro, pensando em como vai ser o dia dele e nas várias obrigações que o esperam.
O apartamento é um amplo flat no sétimo G de um prédio clássico de Palermo, Buenos Aires, Argentina. Tem pé-direito alto, molduras restauradas e muita luz natural entrando pelas janelonas. Sala de estar e jantar integradas, misturando o velho portenho com toques modernos: sofá cinza novo, mesinha de centro de madeira escura, cozinha americana com ilha de granito preto. O quarto principal domina com uma cama king size de lençóis brancos e edredom cinza pérola; os criados-mudos têm abajures de tecido bege, e a parede em frente à cama está vazia, esperando o espelho de corpo inteiro que a Lucía sugeriu com um sorriso safado ("pra gente se ver... cê sabe").
Ainda tem caixas de mudança nos cantos, plantas nos cantos e quadros encostados sem pendurar; o lugar cheira a eles, a café e, principalmente, ainda dá pra sentir o cheiro de sexo da noite passada. Vestígios de uma noite de paixão espalhados pela sala: taça virada, sutiã vermelho no sofá, uma meia pendurada no ventilador. Martín, desviando desses obstáculos, sai do banheiro com a toalha na cintura, barba por fazer um pouco longa mas perfeitamente estilosa. Lucía, sentada perto da mesa esperando ele com o café da manhã, olha pra ele e morde o lábio.
— Cê tá um crime, viu? — Exclama ele, fazendo um gesto com a mão sobre um dos peitos.
— E você, prisão perpétua — Responde ela, agarrando ele pela cintura e mordendo o pescoço dele.
Uma risadinha escapa dela, e ela segura o instinto de querer repetir o exercício de casal que fizeram ontem à noite. Já vestindo o terno cinza escuro, camisa azul claro, gravata vinho, ele se despede da mina na porta, com o roupão dela quase aberto.
— Se comporta. — Diz ele, com os olhos na silhueta dos peitos dela, querendo que o roupão se abra.
— Nunca. — Responde ela, apertando a bunda dele antes de fechar a porta.
Uns passos depois, Martín entra no elevador. Dá de cara com Valéria, a vizinha do 7º B. 45 anos, divorciada, vestindo uma legging preta e top esportivo. Um físico bem Bom, dada a atividade constante que ela tem, peitos grandes e uma bunda que sempre chama atenção no prédio. Um beijo rápido entre os dois, e um escaneamento visual bem evidente da mulher no Martín. O perfume forte de limão o embriaga e dá uma sensação muito gostosa. A mulher percebe na hora e sorri.
- Bom dia, gato. - Ela o cumprimenta arrumando o cabelo.
- Bom dia, Vale. De novo cedo pro estúdio?
- Hoje a gente faz yoga às 8:30... vou fazer meio Palermo suar - ela pisca. - Um dia você vem, hein? - Ela toca ele com o dedo indicador no peito.
- Quando você me der aula particular. - Brinca Martín.
- Pode considerar feito. Traz sua namorada também... ou não... - Ela diz, e a porta do elevador abre no estacionamento.
Ela se despede dele com um beijo no ar, e Martín fica olhando ela se afastar... Como a bunda dela balança de um lado pro outro... Fica como hipnotizado. A buzina de outro carro o traz de volta ao mundo real. Ele entra no carro e vai pro trabalho.
-----------------------------------------------
Hoje a Lucia tá de folga, já que programou com sucesso uma leva de posts nas redes sociais, e os contratantes ficaram fascinados. Então ela arruma e limpa a casa com música pop de fundo. Quando termina, dá uma olhada no Instagram enquanto descansa. No começo, não tem nada de estranho no algoritmo dela, até que de repente começam a aparecer mulheres de lingerie... Mas não os reels clássicos de catálogo de roupa (que ela mesma edita e posta pras empresas às vezes), e sim vídeos e fotos mais eróticos. Longe de tirar, ela fica assistindo. Começa a excitar ela... Não era a primeira vez que essas coisas apareciam no algoritmo dela, mas hoje ela se sente "curiosa".
De tanto ver, nota como a calcinha dela fica molhada, e embora não tenha esses desejos com frequência, ela não resiste e põe um vídeo pornô na internet. Clica no primeiro que aparece: um casal transando no vestiário de uma academia. O O cara tem um pauzão e a mulher é toda siliconada, com dois peitões impressionantes que balançam pra todo lado enquanto ele mete nela. No começo, ela até acha graça da putaria exagerada, mas se entrega. A mão da Lúcia desce por dentro da calcinha e ela se toca com tesão. O vídeo rola e o casal é pego por gente que entra no vestiário, mas não se assustam e o casal não para... Pelo contrário, continuam e fazem um show sexual pra quem tá ali. Os olhos da Lúcia já tão marejados de tanto gozar, mas quando os espectadores do vestiário começam a se aproximar da mulher e vira uma suruba, Lúcia se assusta e tira tudo. Fica sentada no sofá, toda suada e molhada, sente o fogo nas bochechas. Vai pro banheiro e, enquanto toma banho, organiza na mente tudo que viveu.
Sai finalmente do chuveiro e, enquanto seca o cabelo com a toalha, se olha no espelho pensando... "O que eu sentiria sendo vista por outra pessoa...?" Martín vem na cabeça dela e o tesão aumenta, então ela decide fazer algo...
--------------------------------------------------
Um dia quente no Escritório da Prometeo S.A., 18º andar do Venus Palace, coração comercial de Buenos Aires. Martín já deixando o carro no estacionamento da empresa, entra no trabalho. O chefe, Roberto López (55 anos, cabelo grisalho, relógio pesado, casado com a Cláudia, a loira siliconada de 50 que todo mundo segue no Instagram), intercepta ele no corredor.
-Martín, ídolo! Como é que tá aquela campanha do banco?- Fala enquanto dá um gole no café.
-Tudo pronto pras 11, chefe.
-Perfeito. Passa depois no meu escritório pra gente detalhar tudo. Ah! E fala pra Cláudia parar de me encher o saco... Desde o último jantar em casa, ela diz que quer você de volta. Então você tem que vir, ela te viu uma vez e já tá com saudade...- Solta uma risadinha safada e depois sai pra dentro do escritório.
Martín era um Dos poucos funcionários que tinham visitado a casa do Roberto, e o único que ainda estava na empresa. O último jantar rolou num clima de falar sobre o cargo atual do Martín, e teve um cruzamento de olhares interessante com a Claudia... Embora ele tenha achado estranho, não atribuiu a nada especial, só achou que era "carisma" mesmo. Isso foi no ano passado, na época dos acontecimentos.
O escritório tem uma mistura gostosa entre experiência e aprendizado, mas o time jovem se destaca: Os caras legais que sempre chamam ele pra after e ele recusa porque prefere voltar pra Lucía. Muitas minas jovens e gostosas na contabilidade e logística; e a experiência são os advogados, três velhos amarguados... Mas fazem milagre quando dá problema.
Mas quem se destaca mesmo é a morena, a nova diretora de arte. Ela tem uma presença do caralho. Saias curtas, top com blazer que sempre marca os peitos, olhos azuis e cabelo violeta com franja. Uma mulher de uns 40 anos, que nunca teve um parceiro conhecido, e todo mundo achava que era lésbica. Mas todo mundo no escritório fica babando nas pernas da morena.
Perto do meio-dia, Martín já definindo uns projetos e tal, sente e vê uma notificação no celular. Ao desbloquear, vê uma mensagem da Lucia:
"Tô com saudade... Queria que você estivesse aqui no chuveiro ❤️". E uma foto anexada que deixa ele sem palavras. Uma foto dela, na frente do espelho do banheiro embaçado, acabando de sair do chuveiro e só de fio dental vermelho.
Uma pressão forte no pau não demora a aparecer. Ele fica igual um bicho no cio. Martín responde de baixo da mesa:
"Hoje à noite você vai pagar, safada🔥."
Numa troca rápida de mensagens, Martín recupera a energia perdida depois da larica. O tempo passa e ele completa as tarefas do dia. Bem na hora de se preparar pra ir pra casa, vê que caiu um e-mail no correio pessoal. Vê que é da Gisela, a responsável pela reforma do apartamento e decoradora de interiores, com quem vinha negociando graças à recomendação do dono do prédio. Abre a caixa de entrada e lê o e-mail:
Gisela
Assunto: acerto do resto + espelho
"Oi Martín, tudo bem??
Só pra avisar que consigo passar numa sexta às 18h, mais ou menos, pra receber a parte em dinheiro que a gente combinou e te entregar o espelho de corpo inteiro que falta (o do quarto), porque tô cheia de trampo e com uns problemas pessoais...
Se a Lucía estiver aí, melhor, assim conheço ela pessoalmente e vejo quem é a que te tira o fôlego 😉
Com certeza ela vai amar o espelho, escolhi o melhor pra vocês.
Me avisa se der, eu tô livre essa tarde.
PS: te passo meu zap... se preferir falar por lá, não costumo dar porque é pessoal, mas você me caiu bem 😉.
+ 54 9 11 7***-7***
Beijos, G."
Martín lembra da voz sedutora da Gisela, do perfume forte, de como ela é gostosa e das tetas enormes que ela tem, porque além do tamanho, tem uma tatuagem de cobra no meio delas... Impossível não olhar pros peitos dela. Profissionalismo puro... por enquanto. É difícil descrever, mas é uma pessoa que ofusca, tanto fisicamente quanto pela personalidade — ou você ama ou odeia... Ele responde o e-mail positivamente, dizendo que não tinha problema e que esperava por ela na sexta. E finalmente salva no celular como "Gisela 🐍".
Martín
Oi Gise, sou o Martín, acabei de ver teu e-mail. Sem problema, me agenda e me fala quando for melhor pra você. confortável. Um beijão 😉
Incrível mas verdade, a resposta chegou como um raio, e deu pra ver a foto de perfil do celular da Gisela, que era bem tentadora.
Gisela 🐍
Olá Martín! Muito obrigada! Te aviso assim que puder, cedo nesse dia. Um abraço gigante pra você também 😘
Seguido ele vai pra casa dela. Ao subir no carro, vê a bolsa de natação da Lucía, e com o tesão que ele tava hoje depois de ver a fotinha dela de thong, não resiste à tentação de dar uma olhada no maiô dela. Puxa, observa e guarda de novo. Esperava aquele maiô preto clássico, bem discreto, que compraram juntos quando ela começou a nadar, mas não... Era um maiô novo que ele nunca tinha visto, vermelho, com um fio bem fininho na bunda e a parte dos peitos transparente. "A Lucía tá muito safada ultimamente..." Ele sorri e liga o carro.
-------------------------------------
Na garagem do prédio, no subsolo, Martín encontra Filemón, o dono do edifício. Um homem grandalhão, uns 70 anos ou mais, cabelo grisalho curto e uma barba igualmente branca e impecável. Veste um suéter verde jade e uma calça jeans com sapatos pretos. Ele se aproxima de Martín e pergunta como vão as coisas, já que eles são teoricamente os moradores mais novos ali.
— Como é que cê tá, querido? Como é que tá ficando o apartamento? — pergunta, coçando a barba.
— Tudo bem, muito obrigado, Filemón. Tá ficando divino, tudo graças à moça que a gente recomendou. — Ele se refere à decoradora de interiores morena.
— É, a Gisela tem um jeito particular de trabalhar, mas não tem dúvida que é uma expert no que faz. Tenho vários inquilinos que tão super satisfeitos com ela. Fico feliz que ela tá fazendo um bom trabalho. E sua namorada? Também tá contente? O que ela acha da Gisela?
— Pode ficar tranquilo, que tá tudo impecável... Faltam alguns detalhes, mas já tá quase pronto. Sim, a Lucía tá super feliz. Mais do que isso, desde que a gente se mudou pra cá, ela se renovou por completo... — Martín morde o lábio pra não falar demais... Principalmente sobre a parte sexual.
Filemón sorri e se aproxima mais. Quase como se quisesse que ninguém perto ouvisse. Olha fixamente pra ele e murmura, colocando a mão no ombro de Martín: ombro.
—Tens todo o PH à tua disposição, até se precisar de algo mais, pode me avisar... Mas, foda-se, um conselho pra você, sendo novo: tem uns frutos que é melhor não provar...
—Não tô entendendo, Filemom... — diz Martin, confuso.
—A curiosidade matou a puta, querido. E aqui tem muita curiosidade na área... Melhor não estragar o que você já tem, a menos que saiba que tem jogo pra brincar. — Ele fala sorrindo e indo pro carro.
—Tchau, querido. Abraços pra sua namorada. Se cuidem. — Com uma mão levantada, ligando o carro.
Martin ficou pensando no que o homem tinha dito. "A curiosidade"... Ainda sem saber do que se tratava, começa a andar e sobe pelo elevador.
---------------------------------------
Já é tarde da noite, Martin entra no PH. O lugar tá na penumbra, só a luz quente dos abajures (escolha brilhante da Gisela) deixa ver alguma coisa na casa. Toca "Wicked Game" baixinho. Uma figura feminina aparece na moldura do quarto, de vestido preto curto, descalça, com uma taça de vinho na mão. Ela olha pra ele com tesão e fala:
—Então... Vou receber ou não? — Ela dá um gole no vinho.
Eles se devoram na porta, um beijo urgente e profundo que tem gosto de vinho e desejo acumulado durante o dia. Lucía deixa o copo vazio cair no chão com um tilintar surdo, as mãos sobem para o pescoço de Martín, enroscando-se no cabelo castanho dele, puxando de leve pra trazê-lo mais pra perto. Ele a pressiona contra a parede, os corpos se encaixando como peças de um quebra-cabeça esquecido. Com uma mão, Martín desliza os dedos pela borda do vestido preto curto, subindo devagar no começo, só pra descobrir a surpresa: nada por baixo. A pele nua dela, quente e macia, exposta ao ar fresco da noite.
—Caralho, Lu... sem nada? Você vai me matar.— Ele murmura contra os lábios dela, a voz rouca e carregada de tesão, enquanto a mão explora a curva do quadril dela, descendo até roçar a parte interna das coxas.
Ela sorri no meio do beijo, mordiscando o lábio inferior dele.
—Queria que fosse fácil pra você... pra gente.— Responde com um sussurro brincalhão, o hálito quente contra a boca dele.
Martín não consegue esperar mais; levanta ela no colo com facilidade, as pernas dela enrolando na cintura dele, e a leva pelo corredor até o quarto, tropeçando de leve numa caixa de mudança esquecida no caminho. Lucía ri baixinho, mas o riso vira um gemido quando ele a joga na cama king, o colchão afundando sob o peso dela. O vestido sobe de vez, deixando o corpo dela exposto, vulnerável e perfeito sob a luz fraca do abajur da mesa.
Sem conseguir se segurar mais, Martín se ajoelha entre as pernas dela, beijando a barriga, descendo com uma lentidão torturante até chegar no meio dela. Ele chupa a buceta dela com devoção, a língua explorando cada dobra, saboreando a umidade que aumenta. Lucía arqueia as costas, um suspiro escapando dos lábios carnudos dela.
—Martín... isso, aí...— Geme, as mãos voando pro encosto da cama, se agarrando com força como se tivesse medo de cair.
Os gemidos sobem de intensidade, um crescendo que enche o quarto. misturado com o som distante de "Wicked Game" ainda tocando baixinho na sala. Ele intensifica o ritmo, chupando de leve, as mãos segurando os quadris dela pra mantê-la quieta enquanto ela se contorce de prazer. Lucía sente o calor se acumulando dentro dela, as pernas tremendo.
— Não para... por favor. — Ela implora entre gemidos, uma mão descendo pra se enroscar no cabelo dele, guiando.
Martín levanta o olhar por um instante, os olhos intensos encontrando os caramelados dela, e isso só a excita mais. Ele se despe rápido, jogando a camisa no chão, a calça seguindo o mesmo caminho, revelando a ereção toda. Sem avisar, mete de uma vez, enterrando nela com um grunhido de animal. Lucía geme alto, as unhas cravando nas costas dele, deixando marcas vermelhas que ardem na pele.
— Isso, assim meu amor... não para... mais, mais! — Ela grita, a voz falhando de prazer, o corpo arqueando pra receber ele mais fundo.
A fera animal em Martín assume o controle; ele bate com um ritmo frenético, os quadris colidindo nos dela num vai e vem desesperado. O suor perola os corpos, o ar carregado com os cheiros misturados. Lucía envolve as pernas em volta dele, cravando os calcanhares nas costas, os gemidos virando gritos abafados.
— Tô sentindo tanto... você vai me quebrar. — Ela ofega, mas com um sorriso no canto da boca que convida ele a continuar.
Ele responde com um beijo feroz, mordendo o pescoço dela, as mãos explorando os peitos por baixo do vestido amassado. O clímax chega rápido, feito uma tempestade; Martín sente o pulso dela apertando ele, e com uma última estocada, tira o pau e goza sobre o corpo nu dela, jatos quentes aterrissando na barriga e nos peitos. Lucía se entrega na mesma hora, o orgasmo sacudindo ela inteira, um grito final que se dissolve num suspiro trêmulo.
Os dois acabam em menos de dez minutos, como se passassem semanas sem se tocar. Como se fossem dois adolescentes. Novamente, descobrindo o prazer como se fosse a primeira vez. Eles se limpam com lenços umedecidos do banheiro suíte, rindo entre suspiros, e se jogam na cama. Pelados, suados, abraçados. Lúcia desenha círculos no peito dele com a unha, a cabeça apoiada no ombro dele, enquanto a respiração dos dois volta ao normal devagar. Com um sorrisinho, provocada por lembrar de algo e juntando coragem pra confessar, ela diz:
— Sabe no que eu pensei hoje no banho? — Ela sussurra, ainda olhando pro peito dele.
Martín, que ainda olhava pro teto com os olhos quase fechados, ainda anestesiado pelo prazer, vira a cabeça na direção dela.
— Me conta... — Ele fala, bem curioso.
— Que seria legal se alguém... Bom... Como é que eu falo?... Se alguém nos visse... Assim... Pelados ou transando... — Ela confessa sem olhar nos olhos dele, envergonhada e ficando vermelha.
Martín fica parado. Os olhos dele se abrem completamente agora e ele olha pra ela, vermelha depois do que disse e toda suada. Ele não esperava que Lúcia fosse falar aquilo, mas também não desgostou. Mas o germe da curiosidade já começou a criar raiz dentro dele.
— Epa... E de onde é que você tirou isso? — Intrigado com o que ouve.
— Sei lá... talvez um pouco de tesão proibido me dá... quem sabe já bateu aquele maldito Malbec que seu pai deu pra gente hahaha... — Responde ela, que já olha fixo pra ele.
Martín olha pra ela, sorri de leve. Ele foi pego totalmente de surpresa pelo que a parceira disse. No entanto, tem algo que chama ele por dentro, um desejo de ver o que acontece. Ele imagina rapidamente algumas cenas proibidas até aquele momento pra ele, lembra da primeira noite, comendo sushi e bebendo vinho... Uma noite de confissões que tinham ficado enterradas, mas agora ressurgem do esquecimento... Ele lembra e sorri.
— Mmm... pode ser... embora bêbado não mente... — Ele sussurra bem baixinho.
— É verdade... Mas fazer o quê, é meu fetiche... Que vejam... e eu ver também... — Ela termina acrescentando.
Silêncio denso, mas gostoso. Os dois sentem o sangue descendo de novo. Lúcia morde o lábio, se Se aninha de novo. Martín fica encarando o teto enquanto os minutos passam. Ela já dormindo no braço dele, e ele com a cabeça em outro lugar... Imagina várias situações, algumas que nem tinha pensado antes de estar com Lucía. Bem naquele momento, ele percebe uma coisa... "A curiosidade"... Era o que Filemón tinha avisado. Mas é impossível, né... A menos que no prédio já tenham rolado "coisas"... Por ora, ele não dá mais importância e finalmente pega no sono junto com sua amada.
Ninguém pode negar que o fogo continua queimando nesse casal... Por enquanto, como dois gravetos. Mas já dá pra sentir uma brisa fresca que anuncia que vai chegar mais um graveto pra formar a fogueira do desejo perfeito. Porque é de arrogante não saber reconhecer um conselho...Continua no Capítulo 2
Tô trazendo meu primeiro conto aqui no Poringa. Espero que vocês curtam.
Podem mandar DM (mensagem privada) me contando suas histórias ou relatos que vocês gostariam que eu escrevesse nesse formato.
Nesse post, vou soltar o primeiro capítulo do meu livro "3 Corpos, 7 Pecados".
A história conta sobre a Lucía e o Martín, um casal jovem e cheio de fogo que acabou de se mudar pra um PH em Palermo, Buenos Aires. Uma noite, uma simples fantasia de chamar um terceiro acende o pavio de algo muito maior.
O que começa como um jogo inocente de sacanagem e exibicionismo logo vira uma viagem viciante guiada pelos sete pecados capitais. Os limites se misturam entre prazer, ciúme e um desejo sem controle.3 Corpos, 7 PecadosÉ o primeiro livro da trilogia "3 Corpos".
Uma história erótica argentina explícita, intensa e muito real.Até onde você seria capaz de ir pra avivar o fogo?Este livro é uma obra de ficção erótica destinada exclusivamente a maiores de 18 anos.
Todos os personagens são completamente inventados e não representam nenhuma pessoa real, viva ou morta.
Embora sejam mencionados nomes de cidades, bairros e lugares reais de Buenos Aires (Palermo, Recoleta, etc.) com o único propósito de ambientar a história, todas as pessoas, diálogos, situações e acontecimentos são fruto da imaginação do autor.
Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais é mera coincidência e não intencional.
Esta história contém cenas explícitas de sexo consentido entre adultos fictícios e temas que podem ser intensos ou sensíveis para alguns leitores (BDSM leve, sexo em lugares públicos, linguagem explícita, etc.).
As imagens utilizadas foram criadas por I.A.
Sem mais delongas, deixo com vocês esta história.

Introdução
Sete são os pecados capitais, sete as formas de vencer,
sete os caminhos santos pro inferno e assim começa sua jornada...
Sete degraus descendo, sete esperanças sangrentas,
sete suas estrelas ardentes, sete os chifres do filho da lua."¹
"Sete são os vícios principais que, dominando, presidem todos os outros,
a saber: a soberba, a inveja, a ira, a preguiça, a avareza, a gula e a luxúria.
Esses sete vícios são chamados capitais porque deles, assim como de cabeças e príncipes,
descem e nascem todas as outras legiões e turbas de pecados."²
¹ Iron Maiden, «Moonchild» (letra: Adrian Smith / Bruce Dickinson; música: Adrian Smith / Steve Harris), álbum Seventh Son of a Seventh Son, EMI, 1988.
² São Gregório Magno, Moralia in Job, lib. XXXI, cap. 45, n. 87 (Patrologia Latina, vol. 76, col. 620-621).
Prólogo
Tem fogo que só acende,
quando junta três madeiras.- Provérbio árabe.
Durante séculos, mulheres e homens sempre tiveram o cuidado de não se expandir além da sua zona de conforto. Não cruzar certos limites que não saberiam que novo paradigma trariam para suas vidas. Chegou-se até a punir com a morte ao longo da história o simples fato de pensar em outra pessoa fora do relacionamento atual.
Mas é nos enganar pensar que nunca foi assim. Os pais da cultura, os gregos, já tinham suas festas de orgias e seus vínculos além do amor... Depois nos ensinaram a não explorar esses caminhos, a temer o terceiro pau, quando na fogueira da sua casa você já tem os clássicos dois. Insistiu-se em apagá-lo antes que a chama se torne grande demais, quente demais, impossível de conter. Mas quando o fogo do casal começa a baixar, quando as noites ficam mornas e o desejo adormece por costume, uma das formas de fazê-lo arder forte de novo, de esquentar até os ossos, é aproximar esse terceiro pau. E deixar pegar fogo...
Um casal jovem se desenvolve feliz em virtude do calor desses paus. A compõe, em primeiro lugar, Martín, de 30 anos e com uma presença que se sente antes de vê-lo. Seu cabelo castanho escuro, levemente ondulado e sempre um pouco rebelde, cai sobre a testa de uma forma que convida a afastá-lo com os dedos. O que mais prende, o que faz com que muitas mulheres fiquem olhando mais do que deveriam, são seus olhos: um marrom quente, profundo, quase chocolate líquido, com pintas douradas que brilham quando a luz os atinge e uma intensidade que parece ler pensamentos. Quando ele te olha, olha de verdade, como se naquele segundo não existisse mais ninguém no mundo.
Seu rosto é anguloso, mandíbula forte e barba de dois dias perfeitamente descuidada que realça uma pele pálida e macia. Ele tem 1,80m, ombros largos e cintura estreita; veste a camisa branca com as mangas arregaçadas até os cotovelos, deixando à mostra antebraços definidos e veias marcadas que se tensionam quando Pega em algo... ou em alguém. Sempre usa o primeiro botão desabotoado, deixando entrever a linha dos peitorais e um leve rastro de pelo escuro que some debaixo do tecido, o suficiente pra detonar a imaginação. As mãos dele são grandes, com dedos longos e fortes, unhas cuidadas; mãos que parecem saber exatamente onde tocar e com a pressão certa. Ele se move com uma segurança tranquila, quase felina, e quando sorri (aquele sorrisinho torto que não chega a ser arrogante, mas tá a um passo) aparece uma covinha na bochecha esquerda que desarma qualquer defesa sem ele dizer uma palavra.
Martín é gerente de projetos numa consultoria de tecnologia: terno impecável de dia, decisões rápidas e voz grave que enche as salas de reunião. Mas em casa, com a namorada Lucía, essa mesma voz fica rouca, essas mesmas mãos precisas ficam exigentes, e aquele olhar castanho que durante o dia controla cronogramas e projetos multimilionários, à noite só tem um objetivo: fazer ela perder o controle.
Lucía tem 25 anos e mede 1,55, mas a presença dela é tão avassaladora que ninguém repara na altura: é como se o corpo dela, compacto e cheio de curvas, fosse feito pra roubar olhares sem esforço. Ruiva natural, com um cobre intenso que cai em ondas longas e sedosas até o meio das costas, sempre meio bagunçado, convidando alguém a passar os dedos por ele. Os olhos dela são de um azul claro e penetrante, quase hipnótico, emoldurados por cílios longos que fazem sombra nas sardas que salpicam o nariz e as maçãs do rosto altas, dando um ar de inocência safada. Os lábios, carnudos e tentadores, sempre pintados de um rosa suave que parece pedir um beijo, se curvam em sorrisos que prometem mais do que dizem.
A figura dela é uma delícia pros sentidos: pele macia e pálida, com um toque de rubor natural nas bochechas que se espalha pelo pescoço esbelto e ombros delicados. Os peitos são divinos, firmes e generosos, com um formato arredondado que provoca por baixo qualquer tecido, coroados por mamilos rosados que se marcam sutilmente quando ela fica excitada ou sente frio. A cintura é fina, dá pra segurar com uma mão, descendo pra um quadril largo e umas pernas fortes mas curtas, tonificadas pelo mês que ela tá nadando no clube perto do novo apartamento em Palermo, onde finalmente se mudou com o Martín depois de cinco anos juntos. A bunda dela é redonda e tentadora, daquelas que pedem um carinho demorado, e o corpo inteiro exala uma sensualidade gostosa que faz tocar nela virar vício.
Quanto à personalidade, a Lucía é Capricórnio até o talo: organizada, prática e com uma determinação que deixa ela irresistível quando quer alguma coisa. Ela é boa e calorosa, com abraços que envolvem e palavras que confortam, mas não hesita em ser firme quando precisa, tipo quando defende os limites dela ou toma decisões rápidas no trampo. Freelancer como community manager, vive com o notebook por perto, tomando mate o tempo todo e andando descalça pelo apê, com uma playlist suave de fundo. É leal e protetora, mas guarda uns tabus que fazem ela corar: aberta nas conversas com as amigas, mas na hora de ideias como um ménage com o Martín, muda de assunto com uma desculpa sem graça. Mas essa mistura de disciplina e meiguice deixa ela imprevisível: planeja tudo, menos como a curiosidade sexual dela pode despertar do nada.
----------------------------------------
Eles se conheceram há cinco anos no aniversário de um amigo em comum.
Ele chegou tarde, ela ia embora cedo. Se trombaram na porta, derrubaram vinho tinto nos dois, riram e acabaram conversando até o amanhecer. Desde então, não se largaram mais. Agora, depois de idas e vindas, estão dando os primeiros passos pra formalizar: um apartamento novo. Foi aquele golpe de sorte inesperado. Três cômodos em Palermo, sacada corrida, assoalho de pinotea que range, janelas altas que dão pra um pátio interno cheio de árvores. Tinha ficado parado por meses porque o dono anterior morreu e os herdeiros queriam vender rápido. A responsável por supervisionar a reforma mínima e coordenar a mudança era uma decoradora de interiores, que o dono do prédio recomendou e que por enquanto organizou tudo com o Martín, embora ainda falte pagar o restante.------------------------------------------
Já faziam três semanas desde que levaram a última caixa pro PH de Palermo. Ainda cheirava a tinta fresca e papelão aberto. Era sexta-feira, chovia forte lá fora e nenhum dos dois tinha vontade de cozinhar, então pediram sushi e abriram a segunda garrafa de malbec que sobrou da festa de inauguração. Martín estava largado no sofá novo, com a camiseta levantada e a cabeça apoiada no encosto, olhando pro teto como se procurasse onde pendurar o lustre que ainda estava na caixa. Lucía, de short de algodão e uma camiseta velha dele, andava descalça com a taça na mão, dando voltas pela sala como se ainda não acreditasse que aquele espaço era dela.
Na televisão passava um filme qualquer; ninguém prestava atenção, exceto o Martín quando teve uma cena de sexo entre o casal e uma mulher. Ele ficou olhando até o fim da cena e depois se refugiou nos próprios pensamentos...
Lá pela meia-noite, a chuva virou torrencial e apagaram as luzes grandes. Ficaram só com o abajur que espalha uma luz quente e o reflexo dos relâmpagos de vez em quando, que iluminavam de repente o lar inteiro. O silêncio se encheu de veio e aquela eletricidade estranha que aparece quando duas pessoas estão juntas há cinco anos e de repente dividem até a escova de dentes. Nesse clima, o doce prazer anestesiado do álcool e a visão da namorada, Martín, meio brincando, meio sério, soltou:
— Sabe que nunca te contei que... antes de te conhecer, uma ex me propôs um ménage? E eu disse que não, porque... Sei lá. Parecia demais naquele momento... — confessou olhando pro teto, tentando lembrar.
Lucía ficou parada um segundo, sobrancelha levantada, a taça no meio do caminho até a boca. Olhou fixo pra ele, como faz quando está processando informação importante pra um cliente. Sentiu raiva brotar dentro dela, ciúme clássico que qualquer mulher pode ter diante dessa confissão, mas dessa vez veio um sentimento novo... Como uma cócega na barriga que fez ela repensar a atitude em frações de segundo. Uma imagem rápida, bem teórica e gostosa, passou pela cabeça dela e escapou dos lábios:
— E agora, o que você acharia? — perguntou ela, voz baixa, quase desafiadora.
Martín se sentou devagar. Se olharam. Não era a típica conversa de casal bêbado, e nunca tinham tocado nesse assunto; era a primeira vez que falavam sobre isso sem filtros. Lucía sentiu o calor do vinho subir pelo peito e se instalar entre as pernas.
— Sei lá... — disse ele. — Agora que estamos aqui, que tudo é novo... me dá curiosidade. Mas só se você também quisesse...
Lucía mordeu o lábio inferior (aquele gesto que Martín conhece de cor e que sempre desarma ele). Deu um gole longo no vinho até esvaziar a taça, deixando-a na mesa, e sentou-se montada em cima dele, devagar, como se estivesse medindo cada centímetro.
— E se a gente começar com algo menor? — sussurrou, roçando a orelha dele com os lábios. — Sem terceiros... ainda. Mas você e eu... fazendo coisas que nunca tivemos coragem.
Martín sentiu o coração bater na garganta. Ela, a mesma que ficava vermelha se ele brincasse com um ménage em Uma conversa entre amigos, agora ela tinha as bochechas coradas e os olhos brilhando de um jeito que ele não lembrava de ter visto antes.
Naquela noite não falaram de nomes, nem de apps, nem de mais ninguém. Só se beijaram com uma urgência diferente, como se tivessem acabado de se conhecer. Lúcia o levou pela mão até o quarto ainda sem terminar de montar, tirou a camiseta sem pressa e deixou que ele a olhasse enquanto tirava o short. Ficou só na calcinha fio dental preta de renda e parou na frente dele, pequenininha mas imponente.
— Quero que você me olhe como se fosse a primeira vez — disse ela, e a voz tremeu só um pouco. — E depois... a gente vê até onde vai.
Foi a primeira vez que Lúcia tomou a iniciativa de verdade. A primeira vez que disse "quero" sem pedir permissão. A mudança, o apartamento novo, a sensação de página em branco: tudo isso fez clique dentro dela. O tabu ainda estava lá, mas de repente não era mais uma parede: era uma porta entreaberta.
Naquela noite não teve ménage. Teve mãos novas, bocas que exploraram lugares que conheciam de cor mas como se fossem território virgem, e uma promessa sussurrada contra a pele: "Vamos brincar... mas devagar, até os dois quererem mais". Os corpos se entregaram um ao outro, tentando se fundir num novo ser. Os beijos abriram novos horizontes que ainda não tinham conquistado. Os gemidos alcançaram um tom vibrante com o forte roçar dos peitos dela contra o pau dele. A conexão carnal ficou selvagem e apaixonada, entregando os fluidos ao fogo do amor. E assim, entre caixas sem abrir e cheiro de chuva, Lúcia descobriu que o desejo dela também podia ser capricorniano: planejado, intenso e absolutamente imparável quando resolve avançar.
O fogo agora ardia de verdade, mas pra mantê-lo vivo era preciso alimentá-lo...
...com outra lenha.

I - Soberba O alarme do celular vibra em cima do criado-mudo, marcando 7 da manhã. Martín desliga com um tapa. Vira-se e beija as costas nuas de Lucía. Os cabelos alaranjados dela estão bagunçados no travesseiro, e as pálpebras ainda pesadas e fechadas cobrem seus lindos olhos cor de caramelo. Os lábios dela são uma tentação pra qualquer mortal. Mesmo que o pijama engane, ela tem um corpo divino: peitos doces, uma cintura bonita que realça uma curvatura esplêndida, que o lençol guarda com força diante da chegada do garanhão do Martín.
Mas esse desejo foi saciado horas antes... agora ela se mexe um pouco, murmura alguma coisa ainda dormindo, e se joga de novo nos sonhos gostosos. Num esforço colossal pra não ficar na cama com ela, Martín se levanta e se prepara, pegando uma cueca limpa na gaveta. Na porta, dá uma última olhada na morena dormindo. Anda e entra no banheiro, onde se refresca com a chuva do chuveiro, pensando em como vai ser o dia dele e nas várias obrigações que o esperam.
O apartamento é um amplo flat no sétimo G de um prédio clássico de Palermo, Buenos Aires, Argentina. Tem pé-direito alto, molduras restauradas e muita luz natural entrando pelas janelonas. Sala de estar e jantar integradas, misturando o velho portenho com toques modernos: sofá cinza novo, mesinha de centro de madeira escura, cozinha americana com ilha de granito preto. O quarto principal domina com uma cama king size de lençóis brancos e edredom cinza pérola; os criados-mudos têm abajures de tecido bege, e a parede em frente à cama está vazia, esperando o espelho de corpo inteiro que a Lucía sugeriu com um sorriso safado ("pra gente se ver... cê sabe"). Ainda tem caixas de mudança nos cantos, plantas nos cantos e quadros encostados sem pendurar; o lugar cheira a eles, a café e, principalmente, ainda dá pra sentir o cheiro de sexo da noite passada. Vestígios de uma noite de paixão espalhados pela sala: taça virada, sutiã vermelho no sofá, uma meia pendurada no ventilador. Martín, desviando desses obstáculos, sai do banheiro com a toalha na cintura, barba por fazer um pouco longa mas perfeitamente estilosa. Lucía, sentada perto da mesa esperando ele com o café da manhã, olha pra ele e morde o lábio.
— Cê tá um crime, viu? — Exclama ele, fazendo um gesto com a mão sobre um dos peitos.
— E você, prisão perpétua — Responde ela, agarrando ele pela cintura e mordendo o pescoço dele.
Uma risadinha escapa dela, e ela segura o instinto de querer repetir o exercício de casal que fizeram ontem à noite. Já vestindo o terno cinza escuro, camisa azul claro, gravata vinho, ele se despede da mina na porta, com o roupão dela quase aberto.
— Se comporta. — Diz ele, com os olhos na silhueta dos peitos dela, querendo que o roupão se abra.
— Nunca. — Responde ela, apertando a bunda dele antes de fechar a porta.
Uns passos depois, Martín entra no elevador. Dá de cara com Valéria, a vizinha do 7º B. 45 anos, divorciada, vestindo uma legging preta e top esportivo. Um físico bem Bom, dada a atividade constante que ela tem, peitos grandes e uma bunda que sempre chama atenção no prédio. Um beijo rápido entre os dois, e um escaneamento visual bem evidente da mulher no Martín. O perfume forte de limão o embriaga e dá uma sensação muito gostosa. A mulher percebe na hora e sorri.
- Bom dia, gato. - Ela o cumprimenta arrumando o cabelo.
- Bom dia, Vale. De novo cedo pro estúdio?
- Hoje a gente faz yoga às 8:30... vou fazer meio Palermo suar - ela pisca. - Um dia você vem, hein? - Ela toca ele com o dedo indicador no peito.
- Quando você me der aula particular. - Brinca Martín.
- Pode considerar feito. Traz sua namorada também... ou não... - Ela diz, e a porta do elevador abre no estacionamento.
Ela se despede dele com um beijo no ar, e Martín fica olhando ela se afastar... Como a bunda dela balança de um lado pro outro... Fica como hipnotizado. A buzina de outro carro o traz de volta ao mundo real. Ele entra no carro e vai pro trabalho.
-----------------------------------------------
Hoje a Lucia tá de folga, já que programou com sucesso uma leva de posts nas redes sociais, e os contratantes ficaram fascinados. Então ela arruma e limpa a casa com música pop de fundo. Quando termina, dá uma olhada no Instagram enquanto descansa. No começo, não tem nada de estranho no algoritmo dela, até que de repente começam a aparecer mulheres de lingerie... Mas não os reels clássicos de catálogo de roupa (que ela mesma edita e posta pras empresas às vezes), e sim vídeos e fotos mais eróticos. Longe de tirar, ela fica assistindo. Começa a excitar ela... Não era a primeira vez que essas coisas apareciam no algoritmo dela, mas hoje ela se sente "curiosa".
De tanto ver, nota como a calcinha dela fica molhada, e embora não tenha esses desejos com frequência, ela não resiste e põe um vídeo pornô na internet. Clica no primeiro que aparece: um casal transando no vestiário de uma academia. O O cara tem um pauzão e a mulher é toda siliconada, com dois peitões impressionantes que balançam pra todo lado enquanto ele mete nela. No começo, ela até acha graça da putaria exagerada, mas se entrega. A mão da Lúcia desce por dentro da calcinha e ela se toca com tesão. O vídeo rola e o casal é pego por gente que entra no vestiário, mas não se assustam e o casal não para... Pelo contrário, continuam e fazem um show sexual pra quem tá ali. Os olhos da Lúcia já tão marejados de tanto gozar, mas quando os espectadores do vestiário começam a se aproximar da mulher e vira uma suruba, Lúcia se assusta e tira tudo. Fica sentada no sofá, toda suada e molhada, sente o fogo nas bochechas. Vai pro banheiro e, enquanto toma banho, organiza na mente tudo que viveu.
Sai finalmente do chuveiro e, enquanto seca o cabelo com a toalha, se olha no espelho pensando... "O que eu sentiria sendo vista por outra pessoa...?" Martín vem na cabeça dela e o tesão aumenta, então ela decide fazer algo...
--------------------------------------------------
Um dia quente no Escritório da Prometeo S.A., 18º andar do Venus Palace, coração comercial de Buenos Aires. Martín já deixando o carro no estacionamento da empresa, entra no trabalho. O chefe, Roberto López (55 anos, cabelo grisalho, relógio pesado, casado com a Cláudia, a loira siliconada de 50 que todo mundo segue no Instagram), intercepta ele no corredor.
-Martín, ídolo! Como é que tá aquela campanha do banco?- Fala enquanto dá um gole no café.
-Tudo pronto pras 11, chefe.
-Perfeito. Passa depois no meu escritório pra gente detalhar tudo. Ah! E fala pra Cláudia parar de me encher o saco... Desde o último jantar em casa, ela diz que quer você de volta. Então você tem que vir, ela te viu uma vez e já tá com saudade...- Solta uma risadinha safada e depois sai pra dentro do escritório.
Martín era um Dos poucos funcionários que tinham visitado a casa do Roberto, e o único que ainda estava na empresa. O último jantar rolou num clima de falar sobre o cargo atual do Martín, e teve um cruzamento de olhares interessante com a Claudia... Embora ele tenha achado estranho, não atribuiu a nada especial, só achou que era "carisma" mesmo. Isso foi no ano passado, na época dos acontecimentos.
O escritório tem uma mistura gostosa entre experiência e aprendizado, mas o time jovem se destaca: Os caras legais que sempre chamam ele pra after e ele recusa porque prefere voltar pra Lucía. Muitas minas jovens e gostosas na contabilidade e logística; e a experiência são os advogados, três velhos amarguados... Mas fazem milagre quando dá problema.
Mas quem se destaca mesmo é a morena, a nova diretora de arte. Ela tem uma presença do caralho. Saias curtas, top com blazer que sempre marca os peitos, olhos azuis e cabelo violeta com franja. Uma mulher de uns 40 anos, que nunca teve um parceiro conhecido, e todo mundo achava que era lésbica. Mas todo mundo no escritório fica babando nas pernas da morena.
Perto do meio-dia, Martín já definindo uns projetos e tal, sente e vê uma notificação no celular. Ao desbloquear, vê uma mensagem da Lucia:
"Tô com saudade... Queria que você estivesse aqui no chuveiro ❤️". E uma foto anexada que deixa ele sem palavras. Uma foto dela, na frente do espelho do banheiro embaçado, acabando de sair do chuveiro e só de fio dental vermelho.
Uma pressão forte no pau não demora a aparecer. Ele fica igual um bicho no cio. Martín responde de baixo da mesa:"Hoje à noite você vai pagar, safada🔥."
Numa troca rápida de mensagens, Martín recupera a energia perdida depois da larica. O tempo passa e ele completa as tarefas do dia. Bem na hora de se preparar pra ir pra casa, vê que caiu um e-mail no correio pessoal. Vê que é da Gisela, a responsável pela reforma do apartamento e decoradora de interiores, com quem vinha negociando graças à recomendação do dono do prédio. Abre a caixa de entrada e lê o e-mail:
Gisela
Assunto: acerto do resto + espelho
"Oi Martín, tudo bem??
Só pra avisar que consigo passar numa sexta às 18h, mais ou menos, pra receber a parte em dinheiro que a gente combinou e te entregar o espelho de corpo inteiro que falta (o do quarto), porque tô cheia de trampo e com uns problemas pessoais...
Se a Lucía estiver aí, melhor, assim conheço ela pessoalmente e vejo quem é a que te tira o fôlego 😉
Com certeza ela vai amar o espelho, escolhi o melhor pra vocês.
Me avisa se der, eu tô livre essa tarde.
PS: te passo meu zap... se preferir falar por lá, não costumo dar porque é pessoal, mas você me caiu bem 😉.
+ 54 9 11 7***-7***
Beijos, G."
Martín lembra da voz sedutora da Gisela, do perfume forte, de como ela é gostosa e das tetas enormes que ela tem, porque além do tamanho, tem uma tatuagem de cobra no meio delas... Impossível não olhar pros peitos dela. Profissionalismo puro... por enquanto. É difícil descrever, mas é uma pessoa que ofusca, tanto fisicamente quanto pela personalidade — ou você ama ou odeia... Ele responde o e-mail positivamente, dizendo que não tinha problema e que esperava por ela na sexta. E finalmente salva no celular como "Gisela 🐍".
Martín
Oi Gise, sou o Martín, acabei de ver teu e-mail. Sem problema, me agenda e me fala quando for melhor pra você. confortável. Um beijão 😉
Incrível mas verdade, a resposta chegou como um raio, e deu pra ver a foto de perfil do celular da Gisela, que era bem tentadora.
Gisela 🐍 Olá Martín! Muito obrigada! Te aviso assim que puder, cedo nesse dia. Um abraço gigante pra você também 😘
Seguido ele vai pra casa dela. Ao subir no carro, vê a bolsa de natação da Lucía, e com o tesão que ele tava hoje depois de ver a fotinha dela de thong, não resiste à tentação de dar uma olhada no maiô dela. Puxa, observa e guarda de novo. Esperava aquele maiô preto clássico, bem discreto, que compraram juntos quando ela começou a nadar, mas não... Era um maiô novo que ele nunca tinha visto, vermelho, com um fio bem fininho na bunda e a parte dos peitos transparente. "A Lucía tá muito safada ultimamente..." Ele sorri e liga o carro.
-------------------------------------
Na garagem do prédio, no subsolo, Martín encontra Filemón, o dono do edifício. Um homem grandalhão, uns 70 anos ou mais, cabelo grisalho curto e uma barba igualmente branca e impecável. Veste um suéter verde jade e uma calça jeans com sapatos pretos. Ele se aproxima de Martín e pergunta como vão as coisas, já que eles são teoricamente os moradores mais novos ali.
— Como é que cê tá, querido? Como é que tá ficando o apartamento? — pergunta, coçando a barba.
— Tudo bem, muito obrigado, Filemón. Tá ficando divino, tudo graças à moça que a gente recomendou. — Ele se refere à decoradora de interiores morena.
— É, a Gisela tem um jeito particular de trabalhar, mas não tem dúvida que é uma expert no que faz. Tenho vários inquilinos que tão super satisfeitos com ela. Fico feliz que ela tá fazendo um bom trabalho. E sua namorada? Também tá contente? O que ela acha da Gisela?
— Pode ficar tranquilo, que tá tudo impecável... Faltam alguns detalhes, mas já tá quase pronto. Sim, a Lucía tá super feliz. Mais do que isso, desde que a gente se mudou pra cá, ela se renovou por completo... — Martín morde o lábio pra não falar demais... Principalmente sobre a parte sexual.
Filemón sorri e se aproxima mais. Quase como se quisesse que ninguém perto ouvisse. Olha fixamente pra ele e murmura, colocando a mão no ombro de Martín: ombro.
—Tens todo o PH à tua disposição, até se precisar de algo mais, pode me avisar... Mas, foda-se, um conselho pra você, sendo novo: tem uns frutos que é melhor não provar...
—Não tô entendendo, Filemom... — diz Martin, confuso.
—A curiosidade matou a puta, querido. E aqui tem muita curiosidade na área... Melhor não estragar o que você já tem, a menos que saiba que tem jogo pra brincar. — Ele fala sorrindo e indo pro carro.
—Tchau, querido. Abraços pra sua namorada. Se cuidem. — Com uma mão levantada, ligando o carro.
Martin ficou pensando no que o homem tinha dito. "A curiosidade"... Ainda sem saber do que se tratava, começa a andar e sobe pelo elevador.
---------------------------------------
Já é tarde da noite, Martin entra no PH. O lugar tá na penumbra, só a luz quente dos abajures (escolha brilhante da Gisela) deixa ver alguma coisa na casa. Toca "Wicked Game" baixinho. Uma figura feminina aparece na moldura do quarto, de vestido preto curto, descalça, com uma taça de vinho na mão. Ela olha pra ele com tesão e fala:
—Então... Vou receber ou não? — Ela dá um gole no vinho.
Eles se devoram na porta, um beijo urgente e profundo que tem gosto de vinho e desejo acumulado durante o dia. Lucía deixa o copo vazio cair no chão com um tilintar surdo, as mãos sobem para o pescoço de Martín, enroscando-se no cabelo castanho dele, puxando de leve pra trazê-lo mais pra perto. Ele a pressiona contra a parede, os corpos se encaixando como peças de um quebra-cabeça esquecido. Com uma mão, Martín desliza os dedos pela borda do vestido preto curto, subindo devagar no começo, só pra descobrir a surpresa: nada por baixo. A pele nua dela, quente e macia, exposta ao ar fresco da noite.—Caralho, Lu... sem nada? Você vai me matar.— Ele murmura contra os lábios dela, a voz rouca e carregada de tesão, enquanto a mão explora a curva do quadril dela, descendo até roçar a parte interna das coxas.
Ela sorri no meio do beijo, mordiscando o lábio inferior dele.
—Queria que fosse fácil pra você... pra gente.— Responde com um sussurro brincalhão, o hálito quente contra a boca dele.
Martín não consegue esperar mais; levanta ela no colo com facilidade, as pernas dela enrolando na cintura dele, e a leva pelo corredor até o quarto, tropeçando de leve numa caixa de mudança esquecida no caminho. Lucía ri baixinho, mas o riso vira um gemido quando ele a joga na cama king, o colchão afundando sob o peso dela. O vestido sobe de vez, deixando o corpo dela exposto, vulnerável e perfeito sob a luz fraca do abajur da mesa.
Sem conseguir se segurar mais, Martín se ajoelha entre as pernas dela, beijando a barriga, descendo com uma lentidão torturante até chegar no meio dela. Ele chupa a buceta dela com devoção, a língua explorando cada dobra, saboreando a umidade que aumenta. Lucía arqueia as costas, um suspiro escapando dos lábios carnudos dela.
—Martín... isso, aí...— Geme, as mãos voando pro encosto da cama, se agarrando com força como se tivesse medo de cair.
Os gemidos sobem de intensidade, um crescendo que enche o quarto. misturado com o som distante de "Wicked Game" ainda tocando baixinho na sala. Ele intensifica o ritmo, chupando de leve, as mãos segurando os quadris dela pra mantê-la quieta enquanto ela se contorce de prazer. Lucía sente o calor se acumulando dentro dela, as pernas tremendo.
— Não para... por favor. — Ela implora entre gemidos, uma mão descendo pra se enroscar no cabelo dele, guiando.
Martín levanta o olhar por um instante, os olhos intensos encontrando os caramelados dela, e isso só a excita mais. Ele se despe rápido, jogando a camisa no chão, a calça seguindo o mesmo caminho, revelando a ereção toda. Sem avisar, mete de uma vez, enterrando nela com um grunhido de animal. Lucía geme alto, as unhas cravando nas costas dele, deixando marcas vermelhas que ardem na pele.
— Isso, assim meu amor... não para... mais, mais! — Ela grita, a voz falhando de prazer, o corpo arqueando pra receber ele mais fundo.
A fera animal em Martín assume o controle; ele bate com um ritmo frenético, os quadris colidindo nos dela num vai e vem desesperado. O suor perola os corpos, o ar carregado com os cheiros misturados. Lucía envolve as pernas em volta dele, cravando os calcanhares nas costas, os gemidos virando gritos abafados.
— Tô sentindo tanto... você vai me quebrar. — Ela ofega, mas com um sorriso no canto da boca que convida ele a continuar.
Ele responde com um beijo feroz, mordendo o pescoço dela, as mãos explorando os peitos por baixo do vestido amassado. O clímax chega rápido, feito uma tempestade; Martín sente o pulso dela apertando ele, e com uma última estocada, tira o pau e goza sobre o corpo nu dela, jatos quentes aterrissando na barriga e nos peitos. Lucía se entrega na mesma hora, o orgasmo sacudindo ela inteira, um grito final que se dissolve num suspiro trêmulo.
Os dois acabam em menos de dez minutos, como se passassem semanas sem se tocar. Como se fossem dois adolescentes. Novamente, descobrindo o prazer como se fosse a primeira vez. Eles se limpam com lenços umedecidos do banheiro suíte, rindo entre suspiros, e se jogam na cama. Pelados, suados, abraçados. Lúcia desenha círculos no peito dele com a unha, a cabeça apoiada no ombro dele, enquanto a respiração dos dois volta ao normal devagar. Com um sorrisinho, provocada por lembrar de algo e juntando coragem pra confessar, ela diz:
— Sabe no que eu pensei hoje no banho? — Ela sussurra, ainda olhando pro peito dele.
Martín, que ainda olhava pro teto com os olhos quase fechados, ainda anestesiado pelo prazer, vira a cabeça na direção dela.
— Me conta... — Ele fala, bem curioso.
— Que seria legal se alguém... Bom... Como é que eu falo?... Se alguém nos visse... Assim... Pelados ou transando... — Ela confessa sem olhar nos olhos dele, envergonhada e ficando vermelha.
Martín fica parado. Os olhos dele se abrem completamente agora e ele olha pra ela, vermelha depois do que disse e toda suada. Ele não esperava que Lúcia fosse falar aquilo, mas também não desgostou. Mas o germe da curiosidade já começou a criar raiz dentro dele.
— Epa... E de onde é que você tirou isso? — Intrigado com o que ouve.
— Sei lá... talvez um pouco de tesão proibido me dá... quem sabe já bateu aquele maldito Malbec que seu pai deu pra gente hahaha... — Responde ela, que já olha fixo pra ele.
Martín olha pra ela, sorri de leve. Ele foi pego totalmente de surpresa pelo que a parceira disse. No entanto, tem algo que chama ele por dentro, um desejo de ver o que acontece. Ele imagina rapidamente algumas cenas proibidas até aquele momento pra ele, lembra da primeira noite, comendo sushi e bebendo vinho... Uma noite de confissões que tinham ficado enterradas, mas agora ressurgem do esquecimento... Ele lembra e sorri.
— Mmm... pode ser... embora bêbado não mente... — Ele sussurra bem baixinho.
— É verdade... Mas fazer o quê, é meu fetiche... Que vejam... e eu ver também... — Ela termina acrescentando.
Silêncio denso, mas gostoso. Os dois sentem o sangue descendo de novo. Lúcia morde o lábio, se Se aninha de novo. Martín fica encarando o teto enquanto os minutos passam. Ela já dormindo no braço dele, e ele com a cabeça em outro lugar... Imagina várias situações, algumas que nem tinha pensado antes de estar com Lucía. Bem naquele momento, ele percebe uma coisa... "A curiosidade"... Era o que Filemón tinha avisado. Mas é impossível, né... A menos que no prédio já tenham rolado "coisas"... Por ora, ele não dá mais importância e finalmente pega no sono junto com sua amada.
Ninguém pode negar que o fogo continua queimando nesse casal... Por enquanto, como dois gravetos. Mas já dá pra sentir uma brisa fresca que anuncia que vai chegar mais um graveto pra formar a fogueira do desejo perfeito. Porque é de arrogante não saber reconhecer um conselho...Continua no Capítulo 2
0 comentários - 3 Corpos, 7 Pecados - Intro + Capítulo I