Milena Gostosa

Total liberdade pra comentar o que quiserem

Espero que sejam do agrado de vocês.


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MILENA
 
Tem quem pense que o mundo da moda é glamour, luzes, alta-costura e corpos perfeitos. E não estão totalmente errados, embora não façam ideia da metade. Por trás de cada passarela, por trás de cada sorriso fingido e de cada pose ensaiada, existe um mundo sórdido que poucos têm coragem de encarar de frente. Eu não só encaro. Eu domino.
Meu nome é Jorge López Azcuénaga. Quarenta e seis anos, cabelos grisalhos nas têmporas, ternos italianos sob medida, e um sobrenome que ainda pesa em certos círculos. Tô há mais de vinte anos nessa indústria, e já vi de tudo. Mentiras, ambição, quedas estrondosas, subidas meteóricas e, acima de tudo, carne fresca. Essa é a verdadeira moeda de troca aqui. Corpos jovens, inexperientes, loucos pra agradar. Pra serem escolhidos. Pra vencer.
Tenho minha própria agência, "AZ Models", que botei o nome. Soa chique, elegante, internacional. Atrai as novinhas igual mel atrai mosca. Chegam de todo canto. Umas com book, outras com fotos tiradas por ex-namorado. Iludidas. Todas falam a mesma coisa: "Tô disposta a tudo por uma oportunidade". Coitadas... não sabem o quanto essa frase pode ser literal comigo.
Sou um porco? Claro. Manipulador, abusivo? Pode ser. Mas nunca menti pra elas. Não obrigo ninguém. Elas vêm sozinhas, com o desespero estampado nos olhos. Eu só abro a porta... e a braguilha.
Perdi a conta há anos. Nem sei quantas foram. Umas não duraram mais que uma noite, outras ficaram o bastante pra estampar capa de revista ou campanha de lingerie. Mas todas passaram pela mesma coisa. Por mim. Eu sou o filtro, o preço, a prova. E se não passarem… tem milhares esperando na fila.
Meu escritório fica no coração de Palermo Soho. Um andar inteiro com vista pro parque, carpete cinza pérola, poltronas de couro preto e uma mesinha onde os contratos são assinados, ou onde os joelhos se apoiam. Tudo foi pensado pra seduzir. Pra impor. Pra lembrar que esse ainda não é o mundo delas.
 
Era uma terça-feira como qualquer outra, lá fora tava chovendo, e o barulho das gotas batendo nos vidrões da agência dava um clima de filme europeu. As minas iam e vinham pela recepção, nervosas, todas maquiadas, tentando agradar. Eu tava no meu escritório, folheando uns books sem muito interesse, até que uma das minhas assistentes bateu na porta com aquele sorriso falso de sempre.
—Jorge… chegou uma novinha. Diz que veio recomendada por um fotógrafo de Córdoba. Vai dar uma olhada nela?
Levantei o olhar por puro tédio. Vi ela. E aí o tédio foi pro caralho. Alta, magra, traços finos, boca carnuda, olhos grandes com aquele brilho misturado de medo e empolgação que eu tanto gosto. Ela se chamava Milena. Ou era o que dizia.
—Faz ela entrar —falei, baixando o tom.
Entrou tímida, com um vestido justinho e o cabelo preso. Nessa altura já sabia o roteiro de cor.
—Senta, Milena. Então você quer trabalhar comigo…
Ela concordou com a cabeça. Típico. Batemos um papo. Perguntei sobre as "aspirações" dela, sobre a "trajetória". Conversa fiada. Eu já tava de olho em outras coisas. Como ela cruzava as pernas, como mordia o lábio enquanto falava. Gestos que não eram conscientes… ou talvez fossem.
Levantei, tranquei a porta, como sempre.
—Vamos falar na lata —falei pra ela, como faço com todas—. As fotos, as passarelas, tudo isso vem depois. Primeiro, preciso ver se você tem o que é preciso.
Ela me olhou com aquela mistura de confusão e resignação que eu já tinha visto mil vezes. Mesmo assim, aceitou. De má vontade, claro, mas aceitou. Ela baixou as alças do vestido e deixou cair a parte de cima. Os peitos dela eram firmes, gostosos, provocantes. Eu sorri.
—Beleza. Muito bem. Agora —falei, sem rodeios—, tira a parte de baixo.
Aí ficou tensa. Hesitou. Olhou pro chão. Engoliu seco.
—É necessário…? —perguntou com a voz trêmula.
—Sempre é assim —falei sem hesitar—. Se quer crescer aqui, sabe como é o jogo. Não vem com moralismo agora, nessa altura do campeonato.
Ela ficou parada por alguns segundos. Respirou fundo. E fez. Devagar, sem jeito, abaixou o vestido e a calcinha fio-dental branca que usava por baixo. E ali… o tempo parou.
Eu vi. Não, não foi imaginação. Eu vi. Pendurado, depilado, lisinho. Um pau. E grande, ainda por cima. Ela —será que era ela?— me olhou com os olhos cheios de uma mistura inexplicável de vergonha, desafio e tristeza. E eu fiquei paralisado pela primeira vez em anos.
Não soube o que dizer. Nunca me aconteceu. Jamais.
E aí estava ela. Milena, ou quem quer que fosse, pelada, me esperando. Esperando pra ver o que eu ia fazer agora.
—Mas que porra é essa?



Milena Gostosa


Foi a única coisa que consegui falar. Levantei do sofá de repente, como se tivessem jogado um balde de água fria em mim. Milena — ou como quer que se chamasse de verdade — deu um passo pra trás, instintivamente se cobrindo com as mãos, embora já não tivesse muito o que esconder. A cena era absurda, surrealista. Eu, com a calça meio aberta, ela completamente nua, com aquele pau balançando, sem saber o que fazer.
—Vista! —cuspi, com uma raiva que eu nem sabia bem de onde vinha—. Vista e vaza daqui! Cê acha que isso aqui é um circo?! Que pode vir brincar comigo como se nada fosse?!
Ela não me respondeu. Nem uma palavra. Só baixou a cabeça, pegou o vestido, vestiu sem olhar pra mim, e saiu sem fazer barulho. A porta fechou atrás dela e o silêncio que ficou me pareceu brutal. Fiquei uns minutos ali, parado, mastigando raiva, desconforto, uma parada que eu não queria nem nomear. Não era só rejeição. Era outra coisa. Uma mistura de surpresa com… curiosidade? Me odiei um pouco por causa disso.
Os dias passaram. E como tudo nesse ramo, a vida seguiu. Vieram mais minas, mais testes, mais corpos se oferecendo com sorrisos vazios. Mas algo em mim tava diferente. Eu não falava, não mostrava, mas me pegava pensando naquela cena mais do que devia. Milena. A cara dela. O tremor dela. A coragem dela.
Nunca nenhuma tinha me desmontado desse jeito. Nem uma.
Tentei esquecer ela. Me forcei a me afundar em mais corpos, mais gemidos falsos, mais promessas quebradas. Mas não adiantava. Milena tinha se enfiado em algum canto podre do meu cérebro. Então fiz o que sempre faço quando preciso de algo: mexi meus pauzinhos. Pedi pra minha secretária a agenda com as visitas daquela semana, sem dar explicações, tudo era registrado e não foi difícil conseguir a informação que eu tava procurando.
E eu não me interessava por ninguém. Até agora.
Não sou homem de pedir desculpas. Não sai de mim. Não tô nem aí. Mas com a Milena… uma parada diferente queimava por dentro. Não era culpa, era outra coisa. Um espinho cravado que não me deixava dormir sossegado. Então, contra tudo que eu sou, peguei o telefone e mandei uma mensagem me apresentando.
Milena, fui um idiota. Errei feio. Se puder, volta pra agência. Prometo respeito. Só quero conversar.
Não respondeu. Óbvio. A maioria faria isso… mas ela não. Passaram-se horas. No dia seguinte, tentei de novo.
Olha… ninguém nunca me deixou assim. Você não é igual às outras. Isso você já sabe. Deixa eu te ver, mesmo que seja só pra conversar. Não tem segundas intenções.
Menti, claro. Mentira sempre tem. Mas também era verdade que nunca tinha me sentido tão desarmado.
Dessa vez ela respondeu.
Não tenho nada pra conversar com você. Não me interessa o seu mundo nem as suas regras. Aquela parada da agência foi humilhante.
Direta. Fria. Cortante. Me deixou mais excitado do que deveria.
Então não vamos falar da agência. Me diz onde posso ir te ver. Sério. Só quero te pedir desculpas pessoalmente.
Demorou um tempão. Talvez estivesse pensando, duvidando, ou só brincando comigo. Não importa. O que importa é que no fim, uma mensagem chegou pra mim:
Moro num quitinete em San Cristóbal. Humberto Primo, 1736, terceiro andar, apê E. Vem amanhã às sete. Só uma vez. Depois disso, você vaza.
Sorri. Não dava pra evitar. Ela me odiava. Me desprezava. Mas ia me deixar entrar.
E isso… isso era mais do que qualquer outra tinha feito.
Não sabia bem por que estava indo. Não era desejo, não era arrependimento. Era algo mais viscoso, mais escuro. Uma mistura de curiosidade, desconforto e aquela leve vertigem que a gente sente quando se debruça na beira de algo desconhecido. O endereço ficou martelando na minha cabeça o dia inteiro: Humberto Primo, 1736. San Cristóbal. Não era uma área que eu frequentasse. Me vesti casual, sem o terno de tubarão que usava na agência. Queria parecer menos… eu mesmo. Embora não conseguisse evitar isso completamente.
Subi até o terceiro andar pela escada. O prédio era velho, com cheiro de mofo, mas limpo. Na frente da porta 3E, respirei fundo. Bati. Um segundo. Dois. Três. E ela se abriu.
A que apareceu não era a Milena. Era outra.
—Você é o Jorge? —perguntou, com uma voz anasalada, jovem, mas calejada pela rua.
Assenti, confuso. Ela sorriu com sarcasmo e se afastou pra me deixar passar.
O lugar era pequeno, quase um kitnet dividido por uma cortina e um sofá todo caindo aos pedaços. Mas o que mais me impactou foi a cena em si.
Milena estava ali, de pé, com uma taça de vinho na mão, me observando como se eu fosse uma criatura curiosa. Ela usava um conjunto de renda preta, aberto, transparente, sem sutiã, com uma cinta-liga que destacava a tensão das coxas dela. Apesar do corpo esbelto e daquela feminilidade refinada, o volume entre as pernas dela era impossível de ignorar.
E junto com ela, sua parceira.
O nome dela era Lara, me falou sem eu perguntar. Cabelo ruivo artificial, curto, bagunçado como se tivesse acabado de descer de uma moto. O corpo mais encorpado que o da Milena, mais voluptuoso. Peitão grande, piercings nos bicos que apareciam por baixo da blusa de rede que não escondia nada. Um shortinho minúsculo que cortava a cintura dela como uma navalha. Salto alto, lábios pintados de um vermelho vulgar. E aquela atitude de desafio no olhar.
As duas estavam vestidas como putas de catálogo barato. E sabiam disso.
—A gente te atrapalhou, Jorge? — perguntou Milena, erguendo uma sobrancelha.
Fiquei mudo. Por dentro, uma tempestade. Não era o dono do jogo dessa vez. E elas sabiam disso.
—Não esperava… isso — falei por fim.
—O que você esperava? Uma cena triste? Que eu estivesse chorando pelo jeito que me tratou? — disse Milena, tomando um gole.
—Uma segunda chance pra usar ela? — acrescentou Lara, sentando-se com as pernas abertas, sem nenhum pudor.
Me senti observado. Julgado. Expulso do meu próprio terreno. E o pior: excitado. Como se tudo isso, essa falta de controle, essa ambiguidade, mexesse com algo sujo e real lá no fundo.
Não falei mais nada. Elas esperavam. Sabiam que o próximo passo era meu.
Olhei pra elas com aquela careta que sempre funcionava comigo. O sorriso de canto, o jeito metido, como se já soubesse o que ia rolar. Caminhei uns passos dentro do apartamento, dominando o espaço com o corpo, igual fazia na minha agência.
—Tá bom —falei, com voz baixa, impostada, aquela que uso quando quero fazer alguém se sentir pequeno—. Já entendi. Mereço isso. Vim pedir desculpas, e me deparo com um showzinho.
Me virei pra Milena, bem nos olhos dela.
—Mas você e eu sabemos que não precisa de ninguém pra te defender —completei, tentando quebrar a aliança entre elas—. Sabe o quanto você vale. E também sabe que o mundo lá fora não perdoa.
Lara soltou uma gargalhada seca do sofá. Milena imitou com um gesto mais sutil, só uma curva irônica nos lábios. Não falei nada, mas aquele sorriso feriu meu orgulho. Comecei a sentir.



cu rachado


—Você não veio se desculpar —disse Milena, cruzando os braços debaixo dos peitos firmes dela—. Você veio porque não consegue me tirar da cabeça.
Engoli a saliva. Me incomodava a certeza com que ele falava. Como se tivesse lido minha mente.
—Não seja ridícula.
—Ridícula? —Lara saltou—. Quer que eu te mostre as mensagens que você mandou pra ela? Implorando, praticamente gemendo pra vê-la.
A tensão no ar aumentava. Eu, que sempre ditei as regras, agora era o que estava sendo dissecado. Cada gesto meu parecia antecipado, cada palavra, previsível.
— Vocês não estão entendendo — falei, andando de novo, tentando me impor com o corpo, como se isso ainda funcionasse. — Eu abri uma porta pra vocês, ofereci uma oportunidade. E você, Milena, jogou tudo pela janela.
—E agora você tá aqui… por quê? —ela me interrompeu—. Pra me dar mais uma? Ou pra pedir a sua?
O silêncio foi uma marreta. Me senti pelado, mesmo estando vestido.
E aí caiu a ficha: eu não tinha o poder.
Não naquele apartamento, não com aqueles dois olhares fixos em mim. Senti um frio na boca do estômago. Não era medo de que fizessem algo comigo. Era outro medo. O de não ser eu mesma. O de estar no lugar de tantas minas que já passaram pelo meu estúdio, na frente da minha mesa, com a roupa meio pra fora e a dignidade pendurada.
—Quer algo pra beber, Jorge? —perguntou Lara, com uma voz tão doce quanto sarcástica—. Cê tá pálido.
Sentei. Pela primeira vez, sem ninguém mandar.
E elas... continuavam de pé. Minhas pernas tremiam e eu odiava isso. Odiava não ter certeza, não ter o controle. Mas tinha algo intoxicante nisso. Milena se aproximou devagar, como uma pantera medindo sua presa, e sentou no braço da poltrona, tão perto que eu podia sentir seu perfume doce e cortante, como uma ameaça disfarçada de carinho.
— Sentou sozinho —disse, e os dedos deslizaram pelo meu pescoço—. Nunca vi um macho alfa se entregar tão fácil.
Lara se levantou. Caminhou até o centro do quarto com aquela arrogância quase masculina nos movimentos. Quando parou na minha frente, enfiou os polegares na cintura do short minúsculo que mal cobria a buceta dela.
—Queria ver carne, né? —perguntou com um sorriso torto.
Ela fez devagar. Baixou o short com aquela teatralidade que só quem sabe que domina a cena tem. Primeiro apareceu a base, grossa, depilada, a pele tensa. Depois, centímetro por centímetro, aquele pau monstruoso emergiu como um animal liberado. Pesado, marcado por veias, pulsando. Impossível de ignorar. Não tinha nada de feminino naquilo. Era poder puro.
Faltou o ar. Meu coração batia nas têmporas.
Milena não ficou atrás. Ela puxou a tanga de renda pra baixo num movimento só, quase com orgulho. O dela era igualmente intimidador. Comprido, liso, perfeito, e tão ereto que apontava direto pra minha cara.
—Olha como você nos deixou —murmurou—. Vai se fazer de desentendido agora?
Não conseguia nem falar. Meu corpo inteiro tava em conflito. O Jorge de sempre gritava por dentro, me xingando, querendo sair correndo. Mas o outro… aquele que tinha acordado quando a Milena tirou a roupa naquela vez no escritório… esse, queria saber.
—Nunca viu algo assim de perto, né? —Lara segurou meu queixo com uma mão firme, me forçando a olhar pra ela—. Você tinha o poder. Agora vai ver como é ser o brinquedo.
Engoli meu orgulho. Meus joelhos tremeram ainda mais.
Milena se ajoelhou na minha frente, com um sorriso perverso.
—Relaxa, Jorge —sussurrou—. A única coisa que pedimos… é que você abra bem a boca.
Não tive tempo de pensar. Nem de reagir. Nem sequer de reclamar.
Lara foi a mais rápida. Abriu minhas pernas como se eu fosse um boneco de pano. Nem sequer me perguntou. Só se ajoelhou entre elas e, com uma agilidade perturbadora, abriu o zíper da minha calça e puxou minha rola pra fora com uma naturalidade que não me deixou escolha. Tava meio dura, não por tesão, mas pela bagunça mental que me dominava.
Senti a boca quente dela me engolindo sem cerimônia, fundo, molhado, faminto. Me arrepiei. Nunca tinha sentido uma chupada assim, tão safada, tão experiente. Me agarrei na borda do sofá, tremendo, confuso. Queria parar, mas algo em mim se entregava sem lutar.
E aí, Milena se levantou, pegou o pau duro dela com uma mão, segurou minha cabeça com a outra... e sem avisar, enfiou ele na minha boca.
Me afoguei, não de nojo, de choque.
O pau dele era grande, duro igual uma barra de ferro, quente pra caralho. Encheu minha boca na hora, empurrando até o fundo com uma determinação que não deixava dúvida: eu era o objeto agora.
Não sabia o que fazer com a língua, nem com a respiração. Só sentia o peso daquele pau entre meus lábios, minha gengiva tensa, minha garganta resistindo inutilmente. Meus olhos se encheram de lágrimas.
E a Milena deu uma risada.
—O que foi, Jorge? Não era isso que você fazia todas as suas modelos sentirem?
Lara continuava me chupando com uma precisão cirúrgica, mexendo a língua como se quisesse me esvaziar por completo. E eu… eu era um pêndulo preso entre duas realidades que me partiam em mil pedaços.
Uma parte de mim queria dar o fora.
A outra… não parava de endurecer.
Milena começou a se mexer. Ia e vinha dentro da minha boca como se fizesse isso há anos. Me segurava pelo cabelo, guiando minha cabeça, me usando. Lara parou por um instante só pra me olhar.
—Que lindo você fica assim —sussurrou—. Todo confuso, com a boca cheia de pau. Nunca imaginou que ia acabar assim, né?
E não. Nunca imaginei isso.
Mas ali estava ela.
Ela se sentou de lado, Milena abriu as pernas na minha frente com uma elegância arrogante, quase insultante, mostrando sem vergonha sua ereção firme, orgulhosa, apontando pra mim como uma ameaça deliciosa. Era alta, imponente, sua feminilidade feita de curvas, perfumes intensos e uma rola dura que pulsava com autoridade.
—Quantas minas você fez abrir as pernas assim, Jorge? —murmurou com deboche, segurando meu queixo—. Bom… agora chupa ela igual fez com tantas.
Fiquei paralisado. Aquela imagem era tão hipnótica quanto humilhante. O pau dele estava duro de novo a centímetros do meu rosto, brilhante, quente, tão real que parecia pulsar. Tentei falar alguma coisa, mas o olhar dele me pregou no chão. Não tinha escolha. Ou talvez já não quisesse ter.
Ela a aproximou com firmeza e esfregou contra meus lábios. Senti o cheiro da pele dela, a lubrificação pré-gozo, o calor do corpo. Minha boca se abriu sozinha, como se me traísse, e a recebi com jeito atrapalhado, tremendo.
Milena gemeu baixinho, gostoso, como se curtisse não só o contato, mas também a minha rendição.
—Isso… assim que se faz um casting de verdade —sussurrou.
 
Enquanto isso, Lara se posicionou atrás de mim. Ouvi o som do zíper descendo, o roçar da roupa dela. Senti a respiração dela perto da minha nuca, as mãos deslizando pela minha cintura enquanto ela abaixava minha calça e cueca até os tornozelos.
—Tão entreguinha… —disse com uma risadinha no ouvido—. Que gostoso vai ser quebrar ele.
Senti a ereção dele se apertar contra minha bunda. Soltei um gemido, mas não conseguia me afastar: a Milena tinha o pau dela se enfiando cada vez mais fundo na minha boca, marcando o ritmo com a cintura. Meus lábios deslizavam na dureza dela, minha baba escorria pelo meu queixo. E aí a Lara começou a entrar.
Foi direto. Me invadindo com decisão. Me agarrou pelos quadris e começou a meter sem piedade. A dor inicial se misturou com uma corrente de calor brutal, humilhante, enquanto meu corpo se sacudia preso entre as duas.
— Cê tá gostando? —sussurrou Lara com a voz rouca, possuída pelo ritmo do seu domínio—. A gente vai te deixar todo arrebentado.
Milena gemia de prazer enquanto segurava minha cabeça com as duas mãos, enfiando a rola dela até a garganta. Lara me empalava com força, num ritmo implacável, cada estocada acompanhada de risadinhas, gargalhadas que diziam tudo sem dizer nada.
Eu, Jorge López Azcuénaga, o predador de passarelas, o manipulador de sonhos, era agora um objeto entre duas mulheres trans que sabiam exatamente como me destruir.
E no fundo, uma parte de mim não queria que eles parassem.
Brincaram com meu corpo como se fosse um brinquedo novo. Me usaram, me viraram, me meteram de todos os ângulos. Quando finalmente me deitaram no sofá, já não era mais o mesmo. Suado, acabado, derrotado. Mas a Milena ainda não tinha terminado.
Ela me olhou com aquele sorriso dela, de rainha absoluta, e levantou minhas pernas como se eu fosse uma puta barata. A ereção dela continuava firme, dura, insaciável. E quando senti ela entrar de novo, já não resisti. Ela meteu com força, com ritmo, com fome. Cada estocada me empurrava contra o sofá, me fazendo gemer como nunca antes.
—Isso… assim que se faz —murmurava, com o rosto sério, focado só em me dominar por completo.
Enquanto isso, Lara se ajoelhou no meu peito. A piroca dela, dura, buscou minha boca de novo. Eu já nem pensava. Só abri os lábios e deixei ela entrar. Chupei com desespero, como se precisasse da aprovação dela, do nojo, do desprezo.
Eu me masturbava com força enquanto as duas me possuíam, seus corpos me envolvendo, seus gemidos se misturando num concerto sujo e delicioso.
Lara foi a primeira a gozar.
Gritou meu nome como se fosse uma provocação e despejou tudo na minha boca, sem aviso, sem piedade. O esperma quente encheu minha língua, e meu reflexo foi de nojo imediato. Tossi, gemi, mas não parei. Elas riam, se divertindo, enquanto eu engolia à força, sentindo descer pela minha garganta.
Foi ali, com o gosto ainda fresco e o corpo rasgado pela investida da Milena, que eu gozei. Jorrei com violência, com desespero, sem me tocar mais. Só com a vergonha, a dor e a excitação que me atravessavam.
Milena gemeu fundo, se contraiu em cima de mim e gozou dentro, me enchendo com a porra grossa dela. Senti ela quente, molhada, escorrendo pra dentro de mim.
—Fica assim —ordenou ao sair de dentro de mim devagar.
Eu gemia, com as pernas abertas, o corpo tremendo e o rosto grudado de saliva e porra. Não sabia que parte de mim tinha quebrado naquele momento. Mas sabia que não tinha mais volta.
 
 
Passaram-se meses. Lá fora, tudo continua igual.
Continuo sendo Jorge López Azcuénaga, o cara que domina os castings, que decide quais corpos desfilam e quais não. O escritório ainda cheira a perfumes caros e mentiras elegantes. As modelos ainda baixam o olhar quando me aproximo, ainda tem quem faria qualquer coisa por um lugar numa passarela importante. E eu mantenho esse sorriso, essa voz grave e segura, esse ar de homem intocável que construí durante anos.
Mas por dentro… nada voltou a ficar no lugar.
Desde aquela noite com a Milena e a Lara, alguma coisa me persegue. Uma parada que me excita e me assusta ao mesmo tempo. Uma lembrança suja que não sai, que me acorda de madrugada com o corpo duro e a alma num nó.
Às vezes eu me engano. Falo pra mim mesmo que foi uma experiência isolada, que elas me dominaram, que foi um castigo. Mas tem noites — cada vez mais frequentes — em que não basta lembrar. Preciso repetir.
E aí, eu saio.
Pego o carro, cruzo a cidade em silêncio, e entro nos becos que antes me dariam nojo. Aqueles que cheiram a mijo, fumo vagabundo e desespero. Os lugares onde ninguém usa nome, onde o que importa é o quanto você tá disposto a deixar fazerem contigo e quanto dinheiro você tá disposto a botar.
E aí estão elas. Garotas como a Milena. Garotas de saia curta e olhar duro, de lábios pintados e um brinquedo a mais entre as pernas. Garotas que não perguntam. Que dominam. Que castigam. Que me leem como se soubessem exatamente por que estou ali.
Me ajoelho na sombra, atrás de um muro pichado, enquanto uma delas me puxa pelo cabelo e manda eu abrir a boca. E eu obedeço. Que nem um cachorro treinado. Que nem um homem que já não é mais o mesmo.
Depois, volto pra casa. Lavo o rosto. Passo um perfume. Me olho no espelho e ensaio aquele sorriso arrogante que os outros ainda acham que é de verdade.
Mas já não sou mais Jorge López Azcuénaga.
Sou um segredo sujo enrolado em ternos caros.
E à noite, continuo procurando outras Milenas.


Se você gostou dessa história, pode me escrever com o título MILENA para dulces.placeres@live.com

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