Raio-X das Chifradas

No meu consultório: Miguel chegou à primeira sessão derrotado. Dava pra ver que ele era "a vítima". Miguel tinha dois filhos pequenos com a Sasha. Ambos profissionais. Lindos e elegantes. Chegaram juntos no meu consultório com a amazona que é a Sasha acompanhando ele. A primeira coisa que notei nos olhos amendoados da Sasha foi um: "É a vida" com gotas de arrependimento. Mas ela é uma mulher muito orgulhosa, inteligente e gostosa pra admitir isso. Miguel parecia um balão de aniversário vários dias depois. Dava pra ver ele murcho. Batemos um papo os três. Ela queria deixar tudo claro pra poder vazar. Não precisava da experiência dela como advogada no meu consultório, então liberei ela. Quando ela se levantou, pude ver ela bem. Magra, pernas longuíssimas e bem trabalhadas. Uma bunda como uma maçã. Peitos justos, mas firmes. Se eram feitos, eram uma bela criação. Lábios lindos, olhar penetrante. Ela me olhava sabendo que eu estava prestes a abrir a caixa de Pandora e que ia encontrar algo que a envergonhava. Custou pro Miguel se soltar. Na primeira sessão, ela iria buscá-lo. Pedi pra ele cancelar e dizer que precisava refletir. Que ele podia voltar sozinho pra casa. Pra lembrar ele do poder e controle dele. Dava pra ver que ele estava profundamente humilhado. Consegui que ele saísse andando ereto, pelo menos. Na segunda, voltamos algumas casas, ele chegou com olheiras, mas fomos direto pro conflito. Fazia cerca de um mês que eles tinham deixado os filhos com os avós no fim de semana e ido pra uma comemoração com os amigos dela. Eram tipo 5 festas em uma. Desde uma despedida de solteiro, um divórcio e vários aniversários. Incluindo o da Sasha. Alugaram uma chácara em Córdoba com os amigos. Filhos da elite do campo. 72 horas de chácara. Costelas. Música. Álcool. Piscina. Numa chácara enorme. Tinham alugado uns dúplex meio afastados também. Era lá que M e S iam ficar. As primeiras 24 horas foram bem recatadas. Montaram uma piscina de lona. Que sempre tinha as bebidas à vontade. A cada 2 ou 3 horas, serviam desde carnes até petiscos, frutas. Uma bacanal. Beberam, dançaram, se divertiram pra caralho. A Sasha é muito apegada aos amigos dela. O Miguel conhece eles, e são como se fossem da família. Cuidam dela e têm uma puta confiança entre si. Voltaram pro duplex mortos de cansados. Tomaram banho. Passou pela cabeça dele comer ela, mas acabaram dormindo. Exaustos. No segundo dia, ele acordou sozinho. Já passava das 14h. Tinha um bilhete na mesa: "fui cedo, me avisa que passo pra te buscar". Mandou mensagem e foi tomar banho. Quando saiu, ligou e ninguém atendeu. Aí mandou mensagem no grupo onde estão os amigos dela. Viu as mensagens e diziam que o avião do "francês" tinha pousado. Às 10 da manhã. Esse era o único amigo do grupo da mulher dele sobre quem ele nunca tinha ouvido falar. Viu mensagens da mulher na noite anterior. Quando ele esperava ela na cama, saindo do banheiro, na esperança de uma trepada. Ela tava no banheiro com o celular, organizando a chegada desse cara. O francês é arquiteto. Super bem-sucedido. É a única coisa que ele sabe. Lá pelas 16h30, um dos caras vem buscá-lo. Tá bem bebido, diz que a Sasha não pode dirigir. Que a farra tá a todo vapor e que chegaram mais alguns. Quando tão na esquina, chega uma mensagem, ele deixa o Miguel e vai buscar gelo. Então o Miguel chega sozinho e a pé nos últimos 150 metros. Dá pra ouvir a bagunça, a música. E em vez de ir pela entrada, ele corta caminho pelo campo vizinho. Chega nos fundos da chácara. Não tem ninguém por ali, e ele quer surpreender a mulher. Então decide cortar pelo galpão e pegar uma cerveja no caminho. É um galpão semicircular antigo, de chapa de zinco. Aberto hoje nas duas pontas. Quando chega na parte de trás do galpão, ouve uns sons amplificados pelo eco interno da estrutura. Escuta gemidos. E umas palmadas inconfundíveis. Uma voz masculina sussurrando, dominante. E uma voz feminina gemendo. É involuntário. Te 1ue se aproximar pra ir pro quincho e pra putaria. E quando acha que tá perto, passa sem fazer barulho por um lado com umas máquinas velhas de roça. E escuta a voz da mulher dele. E o som surdo da carne batendo na carne. Um tapa forte. Surdo. Escuta: "slut, vou te encher de porra, slut!" "Pede!" Bem na hora, entre um fardo, ele vê. Um cara alto, loiro, de terno e camisa fina. Tá com a mulher dele encostada numa coluna dentro do galpão. Uma das pernas longas dela levantada. O biquíni preto puxado pro lado e um pau enorme. Realmente enorme dentro da buceta dela. Tá brilhando de suor. Ela tá com os ombros vermelhos. O pescoço lambido. Ele tem ela totalmente dominada. Agarrada pelo cabelo e por trás mete com raiva. Muito forte. Ela tenta encaixar aquele pauzão, abre as coxas com uma mão e tem a perna levantada apoiada numa caixa de cerveja empoeirada. Ele não lembra da última vez que ouviu ela gemer assim. A expressão no rosto dela. Prazer, um pouco de dor. É uma putinha dominada. E ela adora. "Pede! Vai, sua puta!" Ela não aguenta mais. Dá pra ver o orgasmo violento que atravessa ela. "Me enche toda! Me dá seu leite! Sou sua. Sou sua puta! Ahhh, me dá!" O loiro, num movimento selvagem, enfia tudo e agarra ela forte pelo pescoço. Levanta ela do chão. Ela nem consegue respirar. Ele empurra até o fundo e bombeia o conteúdo dos ovos bem lá dentro, sem parar de meter. Dá pra sentir os gemidos abafados da mulher dele. Enquanto dão as últimas estocadas e os dois gozam juntos. Ele aperta os peitos dela, dá uns tapas. Beija ela com língua profunda e ela responde. Parecem fundidos. Entrelaçados. Quando ele tira, dá pra ver o leite e os fluidos dela escorrendo pela coxa. Ela parece toda cãibrada. Tá exausta. No cio. Bem cuidada. Ele solta um pau que ele nunca viu igual na vida. E manda ela pelo ombro. Pra ela, cambaleando, se abaixar e limpar ele. Na frente dela, pega ela pela nuca e deixa ela engolir. Com um carinho que ele nunca viu. Levanta ela pelo queixo pra que os olhares se encontrem e deixa ela continuar chupando. Escorre por baixo. De cócoras. Naquele momento, Frances levanta o olhar e crava nele aqueles olhos duros e azuis claros. Dá um meio sorriso e empurra a pélvis. Ele sente o som abafado da mulher dele engasgando com toda aquela pica. E segura o olhar. Miguel se esconde feito um cagão e sai cambaleando pra festa sem saber o que sentir. Tem mais.

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