O Desejo que Nem o Tempo Pode Quebrar VI (Epílogo)

Os anos seguintes foram como um presente que ninguém esperava, um que se abria devagar, dia após dia, sem pressa nem ameaças escondidas.

Elena cresceu rodeada de risadas que antes só existiam nas minhas memórias emprestadas. Minha mãe — agora "vovó" pra todo mundo — virou a rainha absoluta da casa. Acordava cedo pra fazer café de panela e mingau de aveia, embora jurasse que "era só pra menina, hein". Mas sempre acabava servindo um prato pra todo mundo, com aquele sorriso satisfeito de quem sabe que tá ganhando tempo da melhor forma.

Quando Elena tinha dois anos, as tardes viraram rituais sagrados: as duas na cozinha, com aventais grandes demais pra pequena, amassando biscoitos de canela ou fazendo tamales na época certa. Minha mãe ensinava ela a moer no pilão, contava histórias da infância dela no interior — de como corria descalça pelo campo, das festas da cidade com fogos e música de banda —, e Elena ouvia de olhos bem abertos, como se tivesse absorvendo cada palavra pra guardar pra sempre.

Eu observava elas da porta, encostado no batente, sem ousar interromper. Às vezes minha mãe me pegava e dizia: — Vem, meu filho, não seja preguiçoso. Ajuda a gente a enrolar esses tamales antes que a massa esfrie.

E eu entrava, atrapalhado como sempre, mas feliz. Porque cada tamal enrolado era mais uma prova de que o ciclo tinha se quebrado de verdade.

________________________________________

Quando Elena tinha quatro anos, a vida nos deu outra surpresa que ninguém viu chegar — nem eu, que tinha aprendido a não esperar nada do destino.

Era uma tarde de domingo qualquer. Minha mãe tava se sentindo um pouco cansada, mais do que o normal, mas botou a culpa no calor e em ter ficado de pé a manhã toda preparando mole pra comida. Elena brincava no quintal com as bonecas dela, gritando "vovó, vem ver minha casinha nova!", e eu tava na cozinha lavando pratos quando ela entrou de repente, com a cara pálida e uma mano na boca. —Filho… —disse baixinho, quase sem voz—. Preciso que você me leve ao médico. Algo não está certo.

O pânico subiu pela minha garganta como nos velhos tempos, mas me forcei a respirar. Levei ela sem dizer nada, sem alarmar a Elena, que ficou com uma vizinha. No consultório, depois de exames de rotina e um teste que minha mãe insistiu em fazer "por via das dúvidas", o médico saiu com um sorriso que não entendi no começo. —Parabéns —disse—. Ela está grávida. De umas oito semanas.

Minha mãe ficou muda. Eu também. Depois soltou uma risada nervosa, incrédula, e começou a chorar ao mesmo tempo.

Quando voltamos pra casa, Elena nos recebeu correndo. Minha mãe se abaixou na altura dela, pegou as mãozinhas dela e disse com voz trêmula: —Meu amor, você vai ser irmã mais velha. Vai ter um irmãozinho aqui dentro.

Elena arregalou os olhos, colocou a mãozinha na barriga da avó e exclamou: —Um bebê? Sério? Posso cantar pra ele?

Desde aquele dia, tudo mudou de novo, mas pra melhor. Elena virou a guardiã oficial da barriga da avó. Falava com ela todo dia: "Oi, irmãozinho, sou a Elena, sua irmã mais velha. Não faz travessura, hein?". Colocava o ouvido pra "escutar se chuta", e levava desenhos que colava na geladeira com ímãs de coração.

________________________________________

E no meio de toda essa vida nova, nosso desejo ficou mais profundo, mais carnal e mais grato.

Durante essa segunda gravidez, a gente fodia quase toda noite. O corpo dela mudou de novo: os peitos incharam até ficarem enormes e pesados, cheios de leite, com os bicos mais escuros e sensíveis. A barriga redonda e firme, a bunda maior e macia. Ela adorava que eu fodesse ela por trás, de joelhos na cama com a barriga pendurada.

Eu separava as nádegas largas dela, cuspia na buceta inchada e penetrava de uma só estocada até o fundo. A buceta dela tava mais quente e melada do que nunca, escorrendo sem parar. Cada metida fazia que suas tetas pesadas balançassem e vazassem colostro. Eu agarrava o cabelo comprido dela como rédeas e a fodia com estocadas fortes e profundas, batendo no colo do útero enquanto ela gemia como uma puta grávida no cio:

— Mais forte, filho… me enche! Quero sentir você rasgando minha buceta enquanto seu bebê cresce aqui dentro!

Eu enfiava dois dedos no cu dela ao mesmo tempo, fodendo os dois buracos. Quando ela gozava, a buceta apertava meu pau com contrações violentas e soltava jorros quentes que encharcavam minhas bolas. Eu terminava gozando dentro dela com grunhidos de animal, inundando o útero já ocupado com litros de porra grossa que jorrava pra fora quando eu saía.

Também comia a buceta dela por horas. Sentava ela na minha cara e ela se esfregava com a barriga em cima de mim, molhando minha cara toda com os sucos doces e grossos enquanto gemia e puxava meu cabelo. Depois me chupava com devoção, engolindo meu pau até a garganta, babando e gemendo de boca cheia.

Minha mãe floresceu. A energia dela voltou multiplicada. Ela se movia com uma leveza que eu não via há anos, cantava mais alto enquanto cozinhava, e até começou a andar mais rápido no parque com a Elena de mão dada. Os exames continuavam perfeitos: o bebê crescia saudável, o coração da minha mãe batia como se tivesse vinte anos a menos. Não tinha sombras, nem riscos escondidos. Só vida se somando à vida.

Quando o menino nasceu — um molecão robusto, de olhos grandes como os da Elena —, chamamos ele de Mateus. A Elena o recebeu nos braços com uma seriedade cômica, como se já fosse expert em bebês. "Oi, Mateus. Sou sua irmã. Vou cuidar de você pra sempre, tá?".

Minha mãe o aninhou contra o peito, com lágrimas escorrendo pelo rosto, e me olhou por cima da cabecinha dele. — Obrigada por nunca desistir, meu filho — sussurrou —. Olha o que o tempo nos deu.

Agora a casa tá cheia de barulhos novos: o choro do Mateus de madrugada, as risadas da Elena quando ele faz Cócegas, as cantigas de ninar que minha mãe canta pros dois enquanto balança eles na mesma poltrona onde eu ficava de vigia noutros tempos. Elena, com seus seis anos, já ensina Matias a falar "vó" (embora ele só balbucie), e os três — avó, neta e neto — formam um círculo perfeito no sofá, vendo desenhos ou ouvindo música.

Eu fico olhando eles da porta, como sempre, mas agora sem medo. Só com uma gratidão que não cabe no peito.

O ciclo não só quebrou. Ele se expandiu. Virou família multiplicada, risadas que ecoam nas paredes, mãozinhas pequenas segurando outras mais enrugadas, mas fortes.

E todo dia, quando vejo minha mãe levantar Matias no ar enquanto Elena bate palmas, entendo que a verdadeira salvação não foi evitar a morte… foi deixar a vida continuar nascendo, uma e outra vez, dentro da mesma casa.

1 comentários - O Desejo que Nem o Tempo Pode Quebrar VI (Epílogo)

Hermano está chingón,pero insisto un relato lleno de Taboo y morbo dónde el hijo tiene que remar contra marea para poder conquistar así madre y Aserlas su esposa, ésos relatos son lo mejor, porfavor no te olvides de Aser una saga así