Dulces 28 Cap. 3

O calor que a Dulce tinha sentido antes não era só efeito da tequila. Agora era muito mais intenso. Subia do centro do peito, se espalhava como fogo líquido pela barriga e se concentrava entre as pernas com uma insistência que a envergonhava. Sentia a pele muito sensível: cada roçada do vestido nos mamilos, cada movimento da calcinha fio-dental preta de renda contra a buceta recém-depilada em formato de coração. Cruzou as pernas com força, mas isso só piorou as coisas. Um gemidinho escapou sem querer.Dulces 28 Cap. 3«O que tá acontecendo comigo?», pensou, balançando a cabeça. Queria se levantar e ir embora, mas os joelhos estavam bambos.

A música latina aumentou de volume. As luzes ficaram mais vermelhas e baixas. As seis strippers que estavam na pista central pararam por um segundo sob os refletores, sorrindo pro público. Uma por uma, começaram a tirar os shorts de lycra que mal escondiam nada. Quando caíram no chão, Dulce arregalou os olhos.

Eram enormes.relatoGrossos, largos, pesados, balançando pesadamente entre as coxas musculosas enquanto continuavam dançando. Alguns já estavam meio eretos, brilhando com o óleo que cobria seus corpos. Dulce nunca tinha visto nada igual. O único pau que ela conhecia era o do Héctor: normal, familiar, aquele que ela tinha tocado e sentido dentro dela centenas de vezes em quase cinco anos. Esses… esses eram de outro nível. Grossos como o pulso dela, cheios de veias, com cabeças grandes e reluzentes. Ela sentiu a boca secar e, ao mesmo tempo, algo quente e molhado começando a umedecer a calcinha fio-dental entre suas pernas.

— Não… isso não pode estar acontecendo — sussurrou para si mesma, apertando as coxas com mais força.

Os strippers não se limitaram a dançar. Começaram a se roçar entre si. Um se colou nas costas do outro, esfregando o pau contra as nádegas oleadas do parceiro enquanto ambos olhavam para o público com sorrisos provocantes. Outro se ajoelhou na frente de um terceiro e passou a língua lentamente por todo o comprimento do pênis dele, sem chegar a colocar na boca, só provocando. A plateia assobiava e gritava. Alguns clientes se aproximavam da pista e os strippers também os roçavam: um toque de quadril aqui, uma mão acariciando um peito ou uma coxa, sempre brincalhão, sempre controlado.eroticoDulce não conseguia desviar o olhar. Queria olhar pra outro lado, queria falar pra Tania que já iam embora, mas o corpo não obedecia. O calor continuava aumentando. Sentia os bicos dos peitos duros contra o tecido do vestido, o clitóris inchado e pulsando, e uma necessidade urgente que nunca tinha sentido com tanta força.
De repente, a música baixou um pouco e um apresentador com voz grave e sensual pegou o microfone no meio da pista.

— Senhoras e senhores… Esta noite temos uma aniversariante muito especial!

Ela faz vinte e oito anos e está sentada bem ali, na mesa VIP! Uma salva de palmas para… Dulce!

Os refletores giraram pra mesa dela. Todo mundo gritou e aplaudiu. Os seis strippers desceram da pista e vieram direto pra elas. Formaram um semicírculo em volta da mesa, os corpos brilhando e os paus enormes balançando a poucos centímetros das três amigas.
Dulce se afundou no sofá, vermelha que nem um tomate.erotico—Não… por favor… isso não —murmurou, mas a voz saiu fraca, quase um gemido.

Um dos strippers, o mais alto e com uma tatuagem no quadril, chegou mais perto e deu um sorriso perigoso.

—Feliz aniversário, Doçura… Quer que a gente te dê um presentinho especial?

Os outros riram e começaram a dançar só pra elas. Um virou de costas pra Dulce, rebolando a bunda na beirada da mesa, quase encostando no braço dela. Outro se ajoelhou na frente dela e passou as mãos devagar pelas próprias pernas, subindo até acariciar o pau já duro, mostrando sem vergonha nenhuma.StripperDulce sentia que o calor tava consumindo ela. Queria gritar pra eles se afastarem, queria pegar a bolsa e sair correndo, mas os olhos dela não paravam de olhar pra aqueles paus enormes, e o corpo traiçoeiro respondia com ondas de desejo que embaçavam a mente dela. As mãos tremiam sobre as coxas. A calcinha fio-dental tava encharcada.

Naquela hora, um dos strippers se inclinou pra ela e sussurrou no ouvido dela, alto o bastante pras amigas dela também ouvirem:

— Quer tocar, aniversariante? Ou prefere que a gente toque em você…?

Dulce engoliu seco. A respiração dela tava ofegante. O autocontrole tava escapando das mãos dela.

Enquanto isso, no apartamento, Héctor continuava largado no sofá vendo a série. O celular vibrou no peito dele. Era um story do Instagram da Steph, uma amiga velha da faculdade que trabalhava como bartender em vários lugares noturnos e postava stories quase toda noite.

Ele abriu o story sem muito interesse. Era um vídeo curto do interior de um bar: luzes vermelhas, música alta, strippers na pista. Steph escreveu em cima: "Noite quente na BLOW 🔥". Héctor sorriu por hábito… até que no canto da imagem ele conseguiu distinguir claramente uma mesa VIP.

Lá estava a Tania. Inconfundível. E do lado, o vestido preto curto e o adesivo verde no braço.

Héctor sentou de uma vez no sofá, o coração acelerado.

— Que porra é essa…?

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