Capítulo 5: A suíte e o silêncio que pesaA limusina parou na frente de um hotel que Daniela só tinha visto em revistas e filmes: fachada de mármore branco, palmeiras iluminadas, manobristas com ternos impecáveis. Jacob saiu primeiro, estendeu a mão com naturalidade e ajudou ela a descer. Ela pisou na calçada com saltos que de repente pareciam altos demais, barulhentos demais. O vestido preto de veludo grudava na pele por causa do calor da noite e do suor nervoso que cobria suas costas nuas.
Subiram num elevador privativo. Jacob apertou o botão do 32º andar sem dizer nada. Só olhou de lado uma vez, com aquele meio sorriso que fazia os olhos dele se apertarem um pouco nos cantos. Daniela manteve o olhar fixo no chão, contando as luzes do painel como se fossem salvá-la do que estava rolando.
A suíte era imensa. Tetos altos, janelões do chão ao teto com vista para a cidade que brilhava como um mar de estrelas caídas. Sofás de couro creme, uma lareira elétrica que nem precisava ser ligada, um bar de mármore com garrafas alinhadas como soldados. Cheirava a limpeza, a dinheiro, a ele.
— Fica à vontade — disse Jacob, tirando o paletó e pendurando no encosto de uma cadeira. — Vou trocar de roupa. Esse terno tá me matando.
Ele entrou no banheiro sem fechar a porta direito. Daniela ouviu a água correr por um segundo, depois o som de roupa caindo no chão. Ficou parada no meio da sala, com os braços cruzados sobre o peito como se quisesse se proteger de algo invisível. Não sabia o que fazer com as mãos. Tirou os saltos devagar, sentindo o alívio nos pés, mas também a vulnerabilidade de estar descalça num lugar que não era dela.
Sentou na beirada do sofá maior. Pernas juntas, costas retas. Olhou em volta. Tudo era perfeito demais. Irreal demais. Beliscou a coxa por baixo do vestido, forte, pra ver se não estava sonhando.
Jacob saiu do banheiro.
Só estava usando um short cinza de algodão que lhe... chegava até a metade da coxa. Sem camisa. O torso definido, mas sem exagero, pele levemente bronzeada, pelos escuros descendo numa linha fina do umbigo até sumir debaixo do tecido. Os ombros largos, os braços longos e fortes. Caminhava descalço, com uma naturalidade que fazia o espaço inteiro parecer menor.
Daniela sentiu a boca secar.
Ele se aproximou do balcão, pegou dois copos baixos e uma garrafa de uísque com rótulo dourado.
— Quer um? — perguntou, virando-se para ela.
— Não… não bebo muito — admitiu ela, com voz baixinha — Quase nada, na verdade.
Jacob sorriu, sem deboche.
— Então vou fazer um leve pra você. Só um dedo. Pra gente brindar.
Serviu dois copos. No dela, colocou gelo e bem pouco uísque; no dele, mais generoso. Aproximou-se e estendeu o copo. Os dedos se roçaram. Ela sentiu o calor subir pelo braço até a nuca.
Ele sentou ao lado dela, não colado, mas perto o bastante pra ela sentir o cheiro da pele recém-saída do banho: sabonete limpo, um toque de colônia suave, nada pesado. Tomou um gole e olhou pra ela.
— Qual é o seu nome? — perguntou, como se tivessem acabado de se conhecer numa festa normal.
— Daniela — sussurrou ela.
— Daniela… — repetiu ele, saboreando o nome — Gostei. Soa suave. Igual você.
Ela corou até a raiz do cabelo. Baixou os olhos pro copo. Deu um gole minúsculo. O uísque queimou a garganta, mas não tanto quanto o olhar dele.
— E você… como soube que era eu? — perguntou, sem coragem de olhar diretamente pra ele — No tapete. Você disse que eu era a sortuda.
Jacob se recostou no sofá, esticando um braço sobre o encosto. Os dedos dele ficaram a centímetros do ombro nu dela.
— Te vi do carro antes de descer. Você estava lá, parada no meio do caos todo. Não gritava, não empurrava. Só olhava. Com uma cara… sei lá. Como se estivesse segurando o mundo inteiro dentro de você. Me chamou a atenção. E aí, quando você caiu em cima de mim… — riu baixinho — Pensei: “essa é a que eu queria conhecer”.
Daniela Levantou o olhar finalmente. Os olhos castanhos dela encontraram os dele, escuros, tranquilos.
—Não entendo por que eu —disse ela, quase num fio de voz—. Tem milhares de garotas lá fora que…
—Não quero milhares de garotas —interrompeu ele, suave mas firme—. Quero conversar com alguém que não me trate como se eu fosse um troféu. E você não fez isso. Nem quando te segurei.
Ela sentiu o coração prestes a explodir. Tomou mais um gole. O álcool esquentou o estômago dela, soltou um pouco os nervos.
—E agora? —perguntou, com uma risada nervosa—. O que a gente faz?
Jacob se inclinou um pouco na direção dela. Não tocou nela, mas o espaço entre eles ficou menor.
—A gente conversa. Se conhece. Se quiser ir embora a qualquer hora, te levo de volta ou chamo um carro. Sem pressão. —Fez uma pausa—. Mas se quiser ficar… eu gostaria de te conhecer de verdade, Daniela.
Ela concordou devagar. Não sabia o que dizer. Só sabia que estar ali, com ele, meio pelado, conversando como se fossem duas pessoas normais, era mais erótico do que qualquer fantasia que já tivesse tido.
Começaram a conversar.
De filmes. De livros. De como ela odiava multidões mas amava o cinema. De como ele às vezes se sentia preso no personagem que as pessoas esperavam que ele fosse. Daniela se surpreendeu se ouvindo: falava mais do que o normal, as palavras saíam atropeladas pela emoção. Cada vez que ele sorria ou concordava, ela sentia um formigamento no peito.
O uísque acabou. Jacob serviu mais um pouco. Dessa vez ela não reclamou. O calor do álcool se misturava com o calor do corpo dela, com o calor que subia por dentro cada vez que ele se mexia e os músculos da barriga dele se marcavam levemente.
Num momento, ele se virou mais para ela.
—Sabe? —disse ele, baixando a voz—. Quando te vi cair nos meus braços… pensei que você era frágil. Mas agora que te vejo de perto… não é. Você tem fogo por dentro.
Daniela mordeu o lábio. A renda preta debaixo do vestido estava molhada de novo. Os bicos dos peitos roçavam o veludo. a cada respiração.
—Não sei o que fazer com tanto fogo — confessou, quase sem voz.
Jacob a encarou por um longo tempo. Depois, devagar, levantou uma mão e afastou um fio de cabelo que caía sobre o rosto dela. O toque dos dedos na bochecha dela foi como eletricidade.
—Pode deixar sair — murmurou —. Ou pode guardar. Você decide.
Ela não respondeu com palavras.
Em vez disso, inclinou-se para frente, só um pouco. O suficiente para que seus narizes quase se tocassem.
E Jacob entendeu.
Fechou a distância. Beijou-a devagar, como em suas fantasias. Lábios macios no começo, explorando. Depois mais profundos, mais seguros. Uma mão na nuca dela, a outra na cintura, puxando-a para perto.
Daniela se derreteu.
O beijo tinha gosto de uísque e de promessas que ela não deveria cumprir.
E pela primeira vez em toda a noite, ela parou de pensar em Israel.
Só existia Jacob.
Só existia aquele momento.
Só existia o fogo que ele acabara de acender.Capítulo 6: Na beira do fogoO beijo se prolongou mais do que Daniela esperava. Não era apressado nem voraz; era como se Jacob tivesse todo o tempo do mundo para aprender a forma da boca dela, o gosto da língua, o leve tremor dos lábios quando ele os mordia com suavidade. Daniela se sentia flutuar e afundar ao mesmo tempo. O uísque tinha soltado os nós do estômago, aquecido o sangue até que cada toque virasse faísca.
As mãos dela, que até então tinham ficado quietas no sofá, começaram a se mover por instinto. Primeiro uma no peito dele, sentindo a batida firme debaixo da pele quente. Depois a outra, mais ousada, desceu devagar pelo abdômen, seguindo a linha de pelo escuro que sumia debaixo do short cinza.
Jacob não se mexeu para impedir. Só soltou um suspiro baixo contra a boca dela quando os dedos de Daniela roçaram o tecido sobre a virilha dele. Tava ali: duro, quente, inchado debaixo do algodão fino. Daniela prendeu a respiração. Nunca tinha sentido algo assim com tanta clareza, tão perto. Os dedos dela se curvaram de leve, apertando com cuidado, explorando a forma comprida e grossa que se marcava contra a palma.
— Porra… — murmurou ele, a voz rouca pela primeira vez naquela noite. Não era um gemido, mas um som grave, quase reverente.
Daniela levantou o olhar. Os olhos de Jacob estavam escuros, as pupilas dilatadas. Ele olhava pra ela como se ela fosse a única coisa que existia naquela suíte enorme.
— Quer parar? — perguntou ele, embora a mão já tivesse descido pelas costas nuas de Daniela, roçando a pele exposta até parar bem onde o vestido acabava, na curva superior da bunda dela.
Ela balançou a cabeça, devagar. O uísque dava coragem, ou talvez fosse ele. Ou talvez fosse que, pela primeira vez, ela se sentia desejada de um jeito que não precisava de palavras bonitas nem promessas. Só toque. Só calor.
— Não — sussurrou—. Quero… continuar.
Jacob sorriu, aquele sorriso lento que enrugava os olhos dele. Beijou ela de novo, dessa vez mais fundo, enquanto a mão dele deslizava por baixo do veludo. Encontrou a renda preta da calcinha, a pele quente e molhada que vinha esperando desde o tapete vermelho. Passou os dedos pelo tecido encharcado, sem apertar, só traçando a linha dos lábios maiores por cima da renda. Daniela arqueou o corpo contra a mão dele, um gemidinho escapando da garganta.
Em troca, ela apertou um pouco mais a palma contra a ereção dele. Sentiu como pulsava sob o toque, como endurecia ainda mais. Com dedos trêmulos, deslizou a mão por dentro do short. A pele era macia, quente, cheia de veias. Envolveu ele com suavidade, quase um punho frouxo no começo, subindo e descendo devagar. Jacob soltou o ar entre os dentes, a testa encostada na dela.
—Assim… devagar —murmurou—. Você tá me deixando louco, Daniela.
Ela não respondeu. Só continuou movendo a mão, aprendendo a grossura, o comprimento, o jeito que a cabeça inchava quando o polegar passava por cima. Cada carícia fazia ele se tensionar, a respiração ficar mais pesada.
Enquanto isso, os dedos de Jacob ficaram mais ousados. Afastou a renda de lado com delicadeza, expondo a umidade que já escorria entre as dobras dela. Riscou o clitóris com a ponta do dedo médio, círculos lentos, quase torturantes. Daniela tremeu inteira, os quadris se movendo por instinto em direção à mão dele. Ele introduziu um dedo devagar, só a primeira falange, sentindo as paredes internas apertarem, quentes e escorregadias.
—Você tá tão molhada… —sussurrou contra o pescoço dela, beijando ali, lambendo a pele sensível—. Tudo isso por mim?
Daniela assentiu, ofegante. Não conseguia mentir. Não queria. O calor do uísque tinha virado fogo líquido correndo nas veias dela. Cada toque dele a fazia arquear mais, cada movimento da mão dele sobre a boceta dela a levava mais perto do limite.
Jacob adicionou um segundo dedo, curvando-os levemente pra cima, procurando aquele ponto que a fez soltar Um gemido mais alto. Ela encontrou rápido. Daniela se agarrou ao ombro dele com a mão livre, as unhas cravando um pouco na pele dele.
—Aí… bem aí — gemeu ela, a voz trêmula.
Ele obedeceu. Manteve o ritmo constante, profundo, mas sem pressa, enquanto o polegar continuava fazendo círculos no clitóris inchado dela. Com a outra mão, puxou uma alça do vestido dela, expondo um peito pequeno. Inclinou-se e pegou o mamilo na boca, chupando de leve no começo, depois mais forte, lambendo com a língua inteira.
Daniela sentia que se desmanchava. A mão que ela tinha dentro do short dele se movia mais rápido agora, apertando um pouco mais, sentindo ele pulsar contra a palma dela. Jacob grunhiu contra o peito dela, o som vibrando na pele.
—Não vou aguentar muito se você continuar assim — admitiu, a voz rouca, quase envergonhada.
—Então não para — respondeu ela, surpresa com a própria ousadia —. Quero sentir você… inteiro.
Jacob levantou a cabeça. Olhou fixo pra ela, como se quisesse gravar cada detalhe do rosto dela naquele momento: bochechas coradas, lábios inchados de tanto beijar, olhos brilhando de tesão.
Inclinou-se e beijou ela de novo, dessa vez com mais urgência. Os dedos dele se moviam mais rápido dentro dela, o polegar pressionando bem onde ela mais precisava. Daniela sentiu o orgasmo chegando como uma onda inevitável. Se tensionou inteira, as pernas tremendo, a mão apertando forte em volta dele.
—Jacob… — gemeu o nome dele pela primeira vez em voz alta, como uma súplica.
—Se solta — sussurrou ele no ouvido dela —. Quero ver você gozar nos meus dedos.
E ela gozou.
O clímax atravessou ela como um relâmpago silencioso. Se arqueou contra a mão dele, os músculos internos se contraindo em volta dos dedos, um gemido longo e partido escapando da garganta. Jacob não parou de se mover até as últimas ondas passarem, até ela ficar tremendo, apoiada no peito dele, respirando com dificuldade.
Quando abriu os olhos, ele olhava pra ela com uma mistura de ternura e fome.
—Você é — Gostosa quando você goza —ele murmurou baixinho.
Daniela corou, mas não desviou o olhar. A mão dela ainda envolvia ele, ainda sentia como pulsava, como precisava de alívio.
— E você… ainda não terminou —sussurrou ela, apertando de leve.
Jacob soltou uma risada baixa, quase dolorida.
— Não. Ainda não.
Levantou ela do sofá sem esforço, como se não pesasse nada. Carregou até o quarto da suíte, deitou ela na cama enorme de lençóis brancos. Tirou o short devagar, deixando ela ver tudo: a ereção longa, grossa, a cabeça brilhando de líquido pré-gozo.
Daniela mordeu o lábio. O vestido ainda estava nela, amassado, uma alça caída. Jacob se ajoelhou entre as pernas dela, subiu a saia do vestido até a cintura e puxou a calcinha preta encharcada pelas coxas.
— Agora sim —murmurou, se posicionando sobre ela—. Agora sim vou te comer como você merece.
E quando entrou nela, devagar, centímetro por centímetro, Daniela fechou os olhos e pensou, por um segundo fugaz, em Israel.
Mas o pensamento se desfez sob o peso do corpo de Jacob, sob o calor da pele dele, sob o ritmo lento e profundo com que ele começou a se mover.
Porque naquele momento, só existia ele.
Só existia aquilo.
E o fogo que tinham aceso já não tinha volta.Continua...
Se vocês têm uma história que gostariam de contar e não sabem como fazer, a gente ajuda. É só mandar sua ideia pro e-mail que a gente dá vida a ela <3
Também fazemos troca de fotos e conversas quentes, manda mensagem ou e-mail que a gente te espera :p
Subiram num elevador privativo. Jacob apertou o botão do 32º andar sem dizer nada. Só olhou de lado uma vez, com aquele meio sorriso que fazia os olhos dele se apertarem um pouco nos cantos. Daniela manteve o olhar fixo no chão, contando as luzes do painel como se fossem salvá-la do que estava rolando.
A suíte era imensa. Tetos altos, janelões do chão ao teto com vista para a cidade que brilhava como um mar de estrelas caídas. Sofás de couro creme, uma lareira elétrica que nem precisava ser ligada, um bar de mármore com garrafas alinhadas como soldados. Cheirava a limpeza, a dinheiro, a ele.
— Fica à vontade — disse Jacob, tirando o paletó e pendurando no encosto de uma cadeira. — Vou trocar de roupa. Esse terno tá me matando.
Ele entrou no banheiro sem fechar a porta direito. Daniela ouviu a água correr por um segundo, depois o som de roupa caindo no chão. Ficou parada no meio da sala, com os braços cruzados sobre o peito como se quisesse se proteger de algo invisível. Não sabia o que fazer com as mãos. Tirou os saltos devagar, sentindo o alívio nos pés, mas também a vulnerabilidade de estar descalça num lugar que não era dela.
Sentou na beirada do sofá maior. Pernas juntas, costas retas. Olhou em volta. Tudo era perfeito demais. Irreal demais. Beliscou a coxa por baixo do vestido, forte, pra ver se não estava sonhando.
Jacob saiu do banheiro.
Só estava usando um short cinza de algodão que lhe... chegava até a metade da coxa. Sem camisa. O torso definido, mas sem exagero, pele levemente bronzeada, pelos escuros descendo numa linha fina do umbigo até sumir debaixo do tecido. Os ombros largos, os braços longos e fortes. Caminhava descalço, com uma naturalidade que fazia o espaço inteiro parecer menor.
Daniela sentiu a boca secar.
Ele se aproximou do balcão, pegou dois copos baixos e uma garrafa de uísque com rótulo dourado.
— Quer um? — perguntou, virando-se para ela.
— Não… não bebo muito — admitiu ela, com voz baixinha — Quase nada, na verdade.
Jacob sorriu, sem deboche.
— Então vou fazer um leve pra você. Só um dedo. Pra gente brindar.
Serviu dois copos. No dela, colocou gelo e bem pouco uísque; no dele, mais generoso. Aproximou-se e estendeu o copo. Os dedos se roçaram. Ela sentiu o calor subir pelo braço até a nuca.
Ele sentou ao lado dela, não colado, mas perto o bastante pra ela sentir o cheiro da pele recém-saída do banho: sabonete limpo, um toque de colônia suave, nada pesado. Tomou um gole e olhou pra ela.
— Qual é o seu nome? — perguntou, como se tivessem acabado de se conhecer numa festa normal.
— Daniela — sussurrou ela.
— Daniela… — repetiu ele, saboreando o nome — Gostei. Soa suave. Igual você.
Ela corou até a raiz do cabelo. Baixou os olhos pro copo. Deu um gole minúsculo. O uísque queimou a garganta, mas não tanto quanto o olhar dele.
— E você… como soube que era eu? — perguntou, sem coragem de olhar diretamente pra ele — No tapete. Você disse que eu era a sortuda.
Jacob se recostou no sofá, esticando um braço sobre o encosto. Os dedos dele ficaram a centímetros do ombro nu dela.
— Te vi do carro antes de descer. Você estava lá, parada no meio do caos todo. Não gritava, não empurrava. Só olhava. Com uma cara… sei lá. Como se estivesse segurando o mundo inteiro dentro de você. Me chamou a atenção. E aí, quando você caiu em cima de mim… — riu baixinho — Pensei: “essa é a que eu queria conhecer”.
Daniela Levantou o olhar finalmente. Os olhos castanhos dela encontraram os dele, escuros, tranquilos.
—Não entendo por que eu —disse ela, quase num fio de voz—. Tem milhares de garotas lá fora que…
—Não quero milhares de garotas —interrompeu ele, suave mas firme—. Quero conversar com alguém que não me trate como se eu fosse um troféu. E você não fez isso. Nem quando te segurei.
Ela sentiu o coração prestes a explodir. Tomou mais um gole. O álcool esquentou o estômago dela, soltou um pouco os nervos.
—E agora? —perguntou, com uma risada nervosa—. O que a gente faz?
Jacob se inclinou um pouco na direção dela. Não tocou nela, mas o espaço entre eles ficou menor.
—A gente conversa. Se conhece. Se quiser ir embora a qualquer hora, te levo de volta ou chamo um carro. Sem pressão. —Fez uma pausa—. Mas se quiser ficar… eu gostaria de te conhecer de verdade, Daniela.
Ela concordou devagar. Não sabia o que dizer. Só sabia que estar ali, com ele, meio pelado, conversando como se fossem duas pessoas normais, era mais erótico do que qualquer fantasia que já tivesse tido.
Começaram a conversar.
De filmes. De livros. De como ela odiava multidões mas amava o cinema. De como ele às vezes se sentia preso no personagem que as pessoas esperavam que ele fosse. Daniela se surpreendeu se ouvindo: falava mais do que o normal, as palavras saíam atropeladas pela emoção. Cada vez que ele sorria ou concordava, ela sentia um formigamento no peito.
O uísque acabou. Jacob serviu mais um pouco. Dessa vez ela não reclamou. O calor do álcool se misturava com o calor do corpo dela, com o calor que subia por dentro cada vez que ele se mexia e os músculos da barriga dele se marcavam levemente.
Num momento, ele se virou mais para ela.
—Sabe? —disse ele, baixando a voz—. Quando te vi cair nos meus braços… pensei que você era frágil. Mas agora que te vejo de perto… não é. Você tem fogo por dentro.
Daniela mordeu o lábio. A renda preta debaixo do vestido estava molhada de novo. Os bicos dos peitos roçavam o veludo. a cada respiração.
—Não sei o que fazer com tanto fogo — confessou, quase sem voz.
Jacob a encarou por um longo tempo. Depois, devagar, levantou uma mão e afastou um fio de cabelo que caía sobre o rosto dela. O toque dos dedos na bochecha dela foi como eletricidade.
—Pode deixar sair — murmurou —. Ou pode guardar. Você decide.
Ela não respondeu com palavras.
Em vez disso, inclinou-se para frente, só um pouco. O suficiente para que seus narizes quase se tocassem.
E Jacob entendeu.
Fechou a distância. Beijou-a devagar, como em suas fantasias. Lábios macios no começo, explorando. Depois mais profundos, mais seguros. Uma mão na nuca dela, a outra na cintura, puxando-a para perto.
Daniela se derreteu.
O beijo tinha gosto de uísque e de promessas que ela não deveria cumprir.
E pela primeira vez em toda a noite, ela parou de pensar em Israel.
Só existia Jacob.
Só existia aquele momento.
Só existia o fogo que ele acabara de acender.Capítulo 6: Na beira do fogoO beijo se prolongou mais do que Daniela esperava. Não era apressado nem voraz; era como se Jacob tivesse todo o tempo do mundo para aprender a forma da boca dela, o gosto da língua, o leve tremor dos lábios quando ele os mordia com suavidade. Daniela se sentia flutuar e afundar ao mesmo tempo. O uísque tinha soltado os nós do estômago, aquecido o sangue até que cada toque virasse faísca.
As mãos dela, que até então tinham ficado quietas no sofá, começaram a se mover por instinto. Primeiro uma no peito dele, sentindo a batida firme debaixo da pele quente. Depois a outra, mais ousada, desceu devagar pelo abdômen, seguindo a linha de pelo escuro que sumia debaixo do short cinza.
Jacob não se mexeu para impedir. Só soltou um suspiro baixo contra a boca dela quando os dedos de Daniela roçaram o tecido sobre a virilha dele. Tava ali: duro, quente, inchado debaixo do algodão fino. Daniela prendeu a respiração. Nunca tinha sentido algo assim com tanta clareza, tão perto. Os dedos dela se curvaram de leve, apertando com cuidado, explorando a forma comprida e grossa que se marcava contra a palma.
— Porra… — murmurou ele, a voz rouca pela primeira vez naquela noite. Não era um gemido, mas um som grave, quase reverente.
Daniela levantou o olhar. Os olhos de Jacob estavam escuros, as pupilas dilatadas. Ele olhava pra ela como se ela fosse a única coisa que existia naquela suíte enorme.
— Quer parar? — perguntou ele, embora a mão já tivesse descido pelas costas nuas de Daniela, roçando a pele exposta até parar bem onde o vestido acabava, na curva superior da bunda dela.
Ela balançou a cabeça, devagar. O uísque dava coragem, ou talvez fosse ele. Ou talvez fosse que, pela primeira vez, ela se sentia desejada de um jeito que não precisava de palavras bonitas nem promessas. Só toque. Só calor.
— Não — sussurrou—. Quero… continuar.
Jacob sorriu, aquele sorriso lento que enrugava os olhos dele. Beijou ela de novo, dessa vez mais fundo, enquanto a mão dele deslizava por baixo do veludo. Encontrou a renda preta da calcinha, a pele quente e molhada que vinha esperando desde o tapete vermelho. Passou os dedos pelo tecido encharcado, sem apertar, só traçando a linha dos lábios maiores por cima da renda. Daniela arqueou o corpo contra a mão dele, um gemidinho escapando da garganta.
Em troca, ela apertou um pouco mais a palma contra a ereção dele. Sentiu como pulsava sob o toque, como endurecia ainda mais. Com dedos trêmulos, deslizou a mão por dentro do short. A pele era macia, quente, cheia de veias. Envolveu ele com suavidade, quase um punho frouxo no começo, subindo e descendo devagar. Jacob soltou o ar entre os dentes, a testa encostada na dela.
—Assim… devagar —murmurou—. Você tá me deixando louco, Daniela.
Ela não respondeu. Só continuou movendo a mão, aprendendo a grossura, o comprimento, o jeito que a cabeça inchava quando o polegar passava por cima. Cada carícia fazia ele se tensionar, a respiração ficar mais pesada.
Enquanto isso, os dedos de Jacob ficaram mais ousados. Afastou a renda de lado com delicadeza, expondo a umidade que já escorria entre as dobras dela. Riscou o clitóris com a ponta do dedo médio, círculos lentos, quase torturantes. Daniela tremeu inteira, os quadris se movendo por instinto em direção à mão dele. Ele introduziu um dedo devagar, só a primeira falange, sentindo as paredes internas apertarem, quentes e escorregadias.
—Você tá tão molhada… —sussurrou contra o pescoço dela, beijando ali, lambendo a pele sensível—. Tudo isso por mim?
Daniela assentiu, ofegante. Não conseguia mentir. Não queria. O calor do uísque tinha virado fogo líquido correndo nas veias dela. Cada toque dele a fazia arquear mais, cada movimento da mão dele sobre a boceta dela a levava mais perto do limite.
Jacob adicionou um segundo dedo, curvando-os levemente pra cima, procurando aquele ponto que a fez soltar Um gemido mais alto. Ela encontrou rápido. Daniela se agarrou ao ombro dele com a mão livre, as unhas cravando um pouco na pele dele.
—Aí… bem aí — gemeu ela, a voz trêmula.
Ele obedeceu. Manteve o ritmo constante, profundo, mas sem pressa, enquanto o polegar continuava fazendo círculos no clitóris inchado dela. Com a outra mão, puxou uma alça do vestido dela, expondo um peito pequeno. Inclinou-se e pegou o mamilo na boca, chupando de leve no começo, depois mais forte, lambendo com a língua inteira.
Daniela sentia que se desmanchava. A mão que ela tinha dentro do short dele se movia mais rápido agora, apertando um pouco mais, sentindo ele pulsar contra a palma dela. Jacob grunhiu contra o peito dela, o som vibrando na pele.
—Não vou aguentar muito se você continuar assim — admitiu, a voz rouca, quase envergonhada.
—Então não para — respondeu ela, surpresa com a própria ousadia —. Quero sentir você… inteiro.
Jacob levantou a cabeça. Olhou fixo pra ela, como se quisesse gravar cada detalhe do rosto dela naquele momento: bochechas coradas, lábios inchados de tanto beijar, olhos brilhando de tesão.
Inclinou-se e beijou ela de novo, dessa vez com mais urgência. Os dedos dele se moviam mais rápido dentro dela, o polegar pressionando bem onde ela mais precisava. Daniela sentiu o orgasmo chegando como uma onda inevitável. Se tensionou inteira, as pernas tremendo, a mão apertando forte em volta dele.
—Jacob… — gemeu o nome dele pela primeira vez em voz alta, como uma súplica.
—Se solta — sussurrou ele no ouvido dela —. Quero ver você gozar nos meus dedos.
E ela gozou.
O clímax atravessou ela como um relâmpago silencioso. Se arqueou contra a mão dele, os músculos internos se contraindo em volta dos dedos, um gemido longo e partido escapando da garganta. Jacob não parou de se mover até as últimas ondas passarem, até ela ficar tremendo, apoiada no peito dele, respirando com dificuldade.
Quando abriu os olhos, ele olhava pra ela com uma mistura de ternura e fome.
—Você é — Gostosa quando você goza —ele murmurou baixinho.
Daniela corou, mas não desviou o olhar. A mão dela ainda envolvia ele, ainda sentia como pulsava, como precisava de alívio.
— E você… ainda não terminou —sussurrou ela, apertando de leve.
Jacob soltou uma risada baixa, quase dolorida.
— Não. Ainda não.
Levantou ela do sofá sem esforço, como se não pesasse nada. Carregou até o quarto da suíte, deitou ela na cama enorme de lençóis brancos. Tirou o short devagar, deixando ela ver tudo: a ereção longa, grossa, a cabeça brilhando de líquido pré-gozo.
Daniela mordeu o lábio. O vestido ainda estava nela, amassado, uma alça caída. Jacob se ajoelhou entre as pernas dela, subiu a saia do vestido até a cintura e puxou a calcinha preta encharcada pelas coxas.
— Agora sim —murmurou, se posicionando sobre ela—. Agora sim vou te comer como você merece.
E quando entrou nela, devagar, centímetro por centímetro, Daniela fechou os olhos e pensou, por um segundo fugaz, em Israel.
Mas o pensamento se desfez sob o peso do corpo de Jacob, sob o calor da pele dele, sob o ritmo lento e profundo com que ele começou a se mover.
Porque naquele momento, só existia ele.
Só existia aquilo.
E o fogo que tinham aceso já não tinha volta.Continua...
Se vocês têm uma história que gostariam de contar e não sabem como fazer, a gente ajuda. É só mandar sua ideia pro e-mail que a gente dá vida a ela <3
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