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Apaixonado por uma Ninfomaníaca
Fiquei encarando a tela por alguns segundos a mais do que o normal. Não porque eu duvidasse do que responder, mas porque sentia que aquela mensagem carregava tudo o que tinha acontecido antes… e tudo o que ainda não tinha sido dito. Escrevi devagar.
— Sim, claro. Podemos conversar.
Apaguei aquela linha. Escrevi de novo. Não era suficiente.
— Sim. Tudo bem pra mim. Mas prefiro que a gente converse pessoalmente.
O cursor piscou por mais alguns segundos antes de eu enviar a mensagem. Tinha algo em mim que não queria esconder aquilo atrás de uma tela. Algo que precisava vê-la, ouvi-la, encarar tudo isso de frente.
A resposta não demorou.
— Tá bom. Hoje?
Li aquele “hoje?” com uma mistura de ansiedade e expectativa. Senti o corpo reagir antes da cabeça.
— Sim — respondi. — Hoje tá perfeito.
Desliguei a tela e fiquei olhando pro teto. Sabia que aquela conversa não ia ser fácil. Também não ia ser inocente. Mas, por algum motivo, eu estava esperando por ela desde antes de ela escrever. E bem lá no fundo, eu sabia: vê-la de novo ia mexer com muito mais do que palavras.
O resto do tempo passou devagar. Devagar demais. Cada minuto se esticava como se soubesse que eu estava esperando algo importante. Tentei me distrair, mas minha cabeça voltava uma e outra vez pra ela, pra voz dela, pro corpo dela, pra tudo o que eu agora sabia e pra tudo o que ainda não tinha sido dito.
Até que ouvi o som da porta.
Vi ela chegar pela janela. Primeiro foi a silhueta dela andando pela calçada, se aproximando aos poucos da casa. Conforme ela se aproximava, comecei a distinguir melhor o que ela estava vestindo. Um vestido branco. Simples à primeira vista, mas impossível de ignorar quando o corpo que o habitava era o dela.
Quando a luz batia de frente, o tecido grudava nela de um jeito quase imprudente, marcando cada curva sem pedir permissão. Não era um branco opaco; o tecido deixava entrever mais do que deveria, principalmente quando o sol o atravessava. Dava pra perceber que ela não estava usando nada por baixo que interrompesse aquela continuidade. Tudo Estava ali, insinuado, evidente, como se o vestido não tentasse escondê-la, mas acompanhá-la.
Me afastei da janela bem antes de ela bater. Quando abri a porta, me deparei com aquela mesma imagem, agora bem mais perto. Ela me cumprimentou com um sorriso tímido, quase nervoso, que contrastava com o provocante da presença dela. Convidei ela pra entrar e sentar pra gente conversar sossegado, como a gente tinha combinado.
Nós sentamos cara a cara. E mesmo que a gente tivesse vindo pra falar de coisas importantes, o vestido dela continuava sendo uma distração constante.
Me pediu o favor de mostrar onde tinha uma tomada pra carregar o celular. Apontei pra parte de trás do móvel onde ela tava sentada. —Ali atrás —falei. Ela se virou toda pra alcançar, virando as costas pra mim sem perceber —ou fingindo que não percebia— o que aquilo provocava. O vestido se ajustou ainda mais no movimento, apertando no corpo dela, marcando sem vergonha cada curva. Fiquei olhando pra ela uns segundos a mais, sem conseguir desviar o olhar, principalmente daquela bunda desenhada perfeitinho debaixo do pano branco.
Não foi algo consciente. Simplesmente aconteceu. Ela conectou o carregador, ajeitou o cabo e depois se virou de novo pra ficar de frente pra mim, retomando o lugar como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse acabado de me dar aquela visão. Eu pigarreei de leve, tentando voltar pro motivo real da visita dela. — Quer… começar a conversar? — falei. Ela assentiu devagar, largando o celular de lado, e por um instante senti que nós dois sabíamos que aquela conversa não ia ser tão simples quanto parecia. Ela respirou fundo antes de falar, como se estivesse organizando as palavras dentro da cabeça. — Tô meio nervosa… — disse por fim, com um meio sorriso que não conseguia esconder totalmente o desconforto —. E também com vergonha. Ela baixou o olhar por um segundo, brincando com as mãos, e depois me encarou de novo. — Tenho medo do que você tá pensando de mim agora. De que… você já não me veja do mesmo jeito que na primeira vez que a gente se viu. Depois de tudo que você ficou sabendo. Dos vídeos, das fotos… do Samuel, do Adrian. A voz dela não tremia, mas tinha algo frágil no jeito que ela falava, como se estivesse preparada pra uma decepção. — Quando te conheci — continuou —, você me pareceu muito gato. E não só isso. Conforme a gente foi conversando, comecei a sentir uma atração diferente por você. Não só física… algo mais. Ela fez uma pausa curta, medindo minhas reações. — Mas acho que, com tudo que rolou, as coisas já não podem ser as mesmas de antes. E não sei se você ainda me vê do mesmo jeito. Ela ficou em silêncio, me esperando, como se o que eu dissesse a seguir fosse definir mais do que nós dois queríamos admitir. Eu neguei devagar com a cabeça antes que o silêncio ficasse mais pesado. — Não precisa se preocupar com isso — falei —. Sério. Eu não julgo as pessoas pelo passado delas. O que você fez antes de me conhecer não muda quem você é agora. Olhei direto nos olhos dela pra que entendesse. — Seu passado não me incomoda — continuei —. Não é algo que me faça te ver pior ou diferente. E era verdade. Só que não de do jeito que ela acreditava. Porque, mesmo falando com calma, por dentro sabia que o passado dela me importava, sim… só que não como um peso, mas como uma carga diferente. Uma que despertava coisas que ela não precisava saber. Não agora. Talvez nunca. —Se quiser —completei—, pode confiar em mim. Me contar tudo o que passou nos seus relacionamentos. O bom, o ruim, o que te machucou. Posso ser aquela pessoa com quem você fala sem medo. Fiz uma pausa curta antes de finalizar. —Gostaria de te entender melhor. Sorri com suavidade, dando espaço pra ela decidir. Por fora, era apoio. Compreensão. Confiança. Por dentro, sabia que ouvi-la seria muito mais que isso. E eu estava pronto pra ouvir tudo. Maria respirou fundo, como se estivesse decidindo por onde começar. Quando falou, foi sem parar, como se tivesse medo de que, se parasse, não conseguisse continuar. —A verdade… ao longo da minha vida, tive muitos problemas no love —disse ela—. Acho que grande parte disso tem a ver com minha impulsividade. Fiz um monte de coisas sem pensar direito. Coisas que, se eu contasse pra outra pessoa, provavelmente morreria de vergonha. Ela baixou o olhar por um segundo, mas levantou quase na hora. —Contar pra você é diferente —completou—. Confio em você. Sinto que posso falar sem ser julgada. Ela se ajeitou no banco, visivelmente nervosa, e continuou: —Nos meus relacionamentos passados… muitas vezes fui usada. E não vou mentir: em parte, a culpa é minha. Franzí levemente a testa, atento. —Por que você diz isso? —perguntei. Ela hesitou só um instante antes de responder: —Porque não sei impor limites. Foi aí que eu a interrompi, com suavidade, sem querer pressionar, mas com genuína curiosidade. —Limites em que sentido? Maria sustentou meu olhar em silêncio por alguns segundos. Hesitou. Vi na cara dela. Depois respirou fundo e falou, como se já não houvesse volta. —Não sei impor limites na minha parte sexual —disse—. Sempre deixo os outros tomarem o controle… e isso me tem Já deu o que tinha que dar. Ela continuou falando, cada vez mais solta. —Nos meus relacionamentos, muitas vezes me controlam e me usam do jeito que querem. Principalmente sexualmente. Porque eu nunca nego. Engoli seco, mas não falei nada. Deixei ela continuar. —E quero ser honesta com você — acrescentou—. Não sou uma vítima. Eu também sou assim. Sou sexual demais. Até… dá pra dizer que sou ninfomaníaca. Sempre quero mais. E não sei dizer não às tentações. Foi aí que senti com clareza. O que ela tava me contando não me incomodava. Não me causava repulsa. Não me fazia vê-la pior. Me excitava. Senti meu corpo reagir na hora, como uma ereção começava a se acumular dentro de mim. Tive que controlar minha respiração e ficar parado, fingindo normalidade, enquanto por dentro a excitação crescia sem permissão. Ela falava de ser usada, de não negar, de deixar os outros assumirem o controle… e cada palavra encaixava perfeitamente no que me acendia. Mesmo assim, sorri com calma. Dei exatamente a expressão que ela precisava pra continuar confiando. —E de que forma você sente que se aproveitavam dessa sua parte? — perguntei, tentando que minha voz não entregasse nada—. Fica tranquila… pode me contar sem medo. Não vou te julgar. Maria respirou fundo de novo antes de responder. —As pessoas que se relacionam comigo já sabem como eu sou — disse—. E se aproveitam disso pra se satisfazer. Interrompi ela quase sem pensar. —As pessoas que se relacionam com você… quem? Perguntei com calma, mas por dentro não tava. Queria saber mais. Queria confirmar se não eram só Samuel e Adrian. A ideia de que tivesse mais gente envolvida me excitava de um jeito que eu não conseguia — nem queria — esconder de mim mesmo. Ela assentiu devagar. —Sim… quando digo que se aproveitam de mim, não falo só do Samuel e do Adrian. Também minhas amizades. Muitas vezes só me chamam quando tão com tesão pra me ver. Fez uma pausa curta, como medindo minhas reações. —Eles acham que eu não percebo. conta... mas eu sei. E mesmo assim eu me encontro com eles. Porque eu também tenho uma necessidade sexual constante. Senti a excitação subindo de repente. Não foi uma surpresa. Foi uma confirmação. A certeza de que María tinha sido — e ainda era — o desejo de muitas pessoas. Que não era algo isolado. Que o corpo dela e a sexualidade dela tinham sido procurados, usados, compartilhados. Isso me excitou muito mais. E, de um jeito estranho, até contraditório, também fez com que eu olhasse pra ela com algo parecido com paixão. Como se saber tudo aquilo não a diminuísse aos meus olhos... mas a tornasse ainda mais intensa, mais desejável, mais minha de uma forma torta que eu mal começava a entender. Ela continuou falando, com a voz um pouco mais baixa. Disse que muitas vezes se sente — e a fazem sentir — como se fosse só um meio pra satisfazer desejos alheios. Que a veem, a procuram, a chamam... mas quase nunca a olham de verdade. E que, embora sim, ela deixe as pessoas usarem ela, também quer alguém que valorize a outra parte dela. A que não é só sexo. Foi aí que eu falei. — Olha, María — eu disse. — Gosto que você tenha me contado tudo isso. Que tenha sido tão sincera comigo. E a verdade... me ajuda a entender melhor muitas coisas do que eu vi. Não se preocupa, não me incomoda. Olhei nos olhos dela, sustentando o olhar. — Me interessa mais a pessoa que você é agora do que a pessoa que você foi com outras pessoas. Ela sorriu. Um sorriso suave, quase aliviado. Continuei falando. — Também valorizo sua parte humana. Você é uma boa garota, é meiga, sua personalidade me agrada muito e sinto que você tem um coração enorme. Não te vejo só como um objeto sexual... como os outros fazem. Enquanto eu dizia tudo aquilo, meu corpo seguia por outro caminho. A ereção na minha calça já era impossível de esconder. Não fiz nada pra disfarçar, mas também não mencionei. Mesmo assim, María baixou o olhar por um segundo... e viu. Ficou observando. Um instante de silêncio. O suficiente.
Quando percebi o olhar fixo dela ali, falei na hora, sem mudar o tom. —Claro… também valorizo a sua parte sexual. Foi instantâneo. A expressão dela mudou completamente. A ternura desapareceu. No lugar, surgiu outro olhar. Mais intenso. Mais carregado. Como se algo dentro dela tivesse sido ativado de repente. Ela já não olhava pro meu rosto. Não conseguia tirar os olhos da minha calça. Então eu disse, com calma: —Quer entrar no meu quarto pra gente conversar sobre isso com mais intimidade? A María não hesitou nem um segundo. —Sim… claro —disse ela—. Vamos. Entramos no quarto e, assim que fechei a porta, o clima mudou completamente. O ar ficou mais denso, mais pesado. Ainda não tínhamos dito nada, mas tudo já estava dito. Ela deu alguns passos e, fingindo procurar onde deixar a bolsa, fez um gesto que tentou passar por natural. Natural demais pra não ser intencional. Num movimento rápido, virou de costas pra mim, e o vestido branco, tão justo quanto provocante, subiu o suficiente pra eu ver a bunda dela com toda clareza.
Não foi um acidente. E ela sabia disso. Virou-se de novo, devagar. —Ops… —disse—. Sem querer. Mas o olhar dela desmentia tudo. Tinha sedução ali. Deboche. Perversidade. Senti meu pau reagir na hora. A pressão dentro da calça ficou impossível de ignorar, levando ao limite. Maria baixou o olhar, percebeu… e sorriu.
—Cê ficou assim tão rápido... —comentou, com um tom divertido, quase orgulhoso. E antes que eu pudesse responder, levantou de novo o vestido um pouquinho, agora de frente, me deixando ver o corpo dela.
—Parece que isso te excita mais do que você quer admitir, né? Ela soltou uma risadinha suave, cheia de ironia, aproveitando cada segundo da minha reação. Maria ajeitou o vestido de novo, puxando ele pra baixo devagar, como se quisesse retomar o controle da cena. Me olhou de canto e sorriu. —Já deu? —perguntou—. Porque depois você fala que não consegue se segurar. Mas eu já não aguentava mais. Cheguei perto sem pensar muito, levantei o vestido e apertei a bunda dela com força. Foi um gesto direto, impulsivo, impossível de disfarçar.
Ela não se afastou. Pelo contrário, soltou uma risadinha suave. —Bom… —disse ela—. Já que você insiste. Virou-se para mim e se inclinou na direção da minha calça, se aproximando com uma intenção bem clara. As mãos dela se moveram com segurança, abaixando o suficiente, liberando o que já não dava pra esconder. Senti o contraste do ar e, logo em seguida, a proximidade dela. Ela não se ajoelhou. Só se inclinou mais, ficando na altura exata, concentrada. O rosto dela ficou bem perto, perto demais pra qualquer dúvida. Os lábios dela roçaram, ficaram ali, e aí eu entendi perfeitamente o que estava prestes a rolar. Fechei os olhos.
O calor, a atenção total, o jeito que ela se entregou àquele gesto sem dizer uma palavra… tudo me atingiu de uma vez. María sabia exatamente o que estava fazendo. E eu parei de resistir por completo. Continuei me deixando levar pelo ritmo dela, pela segurança com que se movia. María sabia exatamente quando acelerar, quando diminuir, quando parar por um segundo só pra recomeçar. Não havia dúvidas nela. Tudo era preciso, aprendido, dominado. — Como você é boa nisso — falei, sem pensar muito, com a voz carregada do que estava sentindo. Ela parou por um instante. Levantou o olhar pra mim, com um sorriso que não era tímido nem doce, mas desafiador. Como se tivesse entendido o comentário não como um elogio, mas como um desafio. Sem dizer uma palavra, se aproximou mais. Muito mais. A boca dela não se contentou com o básico. Avançou com decisão, sem pressa, me levando completamente pra dentro dela, mostrando que não tinha limites, que controlava a situação de um jeito que eu raramente tinha sentido. Desceu o máximo que pôde, mais do que eu achava possível, envolvendo meu pau junto com minhas bolas, me fazendo entender que pra ela não era esforço, era escolha.
Ela não parou por aí. Manteve aquela profundidade, aquele controle absoluto, como se quisesse deixar claro que podia fazer o que quisesse comigo, que sabia até onde ir pra me levar ao limite. Era o jeito dela de dizer, sem palavras, que tinha experiência de sobra… e que adorava mostrar isso. Eu mal conseguia pensar. Ela parou só por um instante, como se tivesse percebido tarde demais o quanto estava entregue, e soltou uma risada baixa, quase envergonhada. — Desculpa… — murmurou. — É que quando eu tô fazendo isso, nunca sei me controlar. Levantou o olhar por um segundo, sem desafio, sem provocação consciente. — Sério — completou. — É uma das coisas que eu mais gosto… e quando começo, simplesmente me deixo levar. Ela não disse mais nada. Não precisava. Na minha cabeça, aquela frase virou um zumbido constante. Se ela gostava tanto assim… se perdia o controle daquele jeito… se fazia aquilo com tanta naturalidade… Era impossível não me perguntar quantas vezes, com quem, em que situações ela tinha sentido exatamente a mesma coisa. E entender, de repente, por que ela era tão boa naquilo. Não aguentei mais. Segurei ela com firmeza e a levei até a mesa, virando-a de costas pra mim. O movimento foi decidido, quase brusco, e ela aceitou sem resistir, se apoiando na hora, como se soubesse exatamente o que vinha a seguir. Levantei o vestido dela até a cintura, deixando a bunda dela completamente à mostra. Meu corpo já estava perto demais do dela, a tensão impossível de ignorar.
Me acomodei atrás dela, segurei ela com força e, sem mais pausas nem palavras, meti nela. A Maria soltou um gemido profundo ao me sentir dentro. A reação dela foi na hora: se arqueou contra mim, se agarrando na mesa, acompanhando cada movimento. O som dos nossos corpos se chocando encheu o quarto, misturado com a respiração ofegante dela e a minha, cada vez mais sem controle.
Não era suave. Não era lento. Era puro impulso, deseio acumulado se rompendo sem filtro. E naquele instante, já não tinha volta. O ritmo ficou mais forte, mais descontrolado, e foi aí que a Maria perdeu qualquer tentativa de se segurar. A voz dela mudou, mais grave, mais carregada de tesão. — Não para… eu amo isso — disse entre respirações ofegantes —. Agora você vai aproveitar meu corpo. Vou ser toda sua. Essas palavras me acertaram em cheio na cabeça. Porque no instante em que ela disse “agora”, minha mente fez o resto sozinha. Agora eu. Mas antes… outros. A imagem se repetiu sem pedir licença: ela na mesma posição, se entregando igual, falando com a mesma voz, deixando que outros corpos fizessem exatamente o que eu estava fazendo naquele momento. Pensar que o que eu sentia como meu agora já tinha sido curtido por outros me acendeu ainda mais, misturando posse com um tesão que me percorria inteiro. Minha respiração ficou descompassada. O corpo me traía, reagindo com uma intensidade bruta. Eu tava no limite. E quanto mais eu pensava nisso, mais impossível ficava de parar. Eu tava metendo forte, sem pausa, completamente entregue ao momento. O corpo dela reagia a cada movimento e isso, junto com a posição, me deixava no limite. Quando ela disse que amava, que não parasse, senti tudo subir de uma vez. O prazer era físico, real, mas ao mesmo tempo minha cabeça começou a encher de pensamentos. Quase gozei. Naquele limite, sem pensar, falei que amava, que tava quase. Ela, com aquela segurança toda dela, disse que se eu fosse gozar, queria que fosse no peito dela, porque era o que ela mais gostava. Antes mesmo de decidir fazer, esse comentário me trouxe uma lembrança: o que o Adriano tinha me dito tempos atrás, que ele costumava terminar ali, que pra ele aquele era o lugar. Essa ideia me atravessou bem naquele instante, se misturando com o que tava rolando, com o calor do momento e com ter ela na minha frente. pra mim, assim. Quando finalmente fiz, tudo se juntou numa única sensação. O prazer de estar com a Maria, o impulso do momento e aquele pensamento de saber que não era o primeiro, que outros antes também tinham curtido ela daquele jeito. Longe de me apagar, isso me acendeu ainda mais. Foi uma liberação completa, física e mental, tudo acontecendo ao mesmo tempo.
Depois, tudo se acalmou. Enquanto eu ainda olhava pra ela, ela voltou a ser suave, quase tímida, como se aquele impulso intenso tivesse ficado pra trás. Ajeitou o vestido, foi se trocar e voltou com um sorriso diferente, mais sereno. Sentou perto e disse que tava feliz, que dava uma paz saber que podia contar comigo, que fazia bem se sentir assim comigo. Comentou que tava animada pra continuar me conhecendo, me descobrir aos poucos, sem pressa. A voz dela já não tinha nada de provocação, era só proximidade. A gente ficou conversando mais um tempo, sobre coisas simples, sobre a vida, sobre o que vinha pela frente. O clima era outro: mais quente, mais real. Como se, depois de tudo que tinha rolado, o que sobrava fosse uma conexão tranquila que também pesava. Depois de um tempo, Maria olhou o relógio e disse que precisava ir. Um amigo tinha pedido pra ela ajudar com uma tarefa de inglês. Quando ouvi aquilo, alguma coisa se mexeu dentro de mim na hora. Lembrei do que ela já tinha me contado outras vezes, sobre como alguns amigos dela se aproveitavam da intimidade e do jeito dela. No começo, senti uma pontada de ciúme, rápida, quase automática. Mas esse sentimento não durou muito. Se transformou em outra coisa, numa agitação diferente, mais intensa e ao mesmo tempo excitante. Na minha cabeça, a ideia de que ela não ia só "fazer uma tarefa", mas que alguém podia desejar ela, tocar ela, usar essa confiança que ela dava com tanta facilidade, começou a me excitar de um jeito que eu não esperava. A gente ficou esperando uns minutos na porta, juntos, enquanto o amigo vinha buscar ela. Quando ele chegou, Maria se despediu com um beijo rápido e um sorriso calmo. Antes de ir, disse que quando chegasse em casa ia me escrever, depois de ajudar ele com a tarefa. Vi ela indo embora, e fiquei ali, com aquela mistura estranha de calma, desejo e pensamentos que continuavam girando na minha cabeça.
Apaixonado por uma Ninfomaníaca
Fiquei encarando a tela por alguns segundos a mais do que o normal. Não porque eu duvidasse do que responder, mas porque sentia que aquela mensagem carregava tudo o que tinha acontecido antes… e tudo o que ainda não tinha sido dito. Escrevi devagar.
— Sim, claro. Podemos conversar.
Apaguei aquela linha. Escrevi de novo. Não era suficiente.
— Sim. Tudo bem pra mim. Mas prefiro que a gente converse pessoalmente.
O cursor piscou por mais alguns segundos antes de eu enviar a mensagem. Tinha algo em mim que não queria esconder aquilo atrás de uma tela. Algo que precisava vê-la, ouvi-la, encarar tudo isso de frente.
A resposta não demorou.
— Tá bom. Hoje?
Li aquele “hoje?” com uma mistura de ansiedade e expectativa. Senti o corpo reagir antes da cabeça.
— Sim — respondi. — Hoje tá perfeito.
Desliguei a tela e fiquei olhando pro teto. Sabia que aquela conversa não ia ser fácil. Também não ia ser inocente. Mas, por algum motivo, eu estava esperando por ela desde antes de ela escrever. E bem lá no fundo, eu sabia: vê-la de novo ia mexer com muito mais do que palavras.
O resto do tempo passou devagar. Devagar demais. Cada minuto se esticava como se soubesse que eu estava esperando algo importante. Tentei me distrair, mas minha cabeça voltava uma e outra vez pra ela, pra voz dela, pro corpo dela, pra tudo o que eu agora sabia e pra tudo o que ainda não tinha sido dito.
Até que ouvi o som da porta.
Vi ela chegar pela janela. Primeiro foi a silhueta dela andando pela calçada, se aproximando aos poucos da casa. Conforme ela se aproximava, comecei a distinguir melhor o que ela estava vestindo. Um vestido branco. Simples à primeira vista, mas impossível de ignorar quando o corpo que o habitava era o dela.
Quando a luz batia de frente, o tecido grudava nela de um jeito quase imprudente, marcando cada curva sem pedir permissão. Não era um branco opaco; o tecido deixava entrever mais do que deveria, principalmente quando o sol o atravessava. Dava pra perceber que ela não estava usando nada por baixo que interrompesse aquela continuidade. Tudo Estava ali, insinuado, evidente, como se o vestido não tentasse escondê-la, mas acompanhá-la.
Me afastei da janela bem antes de ela bater. Quando abri a porta, me deparei com aquela mesma imagem, agora bem mais perto. Ela me cumprimentou com um sorriso tímido, quase nervoso, que contrastava com o provocante da presença dela. Convidei ela pra entrar e sentar pra gente conversar sossegado, como a gente tinha combinado.
Nós sentamos cara a cara. E mesmo que a gente tivesse vindo pra falar de coisas importantes, o vestido dela continuava sendo uma distração constante.
Me pediu o favor de mostrar onde tinha uma tomada pra carregar o celular. Apontei pra parte de trás do móvel onde ela tava sentada. —Ali atrás —falei. Ela se virou toda pra alcançar, virando as costas pra mim sem perceber —ou fingindo que não percebia— o que aquilo provocava. O vestido se ajustou ainda mais no movimento, apertando no corpo dela, marcando sem vergonha cada curva. Fiquei olhando pra ela uns segundos a mais, sem conseguir desviar o olhar, principalmente daquela bunda desenhada perfeitinho debaixo do pano branco.
Não foi algo consciente. Simplesmente aconteceu. Ela conectou o carregador, ajeitou o cabo e depois se virou de novo pra ficar de frente pra mim, retomando o lugar como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse acabado de me dar aquela visão. Eu pigarreei de leve, tentando voltar pro motivo real da visita dela. — Quer… começar a conversar? — falei. Ela assentiu devagar, largando o celular de lado, e por um instante senti que nós dois sabíamos que aquela conversa não ia ser tão simples quanto parecia. Ela respirou fundo antes de falar, como se estivesse organizando as palavras dentro da cabeça. — Tô meio nervosa… — disse por fim, com um meio sorriso que não conseguia esconder totalmente o desconforto —. E também com vergonha. Ela baixou o olhar por um segundo, brincando com as mãos, e depois me encarou de novo. — Tenho medo do que você tá pensando de mim agora. De que… você já não me veja do mesmo jeito que na primeira vez que a gente se viu. Depois de tudo que você ficou sabendo. Dos vídeos, das fotos… do Samuel, do Adrian. A voz dela não tremia, mas tinha algo frágil no jeito que ela falava, como se estivesse preparada pra uma decepção. — Quando te conheci — continuou —, você me pareceu muito gato. E não só isso. Conforme a gente foi conversando, comecei a sentir uma atração diferente por você. Não só física… algo mais. Ela fez uma pausa curta, medindo minhas reações. — Mas acho que, com tudo que rolou, as coisas já não podem ser as mesmas de antes. E não sei se você ainda me vê do mesmo jeito. Ela ficou em silêncio, me esperando, como se o que eu dissesse a seguir fosse definir mais do que nós dois queríamos admitir. Eu neguei devagar com a cabeça antes que o silêncio ficasse mais pesado. — Não precisa se preocupar com isso — falei —. Sério. Eu não julgo as pessoas pelo passado delas. O que você fez antes de me conhecer não muda quem você é agora. Olhei direto nos olhos dela pra que entendesse. — Seu passado não me incomoda — continuei —. Não é algo que me faça te ver pior ou diferente. E era verdade. Só que não de do jeito que ela acreditava. Porque, mesmo falando com calma, por dentro sabia que o passado dela me importava, sim… só que não como um peso, mas como uma carga diferente. Uma que despertava coisas que ela não precisava saber. Não agora. Talvez nunca. —Se quiser —completei—, pode confiar em mim. Me contar tudo o que passou nos seus relacionamentos. O bom, o ruim, o que te machucou. Posso ser aquela pessoa com quem você fala sem medo. Fiz uma pausa curta antes de finalizar. —Gostaria de te entender melhor. Sorri com suavidade, dando espaço pra ela decidir. Por fora, era apoio. Compreensão. Confiança. Por dentro, sabia que ouvi-la seria muito mais que isso. E eu estava pronto pra ouvir tudo. Maria respirou fundo, como se estivesse decidindo por onde começar. Quando falou, foi sem parar, como se tivesse medo de que, se parasse, não conseguisse continuar. —A verdade… ao longo da minha vida, tive muitos problemas no love —disse ela—. Acho que grande parte disso tem a ver com minha impulsividade. Fiz um monte de coisas sem pensar direito. Coisas que, se eu contasse pra outra pessoa, provavelmente morreria de vergonha. Ela baixou o olhar por um segundo, mas levantou quase na hora. —Contar pra você é diferente —completou—. Confio em você. Sinto que posso falar sem ser julgada. Ela se ajeitou no banco, visivelmente nervosa, e continuou: —Nos meus relacionamentos passados… muitas vezes fui usada. E não vou mentir: em parte, a culpa é minha. Franzí levemente a testa, atento. —Por que você diz isso? —perguntei. Ela hesitou só um instante antes de responder: —Porque não sei impor limites. Foi aí que eu a interrompi, com suavidade, sem querer pressionar, mas com genuína curiosidade. —Limites em que sentido? Maria sustentou meu olhar em silêncio por alguns segundos. Hesitou. Vi na cara dela. Depois respirou fundo e falou, como se já não houvesse volta. —Não sei impor limites na minha parte sexual —disse—. Sempre deixo os outros tomarem o controle… e isso me tem Já deu o que tinha que dar. Ela continuou falando, cada vez mais solta. —Nos meus relacionamentos, muitas vezes me controlam e me usam do jeito que querem. Principalmente sexualmente. Porque eu nunca nego. Engoli seco, mas não falei nada. Deixei ela continuar. —E quero ser honesta com você — acrescentou—. Não sou uma vítima. Eu também sou assim. Sou sexual demais. Até… dá pra dizer que sou ninfomaníaca. Sempre quero mais. E não sei dizer não às tentações. Foi aí que senti com clareza. O que ela tava me contando não me incomodava. Não me causava repulsa. Não me fazia vê-la pior. Me excitava. Senti meu corpo reagir na hora, como uma ereção começava a se acumular dentro de mim. Tive que controlar minha respiração e ficar parado, fingindo normalidade, enquanto por dentro a excitação crescia sem permissão. Ela falava de ser usada, de não negar, de deixar os outros assumirem o controle… e cada palavra encaixava perfeitamente no que me acendia. Mesmo assim, sorri com calma. Dei exatamente a expressão que ela precisava pra continuar confiando. —E de que forma você sente que se aproveitavam dessa sua parte? — perguntei, tentando que minha voz não entregasse nada—. Fica tranquila… pode me contar sem medo. Não vou te julgar. Maria respirou fundo de novo antes de responder. —As pessoas que se relacionam comigo já sabem como eu sou — disse—. E se aproveitam disso pra se satisfazer. Interrompi ela quase sem pensar. —As pessoas que se relacionam com você… quem? Perguntei com calma, mas por dentro não tava. Queria saber mais. Queria confirmar se não eram só Samuel e Adrian. A ideia de que tivesse mais gente envolvida me excitava de um jeito que eu não conseguia — nem queria — esconder de mim mesmo. Ela assentiu devagar. —Sim… quando digo que se aproveitam de mim, não falo só do Samuel e do Adrian. Também minhas amizades. Muitas vezes só me chamam quando tão com tesão pra me ver. Fez uma pausa curta, como medindo minhas reações. —Eles acham que eu não percebo. conta... mas eu sei. E mesmo assim eu me encontro com eles. Porque eu também tenho uma necessidade sexual constante. Senti a excitação subindo de repente. Não foi uma surpresa. Foi uma confirmação. A certeza de que María tinha sido — e ainda era — o desejo de muitas pessoas. Que não era algo isolado. Que o corpo dela e a sexualidade dela tinham sido procurados, usados, compartilhados. Isso me excitou muito mais. E, de um jeito estranho, até contraditório, também fez com que eu olhasse pra ela com algo parecido com paixão. Como se saber tudo aquilo não a diminuísse aos meus olhos... mas a tornasse ainda mais intensa, mais desejável, mais minha de uma forma torta que eu mal começava a entender. Ela continuou falando, com a voz um pouco mais baixa. Disse que muitas vezes se sente — e a fazem sentir — como se fosse só um meio pra satisfazer desejos alheios. Que a veem, a procuram, a chamam... mas quase nunca a olham de verdade. E que, embora sim, ela deixe as pessoas usarem ela, também quer alguém que valorize a outra parte dela. A que não é só sexo. Foi aí que eu falei. — Olha, María — eu disse. — Gosto que você tenha me contado tudo isso. Que tenha sido tão sincera comigo. E a verdade... me ajuda a entender melhor muitas coisas do que eu vi. Não se preocupa, não me incomoda. Olhei nos olhos dela, sustentando o olhar. — Me interessa mais a pessoa que você é agora do que a pessoa que você foi com outras pessoas. Ela sorriu. Um sorriso suave, quase aliviado. Continuei falando. — Também valorizo sua parte humana. Você é uma boa garota, é meiga, sua personalidade me agrada muito e sinto que você tem um coração enorme. Não te vejo só como um objeto sexual... como os outros fazem. Enquanto eu dizia tudo aquilo, meu corpo seguia por outro caminho. A ereção na minha calça já era impossível de esconder. Não fiz nada pra disfarçar, mas também não mencionei. Mesmo assim, María baixou o olhar por um segundo... e viu. Ficou observando. Um instante de silêncio. O suficiente.
Quando percebi o olhar fixo dela ali, falei na hora, sem mudar o tom. —Claro… também valorizo a sua parte sexual. Foi instantâneo. A expressão dela mudou completamente. A ternura desapareceu. No lugar, surgiu outro olhar. Mais intenso. Mais carregado. Como se algo dentro dela tivesse sido ativado de repente. Ela já não olhava pro meu rosto. Não conseguia tirar os olhos da minha calça. Então eu disse, com calma: —Quer entrar no meu quarto pra gente conversar sobre isso com mais intimidade? A María não hesitou nem um segundo. —Sim… claro —disse ela—. Vamos. Entramos no quarto e, assim que fechei a porta, o clima mudou completamente. O ar ficou mais denso, mais pesado. Ainda não tínhamos dito nada, mas tudo já estava dito. Ela deu alguns passos e, fingindo procurar onde deixar a bolsa, fez um gesto que tentou passar por natural. Natural demais pra não ser intencional. Num movimento rápido, virou de costas pra mim, e o vestido branco, tão justo quanto provocante, subiu o suficiente pra eu ver a bunda dela com toda clareza.
Não foi um acidente. E ela sabia disso. Virou-se de novo, devagar. —Ops… —disse—. Sem querer. Mas o olhar dela desmentia tudo. Tinha sedução ali. Deboche. Perversidade. Senti meu pau reagir na hora. A pressão dentro da calça ficou impossível de ignorar, levando ao limite. Maria baixou o olhar, percebeu… e sorriu.
—Cê ficou assim tão rápido... —comentou, com um tom divertido, quase orgulhoso. E antes que eu pudesse responder, levantou de novo o vestido um pouquinho, agora de frente, me deixando ver o corpo dela.
—Parece que isso te excita mais do que você quer admitir, né? Ela soltou uma risadinha suave, cheia de ironia, aproveitando cada segundo da minha reação. Maria ajeitou o vestido de novo, puxando ele pra baixo devagar, como se quisesse retomar o controle da cena. Me olhou de canto e sorriu. —Já deu? —perguntou—. Porque depois você fala que não consegue se segurar. Mas eu já não aguentava mais. Cheguei perto sem pensar muito, levantei o vestido e apertei a bunda dela com força. Foi um gesto direto, impulsivo, impossível de disfarçar.
Ela não se afastou. Pelo contrário, soltou uma risadinha suave. —Bom… —disse ela—. Já que você insiste. Virou-se para mim e se inclinou na direção da minha calça, se aproximando com uma intenção bem clara. As mãos dela se moveram com segurança, abaixando o suficiente, liberando o que já não dava pra esconder. Senti o contraste do ar e, logo em seguida, a proximidade dela. Ela não se ajoelhou. Só se inclinou mais, ficando na altura exata, concentrada. O rosto dela ficou bem perto, perto demais pra qualquer dúvida. Os lábios dela roçaram, ficaram ali, e aí eu entendi perfeitamente o que estava prestes a rolar. Fechei os olhos.
O calor, a atenção total, o jeito que ela se entregou àquele gesto sem dizer uma palavra… tudo me atingiu de uma vez. María sabia exatamente o que estava fazendo. E eu parei de resistir por completo. Continuei me deixando levar pelo ritmo dela, pela segurança com que se movia. María sabia exatamente quando acelerar, quando diminuir, quando parar por um segundo só pra recomeçar. Não havia dúvidas nela. Tudo era preciso, aprendido, dominado. — Como você é boa nisso — falei, sem pensar muito, com a voz carregada do que estava sentindo. Ela parou por um instante. Levantou o olhar pra mim, com um sorriso que não era tímido nem doce, mas desafiador. Como se tivesse entendido o comentário não como um elogio, mas como um desafio. Sem dizer uma palavra, se aproximou mais. Muito mais. A boca dela não se contentou com o básico. Avançou com decisão, sem pressa, me levando completamente pra dentro dela, mostrando que não tinha limites, que controlava a situação de um jeito que eu raramente tinha sentido. Desceu o máximo que pôde, mais do que eu achava possível, envolvendo meu pau junto com minhas bolas, me fazendo entender que pra ela não era esforço, era escolha.
Ela não parou por aí. Manteve aquela profundidade, aquele controle absoluto, como se quisesse deixar claro que podia fazer o que quisesse comigo, que sabia até onde ir pra me levar ao limite. Era o jeito dela de dizer, sem palavras, que tinha experiência de sobra… e que adorava mostrar isso. Eu mal conseguia pensar. Ela parou só por um instante, como se tivesse percebido tarde demais o quanto estava entregue, e soltou uma risada baixa, quase envergonhada. — Desculpa… — murmurou. — É que quando eu tô fazendo isso, nunca sei me controlar. Levantou o olhar por um segundo, sem desafio, sem provocação consciente. — Sério — completou. — É uma das coisas que eu mais gosto… e quando começo, simplesmente me deixo levar. Ela não disse mais nada. Não precisava. Na minha cabeça, aquela frase virou um zumbido constante. Se ela gostava tanto assim… se perdia o controle daquele jeito… se fazia aquilo com tanta naturalidade… Era impossível não me perguntar quantas vezes, com quem, em que situações ela tinha sentido exatamente a mesma coisa. E entender, de repente, por que ela era tão boa naquilo. Não aguentei mais. Segurei ela com firmeza e a levei até a mesa, virando-a de costas pra mim. O movimento foi decidido, quase brusco, e ela aceitou sem resistir, se apoiando na hora, como se soubesse exatamente o que vinha a seguir. Levantei o vestido dela até a cintura, deixando a bunda dela completamente à mostra. Meu corpo já estava perto demais do dela, a tensão impossível de ignorar.
Me acomodei atrás dela, segurei ela com força e, sem mais pausas nem palavras, meti nela. A Maria soltou um gemido profundo ao me sentir dentro. A reação dela foi na hora: se arqueou contra mim, se agarrando na mesa, acompanhando cada movimento. O som dos nossos corpos se chocando encheu o quarto, misturado com a respiração ofegante dela e a minha, cada vez mais sem controle.
Não era suave. Não era lento. Era puro impulso, deseio acumulado se rompendo sem filtro. E naquele instante, já não tinha volta. O ritmo ficou mais forte, mais descontrolado, e foi aí que a Maria perdeu qualquer tentativa de se segurar. A voz dela mudou, mais grave, mais carregada de tesão. — Não para… eu amo isso — disse entre respirações ofegantes —. Agora você vai aproveitar meu corpo. Vou ser toda sua. Essas palavras me acertaram em cheio na cabeça. Porque no instante em que ela disse “agora”, minha mente fez o resto sozinha. Agora eu. Mas antes… outros. A imagem se repetiu sem pedir licença: ela na mesma posição, se entregando igual, falando com a mesma voz, deixando que outros corpos fizessem exatamente o que eu estava fazendo naquele momento. Pensar que o que eu sentia como meu agora já tinha sido curtido por outros me acendeu ainda mais, misturando posse com um tesão que me percorria inteiro. Minha respiração ficou descompassada. O corpo me traía, reagindo com uma intensidade bruta. Eu tava no limite. E quanto mais eu pensava nisso, mais impossível ficava de parar. Eu tava metendo forte, sem pausa, completamente entregue ao momento. O corpo dela reagia a cada movimento e isso, junto com a posição, me deixava no limite. Quando ela disse que amava, que não parasse, senti tudo subir de uma vez. O prazer era físico, real, mas ao mesmo tempo minha cabeça começou a encher de pensamentos. Quase gozei. Naquele limite, sem pensar, falei que amava, que tava quase. Ela, com aquela segurança toda dela, disse que se eu fosse gozar, queria que fosse no peito dela, porque era o que ela mais gostava. Antes mesmo de decidir fazer, esse comentário me trouxe uma lembrança: o que o Adriano tinha me dito tempos atrás, que ele costumava terminar ali, que pra ele aquele era o lugar. Essa ideia me atravessou bem naquele instante, se misturando com o que tava rolando, com o calor do momento e com ter ela na minha frente. pra mim, assim. Quando finalmente fiz, tudo se juntou numa única sensação. O prazer de estar com a Maria, o impulso do momento e aquele pensamento de saber que não era o primeiro, que outros antes também tinham curtido ela daquele jeito. Longe de me apagar, isso me acendeu ainda mais. Foi uma liberação completa, física e mental, tudo acontecendo ao mesmo tempo.
Depois, tudo se acalmou. Enquanto eu ainda olhava pra ela, ela voltou a ser suave, quase tímida, como se aquele impulso intenso tivesse ficado pra trás. Ajeitou o vestido, foi se trocar e voltou com um sorriso diferente, mais sereno. Sentou perto e disse que tava feliz, que dava uma paz saber que podia contar comigo, que fazia bem se sentir assim comigo. Comentou que tava animada pra continuar me conhecendo, me descobrir aos poucos, sem pressa. A voz dela já não tinha nada de provocação, era só proximidade. A gente ficou conversando mais um tempo, sobre coisas simples, sobre a vida, sobre o que vinha pela frente. O clima era outro: mais quente, mais real. Como se, depois de tudo que tinha rolado, o que sobrava fosse uma conexão tranquila que também pesava. Depois de um tempo, Maria olhou o relógio e disse que precisava ir. Um amigo tinha pedido pra ela ajudar com uma tarefa de inglês. Quando ouvi aquilo, alguma coisa se mexeu dentro de mim na hora. Lembrei do que ela já tinha me contado outras vezes, sobre como alguns amigos dela se aproveitavam da intimidade e do jeito dela. No começo, senti uma pontada de ciúme, rápida, quase automática. Mas esse sentimento não durou muito. Se transformou em outra coisa, numa agitação diferente, mais intensa e ao mesmo tempo excitante. Na minha cabeça, a ideia de que ela não ia só "fazer uma tarefa", mas que alguém podia desejar ela, tocar ela, usar essa confiança que ela dava com tanta facilidade, começou a me excitar de um jeito que eu não esperava. A gente ficou esperando uns minutos na porta, juntos, enquanto o amigo vinha buscar ela. Quando ele chegou, Maria se despediu com um beijo rápido e um sorriso calmo. Antes de ir, disse que quando chegasse em casa ia me escrever, depois de ajudar ele com a tarefa. Vi ela indo embora, e fiquei ali, com aquela mistura estranha de calma, desejo e pensamentos que continuavam girando na minha cabeça.
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