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Maria: — Oi
Fiquei olhando para o nome por alguns segundos, com o coração acelerado de novo. Não por surpresa. Mas porque agora eu sabia exatamente por que aquilo me afetava tanto. E não queria mais mentir para mim mesmo.
Bloqueei o celular e deixei ele virado na cama, como se assim pudesse silenciar tudo o que vinha acumulando há dias. Mas não adiantou. Tudo continuava ali: as imagens, as palavras, as risadas escritas por outros, o jeito que o nome dela aparecia uma e outra vez em conversas onde ela não tinha voz.
Sentia uma pressão estranha no peito, contraditória. Não era só raiva. Não era só desejo. Era a mistura desconfortável de saber demais e, mesmo assim, querer continuar ali.
Peguei o celular de novo. Dessa vez não para fugir. Escrevi devagar, pensando em cada palavra mais do que o normal. Não dava mais para continuar falando com ela como se nada tivesse acontecido. Também não queria machucá-la à toa. Mas já não aguentava mais carregar aquilo sozinho.
Meus dedos tremeram um pouco antes de enviar a mensagem. Sabia que, depois disso, alguma coisa ia mudar.
— Oi Maria, preciso falar com você.
Maria: — Sim, fala, o que aconteceu?
Engoli seco antes de escrever. Sabia que, uma vez enviado, não teria como voltar atrás. Escrevi tudo de uma vez, sem pausas, como se soltar rápido fizesse doer menos.
Maria, eu gosto de você. E é exatamente por isso que sinto que tenho que te contar isso, mesmo que me deixe mal. Não quero que nada de ruim aconteça com você, nem que você continue sem saber coisas que te envolvem diretamente.
Dois dias atrás, quando o Adriano veio na minha casa, ele falou de você. Não falou bem. Disse que não queria nada sério com você, que só te procurava pra se satisfazer, que você não importava emocionalmente pra ele. Isso já foi difícil de ouvir, mas não foi o pior.
Sem eu pedir, ele me mostrou um vídeo seu com ele transando. Também me mostrou outro mais íntimo. Fez isso como se fosse algo normal. Depois fiquei sabendo que esse mesmo material ele mandou pro primo dele. Não sei pra quantas pessoas mais ele já mandou. mostrado. E hoje aconteceu algo a mais. Eu tava na casa do Julian, o primo do Samuel. O Samuel também tava lá. Eu tava com o celular dele porque tava colocando a música; eles sempre gostaram do meu gosto musical. Num momento, o Samuel e o Julian saíram pra comprar algo e eu fiquei sozinho com o celular. Sei que o que fiz não foi certo, e assumo isso. Lembrei daquela conversa que a gente teve na primeira vez que se viu no terraço, quando você me disse que se arrependia de ter mandado fotos de sutiã pro Samuel. Por curiosidade — e sim, por vontade de te ver — entrei no chat dele com você procurando aquela foto. Mas não encontrei só isso. Encontrei várias fotos suas, sozinha e com ele. E a curiosidade não parou por aí. Procurei seu nome na busca do WhatsApp e vi que aparecia várias vezes num grupo. Entrei… e vi coisas que não devia ter visto. O Samuel tinha mandado fotos e vídeos seus pra um grupo de amigos pra eles comentarem sobre seu corpo. Li como eles falavam de você. Até vi como um deles pediu pro Samuel te pedir um vídeo, dizendo que você fazia tudo que ele mandava. O Samuel pediu, você mandou um vídeo dançando e se despindo, e ele compartilhou com todo mundo. Não tô te escrevendo isso pra te machucar. Tô te escrevendo porque acho que você merece saber a verdade. Entenderia se isso mudar a imagem que você tem de mim, mas senti que ficar calado era pior. Mandei a mensagem. O chat ficou em silêncio. Passaram minutos longos, pesados, como se o tempo tivesse se esticado de propósito. Imaginava a cara dela lendo, relendo, duvidando se acreditava em mim ou não. Finalmente, a resposta dela apareceu. Obrigada por me contar. Faz tempo que alguém tinha me dito que o Samuel tinha mostrado uma foto minha nua pra uns amigos. Eu cobrei ele e ele disse que era mentira. Agora vejo que não era. Preciso de tempo pra pensar em tudo que você me disse. Não me escreve por enquanto. Eu te escrevo quando estiver pronta pra continuar falando sobre isso. Li a mensagem várias vezes. Não soube se tinha feito a coisa certa. Só soube que, Depois de ter dito tudo aquilo, nada mais ia ser igual. Fiquei parado, me afogando nos meus próprios pensamentos, remoendo tudo o que tinha acabado de acontecer. O que eu tinha dito. O que ela tinha respondido. Se eu tinha feito certo ou se, mais uma vez, tinha ultrapassado uma linha que não tinha mais volta. Tava tão preso na minha cabeça que nem ouvi os passos. A porta se abriu de repente. — Oiiiiiiii! — disse uma voz conhecida, exageradamente animada. Levantei o olhar na hora. Era minha prima Valéria. — Adivinha quem vai ficar com você uns dias — ela completou, entrando no quarto como se nada fosse, com um sorrisão no rosto —. Isso mesmo… eu. Fiquei surpreso. Uma parte de mim ficou feliz em vê-la, mas não totalmente. Ainda tava com a cabeça bagunçada. — Como assim você vai ficar aqui? — perguntei —. Dormir? — Sim — respondeu com toda naturalidade —. Não viu que minha mãe vai viajar uns dias? Deixou eu e minha irmã aqui. Fez uma pausa rápida e apontou com a cabeça pro corredor. — Minha irmã vai dormir com sua irmã Andrea… e eu vou dormir com você. Ela falou sem dar importância, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eu concordei devagar, tentando organizar tudo o que sentia naquele momento, sem saber ainda que aquela noite ia mudar muita coisa dentro de mim. Em outra hora, o que ela disse teria me animado. Sempre me dei bem com minha prima Valéria, passar tempo com ela costumava ser fácil, confortável. Mas dessa vez não. Dessa vez a única coisa que eu queria era ficar sozinho, organizar meus pensamentos, entender o que tava rolando comigo e a Maria. Valéria entrou no quarto, largou as coisas como se já fosse dela e sentou com toda confiança. Bastaram alguns segundos pra ela perceber que eu não tava bem. — O que foi, primo? — ela perguntou, me olhando com atenção —. Você tá muito calado. Tentei evitar a pergunta, mas não consegui. Tinha tanta coisa acumulada que, sem perceber, acabei soltando uma parte da verdade. — Conheci uma garota uns dias atrás — falei —. Ela me atrai, me Eu me dou bem com ela… até veio aqui em casa. Aconteceram umas coisas. Fiz uma pausa antes de continuar. — Mas depois fiquei sabendo, por um amigo, de umas paradas pesadas do passado dela… e agora não sei mais o que pensar. Valéria me ouviu sem me interromper. Quando terminei, falou com calma. — O passado de alguém importa, sim — ela disse —, mas não precisa definir quem a pessoa é agora. Às vezes as pessoas mudam, às vezes só estavam perdidas. Eu concordei, fingindo que as palavras dela me ajudavam mais do que realmente ajudavam. Por fora, parecia que eu aceitava o conselho. Por dentro, eu sabia que não era bem verdade. Porque o que Valéria não sabia — e não podia saber — era que aquele passado, tudo aquilo que me perturbava e me confundia, era exatamente o que mais me excitava na Maria. Depois disso, Valéria bocejou e disse que já era tarde, que ia dormir. Falei que eu também. Entrei no closet, vesti meu pijama e me deitei, tentando desligar a cabeça… mas era impossível. Meus pensamentos continuavam girando em volta da Maria, de tudo que eu tinha visto, de tudo que ela tinha me provocado. Pensamentos sujos, insistentes, que não me deixavam em paz. Valéria entrou no closet depois de mim. Quando saiu, alguma coisa mudou. Não soube dizer se foi porque eu já tava excitado por causa de tudo que vinha rolando antes, ou por causa do pijama que ela tava usando. A questão é que, pela primeira vez, eu vi ela diferente. Com outros olhos. Me forcei a afastar essa ideia na hora. Valéria era minha prima, além de ser a namorada do Teran, um dos meus melhores amigos. Não era certo olhar pra ela daquele jeito. Não podia.
Ela sentou do meu lado na cama. Eu tentei me concentrar em qualquer outra coisa, voltar pros meus pensamentos anteriores sobre a María, como se aquilo fosse menos perigoso. —Ei, primo… posso te contar uma coisa? —ela disse de repente. —Claro, fala —respondi. —É sobre o Teran… Ele me falou que ultimamente não tavam bem. Que sentia que alguma coisa tinha apagado entre eles. Que tavam há meses sem transar. Que toda vez que tentava se aproximar, ele arrumava uma desculpa. Que isso fazia ela se sentir pouco desejada. Eu escutava ela, ou pelo menos tentava parecer que sim. Por dentro, minha ereção reagia sem pedir licença. O desconforto crescia. A tensão também. Ela continuou falando. Disse que tava ovulando, que tava com muita vontade, que tinha falado pra ele… e que ele não ligou. Num certo ponto, ela parou de falar. Me olhou. —Ei… cê tá prestando atenção em mim? Voltei à realidade de repente. —Tô, claro —falei, rápido demais. Valéria baixou o olhar por um segundo e depois sorriu de um jeito diferente. Não inocente. Não casual.
—Parece que você tava mais concentrado em outra coisa… Naquele instante eu entendi. Ela já tinha percebido. Eu não tinha feito nada. Não tinha dito nada. Mas meu corpo me traiu antes que eu pudesse me explicar. E o pior de tudo foi perceber que, do ponto de vista dela, a situação tinha um significado completamente diferente do que realmente estava por trás. Não me deu tempo de dizer uma palavra. Valéria baixou o olhar sem disfarçar. Dessa vez não foi rápida nem casual. Foi direta. Consciente. Quando levantou de novo, já não havia dúvida na expressão dela. Estendeu a mão devagar, como se estivesse testando uma ideia mais do que fazendo um movimento. Não perguntou. Não avisou. O toque dela foi breve, firme, o suficiente pra confirmar o que tinha visto… e pra eu entender que não tinha mais volta.
—Puxa… —disse ela com um sorriso torto—. Que bom saber que pelo menos pra você eu esquento.
Ela tirou a mão como se nada tivesse acontecido, como se aquele gesto não tivesse acabado de mudar o peso do cômodo inteiro. Eu fiquei paralisado, com a respiração presa, preso entre o que ela achava que tinha provocado… e a verdade que eu ainda não conseguia contar. Porque o que tava rolando dentro de mim não tinha nada a ver com ela. E isso era o que realmente era perigoso.
Naquele ponto, já era impossível voltar atrás no que tinha acontecido. Não só porque o gesto já existia, mas porque eu também não fiz nada pra impedir. Eu tava excitado, confuso… e minha prima tava ali, me olhando como se a resposta fosse dela por direito.
Ela se inclinou um pouco na minha direção, o suficiente pra invadir meu espaço sem me tocar de novo. A voz dela baixou, ficou mais lenta, mais carregada de intenção.
—Me diz uma coisa —ela perguntou—. O que foi que te excitou em mim?
Ela fez uma pausa, curtindo o silêncio.
—É porque sou algo proibido pra você? —continuou—. Ou foi só ver meu corpo assim…?
Outra pausa, mais longa.
—Ou o fato de eu ser sua prima?
Ela me encarava, esperando uma confissão que eu não podia dar. Porque qualquer uma dessas respostas ia dar razão a ela. E nenhuma era totalmente verdade.
Engoli seco. Senti a situação se fechando em volta de mim, como qualquer coisa que eu dissesse — ou não dissesse — ia empurrar tudo um pouco mais pra frente. Porque, mesmo que não fosse a Valéria que tinha acendido meu corpo, eu já tava excitado, já tava ali, e ela tava a fim.
E naquele momento, decidi não segurar nada. Aproveitar a tensão. Aproveitar o instante.
Tirei o pouco que eu ainda vestia sem dizer nada. Não foi um gesto impulsivo, foi lento, deliberado. Um jeito claro de dizer que eu já tinha tomado uma decisão.
Me aproximei e enrolei o braço na cintura dela, puxando ela pra perto. O corpo dela respondeu na hora, sem resistência, sem dúvida. Pelo contrário: ela se grudou mais, como se quisesse apagar qualquer espaço entre nós dois.
Valéria levantou a cabeça e me olhou com uma expressão diferente de qualquer outra que eu já tivesse visto nela. Não havia inocência ali. Havia desejo. Intenção. Vontade de cruzar uma linha que ela sabia que não devia. — Isso… — disse em voz baixa, quase me provocando. — Aproveita da sua prima agora. As mãos dela apoiaram no meu peito, não pra me empurrar, mas pra me sentir. Pra ter certeza de que eu estava reagindo. — Quero te satisfazer — continuou, sem vergonha. — Quero que você curta o que eu te provoco. Ela sorriu, devagar, sabendo exatamente o que estava dizendo. — Não ligo que isso seja proibido — completou. — Quero sentir. Quero que a gente curta junto o incesto. Ela se aproximou um pouco mais, o suficiente pra não deixar dúvida do que estava oferecendo. — Vai — sussurrou. — Me curte. E naquele instante, não tinha mais nada pra explicar. Só uma tensão compartilhada… e a decisão de deixar rolar. Levantei devagar a camiseta do pijama dela, e a respiração dela mudou na hora. Não precisei de mais nada. Me aproximei, me deixando cair contra o peito dela, e senti o corpo dela reagir antes mesmo de eu fazer qualquer coisa. Enfiei um peito na boca, curtindo a textura nos meus lábios, enquanto com a outra mão agarrava o outro seio dela, apertando e sentindo a firmeza. Valéria soltou uma risada baixa, carregada de tesão.
—Assim… —murmurou—. —Me aproveita. A voz dela tremia, não de nervosismo, mas de prazer. —Não acredito que é você —completou—. —Meu primo, o cara que me faz sentir isso. As palavras dela me atravessavam mais do que qualquer gesto. Me deixei levar pela sensação, pelo calor, pela ideia de estar cruzando uma linha que já não me importava mais respeitar. E ela sabia disso. Tava adorando. Quando me afastei dela, ainda com a respiração pesada, olhei bem na cara dela. —É hora de te provar, Priminha —falei baixinho. Ela sustentou meu olhar sem vergonha, com uma expressão cheia de desejo que não deixava dúvidas. Aquele olhar foi o suficiente pra me empurrar pra frente. Minhas mãos desceram decididas pro shortinho de pijama dela, tirando devagar. Não teve palavra de protesto. Só um silêncio tenso, expectativa… e aquela sensação clara de que os dois sabiam exatamente o que estavam prestes a cruzar. Quando tirei a última peça que ela vestia e vi ela assim, toda exposta na minha frente, fiquei paralisado por um instante. Não era só o corpo. Era a intimidade do momento, o jeito que ela se oferecia sem dizer nada, ciente do efeito que causava. Valéria sustentou meu olhar, sem se cobrir, sem recuar. Como se soubesse que aquele segundo — aquela pausa — fazia parte do jogo. E eu, hipnotizado, entendi que não tinha mais volta. Me inclinei entre as pernas dela sem desviar o olhar da buceta dela. Não precisei falar nada. Comecei lambendo os lábios da buceta dela como quem saboreia o prato favorito; depois fui direto pro clitóris. Ela só gritava de prazer. Enfiei minha língua na buceta dela, enchendo minha boca do gosto do proibido.
Valéria arqueou as costas, se agarrando aos lençóis, e o primeiro som que escapou dela não foi contido. Foi um gemido aberto, honesto, impossível de fingir. A respiração dela ficou irregular, ofegante, e cada vez que eu continuava, a voz dela subia mais, perdendo qualquer tentativa de controle. —Meu Deus… —ela conseguiu dizer entre suspiros— não para, primo… O corpo dela falava por si. Os movimentos, a tensão, o jeito que ela pronunciava meu nome sem perceber. Não tinha dúvida nenhuma de que ela estava adorando, de que o prazer estava tomando conta dela. E eu continuei, deixando ela se perder naquela sensação, ouvindo como os gemidos dela enchiam o quarto, como o prazer escapava dela em gritinhos suaves, cada vez menos contidos. Eu parei e percebi o quanto ela estava molhada; soube que não tinha mais volta. Valéria estava tremendo, completamente entregue à sensação. Ajeitei ela de lado, guiando minha rola em direção à buceta dela, pronta pra me receber. Quando nossos corpos finalmente se encontraram, o efeito foi imediato: as paredes da buceta dela abraçavam meu pau que deslizava entre elas.
Valéria reagiu com um gemido longo, descontrolado. A voz dela se quebrou no ar, se misturando com ofegos que ela nem tentou segurar. Ela se agarrou em mim, perdendo qualquer vestígio de cautela, deixando o prazer falar por ela. — Ah... — gemeu, sem conseguir dizer muito mais. Cada movimento fazia ela reagir mais, mais barulhenta, mais aberta no jeito de sentir. Os gemidos dela enchiam o quarto, repetidos, intensos, como se o corpo dela não soubesse fazer outra coisa senão me responder. E eu continuei, deixando ela se perder naquela sensação, ouvindo como a voz dela ficava cada vez menos consciente, completamente dominada pelo que tava sentindo. Quando vi a Valéria toda entregue, quis provocar ela um pouco mais. Cheguei perto do ouvido dela e, com um sorriso cheio de malícia, sussurrei: — Agora é sua vez de me fazer perder o controle... se você conseguir. Ela me olhou e sorriu. Não foi um sorriso tímido nem inocente, mas um daqueles que aceitam um desafio sem pensar duas vezes. Eu me deitei na cama; ela se acomodou em cima de mim com confiança, pegou meu pau e, sem hesitar, enfiou de volta na buceta dela e começou a me cavalgar, marcando o ritmo, dominando a situação como se soubesse exatamente o que tava fazendo.
—Isso era o que você queria, né? —disse ela, com a voz carregada de malícia—. Se prepara… porque por ser família, não vou ter pena nenhuma. A risada suave dela se misturava com os gemidos, com aquela expressão de satisfação absoluta que me desarmava por completo. Ver ela assim, em cima de mim, segura, provocante, aproveitando cada segundo, me deixava no limite. Eu mal conseguia reagir. O calor, a proximidade, o jeito dela se mexer e me olhar… tudo conspirava pra me fazer perder o controle, enquanto ela parecia gostar ainda mais de saber disso. Bem quando eu sentia que ia gozar, a Valéria soltou uma frase que me atravessou por inteiro: —Ah… se meu namorado me fizesse igual você… Não senti como um elogio. Foi outra coisa. Algo mais profundo e mais sombrio. Esse comentário acendeu a mesma faísca que a Maria já tinha despertado em mim. Saber que a Valéria não era “minha”. Que ela tinha um namorado. Que esse namorado era meu amigo. E que, mesmo assim, ela estava ali, em cima de mim, entregue, me procurando daquele jeito. Foi isso que acabou de me quebrar. A ideia do proibido, de estar ocupando um lugar que não era meu, de ser o contraste entre o que ela tinha e o que estava sentindo comigo… tudo isso me atravessou de uma vez. Meu corpo reagiu antes de qualquer pensamento racional. Não era só desejo. Era a mistura torta de saber que alguém mais existia fora daquele quarto. De que eu estava vivendo algo que não devia. De que essa transgressão me excitava mais do que eu estava disposto a admitir. Ali eu entendi que aquela parte de mim — a que acendia com o que era dos outros, com o que era compartilhado, com o que não era exclusivo — já não era algo passageiro. Tava ali. Viva. Presente. E naquele instante, longe de querer apagar ela, deixei crescer. Impulsionado pelo comentário da Valéria, devolvi o olhar com uma intensidade diferente e murmurei que agora ela ia sentir o pau do primo de verdade; ia fazê-la gozar de verdade. Guiei ela e coloquei de quatro, deixando eu ver as costas e a bunda dela, prontas pra mim. Virei ela de novo Enfiar meu pau, mas dessa vez tudo mudou de tom. Já não era só o desejo: era o peso do proibido, a consciência de ocupar um lugar que não era meu e, mesmo assim, ficar.
Ela respondeu à minha rola sem reservas. A voz dela se quebrava entre risadas nervosas e gemidos, me pedindo pra não parar. —Isso, primo! Isso, primo! Isso, isso, mais forte! —ela gritava—, celebrando aquela fronteira que nós dois sabíamos que estávamos cruzando. Naquele vai e vem de impulsos, o que mais me excitava não era o contato em si, mas a certeza do proibido, de estar curtindo algo que não devia… e que, por isso mesmo, me dava mais tesão. —Porra, Valéria… vou gozar —gritei pra ela. Ela virou pra mim e disse: "Goza na minha cara". Tirei minha rola entre as pulsações da buceta dela, e ela me ofereceu o rosto com a boca aberta. Eu gozei nela na hora; não consegui resistir a ver minha prima tão à minha mercê. Enchi a cara e a boca dela toda com meu leite.
Ao vê-la assim, coberta de mim, um sentimento estranho me invadiu: uma mistura de felicidade e uma ternura bizarra. Era como se, naquele instante, despertasse em mim uma faísca romântica dentro de toda a loucura que estava rolando. Ela se levantou da cama, chegou perto e me deu um beijo apaixonado. — Valeu por isso — sussurrou. Na minha mente, ao vê-la assim, algo mudou. Senti um tesão estranho, intenso, nascido do prazer, do risco e do proibido que é sentir algo por alguém da sua família. Valéria entrou no banheiro em silêncio. Ouvi a água correndo por uns minutos. Quando voltou, já estava limpa, vestida de novo com o pijama dela, como se precisasse se reconstruir antes de dormir. Ela se enfiou na cama do meu lado, se ajeitou sem dizer nada… e em questão de segundos apagou. Eu não consegui. Fiquei olhando pro teto, com a respiração calma dela do lado, repassando tudo que tinha acontecido. Cada decisão. Cada segundo. Pensando se o que fiz foi certo ou errado. Se tinha cruzado uma linha que não devia. Se no dia seguinte ia carregar culpa… ou desejo. Pensei na Maria. Pensei na Valéria. Pensei em mim. E depois de ficar remoendo uma porrada de vezes, cheguei a uma conclusão tão simples quanto desconfortável: não me arrependia. Não sentia culpa. Só uma calma estranha, quase honesta. Como se, pela primeira vez, tivesse parado de fingir quem eu era e o que me dava prazer. Talvez não fosse certo. Talvez não fosse limpo. Mas era real. Fechei os olhos com essa ideia clara na cabeça: não tinha por que me arrepender de nada que me fizesse sentir vivo. E assim a noite terminou. Com mais perguntas do que respostas… e com uma verdade que eu já não podia negar.
Maria: — Oi
Fiquei olhando para o nome por alguns segundos, com o coração acelerado de novo. Não por surpresa. Mas porque agora eu sabia exatamente por que aquilo me afetava tanto. E não queria mais mentir para mim mesmo.
Bloqueei o celular e deixei ele virado na cama, como se assim pudesse silenciar tudo o que vinha acumulando há dias. Mas não adiantou. Tudo continuava ali: as imagens, as palavras, as risadas escritas por outros, o jeito que o nome dela aparecia uma e outra vez em conversas onde ela não tinha voz.
Sentia uma pressão estranha no peito, contraditória. Não era só raiva. Não era só desejo. Era a mistura desconfortável de saber demais e, mesmo assim, querer continuar ali.
Peguei o celular de novo. Dessa vez não para fugir. Escrevi devagar, pensando em cada palavra mais do que o normal. Não dava mais para continuar falando com ela como se nada tivesse acontecido. Também não queria machucá-la à toa. Mas já não aguentava mais carregar aquilo sozinho.
Meus dedos tremeram um pouco antes de enviar a mensagem. Sabia que, depois disso, alguma coisa ia mudar.
— Oi Maria, preciso falar com você.
Maria: — Sim, fala, o que aconteceu?
Engoli seco antes de escrever. Sabia que, uma vez enviado, não teria como voltar atrás. Escrevi tudo de uma vez, sem pausas, como se soltar rápido fizesse doer menos.
Maria, eu gosto de você. E é exatamente por isso que sinto que tenho que te contar isso, mesmo que me deixe mal. Não quero que nada de ruim aconteça com você, nem que você continue sem saber coisas que te envolvem diretamente.
Dois dias atrás, quando o Adriano veio na minha casa, ele falou de você. Não falou bem. Disse que não queria nada sério com você, que só te procurava pra se satisfazer, que você não importava emocionalmente pra ele. Isso já foi difícil de ouvir, mas não foi o pior.
Sem eu pedir, ele me mostrou um vídeo seu com ele transando. Também me mostrou outro mais íntimo. Fez isso como se fosse algo normal. Depois fiquei sabendo que esse mesmo material ele mandou pro primo dele. Não sei pra quantas pessoas mais ele já mandou. mostrado. E hoje aconteceu algo a mais. Eu tava na casa do Julian, o primo do Samuel. O Samuel também tava lá. Eu tava com o celular dele porque tava colocando a música; eles sempre gostaram do meu gosto musical. Num momento, o Samuel e o Julian saíram pra comprar algo e eu fiquei sozinho com o celular. Sei que o que fiz não foi certo, e assumo isso. Lembrei daquela conversa que a gente teve na primeira vez que se viu no terraço, quando você me disse que se arrependia de ter mandado fotos de sutiã pro Samuel. Por curiosidade — e sim, por vontade de te ver — entrei no chat dele com você procurando aquela foto. Mas não encontrei só isso. Encontrei várias fotos suas, sozinha e com ele. E a curiosidade não parou por aí. Procurei seu nome na busca do WhatsApp e vi que aparecia várias vezes num grupo. Entrei… e vi coisas que não devia ter visto. O Samuel tinha mandado fotos e vídeos seus pra um grupo de amigos pra eles comentarem sobre seu corpo. Li como eles falavam de você. Até vi como um deles pediu pro Samuel te pedir um vídeo, dizendo que você fazia tudo que ele mandava. O Samuel pediu, você mandou um vídeo dançando e se despindo, e ele compartilhou com todo mundo. Não tô te escrevendo isso pra te machucar. Tô te escrevendo porque acho que você merece saber a verdade. Entenderia se isso mudar a imagem que você tem de mim, mas senti que ficar calado era pior. Mandei a mensagem. O chat ficou em silêncio. Passaram minutos longos, pesados, como se o tempo tivesse se esticado de propósito. Imaginava a cara dela lendo, relendo, duvidando se acreditava em mim ou não. Finalmente, a resposta dela apareceu. Obrigada por me contar. Faz tempo que alguém tinha me dito que o Samuel tinha mostrado uma foto minha nua pra uns amigos. Eu cobrei ele e ele disse que era mentira. Agora vejo que não era. Preciso de tempo pra pensar em tudo que você me disse. Não me escreve por enquanto. Eu te escrevo quando estiver pronta pra continuar falando sobre isso. Li a mensagem várias vezes. Não soube se tinha feito a coisa certa. Só soube que, Depois de ter dito tudo aquilo, nada mais ia ser igual. Fiquei parado, me afogando nos meus próprios pensamentos, remoendo tudo o que tinha acabado de acontecer. O que eu tinha dito. O que ela tinha respondido. Se eu tinha feito certo ou se, mais uma vez, tinha ultrapassado uma linha que não tinha mais volta. Tava tão preso na minha cabeça que nem ouvi os passos. A porta se abriu de repente. — Oiiiiiiii! — disse uma voz conhecida, exageradamente animada. Levantei o olhar na hora. Era minha prima Valéria. — Adivinha quem vai ficar com você uns dias — ela completou, entrando no quarto como se nada fosse, com um sorrisão no rosto —. Isso mesmo… eu. Fiquei surpreso. Uma parte de mim ficou feliz em vê-la, mas não totalmente. Ainda tava com a cabeça bagunçada. — Como assim você vai ficar aqui? — perguntei —. Dormir? — Sim — respondeu com toda naturalidade —. Não viu que minha mãe vai viajar uns dias? Deixou eu e minha irmã aqui. Fez uma pausa rápida e apontou com a cabeça pro corredor. — Minha irmã vai dormir com sua irmã Andrea… e eu vou dormir com você. Ela falou sem dar importância, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eu concordei devagar, tentando organizar tudo o que sentia naquele momento, sem saber ainda que aquela noite ia mudar muita coisa dentro de mim. Em outra hora, o que ela disse teria me animado. Sempre me dei bem com minha prima Valéria, passar tempo com ela costumava ser fácil, confortável. Mas dessa vez não. Dessa vez a única coisa que eu queria era ficar sozinho, organizar meus pensamentos, entender o que tava rolando comigo e a Maria. Valéria entrou no quarto, largou as coisas como se já fosse dela e sentou com toda confiança. Bastaram alguns segundos pra ela perceber que eu não tava bem. — O que foi, primo? — ela perguntou, me olhando com atenção —. Você tá muito calado. Tentei evitar a pergunta, mas não consegui. Tinha tanta coisa acumulada que, sem perceber, acabei soltando uma parte da verdade. — Conheci uma garota uns dias atrás — falei —. Ela me atrai, me Eu me dou bem com ela… até veio aqui em casa. Aconteceram umas coisas. Fiz uma pausa antes de continuar. — Mas depois fiquei sabendo, por um amigo, de umas paradas pesadas do passado dela… e agora não sei mais o que pensar. Valéria me ouviu sem me interromper. Quando terminei, falou com calma. — O passado de alguém importa, sim — ela disse —, mas não precisa definir quem a pessoa é agora. Às vezes as pessoas mudam, às vezes só estavam perdidas. Eu concordei, fingindo que as palavras dela me ajudavam mais do que realmente ajudavam. Por fora, parecia que eu aceitava o conselho. Por dentro, eu sabia que não era bem verdade. Porque o que Valéria não sabia — e não podia saber — era que aquele passado, tudo aquilo que me perturbava e me confundia, era exatamente o que mais me excitava na Maria. Depois disso, Valéria bocejou e disse que já era tarde, que ia dormir. Falei que eu também. Entrei no closet, vesti meu pijama e me deitei, tentando desligar a cabeça… mas era impossível. Meus pensamentos continuavam girando em volta da Maria, de tudo que eu tinha visto, de tudo que ela tinha me provocado. Pensamentos sujos, insistentes, que não me deixavam em paz. Valéria entrou no closet depois de mim. Quando saiu, alguma coisa mudou. Não soube dizer se foi porque eu já tava excitado por causa de tudo que vinha rolando antes, ou por causa do pijama que ela tava usando. A questão é que, pela primeira vez, eu vi ela diferente. Com outros olhos. Me forcei a afastar essa ideia na hora. Valéria era minha prima, além de ser a namorada do Teran, um dos meus melhores amigos. Não era certo olhar pra ela daquele jeito. Não podia.

Ela sentou do meu lado na cama. Eu tentei me concentrar em qualquer outra coisa, voltar pros meus pensamentos anteriores sobre a María, como se aquilo fosse menos perigoso. —Ei, primo… posso te contar uma coisa? —ela disse de repente. —Claro, fala —respondi. —É sobre o Teran… Ele me falou que ultimamente não tavam bem. Que sentia que alguma coisa tinha apagado entre eles. Que tavam há meses sem transar. Que toda vez que tentava se aproximar, ele arrumava uma desculpa. Que isso fazia ela se sentir pouco desejada. Eu escutava ela, ou pelo menos tentava parecer que sim. Por dentro, minha ereção reagia sem pedir licença. O desconforto crescia. A tensão também. Ela continuou falando. Disse que tava ovulando, que tava com muita vontade, que tinha falado pra ele… e que ele não ligou. Num certo ponto, ela parou de falar. Me olhou. —Ei… cê tá prestando atenção em mim? Voltei à realidade de repente. —Tô, claro —falei, rápido demais. Valéria baixou o olhar por um segundo e depois sorriu de um jeito diferente. Não inocente. Não casual.
—Parece que você tava mais concentrado em outra coisa… Naquele instante eu entendi. Ela já tinha percebido. Eu não tinha feito nada. Não tinha dito nada. Mas meu corpo me traiu antes que eu pudesse me explicar. E o pior de tudo foi perceber que, do ponto de vista dela, a situação tinha um significado completamente diferente do que realmente estava por trás. Não me deu tempo de dizer uma palavra. Valéria baixou o olhar sem disfarçar. Dessa vez não foi rápida nem casual. Foi direta. Consciente. Quando levantou de novo, já não havia dúvida na expressão dela. Estendeu a mão devagar, como se estivesse testando uma ideia mais do que fazendo um movimento. Não perguntou. Não avisou. O toque dela foi breve, firme, o suficiente pra confirmar o que tinha visto… e pra eu entender que não tinha mais volta.
—Puxa… —disse ela com um sorriso torto—. Que bom saber que pelo menos pra você eu esquento. Ela tirou a mão como se nada tivesse acontecido, como se aquele gesto não tivesse acabado de mudar o peso do cômodo inteiro. Eu fiquei paralisado, com a respiração presa, preso entre o que ela achava que tinha provocado… e a verdade que eu ainda não conseguia contar. Porque o que tava rolando dentro de mim não tinha nada a ver com ela. E isso era o que realmente era perigoso.
Naquele ponto, já era impossível voltar atrás no que tinha acontecido. Não só porque o gesto já existia, mas porque eu também não fiz nada pra impedir. Eu tava excitado, confuso… e minha prima tava ali, me olhando como se a resposta fosse dela por direito.
Ela se inclinou um pouco na minha direção, o suficiente pra invadir meu espaço sem me tocar de novo. A voz dela baixou, ficou mais lenta, mais carregada de intenção.
—Me diz uma coisa —ela perguntou—. O que foi que te excitou em mim?
Ela fez uma pausa, curtindo o silêncio.
—É porque sou algo proibido pra você? —continuou—. Ou foi só ver meu corpo assim…?
Outra pausa, mais longa.
—Ou o fato de eu ser sua prima?
Ela me encarava, esperando uma confissão que eu não podia dar. Porque qualquer uma dessas respostas ia dar razão a ela. E nenhuma era totalmente verdade.
Engoli seco. Senti a situação se fechando em volta de mim, como qualquer coisa que eu dissesse — ou não dissesse — ia empurrar tudo um pouco mais pra frente. Porque, mesmo que não fosse a Valéria que tinha acendido meu corpo, eu já tava excitado, já tava ali, e ela tava a fim.
E naquele momento, decidi não segurar nada. Aproveitar a tensão. Aproveitar o instante.
Tirei o pouco que eu ainda vestia sem dizer nada. Não foi um gesto impulsivo, foi lento, deliberado. Um jeito claro de dizer que eu já tinha tomado uma decisão.
Me aproximei e enrolei o braço na cintura dela, puxando ela pra perto. O corpo dela respondeu na hora, sem resistência, sem dúvida. Pelo contrário: ela se grudou mais, como se quisesse apagar qualquer espaço entre nós dois.
Valéria levantou a cabeça e me olhou com uma expressão diferente de qualquer outra que eu já tivesse visto nela. Não havia inocência ali. Havia desejo. Intenção. Vontade de cruzar uma linha que ela sabia que não devia. — Isso… — disse em voz baixa, quase me provocando. — Aproveita da sua prima agora. As mãos dela apoiaram no meu peito, não pra me empurrar, mas pra me sentir. Pra ter certeza de que eu estava reagindo. — Quero te satisfazer — continuou, sem vergonha. — Quero que você curta o que eu te provoco. Ela sorriu, devagar, sabendo exatamente o que estava dizendo. — Não ligo que isso seja proibido — completou. — Quero sentir. Quero que a gente curta junto o incesto. Ela se aproximou um pouco mais, o suficiente pra não deixar dúvida do que estava oferecendo. — Vai — sussurrou. — Me curte. E naquele instante, não tinha mais nada pra explicar. Só uma tensão compartilhada… e a decisão de deixar rolar. Levantei devagar a camiseta do pijama dela, e a respiração dela mudou na hora. Não precisei de mais nada. Me aproximei, me deixando cair contra o peito dela, e senti o corpo dela reagir antes mesmo de eu fazer qualquer coisa. Enfiei um peito na boca, curtindo a textura nos meus lábios, enquanto com a outra mão agarrava o outro seio dela, apertando e sentindo a firmeza. Valéria soltou uma risada baixa, carregada de tesão.
—Assim… —murmurou—. —Me aproveita. A voz dela tremia, não de nervosismo, mas de prazer. —Não acredito que é você —completou—. —Meu primo, o cara que me faz sentir isso. As palavras dela me atravessavam mais do que qualquer gesto. Me deixei levar pela sensação, pelo calor, pela ideia de estar cruzando uma linha que já não me importava mais respeitar. E ela sabia disso. Tava adorando. Quando me afastei dela, ainda com a respiração pesada, olhei bem na cara dela. —É hora de te provar, Priminha —falei baixinho. Ela sustentou meu olhar sem vergonha, com uma expressão cheia de desejo que não deixava dúvidas. Aquele olhar foi o suficiente pra me empurrar pra frente. Minhas mãos desceram decididas pro shortinho de pijama dela, tirando devagar. Não teve palavra de protesto. Só um silêncio tenso, expectativa… e aquela sensação clara de que os dois sabiam exatamente o que estavam prestes a cruzar. Quando tirei a última peça que ela vestia e vi ela assim, toda exposta na minha frente, fiquei paralisado por um instante. Não era só o corpo. Era a intimidade do momento, o jeito que ela se oferecia sem dizer nada, ciente do efeito que causava. Valéria sustentou meu olhar, sem se cobrir, sem recuar. Como se soubesse que aquele segundo — aquela pausa — fazia parte do jogo. E eu, hipnotizado, entendi que não tinha mais volta. Me inclinei entre as pernas dela sem desviar o olhar da buceta dela. Não precisei falar nada. Comecei lambendo os lábios da buceta dela como quem saboreia o prato favorito; depois fui direto pro clitóris. Ela só gritava de prazer. Enfiei minha língua na buceta dela, enchendo minha boca do gosto do proibido.
Valéria arqueou as costas, se agarrando aos lençóis, e o primeiro som que escapou dela não foi contido. Foi um gemido aberto, honesto, impossível de fingir. A respiração dela ficou irregular, ofegante, e cada vez que eu continuava, a voz dela subia mais, perdendo qualquer tentativa de controle. —Meu Deus… —ela conseguiu dizer entre suspiros— não para, primo… O corpo dela falava por si. Os movimentos, a tensão, o jeito que ela pronunciava meu nome sem perceber. Não tinha dúvida nenhuma de que ela estava adorando, de que o prazer estava tomando conta dela. E eu continuei, deixando ela se perder naquela sensação, ouvindo como os gemidos dela enchiam o quarto, como o prazer escapava dela em gritinhos suaves, cada vez menos contidos. Eu parei e percebi o quanto ela estava molhada; soube que não tinha mais volta. Valéria estava tremendo, completamente entregue à sensação. Ajeitei ela de lado, guiando minha rola em direção à buceta dela, pronta pra me receber. Quando nossos corpos finalmente se encontraram, o efeito foi imediato: as paredes da buceta dela abraçavam meu pau que deslizava entre elas.
Valéria reagiu com um gemido longo, descontrolado. A voz dela se quebrou no ar, se misturando com ofegos que ela nem tentou segurar. Ela se agarrou em mim, perdendo qualquer vestígio de cautela, deixando o prazer falar por ela. — Ah... — gemeu, sem conseguir dizer muito mais. Cada movimento fazia ela reagir mais, mais barulhenta, mais aberta no jeito de sentir. Os gemidos dela enchiam o quarto, repetidos, intensos, como se o corpo dela não soubesse fazer outra coisa senão me responder. E eu continuei, deixando ela se perder naquela sensação, ouvindo como a voz dela ficava cada vez menos consciente, completamente dominada pelo que tava sentindo. Quando vi a Valéria toda entregue, quis provocar ela um pouco mais. Cheguei perto do ouvido dela e, com um sorriso cheio de malícia, sussurrei: — Agora é sua vez de me fazer perder o controle... se você conseguir. Ela me olhou e sorriu. Não foi um sorriso tímido nem inocente, mas um daqueles que aceitam um desafio sem pensar duas vezes. Eu me deitei na cama; ela se acomodou em cima de mim com confiança, pegou meu pau e, sem hesitar, enfiou de volta na buceta dela e começou a me cavalgar, marcando o ritmo, dominando a situação como se soubesse exatamente o que tava fazendo.
—Isso era o que você queria, né? —disse ela, com a voz carregada de malícia—. Se prepara… porque por ser família, não vou ter pena nenhuma. A risada suave dela se misturava com os gemidos, com aquela expressão de satisfação absoluta que me desarmava por completo. Ver ela assim, em cima de mim, segura, provocante, aproveitando cada segundo, me deixava no limite. Eu mal conseguia reagir. O calor, a proximidade, o jeito dela se mexer e me olhar… tudo conspirava pra me fazer perder o controle, enquanto ela parecia gostar ainda mais de saber disso. Bem quando eu sentia que ia gozar, a Valéria soltou uma frase que me atravessou por inteiro: —Ah… se meu namorado me fizesse igual você… Não senti como um elogio. Foi outra coisa. Algo mais profundo e mais sombrio. Esse comentário acendeu a mesma faísca que a Maria já tinha despertado em mim. Saber que a Valéria não era “minha”. Que ela tinha um namorado. Que esse namorado era meu amigo. E que, mesmo assim, ela estava ali, em cima de mim, entregue, me procurando daquele jeito. Foi isso que acabou de me quebrar. A ideia do proibido, de estar ocupando um lugar que não era meu, de ser o contraste entre o que ela tinha e o que estava sentindo comigo… tudo isso me atravessou de uma vez. Meu corpo reagiu antes de qualquer pensamento racional. Não era só desejo. Era a mistura torta de saber que alguém mais existia fora daquele quarto. De que eu estava vivendo algo que não devia. De que essa transgressão me excitava mais do que eu estava disposto a admitir. Ali eu entendi que aquela parte de mim — a que acendia com o que era dos outros, com o que era compartilhado, com o que não era exclusivo — já não era algo passageiro. Tava ali. Viva. Presente. E naquele instante, longe de querer apagar ela, deixei crescer. Impulsionado pelo comentário da Valéria, devolvi o olhar com uma intensidade diferente e murmurei que agora ela ia sentir o pau do primo de verdade; ia fazê-la gozar de verdade. Guiei ela e coloquei de quatro, deixando eu ver as costas e a bunda dela, prontas pra mim. Virei ela de novo Enfiar meu pau, mas dessa vez tudo mudou de tom. Já não era só o desejo: era o peso do proibido, a consciência de ocupar um lugar que não era meu e, mesmo assim, ficar.
Ela respondeu à minha rola sem reservas. A voz dela se quebrava entre risadas nervosas e gemidos, me pedindo pra não parar. —Isso, primo! Isso, primo! Isso, isso, mais forte! —ela gritava—, celebrando aquela fronteira que nós dois sabíamos que estávamos cruzando. Naquele vai e vem de impulsos, o que mais me excitava não era o contato em si, mas a certeza do proibido, de estar curtindo algo que não devia… e que, por isso mesmo, me dava mais tesão. —Porra, Valéria… vou gozar —gritei pra ela. Ela virou pra mim e disse: "Goza na minha cara". Tirei minha rola entre as pulsações da buceta dela, e ela me ofereceu o rosto com a boca aberta. Eu gozei nela na hora; não consegui resistir a ver minha prima tão à minha mercê. Enchi a cara e a boca dela toda com meu leite.
Ao vê-la assim, coberta de mim, um sentimento estranho me invadiu: uma mistura de felicidade e uma ternura bizarra. Era como se, naquele instante, despertasse em mim uma faísca romântica dentro de toda a loucura que estava rolando. Ela se levantou da cama, chegou perto e me deu um beijo apaixonado. — Valeu por isso — sussurrou. Na minha mente, ao vê-la assim, algo mudou. Senti um tesão estranho, intenso, nascido do prazer, do risco e do proibido que é sentir algo por alguém da sua família. Valéria entrou no banheiro em silêncio. Ouvi a água correndo por uns minutos. Quando voltou, já estava limpa, vestida de novo com o pijama dela, como se precisasse se reconstruir antes de dormir. Ela se enfiou na cama do meu lado, se ajeitou sem dizer nada… e em questão de segundos apagou. Eu não consegui. Fiquei olhando pro teto, com a respiração calma dela do lado, repassando tudo que tinha acontecido. Cada decisão. Cada segundo. Pensando se o que fiz foi certo ou errado. Se tinha cruzado uma linha que não devia. Se no dia seguinte ia carregar culpa… ou desejo. Pensei na Maria. Pensei na Valéria. Pensei em mim. E depois de ficar remoendo uma porrada de vezes, cheguei a uma conclusão tão simples quanto desconfortável: não me arrependia. Não sentia culpa. Só uma calma estranha, quase honesta. Como se, pela primeira vez, tivesse parado de fingir quem eu era e o que me dava prazer. Talvez não fosse certo. Talvez não fosse limpo. Mas era real. Fechei os olhos com essa ideia clara na cabeça: não tinha por que me arrepender de nada que me fizesse sentir vivo. E assim a noite terminou. Com mais perguntas do que respostas… e com uma verdade que eu já não podia negar.
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