Sexta-feira: A Viagem e a Confissão
O sinal da escola não foi um alívio, foi o tiro de largada. Lá fora, sob o sol das quatro, a BMW preta do meu ex não brilhava, ela devorava a luz. Entrei e a porta fechou com umthumpSurdo e definitivo, o som da minha gaiola. O cheiro de couro caro, do perfume de sândalo dele e de um toque do tabaco de enrolar me envolveu, me marcou como dele. Ele não disse nada, só me deu um olhar rápido, uma varredura de radar que me arrancou o uniforme e me deixou pelada. A mão dele pousou na minha coxa, bem onde o tecido da saia encontra o começo da meia. Os dedos longos e finos começaram a desenhar círculos lentos sobre o nailon, uma massagem imperceptível pra qualquer um, mas pra mim era um choque elétrico que percorria até a minha buceta.
Ramos Mejía", ele disse, e a voz dele não foi uma sugestão, foi uma ordem. Estacionou a meia quadra da estação, num lugar onde ninguém o conhecia. Caminhamos até a boca do inferno. A plataforma era um caldeirão de gente, suor, perfume barato e pressa. Ele me envolveu com um braço, me puxando pra perto. Não era um gesto de carinho, era um movimento de xadrez, garantindo a peça dele no tabuleiro. "Fica quieta, meu amor. Só sente. Não pensa, só sente", sussurrou no meu ouvido, o hálito quente uma promessa e uma ameaça. A gente se empurrava pra entrar no trem e o corpo dele colou no meu, um escudo de carne e osso que me separava do mundo e me entregava a ele.
Ficamos de pé, presos num mar de corpos que balançava em uníssono. Ele me parou de costas pra janela, criando um pequeno palco particular no meio do caos. O trem arrancou com um tranco seco e o balanço nos transformou numa única criatura de quatro pernas.
Haedo.A porta se abriu e o ar quente e denso da plataforma entrou como um suspiro. E ele subiu. Um cara de cinquenta e poucos anos, terno gasto nos cotovelos, cara de poucos amigos e um olhar de fome canina que me perfurou e me desarmou. Parou atrás de mim, tão perto que eu sentia o hálito dele de tabaco de enrolar e café queimado na minha nuca. No primeiro solavanco do trem, a mão dele encontrou minha cintura. Não foi um acidente. Foi uma tomada de posse. Ficou ali, pesada, e depois começou a descer. Devagar. Pelo lombo da minha blusa, sentindo cada vértebra, até pousar no centro da minha bunda. Apertou, os dedos afundando na carne firme e macia dos meus 92 centímetros. Não era um apalpamento, era uma tomada de posse, um "isso é meu" dito com a ponta dos dedos.
Idiota.Mais gente. Mais calor. O ar ficou irrespirável. Outro cara, mais novo, com cara de playboy metido a besta e uma camisa de marca que não caía bem nele, se plantou do meu lado. Agora eu tava enjaulada. A mão do velho já não se contentava em apertar, começou a se mexer, esfregando minha bunda com uma insistência que me cortava a respiração e molhava minha calcinha fio dental. A mão do mano, enquanto isso, encontrou a fresta da minha saia. Entrou por ali, sem permissão, e acariciou minha perna por dentro, subindo, subindo, até que os dedos tocaram a borda da minha calcinha. Passou por cima dela, uma e outra vez, um roçar seco e torturante que me fazia gemer. Meu ex me olhava por cima do ombro, com um sorriso satisfeito, tipo um maestro vendo sua obra-prima de depravação.
Castelar.O trem lotou até sufocar. Uma terceira mão, vinda da frente, apareceu do nada. Era de um anão magro e sujo, com cheiro de gordura rançosa. Agarrou minha cintura e enfiou a mão direto entre minhas pernas, por cima da tanga. Esfregou minha buceta com uma força brutal, procurando meu clitóris como se quisesse arrancá-lo. Eu estava perdida. Uma mão na bunda, outra na buceta, o corpo de um estranho colado nas minhas costas com o pau duro feito ferro e meu ex aproveitando tudo, meu dono, meu iniciador.
Ituzaingó.A estação da libertação. Descemos e os três caras sumiram na multidão igual fantasma. Lá fora, o motorista nos esperava com o Chrysler, o motor roncando que nem um inseto gigante. A viagem até minha casa foi num silêncio pesado, carregado com o que tinha acabado de rolar, com o cheiro de suor alheio ainda grudado na minha pele.
Assim que fechamos a porta de casa, ele me empurrou contra a parede do hall. "Ajoelha, Paula. Agora". A voz dele era um fio de seda e aço. Desabotoei o cinto e os botões da calça jeans. Ele puxou o pau pra fora. Duro, grosso, com a veia saltada pulsando que nem um coração independente. A cabeça, rosada e brilhante, já tinha uma gota de porra na ponta, um diamante líquido.
Chupa", ele ordenou. Enfiei na minha boca, sentindo o gosto salgado, o calor, o poder dele. "E enquanto faz isso, vai me contar tudo. Detalhe por detalhe, sua puta." Enquanto minha cabeça subia e descia, minha língua brincando com a uretra dele, sussurrei entre gemidos o que tinha sentido. "A mão do velho... como apertava minha bunda, como sentia os dedos dele afundando na minha carne, me marcando..." "A do cara... como entrou pela minha saia, como tocava minha calcinha fio dental, a borda do tecido..." "E a do outro... a do anão... como apertava minha buceta, como esfregava meu clitóris com os dedos ásperos dele até eu quase gozar ali mesmo, no meio de todo mundo..." Ele me puxava pelo cabelo, com uma força que doía e excitava, me guiando, me fazendo engolir ele inteiro até eu me engasgar. "Você gostou? Gostou de ser apalpada como uma vadiazinha em plena luz do dia?" Eu acenava com a boca cheia do pau dele, sem conseguir falar. Ele gozou com um rugido abafado, não na minha cara, mas na minha boca, um jorro quente e grosso que me obrigou a engolir, a me sentir dele por dentro. "Agora você é minha de verdade", disse, e me deu um tapa suave na bochecha, uma marca de posse.
Sábado: A Tarde no Country com a Sofi
À tarde, fui na casa da minha amiga Sofi, no mesmo condomínio. A gente se trancou no quarto dela, que cheirava a perfume docinho e aerossol. Começamos a tomar gin tônica com limão direto dos copos, sem gelo pra durar menos. Depois de uma hora, a gente já nem sabia onde tava, o mundo era um borrão de álcool e risadas idiotas sem motivo nenhum. O cachorro dela, um golden retriever grandão e bobo chamado Thor, seguia a gente pra todo lado, balançando o rabo como um metrônomo de pelúcia, alheio à nossa decadência.
Num momento de pura burrice, a Sofi se jogou de costas no tapete peludo e levantou a raba pro cachorro. "Olha, Pau, o coitado tá todo excitado, não faz ideia", ela disse, e soltou uma gargalhada bêbada e anasalada. Mas a ideia, como um relâmpago num céu de gim, penetrou fundo em nós duas. A gente se olhou. Nos nossos olhos, sob o véu do álcool, tinha a mesma faísca perversa, a mesma curiosidade doentia que sempre nos uniu. Foi a Sofi que se ajoelhou primeiro. Com movimentos desajeitados e trêmulos, começou a acariciar a barriga do Thor até que o membro vermelho, pontudo e vibrante dele saiu da bainha. "Olha, Pau... que coisa... tão estranha", ela sussurrou, com os olhos arregalados pelo álcool e pelo tesão, fascinada por aquela anatomia alheia, animal.
Me ajoelhei ao lado dela, com o coração batendo forte não só pela bebida, mas pela transgressão que estava prestes a acontecer. Juntas, com uma mistura de risada nervosa e nojo genuíno, começamos a passar a mão nele, sentindo aquela pele quente e estranha, tão diferente da de um homem. Depois, como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se tivéssemos feito a vida inteira, a Sofi se inclinou e enfiou na boca. Eu olhava pra ela, sem acreditar, com uma mistura de horror e uma excitação que molhava minha calcinha na hora. O som que ela fazia, o da boca molhada chupando o cachorro, era a coisa mais obscena que eu já tinha ouvido na vida. Eu me juntei a ela. Nossos lábios se roçavam, nossas línguas se encontravam sem querer enquanto compartilhávamos aquela rola de animal, passando de uma pra outra, até que o Thor tremeu num espasmo e gozou na nossa cara. Um jato quente e aguado espirrou nas nossas bochechas e lábios. Ficamos ali, largadas no tapete, com gosto de cachorro e de gin, rindo até faltar ar, nossas lágrimas de risada se misturando com o esperma do bicho. Foi o mais baixo, o mais sujo, e por isso, o mais glorioso.
Sábado à Noite: A Festa Privada e o Desfile
Naquela noite, meu ex veio me buscar. Cheirava a poder e dinheiro. A festa era na casa de outro sócio, um lugar gigante com paredes de vidro que davam pra um jardim escuro. Não era uma festa qualquer. Era uma reunião privada. Meu pai não estava, ou se estava, se movia em outra órbita, na dos homens mais velhos que falavam de negócios e política. Eu estava do outro lado, no da carne fresca.
Minha ex me comprou uma fantasia de anjo caído. Um vestido de gaze branca, quase transparente, que grudava no meu corpo como uma segunda pele. Eu não tava usando sutiã, e meus peitos de 90, com os bicos já durinhos de tanta ansiedade, apareciam claramente por baixo do tecido. A saia era curtíssima, e por baixo eu usava uma fio dental branca de renda que mal dava pra ver. Ele tava com uma máscara de lobo preta, simples e elegante.
Lá pela meia-noite, o anfitrião, um gordo sorridente, subiu num palquinho. "Senhores, cavalheiros... é hora de um entretenimento", anunciou no microfone. "Um desfile das nossas musas. Mas com uma regra: luz negra". De repente, as luzes normais se apagaram e o jardim se encheu de uma luz violeta perversa. Era perfeita. Fazia nossa pele brilhar, nossos dentes reluzirem e os detalhes brancos das nossas roupas acenderem como neon.
Éramos umas seis minas, todas novinhas, todas vestidas de um jeito provocante. Começamos a andar por um caminho de terra que rodeava a piscina. A música, um house profundo e envolvente, nos hipnotizava. Na primeira passada, senti as primeiras mãos. Elas saíam da escuridão, dos corpos dos caras que margeavam o caminho, que agora não passavam de sombras com olhos brilhantes. Eram mãos anônimas que roçavam minhas pernas, meus braços, minhas costas. Umas eram macias, outras ásperas. Umas hesitantes, outras ousadas.
Na segunda passada, meu ex, do trono de sombras dele, fez um leve sinal com a cabeça. Eu entendi a ordem. Parei por um instante e, com um movimento lento e teatral, levantei a saia alguns centímetros. Agora as mãos podiam ir mais alto, tocar a borda das minhas meias. Na terceira passada, levantei mais. As mãos já agarravam minhas coxas, afundavam os dedos na minha carne. Na quarta, a saia estava na cintura. Só restava minha calcinha fio-dental branca de renda, brilhando sob a luz negra como um farol da perdição. As mãos já não roçavam, se afundavam na minha carne, apertavam minha bunda, procuravam minha buceta por cima do tecido, com uma urgência coletiva que cortava minha respiração.
...Já chega., disse meu ex, a voz dele ecoando no silêncio que veio depois da música. Ele me tirou da passarela e me levou pra um canto escuro, atrás de uns arbustos que cheiravam a terra molhada e cloro. "Você mandou bem, meu amor. Mandou muito bem. Agora você vai ganhar seu prêmio de verdade." Eu me ajoelhei na grama fria e molhada. O tecido da gaze grudava nas minhas coxas.
Não apareceram paus um por um. Apareceram sombras. Três, quatro, cinco... formaram um círculo ao meu redor. Eram os parceiros, excitados pelo espetáculo, pela luz, pela submissão que eu mesma tinha oferecido. Meu ex se agachou ao meu lado, não para me guiar, mas para me dar a última ordem. "Faz o que te ensinei, Paula. Satisfaz todos eles".
A primeira sombra se ajoelhou na minha frente. Senti o calor do corpo dela antes de tudo. Ela puxou a rola pra fora. Não era nem gorda nem magra, era normal. Mas naquela escuridão, era um altar. Enfiei na boca, chupando com a devoção que ele tinha me ensinado. Enquanto fazia isso, senti alguém levantando minha blusa. Outras mãos, umas mais velhas, outras mais novas, puxaram ela por cima da minha cabeça. Meus peitos de 90 ficaram de fora, meus bicos duros sob a luz violeta. Senti bocas neles. Uma boca macia chupando um mamilo, outra mordendo o outro com uma força que me fez gemer em cima da rola que eu tinha na boca.
A primeira sombra se afastou e foi substituída por outra. Dessa vez, me puxou pelo cabelo e enfiou tudo fundo, me fazendo engasgar, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Enquanto usava minha cara, senti tirarem minha calcinha fio dental. Umas mãos abriram minhas pernas e outra, uma mão grande e calejada, enfiou dois dedos dentro de mim, sem delicadeza, mexendo como se quisesse me rasgar. Outra mão passou por trás, procurando minha bunda, esfregando o dedão no meu cu.
Já não era mais uma pessoa. Era um conjunto de buracos. Uma boca, uma buceta, um cu, dois peitos. Tudo pra ser usado. A terceira pica era mais curta e mais grossa, quase redonda. Chupei com raiva. A quarta era comprida e fina, quase como um chicote. Senti ela crescer na minha boca. Num instante, me levantaram. Dois homens me seguraram pelos braços e pernas e me suspenderam no ar. Abriram minhas pernas e um, sem dizer nada, meteu na minha buceta de uma só vez, um grito abafado escapou de mim. Enquanto me cavalgava ali, suspensa, outro parou na minha frente e enfiou a pica de novo na minha boca. O estímulo duplo, ser preenchida pelos dois lados, foi demais. Um orgasmo brutal, violento, me sacudiu inteira, um espasmo que me deixou tremendo e sem ar.
Não parou por aí. Me jogaram na grama, de barriga pra baixo. Alguém levantou meu quadril e meteu no meu cu. A dor foi aguda, seca, perfeita. Enquanto me arrombava o cu, outro se deitou debaixo de mim e meteu na minha pussy. A dupla penetração, sentir meus dois buracos sendo preenchidos ao mesmo tempo, os corpos deles colidindo contra mim, foi o ápice da humilhação e do prazer. Os dois gozaram dentro de mim quase ao mesmo tempo, uma enchente dupla quente que me fez sentir completa, usada, destruída.
Me deixaram lá, jogada no mato, tremendo, com a blusa rasgada, a saia levantada, e o gozo de desconhecidos escorrendo pelas minhas coxas e pelo meu cu. Meu ex chegou perto, ajoelhou, limpou meu rosto com um lenço e sussurrou no meu ouvido: "Agora sim. Agora você é minha de verdade".
O sinal da escola não foi um alívio, foi o tiro de largada. Lá fora, sob o sol das quatro, a BMW preta do meu ex não brilhava, ela devorava a luz. Entrei e a porta fechou com umthumpSurdo e definitivo, o som da minha gaiola. O cheiro de couro caro, do perfume de sândalo dele e de um toque do tabaco de enrolar me envolveu, me marcou como dele. Ele não disse nada, só me deu um olhar rápido, uma varredura de radar que me arrancou o uniforme e me deixou pelada. A mão dele pousou na minha coxa, bem onde o tecido da saia encontra o começo da meia. Os dedos longos e finos começaram a desenhar círculos lentos sobre o nailon, uma massagem imperceptível pra qualquer um, mas pra mim era um choque elétrico que percorria até a minha buceta.
Ramos Mejía", ele disse, e a voz dele não foi uma sugestão, foi uma ordem. Estacionou a meia quadra da estação, num lugar onde ninguém o conhecia. Caminhamos até a boca do inferno. A plataforma era um caldeirão de gente, suor, perfume barato e pressa. Ele me envolveu com um braço, me puxando pra perto. Não era um gesto de carinho, era um movimento de xadrez, garantindo a peça dele no tabuleiro. "Fica quieta, meu amor. Só sente. Não pensa, só sente", sussurrou no meu ouvido, o hálito quente uma promessa e uma ameaça. A gente se empurrava pra entrar no trem e o corpo dele colou no meu, um escudo de carne e osso que me separava do mundo e me entregava a ele.
Ficamos de pé, presos num mar de corpos que balançava em uníssono. Ele me parou de costas pra janela, criando um pequeno palco particular no meio do caos. O trem arrancou com um tranco seco e o balanço nos transformou numa única criatura de quatro pernas.
Haedo.A porta se abriu e o ar quente e denso da plataforma entrou como um suspiro. E ele subiu. Um cara de cinquenta e poucos anos, terno gasto nos cotovelos, cara de poucos amigos e um olhar de fome canina que me perfurou e me desarmou. Parou atrás de mim, tão perto que eu sentia o hálito dele de tabaco de enrolar e café queimado na minha nuca. No primeiro solavanco do trem, a mão dele encontrou minha cintura. Não foi um acidente. Foi uma tomada de posse. Ficou ali, pesada, e depois começou a descer. Devagar. Pelo lombo da minha blusa, sentindo cada vértebra, até pousar no centro da minha bunda. Apertou, os dedos afundando na carne firme e macia dos meus 92 centímetros. Não era um apalpamento, era uma tomada de posse, um "isso é meu" dito com a ponta dos dedos.
Idiota.Mais gente. Mais calor. O ar ficou irrespirável. Outro cara, mais novo, com cara de playboy metido a besta e uma camisa de marca que não caía bem nele, se plantou do meu lado. Agora eu tava enjaulada. A mão do velho já não se contentava em apertar, começou a se mexer, esfregando minha bunda com uma insistência que me cortava a respiração e molhava minha calcinha fio dental. A mão do mano, enquanto isso, encontrou a fresta da minha saia. Entrou por ali, sem permissão, e acariciou minha perna por dentro, subindo, subindo, até que os dedos tocaram a borda da minha calcinha. Passou por cima dela, uma e outra vez, um roçar seco e torturante que me fazia gemer. Meu ex me olhava por cima do ombro, com um sorriso satisfeito, tipo um maestro vendo sua obra-prima de depravação.
Castelar.O trem lotou até sufocar. Uma terceira mão, vinda da frente, apareceu do nada. Era de um anão magro e sujo, com cheiro de gordura rançosa. Agarrou minha cintura e enfiou a mão direto entre minhas pernas, por cima da tanga. Esfregou minha buceta com uma força brutal, procurando meu clitóris como se quisesse arrancá-lo. Eu estava perdida. Uma mão na bunda, outra na buceta, o corpo de um estranho colado nas minhas costas com o pau duro feito ferro e meu ex aproveitando tudo, meu dono, meu iniciador.
Ituzaingó.A estação da libertação. Descemos e os três caras sumiram na multidão igual fantasma. Lá fora, o motorista nos esperava com o Chrysler, o motor roncando que nem um inseto gigante. A viagem até minha casa foi num silêncio pesado, carregado com o que tinha acabado de rolar, com o cheiro de suor alheio ainda grudado na minha pele.
Assim que fechamos a porta de casa, ele me empurrou contra a parede do hall. "Ajoelha, Paula. Agora". A voz dele era um fio de seda e aço. Desabotoei o cinto e os botões da calça jeans. Ele puxou o pau pra fora. Duro, grosso, com a veia saltada pulsando que nem um coração independente. A cabeça, rosada e brilhante, já tinha uma gota de porra na ponta, um diamante líquido.
Chupa", ele ordenou. Enfiei na minha boca, sentindo o gosto salgado, o calor, o poder dele. "E enquanto faz isso, vai me contar tudo. Detalhe por detalhe, sua puta." Enquanto minha cabeça subia e descia, minha língua brincando com a uretra dele, sussurrei entre gemidos o que tinha sentido. "A mão do velho... como apertava minha bunda, como sentia os dedos dele afundando na minha carne, me marcando..." "A do cara... como entrou pela minha saia, como tocava minha calcinha fio dental, a borda do tecido..." "E a do outro... a do anão... como apertava minha buceta, como esfregava meu clitóris com os dedos ásperos dele até eu quase gozar ali mesmo, no meio de todo mundo..." Ele me puxava pelo cabelo, com uma força que doía e excitava, me guiando, me fazendo engolir ele inteiro até eu me engasgar. "Você gostou? Gostou de ser apalpada como uma vadiazinha em plena luz do dia?" Eu acenava com a boca cheia do pau dele, sem conseguir falar. Ele gozou com um rugido abafado, não na minha cara, mas na minha boca, um jorro quente e grosso que me obrigou a engolir, a me sentir dele por dentro. "Agora você é minha de verdade", disse, e me deu um tapa suave na bochecha, uma marca de posse.
Sábado: A Tarde no Country com a Sofi
À tarde, fui na casa da minha amiga Sofi, no mesmo condomínio. A gente se trancou no quarto dela, que cheirava a perfume docinho e aerossol. Começamos a tomar gin tônica com limão direto dos copos, sem gelo pra durar menos. Depois de uma hora, a gente já nem sabia onde tava, o mundo era um borrão de álcool e risadas idiotas sem motivo nenhum. O cachorro dela, um golden retriever grandão e bobo chamado Thor, seguia a gente pra todo lado, balançando o rabo como um metrônomo de pelúcia, alheio à nossa decadência.
Num momento de pura burrice, a Sofi se jogou de costas no tapete peludo e levantou a raba pro cachorro. "Olha, Pau, o coitado tá todo excitado, não faz ideia", ela disse, e soltou uma gargalhada bêbada e anasalada. Mas a ideia, como um relâmpago num céu de gim, penetrou fundo em nós duas. A gente se olhou. Nos nossos olhos, sob o véu do álcool, tinha a mesma faísca perversa, a mesma curiosidade doentia que sempre nos uniu. Foi a Sofi que se ajoelhou primeiro. Com movimentos desajeitados e trêmulos, começou a acariciar a barriga do Thor até que o membro vermelho, pontudo e vibrante dele saiu da bainha. "Olha, Pau... que coisa... tão estranha", ela sussurrou, com os olhos arregalados pelo álcool e pelo tesão, fascinada por aquela anatomia alheia, animal.
Me ajoelhei ao lado dela, com o coração batendo forte não só pela bebida, mas pela transgressão que estava prestes a acontecer. Juntas, com uma mistura de risada nervosa e nojo genuíno, começamos a passar a mão nele, sentindo aquela pele quente e estranha, tão diferente da de um homem. Depois, como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se tivéssemos feito a vida inteira, a Sofi se inclinou e enfiou na boca. Eu olhava pra ela, sem acreditar, com uma mistura de horror e uma excitação que molhava minha calcinha na hora. O som que ela fazia, o da boca molhada chupando o cachorro, era a coisa mais obscena que eu já tinha ouvido na vida. Eu me juntei a ela. Nossos lábios se roçavam, nossas línguas se encontravam sem querer enquanto compartilhávamos aquela rola de animal, passando de uma pra outra, até que o Thor tremeu num espasmo e gozou na nossa cara. Um jato quente e aguado espirrou nas nossas bochechas e lábios. Ficamos ali, largadas no tapete, com gosto de cachorro e de gin, rindo até faltar ar, nossas lágrimas de risada se misturando com o esperma do bicho. Foi o mais baixo, o mais sujo, e por isso, o mais glorioso.
Sábado à Noite: A Festa Privada e o Desfile
Naquela noite, meu ex veio me buscar. Cheirava a poder e dinheiro. A festa era na casa de outro sócio, um lugar gigante com paredes de vidro que davam pra um jardim escuro. Não era uma festa qualquer. Era uma reunião privada. Meu pai não estava, ou se estava, se movia em outra órbita, na dos homens mais velhos que falavam de negócios e política. Eu estava do outro lado, no da carne fresca.
Minha ex me comprou uma fantasia de anjo caído. Um vestido de gaze branca, quase transparente, que grudava no meu corpo como uma segunda pele. Eu não tava usando sutiã, e meus peitos de 90, com os bicos já durinhos de tanta ansiedade, apareciam claramente por baixo do tecido. A saia era curtíssima, e por baixo eu usava uma fio dental branca de renda que mal dava pra ver. Ele tava com uma máscara de lobo preta, simples e elegante.
Lá pela meia-noite, o anfitrião, um gordo sorridente, subiu num palquinho. "Senhores, cavalheiros... é hora de um entretenimento", anunciou no microfone. "Um desfile das nossas musas. Mas com uma regra: luz negra". De repente, as luzes normais se apagaram e o jardim se encheu de uma luz violeta perversa. Era perfeita. Fazia nossa pele brilhar, nossos dentes reluzirem e os detalhes brancos das nossas roupas acenderem como neon.
Éramos umas seis minas, todas novinhas, todas vestidas de um jeito provocante. Começamos a andar por um caminho de terra que rodeava a piscina. A música, um house profundo e envolvente, nos hipnotizava. Na primeira passada, senti as primeiras mãos. Elas saíam da escuridão, dos corpos dos caras que margeavam o caminho, que agora não passavam de sombras com olhos brilhantes. Eram mãos anônimas que roçavam minhas pernas, meus braços, minhas costas. Umas eram macias, outras ásperas. Umas hesitantes, outras ousadas.
Na segunda passada, meu ex, do trono de sombras dele, fez um leve sinal com a cabeça. Eu entendi a ordem. Parei por um instante e, com um movimento lento e teatral, levantei a saia alguns centímetros. Agora as mãos podiam ir mais alto, tocar a borda das minhas meias. Na terceira passada, levantei mais. As mãos já agarravam minhas coxas, afundavam os dedos na minha carne. Na quarta, a saia estava na cintura. Só restava minha calcinha fio-dental branca de renda, brilhando sob a luz negra como um farol da perdição. As mãos já não roçavam, se afundavam na minha carne, apertavam minha bunda, procuravam minha buceta por cima do tecido, com uma urgência coletiva que cortava minha respiração.
...Já chega., disse meu ex, a voz dele ecoando no silêncio que veio depois da música. Ele me tirou da passarela e me levou pra um canto escuro, atrás de uns arbustos que cheiravam a terra molhada e cloro. "Você mandou bem, meu amor. Mandou muito bem. Agora você vai ganhar seu prêmio de verdade." Eu me ajoelhei na grama fria e molhada. O tecido da gaze grudava nas minhas coxas.
Não apareceram paus um por um. Apareceram sombras. Três, quatro, cinco... formaram um círculo ao meu redor. Eram os parceiros, excitados pelo espetáculo, pela luz, pela submissão que eu mesma tinha oferecido. Meu ex se agachou ao meu lado, não para me guiar, mas para me dar a última ordem. "Faz o que te ensinei, Paula. Satisfaz todos eles".
A primeira sombra se ajoelhou na minha frente. Senti o calor do corpo dela antes de tudo. Ela puxou a rola pra fora. Não era nem gorda nem magra, era normal. Mas naquela escuridão, era um altar. Enfiei na boca, chupando com a devoção que ele tinha me ensinado. Enquanto fazia isso, senti alguém levantando minha blusa. Outras mãos, umas mais velhas, outras mais novas, puxaram ela por cima da minha cabeça. Meus peitos de 90 ficaram de fora, meus bicos duros sob a luz violeta. Senti bocas neles. Uma boca macia chupando um mamilo, outra mordendo o outro com uma força que me fez gemer em cima da rola que eu tinha na boca.
A primeira sombra se afastou e foi substituída por outra. Dessa vez, me puxou pelo cabelo e enfiou tudo fundo, me fazendo engasgar, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Enquanto usava minha cara, senti tirarem minha calcinha fio dental. Umas mãos abriram minhas pernas e outra, uma mão grande e calejada, enfiou dois dedos dentro de mim, sem delicadeza, mexendo como se quisesse me rasgar. Outra mão passou por trás, procurando minha bunda, esfregando o dedão no meu cu.
Já não era mais uma pessoa. Era um conjunto de buracos. Uma boca, uma buceta, um cu, dois peitos. Tudo pra ser usado. A terceira pica era mais curta e mais grossa, quase redonda. Chupei com raiva. A quarta era comprida e fina, quase como um chicote. Senti ela crescer na minha boca. Num instante, me levantaram. Dois homens me seguraram pelos braços e pernas e me suspenderam no ar. Abriram minhas pernas e um, sem dizer nada, meteu na minha buceta de uma só vez, um grito abafado escapou de mim. Enquanto me cavalgava ali, suspensa, outro parou na minha frente e enfiou a pica de novo na minha boca. O estímulo duplo, ser preenchida pelos dois lados, foi demais. Um orgasmo brutal, violento, me sacudiu inteira, um espasmo que me deixou tremendo e sem ar.
Não parou por aí. Me jogaram na grama, de barriga pra baixo. Alguém levantou meu quadril e meteu no meu cu. A dor foi aguda, seca, perfeita. Enquanto me arrombava o cu, outro se deitou debaixo de mim e meteu na minha pussy. A dupla penetração, sentir meus dois buracos sendo preenchidos ao mesmo tempo, os corpos deles colidindo contra mim, foi o ápice da humilhação e do prazer. Os dois gozaram dentro de mim quase ao mesmo tempo, uma enchente dupla quente que me fez sentir completa, usada, destruída.
Me deixaram lá, jogada no mato, tremendo, com a blusa rasgada, a saia levantada, e o gozo de desconhecidos escorrendo pelas minhas coxas e pelo meu cu. Meu ex chegou perto, ajoelhou, limpou meu rosto com um lenço e sussurrou no meu ouvido: "Agora sim. Agora você é minha de verdade".
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