Pao la vecina

Pão, a vizinha... Pão é a vizinha milf que sabe que é gostosa, mas tem uma imagem política pra cuidar. De classe social alta, vida boa e uma carreira política estagnada porque não teve apoio, além de ter gastado uma fortuna na campanha. O marido, um produtor agropecuário bem metido e babaca, que junto com meu ex-patrão se acham os picas - os dois te dão um tapinha nas costas e depois te esfolam vivo. Mas isso ia ter um fim um dia, e chegou mais cedo do que eu esperava.

Um tempo atrás, me dei o prazer de pedir demissão. Não porque não precisava, mas tava me fazendo mal continuar lá. E me joguei a fazer manutenção de piscinas. Fiz uns cursos e sempre me virei, como todo pobre. Pão sempre me cumprimentava quando a via na rua, mas só isso.

Um dia, fazendo um reparo numa casa, ela passa e me pergunta:
— Oi, Dani, boa tarde. Desculpa te perguntar, é que te vejo sempre, e agora te vejo aqui consertando isso... Você faz tudo isso? Porque, pra te falar a verdade, me surpreende.

— Senhora Paola, boa tarde. Sim, faço o que aparecer e der, por que a senhora se surpreende, pergunto?

— Ah, nada... Mais porque, você sabe, seu patrão é amigo do Manu e, como ele me deu a entender... e não leve a mal, mas é como se ele tivesse te largado da empresa dele. E me comentou que não sabia o que você ia fazer, porque não fazia muita coisa...

— Me desculpe, mas meu patrão, ou ex-patrão, é um pau no cu, igual o círculo dele. Ele te contou quanto pagava aos negos que tinha de manobra e como explorava eles? E o seu marido, que é tão amigo assim, que controle os vencimentos dos produtos, porque ele dá camisetas, bonés e enfia coisa vencida. E não fui demitido não, eu que pedi pra sair. E, pra te falar a verdade, tô melhor que antes. Desculpe responder assim, mas já não é a primeira vez que ouço ele falar dessa forma.

— Não, não, tudo bem, Dani. Me desculpe se te fiz sentir mal...

E foi embora.

A semana seguiu normal, e numa sexta-feira bateram na minha porta. Era ela.

— Dani, como vai? Desculpa te incomodar... Você entende alguma coisa de ar-condicionado? Porque com esse calor, liguei o de casa e tá caindo água pela frente. E ainda por cima, o Manu só volta segunda, pra eu chamar alguém...

— Pão, como vai? sisi, deixa eu tomar um banho e vou, tô todo sujão
Tomo banho, pego a caixa de ferramentas e vou pra casa
Bato na porta e ela aparece
— Pode entrar, entra. Desculpa te encher, mas não sei o que há com isso, não sei o que fazer. Se não funcionar, tô morto o fim de semana todo sem ar nesse calor.

Vamos pro quarto — um belo dormitório.
Cama enorme, guarda-roupa e sapateira maiores que minha casa toda, e vejo o ar-condicionado.
— Mati deu uma olhada, e um conhecido ia vir pra ver de recarregar o gás, porque disseram que por isso tá vazando água.

— Pao, me desculpe, mas isso não passa de um ralo entupido.
Dá pra ver que foi só a sujeira mesmo que tampou, é bobeira.
Preciso de um arame e fica pronto.

10 minutos depois já tava funcionando perfeitamente.
— Você me salvou — ela diz. — Sério, não sei o que eu faria com esse calor. Ainda por cima preciso me arrumar que vou sair com as meninas e sua ex-patra hoje.

Minha cara deve ter mostrado que não convenci, porque ela se desculpou e me ofereceu uma cerveja.
Tomei a cerveja e fui indo, mas não antes de ver a roupa que tava em cima da cama.
*Caraio, assim ela se entrega sozinha*, pensei comigo, e fui tranquilo, dado que já tinha recebido.

Ela, como não tinha meu número, também não falou nada.
Essa noite saímos pro mesmo pub, e ela veio até onde eu tava pra me agradecer.
— Você não me disse quanto era.
— Não foi nada — falei. — Já me considero pago só por te ver bem.

Ela não quis ficar atrás e me convidou uma cerveja, que aceitei. Depois minha ex-patra chegou pra buscá-la.
Ela foi embora e deu pra ver que conversaram pra caramba.
Pouco depois elas vazaram e a noite seguiu como se nada tivesse acontecido.

Domingo, umas 11h, chega uma mensagem no WhatsApp.
Era ela, que pediu meu número pra ex-chefe pra me pedir umas coisinhas, mas era mais uma desculpa.
Perguntou se eu me virava pra colocar umas luzes LED na piscina.
Falei que sim, que não tinha problema, que me avisasse.
— Tô te avisando — ela disse.
— Bom, deixa eu levantar e vou, porque ontem à noite foi pesado — respondi.

Chego logo, ela morava a 5 casas de distância, então fui de bermuda, camiseta e umas alpargatas.
— Perdoa a aparência — falei. — Meu traje mandei lavar e, no geral, aos domingos não faço nada.
— Desculpa, Dani, mas se não fizer hoje, não encho mais a piscina.
— Não tem problema. Que tenha água até a metade, me diz. Não é o ideal, mas não é corrente direta, digo. Vai com um transformador, então não tem problema. Bom, se não te incomoda, vou fazer umas coisas, me diz. Fique tranquila, digo. Eu tenho coisa pra um tempo aqui. Entre uma coisa e outra, devem ter passado uns 40' e ela aparece com uma bandeja de triplo e uma coca de vidro! Guaaa, que beleza, digo. Sem perceber que ela estava de maiô, porque estava tomando sol. Perdão, perdão, digo, não leve a mal, não quis faltar com respeito. Por um momento pensei que você estava falando de mim, me diz. Você também é uma mulher muito linda, digo, e continuo trabalhando. Termino de colocar as luzes, aviso e ela pergunta quanto é. Já com os sanduíches, a coca e a companhia, já estou pago, digo. Não me parece, mas tudo bem. Essa mesma noite, uma mensagem dela: "Dani, boa tarde, sou a Pao. Desculpa te encher, mas você sabe que sinto umas cócegas na água? Pode ser que tenha ficado tocando em algo hoje?" Pao, boa tarde. Fique tranquila que, se tivesse acontecido isso, você já estaria grudada, digo. Não dá nada, não é corrente direta, nem deveria acontecer nesse caso, digo. Sei, mas você poderia vir dar uma olhada? Agora??, digo. Que pica, pensava por dentro. Sim, sim, por favor, e ela faz uma carinha 🥹. Em um pouco eu vou. Pego umas chaves e vou, confiro se está tudo bem, reviso de novo e nada. Ela observava enrolada em uma toalha, a parte de baixo, em cima um lindo par de peitos firmes apesar da idade e duas duras. Já está, digo. Certo, me diz. Sim, sim, já devia ter ficado. Vou testar, me diz, tira a toalha e entra. Bom, digo, está tudo bem, vou indo. Não, não, para, sinto cócegas, me diz. Use a palavra: buceta da louca, dizia. Não pode ser, digo, está tudo bem. Não, não, sinto cócegas, olha, entra, vê que não estou mentindo. Sem mais opção, meto a mão e digo: Você deve estar alucinando, Pao, é impossível. Nisso, ela se aproxima, agarra minha mão e me puxa. No mergulho, ela me agarra bem firme e, quando saio, ficamos frente a frente os dois e, sem soltar a mão, ela a... leva a sua use the word: buceta e me diz: Aqui sinto cócegas e não sei como fazer para você perceber, me diz e começamos a nos beijar na beirada. Tem parte 2.

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