Diego estava sozinho em casa naquela tarde. Seus pais tinham saído para o fim de semana e Leo estava com uns amigos na cidade vizinha. Ele estava deitado no sofá, assistindo sem interesse a qualquer filme, quando ouviu a campainha. Abriu a porta sem pensar muito... e lá estava Carolina. Vestia uma blusa branca solta, sem sutiã, e uma calça jeans que moldava seu corpo maduro de uma forma obscenamente provocante. Ela estava com os lábios pintados de vermelho intenso, e o cabelo preso num coque alto, como se tivesse vindo diretamente de uma fantasia que ele tentava deixar para trás.
—Oi, Diego… posso entrar? —perguntou com uma voz suave, mas decidida. Ele hesitou por apenas um segundo. Acenou com a cabeça. Fechou a porta atrás dela. —O que você está fazendo aqui? —perguntou-lhe com a garganta seca. —Não paro de pensar em você, Diego. Eu disse que não ia insistir, mas cansei de mentir pra mim mesma… —Ela se aproximou—. Eu te desejo. Não toquei ninguém desde você. Não me importa se você não quer um relacionamento, se não me ama… só quero sentir você de novo. A confissão o deixou mudo. Ele quis falar, mas ela já estava o beijando. Um beijo desesperado, carregado de semanas de abstinência forçada e luxúria contida. As mãos de Carolina buscaram sua cintura, seu peito, até descer rapidamente para o volume que endurecia só de roçar nela. Ela o desabotoou com uma certa urgência, como se não pudesse esperar nem mais um segundo. —Você não tem ideia de como sinto sua falta —ofegou, tirando seu pau ereto para fora—. Esse corpo jovem, esse gosto… esse maldito fogo que você deixou em mim. Sem dizer mais nada, ela o empurrou contra o encosto do sofá e se ajoelhou entre suas pernas. Pegou seu pau e o beijou enquanto acariciava seu torso, até envolvê-lo com sua boca, devagar mas intensamente, como se quisesse lembrar cada textura, cada gemido, cada batida do seu desejo. Diego arqueou-se, enterrando os dedos em seu cabelo. —Carolina… —murmurou, sem conseguir resistir. Ela o olhou de baixo, com os lábios úmidos e os olhos escuros de desejo. —Não me importa se você não me ama, mas não me diga que não me quer assim… Você não pode me negar isso —sussurrou enquanto o masturbava com movimentos rítmicos—. Vou ser seu segredo, se for isso que você quer. Mas não me diga que acabou. Ela se levantou, tirou a blusa lentamente na frente dele, deixando à vista seus seios firmes, desejáveis, maduros, tentadores. Sentou-se sobre suas pernas, beijou-o novamente e guiou seu pau entre suas coxas úmidas, roçando-o, deixando-o louco. —Quero que você me faça sua. Aqui. Agora. Como naquela vez. Diego sabia que aquilo era uma loucura, que nada ia terminar bem se continuassem… mas seu corpo já não obedecia à sua mente. O desejo o dominava. Ele a queria. Ele a precisava. Como antes… ou talvez mais. E assim começou outro capítulo secreto, na história de duas almas que ardiam sem rumo, unidas por uma obsessão que nenhum dos dois sabia apagar. Carolina se esfregava contra ele, seus quadris ondulavam sobre o corpo nu de Diego, que já não pensava em nada além dela. Seus lábios se fundiram em um beijo faminto, desesperado, cheio de tudo que não disseram. Ela desabotoou o jeans e o baixou sem pudor, ficando completamente nua por cima dele.
—Quero que você me dê tudo —sussurrou no ouvido, mordendo suavemente o lóbulo—. Tudo aquilo que você me tirou naquela vez… hoje eu preciso mais. Diego deslizou as mãos pelas costas de Carolina, descendo até seus quadris largos, e a levantou com força. Ela se arqueou, pegou seu pau e o esfregou entre os lábios íntimos, ofegando contra sua boca. E então o enfiou de uma vez na buceta, até o fundo, como se tivesse passado semanas sonhando com aquele momento. —Ah… Diego! —exclamou enquanto começava a cavalgá-lo com movimentos ferozes, molhados, quentes. O corpo dela se movia com força sobre ele, os peitos balançavam a cada investida, seu rosto transformado em puro prazer. Diego não conseguia acreditar no que estava vivendo. A mulher que ele tinha desejado em segredo, a mãe do seu melhor amigo, o montava como uma louca, como uma deusa maldita que o tinha reivindicado só para ela. —É assim que você gosta, bebê? É assim que você gosta do seu presente proibido? —gemeu ela—. Isso é seu, só seu. Beijava-o, arranhava-o, cavalgava-o sem descanso. A intensidade era tal que as almofadas do sofá caíam no chão, o rangido da madeira do móvel se misturava com os gemidos cada vez mais safados de ambos. Até que Diego, segurando-a pela cintura, a virou com uma rapidez que a surpreendeu. Colocou-a de quatro sobre o sofá, pegou-a pelos quadris e enfiou o pau na buceta de novo, com força, com fome. Carolina gemia de prazer como uma mulher possuída. —Sim… assim! Me dá tudo! Tudo! —gritava, sem se importar com mais nada. Diego segurou seus peitos com força e investiu com mais intensidade, mais fundo, ouvindo seus corpos colidirem com um ritmo brutal, enquanto ela apertava os lençóis, mordendo os lábios para não gritar mais. Até que, ofegante, ele se inclinou sobre suas costas e sussurrou com voz rouca: —Posso te ter inteira? Ela entendeu imediatamente. Virou-se levemente, olhou para ele por cima do ombro, com uma mistura de desejo e luxúria nos olhos. —Quer — Meu cu, Diego? —perguntou com ironia —. Quer ser o único que já esteve lá?
Ele não respondeu. Apenas cuspiu na mão, lubrificou o pau, e foi devagar... mas decidido. Ela gemeu alto, misturando dor e prazer, mas não parou.— Vai... faz de mim sua. Que ninguém mais me toque assim. Só você — ela ofegou.
Quando finalmente a teve por completo, Diego sentiu o corpo dela tremer de prazer. Movendo-se com cuidado, firmeza, mas sem freio, ele a tomou até que ela explodiu num gemido que inundou todo o quarto.
Ele não aguentou muito mais. Tirou, bateu uma punheta por alguns segundos e gozou nos peitos dela, ofegante, deixando cair gotas quentes naquela pele que tanto o enlouquecia.
Ela o olhou com um sorriso malicioso, enquanto respirava ofegante.
— E você dizia que não me amava...? — disse, limpando-se com os dedos. — Fala de novo na minha cara depois disso...
Diego a olhou em silêncio.
Sabia que o que tinham era forte demais para resistir. Talvez não fosse amor... mas também não era algo que pudesse negar.
E Carolina sabia.
Por isso, naquela noite, antes de ir embora, virou-se na porta e disse:
— Eu não vou mais me afastar. E se você quiser que isso fique em segredo... é melhor continuar me fazendo gozar assim toda vez.
E foi embora, deixando-o ali, com o coração acelerado... e a alma em chamas.
Era quinta-feira à tarde quando Diego recebeu a mensagem. > “Tem planos pra hoje à noite? Quero te cozinhar algo gostoso. Vem em casa às 8. O Leo vai dormir na casa de um amigo.”
O coração de Diego bateu mais rápido. Não era raro a Carolina buscar um momento a sós com ele, mas essa mensagem tinha algo diferente. Mais íntimo. Mais… pessoal.
Na hora marcada, Diego chegou. Ela o esperava num roupão de seda preta, descalça, com o cabelo solto e uma maquiagem leve. O cheiro de comida caseira flutuava no ar, mas ele mal conseguia se concentrar com o decote profundo que aparecia a cada movimento da Carolina.
— Oi, gostoso — disse, abraçando-o —. Hoje não quero correria. Quero que a gente jante, que converse… e depois… a gente vê.
O jantar transcorreu entre taças de vinho, risadas cúmplices e olhares carregados de desejo. Mas Diego notava algo diferente. Carolina não o olhava como outras vezes. Não era só desejo. Era algo mais.
Quando terminaram, ela recolheu lentamente os pratos, deixando-o ver as curvas do seu corpo a cada movimento. Depois, se aproximou, sentando-se sobre ele.
— Diego… — sussurrou, com os olhos fixos nos dele —. Não quero que isso seja só sexo.
Ele engoliu seco.
— O que você quer dizer?
— Quero te conquistar. Quero que você sinta por mim algo mais do que só prazer. Sei que você é jovem, e que isso é uma loucura, mas não aguento mais. Não paro de pensar em você, no seu jeito de me olhar, de me tocar, de me fazer sua…
Os lábios deles se encontraram num beijo lento, profundo, carregado de algo mais denso que a luxúria. Diego a abraçou com força. Sentia um turbilhão por dentro.
Carolina se levantou, estendeu a mão e o levou ao quarto. Tudo estava preparado: velas acesas, música suave, lençóis limpos. Ela se despiu na frente dele, sem pressa, olhando-o fixamente. Não era um show. Era uma entrega.
—Hoje à noite não quero só que você me coma… Quero que faça amor comigo, Diego.Ele se aproximou e a beijou com doçura, se despindo lentamente. Entraram debaixo dos lençóis, acariciando-se como se fosse a primeira vez.
Ela pegou seu pau entre as mãos e o acariciou com devoção, como se estivesse tocando algo sagrado. Depois se inclinou e o chupou lentamente, com ternura e fome misturadas, olhando para ele o tempo todo.
Diego estava à beira de explodir, mas a segurou, deitou-a na cama e começou a devorar seus peitos, um por um, beijando sua barriga, sua cintura, até que ela abriu as pernas e o guiou para dentro.
Ele a penetrou devagar, como quem entra num templo. Carolina respirava ofegante, agarrada às suas costas, sussurrando o quanto o desejava, o quanto precisava dele.
—Você é minha... —disse ela, mordendo seu ombro—. E vou fazer você se apaixonar por mim, mesmo que me custe a alma.Diego parou, fitou-a intensamente, e então a beijou. Ela o envolveu com as pernas e o puxou mais fundo, levando-o ao limite, cavalgando-o depois com uma energia feroz, até gozar em cima dele, tremendo.
Depois do orgasmo, ficaram abraçados, seus corpos brilhando de suor.
—Você vai me deixar tentar? —perguntou ela, acariciando seu peito—. Te conquistar... de verdade?
Diego não disse nada. Apenas acariciou seu rosto... e a beijou novamente.
O som da chuva matinal entrava pela janela, acompanhando o silêncio morno do quarto. Carolina abriu os olhos antes de Diego. Observou-o ao seu lado, dormindo, com o peito nu e o rosto sereno. Acariciou com as pontas dos dedos seu abdômen, descendo com lentidão, até senti-lo estremecer levemente.— Bom dia, dorminhoco — sussurrou, beijando-lhe o pescoço.
— Já amanheceu? — murmurou ele, sem abrir os olhos.
— Sim… e hoje eu quero que você comece o dia comigo — disse ela, com aquele sorriso que era pura provocação.
Levantou-se nua, deixando o lençol deslizar pelo corpo, e caminhou até o banheiro. Abriu o chuveiro e o vapor começou a encher o ambiente. Sem dizer mais nada, chamou-o com um gesto.
Diego se levantou, seguindo-a. Quando entrou no box, a água quente já escorria pelo corpo de Carolina, encharcando sua pele dourada, acentuando suas curvas.
Ela o abraçou sob a água, seus peitos pressionados contra o torso dele, e começaram a se beijar, molhados, sem pressa. Carolina pegou o sabonete e, olhando-o com malícia, começou a ensaboá-lo. Primeiro o peito, os braços, a barriga. Depois desceu lentamente, esfregando com dedicação cada canto de seu corpo. Diego fechou os olhos, deixando-se levar.
Ela se ajoelhou sob o chuveiro, deixando a água molhar seu cabelo enquanto deslizava as mãos entre suas coxas. Acariciou seu pau com lentidão, com desejo, até senti-lo endurecer em suas mãos. Ergueu o olhar, luxuriosa, e o envolveu com os lábios, movendo-se devagar, como se saboreasse uma iguaria. Manteve-o assim por um tempo, brincando com a língua, provocando gemidos cada vez mais intensos.
— Não… espera — disse ele, contendo-se —. Quero que seja lá.
Ela sorriu.
— Então vem.
Saíram molhados, entre risadas suaves, deixando um rastro de gotas até a cama. Deitaram-se ainda úmidos, as peles ardentes. Carolina montou sobre ele, guiou seu pau com a mão e o recebeu dentro de sua buceta, com um gemido suave e prolongado. Cavalgou devagar no começo, se movendo com ritmo, com os cabelos molhados caindo sobre o rosto. Depois mais rápido, mais forte, se deixando levar pela intensidade, com os corpos colidindo, úmidos e entregues. Diego agarrou seus peitos, os beijava, ofegante, olhando para ela como se não pudesse acreditar no que estava vivendo.
O clímax chegou com gemidos contidos e respirações ofegantes. Ela se deixou cair sobre ele, exausta e feliz, e ficaram abraçados, com os corações ainda batendo forte. — Vou falar com seus pais — sussurrou de repente.
Diego abriu os olhos.
— O quê?
— E com o Leo. Não quero mais me esconder. Se isso vai continuar… quero fazer direito. Quero que você seja meu, sem esconder nada.
Ele não respondeu imediatamente. Olhou para ela, acariciando suas costas nuas. Sabia que esse momento chegaria. E o que tinha começado como desejo, tinha entrado na sua pele, mais fundo do que queria admitir.
Ela o beijou suavemente, como se já soubesse a resposta.
No domingo à tarde, Leo voltou do clube um pouco mais cedo que o habitual. Encontrou a mãe na cozinha, nervosa, preparando um bolo que não tinha intenção de assar. Mexia os utensílios sem lógica, distraída, e quando ele se aproximou para pegar um copo de suco, ela ficou olhando fixamente para ele.— Mãe? — perguntou Leo, notando algo estranho no tom dela.
Ela largou o que tinha nas mãos. Engoliu em seco. Respirou fundo.
— Precisamos conversar — disse com voz firme, mas trêmula.
Leo franziu a testa. — Aconteceu alguma coisa?
— Sim… ou não. Depende de como você vai encarar — respondeu. Fez uma longa pausa, depois baixou o olhar, e o ergueu novamente com coragem. — É sobre o Diego.
O coração de Leo deu um salto. — O que ele fez?
Ela balançou a cabeça, devagar. — Não é o que ele fez, é… o que nós fizemos. — E aí, sem rodeios, completou: — Leo, eu estou ficando com ele.
Silêncio.
A frase pairou no ar como uma bomba.
Leo ficou paralisado. Sua mãe continuou falando antes que ele pudesse reagir.
— Não foi algo planejado, nem intencional. Mas aconteceu. E não foi só uma vez. Ele e eu… estamos nos vendo. Há semanas. Ele me olhou diferente. Me fez me sentir viva de novo. E eu sei que ele é seu amigo, sei que não é certo, mas também sei que você merece a verdade. Por isso estou te contando.
Leo bateu o copo com força na bancada.
— Você está com o Diego? Meu amigo? Meu colega da faculdade? — repetiu com incredulidade. — Você sabe o que está dizendo?
Ela não desviou o olhar.
— Sim, eu sei. Não me sinto orgulhosa de como começou, mas o que sinto por ele já não é só desejo. Eu me importo. Muito. E se você quiser se afastar, eu vou entender. Mas eu não queria continuar mentindo para você.
Leo andou em círculos. Respirava ofegante. A cabeça estava rodando.
— É que… não faz sentido! O que ele diz?
— Que não tem certeza. Tem medo de te perder como amigo. De que os pais dele não aceitem. Mas eu… eu não quero continuar me escondendo, Leo. Se existe uma mínima possibilidade, eu quero tentar. Mas eu precisava contar para você primeiro.
Leo a Ele olhou como se não a conhecesse. Depois baixou a cabeça. O silêncio foi longo. —Me dá um tempo —disse por fim—. Preciso digerir isso. Diego é meu amigo… e você é minha mãe. É estranho, é foda. Mas obrigado por me contar a verdade. Pelo menos isso. Carolina quis se aproximar, mas se segurou. Ele saiu da cozinha, sem olhar para trás. Ela ficou sozinha, apoiada na bancada, tremendo. Não sabia se tinha perdido o filho para sempre… ou se tinha dado o primeiro passo para uma vida sem máscaras. A tarde estava morna, quase primaveril. Carolina parou em frente à porta dos pais de Diego com o coração batendo na garganta. Tinha ensaiado o que queria dizer muitas vezes na mente, mas agora que estava lá, tudo parecia se desmanchar no estômago. Bateu suavemente. A mãe de Diego, Sonia, abriu com um sorriso. —Carolina! Que surpresa. Tudo bem? —Oi, Sonia. Seu marido está? Posso entrar um minuto? —Claro, claro. Pode entrar. Na sala de jantar, o senhor Rubén lia o jornal. Quando a viu, levantou-se. —Carolina, que prazer. Tudo bem com o Leo? Ela assentiu. Mas não sorriu. —Vim porque preciso falar com vocês dois. É algo… importante. E prefiro que escutem de mim. O casal se entreolhou. Sentaram-se. Carolina também se sentou. Respirou fundo. —Isso não é fácil de dizer. Mas quero ser honesta. Tem a ver com o filho de vocês, com o Diego. Sonia franziu a testa. Rubén inclinou a cabeça. —Aconteceu alguma coisa com ele? —Não —respondeu—. Pelo contrário. Diego está bem. Mas há um tempo, ele e eu… temos nos visto. Silêncio. —Visto… em que sentido? —perguntou Sonia, embora já suspeitasse. Carolina não desviou o olhar. —Temos um relacionamento. Começou como algo inesperado, mas foi crescendo. Sei que tem uma diferença de idade. Sei que sou a mãe do amigo dele. Sei de tudo. E por isso estou aqui: porque não quero mais me esconder. Eu me importo. O Diego me importa muito. E se isso vai funcionar, preciso saber se posso contar com vocês. Os olhos de Sonia ficaram surpresos, depois indignados, e após uma pausa, confusos.
—Carolina… você está saindo com Diego? Com meu filho?
Rubén ficou tenso, cruzou os braços.
—Desde quando?
—Há algumas semanas —respondeu ela com a voz firme—. Tudo começou de forma casual. Mas não foi uma brincadeira. Nenhum de nós quis zoar ninguém. Conversei com o Leo. Contei tudo pra ele. E agora… estou dando esse passo com vocês.
Sônia levou a mão à boca. Rubén levantou-se da cadeira. Deu alguns passos.
—Isso é uma loucura. Você é… a mãe do melhor amigo do meu filho. Você poderia ser mãe dele!
Carolina também se levantou.
—Não vim pedir permissão. Vim por respeito. Porque gosto de vocês. Porque, apesar do que possam pensar, o que há entre Diego e eu não é algo vazio. É real. E se vocês não aceitarem, vou entender. Mas não vou mentir mais.
Sônia estava entre irritada e confusa. Rubén respirava pesado.
—Ele vê assim também?
—Sim —disse ela—. Mesmo que seja difícil pra ele. Mesmo que ele tenha medo. Por causa de vocês. Por causa da amizade dele com meu filho.
Um longo silêncio tomou conta da sala.
Finalmente, Sônia falou.
—Eu não entendo nada disso. Me parece um escândalo. Mas… também sei o que é amar alguém de verdade. E se você está disposta a se colocar diante de nós com essa sinceridade, talvez… isso diga mais do que todo o resto.
Rubén não disse mais nada. Acenou com a cabeça, com a mandíbula apertada.
Carolina não pediu aplausos. Apenas se despediu com a mesma dignidade com que chegou.
Fechou a porta atrás de si e, pela primeira vez, sentiu que o caminho para uma história real estava se abrindo.
Diego chegou em casa no final da tarde, sem imaginar o que o esperava. Entrou assobiando, com a mochila no ombro, e encontrou seus pais sentados na sala de jantar, junto com Leo, que tinha cara de quem foi obrigado a ficar.
—O que foi? —perguntou com um sorriso nervoso, ao vê-los tão sérios.
Sônia foi direta.
—Carolina veio falar com a gente.
Diego ficou congelado. — O quê…? O que ele disse a vocês? Rubén tomou a palavra, com voz firme, mas sem raiva. — Ele contou tudo. Sobre vocês dois. Que estão juntos. Que se veem há semanas. Que isso é sério.
Diego engoliu em seco. Olhou para Leo, que não o encarava.
— Merda… — murmurou. — Eu ia contar. Mas não sabia como. Não queria decepcionar vocês. Nem estragar a amizade com o Leo.
Foi então que sua mãe falou, e para surpresa de Diego, não havia julgamento em sua voz. Apenas emoções misturadas.
— Foi um choque. Não vou negar. Você é meu filho. E ela… é uma mulher adulta. A mãe do seu melhor amigo! Eu a conheço há anos! Mas depois de ouvi-la, depois de ver como ela ficou de pé diante de nós com sinceridade, sem se esconder, entendi que isso não é uma bobagem.
Rubén concordou, sério.
— Foi difícil. Mas não somos quem para julgar. Você é um adulto, Diego. E se essa mulher te faz bem, se você se sente amado, respeitado… então não temos o direito de te impedir.
Diego respirou fundo, pela primeira vez em horas.
— Obrigado… Vocês não têm ideia do que significa pra mim não virarem as costas.
Então, todos olharam para Leo. Ele ergueu o olhar, com um gesto de resignação.
— No começo doeu pra caralho, sabe? Pensei: “Como ele pode fazer isso comigo? É a minha mãe”. Mas depois entendi que não era contra mim. Que você não me traiu. Que isso aconteceu com os dois, e vocês lidaram com mais maturidade do que muitos adultos que eu conheço.
Ele fez uma pausa.
— Só peço uma coisa. Não quero ver vocês se beijando quando eu estiver por perto, ok?
Todos riram. Até Rubén sorriu.
Diego se aproximou e deu um abraço em seu pai. Depois em sua mãe. E por último, em Leo, que bateu forte nas suas costas, como um ponto final.
Naquela noite, o ar na casa estava mais leve. O que começara como um tabu, como um jogo secreto, agora era uma verdade aceita.
E Diego sabia que, a partir daquele momento, tudo podia começar de verdade.
Diego se olhava no espelho com um sorriso diferente. O blazer novo que a Carolina o tinha convencido a comprar… Ficava perfeito, o corte de cabelo mais impecável. Mas além do visual, o que realmente o fazia parecer diferente… era a confiança. Carolina o esperava lá embaixo, e quando ele desceu as escadas, sentiu um nó no estômago. Vestido justo, decote profundo, batom vermelho intenso, e um olhar carregado de desejo. Ela olhou ele de cima a baixo e murmurou com voz grave: —Meu homem está irresistível esta noite…
Ela o beijou com paixão assim que o teve ao alcance. Não havia mais medo. Não havia mais segredos. Naquela noite, eles sairiam juntos como um casal oficial.Foram jantar em um restaurante elegante. Diego segurava sua mão sobre a mesa enquanto conversavam, riam e trocavam olhares cúmplices. Na mesa ao lado, um par de rapazes não conseguia parar de olhar para Carolina. Um deles até o parabenizou ao passar para o banheiro:
— Você é um sortudo, mano. Que mulher você arrumou…
E Diego sorriu. Porque pela primeira vez, ele não sentiu que precisava esconder nada. Aquela mulher deslumbrante, segura, desejada… era dele. E ele era dela.
Mais tarde, foram dançar. Na pista, Carolina o guiava com sua sensualidade como se o mundo inteiro desaparecesse. Cada movimento dela era uma provocação direta, cada toque uma promessa.
Quando saíram da balada, ele pensou que a noite estava terminando. Mas ela, com um sorriso malicioso, sussurrou em seu ouvido:
— Tenho um lugar reservado. Vamos selar essa nova fase… como merecemos.
Mal entraram no hotel, Carolina se virou para Diego e o beijou com uma mistura de urgência e ternura. Não esperou a porta fechar completamente; seus lábios o buscaram, suas mãos deslizaram por baixo da camisa, apalpando a pele de seu peito como se precisasse confirmar que era real, que finalmente podia tê-lo sem restrições.
— Dessa vez não vou me segurar — disse com voz rouca, enquanto seus dedos afrouxavam seu cinto.
Diego ficou sem palavras, mas seu corpo respondeu antes de sua boca. Ele a segurou pela cintura e a levantou com força, fazendo com que suas pernas se fechassem em torno de seu torso. Beijou-a com fome. Carolina gemeu baixinho, encharcada de desejo, enquanto seu vestido deslizava para baixo, deixando-a só de roupa íntima.
— Você me deixou louca… desde o primeiro dia — sussurrou ela, enquanto abaixava seu zíper e libertava sua ereção. — Sua juventude, sua intensidade… esse corpo que agora é meu.
Ela se ajoelhou diante dele. Acariciou seu pau lentamente, beijando a base, a cabeça, o tronco, até engolir ele inteiro com os lábios. Diego arqueou as costas, ofegante, vendo como ela o adorava com a boca, como se cada centímetro do seu pau merecesse veneração. A língua de Carolina era habilidosa, seus movimentos intensos mas suaves, uma combinação perfeita entre luxúria e devoção.
—Quero te sentir dentro —murmurou ela, tirando tudo e subindo na cama, abrindo-se para ele—. Não como antes… Dessa vez, tudo. Me dá tudo.
Ele deslizou sobre seu corpo como se fosse um templo. Penetrou sua buceta devagar, fundo, sentindo como ela o recebia com gemidos que se misturavam à respiração ofegante. Moviam-se como se tivessem sido feitos um para o outro, como se seus corpos se conhecessem desde sempre.
Ela o cavalgou com força depois, segurando seu rosto, ofegando a cada investida, seus peitos balançando, ele os chupava, os lábios entreabertos de prazer. Os dois tremiam, roçando o limite, acariciando aquele ponto onde o êxtase se funde com o amor.
Carolina o guiou com um olhar à beira da loucura. Virou-se, inclinou-se de quatro, e ele a pegou pela bunda, mais fundo, mais ritmado. Seu corpo pedia por tudo. Ele deu. E quando ele achou que não aguentava mais, ela o virou, posicionou-se entre suas pernas, e o chupou novamente na boca, olhando para cima com aqueles olhos brilhantes, devorando-o até levá-lo ao limite. Diego terminou ofegante, gritando. Ela engoliu, olhou para ele com malícia, e acariciou seu peito. —Agora sim... você é meu —sussurrou. E naquela noite, Diego soube que era.
Na manhã seguinte, com os primeiros raios de sol entrando pela janela, Carolina apoiou a cabeça no peito nu dele e murmurou: —Eu te amo, Diego. E não me importo com o que o mundo diga.
Ele acariciou as costas dela e respondeu:
—Eu também te amo. Obrigado por me enxergar... quando ninguém mais enxergou.
E assim, entre carícias lentas, começaram sua nova vida. Sem segredos. Sem medo. Só paixão, cumplicidade... e um amor que não precisava mais se esconder.

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