Trios, quartetos, festas cheias de safadeza, love e sexo, tudo isso vai rolar naquela casa graças a uns temperos na jogada. Será que o love vai vencer ou o desejo libertino de quebrar as regras?
Tô a caminho de encontrar a Karla, a mulher por quem sou apaixonado desde a primeira vez que vi ela até agora. Combinamos que o encontro ia ser num restaurante de frutos do mar, daqueles com uma vista foda pra costa do país vizinho. Tinha que ser especial, fazia meses que não via ela, tínhamos um monte de coisa pra contar. É que a gente teve uns perrengues no relacionamento, a última vez que vi ela antes de separar a gente tinha feito um trio, um que deu errado pra mim. A parada tinha saído do controle, o cara que ela escolheu não parou de seduzir ela até deixar ela com um tesão do caralho, e quando foram pra cama se esfregar não se seguraram nem um pouco, tavam soltinhos. Os gritos, gemidos e o barulhão que a cama fazia com a putaria frenética não passou despercebido pros vizinhos. Uma das vizinhas, uma senhora já de idade, batia na porta e com ela mais três vizinhos se juntaram em protesto. Um desastre. Tivemos que cortar o barato na hora com medo de denúncia ou algo assim. Pois é, o dono do prédio de apartamentos onde a Karla alugava apareceu no dia seguinte, reclamaram de barulho excessivo e ele teve que expulsar ela. Ela foi uma inquilina excelente durante todo o tempo, e teve que largar o lar gostoso dela por causa de uma noite de putaria, que azar do caralho!
Depois do vexame, a Karla falou que queria dar um tempo, se separar, viver novas experiências e depois se encontrar de novo pra ver como a gente tava. A gente tava junto há muito tempo e eu, na questão do sexo, não era experiente o bastante pra ela, justamente por isso que ela sugeriu fazer um trio pra ver se salvava as coisas, mas cê viu que foi uma merda. A sedução que um fazia no outro me deixava desconfortável, não sabia o que pensar ou como atuar e isso não me animava muito. Ver ela é sempre excitante, e era assim que eu me sentia quando ela me seduzia, mas ao vê-la comendo outra rola ou quando o parceiro metia de quatro, só pensava que eu não aguentaria aquele ritmo como eles. Precisava fazer algo para melhorar ou a perderia.
Senti muita vergonha depois daquele dia fatídico, minha linda namorada terminou o relacionamento porque eu não era muito bom transando, e não pensem que é porque não fiquei com muitas garotas, eu sou um cara bonito, gato pra caralho, imaginem o ator Chris Hemsworth, mas mais novo, sem a barba e sem o corpo excessivamente trabalhado, porque não tenho tanto tempo pra me matar na academia como aquele mano. Na verdade, meu nome é Cristian, mas todo mundo me chama de "Chris", pronunciado em inglês, pela semelhança. No colégio tive muitas namoradas, e das mais gostosas. Na faculdade também, foi lá que conheci a Karla, minha linda Karla, e depois ela se tornou a única. O que acontece é que, com meus relacionamentos anteriores, as minas se jogavam em cima de mim e faziam o que queriam, não precisava fazer nada, mas a Karla não queria passividade, queria que eu fosse o ativo, o que a possuísse e desse quantos orgasmos o corpo dela aguentasse, e puta merda, como era difícil pra mim!
Ela tinha chegado uns minutos antes, estava me esperando na entrada. Usava o cabelo solto com algumas tranças e uma faixa que prendia os fios da frente. A saudade que me bateu ao vê-la sorrir pra mim, com a brisa e o entardecer ao fundo, me fazia sentir todo o peso do tempo sem ter estado com ela.
— Ah, meu deus, Karla, mas você está ainda mais gostosa do que da última vez que te vi — falei quando sentamos na nossa mesa reservada naquele lugar.
— Aaai, você também, até trocou de perfume e tudo, mmm... O que mais mudou nesses meses?
— Uffa — eu rio. — Karla, temos um monte de coisas pra contar, se é que não aguento de vontade, quero saber tudo o que você fez.
— Bom, temos —Então, pra mais tarde, eu também quero saber o que você andava fazendo. —Suspirou de nostalgia—. Ah, Fredo, não sabia o quanto sentia falta disso.
—Eu também. —Estiquei meus braços sobre a mesa e ela fez o mesmo.
De mãos dadas, nos olhamos com olhos alegres e brilhantes. As bebidas que pedimos chegaram naquele momento, nos soltamos e, depois de uns goles, ela começou:
—Conheci uma mina linda, chama Ximena, e ela me apresentou a amiga dela, Valentina, uma gostosa com uns olhos azuis espetaculares. A gente se deu super bem e saímos umas vezes pra balada com o grupo dela. Foi muito bom, juro que nunca me diverti tanto numa balada.
—Nossa, você arrumou um novo grupo de amigas, que legal.
—Sim! Você tem que conhecê-las, vai se dar bem com elas, são umas gostosas muito doidas. A Valentina é um mulherão, nunca vi uma mina tão gostosa e fogosa como ela.
—Dá pra ver que você admira muito essa tal de Valen.
—É que... essa mina desperta coisas novas em mim, você não faz ideia.
—Nossa!
—Juro, nunca aconteceu antes, mas por essa gostosa eu viro bi.
Eu ri da surpresa, ela realmente falava com tanta paixão. Ainda bem que ela disse "bi", senão eu teria me cagado de susto.
—Olha. —Ela me mostrou umas fotos no celular, a tal Valentina era realmente linda, assim como a Ximena, mas não me atraíam mais que ela.
—Já tinha visto essas fotos no seu Instagram.
—Ah, é? —Ela me olhou com malícia—. Então você andava me stalkeando.
—É que eu tava curioso... —Ri. Honestamente, não conseguia passar mais de dois dias sem ver uma foto dela, tinha virado uma obsessão.
—E você, qual é a boa? Pegou muitas minas?
Assenti enquanto dava mais uns goles na minha bebida.
—Ah, é? —ela continuou—, alguma especial que você queira comentar?
—Sim, conheci uma tal de Kimberly.
—Kimberly, tipo a Power Ranger rosa?
—A... Power Ranger? Pelo amor de Deus, como você é velha —brinquei.
—Ah, cala a boca! A Kimberly é super famosa, mano. —Rimos um pouco.
—Eu diria mais como a Kim Kardashian.
—Uau, ela é morena?
—Não, é loira. —E aí, o que ela tem de Kim Kardashian, mano? —A gente cai na gargalhada de novo, como eu sentia falta disso.
—Tô falando por ela ser toda coquete.
—Uyuyui, conta, conta.
—Conheci ela numa balada de playboy, achei ela mó gente boa, e olha que fomos até numa praia liberal.
—Praia liberal, what? Já ouvi falar que tem clube de stripper, clube de swing e tal, mas praia liberal...
—É tipo uma praia de nudismo, mas dá pra foder se quiser.
—Ai Chriiis, e você o que tava fazendo lá?
—Ela me convidou.
—E ela anda nesses lugares? Deixa eu ver, me mostra uma foto dela. Cê deve ter uma, certeza.
Passo o celular com uma foto que tirei antes de ir pra praia, ela posando divertida e mostrando um biquíni brazilian boyshort vermelho e preto.
—Ai pelo amor, mas que gostosa que ela é!
—Nossa, Karla —eu rio.
—Não, tô falando sério, fiquei toda sapatão. Tem outra foto? —Mostro uma selfie onde os olhos verdes dela se destacam e outra do Instagram dela—. Ela é muito linda, queria conhecer.
—Sério?
—Sim, parece uma pessoa mó interessante.
—Mas se eu te contei tão pouco sobre ela.
—Cê me contou que ela vai em praia liberal, isso sozinho já é a parada mais louca que ouvi em muito tempo. —Ela cai na gargalhada.
—Então Karla, adoraria marcar um encontro entre nós três.
—Ela é de boa?
—Claro, faz um monte de piada de duplo sentido e sempre tá num pique bom.
—Fechou.
Ficamos uns segundos em silêncio.
—E... você já fez mais alguma coisa? —continuo.
—Não —ela fala suspirando com as mãos apoiadas nas bochechas—, e você?
—Também não. —Imito o gesto dela—. Cê se apaixonou por mais alguém? —pergunto com um pouco de medo.
—Não, e você?
Suspiro aliviado depois de ouvir essa resposta.
—Eu também não, linda.
—Cê não se apaixonou por aquela garota?
—Não é a mesma coisa, de você eu tô apaixonado há vários anos.
Ela sorri pra mim. A comida tinha chegado. A gente continuou conversando sobre outras coisas. Karla é uma mulher muito especial pra mim, uma companhia foda: me divertia quando eu tava entediado, me fazia refletir quando eu tava perdido, e me deixou de pau duro pra caralho. às vezes.
O encontro tinha acabado, ela tinha outros compromissos e tivemos que nos separar. Eu queria muito, com toda a minha alma, ir pra cama com ela e fazer amor como nunca antes, mostrar que aprendi a satisfazer uma mulher. A experiência do ménage tinha me marcado e, durante nossa separação, saí com várias garotas pra melhorar meu desempenho sexual, manter a ereção por mais tempo, me movimentar com perícia — tudo que eu tinha dificuldade com a Karla porque ela me deixava louco. Já com essas outras mulheres, o treino era mais fácil porque eu não ficava a mil como com ela. Me fez bem me afastar, agora a única coisa que importava era ficar com ela de novo, fazer ela gozar pra caralho e reconquistá-la. Embora, pra ser sincero, também foi difícil aguentar o tranco com a Kim — aquela mulher é muito fogosa, dava pra ver o esforço que eu tinha que fazer pra acompanhar o ritmo dela, e acho que consegui.
Por outro lado, cada vez entendia mais a Karla e o porquê dela admirar tanto mulheres como a tal Valentina ou o interesse repentino dela pela Kim. Quando estávamos juntos, ela sempre comentava sobre alguma aventura nova que tinha ouvido em fofocas sobre as colegas de trabalho, ou ex-colegas do colégio; cê sabe: ménages, rolos em lugares nada convencionais, lésbico, traição no relacionamento ou até umas orgias de verdade. Ela comentava com surpresa: "como uma fofa se anima a fazer isso?", me dizia. Eu achava que no espanto dela tinha repulsa por esses atos, mas, com o tempo, percebi que era curiosidade o que ela sentia — "eu quero fazer isso também" tava me dizendo nas entrelinhas. Normal então que ela visse essas duas garotas como heroínas que faziam o que lhes dava na buceta, que com certeza tinham um monte de amantes fixos e que evitavam qualquer proposta de um relacionamento convencional. Eu tinha que aceitar que, se a gente voltasse, o relacionamento com a Karla incluiria de vez em quando Alguns desses sabores exóticos e picantes. Não tava muito afim da ideia, mas dava pra tirar algum proveito disso.
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Sobre a Kim, eu tinha um encontro com ela daqui a alguns dias. Aquela mulher me fascinou de um jeito estranho, embora pra mim fosse difícil entender os desejos dela, já que ela sempre dava muitas voltas. A gente tem uma relação de foda-amigos, mas naquele dia na praia a coisa ficou meio turva. Por algum motivo, ela teve a pira de fingir que a gente era "namorados" na frente de dois amigos dela, e depois foi transar com os dois, me deixando feito um otário "cuck". Realmente não entendia as intenções dela.
A gente se encontrou num pub, daqueles que tocam música pachanga no talo e que geralmente frequenta uma galera da faculdade. Batemos um papo sobre um monte de coisas. Depois de vários drinques, os assuntos picantes vieram à tona, os dois estavam rindo à toa.
— Kimi, você é bi?, curte esse rolê?
— Por quê, quer me apresentar uma mina? Awowow.
Me escondo atrás do meu copo com um sorrisinho, era exatamente isso, ela tinha se adiantado.
— Não é qualquer mina, é a Karla, ela quer te conhecer.
— Sério? — ela disse, surpresa.
— Uhum, há pouco me encontrei com ela de novo e a gente conversou sobre o que a gente andou fazendo esses meses. Comentei que te conheci.
— Ah, então ela quer me pegar pelos cabelos. — Ela ri.
— Não não, é na boa, ela tem muita curiosidade por minas como você.
— Mmm, sinto que vem tesourinha por aí.
— Ei!
— E por que você me pergunta se eu curto os dois lados?
— Bom, ok, deixa eu explicar. A Karla conheceu esses meses um grupo de minas e parece que isso despertou nela a vontade de ficar com uma mulher...
— Opaa!, vem tesourinha aí, falei ou não falei? — ela me interrompe.
— Espera. — Não me seguro e rio junto com ela —. Deixa eu terminar. A questão é que ela curte essa parada de ménage e tal, e a vez que a gente tentou fazer um foi um verdadeiro desastre, então quero fazer outro, dessa vez com uma mulher, e assim mato dois coelhos com uma cajadada só: tirar o gosto ruim da trio anterior e voltar com tudo pra cama da Karla.
—Mmm... —ela me responde com um olhar insinuante—, além do mais, sua ex, ou sua namorada, não sei o que são agora, mas ela tá uma gostosa, dá pra comer umas boas vezes.
—Oficialmente ainda não voltamos. Mas, cê vai ou não?
—Por vocês, babys, eu seria o Batman —imita a puta de botas.
Eu caio na gargalhada com essa mina, às vezes não consigo distinguir se ela tá de sacanagem ou falando sério.
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A gente tinha combinado que a reunião entre os três ia rolar na casa nova da Karla. Depois que ela foi expulsa do apartamento antigo por "barulho excessivo e escandaloso", os pais dela ofereceram uma casa que tinham pra alugar. O lugar é aconchegante, uma casa grande com dois quartos, uma sala de estar e jantar enorme e até uma piscina modesta. Convidamos a Kim pra jantar, ela chegou na hora no carro esportivo dela com uma garrafa cara de champanhe nas mãos.
As minas se deram super bem. Era estranho ver elas, a mulher que foi minha namorada com outra que foi minha amante, o esperado pra mim era que se odiassem, mas elas se encantavam uma pela outra, não tinha traço de inveja maldosa na interação delas. Minha imaginação voava pensando em cenários futuros onde isso fosse meu dia a dia: chegar do trampo e ser recebido em casa por essas duas gostosas, mas com certeza eu tava assim por causa da emoção do momento.
Num certo ponto da conversa, quando já tínhamos terminado de comer e só estávamos enchendo a cara devagar com o champanhe da Kim, a Karla nos ataca com toda a curiosidade dela:
—Vocês dois chegaram a namorar?
Ela sabe que formalizar é muito importante pra mim. Kim e eu nos olhamos por uns segundos. Diante do nosso silêncio, Karla continuou:
—Pergunto porque, agora que vejo vocês juntos, é difícil acreditar que não tenham sido.
—A gente só ficou, nada mais —esclareceu a Kim.
—Eu quis, pelo menos por um mês, mas ela não quis —tive que admitir.
—É, verdade, o Chris não me querer ter como namorada —Kim deixa cair e depois se esconde no copo dela.
Karla, como era de esperar, ficou intrigada com aquele paninho ao sol e perguntou:
—Mas por quê, por que ele não ia querer?, se você é uma gostosa.
—É Kim, explica pra nós dois —continuei eu—, porque eu também não tô entendendo.
—Bom, vou confessar pra vocês, eu se for ter um namorado, ou marido um dia, quero ser uma "hotwife". É meu pedido pro Papai Noel, pros três reis magos e pro ano novo.
—Uma... "esposa quente"? —falo.
—E o que seria isso, Kim? —quis saber Karla.
—Digamos que é uma esposa provocante —explica Kim—, ou uma namorada arrebatadora que pode transar com outros caras com o consentimento do namorado.
—Tipo uma parada swinger (?) —diz Karla.
—Não, só a mina pode ficar com outros, o cara é fiel pra ela.
—Watafaq!? —respondo sem conseguir entender o que ela tinha dito, mas aos poucos as peças iam se encaixando na minha mente.
—Sim sim, é isso. Digamos que o cara gosta tanto da gatinha que só quer ver ela e fica excitado quando ela come outros caras.
—Nossa, que loucura isso —comentou Karla, surpresa com aquela nova descoberta do mundo libertino. Longe de causar espanto a revelação de Kim, ela tinha se tornado ainda mais atraente pra ela.
Viro pra Kim pra tentar entender:
—Mas vamos ver, como é que você espera que um cara fique parado enquanto a pessoa que ele ama fode com outros.
—Bom Cristian, é o desejo dela —diz Karla, provavelmente tentando me acalmar porque achava que eu tava julgando ela.
—Claro, não tenho problema com isso, cada um na sua, só quero entender como isso poderia ser real.
—Eu conheci vários caras que curtem essa onda —revela Kim.
—Ah é? —se surpreende Karla, embora eu também tivesse—. E aí, o que aconteceu?
—E... —Ela se mexe no assento—. Acontece que eles curtiam a onda, mas eu não gostava deles, e a ideia é encontrar alguém que eu ache bonito, que eu queira. Até agora não consegui achar meu maridinho. —Deu pra notar uma certa desilusão na O tom dele.
—Claro —continuo eu—, se você gosta dele, conquista ele e depois mete chifre nele.
—Cristian! —minha amada me repreende.
—Não, Karla —continua Kim—, justamente, se eu fosse a hotwife, o cara seria chamado de cuck, um cuck que consente.
—Ah, é? Que loucura. E me conta: por que você gostaria de ser uma hotwife?
—Ai, por tudo, pra ser a estrela aos olhos do meu maridinho, que só exista eu pra ele e ele me adore como uma musa sexual. Tem muita fantasia no meio, nunca faltaria a tesão. Não sei, adoro essa vibe. —Os olhos dela brilhavam de empolgação.
—Siiim! —disse Karla, se identificando com ela— Tipo, em vez de tratar uma traição como algo dramático, aqui seria aceito, né?
—Claro, é uma forma de esquentar o clima, pegar aquela adrenalina de ver seu parceiro transando com outro e transformar isso em combustível pra mais tesão, o cara ficar doido e te meter com força. Mais do que traição, tem uma parada de cúmplices ali que é muito boa. Mas como você disse, a ideia não é sair na porrada e tal, é todo mundo ficar excitado, noite de paixão, noite de luxúria.
E sim, o que eu posso refletir é que, logicamente, uma mulher como a Kim, que deve ter recebido centenas de elogios pela beleza a ponto de se embriagar com eles, quer que o parceiro continue servindo esse néctar. Muitos dos caras que ela cruzou devem ter feito qualquer coisa pra receber um pouquinho daquela gostosa. Por isso ela deve achar que vai encontrar algum garoto pra realizar essa fantasia ou fetiche.
—E há quanto tempo você quer ser uma hotwife? —continuou Karla.
—Desde muitos anos. Na verdade, eu descobri depois que o que eu queria ser tinha esse nome, pesquisando na internet e tal.
—Ah, olha só, então você já tinha isso fixo. E nesse tempo todo, não encontrou nem alguém pra fazer isso?
—Bom... —Kim ficou pensando por uns instantes— Digamos que tem um Amigo, o perfil dele tem algo, mas não sei. Já quero ter um maridinho, tô cansada de esperar.
—Ai, babe, espero que ele chegue logo, gostosa. —Elas se dão as mãos. Realmente tinham se dado bem.
Me colocando no lugar dela, também fiquei emocionado, afinal de contas era alguém em busca do par ideal. Eu não tinha dúvidas de que a Karla é o amor da minha vida, mas alguém que busca esse amor sem sucesso, e continua procurando sem parar, é um puta saco. Por esse lado, eu entendo ela, mas aí têm aquelas outras paradas dela e a coisa fica meio tensa.
—Bom, vamos mudar de assunto —corta a Kim—, o Chris me disse que vocês quiseram fazer um menage, como foi? —Ela me dá um olhar cúmplice.
—Ah, sim! —disse a Karla animada—, foi bom.
—Ah, é? Inclusive quando te expulsaram do teu apartamento por barulho? —eu provoco.
—Não, essa parte não —ela solta uma gargalhada que contagiou todo mundo.
—E me conta, com quem foi? —continuou a Kim, levando a taça pra dar mais um gole no champanhe doce.
—Foi com meu personal trainer, me dei super bem com ele e viramos amigos. Chama Dartel.
A Kim, depois de ouvir o nome, quase se engasgou com a bebida.
—Dartel, sério?, o da academia do centro?
—Sim, sim, esse mesmo, conhece?
—Aham, conheço ele desde o colégio, a gente já se pegou várias vezes.
Eu fiquei pasmo:
—Tá me dizendo que de todos os bombados que têm nessa cidade, você também ficou com o cara que ela escolheu pro menage?
—Bombados, o que é bombados? —pergunta a Kim.
—Musculoso, shape de academia.
—Ah. Não, mas não é só pelo físico, aqui são raros os caras bons que "sabem o que fazem", pisca pisca.
—Ah, é Kim? —A Karla parecia decepcionada.
—Sim, você não sabe! Muito virjão. Por isso que eu tenho uma "agenda de contatinhos", com caras que eu sei, de primeira mão, pisca pisca, que podem te deixar desmaiada na cama. Conheço todos há anos, e quando pinta organizar uma festa bem Vamo, vou chamar uns amigos."
—Sério mesmo, Kim? Uau!
A fascinação da Karla já tava me dando até uma certa graça, parecia uma menininha empolgada com as grandes "façanhas" que a irmã mais velha contava.
—Juro. Aliás, tenho isso exatamente pros futuros joguinhos com meu maridinho. —Faz cara de safada.
—Uau, Kim! Você tem tudo friamente calculado, que foda.
Dessa vez até a Kim achou graça.
Já eram duas da manhã e todo mundo tinha trampo daqui a algumas horas, então eu e Kim nos despedimos da anfitriã. As duas trocaram os celulares e tava mais que claro que iam se ver de novo. Entrei no meu carro, que não valia nem um terço do carrão da Kim, e fomos embora.
***************
No dia seguinte, perguntei pra Karla o que ela tinha achado da Kim e me surpreendi como ela falava dela:
—Sim, a Kimi é muito gostosa, tem um corpo bem equilibrado, um tamanho bonito de peitos e uma bunda bem firme...
Eu ria dela porque, enquanto falava, fazia gestos com as mãos como se tivesse apalpando ela imaginariamente. Que incrível! Tantos anos com ela e só agora descubro esse lado.
Depois daquele jantar entre nós três, a Kim e a Karla se encontravam sempre que podiam, nem que fosse por uma horinha, pra contar segredos e se conhecer melhor. Eu tava por dentro porque a Karla me contava que elas se viam direto. Por dentro eu pensava: "perigo! cuidado! quando as mulheres se juntam, o diabo toma nota"... Não, não, que nada, é brincadeira, na verdade tava feliz que viraram boas amigas e tava muito animado pra gente se reunir de novo.
Umas semanas depois, quando as duas já tinham bastante confiança, mandei mensagem pra Kim pra marcar o ménage. Fomos na casa da Karla de tarde e revelamos nosso plano. Ela tava nervosa, mas de excitação. Sem rodeios, soltamos a vontade que já não aguentávamos mais. Passamos das carícias, beijos e apalpadas em O sofá, carregando-a no colo até a cama. Karla ia ser a protagonista e nós os encarregados de fazê-la gozar. Todos já pelados, as moças primeiro queriam se explorar mutuamente com beijos, mordiscadas, carícias, se abraçavam, suspiravam e não paravam de trocar elogios safados. Ver elas naquele momento era um privilégio.
As meninas lembraram que eu estava ali com elas e se aproximaram, de quatro, na minha direção. Ver aquelas duas cabecinhas brincando lá embaixo era algo que não tinha preço, eu as observava um pouco e depois olhava pra parede, senão não aguentava. Uns poucos segundos só precisaram pra me deixar em todo o meu esplendor. Eu tava com uma vontade do caralho de fazer amor com a Karla, então ia nela, mas a Kim me segurou. Antes de eu entrar, ela queria chupar a bucetinha dela. "Uff, pode ir", falei. O cenário era digno de foto: a Karla perdia a visão e a voz com o serviço que estavam fazendo nela, se contorcendo de prazer enquanto acariciava o cabelo da amante. A Kim, com os cotovelos e joelhos afundando na cama, formava uma curva lindíssima. Era descer pelas costas e subir abruptamente pelo arco acentuado das nádegas, até cair nas pernas. Igual a uma montanha-russa de tirar o fôlego, eu ficava sem ar só de acompanhar aquele percurso com o olhar.
Não aguentei mais a vontade de acariciar a Kim, precisava sentir na palma das minhas mãos toda a maciez da pele bronzeada dela. O cheiro de sexo e perfume que se respirava no quarto estava me dominando. Pela retaguarda da Kim, apoiei toda a minha libido, segurando-a pela cintura. Ela se balançava devagar. Queria dar uma provada em todo aquele poder, era muito tentador, mas me absorveria de tal jeito que perderia a vontade de parar, e eu tinha que guardar todas as minhas energias pra protagonista. De qualquer forma, dei uma amostra do que vinha: peguei aquelas nádegas com as duas mãos e depois dei várias lambidas nas duas profundezas expostas naquela posição sexy. posição. A linguagem corporal dela me dizia que eu tinha provocado uma descarga elétrica que percorreu toda a coluna dela, fazendo com que ela interrompesse o serviço por um instante.
Kim, sem dúvida, tinha prática nisso, tinha feito ela gozar a ponto de amassar os lençóis. Ela se afastou e me deixou espaço. Karla me dava boas-vindas de pernas abertas, e eu passei com a glande banhada de líquido pré-seminal. Ufa!, eu sentia de novo o caloroso atrito de línguas úmidas na minha carne que, com força, pedia mais e mais. Olhava a ponta fina dela fundida comigo, junto com as curvas das pernas que eu estava segurando. O rosto dela me implorava para não parar o motor, com aquela expressão sufocada de prazer. Kim a acompanhava de lado, estimulando ainda mais a dama que parecia chegar ao êxtase. A visão era devoradora, eu precisava trocá-la pela parede ou pela janela para aguentar mais todo aquele espetáculo feminino excitante.
Karla chegou a um orgasmo escandaloso, momento que aproveitei para sair e me descarregar no abdômen dela. Kim, louca como é, começou a brincar com a porra passando a ponta da língua, fazendo cócegas na anfitriã. Pegou um pouco com os dedos e deu para ela provar. Eu estava exausto, e a dama satisfeita.
— Quantas vezes você gozou, gulosinha? — perguntou Kim para uma Karla extasiada.
— Duas vezes, quando você me comeu e agora.
— Sabia! Dá pra superar, hein, gostosa. — Deu um beijo suculento nela.
Acabei de descobrir, ali mesmo, que minha namorada de tantos anos é multiorgásmica, Meu Deus, o que eu estive fazendo todo esse tempo!
Kim tinha que ir embora, eu a acompanhei porque a anfitriã estava muito relaxada na cama. Antes de ir, ela tirou da bolsa uma foto emoldurada e deixou em uma das prateleiras da sala. Me despedi dela e fui ver o retrato. Era nosso quando a gente saía, uma em que ela estava no meu colo e eu a abraçava, ambos olhando para a câmera com um sorriso. Uma foto fofa e romântica.
Nos encontramos de novo os três, dessa vez para Almoçar, não pra transar, também não é que a gente só devia se encontrar pra isso; além do mais, a Kim tava menstruada. Depois de comer, ficamos uma hora batendo papo sobre qualquer coisa enquanto digeríamos. A Kim levanta de repente e anuncia que vai pegar uma coisa no carro e volta.
—Fala, te ajudo — falou a Karla, mas ela disse que não precisava.
Quando ela se mandou e ficamos a sós, a Karla me diz:
—Vi aqueles dias no meu mural a foto de vocês dois.
—O retrato? Sim sim, a Kim trouxe e deixou lá. Te incomodou?
—Não não, de jeito nenhum, vocês tão muito fofos.
A gente se olhou e ela de repente solta um sorrisinho safado.
—No que você tá pensando? — pergunto.
—Bom... — Ela olha ao redor, se aproxima e sussurra—. A Kim me mostrou várias fotos do celular dela com outros caras, mas não eram iguais àquela.
—Como assim?
—Bom, eles estavam pelados e ela pegava na rola deles.
—Nossa! Nossa, Karla.
A Karla ria igual uma menina levada. Nessa hora a Kim volta com uma bolsinha no ombro, um tripé numa mão e na outra uma câmera profissional.
—E isso? — pergunto.
—Bom, como você sabe, a sua Karla adora tirar umas fotos putinhas, então pra agradar ela trouxe um equipamento de primeira, e mais umas coisinhas pra fazer uma produção de qualidade.
—Opa! Fotógrafa da playboy, o sonho de muitos amantes da boa arte.
—Claro, bebê. — Ela pisca o olho—. Tá pronta, gostosa?
—Ah, sim — diz a Karla toda animada e vai pro quarto dela.
—Bom, Chris — me fala a Kim com um tom insinuante antes de ir atrás dela—, se nos der licença, vamos ter um tempinho de meninas, pisca pisca.
—Sim sim, sem problema, até tenho umas coisas pra fazer — olho pro celular pra ver as horas, porque realmente tinha que cumprir uns compromissos.
—Ah, mas que homem ocupado! — fala toda sarcástica.
—Cala a boca, chata.
Daí a pouco se ouvia música no quarto e as risadinhas das duas.
**************
Uns dias depois, a Karla me manda uma mensagem no horário de trabalho. Ela me escreveu que Kim estava em casa e queria que eu fosse lá depois do trampo. Terminei meu expediente, fui tomar um banho e depois fui pra casa da Karla.
Enquanto estaciono o carro, vejo uma cara conhecida. Lembranças constrangedoras voltam à minha mente quando reconheço quem era. Era o Dartel, fumando um cigarro na varanda. Porra, o que ele tava fazendo aqui?
Aperto a mão dele.
— E aí, mano, como é que vocês tão?
— Cris, beleza?
— De boa, pra caralho... E as minas?
— Tão lá dentro cochichando.
A aparência dele me lembrava aquele tio dos peixes-boi com quem a Marge teve um caso em Os Simpsons. Deve ter uns 40 anos. A atitude dele é tranquila, sem nenhuma pose ou marra.
Olhando pra ele, me pegou a mesma dúvida que a Karla tinha sobre mim e a Kim:
— A Kim falou que você e ela já rolaram.
O Dartel ri. Ele tinha terminado o cigarro e já tava acendendo outro.
— Com a Kim a gente teve algo sim, mas faz tempo, quando ela ainda tava no ensino médio. Eu era professor de educação física.
— Caralho!
— É, mas de boa, depois a gente se via de vez em quando, só pra trepar mesmo.
— E nunca namoraram?
— Puts... O problema é que, assim como eu ficava com ela, também tava com outras, e ela sabia, não ligava porque tava na mesma que eu. — Ele ficou uns instantes lembrando—. Na real, a gente até namorou por uma semana mais ou menos, mas só até aí. Eu sempre tive problema com minhas namoradas por causa disso, porque tenho várias amantes fixas com quem faço o papel de brinquedo sexual, e eu topo na boa! — Ele ri.
— Então você tá solteiro agora...
— Não, tenho uma parceira, finalmente consegui arrumar uma.
— E ela não liga que...?
— Não, não tem problema, na verdade até curte. Quando chego em casa ela fala "ai, me conta tudo, o que vocês fizeram". É bem fofoqueira. — Ele dá outra risada.
— Ah, olha só hein.
— É, é exatamente isso que a Kimberly quer conseguir há muito tempo, algo parecido com o que eu tenho com minha esposa. Vivo zoando ela porque eu consegui primeiro.
— Posso te fazer uma pergunta?, sem querer ofender nem nada.
—Sim, claro, tudo bem.
—Por que um cara como você, que pode pegar umas gostosas sempre que quiser, por que quer namorada?
—E... pra ter alguém, companhia. Eu com as minas que saio pra fazer sacanagem são só noites de foda, realizar a fantasia e depois tchau.
—Tem razão. Foi bem idiota a pergunta que te fiz.
Dartel riu e depois me perguntou:
—E você "parceiro"?, não tentou namorar a Kimberly?
—É que eu quero voltar pra Karla...
—E daí? —Ele deu de ombros—. Por que não as duas? Se elas se dão super bem e dá pra ver que elas se querem.
—É que... honestamente não entendo muito bem qual é a dela, Kim, esses dias ela me explicou um pouco sobre o que rola e tal mas...
—E daí?, não curte a vibe dela?
Quase pensei que ele tava me insultando, mas na expressão dele não tinha maldade nenhuma.
—Uma vez fui com ela pra uma praia, do nada apareceram dois caras numa boa, sabe? —Vi que na hora ele abriu um sorriso, como se já soubesse do que eu tava falando e não precisasse explicar mais.
—Sim, ela é de preparar uns cenários bem quentes.
Fiquei olhando pra ele uns instantes pensativo, pra ele não parecia que tinha problema nisso tudo, como se fosse a coisa mais normal.
—Você o que faria numa dessas situações?
—Aproveitar. São poucas as pessoas que podem inventar do nada esses cenários, bem tarados, só te digo. Ela monta eles de um jeito tão natural, tem talento pra isso, pra te seduzir e te deixar louco.
—Pois pra mim só ela aproveita.
—Se ela aproveita, você também. A mente dela corre a mil, nunca sabe o que ela vai preparar pra mais tarde, impossível ficar entediado com ela.
—Mmm... —Fiz uma careta—. Não tinha pensado por esse lado.
Nessa hora as duas minas saem e nos veem.
—Ah mano, você já tinha chegado —disse Karla e me deu um beijo em cada bochecha—. Encontrei esses dois juntinhos no centro e convidei pra jantar.
—Oh si, puta quarteto —disse Kim.
—Vamo a Vamo ser feliz, vamo ser feliz, felizes os quatro" —cantou Dartel e as minas caíram na risada.
A gente começou a organizar tudo pro jantar. Compramos vinho branco daqueles bem docinhos, e o cardápio quem escolheu foi a Kim: pizza de salmão com aspargos, porque segundo ela são afrodisíacos. Também, seguindo o mesmo critério, trouxemos sorvete de chocolate de sobremesa.
O jantar foi divertido, aquele cara, longe de ser o típico pegador, até que era gente boa. Ele tinha aquela tosse de fumante e a Kim vivia dando bronca nele por isso. Colocamos uma playlist animada na caixinha bluetooth e a conversa foi ficando cada vez mais safada. A Kim tinha sentado no colo do Dartel e a Karla grudou mais em mim. Ficamos batendo papo nessa vibe até que a Kim, do nada, vira pra Karla com um tom carinhoso, quase sussurrando:
— Então, Karla, acho que daqui a pouquinho a gente vai ocupar seu sofá. Espero que não se importe, mas se me convida pra sua casa com o Dartel, tem que saber que algum móvel seu a gente vai usar, e como a mesa tá ocupada...
— Algum móvel? —disse Dartel se fazendo de desentendido—, não seria melhor dizer algum cômodo, tipo o quarto?
— Não Dartel, não seja sem noção!, como é que você vai entrar no quarto da mina pra fo... Ah, digo, pra olhar?
A Karla mordia os lábios de tesão. Me apertou forte a mão, dava pra sentir que ela tremia um pouco.
— Mas —continuou a Kim—, se vocês também quiserem usar o sofá, sem problema, a gente divide. Até que é grande, cabe todo mundo. A única coisa é que o Dartel vai estar arrebentando minha... Ah, digo, acariciando minha bunda. Ele é assim, muito carinhoso. —Olha pro Dartel—. Não é mesmo? —fala e depois dá um beijo de língua nele.
A Karla me olhou com cara de safada. A Kim tava de pernas cruzadas e dava pra ver que o Dartel tava passando a mão nela, a mão dele entrando devagarinho por baixo da saia. Ele abriu um olho e nos pegou olhando. A próxima coisa que ele fez foi levantar a saia dela de uma vez, deixando a bunda toda de fora, e depois deu um tapa que acabou num... Aperto nessas carnes. Karla se remexeu no banco e eu fui direto atacar o pescoço dela. Ela gemeu assim que meus lábios encostaram na pele dela.
—Aish, ok —disse Kim se levantando atrás da gente. Vimos a bunda firme e bronzeada dela com a tanga vermelha—, o banco tá pequeno pra mim, parece. —Ela abaixou a saia e foi pra sala com Dartel pela mão.
O jeito sensual dela falar deixou a gente de pau duro. Nós ficamos lá nos acariciando. Os sons de beijos da sala chegavam nos nossos ouvidos. De repente, ouvimos o barulho inconfundível da fivela do cinto e depois um zíper. Ficamos esperando uns segundos. Daí a pouco se ouvia os gemidos abafados da Kim, junto com sons de chupada.
—Ai Cristian, que tesão tudo isso —sussurrou Karla pra mim.
—Mmm, te deixa com tesão?
—Senti meu coração. —Ela puxa a alça da blusa pro lado, deixando um dos peitos de fora dentro do sutiã azul.
Apoio a mão e sinto o batimento, parecia um tambor. Aproveito e acaricio. Ouvimos o Dartel falar baixinho:
—Aah, devagar Kimu que você vai me fazer gozar.
Karla me olha com cara de safada.
—Uff Cristian, que tesão, por favor.
Levanto e desabotoo minha calça, deixando meu pau na cara dela. Ela me olha com um sorrisinho. Começa a balançar ele mantendo contato visual, e depois me chupa. Deus, que tesão! Puxo o cabelo dela pra marcar o ritmo. Daí a pouco começo a gemer de prazer. Quando já tava no limite, tiro.
—Vamos com eles —ela fala.
Na sala, a gente foi recebido pela imagem sexy da Kim de lingerie, ajoelhada entre as pernas do Dartel. As costas dela faziam uma curva acentuada até chegar na bunda enorme. A montanha-russa de novo, porra! Dartel tava com o olhar perdido no teto. Karla aumenta o volume da música festeira, me agarra com força pela roupa e me leva pro sofá, do lado do Dartel.
—Hoje quem manda sou eu! —ela fala.
Começou a fazer um strip tease. como uma verdadeira dançarina de pole dance. Ela ficou só de calcinha e sutiã, como a amiga dela. Adeus à parte de cima, agora ela tá apalpando os próprios peitos... Uff! Percebo que o olhar dela, de vez em quando, vai pro Dartel. Aí ela se vira, rebolando o quadril, inclina o corpo e coloca os polegares dos dois lados da calcinha e... Zás!, num movimento rápido, puxa tudo pra baixo. Na sequência, deixa a bunda cair em cima do meu pau, com as mãos apoiadas nos meus joelhos. Ela ia fazer o "cowboy invertido" em mim. Era a primeira vez que eu ia experimentar essa posição, antes não me chamava atenção, achava que era só pose de filme pornô, pra ver os peitos da mina e tal, mas agora tava pegando o gosto. A visão da redondeza dela moldando a minha virilha era uma delícia, junto com as costas bonitas dela. Tava alucinando pra caralho. Ela mexia o quadril devagar, de frente pra trás, com meu pau no meio das nádegas dela. Dou uma espiada no casal do lado e vejo que o cara não perde um detalhe. Não aguentava mais de vontade de foder.
— Amor, vai, levanta — falo pra ela.
Ela vai enfiando em mim devagar. Seguro o quadril dela enquanto vejo meu pau sumir naquela redondeza linda. Karla suspira quando chega no fundo, chamando a atenção da Kim.
— Nossa, mas como você é gostosa, sua puta — ela fala, levanta e beija ela.
Tanto eu quanto o Dartel podíamos ver aquelas línguas se enrolando.
— Monta nele, raposa — a Kim fala e dá um tapinha nela —, arrebenta o teu namoradinho.
Minha nossa!, a Kim no estilo dominatrix com a minha linda Karla, isso eu não esperava. Ela puxa o braço do Dartel pra ele ficar de pé. Aí ela toma o lugar dele, se ajoelhando de quatro, com os joelhos na almofada e as mãos firmes no encosto do sofá. O infiel dela se posicionou rápido pra entrar por trás. Não demorou pra ouvir o som da pélvis dele batendo na bunda da Kim pela sala toda. Isso motivou a Karla, que acelerou o ritmo das sentadas, me dando um prazer que alucina. E ainda por cima, do meu lado. Tinha aquela outra dama, de olhos fechados e mordendo os lábios, o cabelo todo bagunçado e os bicos dos peitos durinhos balançando no ritmo que o colega marcava. Era poder demais, estímulo demais pros sentidos. De vez em quando eu tinha que olhar pro teto pra me acalmar, tentando controlar o ritmo da Karla porque senão ela perdia a linha, com aqueles sons gostosos de fundo. Notei que o Dartel e a Karla trocavam uns olhares. Ficamos assim por um bom tempo e eu já não aguentava mais, minha testa tava encharcada de suor e minha respiração ofegante.
— Karla, meu amor — disse a Kim entre gemidos —, já terminou?
— Sim.
As duas se preparam pra fazer a gente gozar. Começa um duplo boquete. Cheguei a ver que a Kim, ajoelhada na frente do Dartel, deixou escapar um jato pelo canto da boca. Só aquilo escapou porque depois ela engoliu tudo. Gemia de prazer com a boca cheia enquanto se tocava a buceta. O colega parecia possuído por um espírito naquele vai e vem. A Karla, aninhada entre minhas pernas, me olhava fixo, me fazendo perder nos olhos claros dela. Ela fazia com tanto carinho que não aguentei e gozei.
A Kim se coloca do lado da Karla e diz:
— Vamos ver, babe, você engoliu tudo, né?
— Mm, mm — nega sem abrir a boca.
— Vem cá, bebê — fala com ternura e elas se beijam de novo com muito tesão.
Meu Deus!, não podia acreditar, as duas deviam estar cheias de porra e se devoravam sem nojo.
Já tinha ficado tarde, passava da meia-noite. O Dartel foi embora, disse que a esposa dele tava esperando. Nós três estávamos destruídos e dormimos na cama da Karla.
*************
Umas semanas depois, peguei o "turno da noite" no trampo. Eram 4:30 da madrugada quando terminei meu expediente. Tava indo de carro pro meu apê modesto. Aquelas duas mulheres não saíam da minha cabeça nem se eu quisesse, até sonhava com elas. Falando no diabo, recebo uma mensagem da rainha. Acontece que as duas tinham saído pra farra e agora iam pra casa da Karla pra um "after". Caramba, as duas já tinham passado dos 30 mas pareciam universitárias. A Karla falou pra eu ir pra continuar a farra. Uff!, me animei como se tivesse mandado uns "doce" especial. Mudei meu rumo e fui direto pra lá. Tava com meu desodorante e perfume no porta-malas pra disfarçar que não fiquei oito horas no escritório, mas minha camisa, com a barra pra dentro da calça social e os mocassins não me davam muito ar de festa.
Chegando lá, vejo a Kim na varanda toda empolgada com o celular. Não consegui evitar de reparar nos sapatos Christian Louboutin dela, aqueles saltos "de sola vermelha". Isso mesmo, como um cavalheiro de respeito, entendo de calçado feminino. Sempre quis dar um desses pra Karla, mas eram caros pra caralho. Além desse desperdício de grana, ela tava com um vestido de noite vermelho com aberturas nas laterais perigosamente insinuantes. Transbordava sensualidade. Tão vidrada no celular que nem percebeu que fiquei observando ela por uns minuto. Buzinei e dei um sustão nela.
— Quanto luxo, baby — falo já de frente pra ela —. É assim que vai pro "baile"?
— Of course, gordi. Tipo, vou com minha bolsinha e a Karla do meu lado, e quando a gente entra, já mandam a gente pra um reservado, gord — ela responde imitando uma patricinha, com uma voz nasal. Era engraçado pra mim porque as patricinhas na Argentina soavam bem diferentes das da Espanha.
Ela me cumprimenta com dois beijos, fazendo eles soarem bem sexys.
— Mmm, que perfume gostoso você tá usando — falo.
— Você só blablabla comigo e com a Karla muito muahmuahmuah.
Lembrei do que o Dartel tinha me falado naquela vez, "por que não com as duas?", puxei ela pela cintura e dei um beijo de língua. Deus, como era gostoso.
— E a Karla? — pergunto quando nos separamos.
— Tá se arrumando no quarto dela.
O celular dela toca. Ela olha rapidamente, se afasta um pouco e manda um áudio:
— Tragam algo pra beber, não sejam mão de vaca.
— Vai vir mais alguém? — pergunto contrariado.
Ela me olha com aquela cara Desafiante e sacana, a testa levemente inclinada pra frente pra penetrar ainda mais em mim. Outras vezes, esse olhar era o prelúdio de uma safadeza que me deixava com o pau duro, mas agora, com a Karla por perto, me dava um cagaço.
— Lembra da sessão de fotos que fiz pra Karla?
O tom dela, insinuante e pornô, já tava me deixando puto da vida. Tentei disfarçar e respondi:
— Sim, quando você vai me mostrar?
— Aqui tenho uma. — Mostrou rapidamente o celular.
Mal consegui ver a Karla de lingerie branca, posando como uma atriz pornô, ela tinha a foto como papel de parede.
— Deixa eu ver...
— Não. — Escondeu o troço atrás das costas —. Você não viu ainda, maaas — Aquele tom... —. Mostrei pra uns contatos meus.
— O quê?
— E eles gostaram muito, tanto que tão vindo pra cá agora.
— Tá de sacanagem, né? — Ela balança a cabeça que não.
Entro feito uma fera na casa. Kim puxa minha camisa.
— Calma, qual é o problema?, o que houve?
Não vi a Karla por perto, então encaro a Kim, medindo o tom pra não fazer barulho.
— Falei que queria reconquistar ela, Kimberly! Não quero ver ela dando mole pra nenhum outro cara igual você faz.
— Ah, claro! — responde sarcástica —, você pode viver o "sonho do macho" com as duas chupando sua pica, mas a gente é só bunda, né? Somos um casal onde o único homem entre dois pedaços de gostosas é você, não reclama. Podemos nos dar essas "liberdades" de vez em quando, assim o paraíso é pra todo mundo.
— Escuta, Kim. — Seguro ela de leve pelos braços —. Só pedi pra fazer um ménage com ela e mais nada. Não curto essa porra de "hotwife esposa gostosa" sei lá o quê, faz o que quiser, mas não mete a Karla nisso.
Kim ficou uns segundos me encarando sério.
— Ela também quer, não forcei nada.
Soltei ela e soltei um longo suspiro. Ela tinha razão, não podia jogar toda a culpa nela.
— Ok, me desculpa. Vou falar com ela.
Antes de entrar no quarto, dei uma olhada Kim. Nunca tinha visto ela tão séria, espero não ter machucado ela, não era minha intenção.
Bato na porta e Karla responde. Quando entro, vejo ela dando uns retoques finais no toucador. Ela me recebe com um sorriso e senta na cama. Dava pra ver que ela tava animada. Sentei do lado dela.
— Você tá linda pra caralho. — Ela faz uma carinha fofa—. Karla, eu... quero bater um papo com você, esclarecer umas paradas.
— O que foi, Cristian?
— Ehm, a Kim me disse que agora vão vir uns caras pra... continuar a festa, né?
— Aham, sim, ela falou que você já conhece eles.
— E o que vocês tão planejando fazer?
— Ué, nada, um tempo eu com dois, outro tempo ela com dois, somos 3 contra 2. Juro que até tô tremendo de ansiedade.
Fecho os olhos e suspiro, de novo.
— Karla, pra mim essa parada de te ver com outro cara não rola.
— Mas você vai estar comigo. — Ela pega minha mão—. De dois em dois, já experimentei uma vez e não é...
— Karla... — interrompo ela— Não me dá detalhes, não curto, não é isso que eu quero.
— E o que você quer?
— Voltar com você, gostosa. Voltar a ser namorados. Casal. Você não quer voltar comigo? Eu ainda te amo como no começo, e até mais.
— Sim, Cristian. — Ela acaricia meu rosto—. Claro que sim, se antes você já era um oito pra mim, agora é um dez.
— Oh uau, um oito?
— Bom, não, na real um seis, mas não queria ser grossa.
— Um seis?, quatro pontos é o sexo!
— E sim, meu amor.
— Minha nossa. — Fico uns instantes pensando—. Ok, baby, vamos fazer uma parada: hoje vai ser nosso último dia de solteiros, e amanhã oficialmente somos namorados de novo.
— Ai, Chris, você sempre tão cheio de papéis e registros, a gente já não tinha voltado fazia umas semanas?
— Não, aqueles foram dias de putaria. — Levanto.
— Chris, me escuta uma coisa, se a gente voltar, a gente tem que se dar umas aventurinhas de vez em quando.
— É, já tava desconfiado que você ia falar isso.
— É que sim, Cristian. Eu quero aproveitar minha sexualidade enquanto posso, variar um pouco não faz mal, botar uma adrenalina pra sair da rotina...
— Ok, linda. — Ela Pego suas mãos e as beijo. — Sem problema. Uma vez a cada três meses.
— O quê? Não!, uma vez por mês.
— A cada dois meses.
— Ai, Cristian, para de encher o saco.
— Ok, mas lembra — falo enquanto vou em direção à saída —, oficialmente amanhã somos namorados. Venho aqui e te mostro quem é teu macho.
— Vai embora?
Concordo com a cabeça e, antes de fechar a porta de vez, falo:
— Lembra, amanhã namorados de novo, então olho vivo.
Ela, entre risadas, me joga um travesseiro. Eu me sentia aliviado, como se uma tempestade tivesse passado. A sala estava em silêncio, até que ouço uma bagunça vindo da porta dos fundos. Kim chegava com dois caras, com um pique de festa que era de lascar.
— Oi, Cristian — Kim me fala com aquele mesmo pique, talvez tentando disfarçar que as coisas tinham ficado meio tensas antes —, os meninos trouxeram bebida pra você, certeza que lembra deles.
Olho pra eles com atenção e, de fato, eram Ivan e Juan, os dois caras que tinham se envolvido com Kim naquele dia na praia liberal.
Kim foi bater na porta da anfitriã:
— Karla, sai logo!, não fica de fresca. Os guris tão querendo te conhecer.
— É, Karla, queremos te ver — gritou um dos caras.
— Sou teu fã, quero uma selfie contigo, uuuh! — fala o outro.
Um deles estava com a camisa completamente desabotoada, mostrando o peitoral e o tanquinho. O outro já estava enchendo os copos. Minha nossa, a bagunça que ia rolar!, eu tava passando mal, não sabia se ia aguentar. Eu ia me deslocando devagar pra porta dos fundos.
— Ei, amigo — o "barman" me fala numa boa, me estendendo o copo —, toma um gole.
— Valeu, mano, mas já vou nessa.
— Sério?, não vai ficar pra festa?
— Não, não, tenho trampo amanhã cedo. — Mentira, tava de folga.
— Uff, que merda. E então... — Ele vai com os outros.
Karla tinha saído, toda gostosa, e começou a papear com o bombado. Kim se aproxima e me fala meio sem graça:
— Te ouvi falando —Com o Juan, você vai mesmo embora?
—Sim, Kim. —Vi que ele tentou disfarçar o desgosto olhando pro outro lado.
—Por que você não tenta ver ela com o cara? Dá um último chance?
Eu os observo de longe. Não sei o que o colega tava falando, mas vejo ela rindo. As mãos dele vão pra cintura dela, e as dela se apoiam no peito dele. O cara sussurra algo no ouvido dela, fazendo a Karla inclinar um pouco a cabeça. Nisso, ela me vê e me sorri meio surpresa. Eu aproveito pra me despedir com a mão, não queria ir embora sem dar tchau, feito um mal-educado. Ela me manda um beijo e volta pro vai-e-vem com o guri. Viro as costas e vou embora.
Já fora de casa, a Kim sai correndo atrás de mim.
—Espera, Chris, cê não quer mesmo ficar? Vai perder essas duas gostosas?
—Não, Kimi, não tô afim —falo relaxado, já que tinha resolvido as paradas com a Karla.
—Aish, que pena! —ela diz, passando a mão no meu peito.
—Por quê?
—Ué, porque eu gosto de você, cê é bonito e seria o namorado ideal pra mim. Mas fazer o quê, se não te agrada, não te agrada.
Fico olhando pra ela com os olhos meio brilhando e um sorriso no rosto.
—Kim, você...
—E eu não vou deixar meu desejo de lado.
—Ok.
Ficamos uns segundos abraçados, nos olhando nos olhos com a brisa fria da madrugada ao fundo. O som abafado de uma música de festa vindo da casa nos tira do transe.
—Bom —diz a Kim, se soltando dos meus braços—, vou voltar pra dentro que esses dois devem estar metendo o louco na sua namoradinha.
—Nossa, Kim!
Ela sai correndo com uma risadinha maliciosa.
—E ela ainda não é minha namorada, só amanhã —falo, já sem ela me ouvir.
Assobiando e com as mãos nos bolsos, vou embora. Dentro do carro, coloco minha música favorita e decido dar umas voltas pela orla antes de ir pra cama. Era uma noite maravilhosa, renovadora e aliviante.
Tempo depois, me mudei pra casa da Karla. Tudo era muito lindo, eu sorria o tempo todo, como se tivesse nas nuvens. Até as orelhas de pó. Não perguntei nada sobre aquela noite, também não queria saber, pra mim foi um momento de diversão com a amiga dela e não pensei mais nisso; afinal, aqueles dois caras eram só brinquedos da "futura" Hotwife. Parecia que a Kim precisava de uma confirmação minha, um "não" não registrado, porque pouco tempo depois a gente ficou sabendo que ela tinha começado a namorar um amigo dela; e não, não era um da agenda de contatinhos. As coisas ficaram meio estranhas com ela, mas nada que a boa vibe não resolvesse. Com a Karla, de vez em quando — mentiria se dissesse uma vez a cada três meses — a gente costuma se aventurar pra sair da rotina. Nem sempre era sobre sexo adicionando uma dama ou um cavalheiro ao sofá, às vezes era só ir juntos pra um clube de strippers ou conhecer aqueles lugares exóticos da cidade que ela tivesse afim.
Aqueles dias de ménage foram uma fantasia vívida, mas tudo foi se desbotando quando pensei no futuro, um onde meu laço com a Karla fosse afetado pelas excentricidades da Kim. Era isso que me dava pavor e transformava uma fantasia dessas num pesadelo. Continuar com aquilo eu via como complicado. Por mais gostoso que parecesse, não conseguia me adaptar de vez a esses tempos modernos. Mas o importante pra mim é ter a mulher da minha vida nos meus braços, e o melhor é que ela sorria pra mim, ela também estava satisfeita. É uma sensação muito gostosa. A Karla me pediu pra gente incluir uma garota a mais de forma fixa e viver em poliamor.Me escreve no meu e-mail: srnorbertovelazquez@gmail.com
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