Não esqueçam de seguir no hiphop911ok e hiphop911.webnode.page Importante Importante Chegou o capítulo 19 Já está disponível o livro completo. Também chegou a quarta parte de Minha prima, Mara! Consultem no instagram. Capítulo 19 Passaram uns três dias, mas não consigo tirar da cabeça o momento em que vi a foto da Alina. É como se aquela imagem tivesse se cravado na minha mente, de novo e de novo, como um retrato indelével que se recusa a desaparecer. Tentei me concentrar, seguir minha vida, fazer o que sempre faço: trabalhar, me mexer, respirar. Até consegui uma grana extra com apostas esportivas, algo que, em outros momentos, teria me arrancado um sorriso, mas agora só parece uma distração vazia. O dinheiro é o de menos nessa altura, isso já não importa. Minha mente volta e meia retorna àquela foto, ao brilho nos olhos dela, àquele sorriso que parece ter um peso diferente, uma carga estranha que não consigo explicar. Ficaram gravados a fogo aqueles peitos lindos, volumosos que eu nunca tinha visto. E quando penso naquela outra parte… Deus… Aquela intimidade exposta diante de mim, quase me matou. E olha que o pelo sensual da região me impossibilitava de ver além… Mas… Por que essa imagem me persegue? Por que a foto da Alina, tão despreocupada, parece ter um significado oculto que minha mente não consegue decifrar? Enquanto cumpro minhas obrigações, enquanto me esforço para fazer as coisas direito, minha mente dá voltas em círculos, voltando àquele instante. No escritório, no café, até na solidão do meu quarto, ela sempre aparece, com a mesma clareza, a mesma intensidade. Alina. E aquele sorriso safado. É como se o simples fato de tê-la visto daquela maneira tivesse mexido com alguma parte de mim que eu nem sabia que existia. Um caos. Um magnetismo. Algo no rosto dela ressoa, e o que começou como uma curiosidade inocente se transformou numa obsessão. O que significa tudo isso? O que eu quero com essa imagem? Não sei. Mas algo dentro de mim me diz que ainda não vi o pior, que o que me espera está muito além do que minha mente ousa imaginar. Deus… Espero que não seja assim porque ainda tínhamos muito trabalho juntos pela frente. Por enquanto, ela continua insistindo em criar mais material. Tem sua lógica, já que desde aquele dia não fizemos mais nada. Também não é que tivemos tempo, vou ser sincero. O que me surpreende é a naturalidade dela depois daquele evento. Ela parece contente, alegre. Até se instalou no rosto dela um sorriso farto que não quero que nunca mais desapareça. Enfim, é sexta-feira e preciso limpar minha mente. Nada melhor que uma pelada e um churrasco com os amigos para isso. Estava com meus amigos, rindo e conversando como sempre, mas minha cabeça não estava lá. Enquanto eles falavam do jogo, dos gols que havíamos feito e das jogadas que havíamos feito, eu não conseguia parar de pensar naqueles instantes com a foto da Alina. Lutava para manter meu corpo e minha mente no presente, na conversa, no jogo, mas era como se algo me arrastasse para outro lugar. Alina. Cada vez que os olhos dela, aquelas tetas e aquele sorriso voltavam à minha cabeça, ficava mais difícil me concentrar. Na verdade, no meio de uma jogada, errei três gols quase certos. Nem consegui ver direito a bola. Meus amigos riram, acharam que era pelo cansaço ou porque eu estava distraído, e não estavam tão errados. Mas a verdade é que minha consciência estava longe, em outro lugar, em outro tempo. O churrasco, por sorte, estava delicioso, como sempre. O cheiro da carne assada enchia meus pulmões, mas nem isso me trazia de volta ao momento. Foi justamente aí que meu celular vibrou. Ao olhar a tela, notei que eram mensagens da Alina. "O que você tá fazendo? Vai voltar cedo?", ela escreveu. Parei um segundo, olhando aquelas notificações, com o estômago embrulhado. O que ela queria agora? Por que ela fazia isso comigo? Pô, por que ela me sacudia com cada palavra, com cada gesto? De alguma forma, a mensagem dela voltou a captar minha atenção, e me senti novamente preso entre o presente e aquela foto, entre o que realmente estava vivendo e o que não parava de me percorrer por dentro. Além disso, pensava no “projeto” que tínhamos em mãos. Um que, até pouco tempo, era só trabalho. Mas agora, depois do que tinha visto, já não sabia o que pensar. EU: Comendo com a rapaziada EU: Daqui a pouco volto EU: Por quê? Que pergunta idiota, né? Pra que vai ser? Por que outra coisa ela vai estar me mandando mensagem tão tarde? Nem sei como dizer que vi a foto dela… Tô com um cagaço, haha. Além disso, ela não vai acreditar que foi sem querer. Eu só me enfio em confusão. Ela me escreveu de novo. ALI: Você já sabe!!! ALI: Hahah EU: Hahah ALI: Viu??? EU: Depois da meia-noite chego ALI: Oki ALI: Com certeza te espero ALI: Queria te contar uma coisa ALI: 😳 Ih, não… Essa carinha… Dois milhões de possibilidades. EU: Por que essa cara?? ALI: Haha ALI: Por nada ALI: Shhh Já começava a sorrir para o telefone. Ela tinha esse efeito imediato em mim… Para piorar, estava com meus amigos, que de vez em quando me olhavam de lado. EU: Hahaha me fala o que significa EU: Não me deixa com a curiosidade! ALI: Nada, uma bobagem ALI: Pergunta ALI: Posso entrar no seu quarto um segundo? No meu quarto? Pra que ela quer entrar lá? EU: Sim EU: Precisa de algo? ALI: Sim, neném ALI: A calcinha fio dental que você me roubou ALI: Hahahah Ufff Verdade… Tinha esquecido que estava comigo. EU: Hahahah EU: É verdade!! ALI: Onde está? EU: Na minha gaveta, do lado da minha cama ALI: Porco ALI: Você tem ela à mão À mão pra quê? EU: Ficou lá haha ALI: Deve ter um cheiro de guardada ALI: Vou ter que lavar haha EU: Hahaha EU: Ok ALI: Não leva a mal ALI: Mas quero usar ALI: 😅 Por que eu levaria a mal? Se é a roupa dela… Ri que nem um bobo. EU: Hahahahahah EU: Levar a mal? se é sua roupa ALI: Hahah ALI: Bom, mas é tipo um amuleto agora ALI: Ou não? EU: É verdade EU: Sim EU: 😂 ALI: Depois fodo você de outra ALI: Hahaha EU: Combinado! ALI: Hahahah ALI: Safado!!! “E esse sorrisinho? O que O quê?" eles disseram. Eu só estava me soltando... E ainda por cima, aquele filho da puta do Mauro ficava me fazendo gestos. Se ele soubesse, pensei... EU: Daqui a pouco eu vou
EU: Vou te deixar porque tô com a galera
EU: Eles estão me deixando louco
ALI: Beleza
ALI: Por quê? (Citou a mensagem)
EU: Porque eu dou risada e eles acham que tô numa
EU: Kkkk
ALI: Kkkkkkkkk
ALI: Com sua irmãzinha???? Meu Deus... Que naturalidade a dela.
EU: Kkkk
EU: 🤷♂️
ALI: E te digo que quase quase kkkk
O quê? Olhei para a tela.
EU: Quase o quê?
ALI: Você contou pra eles que tem meu fio-dental na sua mesinha de cabeceira?
ALI: 😱
Quase caí da cadeira... Essas ideias dela iam acabar com minha vida em algum momento.
EU: Kkkk você exagera
ALI: Ou o que tem na sua câmera!!!
Um calor subiu e elevou a temperatura de todo o meu corpo. A primeira coisa que pensei foi na foto dela. Meu Deus... Fiquei olhando para a tela do celular sem saber o que responder. Não era só aquela foto no dispositivo. Tinha mais... Fiquei uns quarenta segundos congelado. Depois, ela continuou.
ALI: Melhor não te zoar mais
ALI: Você deve estar todo vermelho
ALI: Ou outra coisa 😳
ALI: Kkkk
Passei a mão no rosto. Ela ia me pagar.
EU: Você vai ver quando eu chegar
ALI: Kkkk amo!!!
ALI: Com certeza você está todo vermelho
EU: Que bom que você acha engraçado
ALI: Muito kkkk
EU: Ah, é?
ALI: Kkkkk e é muito divertido
EU: Claro
EU: Tipo ligar a câmera e ver a última foto que tinha... Não! Eu falei... Me escapei... Isso estava pra me ferrar.
ALI: 😳😳😳😳
ALI: Você viu?
Agora minhas mãos tremiam. Como não? Se eu não conseguia tirar dos meus olhos aqueles peitos divinos e na minha boca dava pra sentir o gosto daqueles mamilos rosados deliciosos.
EU: Kkkk depois a gente conversa
EU: Não me deixa nervoso aqui com a galera
Eu digitava e não enviava nada. Como se estivesse apagando e escrevendo, indeciso. Assim por alguns segundos, até que finalmente mandei.
ALI: Oki
ALI: Depois a gente conversa
ALI: 🙈
E agora? O que vem depois? Já confirmei pra ela que a vi pelada... O que será que ela vai pensar? Vai afetar muito ela? Sinto um alívio de que ela saiba, ha. E tem outra coisa que eu consigo perceber também... Uma que não vai a levantar da cadeira em um bom tempo. O que ela vai me dizer? Espero que não se ofenda. No fim das contas, ela devia ter apagado quando coloquei a câmera na mão dela. “Ei, surdo!” Mauro gritou para mim. Me tirou daquela dimensão. “Haha, vai lá” respondi para Alina e depois respondi para meu amigo. EU: O que foi? Haha MAU: No que você tá metido, filho da puta? – Ele me perguntou, provocando, enquanto os caras falavam de outros assuntos. EU: Nada, em nada haha MAU: Esse sorriso você não tinha há milênios… Tá com alguma gostosa? Engoli saliva. EU: Não, não… Tava falando com a minha… Com a Alina… Ele me olhou, estranhado. MAU: Com a Ali? EU: É… Umas bobagens… E você, qual é a boa? MAU: Tudo tranquilo… Você me perguntou antes haha EU: Verdade haha… MAU: Você tá com a cabeça em qualquer lugar, mano… EU: É, na real… Bom… A gente tá perto de cobrir a primeira parte do acordo… Muita ansiedade MAU: Imagino, óbvio… – Respondeu bebendo de uma lata de cerveja. EU: E a Sofi? Como ela tá? MAU: Bem… Muito workaholic… É assim que se fala? Haha EU: É haha… Que bom… MAU: Hoje ela ia almoçar com a noiva do seu advogado… EU: Ah, é? Olha só haha MAU: É… Elas estudaram juntas… A gente estudava… E não faz muito tempo que se reencontraram… EU: Eu me dou com poucos, na real… Tipo, nunca fui muito ligado neles haha MAU: Acontece… Depende do grupo… Eu do colégio só vejo o Jonas, mais nada… EU: Claro… Ainda bem… Se não, eu não teria advogado haha MAU: Sério haha EU: Um dia eu tenho que pagar ele… Já tô perto… MAU: Relaxa… E a Alina? Qual é? Como ela tá com isso? EU: Bem, por sorte… Se eu contasse o que a gente fazia… Deus… Nem consigo imaginar um jeito de como fazer isso. MAU: Vocês são muito unidos, né? Olhei para ele. EU: Sim, por quê? MAU: Nada, só tô falando… Pelo jeito que você sorri quando fala dela… Opa… Eu sabia… EU: Ahhh haha… É, pode ser… MAU: Dá pra ver que vocês se dão bem… Bom, já te falei isso… EU: Sim, sim… Por sorte, sim… A gente tá junto nessa… MAU: Que bom isso… EU: Dá um gás pra continuar… MAU: O que? EU: Digo, você sabe que tá no mesmo barco… MAU: Claro… Isso não tem preço… Tem irmãos que não se suportam nem um pouco kkkk
EU: Kkkk O celular dele tocou.
MAU: Hmm…
EU: É a patroa? Kkkk
MAU: Sim, o dever chama…
EU: Kkkk manda um saludo pra ela…
MAU: Tô ensinando ela a dirigir… Aí a gente acorda cedo e eu levo ela… Ela tá me deixando louco…
Eu ri.
EU: Desde que você tá com ela, você tá com uma cara de apaixonado, hein… Vai lá…
MAU: Kkkk… Pra quem eu tô enganando, né?
EU: Totalmente…
MAU: Te deixo na sua casa?
EU: Se não for incômodo… Perfeito, pensei. Não gosto de ficar dando encosto, mas já que ele ofereceu, né.
MAU: Claro, vamos…
E assim, sem mais, quando o rolê chegava ao fim, eu e Mauro partimos. Me chamou a atenção o jeito que ele falou de como me via quando eu falava da Alina… Será que eu tava tão na cara assim? Kkk. No caminho de volta pra casa fiquei pensando: preciso controlar minhas reações… Não só com ela, mas na vida toda. Não ia negar que ela era uma parte enorme da minha felicidade. Não. Mas talvez eu devesse segurar um pouco mais minhas ações e reações.
Chegando lá, me despedi do meu grande amigo e fui direto pra porta de casa. Precisava tirar o suor e a sujeira do corpo urgentemente. O som da chave girando na fechadura ecoou no silêncio da casa. Empurrei a porta com o ombro e entrei, largando minha mochila perto do cabideiro. O dia tinha sido longo e a única coisa que eu queria era um banho quente pra me refrescar. Sem pressa, tirei meus tênis e fui pro banheiro.
O vapor começou a me envolver assim que abri o chuveiro. A água quente bateu na minha pele, me livrando da tensão acumulada. Fechei os olhos e aproveitei o momento, deixando o cansaço do dia escorrer pelo ralo.
Aahh… Que alívio… Foi como se eu tivesse deixado uma vida inteira ali dentro. Depois de uns minutos bem gostosos, terminei de me lavar. Saindo, me sequei rápido e coloquei uma roupa confortável. Caminhei descalço pelo corredor até meu quarto, sentindo o fresquinho do chão em contraste com o calor que ainda estava na minha pele.
Mas ao cruzar a porta do meu quarto, parei de repente. Ali estava lá, na minha cama. Sentada de pernas cruzadas, a luz da tela do notebook iluminava seu rosto concentrado. Parecia tão absorta que nem percebeu minha presença no começo.
EU: Ali... - Murmurei, entre surpreso e confuso. O que ela estava fazendo no meu quarto?
Ela ergueu o olhar com um leve sorriso, como se fosse a coisa mais normal do mundo estar ali.
ALI: Oi! - Respondeu com tranquilidade, fechando o notebook sem pressa.
Meu coração bateu um pouco mais rápido. Não esperava encontrá-la no meu quarto. Não assim. Algo na expressão dela, na maneira como os dedos tamborilavam suavemente sobre a capa do laptop, me indicou que sua presença não era casual.
EU: Que diabos você tá fazendo aqui? - Perguntei de maneira engraçada.
ALI: Me distraí total, desculpa kkk
EU: Kkk tudo bem...
ALI: Vim buscar isso aqui... - Disse, mostrando sua calcinha. Hmm... Já começamos assim...
ALI: E aí chegou uma notificação do Only e fui dar uma olhada... Acabei não indo mais embora kkk
EU: Ah... De boa...
ALI: Ocupei seu canto kkk
EU: Kkk o que você queria me dizer?
Ela vestia uma camiseta larga, branca. Não sei se tinha sutiã por baixo. Também não queria descobrir, hehe. Eu estava de short bem leve e não queria ser pego com uma ereção.
ALI: Ah, é... Hehe... - Disse, tímida.
Olhei pra ela como quem diz "é?"
ALI: Nosso cliente ficou me mandando mensagem kkk
Nosso cliente...
EU: Já imagino...
ALI: Ele é muito tagarela... Olha, não é sem noção mas... É que ele fala demais...
EU: E isso te incomoda? Não dá bola...
ALI: Mas, gordo... Como faço? A gente perde o cliente kkk
EU: Bom, não dá tanta atenção...
ALI: Não sei como lidar sem ofender ele... E ainda por cima ele ficou doido com a foto...
Eu ri de lado, sem querer.
ALI: Do que você tá rindo?
EU: Não, nada... Faz sentido, né?
ALI: Nem imagino se eu mandar a última... - Disse, tentada. Depois me olhou.
Não! Justo tinha que me lembrar disso? Agora? Senti na pele como a temperatura do meu corpo foi subindo aos poucos.
ALI: Você viu a última, né?
Olhei pra ela, engolindo saliva. ALI: Isso você disse antes… Me apoiei na minha escrivaninha, tentando não rir de nervoso. EU: Hmm… É… Uns dias atrás… Alina só ficava me encarando. Bom, acho que era isso que ela tava fazendo. Eu, por minha vez, tava vermelho e calado, olhando pro chão. Fiquei assim por alguns segundos. ALI: Bom… Acho que já deu, né? EU: Não foi de propósito… Pensei que você tinha apagado na hora que passou. Ela me olhou com cara de desconfiada. EU: Sério… ALI: Mas você tava fuçando as fotos… EU: Não haha… Sei que você não vai acreditar, então nem me esforço… ALI: Vamos lá… Tenta… – exclamou, cruzando os braços. Eu fiquei tipo, como é? EU: Me desculpa… Eu não preciso que você acredite em nada haha… ALI: Ah, não? Haha EU: Liguei a câmera pra tirar uma foto da lua cheia e vi ela… Pronto… O que eu vou fazer? Alina me encarava firme. Eu me perguntava o que ela tava pensando de verdade, porque os olhos dela tavam bem brilhantes. ALI: É verdade, teve lua cheia… EU: E bom, aconteceu… – falei, olhando pra ela. Assim que nossos olhos se encontraram, não consegui segurar a risada. ALI: Menino! E ainda por cima você ri? Ela jogou o travesseiro em mim. EU: Para haha… E você aí que nem a inquisição… Perguntando… ALI: Safado… Que cara de merda… EU: Eu? ALI: Quem mais? Agora ela tava vermelha, mas não parava de sorrir. EU: Foi mal, mas eu tampei os olhos pra tirar a foto… Depois te passei a câmera pra você se divertir… Se você deixou lá, a culpa não é minha… – ela mordeu o lábio. ALI: E? EU: E o quê? ALI: O que você achou da foto? O que você fez quando viu? Fala alguma coisa, menino… Hein? O que essa quer? Não vou dizer que tive um microsegundo de vontade de me masturbar feito um louco quando vi… EU: Ah, nada… Fiquei surpreso… Não tava esperando… Ela continuou me encarando. O que mais ela queria? ALI: Mas foi de boa? Haha Olhei pra ela como quem diz, não seja filha da puta. ALI: Tô te perguntando… A gente não tem intimidade? Haha EU: Tem, mas poxa… Vamos ver… Te vi pelada… – falei baixinho. Ela cobriu o rosto com as duas mãos, mostrando os dentes apertados. ALI: Meu Deus! Haha EU: Você devia ter apagado… ALI: Eu juro, juro mesmo, que não percebi… EU: Haha já era… Não tem problema… ALI: Tem certeza? EU: Sim… ALI: Não vai influenciar no que a gente faz? EU: Se não te incomoda… Por que vai me incomodar? ALI: Haha é verdade… Você não fica com tesão com isso… EU: Com tesão? Haha ALI: Em outro momento você estaria de pau duro… E você está normal… – Exclamou, quase me fazendo cair da cadeira. O quê? O que ela disse? EU: Haha como? Você estava me…? Vaza, vai… Vai dormir… Ela começou a rir, tentada, malandra. ALI: Não, para… Para… Haha… Eu a olhava com uma descrença tão genuína que ela mesma não conseguia parar de rir. Que absurdo… ALI: Eu exagerei, demais haha EU: Meu Deus… Digo que te amo… ALI: Fome… A cor do seu tom de pele já estava muito forte. Acho que ela percebeu que tinha passado dos limites. Levantou da cama, com o notebook na mão. ALI: Melhor eu ir dormir… EU: Sim, melhor haha ALI: Amanhã temos muito trabalho, você e eu… EU: Ok… Você sabe se a mãe sai? ALI: Pelo que ela me disse, sim… Não vai estar… – Expressou, levantando as sobrancelhas. EU: Ok… Ela veio me dar um beijo na bochecha. Sempre tão doce… “Chuik”. ALI: Então você diz para eu dar um pouco de corda nesse trouxa… EU: Hm, sim… Tipo, coloca limites, marca seus tempos… Não pode ficar à disposição dele… Além disso, isso vai atrair ele muito mais… ALI: Sim, você tem razão haha EU: Por isso… Relaxa… ALI: Já temos uns 8 mil e poucos dólares… Mas precisamos de mais fotos… EU: Ok… Vai lá… Amanhã tiramos várias e você vai guardando… ALI: Oki… – Exclamou sorrindo, com todo o seu cabelo preto liso caído para o lado. Virou para ir embora e provocou uma rajada de perfume que quase me mandou pro inferno. Hmm… Que cheiro gostoso… EU: Espera… ALI: O quê? EU: Não esquece suas roupas… – Falei e peguei a calcinha que ela tinha deixado na minha cama. ALI: Ah, não… Essa é outra… Está limpa, hein… – Exclamou com um sorriso malicioso e caminhou até a porta. Hein? Ela estava me deixando outra? Como? ALI: O amuleto hehe… Fiquei com a calcinha na mão, inerte. É verdade, era outra… Um pouco mais azulada que a anterior. Sem mais, ela saiu do meu quarto e fechou a porta. Ufff… Não pude evitar levá-la até minhas narinas. Haa… Que aroma gostoso… Olhei para baixo e meu pau estava duro como uma flecha. Ri por isso. Guardei a calcinha dela na minha gaveta, atônito com sua atitude. Mas enfim, não podia perder a magia… Depois me joguei na cama com muita excitação. Estou feliz… Já não sinto aquela desconforto pelas coisas que aconteceram. Pelo menos, não tão forte dentro de mim. Aliás, ao ver seus gestos de confiança, de alegria, de risadas, me dá vontade de repetir tudo de novo. Tudo está bem… Realmente, Alina é um turbilhão de emoções dentro de mim. Um caos que não sei se quero organizar. Eu a amo, a respeito, a cuido… Mas também tenho desejos tão intensos que às vezes me assustam. Me pergunto se esses sentimentos confusos podem coexistir sem se devorarem. Se o amor pode ser tão puro a ponto de sustentar a lealdade e o respeito e tão intenso a ponto de acender o desejo sem que um anule o outro. Onde está o limite entre a admiração e a paixão, entre o respeito e a necessidade de possuir? Ou será que não há fronteiras reais, e tudo é parte de uma mesma força que nos arrasta sem pedir permissão? Não sei se já estou divagando… É normal que uma mulher tão gostosa quanto ela me provoque esse tipo de sensações tão diversas. Por enquanto, isso não termina e amanhã… Amanhã nos espera um grande dia. No dia seguinte… O despertador tocou cedo, e embora eu preferisse ficar mais alguns minutos na cama, Alina já estava de pé, me arrastando para a rotina de sábado. Entre bocejos e café, dividimos as tarefas domésticas quase sem falar. Ela cuidou da roupa, separando as peças para lavar, enquanto eu varria o chão e lavava a louça da noite anterior, que aliás, eu não usei, haha. A manhã seguiu entre pequenos rituais cotidianos: trocar os lençóis, regar as plantas do fundo e discutir brevemente sobre quem deveria tirar o lixo. Ao meio-dia, nossa mãe serviu o almoço, e nos sentamos com ela à mesa como todos os sábados, para compartilhar o momento. A conversa foi leve, com perguntas sobre a semana, comentários sobre o clima e alguma que outra anedota sem muita importância. Mas eu mal prestava atenção. A ansiedade se acumulava no meu peito a cada minuto que passava. Eu queria que acabasse, que ela se levantasse, que fosse fazer suas coisas. Alina também sentia, eu notava no seu olhar esquivo, na forma como ela movia os dedos sobre a toalha de mesa. Dentro de uma casa, um sábado em família pode render qualquer coisa. Como curtir a tarde em frente à TV, preso num filme que ninguém realmente escolheu. Também dá pra organizar um jogo de tabuleiro, embora sempre acabe em discussões sobre as regras. Melhor não, né. Até dá pra tomar um café na cozinha enquanto cada um checa o celular, naquela tranquilidade silenciosa da convivência. Mas para nós, aquele sábado tinha outro propósito. Quando finalmente nossa mãe anunciou que sairia, mal disfarçamos nosso alívio. Esperamos ouvir o barulho da porta fechando e o eco dos passos dela se afastando no corredor. Então, sem perder um segundo, nos olhamos com cumplicidade. A casa era nossa. Era hora de seguir com nosso "projeto", aquele que ninguém mais podia saber. EU: Bom, hoje tem que aproveitar kkk ALI: É, né… Pensou? EU: Kkk pode ser, pode ser… ALI: Kkk bobo… EU: Tá um dia lindo, aliás… ALI: É, muita luz… Eu preciso me trocar, viu… EU: É… Vai… - respondi olhando pro fundo. ALI: Preparei umas coisinhas… - exclamou pra chamar minha atenção. EU: Coisinhas? Kkk ALI: É, bom… Umas calcinhas e sutiãs kkk… - disse meio corada. EU: Ok… Já tava começando a ficar interessante. Hmm… ALI: Você não vai se trocar? Eu tava de bermuda jeans e camiseta. EU: Não, por quê? Tô mal? Kkk Ela me olhou de cima a baixo. ALI: Não tô dizendo por isso… Fiquei de olho em você com desconfiança.
EU: Por quê? Haha
ALI: Não tá muito… justa essa roupa? Com certeza você vai sentir… depois… – Comentou pra me causar uma tremenda explosão na virilha. Já tava insinuando isso… Deus…
EU: Uff…
ALI: Só tô dizendo… Te conheço, haha
EU: Você que faz essas coisas acontecerem comigo… Eu tava tranquilo e… – Parei.
ALI: E o quê? – Perguntou, desafiante.
Hã… Que atrevida. Mas também tinha um pouco de razão.
EU: Vou colocar algo mais leve… Mas não sei se vai ser pior, haha
ALI: Haha seu pauzão vai ficar mais solto…
Essa mina é impossível… E ainda ri com um descaramento total. Apertei o nariz dela com a mão, de brincadeira.
ALI: Ei!
EU: Atrevida… Bom… Já volto…
ALI: Sim, eu também…
Com o pau meio duro, fui pro quarto pra achar um short um pouco mais folgado. Não sei por que dei ouvidos a ela… Hã… O que não dá pra negar é que eu tava rindo que nem um idiota. Não era pra menos, né?
Sim, de fato. Tava chegando um dia tremendo…
7 comentários - Alina. Capítulo 19 - Mara IV