Capítulo 3: A Posse
A imagem carregou no meu celular com uma clareza obscena. Eram eles. A Camila. As costas arqueadas contra os lençóis escuros, o cabelo bagunçado, os olhos fechados num êxtase que eu reconhecia muito bem. E ele. O Gustavo. Atrás dela, os músculos tensos, as mãos agarrando os quadris dela com uma força que prometia marcas. Os rostos estavam perto, unidos por um desejo que atravessava a tela. Uma foto tirada de um ângulo baixo, íntima, obscena, inegável.

O ar escapou dos meus pulmões. O mundo parou. "Vou ficar ocupado o dia todo com uns assuntos." Pensei na mensagem do Gustavo. A mensagem dele ressoou com um significado novo e grotesco. Os "assuntos" dele eram o corpo da minha melhor amiga. Enquanto eu me vestia que nem uma idiota pra ele, esperando que nem uma puta ansiosa, ele tava enterrado na Camila. "Vou no clube... uma missão de reconhecimento." A promessa dele de ser meus olhos agora soava como a piada mais cruel. Ele não foi vigiar. Ele foi possuir.
O ciúme me atravessou, não como uma esposa, mas como uma amante traída. Ele tinha me desejado. Aquela noite era minha. E ela me roubou. Será que riu de mim? Achou que eu era uma inocente que só servia pra esquentar ele antes de uma mulher de verdade como ela levar ele embora? Apertei o celular até quase quebrar. A raiva e a humilhação nublaram minha visão. Eu tinha confessado meus segredos mais íntimos pra ele, e ela usou tudo como moeda de troca pra seduzir o homem que me tirava do sério. Meus dedos voaram pelo teclado.
Eu: Sério, Camila? ERA ESSE o seu "reconhecimento"?
As reticências apareceram e sumiram. Finalmente, a resposta dela.
Camila: Relaxa, Val. Não é nada demais. As coisas rolaram assim. Ele é um animal, o que você queria que ele fizesse? Jogar cartas?
Não é pra tanto". Um furacão tinha voltado pra minha vida e agora tirava de mim o objeto da minha obsessão com a naturalidade de quem escolhe uma sobremesa. A decepção me envolveu como um manto frio. Fiquei completamente sozinha.
Mas no fundo da raiva, um sentimento mais escuro e familiar brotou: aquele mesmo calor molhado e latejante de ficar espiando ele. A imagem dos dois juntos não só me enfurecia... também, de um jeito torto que eu odiava admitir, me excitava. Larguei o celular como se tivesse pegando fogo.
O barulho da chave na fechadura me fez pular. Adrián entrou, de terno e com aquela cara de cansado.
—Oi —murmurou—. Tudo bem? Você tá... pálida.
—Sim —falei, rápido demais—. Só... uma dor de cabeça leve. Ele assentiu, distraído, e foi pra cozinha. Fiquei tremendo, sentindo o peso do celular como uma bomba. Meu marido, a metros de distância, ignorando a teia de desejos que envolvia eu e o pai dele.
O rangido de outra chave. Meu coração bateu forte nas costelas. A porta se abriu e lá estava Gustavo, de volta dos seus "negócios". Impecável, mas uma sombra de tensão passou pelo rosto dele ao me ver parada ali, com o telefone na mão. Os olhos dele captaram a tempestade no meu olhar. Ele sabe. Adrián saiu naquele momento.
—Papai! Chegou na hora certa.
—Os assuntos terminaram mais cedo — disse Gustavo, desviando o olhar com uma naturalidade forçada.
—Perfeito. Vou dormir —anunciou Adrián, bocejando—. Vem, Val? —Senti todos os olhares em cima de mim.
—Não... ainda não. Vou ver uma série —consegui articular.
—Boa noite —disse Adrián, me dando um beijo rápido na bochecha antes de subir. O barulho da porta do quarto dele soou como o fechamento de uma cela. O silêncio na sala ficou denso, elétrico. Gustavo largou as chaves com calma.
—Parece que você teve um dia interessante — comentou, com uma calma que fez meu sangue ferver.
—Se divertiu com seus assuntos? —perguntei, o veneno escorrendo em cada palavra.
Ele se aproximou devagar. —Depende do que você chama de se divertir. Negócios são chatos, mas às vezes têm suas... recompensas inesperadas.
—Não me mente! —interrompi ele num sussurro feroz—. Eu vi, Gustavo! A foto da Camila! Era essa a sua recompensa?
Ele não pareceu surpreso. O olhar dele escureceu. —A Camila é... um erro. Um erro que não deveria te importar.
—É minha melhor amiga!
—E eu sou o homem que ontem à noite te deixou à beira do êxtase nesta mesma sala — retrucou ele, a voz grave e sensual. Deu mais um passo, reduzindo a distância entre nós a nada. — Prefere ficar discutindo sobre ela... ou prefere que eu te mostre por que ela não é páreo pra você?
Senti a raiva se misturar com uma curiosidade doentia. —O que você quer dizer?—
Em vez de responder, pegou na minha mão. Minha resistência foi inútil. Guiou minha mão até a frente da calça dele. Ali, através do tecido, senti a realidade dura, pulsante e inegável da excitação dele. Era enorme. E estava completamente ereto. Por mim.
—Ela foi um passatempo —murmurou, os lábios perto do meu ouvido—. Você é quem me deixa louco. Quem me deixa assim, mesmo depois de ter estado com outra. Isso... Isso é por você, Valéria. Só por você.
—Prendi a respiração. A prova física na minha mão era mais poderosa que qualquer foto.
—Ontem à noite foi um carinho —continuou, a voz um feitiço sombrio—. Hoje à noite não quero carícias. Quero estar dentro de você. Quero você. Agora. Aqui. Vai continuar falando da Camila ou vai deixar eu te mostrar quem é o homem que realmente te deseja? —A proposta era tão crua, tão direta, que me cortou a respiração. Não tinha rodeios. Era uma oferta clara de sexo. Selvagem. Proibido. Aqui mesmo.
O último resquício da minha resistência se quebrou. A raiva se transformou em pura safadeza, alimentada pelo ciúme e uma vontade de vingança. Se a Camila tinha dado pra ele, eu daria melhor.
—Sim —a palavra escapou dos meus lábios como um sussurro rouco, uma rendição total—. Sim. — Um sorriso de triunfo absoluto iluminou o rosto de Gustavo. Sem perder um segundo, ele me virou e me pressionou contra a parede, perto da escada. A boca dele encontrou a minha num beijo voraz, faminto, que tinha gosto de traição e liberdade. As mãos dele percorreram meu corpo com uma urgência que não deixava dúvidas.
—Fica quietinha —murmurou contra meus lábios, abrindo a própria calça—. Não quero acordar ninguém. — disse e me beijou. A boca dele encontrou a minha não num beijo, mas numa tomada de posse. A língua dele invadiu minha boca com uma urgência animal, saboreando, reivindicando. Eu respondi com a mesma ferocidade, minhas unhas cravando nas costas da camisa dele, abafando um gemido na boca dele. O gosto de uísque e menta do hálito dele se misturou com o meu, criando um coquetel inebriante de luxúria e perigo.
—Quieta —ordenou contra meus lábios, a voz dele um sussurro rouco que vibrava no meu próprio peito.— As mãos dele não pediam permissão. Uma se enroscou no meu cabelo, puxando de leve pra expor meu pescoço. A outra desceu como um raio, deslizando por baixo do meu short e do tecido da minha calcinha, encontrando na hora o calor molhado que o esperava. Um grunhido de satisfação profunda saiu da garganta dele quando os dedos me encontraram ensopada, inchada e pulsando por ele.—Meu Deus, Valéria — murmurou, mordiscando minha orelha — Olha pra você. Tá tão porra de molhada pra mim.. É sempre assim molhada pro meu filho? Ou isso é só pra mim?—
As palavras dela, cruas e comparativas, deveriam ter me esfriado, mas só atiçaram o fogo. Balancei a cabeça, negando com veemência, incapaz de formar palavras. Os dedos dela começaram a se mover, traçando círculos lentos e experientes ao redor do meu clitóris, que pulsava com uma necessidade desesperada.
—Me responde —exigiu ele, apertando um pouco mais—. Quem é que te deixa assim desse jeito? Quem?
—Você... —consegui ofegar, enterrando o rosto no ombro dele pra abafar o som—. Só você, Gustavo.
—Isso mesmo —ele sussurrou, vitorioso —Agora goza nos meus dedos, vamos
O pedido dele foi um tiro direto no meu centro. Não consegui resistir. Não quis. Meu corpo se arqueou contra o dele, e um orgasmo violento e silencioso me atravessou, fazendo minhas pernas fraquejarem e eu me agarrar nele pra não cair. Ele segurou meu peso com facilidade, os dedos trabalhando suavemente através das minhas contrações, prolongando o espasmo até que eu não passasse de um tremor nos braços dele.
—Gostosa —murmurou, levando os dedos brilhantes à boca e chupando-os devagar, sem quebrar o contato visual—. Você tem um gosto ainda melhor do que eu sonhei..
Antes que eu pudesse recuperar o fôlego, ele me girou bruscamente e me inclinou sobre o braço do sofá. O tecido áspero amassou contra minhas bochechas. Ouvi o som do zíper dele e o roçar do tecido quando ele deixou cair a calça e a cueca.
—Preciso estar dentro de você —declarou, a voz carregada de uma necessidade bruta.
As mãos dele agarraram minha cintura com força, e eu senti a ponta grossa e quente da ereção dele pressionando contra minha buceta. Era maior do que eu lembrava, muito maior que a do Adrián, e por um segundo, o pânico me dominou.
—Gustavo, espera... —implorei.
—Shhh —murmurou, inclinando-se sobre minhas costas—. Só relaxa e aproveita. — E então, ele empurrou.
Um gemido abafado escapou dos meus lábios quando ele me preencheu por completo, me esticando, me abrindo de um jeito novo e avassalador. Ele ficou parado por um segundo, me deixando me acostumar com o tamanho dele, com a sensação de estar tão cheia daquela pica.
—Porra, Valéria... —ofegou, enterrando o rosto no meu pescoço—. Você é tão... apertada. Tão gostosa.
Começou a se mover então, com estocadas longas e profundas que faziam o sofá ranger contra a parede. Cada empurrão me levava mais perto do limite, reconstruindo o orgasmo que eu acabara de ter. As mãos dele percorriam meu corpo, beliscando meus bicos através do tecido do top, acariciando minha barriga, agarrando minhas coxas.
—Cê gosta, putinha? —ele rosnou, aumentando o ritmo— Cê gosta de como teu sogro te fode? Bem aqui, onde teu marido senta pra ver os programas chatos dele?
—Sim... —eu gemi, perdida na sensação—. Deus, sim...
—Mais forte—ordenou ele, dando um tapinha leve na minha bunda—. Quero te ouvir. Quero ouvir o quanto você ama minha pica.
—Adoro! —confessei, já sem vergonha, minha voz um sussurro trêmulo—. É tão grande... me preenche tanto!
Seus movimentos ficaram mais frenéticos, mais possessivos. Uma das mãos se enroscou no meu cabelo, puxando pra trás pra arquear minhas costas. A outra deslizou entre minhas pernas, encontrou meu clitóris sensível e começou a esfregar em círculos rápidos e cheios de jeito.

—Isso mesmo —incentivou, com a respiração quente no meu ouvido—. Goza de novo. Quero sentir você gozando no meu pau.
A combinação foi demais. O tamanho dele dentro de mim, as palavras sujas, os dedos habilidosos... Um segundo orgasmo, ainda mais intenso que o primeiro, me atingiu como uma onda, me fazendo gritar o nome dele num sussurro rasgado enquanto eu tremia e me contraía violentamente em volta dele.
Meu clímax levou ele ao limite. Com um grunhido gutural que era pura animalidade, os quadris dele se chocaram contra os meus uma última vez, e eu senti ele pulsar dentro de mim, derramando quente e fundo. O corpo dele se tensionou como um arco sobre o meu, e um rugido abafado explodiu no meu ouvido enquanto ele se esvaziava em mim, me possuindo da maneira mais primal possível.
Ficamos ali, ofegantes, grudados um no outro, nossos corpos suados tremendo. O ar cheirava a sexo, a risco e a culpa satisfeita.
Finalmente, se separou de mim com um gemido suave. Me virei pra olhar ele, minhas pernas ainda tremendo. Os olhos dele, escuros e satisfeitos, me encararam com uma intensidade que me fez corar.
Sem dizer uma palavra, ele se inclinou e selou meus lábios com um beijo lento e possessivo, o gosto dele se misturando com o meu.
—Isso é só o começo —murmurou contra minha boca—. Vou te mostrar coisas que você nem sabia que queria.
Gustavo não esperou a gente recuperar o fôlego. Com uma força que me deixou sem ar, ele passou os braços em volta das minhas coxas e me levantou, fazendo minhas pernas se enroscarem instintivamente na cintura dele. Enterrei o rosto no pescoço dele pra abafar um grito, saboreando o suor e a essência do que a gente acabava de fazer.
—Shhh, meu tesouro —murmurou contra meu cabelo enquanto começava a subir as escadas—. Vamos pra um lugar onde não precisamos nos segurar.
Cada passo dela era um risco calculado. As escadas rangiam sob o peso dos dois, e a gente parava na hora, prendendo a respiração pra escutar. Do outro lado da porta fechada do nosso quarto, a respiração pesada e ritmada do Adrián confirmava que ele ainda tava dormindo. O Gustavo apertou meu corpo contra o dele enquanto girava a maçaneta do quarto com mão de expert. A porta cedeu sem fazer barulho e a gente entrou no santuário dele, um espaço que cheirava a colônia, uísque e puro tesão masculino. O quarto tava na penumbra, só iluminado pela luz da lua que passava pelas persianas. Ele me deitou de leve na cama, e o colchão cedeu com meu peso. Antes que eu pudesse processar, ele já tava por cima de mim, as mãos dele desabotoando o que restava da minha roupa com uma pressa que me deu um choque.
—Quero te ver toda —sussurrou, os dedos dele percorrendo minha pele com uma familiaridade que deveria ter me alarmado, mas só servia pra avivar o fogo—. Quero explorar cada centímetro do que meu filho acha que é garantido—
A crueza das palavras dela deveria ter me ofendido, mas, em vez disso, um arrepio de excitação percorreu meu corpo. Quando fiquei completamente pelada sob o olhar dela, ela parou um instante para me admirar.

—Meu Deus, Valéria —ele suspirou, os olhos percorrendo meu corpo—. Você é ainda mais gostosa do que eu imaginava. O quarto dele virou nosso santuário proibido. Ali, sem a ameaça iminente de sermos pegos, nossos movimentos ficaram mais deliberados, mais intensos. Já não estávamos limitados pelo espaço da sala ou pela necessidade de silêncio absoluto.
—Cê gosta disso, né, putinha? —A voz dele era um sussurro rouco, uma vibração carnal na minha pele enquanto os lábios roçavam meu corpo—. Minha menina boa... minha nora... gemendo por mim enquanto meu filho dorme do lado.—A liberdade de abafar meus gemidos no travesseiro dele, de afundar o rosto na marca que a cabeça dele tinha deixado, foi avassaladora. Eu não precisava me segurar; podia extravasar cada onda de prazer num sussurro choroso que só ele conseguia ouvir.
—Grita pra mim —ordenou, suas estocadas cada vez mais fundas, mais exigentes—. Quero ouvir você esquecer tudo... esquecer, esquecer de si mesma... quando só existe pra essa pica—.
E eu cedi. Deixei um gemido abafado escapar da minha garganta, cravando meus dentes na carne dura do ombro dele. Ele me olhou então, com os olhos escuros, quase pretos, e a expressão dele era de um êxtase tão cru e vulnerável que me atravessou. Foi naquele clímax de pura entrega, quando nossos corpos estavam mais sincronizados, que o som cortou como uma faca através do êxtase: Clique. Creeek.
O som inconfundível de uma porta se abrindo. Nossa porta. A do Adrián. A gente ficou paralisada na hora. O Gustavo parou tudo. Eu segurei a respiração até doer o peito. A gente ouviu passos pesados, meio sonolentos, saindo do quarto e indo... pro banheiro. O som da porta do banheiro se fechando nos deu uma trégua, curta e aterrorizante. O feitiço quebrou. O perigo era real e imediato. Com movimentos frenéticos mas silenciosos, a gente se separou. O Gustavo deslizou pra fora da cama e foi até a porta do quarto dele, fechando ela com o trinco num clique quase inaudível, mas que soou como um trovão no silêncio. A gente se olhou, os olhos arregalados de medo e adrenalina. Ouvimos o barulho da privada, a água correndo. Os passos do Adrián voltando pelo corredor. A gente ficou imóvel, segurando o fôlego, esperando que ele parasse, que chamasse, que desconfiasse. Mas os passos continuaram, de volta pro quarto dele. A porta se fechou de novo. O alívio foi tão forte que quase desmaiei. O risco tinha sido real e a gente escapou por segundos.
—Preciso ir embora —sussurrei, já me mexendo, catando minha roupa do chão com mãos trêmulas. Me vesti na maior pressa, cada peça uma camada de normalidade sobre a pele que ainda ardia. Gustavo assentiu, compreendendo. Não teve beijo de despedida, só um olhar intenso, carregado da promessa de que aquilo não tinha acabado. Escorreguei para fora do quarto dele e fechei a porta sem fazer barulho. O corredor tava escuro e em silêncio. Em dois segundos, já tava dentro do meu próprio quarto, me enfiando debaixo dos lençóis bem na hora que Adrián se mexeu.
—Val? —murmurou ele, a voz carregada de sono—. Tá bem? Senti que você se mexeu. Congelei, depois me forcei a relaxar.
—Sim, amor. Só tava com sede. Fui pegar um copo d'água —menti, com uma voz que esperava soar sonolenta. Ele se levantou um pouco, esfregando os olhos. A luz da lua entrava pela janela e iluminava meu rosto.
—Você tá... diferente. Tem certeza que tá bem? — O olhar dele tava meio embaçado, mas curioso. Meu coração tava a mil. Será que eu tava parecendo bagunçada? Babada? Dava pra sentir o cheiro do Gustavo em mim? Ele esfregou os olhos.
—Sim, sim —sussurrei, me esforçando pra minha voz soar normal—
—Ah. E aí…? — O olhar dele desceu, percorrendo meu corpo quase invisível na penumbra. Percebi que só estava usando a camiseta curta com que tinha dormido. A mão dele se estendeu e segurou meu pulso com suavidade. O toque me era familiar, mas já não eletrizava.
—. Você não quer…? — insinuou, com a voz ainda rouca de sono.
A sugestão tava ali, carregada de uma normalidade que de repente me pareceu opressiva. Eu tinha acabado de estar com o pai dela, de gritar o nome dele abafada num travesseiro, de me sentir possuída de um jeito que o Adrián nunca tinha conseguido. A ideia de que ele me tocasse agora me deu uma rejeição visceral, misturada com uma culpa afiada.
—Não… não —falei, e minha voz saiu mais ríspida do que eu queria. Tirei o pulso dele com um movimento suave, mas firme—. Tô muito cansada, Adrián. De verdade.
Teve um momento de tensão silenciosa. Os olhos dela, agora um pouco mais despertos, me examinaram na escuridão. Eu fiquei parada, prendendo a respiração, esperando que ela não visse a mentira e o desejo alheio que deviam estar escritos na minha cara. Finalmente, a expressão dela se suavizou numa resignação que, em outro momento, teria partido meu coração.
—Tá bom —murmurou, virando-se e se cobrindo de novo—. Boa noite.
Boa noite — respondi, com um fio de voz.
Fiquei deitada junto com ele, olhando pra suas costas, até que a respiração dele voltou a ficar profunda e regular. A culpa tentou me apunhalar, mas era um sentimento fraco, abafado por um fogo muito mais potente que ardia na minha barriga.
Deitei de costas, olhando as sombras que dançavam no teto. Mas a quietude era impossível. A lembrança do Gustavo era uma obsessão física. Cada um dos seus sussurros, cada uma das suas carícias, se repetia na minha mente com uma clareza dolorosa. Sentia um formigamento insistente, uma umidade familiar entre minhas pernas que pedia atenção. Não consegui resistir.
Com os olhos bem abertos, fixos no teto, deslizei minha mão por baixo do elástico da cintura da minha calcinha. Segurei a respiração, ouvindo o ritmo constante da respiração do Adrián. Pensei nas mãos do Gustavo, o peso dele sobre mim, como ele me apertava contra a parede. Lembrei do grunhido surdo no meu ouvido, das palavras possessivas que deveriam ter me envergonhado, mas só me deixaram mais molhada. Meus dedos encontraram meu clitóris, inchado e sensível, e comecei a movê-los em círculos pequenos, devagar no começo, depois com mais pressão.
Mordi meu lábio inferior, segurando um gemido. Meu quadril deu uma leve empurrada involuntária contra minha própria mão. Na minha mente, era ele. Era o toque dele, a ordem dele. Revivi o momento em que ele gozou, a pura potência no rosto dele, e um arrepio percorreu meu corpo inteiro. A excitação cresceu rápido, um tsunami que se formou lá no fundo do meu ser. Foi rápido, intenso e silencioso. Um orgasmo furtivo que me atravessou com uma força que me deixou tremendo e sem fôlego, os dedos encharcados, a mente vazia, só o nome dele ecoando.
A liberação física foi seguida por um cansaço avassalador. O pulso martelava nos meus ouvidos, se misturando com o som do Adrián dormindo do meu lado. A culpa, agora sim, veio naquele momento, mas era uma onda distante, amortecida pelo cansaço e pela satisfação do corpo. Tirei minha mão, me virei de lado, de costas pro meu marido, e fechei os olhos.
O sono me pegou quase na hora, um poço preto e fundo. Não sei quando o Adrián virou e passou o braço na minha cintura, num gesto sonolento e de costume. Nós dois dormimos, enroscados na cama do nosso casamento, enquanto meus sonhos eram invadidos pela sombra do pai dele e pelo eco do nosso segredo.
Na manhã seguinte, foi um exercício de atuação silenciosa. Acompanhei o Adriano na rotina dele com um sorriso automático: preparei o café da manhã, torradas com manteiga e suco de laranja, enquanto ele conferia os e-mails no celular de cara fechada. Enchi a garrafa térmica dele com café e embalei o lanche dele com movimentos precisos que meu corpo lembrava por pura memória muscular.
Ele mal levantou o olhar, imerso nas próprias preocupações. Quando terminou, foi até a porta e eu o segui, sentindo o peso de cada passo, a falsidade de cada gesto.
—Acho que hoje também vou chegar mais tarde —anunciou, ajustando a gravata sem me olhar—. Tem outro problema com o projeto.
Assenti, mantendo o sorriso de plástico. —Não se preocupa. Aqui vai ficar tudo bem.
Ela me deu um beijo rápido na bochecha, um gesto seco e funcional, e depois foi embora. O estrondo da porta da frente ecoou pela casa como um tiro de largada.
Um alívio imediato e culpado me inundou. A farsa tinha acabado. Fiquei parada um instante, ouvindo o zumbido do silêncio, e então uma urgência elétrica percorreu meu corpo. Subi as escadas de dois em dois degraus, meu coração começando a bater num ritmo completamente diferente.
No quarto, na frente do armário, não tive dúvidas. Não queria um vestido, nem uma calça jeans. Queria algo que fosse só pra ele. Pra nós. Escolhi um conjunto de lingerie branco: um sutiã com aro que valorizava meus peitos, levantando eles de um jeito que eu sabia que deixava ele louco, e uma calcinha fio dental simples, mas muito gostosa, com tiras finas nas laterais que afundavam na pele do meu quadril. Deixei o cabelo solto, caindo naturalmente nos meus ombros. Não coloquei mais nada. Só a lingerie e a expectativa.

Desci pra cozinha sentindo o ar fresco na minha pele quase nua. Cada passo era uma declaração de intenções. Liguei a cafeteira, o som familiar quebrando o silêncio da casa. O cheiro do café começou a encher o ar, se misturando com meu perfume.
Foi então que eu ouvi. O rangido dos degraus lá em cima. Uns passos firmes, pesados, que nem tentavam ser silenciosos. Fiquei parada, apoiada na bancada, com a caneca entre as mãos, esperando.
Gustavo apareceu na moldura da porta da cozinha. Tinha parado ali. Vestia só uma cueca box preta, justa, que deixava pouco pra imaginação. O olhar dele foi um estouro. Não foi um olhar rápido ou disfarçado; foi lento, deliberado, devorando cada centímetro do meu corpo, desde os saltos descalços até o cabelo solto, parando no branco contrastante da lingerie contra a minha pele. Um silêncio pesado, carregado de tensão sexual, se instalou entre nós. A cafeteira parou de borbulhar.
—Bom dia —disse por fim, com a voz mais rouca que o normal.
—Bom dia —respondi, e notei um tremor na minha voz. —Café?
—Depois —murmurou. Deu um passo pra dentro da cozinha. Depois outro. A presença dele parecia ocupar todo o espaço. —Parece que… meu filho não sabe apreciar as vistas que tem de manhã.
— Talvez ela só precise ser lembrada do que tem — falei, deslizando um dedo pela borda da bancada.
Ele sorriu, um sorriso lento e perigoso que fez meu estômago se contrair. Ele avançou até ficar a centímetros de mim. Eu podia sentir o calor que irradiava do corpo dele, sentir o cheiro da mistura do perfume dele com o sono.
—E você? —perguntou, com o olhar cravado no fundo do meu decote—. Precisa que lembrem do que você tem?
Antes que eu pudesse responder, a mão dele se ergueu. Mas não me tocou. Ele segurou a borda da bancada de cada lado dos meus quadris, me prendendo, sem encostar. O rosto dele ficou na altura do meu.
—Anoche fue solo el comienzo, Valeria —sussurou, e seu hálito quente acariciou meu lábio—. Hoje não tem pressa. Não tem interrupção. Minha boca secou. Só consegui concordar com a cabeça.
Ele baixou o olhar, percorrendo meu corpo de novo, e então parou nos meus lábios. A expressão dele ficou sombria, cheia de um desejo cru e sem filtros.
—Passei a manhã inteira pensando na sua boca. Como eu sentia você ao meu redor. Agora quero sentir de novo. Ajoelha e chupa minha pica, Valéria. Bem aqui—
A ordem de Gustavo ecoou pela cozinha, carregada de uma autoridade que fez meu coração disparar. O olhar dele não deixava dúvidas; não era uma sugestão, era uma expectativa.
Sem dizer uma palavra, obedeci. Baixei os olhos e me ajoelhei devagar no chão frio da cozinha, bem na frente dele. Com as mãos que mal conseguiam ficar firmes, desabotoei a calça dele e puxei só o suficiente pra liberar ele.
O pau dele já tava completamente duro, grosso, cheio de veias, e o tamanho fazia minha boca salivar e meu estômago se contrair numa mistura de medo e desejo intenso. Me inclinei na direção dele, minha respiração roçando a pele quente dele, e senti o cheiro almiscarado e masculino. Era primitivo, inebriante. Não hesitei mais. Abri a boca e peguei a ponta do pau dele, saboreando o gosto do líquido pré-seminal.
Comecei devagar, usando minha língua pra explorar a crista sensível debaixo da ponta, traçando as veias salientes com a ponta. Um gemido gutural baixo escapou dele, e o som vibrou pelo meu corpo, me incentivando. Enfiei o pau dele mais fundo, relaxando minha garganta o máximo que pude, com os olhos levemente lacrimejando pelo esforço.
Uma das minhas mãos subiu pra acariciar as bolas dele, sentindo o peso, enquanto a outra envolvia a base da pica, acariciando o que minha boca não conseguia aguentar.
Estabeleci um ritmo, uma dança ritmada de chupadas, carícias de língua e a pressão suave da minha mão, tudo pensado pra extrair dele até a última gota de prazer. Dava pra sentir ele endurecendo ainda mais, o quadril dando umas estocadinhas involuntárias que eu agradecia, completamente perdida no ato de adorar ele, no poder que eu tinha de fazê-lo perder o controle desse jeito.
Ele agarrou minha nuca, os dedos se enroscaram no meu cabelo com uma firmeza ao mesmo tempo imperiosa e desesperada. Não tinha doçura, só uma necessidade primitiva e crua enquanto ele se aprofundava, batendo no fundo da minha garganta até meus olhos se encherem de lágrimas. Dava pra sentir o gosto dele e da pele dele, um sabor masculino único que despertou meu tesão. As estocadas dele eram superficiais e frenéticas, uma batalha perdida pelo controle. Senti ele inchar, depois pulsar, e um gemido gutural baixo escapou do peito dele quando a primeira descarga de porra quente e amarga chegou na minha língua. Ele me manteve ali, tremendo, enquanto se esvaziava por completo, enchendo minha boca com a prova inegável e íntima do clímax dele.
O som da respiração ofegante dela e os sussurros roucos do meu nome eram a única música no silêncio da casa, um hino proibido que selava nosso pacto na escuridão.
Ofegando, me afastei dele. Gustavo ajeitou a roupa, um sorriso satisfeito e safado nos lábios.
—Bom dia, Valéria —disse ele, com a voz rouca—. Já te dei meu leite de café da manhã. Agora vai tomar o de verdade.
Uma onda de rubor me tomou, mas também uma risada nervosa escapou de mim. A crueza das palavras dele só atiçou mais o fogo dentro de mim. A gente tomou café da manhã na mesa da cozinha, com uma luz meio baixa. Ele comia numa boa, fazendo comentários casuais sobre o café ou o dia, como se o que tinha acabado de rolar fosse a coisa mais natural do mundo. Eu, por outro lado, sentia cada garfada como um ato íntimo, consciente do gosto dele ainda na minha boca, do olhar dele fixo nos meus lábios.
Quando terminamos, levantei pra lavar a louça, tentando me concentrar na tarefa besta pra acalmar o tremor que ainda percorria minhas pernas. A água quente corria sobre minhas mãos quando senti ele se aproximar por trás.
—Gustavo… —protestei fracamente, mas meu corpo se arqueou em direção a ele de forma traiçoeira.
—Shhh —calou meu protesto com a ponta do dedo indicador sobre meus lábios— Hoje não, Valéria. Hoje não tem desculpa. Não tem interrupção. Só isso.
A cabeça dela desceu e os lábios encontraram os meus num beijo que não foi de exploração, mas de conquista. Não teve suavidade, só fome. A língua dela invadiu minha boca com uma urgência que me fez gemer, minhas mãos se agarraram nos ombros dela pra não cair. As luvas de borracha caíram no chão com um baque surdo.
As mãos dela não perderam tempo. Uma se enroscou no meu cabelo, puxando de leve pra expor meu pescoço à boca voraz dela. A outra desceu pelas minhas costas, os dedos encontrando o fecho do sutiã com uma habilidade irritante. Com uma mão só, ela desabotoou meu sutiã com destreza, e a peça fina caiu, liberando meus peitos. A boca dela saiu do meu pescoço e desceu pra pegar um mamilo duro, chupando com força, a língua girando em volta até eu gritar e minhas pernas fraquejarem. Me apoiei na borda fria da bancada de aço, o contraste com o calor da boca dela era elétrico.
—Deus, Valéria —ele rosnou contra minha pele—. Você é tão gostosa. Passei dias sonhando com isso.
As mãos dele deslizaram pra baixo, agarrando a renda delicada da minha calcinha fio dental. Com um grunhido baixo, rasgou o tecido pro lado; o som rasgou o silêncio da cozinha. Eu ofeguei, não em protesto, mas de pura excitação. Os dedos dele me encontraram na hora, deslizando pela minha umidade com uma possessividade que me fez gemer.
—Tá vendo? —murmurou, enquanto os dedos me abriam, exploravam, achando o ritmo que me deixava louca—. Isso é meu. Você me deu ontem à noite e eu não peço mais, eu exijo.
—Sim… —foi tudo o que consegui articular, um gemido entregue.
Viro, me curvando sobre o metal frio da bancada da cozinha. Minhas mãos se apoiam na superfície escorregadia. Ouço o barulho frenético da roupa dele, o tilintar da fivela do cinto, o zíper da calça. Depois, a pressão quente e forte dele na entrada da minha buceta.
—Me diz que você quer —exigiu a voz dele, rouca de desejo.
—Quero... teu pau —sussurrei, escondendo o rosto nos braços.
—Me diz quem quer.
—Eu… Eu quero, Gustavo. Por favor.
Não me fez esperar. Com uma investida poderosa e exigente, me preencheu por completo. Um grito agudo e sem fôlego escapou dos meus lábios. Ele não parou, marcando um ritmo implacável e profundo desde o início. A bancada tremeu a cada estocada, e os pratos lá dentro vibravam freneticamente com nosso pecado. As mãos dele agarravam minha cintura com uma força que eu sabia que deixaria hematomas, me marcando como dele. A respiração dele era um vapor quente nas minhas costas.
—Assim... assim é — ele ofegava—. Essa é a putinha que você escondia. A que queria sair. Tá gostoso? Tá gostoso seu sogro te comer na cozinha dele?
Cada palavra obscena era um chicote de prazer e culpa. Só consegui gemir em resposta, me esfregando nele, recebendo suas investidas. O prazer era um nó apertado na minha barriga, que se apertava mais a cada estalo dos quadris dele.
—Gustavo… vou… — avisei, minha voz era um gemido irreconhecível.
—Não —ordenou, parando por completo, me deixando à beira de um abismo agonizante—. Ainda não.
Virei de novo pra encarar ele. Os olhos dele queimavam com um fogo feroz. Me levantou até a beirada do balcão, derrubando uma tigela de cerâmica no chão, que se despedaçou sem eu nem perceber. Me penetrou de novo, dessa vez mais fundo, com os olhares fixos. Enrolei as pernas na cintura dele, me ancorando nele.
—Olha pra mim —ele rugiu—. Olha pra mim quando você gozar. Quero ver isso.
O ritmo dele ficou frenético, desesperado. As estocadas dele ficaram erráticas, um ritmo selvagem e pulsante que me levou ao limite. Um grito silencioso me atravessou enquanto meu clímax me despedaçava, meu corpo convulsionando ao redor dele. Minha cabeça caiu para trás, um gemido abafado escapou dos meus lábios.
O som do meu prazer foi o gatilho pra ele. Com um último gemido gutural do meu nome
—Valéria!—, afundei até os ossos. Senti a libertação ardente e pulsante dentro de mim, o corpo dela tremendo violentamente contra o meu.
Ficamos ali, ofegantes, entrelaçados, nossos suores misturados, nossos corpos ainda se contorcendo com os últimos espasmos do êxtase. O silêncio voltou à cozinha, agora carregado com o cheiro forte do nosso sexo e o eco dos nossos gemidos.
Pouco a pouco, a realidade foi se infiltrando. O frio do aço sob minhas coxas nuas. O desastre na cozinha. A tigela quebrada no chão. E a certeza avassaladora, deliciosa e aterrorizante de que não havia mais volta. Ele se afastou de mim com um suspiro rouco, as mãos ainda trêmulas acariciando minhas coxas.
—Ninguém vai te fazer sentir o que eu te faço sentir —afirmou, a voz dele era uma promessa e uma condenação.
Eu só consegui concordar, sem fôlego, sem palavras, completamente dela. O preço do desejo tava ficando exorbitante, e eu tava disposta a pagar com gosto..
Gustavo se deixou cair pesadamente ao meu lado numa cadeira da cozinha, a respiração ainda ofegante, o suor secando no peito dele. O ar cheirava a sexo e a nós. Um silêncio cúmplice tomou conta do cômodo, quebrado só pelo som dos nossos corações se acalmando. Depois de um instante, ele se apoiou num cotovelo, me olhando com uma mistura de satisfação e algo mais… gratidão.
—Preciso agradecer vocês por me deixarem ficar aqui —disse ela, com a voz um pouco rouca—. Quero levar vocês pra jantar hoje à noite. Num lugar bem legal.
Eu mordi o lábio por dentro, sabendo da informação que eu tinha. —Adrián… —suspirei, fingindo uma leve decepção—. Ele me mandou uma mensagem. Disse que tá cheio de serviço e que só vai chegar tarde pra caralho. Provavelmente nem vai jantar.
Vi como os olhos dela escureceram na hora. A educação de família foi pro saco, substituída por uma faísca de pura safadeza oportunista. Um sorriso lento e possessivo se formou nos lábios dela. Ela sentou bem na beira da cama, de pernas abertas, e me encarou com uma intensidade que arrepiou minha pele toda.
—Ah, é? —perguntou ele, o tom baixo e carregado de novas intenções—. Isso muda as coisas… Então o jantar pode esperar. Primeiro, tem uma coisa que preciso que você faça. —Apontou para a virilha com um movimento sutil do queixo.
—Vem aqui —ordenou, baixando a voz até virar um sussurro rouco—. Me limpa. Usa a boca. Quero sentir sua língua em cada centímetro de mim. — Um arrepio percorreu minhas costas. Sem hesitar, me arrastei até ele no chão da cozinha. Me ajoelhei entre as pernas dele, a prova, o esperma ainda brilhando no pau meio mole dele. Me inclinei, meu cabelo caindo como uma cortina ao nosso redor, e comecei a lamber com movimentos lentos e pausados da minha língua.
O sabor era intensamente pessoal, uma mistura dos fluidos dos dois, e mandou uma nova onda de calor pelo meu corpo. Ela tremeu, um gemido baixo escapou quando eu a peguei inteira na minha boca de novo, não pra levá-la ao limite outra vez, mas pra adorá-la, pra reivindicá-la daquele jeito íntimo. Chupei devagar, lambendo até ficar limpinha, até que ela fosse completamente minha de novo naquele instante.
Quando terminei e me separei, ele me olhou com uns olhos escuros e famintos, completamente recuperado e pronto pra mais. — Boa garota — ele rosnou, me levantando pra esmagar os lábios dele contra os meus, se deliciando na minha língua.
—Parece que vamos ter o dia inteiro só pra gente —murmurou contra minha boca, as mãos já percorrendo meu corpo de novo—. E eu vou aproveitar cada maldito segundo.
E foi assim. O sol percorreu o céu lá fora, jogando diferentes ângulos de luz sobre nós, que mal percebemos. As horas se dissolveram numa névoa de lençóis e pele entrelaçada. Ele me possuía em cada superfície disponível, a resistência dele parecia infinita. Uma hora era lento e devoto, na outra rápido e desesperado. Nos exploramos com uma fome insaciável; cada carícia, cada beijo, cada estocada selava o pacto que a gente tinha feito. O mundo lá fora, Adriano, Camila, tudo sumiu até que só existiu o quarto dele, o corpo dele sobre o meu, dentro do meu, e o som abafado dos nossos gemidos. Foi um dia roubado do tempo, um banquete de prazer proibido do qual eu nunca queria acordar.
Depois de um dia exaustivo e cheio de paixão, o Gustavo deu um tapinha gostoso na minha bunda.
—Vai te banhar, meu tesouro. Vou deixar um presente no teu quarto— murmurou com um sorriso que prometia mais do que dizia. Obedeci, ainda sentindo o eco das mãos dele na minha pele.
O banho foi rápido, a água quente acalmando os músculos doloridos, mas acendendo os nervos pelo que poderia me esperar. Ao sair, enrolada numa toalha, entrei no meu quarto e lá, estendida sobre a cama, estava a peça. Não era uma caixa chique, mas algo colocado de propósito. Me vesti com uma mistura de curiosidade e tesão. A roupa era ousada contra minha pele: a blusa branca curta deixava minha barriga de fora, a saia vermelha xadrez minúscula balançava com um toque de rebeldia a cada movimento. As meias brancas de renda até a coxa eram o toque final, um contraste de inocência e pura provocação. Senti um arrepio excitante ao saber que não estava usando calcinha por baixo, uma promessa de acesso fácil.

Desci pra cozinha, sentindo a saia balançando a cada passo. Gustavo tava arrumando a mesa pro jantar. Quando me ouviu, virou. O olhar dele acendeu na hora, percorrendo cada centímetro do conjunto, parando nas meias brancas e na faixa de pele nua entre elas e a saia. Vi os punhos dele se apertarem contra a toalha de mesa que segurava, os nós dos dedos brancos por um segundo. Vi a fome desgraçada brilhar nos olhos dele, um instinto predador que empurrava ele pra cima de mim. Ele deu um passo brusco pra frente, com o corpo tenso, mas aí parou com um esforço visível e arrepiante de controle.
Em vez de se jogar em cima de mim, ela se aproximou com uma calma calculada que era mais elétrica do que qualquer investida.
—Você está absolutamente irresistível — ele sussurrou, enquanto a mão deslizava possessiva pela minha bunda, apertando com força através do tecido fino da saia antes de me dar um beijo lento e profundo que tinha gosto de promessa e paciência forçada. — Mas vamos esperar um pouco. A recompensa vai ser melhor.
Foi aí que notei os três pratos na mesa. A confusão franziu minha testa.
—Tamo esperando alguém? — perguntei, bem na hora que a campainha tocou, cortante na tensão sexual que tomava conta do quarto.
Gustavo me lançou um olhar cheio de significado que não consegui decifrar e foi abrir a porta.
—Roberto! Entra, entra, cara— ouvi ele dizer com um tom alegre que soava forçado pros meus ouvidos.
Juntos entraram na cozinha. Roberto era um homem da mesma idade que Gustavo, com o cabelo grisalho, mas uma compleição sólida e musculosa que denunciava anos de academia. Vestia uma camisa justa que não deixava muito para a imaginação. Mas foram os olhos dele que me gelaram. O olhar dele pousou em mim como um toque físico, um percurso lento e avaliador que começou nas minhas coxas brancas, viajou pelas minhas pernas nuas, parou na saia curta, sobre o abdômen exposto e finalmente se fixou no meu rosto com uma inconfundível e ávida aprovação. Não era um olhar educado; era o de um homem que olhava um prato que estava louco para saborear.
— Valéria, te apresento o Roberto, um velho amigo. Roberto, esta é a Valéria, minha nora, aquela que te falei — disse Gustavo, e a voz dele tinha um tom estranho, de orgulho e cumplicidade.
Roberto estendeu uma mão grande e calejada, o sorriso dele não chegava aos olhos, que continuavam me devorando.
—Sem dúvida, é ainda mais gostosa do que nas fotos —disse o homem, com um tom de aprovação que fez minhas bochechas queimarem. Gustavo riu, baixando o olhar para a própria ereção e depois para mim.
—Eu te falei, Roberto. A carne é sempre melhor que a imagem— Roberto concordou, entrando na cozinha como se fosse a coisa mais normal do mundo.
—Vai dividir o jantar ou só a vista? — perguntou Roberto, mandando a pergunta pro Gustavo mas sem tirar os olhos de mim.
Fiquei paralisada, entendendo de repente que as "fotos" que eles tavam falando eram minhas. O Gustavo tava me mostrando pros amigos dele. E pelo olhar do Roberto, o convite pra "compartilhar" ia muito além da comida.
A parte de mim que deveria ter se sentido violada ou puta da vida tava estranhamente calada. No lugar, um calor intenso se espalhou pela minha barriga. O fato de dois homens maduros, experientes, me desejarem tanto, e um deles ser meu sogro, era o afrodisíaco mais poderoso que eu jamais tinha imaginado.
Gustavo me olhou, erguendo uma sobrancelha em pergunta silenciosa. A decisão era minha. E pela primeira vez desde que tudo isso começou, eu sabia exatamente o que queria.
—O jantar pode esperar — falei, minha voz mais firme do que eu me sentia. —Parece que temos... apetites mais urgentes pra saciar —
Muito obrigado por ter chegado até aqui. Qualquer coisa relacionada a essa história, não hesitem em me mandar mensagem. Qualquer ideia, comentário ou apoio será bem-vindo. Deixem seus pontos e compartilhem pra trazer as próximas partes.
Valeu por ler.
A imagem carregou no meu celular com uma clareza obscena. Eram eles. A Camila. As costas arqueadas contra os lençóis escuros, o cabelo bagunçado, os olhos fechados num êxtase que eu reconhecia muito bem. E ele. O Gustavo. Atrás dela, os músculos tensos, as mãos agarrando os quadris dela com uma força que prometia marcas. Os rostos estavam perto, unidos por um desejo que atravessava a tela. Uma foto tirada de um ângulo baixo, íntima, obscena, inegável.

O ar escapou dos meus pulmões. O mundo parou. "Vou ficar ocupado o dia todo com uns assuntos." Pensei na mensagem do Gustavo. A mensagem dele ressoou com um significado novo e grotesco. Os "assuntos" dele eram o corpo da minha melhor amiga. Enquanto eu me vestia que nem uma idiota pra ele, esperando que nem uma puta ansiosa, ele tava enterrado na Camila. "Vou no clube... uma missão de reconhecimento." A promessa dele de ser meus olhos agora soava como a piada mais cruel. Ele não foi vigiar. Ele foi possuir.
O ciúme me atravessou, não como uma esposa, mas como uma amante traída. Ele tinha me desejado. Aquela noite era minha. E ela me roubou. Será que riu de mim? Achou que eu era uma inocente que só servia pra esquentar ele antes de uma mulher de verdade como ela levar ele embora? Apertei o celular até quase quebrar. A raiva e a humilhação nublaram minha visão. Eu tinha confessado meus segredos mais íntimos pra ele, e ela usou tudo como moeda de troca pra seduzir o homem que me tirava do sério. Meus dedos voaram pelo teclado.
Eu: Sério, Camila? ERA ESSE o seu "reconhecimento"?
As reticências apareceram e sumiram. Finalmente, a resposta dela.
Camila: Relaxa, Val. Não é nada demais. As coisas rolaram assim. Ele é um animal, o que você queria que ele fizesse? Jogar cartas?
Não é pra tanto". Um furacão tinha voltado pra minha vida e agora tirava de mim o objeto da minha obsessão com a naturalidade de quem escolhe uma sobremesa. A decepção me envolveu como um manto frio. Fiquei completamente sozinha.
Mas no fundo da raiva, um sentimento mais escuro e familiar brotou: aquele mesmo calor molhado e latejante de ficar espiando ele. A imagem dos dois juntos não só me enfurecia... também, de um jeito torto que eu odiava admitir, me excitava. Larguei o celular como se tivesse pegando fogo.
O barulho da chave na fechadura me fez pular. Adrián entrou, de terno e com aquela cara de cansado.
—Oi —murmurou—. Tudo bem? Você tá... pálida.
—Sim —falei, rápido demais—. Só... uma dor de cabeça leve. Ele assentiu, distraído, e foi pra cozinha. Fiquei tremendo, sentindo o peso do celular como uma bomba. Meu marido, a metros de distância, ignorando a teia de desejos que envolvia eu e o pai dele.
O rangido de outra chave. Meu coração bateu forte nas costelas. A porta se abriu e lá estava Gustavo, de volta dos seus "negócios". Impecável, mas uma sombra de tensão passou pelo rosto dele ao me ver parada ali, com o telefone na mão. Os olhos dele captaram a tempestade no meu olhar. Ele sabe. Adrián saiu naquele momento.
—Papai! Chegou na hora certa.
—Os assuntos terminaram mais cedo — disse Gustavo, desviando o olhar com uma naturalidade forçada.
—Perfeito. Vou dormir —anunciou Adrián, bocejando—. Vem, Val? —Senti todos os olhares em cima de mim.
—Não... ainda não. Vou ver uma série —consegui articular.
—Boa noite —disse Adrián, me dando um beijo rápido na bochecha antes de subir. O barulho da porta do quarto dele soou como o fechamento de uma cela. O silêncio na sala ficou denso, elétrico. Gustavo largou as chaves com calma.
—Parece que você teve um dia interessante — comentou, com uma calma que fez meu sangue ferver.
—Se divertiu com seus assuntos? —perguntei, o veneno escorrendo em cada palavra.
Ele se aproximou devagar. —Depende do que você chama de se divertir. Negócios são chatos, mas às vezes têm suas... recompensas inesperadas.
—Não me mente! —interrompi ele num sussurro feroz—. Eu vi, Gustavo! A foto da Camila! Era essa a sua recompensa?
Ele não pareceu surpreso. O olhar dele escureceu. —A Camila é... um erro. Um erro que não deveria te importar.
—É minha melhor amiga!
—E eu sou o homem que ontem à noite te deixou à beira do êxtase nesta mesma sala — retrucou ele, a voz grave e sensual. Deu mais um passo, reduzindo a distância entre nós a nada. — Prefere ficar discutindo sobre ela... ou prefere que eu te mostre por que ela não é páreo pra você?
Senti a raiva se misturar com uma curiosidade doentia. —O que você quer dizer?—
Em vez de responder, pegou na minha mão. Minha resistência foi inútil. Guiou minha mão até a frente da calça dele. Ali, através do tecido, senti a realidade dura, pulsante e inegável da excitação dele. Era enorme. E estava completamente ereto. Por mim.
—Ela foi um passatempo —murmurou, os lábios perto do meu ouvido—. Você é quem me deixa louco. Quem me deixa assim, mesmo depois de ter estado com outra. Isso... Isso é por você, Valéria. Só por você.
—Prendi a respiração. A prova física na minha mão era mais poderosa que qualquer foto.
—Ontem à noite foi um carinho —continuou, a voz um feitiço sombrio—. Hoje à noite não quero carícias. Quero estar dentro de você. Quero você. Agora. Aqui. Vai continuar falando da Camila ou vai deixar eu te mostrar quem é o homem que realmente te deseja? —A proposta era tão crua, tão direta, que me cortou a respiração. Não tinha rodeios. Era uma oferta clara de sexo. Selvagem. Proibido. Aqui mesmo.
O último resquício da minha resistência se quebrou. A raiva se transformou em pura safadeza, alimentada pelo ciúme e uma vontade de vingança. Se a Camila tinha dado pra ele, eu daria melhor.
—Sim —a palavra escapou dos meus lábios como um sussurro rouco, uma rendição total—. Sim. — Um sorriso de triunfo absoluto iluminou o rosto de Gustavo. Sem perder um segundo, ele me virou e me pressionou contra a parede, perto da escada. A boca dele encontrou a minha num beijo voraz, faminto, que tinha gosto de traição e liberdade. As mãos dele percorreram meu corpo com uma urgência que não deixava dúvidas.
—Fica quietinha —murmurou contra meus lábios, abrindo a própria calça—. Não quero acordar ninguém. — disse e me beijou. A boca dele encontrou a minha não num beijo, mas numa tomada de posse. A língua dele invadiu minha boca com uma urgência animal, saboreando, reivindicando. Eu respondi com a mesma ferocidade, minhas unhas cravando nas costas da camisa dele, abafando um gemido na boca dele. O gosto de uísque e menta do hálito dele se misturou com o meu, criando um coquetel inebriante de luxúria e perigo.
—Quieta —ordenou contra meus lábios, a voz dele um sussurro rouco que vibrava no meu próprio peito.— As mãos dele não pediam permissão. Uma se enroscou no meu cabelo, puxando de leve pra expor meu pescoço. A outra desceu como um raio, deslizando por baixo do meu short e do tecido da minha calcinha, encontrando na hora o calor molhado que o esperava. Um grunhido de satisfação profunda saiu da garganta dele quando os dedos me encontraram ensopada, inchada e pulsando por ele.—Meu Deus, Valéria — murmurou, mordiscando minha orelha — Olha pra você. Tá tão porra de molhada pra mim.. É sempre assim molhada pro meu filho? Ou isso é só pra mim?—
As palavras dela, cruas e comparativas, deveriam ter me esfriado, mas só atiçaram o fogo. Balancei a cabeça, negando com veemência, incapaz de formar palavras. Os dedos dela começaram a se mover, traçando círculos lentos e experientes ao redor do meu clitóris, que pulsava com uma necessidade desesperada.
—Me responde —exigiu ele, apertando um pouco mais—. Quem é que te deixa assim desse jeito? Quem?
—Você... —consegui ofegar, enterrando o rosto no ombro dele pra abafar o som—. Só você, Gustavo.
—Isso mesmo —ele sussurrou, vitorioso —Agora goza nos meus dedos, vamos
O pedido dele foi um tiro direto no meu centro. Não consegui resistir. Não quis. Meu corpo se arqueou contra o dele, e um orgasmo violento e silencioso me atravessou, fazendo minhas pernas fraquejarem e eu me agarrar nele pra não cair. Ele segurou meu peso com facilidade, os dedos trabalhando suavemente através das minhas contrações, prolongando o espasmo até que eu não passasse de um tremor nos braços dele.
—Gostosa —murmurou, levando os dedos brilhantes à boca e chupando-os devagar, sem quebrar o contato visual—. Você tem um gosto ainda melhor do que eu sonhei..
Antes que eu pudesse recuperar o fôlego, ele me girou bruscamente e me inclinou sobre o braço do sofá. O tecido áspero amassou contra minhas bochechas. Ouvi o som do zíper dele e o roçar do tecido quando ele deixou cair a calça e a cueca.
—Preciso estar dentro de você —declarou, a voz carregada de uma necessidade bruta.
As mãos dele agarraram minha cintura com força, e eu senti a ponta grossa e quente da ereção dele pressionando contra minha buceta. Era maior do que eu lembrava, muito maior que a do Adrián, e por um segundo, o pânico me dominou.
—Gustavo, espera... —implorei.
—Shhh —murmurou, inclinando-se sobre minhas costas—. Só relaxa e aproveita. — E então, ele empurrou.
Um gemido abafado escapou dos meus lábios quando ele me preencheu por completo, me esticando, me abrindo de um jeito novo e avassalador. Ele ficou parado por um segundo, me deixando me acostumar com o tamanho dele, com a sensação de estar tão cheia daquela pica.
—Porra, Valéria... —ofegou, enterrando o rosto no meu pescoço—. Você é tão... apertada. Tão gostosa.
Começou a se mover então, com estocadas longas e profundas que faziam o sofá ranger contra a parede. Cada empurrão me levava mais perto do limite, reconstruindo o orgasmo que eu acabara de ter. As mãos dele percorriam meu corpo, beliscando meus bicos através do tecido do top, acariciando minha barriga, agarrando minhas coxas.
—Cê gosta, putinha? —ele rosnou, aumentando o ritmo— Cê gosta de como teu sogro te fode? Bem aqui, onde teu marido senta pra ver os programas chatos dele?
—Sim... —eu gemi, perdida na sensação—. Deus, sim...
—Mais forte—ordenou ele, dando um tapinha leve na minha bunda—. Quero te ouvir. Quero ouvir o quanto você ama minha pica.
—Adoro! —confessei, já sem vergonha, minha voz um sussurro trêmulo—. É tão grande... me preenche tanto!
Seus movimentos ficaram mais frenéticos, mais possessivos. Uma das mãos se enroscou no meu cabelo, puxando pra trás pra arquear minhas costas. A outra deslizou entre minhas pernas, encontrou meu clitóris sensível e começou a esfregar em círculos rápidos e cheios de jeito.

—Isso mesmo —incentivou, com a respiração quente no meu ouvido—. Goza de novo. Quero sentir você gozando no meu pau.
A combinação foi demais. O tamanho dele dentro de mim, as palavras sujas, os dedos habilidosos... Um segundo orgasmo, ainda mais intenso que o primeiro, me atingiu como uma onda, me fazendo gritar o nome dele num sussurro rasgado enquanto eu tremia e me contraía violentamente em volta dele.
Meu clímax levou ele ao limite. Com um grunhido gutural que era pura animalidade, os quadris dele se chocaram contra os meus uma última vez, e eu senti ele pulsar dentro de mim, derramando quente e fundo. O corpo dele se tensionou como um arco sobre o meu, e um rugido abafado explodiu no meu ouvido enquanto ele se esvaziava em mim, me possuindo da maneira mais primal possível.
Ficamos ali, ofegantes, grudados um no outro, nossos corpos suados tremendo. O ar cheirava a sexo, a risco e a culpa satisfeita.
Finalmente, se separou de mim com um gemido suave. Me virei pra olhar ele, minhas pernas ainda tremendo. Os olhos dele, escuros e satisfeitos, me encararam com uma intensidade que me fez corar.
Sem dizer uma palavra, ele se inclinou e selou meus lábios com um beijo lento e possessivo, o gosto dele se misturando com o meu.
—Isso é só o começo —murmurou contra minha boca—. Vou te mostrar coisas que você nem sabia que queria.
Gustavo não esperou a gente recuperar o fôlego. Com uma força que me deixou sem ar, ele passou os braços em volta das minhas coxas e me levantou, fazendo minhas pernas se enroscarem instintivamente na cintura dele. Enterrei o rosto no pescoço dele pra abafar um grito, saboreando o suor e a essência do que a gente acabava de fazer.
—Shhh, meu tesouro —murmurou contra meu cabelo enquanto começava a subir as escadas—. Vamos pra um lugar onde não precisamos nos segurar.
Cada passo dela era um risco calculado. As escadas rangiam sob o peso dos dois, e a gente parava na hora, prendendo a respiração pra escutar. Do outro lado da porta fechada do nosso quarto, a respiração pesada e ritmada do Adrián confirmava que ele ainda tava dormindo. O Gustavo apertou meu corpo contra o dele enquanto girava a maçaneta do quarto com mão de expert. A porta cedeu sem fazer barulho e a gente entrou no santuário dele, um espaço que cheirava a colônia, uísque e puro tesão masculino. O quarto tava na penumbra, só iluminado pela luz da lua que passava pelas persianas. Ele me deitou de leve na cama, e o colchão cedeu com meu peso. Antes que eu pudesse processar, ele já tava por cima de mim, as mãos dele desabotoando o que restava da minha roupa com uma pressa que me deu um choque.
—Quero te ver toda —sussurrou, os dedos dele percorrendo minha pele com uma familiaridade que deveria ter me alarmado, mas só servia pra avivar o fogo—. Quero explorar cada centímetro do que meu filho acha que é garantido—
A crueza das palavras dela deveria ter me ofendido, mas, em vez disso, um arrepio de excitação percorreu meu corpo. Quando fiquei completamente pelada sob o olhar dela, ela parou um instante para me admirar.

—Meu Deus, Valéria —ele suspirou, os olhos percorrendo meu corpo—. Você é ainda mais gostosa do que eu imaginava. O quarto dele virou nosso santuário proibido. Ali, sem a ameaça iminente de sermos pegos, nossos movimentos ficaram mais deliberados, mais intensos. Já não estávamos limitados pelo espaço da sala ou pela necessidade de silêncio absoluto.
—Cê gosta disso, né, putinha? —A voz dele era um sussurro rouco, uma vibração carnal na minha pele enquanto os lábios roçavam meu corpo—. Minha menina boa... minha nora... gemendo por mim enquanto meu filho dorme do lado.—A liberdade de abafar meus gemidos no travesseiro dele, de afundar o rosto na marca que a cabeça dele tinha deixado, foi avassaladora. Eu não precisava me segurar; podia extravasar cada onda de prazer num sussurro choroso que só ele conseguia ouvir.
—Grita pra mim —ordenou, suas estocadas cada vez mais fundas, mais exigentes—. Quero ouvir você esquecer tudo... esquecer, esquecer de si mesma... quando só existe pra essa pica—.
E eu cedi. Deixei um gemido abafado escapar da minha garganta, cravando meus dentes na carne dura do ombro dele. Ele me olhou então, com os olhos escuros, quase pretos, e a expressão dele era de um êxtase tão cru e vulnerável que me atravessou. Foi naquele clímax de pura entrega, quando nossos corpos estavam mais sincronizados, que o som cortou como uma faca através do êxtase: Clique. Creeek.
O som inconfundível de uma porta se abrindo. Nossa porta. A do Adrián. A gente ficou paralisada na hora. O Gustavo parou tudo. Eu segurei a respiração até doer o peito. A gente ouviu passos pesados, meio sonolentos, saindo do quarto e indo... pro banheiro. O som da porta do banheiro se fechando nos deu uma trégua, curta e aterrorizante. O feitiço quebrou. O perigo era real e imediato. Com movimentos frenéticos mas silenciosos, a gente se separou. O Gustavo deslizou pra fora da cama e foi até a porta do quarto dele, fechando ela com o trinco num clique quase inaudível, mas que soou como um trovão no silêncio. A gente se olhou, os olhos arregalados de medo e adrenalina. Ouvimos o barulho da privada, a água correndo. Os passos do Adrián voltando pelo corredor. A gente ficou imóvel, segurando o fôlego, esperando que ele parasse, que chamasse, que desconfiasse. Mas os passos continuaram, de volta pro quarto dele. A porta se fechou de novo. O alívio foi tão forte que quase desmaiei. O risco tinha sido real e a gente escapou por segundos.
—Preciso ir embora —sussurrei, já me mexendo, catando minha roupa do chão com mãos trêmulas. Me vesti na maior pressa, cada peça uma camada de normalidade sobre a pele que ainda ardia. Gustavo assentiu, compreendendo. Não teve beijo de despedida, só um olhar intenso, carregado da promessa de que aquilo não tinha acabado. Escorreguei para fora do quarto dele e fechei a porta sem fazer barulho. O corredor tava escuro e em silêncio. Em dois segundos, já tava dentro do meu próprio quarto, me enfiando debaixo dos lençóis bem na hora que Adrián se mexeu.
—Val? —murmurou ele, a voz carregada de sono—. Tá bem? Senti que você se mexeu. Congelei, depois me forcei a relaxar.
—Sim, amor. Só tava com sede. Fui pegar um copo d'água —menti, com uma voz que esperava soar sonolenta. Ele se levantou um pouco, esfregando os olhos. A luz da lua entrava pela janela e iluminava meu rosto.
—Você tá... diferente. Tem certeza que tá bem? — O olhar dele tava meio embaçado, mas curioso. Meu coração tava a mil. Será que eu tava parecendo bagunçada? Babada? Dava pra sentir o cheiro do Gustavo em mim? Ele esfregou os olhos.
—Sim, sim —sussurrei, me esforçando pra minha voz soar normal—
—Ah. E aí…? — O olhar dele desceu, percorrendo meu corpo quase invisível na penumbra. Percebi que só estava usando a camiseta curta com que tinha dormido. A mão dele se estendeu e segurou meu pulso com suavidade. O toque me era familiar, mas já não eletrizava.
—. Você não quer…? — insinuou, com a voz ainda rouca de sono.
A sugestão tava ali, carregada de uma normalidade que de repente me pareceu opressiva. Eu tinha acabado de estar com o pai dela, de gritar o nome dele abafada num travesseiro, de me sentir possuída de um jeito que o Adrián nunca tinha conseguido. A ideia de que ele me tocasse agora me deu uma rejeição visceral, misturada com uma culpa afiada.
—Não… não —falei, e minha voz saiu mais ríspida do que eu queria. Tirei o pulso dele com um movimento suave, mas firme—. Tô muito cansada, Adrián. De verdade.
Teve um momento de tensão silenciosa. Os olhos dela, agora um pouco mais despertos, me examinaram na escuridão. Eu fiquei parada, prendendo a respiração, esperando que ela não visse a mentira e o desejo alheio que deviam estar escritos na minha cara. Finalmente, a expressão dela se suavizou numa resignação que, em outro momento, teria partido meu coração.
—Tá bom —murmurou, virando-se e se cobrindo de novo—. Boa noite.
Boa noite — respondi, com um fio de voz.
Fiquei deitada junto com ele, olhando pra suas costas, até que a respiração dele voltou a ficar profunda e regular. A culpa tentou me apunhalar, mas era um sentimento fraco, abafado por um fogo muito mais potente que ardia na minha barriga.
Deitei de costas, olhando as sombras que dançavam no teto. Mas a quietude era impossível. A lembrança do Gustavo era uma obsessão física. Cada um dos seus sussurros, cada uma das suas carícias, se repetia na minha mente com uma clareza dolorosa. Sentia um formigamento insistente, uma umidade familiar entre minhas pernas que pedia atenção. Não consegui resistir.
Com os olhos bem abertos, fixos no teto, deslizei minha mão por baixo do elástico da cintura da minha calcinha. Segurei a respiração, ouvindo o ritmo constante da respiração do Adrián. Pensei nas mãos do Gustavo, o peso dele sobre mim, como ele me apertava contra a parede. Lembrei do grunhido surdo no meu ouvido, das palavras possessivas que deveriam ter me envergonhado, mas só me deixaram mais molhada. Meus dedos encontraram meu clitóris, inchado e sensível, e comecei a movê-los em círculos pequenos, devagar no começo, depois com mais pressão.
Mordi meu lábio inferior, segurando um gemido. Meu quadril deu uma leve empurrada involuntária contra minha própria mão. Na minha mente, era ele. Era o toque dele, a ordem dele. Revivi o momento em que ele gozou, a pura potência no rosto dele, e um arrepio percorreu meu corpo inteiro. A excitação cresceu rápido, um tsunami que se formou lá no fundo do meu ser. Foi rápido, intenso e silencioso. Um orgasmo furtivo que me atravessou com uma força que me deixou tremendo e sem fôlego, os dedos encharcados, a mente vazia, só o nome dele ecoando.
A liberação física foi seguida por um cansaço avassalador. O pulso martelava nos meus ouvidos, se misturando com o som do Adrián dormindo do meu lado. A culpa, agora sim, veio naquele momento, mas era uma onda distante, amortecida pelo cansaço e pela satisfação do corpo. Tirei minha mão, me virei de lado, de costas pro meu marido, e fechei os olhos.
O sono me pegou quase na hora, um poço preto e fundo. Não sei quando o Adrián virou e passou o braço na minha cintura, num gesto sonolento e de costume. Nós dois dormimos, enroscados na cama do nosso casamento, enquanto meus sonhos eram invadidos pela sombra do pai dele e pelo eco do nosso segredo.
Na manhã seguinte, foi um exercício de atuação silenciosa. Acompanhei o Adriano na rotina dele com um sorriso automático: preparei o café da manhã, torradas com manteiga e suco de laranja, enquanto ele conferia os e-mails no celular de cara fechada. Enchi a garrafa térmica dele com café e embalei o lanche dele com movimentos precisos que meu corpo lembrava por pura memória muscular.
Ele mal levantou o olhar, imerso nas próprias preocupações. Quando terminou, foi até a porta e eu o segui, sentindo o peso de cada passo, a falsidade de cada gesto.
—Acho que hoje também vou chegar mais tarde —anunciou, ajustando a gravata sem me olhar—. Tem outro problema com o projeto.
Assenti, mantendo o sorriso de plástico. —Não se preocupa. Aqui vai ficar tudo bem.
Ela me deu um beijo rápido na bochecha, um gesto seco e funcional, e depois foi embora. O estrondo da porta da frente ecoou pela casa como um tiro de largada.
Um alívio imediato e culpado me inundou. A farsa tinha acabado. Fiquei parada um instante, ouvindo o zumbido do silêncio, e então uma urgência elétrica percorreu meu corpo. Subi as escadas de dois em dois degraus, meu coração começando a bater num ritmo completamente diferente.
No quarto, na frente do armário, não tive dúvidas. Não queria um vestido, nem uma calça jeans. Queria algo que fosse só pra ele. Pra nós. Escolhi um conjunto de lingerie branco: um sutiã com aro que valorizava meus peitos, levantando eles de um jeito que eu sabia que deixava ele louco, e uma calcinha fio dental simples, mas muito gostosa, com tiras finas nas laterais que afundavam na pele do meu quadril. Deixei o cabelo solto, caindo naturalmente nos meus ombros. Não coloquei mais nada. Só a lingerie e a expectativa.

Desci pra cozinha sentindo o ar fresco na minha pele quase nua. Cada passo era uma declaração de intenções. Liguei a cafeteira, o som familiar quebrando o silêncio da casa. O cheiro do café começou a encher o ar, se misturando com meu perfume.
Foi então que eu ouvi. O rangido dos degraus lá em cima. Uns passos firmes, pesados, que nem tentavam ser silenciosos. Fiquei parada, apoiada na bancada, com a caneca entre as mãos, esperando.
Gustavo apareceu na moldura da porta da cozinha. Tinha parado ali. Vestia só uma cueca box preta, justa, que deixava pouco pra imaginação. O olhar dele foi um estouro. Não foi um olhar rápido ou disfarçado; foi lento, deliberado, devorando cada centímetro do meu corpo, desde os saltos descalços até o cabelo solto, parando no branco contrastante da lingerie contra a minha pele. Um silêncio pesado, carregado de tensão sexual, se instalou entre nós. A cafeteira parou de borbulhar.
—Bom dia —disse por fim, com a voz mais rouca que o normal.
—Bom dia —respondi, e notei um tremor na minha voz. —Café?
—Depois —murmurou. Deu um passo pra dentro da cozinha. Depois outro. A presença dele parecia ocupar todo o espaço. —Parece que… meu filho não sabe apreciar as vistas que tem de manhã.
— Talvez ela só precise ser lembrada do que tem — falei, deslizando um dedo pela borda da bancada.
Ele sorriu, um sorriso lento e perigoso que fez meu estômago se contrair. Ele avançou até ficar a centímetros de mim. Eu podia sentir o calor que irradiava do corpo dele, sentir o cheiro da mistura do perfume dele com o sono.
—E você? —perguntou, com o olhar cravado no fundo do meu decote—. Precisa que lembrem do que você tem?
Antes que eu pudesse responder, a mão dele se ergueu. Mas não me tocou. Ele segurou a borda da bancada de cada lado dos meus quadris, me prendendo, sem encostar. O rosto dele ficou na altura do meu.
—Anoche fue solo el comienzo, Valeria —sussurou, e seu hálito quente acariciou meu lábio—. Hoje não tem pressa. Não tem interrupção. Minha boca secou. Só consegui concordar com a cabeça.
Ele baixou o olhar, percorrendo meu corpo de novo, e então parou nos meus lábios. A expressão dele ficou sombria, cheia de um desejo cru e sem filtros.
—Passei a manhã inteira pensando na sua boca. Como eu sentia você ao meu redor. Agora quero sentir de novo. Ajoelha e chupa minha pica, Valéria. Bem aqui—
A ordem de Gustavo ecoou pela cozinha, carregada de uma autoridade que fez meu coração disparar. O olhar dele não deixava dúvidas; não era uma sugestão, era uma expectativa.
Sem dizer uma palavra, obedeci. Baixei os olhos e me ajoelhei devagar no chão frio da cozinha, bem na frente dele. Com as mãos que mal conseguiam ficar firmes, desabotoei a calça dele e puxei só o suficiente pra liberar ele.
O pau dele já tava completamente duro, grosso, cheio de veias, e o tamanho fazia minha boca salivar e meu estômago se contrair numa mistura de medo e desejo intenso. Me inclinei na direção dele, minha respiração roçando a pele quente dele, e senti o cheiro almiscarado e masculino. Era primitivo, inebriante. Não hesitei mais. Abri a boca e peguei a ponta do pau dele, saboreando o gosto do líquido pré-seminal.
Comecei devagar, usando minha língua pra explorar a crista sensível debaixo da ponta, traçando as veias salientes com a ponta. Um gemido gutural baixo escapou dele, e o som vibrou pelo meu corpo, me incentivando. Enfiei o pau dele mais fundo, relaxando minha garganta o máximo que pude, com os olhos levemente lacrimejando pelo esforço.
Uma das minhas mãos subiu pra acariciar as bolas dele, sentindo o peso, enquanto a outra envolvia a base da pica, acariciando o que minha boca não conseguia aguentar.
Estabeleci um ritmo, uma dança ritmada de chupadas, carícias de língua e a pressão suave da minha mão, tudo pensado pra extrair dele até a última gota de prazer. Dava pra sentir ele endurecendo ainda mais, o quadril dando umas estocadinhas involuntárias que eu agradecia, completamente perdida no ato de adorar ele, no poder que eu tinha de fazê-lo perder o controle desse jeito.
Ele agarrou minha nuca, os dedos se enroscaram no meu cabelo com uma firmeza ao mesmo tempo imperiosa e desesperada. Não tinha doçura, só uma necessidade primitiva e crua enquanto ele se aprofundava, batendo no fundo da minha garganta até meus olhos se encherem de lágrimas. Dava pra sentir o gosto dele e da pele dele, um sabor masculino único que despertou meu tesão. As estocadas dele eram superficiais e frenéticas, uma batalha perdida pelo controle. Senti ele inchar, depois pulsar, e um gemido gutural baixo escapou do peito dele quando a primeira descarga de porra quente e amarga chegou na minha língua. Ele me manteve ali, tremendo, enquanto se esvaziava por completo, enchendo minha boca com a prova inegável e íntima do clímax dele.
O som da respiração ofegante dela e os sussurros roucos do meu nome eram a única música no silêncio da casa, um hino proibido que selava nosso pacto na escuridão.
Ofegando, me afastei dele. Gustavo ajeitou a roupa, um sorriso satisfeito e safado nos lábios.
—Bom dia, Valéria —disse ele, com a voz rouca—. Já te dei meu leite de café da manhã. Agora vai tomar o de verdade.
Uma onda de rubor me tomou, mas também uma risada nervosa escapou de mim. A crueza das palavras dele só atiçou mais o fogo dentro de mim. A gente tomou café da manhã na mesa da cozinha, com uma luz meio baixa. Ele comia numa boa, fazendo comentários casuais sobre o café ou o dia, como se o que tinha acabado de rolar fosse a coisa mais natural do mundo. Eu, por outro lado, sentia cada garfada como um ato íntimo, consciente do gosto dele ainda na minha boca, do olhar dele fixo nos meus lábios.
Quando terminamos, levantei pra lavar a louça, tentando me concentrar na tarefa besta pra acalmar o tremor que ainda percorria minhas pernas. A água quente corria sobre minhas mãos quando senti ele se aproximar por trás.
—Gustavo… —protestei fracamente, mas meu corpo se arqueou em direção a ele de forma traiçoeira.
—Shhh —calou meu protesto com a ponta do dedo indicador sobre meus lábios— Hoje não, Valéria. Hoje não tem desculpa. Não tem interrupção. Só isso.
A cabeça dela desceu e os lábios encontraram os meus num beijo que não foi de exploração, mas de conquista. Não teve suavidade, só fome. A língua dela invadiu minha boca com uma urgência que me fez gemer, minhas mãos se agarraram nos ombros dela pra não cair. As luvas de borracha caíram no chão com um baque surdo.
As mãos dela não perderam tempo. Uma se enroscou no meu cabelo, puxando de leve pra expor meu pescoço à boca voraz dela. A outra desceu pelas minhas costas, os dedos encontrando o fecho do sutiã com uma habilidade irritante. Com uma mão só, ela desabotoou meu sutiã com destreza, e a peça fina caiu, liberando meus peitos. A boca dela saiu do meu pescoço e desceu pra pegar um mamilo duro, chupando com força, a língua girando em volta até eu gritar e minhas pernas fraquejarem. Me apoiei na borda fria da bancada de aço, o contraste com o calor da boca dela era elétrico.
—Deus, Valéria —ele rosnou contra minha pele—. Você é tão gostosa. Passei dias sonhando com isso.
As mãos dele deslizaram pra baixo, agarrando a renda delicada da minha calcinha fio dental. Com um grunhido baixo, rasgou o tecido pro lado; o som rasgou o silêncio da cozinha. Eu ofeguei, não em protesto, mas de pura excitação. Os dedos dele me encontraram na hora, deslizando pela minha umidade com uma possessividade que me fez gemer.
—Tá vendo? —murmurou, enquanto os dedos me abriam, exploravam, achando o ritmo que me deixava louca—. Isso é meu. Você me deu ontem à noite e eu não peço mais, eu exijo.
—Sim… —foi tudo o que consegui articular, um gemido entregue.
Viro, me curvando sobre o metal frio da bancada da cozinha. Minhas mãos se apoiam na superfície escorregadia. Ouço o barulho frenético da roupa dele, o tilintar da fivela do cinto, o zíper da calça. Depois, a pressão quente e forte dele na entrada da minha buceta.
—Me diz que você quer —exigiu a voz dele, rouca de desejo.
—Quero... teu pau —sussurrei, escondendo o rosto nos braços.
—Me diz quem quer.
—Eu… Eu quero, Gustavo. Por favor.
Não me fez esperar. Com uma investida poderosa e exigente, me preencheu por completo. Um grito agudo e sem fôlego escapou dos meus lábios. Ele não parou, marcando um ritmo implacável e profundo desde o início. A bancada tremeu a cada estocada, e os pratos lá dentro vibravam freneticamente com nosso pecado. As mãos dele agarravam minha cintura com uma força que eu sabia que deixaria hematomas, me marcando como dele. A respiração dele era um vapor quente nas minhas costas.
—Assim... assim é — ele ofegava—. Essa é a putinha que você escondia. A que queria sair. Tá gostoso? Tá gostoso seu sogro te comer na cozinha dele?
Cada palavra obscena era um chicote de prazer e culpa. Só consegui gemir em resposta, me esfregando nele, recebendo suas investidas. O prazer era um nó apertado na minha barriga, que se apertava mais a cada estalo dos quadris dele.
—Gustavo… vou… — avisei, minha voz era um gemido irreconhecível.
—Não —ordenou, parando por completo, me deixando à beira de um abismo agonizante—. Ainda não.
Virei de novo pra encarar ele. Os olhos dele queimavam com um fogo feroz. Me levantou até a beirada do balcão, derrubando uma tigela de cerâmica no chão, que se despedaçou sem eu nem perceber. Me penetrou de novo, dessa vez mais fundo, com os olhares fixos. Enrolei as pernas na cintura dele, me ancorando nele.
—Olha pra mim —ele rugiu—. Olha pra mim quando você gozar. Quero ver isso.
O ritmo dele ficou frenético, desesperado. As estocadas dele ficaram erráticas, um ritmo selvagem e pulsante que me levou ao limite. Um grito silencioso me atravessou enquanto meu clímax me despedaçava, meu corpo convulsionando ao redor dele. Minha cabeça caiu para trás, um gemido abafado escapou dos meus lábios.
O som do meu prazer foi o gatilho pra ele. Com um último gemido gutural do meu nome
—Valéria!—, afundei até os ossos. Senti a libertação ardente e pulsante dentro de mim, o corpo dela tremendo violentamente contra o meu.
Ficamos ali, ofegantes, entrelaçados, nossos suores misturados, nossos corpos ainda se contorcendo com os últimos espasmos do êxtase. O silêncio voltou à cozinha, agora carregado com o cheiro forte do nosso sexo e o eco dos nossos gemidos.
Pouco a pouco, a realidade foi se infiltrando. O frio do aço sob minhas coxas nuas. O desastre na cozinha. A tigela quebrada no chão. E a certeza avassaladora, deliciosa e aterrorizante de que não havia mais volta. Ele se afastou de mim com um suspiro rouco, as mãos ainda trêmulas acariciando minhas coxas.
—Ninguém vai te fazer sentir o que eu te faço sentir —afirmou, a voz dele era uma promessa e uma condenação.
Eu só consegui concordar, sem fôlego, sem palavras, completamente dela. O preço do desejo tava ficando exorbitante, e eu tava disposta a pagar com gosto..
Gustavo se deixou cair pesadamente ao meu lado numa cadeira da cozinha, a respiração ainda ofegante, o suor secando no peito dele. O ar cheirava a sexo e a nós. Um silêncio cúmplice tomou conta do cômodo, quebrado só pelo som dos nossos corações se acalmando. Depois de um instante, ele se apoiou num cotovelo, me olhando com uma mistura de satisfação e algo mais… gratidão.
—Preciso agradecer vocês por me deixarem ficar aqui —disse ela, com a voz um pouco rouca—. Quero levar vocês pra jantar hoje à noite. Num lugar bem legal.
Eu mordi o lábio por dentro, sabendo da informação que eu tinha. —Adrián… —suspirei, fingindo uma leve decepção—. Ele me mandou uma mensagem. Disse que tá cheio de serviço e que só vai chegar tarde pra caralho. Provavelmente nem vai jantar.
Vi como os olhos dela escureceram na hora. A educação de família foi pro saco, substituída por uma faísca de pura safadeza oportunista. Um sorriso lento e possessivo se formou nos lábios dela. Ela sentou bem na beira da cama, de pernas abertas, e me encarou com uma intensidade que arrepiou minha pele toda.
—Ah, é? —perguntou ele, o tom baixo e carregado de novas intenções—. Isso muda as coisas… Então o jantar pode esperar. Primeiro, tem uma coisa que preciso que você faça. —Apontou para a virilha com um movimento sutil do queixo.
—Vem aqui —ordenou, baixando a voz até virar um sussurro rouco—. Me limpa. Usa a boca. Quero sentir sua língua em cada centímetro de mim. — Um arrepio percorreu minhas costas. Sem hesitar, me arrastei até ele no chão da cozinha. Me ajoelhei entre as pernas dele, a prova, o esperma ainda brilhando no pau meio mole dele. Me inclinei, meu cabelo caindo como uma cortina ao nosso redor, e comecei a lamber com movimentos lentos e pausados da minha língua.
O sabor era intensamente pessoal, uma mistura dos fluidos dos dois, e mandou uma nova onda de calor pelo meu corpo. Ela tremeu, um gemido baixo escapou quando eu a peguei inteira na minha boca de novo, não pra levá-la ao limite outra vez, mas pra adorá-la, pra reivindicá-la daquele jeito íntimo. Chupei devagar, lambendo até ficar limpinha, até que ela fosse completamente minha de novo naquele instante.
Quando terminei e me separei, ele me olhou com uns olhos escuros e famintos, completamente recuperado e pronto pra mais. — Boa garota — ele rosnou, me levantando pra esmagar os lábios dele contra os meus, se deliciando na minha língua.
—Parece que vamos ter o dia inteiro só pra gente —murmurou contra minha boca, as mãos já percorrendo meu corpo de novo—. E eu vou aproveitar cada maldito segundo.
E foi assim. O sol percorreu o céu lá fora, jogando diferentes ângulos de luz sobre nós, que mal percebemos. As horas se dissolveram numa névoa de lençóis e pele entrelaçada. Ele me possuía em cada superfície disponível, a resistência dele parecia infinita. Uma hora era lento e devoto, na outra rápido e desesperado. Nos exploramos com uma fome insaciável; cada carícia, cada beijo, cada estocada selava o pacto que a gente tinha feito. O mundo lá fora, Adriano, Camila, tudo sumiu até que só existiu o quarto dele, o corpo dele sobre o meu, dentro do meu, e o som abafado dos nossos gemidos. Foi um dia roubado do tempo, um banquete de prazer proibido do qual eu nunca queria acordar.
Depois de um dia exaustivo e cheio de paixão, o Gustavo deu um tapinha gostoso na minha bunda.
—Vai te banhar, meu tesouro. Vou deixar um presente no teu quarto— murmurou com um sorriso que prometia mais do que dizia. Obedeci, ainda sentindo o eco das mãos dele na minha pele.
O banho foi rápido, a água quente acalmando os músculos doloridos, mas acendendo os nervos pelo que poderia me esperar. Ao sair, enrolada numa toalha, entrei no meu quarto e lá, estendida sobre a cama, estava a peça. Não era uma caixa chique, mas algo colocado de propósito. Me vesti com uma mistura de curiosidade e tesão. A roupa era ousada contra minha pele: a blusa branca curta deixava minha barriga de fora, a saia vermelha xadrez minúscula balançava com um toque de rebeldia a cada movimento. As meias brancas de renda até a coxa eram o toque final, um contraste de inocência e pura provocação. Senti um arrepio excitante ao saber que não estava usando calcinha por baixo, uma promessa de acesso fácil.

Desci pra cozinha, sentindo a saia balançando a cada passo. Gustavo tava arrumando a mesa pro jantar. Quando me ouviu, virou. O olhar dele acendeu na hora, percorrendo cada centímetro do conjunto, parando nas meias brancas e na faixa de pele nua entre elas e a saia. Vi os punhos dele se apertarem contra a toalha de mesa que segurava, os nós dos dedos brancos por um segundo. Vi a fome desgraçada brilhar nos olhos dele, um instinto predador que empurrava ele pra cima de mim. Ele deu um passo brusco pra frente, com o corpo tenso, mas aí parou com um esforço visível e arrepiante de controle.
Em vez de se jogar em cima de mim, ela se aproximou com uma calma calculada que era mais elétrica do que qualquer investida.
—Você está absolutamente irresistível — ele sussurrou, enquanto a mão deslizava possessiva pela minha bunda, apertando com força através do tecido fino da saia antes de me dar um beijo lento e profundo que tinha gosto de promessa e paciência forçada. — Mas vamos esperar um pouco. A recompensa vai ser melhor.
Foi aí que notei os três pratos na mesa. A confusão franziu minha testa.
—Tamo esperando alguém? — perguntei, bem na hora que a campainha tocou, cortante na tensão sexual que tomava conta do quarto.
Gustavo me lançou um olhar cheio de significado que não consegui decifrar e foi abrir a porta.
—Roberto! Entra, entra, cara— ouvi ele dizer com um tom alegre que soava forçado pros meus ouvidos.
Juntos entraram na cozinha. Roberto era um homem da mesma idade que Gustavo, com o cabelo grisalho, mas uma compleição sólida e musculosa que denunciava anos de academia. Vestia uma camisa justa que não deixava muito para a imaginação. Mas foram os olhos dele que me gelaram. O olhar dele pousou em mim como um toque físico, um percurso lento e avaliador que começou nas minhas coxas brancas, viajou pelas minhas pernas nuas, parou na saia curta, sobre o abdômen exposto e finalmente se fixou no meu rosto com uma inconfundível e ávida aprovação. Não era um olhar educado; era o de um homem que olhava um prato que estava louco para saborear.
— Valéria, te apresento o Roberto, um velho amigo. Roberto, esta é a Valéria, minha nora, aquela que te falei — disse Gustavo, e a voz dele tinha um tom estranho, de orgulho e cumplicidade.
Roberto estendeu uma mão grande e calejada, o sorriso dele não chegava aos olhos, que continuavam me devorando.
—Sem dúvida, é ainda mais gostosa do que nas fotos —disse o homem, com um tom de aprovação que fez minhas bochechas queimarem. Gustavo riu, baixando o olhar para a própria ereção e depois para mim.
—Eu te falei, Roberto. A carne é sempre melhor que a imagem— Roberto concordou, entrando na cozinha como se fosse a coisa mais normal do mundo.
—Vai dividir o jantar ou só a vista? — perguntou Roberto, mandando a pergunta pro Gustavo mas sem tirar os olhos de mim.
Fiquei paralisada, entendendo de repente que as "fotos" que eles tavam falando eram minhas. O Gustavo tava me mostrando pros amigos dele. E pelo olhar do Roberto, o convite pra "compartilhar" ia muito além da comida.
A parte de mim que deveria ter se sentido violada ou puta da vida tava estranhamente calada. No lugar, um calor intenso se espalhou pela minha barriga. O fato de dois homens maduros, experientes, me desejarem tanto, e um deles ser meu sogro, era o afrodisíaco mais poderoso que eu jamais tinha imaginado.
Gustavo me olhou, erguendo uma sobrancelha em pergunta silenciosa. A decisão era minha. E pela primeira vez desde que tudo isso começou, eu sabia exatamente o que queria.
—O jantar pode esperar — falei, minha voz mais firme do que eu me sentia. —Parece que temos... apetites mais urgentes pra saciar —
Muito obrigado por ter chegado até aqui. Qualquer coisa relacionada a essa história, não hesitem em me mandar mensagem. Qualquer ideia, comentário ou apoio será bem-vindo. Deixem seus pontos e compartilhem pra trazer as próximas partes.
Valeu por ler.
1 comentários - Segredos de Casa 3