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Compêndio IIIA REUNIÃO 07: INFIÉIS
• Marco, você pode vir? – perguntou Glória com a voz trêmula do outro lado do telefone.Era uma sexta à noite. Eu estava em casa. Tinha acabado de ler uma historinha pros meus filhos antes de dormir e estava prestes a satisfazer minha esposa na cama quando meu celular tocou. Curiosamente (embora não seja tão incomum na minha esposa), Marisol ficou muito excitada com a ideia de eu visitar minha antiga assistente.
+ Vou me manter ocupada enquanto você não está. – disse meu rouxinol com aquele tom nervoso que significa que ela vai se masturbar na minha ausência.
Quando subi na caminhonete, suspirei. Sinceramente, me considero um bom pai. E eu não estaria transando com tantas mulheres se a Marisol não me deixasse. Mesmo assim, ainda esperava que fosse uma noite normal. Um problema besta, fácil de resolver.
Cheguei na casa da Glória, um conjunto de apartamentos pequeno do outro lado da cidade. As luzes estavam acesas, espalhando um brilho quente pelas cortinas. A porta estava aberta e, quando entrei, ouvi um choro baixinho vindo do quarto dela. O lugar estava uma bagunça, com roupa jogada pra todo lado, maquiagem na pia do banheiro e uma garrafa de vinho pela metade na mesa de cabeceira. Tava na cara que ela já tava lá há horas, remoendo a situação.
Encontrei ela deitada na cama, com o rosto enfiado no travesseiro e o corpo todo tremendo de tanto chorar baixinho. Ela levantou a vista quando cheguei perto, com os olhos vermelhos e inchados.• Marco! – ela sussurrou. – Preciso de você!
Com um toque suave, sentei do lado dela, e o colchão afundou um pouco com meu peso.
– O que foi, Glória? – perguntei, mesmo já tendo uma boa ideia do que tava corroendo ela por dentro.
• É o Nelson! - soluçou ela, com a voz abafada pelo travesseiro. - Acho que ele está saindo com outra mulher. Encontrei umas... coisas no celular dele.Fiquei nervoso. Glória estava noiva do Oscar há mais de cinco anos, que é enfermeiro e provavelmente estava de plantão naquele momento no hospital. Não entendia por que eles não tinham se casado ou terminado.
No entanto, depois que eu tirei meu melhor amigo Nelson de um relacionamento tóxico, Glória começou um caso romântico com ele que, segundo o próprio Nelson, estava chegando ao fim, já que ele percebia que ela estava se afastando.
Glória me entregou o celular com a mão trêmula. Era um print da tela do telefone do meu amigo, mostrando uma série de chamadas entre Nelson e alguém chamada "Cristina". Meu estômago embrulhou. Aquele nome era muito familiar pra gente. Era a chefe de TI da matriz da nossa empresa, onde nós três trabalhamos.
Mas isso não fazia sentido: o Nelson é, literalmente, um escoteiro. Nem eu, que sou um "infiel em série" (graças ao apoio da minha esposa), conseguia perceber no Nelson os sinais comuns de um traidor: ele é sempre pontual, está onde diz que vai estar e, mesmo quando não está com a Glória, acredito sinceramente que está sozinho.
• Normalmente ligo pra ela por volta da meia-noite, mas ela não atende mais. — disse, mostrando o próprio telefone. — O telefone dela vive ocupado.Mais uma vez, fiquei perplexo: Glória tem um noivo, que não é o Nelson.
— Entendo. — falei, ainda meio indeciso. — Mas o que mais te faz pensar que o Nelson tá te traindo?
Glória se sentou e respirou fundo, sem tirar os olhos dos meus. Ela me contou o que tinha rolado nas últimas semanas, detalhando os momentos que a fizeram desconfiar: os cancelamentos repentinos dos encontros, a falta de carinho e o jeito que o Nelson ficou reservado sobre o horário de trabalho dele.
No entanto, as palavras do Nelson não paravam de ecoar na minha cabeça: umas semanas atrás, ele tinha dito que era a Glória quem tava se afastando, já que aparentemente achava ele “meio sem graça”.
Mas as provas estavam ali, na minha cara, e eu tinha que admitir que eram suspeitas.
— Você... já falou com ele? — sugeri, ainda sem acreditar que o Nelson fosse infiel. — Talvez... seja outra coisa?
• Tentei! — disse com a voz embargada. — Mas ele simplesmente... me ignora.
Eu abracei ela, tentando consolar. Mas a ideia de que o Nelson fosse infiel me parecia estranha.
— Vamos pensar com calma. — tranquilizei ela, dando um passo pra trás pra dar espaço. — Talvez tenha uma explicação boa pra tudo isso.
Mas os soluços da Glória ficaram mais fortes, e os ombros dela tremiam a cada um. Ela tava desesperada e, naquele momento, eu soube que tinha que fazer algo pra ajudar. Respirei fundo, tentando deixar de lado a culpa pelas minhas próprias traições, e me concentrei em ser o amigo que ela precisava.
— Olha! — acalmei ela, pegando na mão dela e raciocinando de forma analítica. — Não vamos tirar conclusões precipitadas. Talvez ele só esteja ocupado com o trabalho. Você sabe como ele pode ficar atolado na empresa.
Mas até aquilo me fez Desconfiar. O Nelson e eu trabalhávamos muito juntos, e eu teria percebido se ele estivesse fazendo algo por conta própria, se tivesse perdido prazos. Mas ele tava limpo que nem um santo.
Gloria se afastou do meu abraço e me olhou nos olhos.
• Você pode falar com ele? — ela me implorou. — Você é amigo dele, talvez ele te conte a verdade.
Assenti com a cabeça, sentindo uma mistura de pena e raiva.- Claro! - Respondi, dando um tapinha nas costas dela. - Mas lembra que o Nelson é um cara legal. A gente precisa ter certeza antes de fazer qualquer acusação.
Os olhos da Glória brilharam de esperança e ela se inclinou pra me dar um beijo na bochecha. A mão dela ficou no meu ombro e, por um momento, senti o peso da nossa história juntos. Ela tinha sido minha assistente e eu, o chefe dela. Tinha algo quase reconfortante na familiaridade da situação, apesar da bagunça que as palavras dela tinham causado.
Mas, por mais estranho que pareça, aquele beijo foi seguido por outro. Depois, mais um. Então, a gente se abraçou...
E antes que eu percebesse, nossos lábios se encontraram.
Foi como um sopro de ar fresco. Eu e a Glória já tínhamos transado umas duas vezes, mas quando ela começou a pegar o Nelson (ninguém ligava pro Oscar), eu dei um passo pra trás. Mas ali estávamos, nos beijando feito adolescentes no primeiro love. O corpo macio e trêmulo dela se apertava contra o meu, as mãos dela seguravam minha camisa como se fosse um salva-vidas. Os dois estávamos perdidos no momento, buscando consolo e alívio nos braços um do outro.
O beijo ficou mais profundo, mais intenso. A mão da Glória deslizou até a fivela do meu cinto e começou a desabotoar minha camisa. Senti uma faísca de desejo acender dentro de mim, uma sensação que não experimentava com minha esposa há muito tempo. Nossas respirações se misturaram, quentes e desesperadas, enquanto arrancávamos as camadas de roupa. O quarto se encheu de paixão quando caímos na cama, o colchão rangendo debaixo de nós.Mais uma vez, preciso insistir que estávamos na cama da Glória e do Oscar. Que ele estava no trabalho, fazendo o plantão noturno no hospital...
E, ainda assim, Glória e eu tirávamos desesperadamente as roupas íntimas um do outro.
O corpo dela era exatamente como eu lembrava: macio, com curvas sedutoras que pareciam esculpidas pelos próprios deuses. A luz da lua que entrava pela janela pintava a pele dela com um brilho prateado, fazendo-a parecer uma deusa da tentação, ganhando vida diante de mim.Nós deitamos na cama, nossos beijos ficavam mais intensos, nossas mãos exploravam os contornos familiares dos nossos corpos. Eu podia sentir a tensão nos músculos dela, o desespero nos carinhos. As pernas dela se enroscaram em mim, me puxando para perto, e não consegui evitar sentir o calor que emanava entre as coxas dela.
• Puxa, chefe! O seu é ainda mais grosso e comprido que o do Nelson! — disse ela, admirada com minha ereção.
O quarto se encheu do cheiro de luxúria e desespero, enquanto nós dois nos entregávamos à paixão proibida que tínhamos reprimido por tempo demais. Minha mão encontrou os peitos dela, sentindo a firmeza e o calor sob minhas palmas, enquanto beijava o pescoço dela, deixando um rastro de calor que lhe causava arrepios na espinha.
As mãos de Gloria estavam por toda parte, percorrendo as linhas das minhas costas, meu peito, minhas nádegas e, finalmente, envolvendo meu pau. Ela começou a acariciá-lo com um apetite que me pegou de surpresa, com o polegar provocando a cabecinha sensível a cada passada. Não consegui evitar soltar um gemido baixo, me sentindo perdido na sensação.• É tão... grande! Não consigo segurar ele inteiro na mão! – comentou divertida enquanto me fazia uma punheta.
Senti sentimentos confusos sobre isso...
As palavras dela não ajudaram a aliviar minha culpa, mas ela tinha razão: meu pau era significativamente maior que o do Nelson. Eu sabia porque tinha visto o do Nelson uma vez num retiro da empresa, no vestiário.
Infelizmente, pelo visto, o Nelson e eu tínhamos maior que o Oscar.
Me inclinei e sussurrei no ouvido dela:
– Gloria, você tem certeza disso?
Mas minha pergunta foi abafada pela necessidade que eu via nos olhos dela. Ela não disse uma palavra, só me puxou pra perto, guiando meu pau com a mão pra dentro da sua buceta molhada.Quando eu penetrei ela, a realidade do que a gente tava fazendo me acertou igual uma bola de fogo. Mas o prazer era forte demais pra ignorar. Ela tava tão apertada, tão quente e tão molhada que a única coisa que eu pude fazer foi me entregar ao momento. A sensação era diferente de qualquer outra que eu tinha sentido há muito tempo. As paredes dela me apertavam com força e ela gemia baixinho enquanto eu empurrava com mais vontade.
Comecei a empurrar devagar, sentindo o corpo dela se adaptar de novo ao meu tamanho. Ela agarrou os lençóis, cravando as unhas no tecido enquanto arqueava as costas. Ver ela assim, perdida no prazer, era algo que eu não esperava ver de novo. Os peitos dela balançavam suavemente a cada movimento, os bicos durinhos e pedindo atenção.• Ahh, chefe! Ahh, chefe! Isso! Isso! Isso! Me dá mais forte! — ela implorou.
Não consegui resistir aos pedidos dela. Comecei a empurrar mais forte, sentindo a ponta da minha vara batendo no fundo da buceta dela a cada estocada. Gloria jogou a cabeça pra trás e mordeu o lábio pra segurar os gemidos. O som da pele batendo na pele enchia o quarto, pontuado por uns suspiros de vez em quando pra pegar ar.
• Meu Deus! — ela exclamou num crescendo apaixonado. — Você me preenche até melhor que o Nelson! Ahh!
As palavras dela não aliviaram minha culpa, mas me fizeram sentir mais... vivo. Mais como o homem que eu costumava ser.Os olhos de Glória se fecharam em êxtase quando acelerei o ritmo, cada estocada mandava ondas de prazer que sacudiam o corpo dela. Observei o rosto dela, uma tela de paixão, as bochechas corando forte enquanto ela se aproximava do clímax. A respiração dela acelerou, os gemidos ficaram mais altos, e eu sabia que ela estava perto.
Com uma última estocada potente, senti a buceta dela se apertar ao redor do meu pau, o corpo dela se contorcendo com a força do orgasmo. Ela jogou a cabeça pra trás, gritando meu nome, e eu não consegui mais me segurar. Com uma última estocada funda, gozei dentro dela, sentindo o calor do meu leite enchendo ela.
Ela riu ao sentir meu pau duro preso bem no fundo dela.
• Ah, chefe! Por isso que seu pau é o melhor! – disse num tom carinhoso. – Você sempre tem ele tão duro!
Fiquei deitado lá, suado e exausto, olhando pro teto. A culpa agora era um peso enorme no meu peito. Acabava de trair minha mulher de novo, mas dessa vez com a noiva do Oscar.
Quando me retirei, ela ficou olhando fixamente. Agarrou ele com as mãos e começou a chupar.
Os olhos dela se cravaram nos meus, ela chupou com força, ansiosa pra provar cada gota da minha porra.
A intensidade do olhar dela me deu um arrepio e, apesar da culpa, não consegui evitar sentir uma pontada de tesão. A boca dela era quente e acolhedora, e sabia exatamente como me fazer sentir um rei. O jeito que ela me engoliu inteiro, faminta, era algo parecido com o estilo da Marisol de manhã.Enquanto a Glória engolia meu leite, ela passava a língua nos lábios com um sorriso de satisfação. Subiu em cima de mim e sentou de pernas abertas, com os peitos balançando no ritmo.
• É a sua vez! - murmurou, deslizando as mãos até meu peito.Começou a me beijar e morder o pescoço, roçando a pele com os dentes e provocando uma onda de prazer que percorreu minhas costas.
O toque dela era febril, o desejo sem limites. E naquele momento, a culpa sumiu sob a onda de necessidade. Agarrei suas cadeiras e puxei ela pra perto, sentindo a umidade dela contra minha barriga.
- Gloria! - murmurei, com a voz carregada de paixão. - Você é uma gostosa!
O sorriso dela se alargou e ela começou a se esfregar em mim, a buceta escorregadia deixando um rastro de umidade na minha pele. A visão era demais pra aguentar e senti meu pau voltar à vida, apesar da intensidade do nosso encontro anterior.
- Valeu! - sussurrou, se inclinando pra me beijar de novo.
Nosso beijo ficou mais urgente e, antes que eu percebesse, ela já tinha se colocado em cima do meu pau duro mais uma vez. A sensação da buceta apertada e quentinha me envolvendo era de embriagar, e eu sabia que outra rodada me esperava. Agarrei suas cadeiras, guiando seus movimentos, observando ela assumir o controle.
Os olhos da Gloria se fixaram nos meus enquanto ela me cavalgava, com movimentos cada vez mais frenéticos. O quarto se encheu com os sons da nossa paixão, o estalo dos nossos corpos se unindo, a umidade da nossa pele. Os peitos dela balançavam a cada investida, e eu não consegui evitar me inclinar para pegar um dos mamilos dela na minha boca. Ela gemeu, jogando a cabeça para trás, com o cabelo se sacudindo bagunçado nas costas.O prazer era diferente de tudo que eu sentia com a Marisol há muito tempo. Talvez fosse pelo tabu do nosso encontro, ou talvez fosse simplesmente pela química que a gente tinha, mas havia algo nisso que parecia... certo.
Enquanto ela me cavalgava, a Gloria me olhava nos olhos, e uma conversa silenciosa se estabeleceu entre nós. Os dois sabíamos que o que a gente tava fazendo era errado, mas nenhum de nós conseguia parar. As mãos dela percorreram meu corpo, as unhas arranharam minhas costas, deixando um rastro de fogo por onde passavam. Senti uma mistura de prazer e dor, uma combinação embriagante que só serviu pra me levar mais perto do limite.
Nossos corpos se moviam num ritmo que parecia tão antigo quanto o próprio tempo, nossos corações batiam juntos enquanto a gente se entregava à paixão. O mundo lá fora desapareceu, e a única coisa que importava era o aqui e agora, a sensação da bucetinha apertada dela me espremendo até tirar tudo que eu tinha.
Glória se inclinou pra frente, o hálito quente no meu pescoço enquanto sussurrava palavras doces no meu ouvido. As palavras dela eram como uma droga, afastando os últimos resquícios de dúvida e culpa. Não consegui evitar me perder na sensação, meu pau endurecendo mais a cada carícia da língua dela.Nossos corpos se moviam em perfeita harmonia, cada investida do meu quadril encontrando a descida ansiosa dela. O calor entre nós era palpável, o quarto parecia encolher a cada momento que passava. Nossa pele brilhava de suor, o atrito criando uma sinfonia de sons que ecoava pelo apartamento silencioso.
Enquanto recuperávamos o fôlego por um tempo, perguntei pra Glória:
— A que horas termina o turno do Oscar?
Ela sorriu.
• Umas 8 da manhã. — Já não parecia mais triste.
Faltavam 7 horas...
Gloria se jogou pra trás, os peitos balançando no ritmo das minhas estocadas.• Mhm, adoro como você me preenche! — murmurou, com os olhos semicerrados de prazer.
A culpa ainda estava ali, mas a cada segundo ficava mais difícil focar nela enquanto nossos corpos se moviam juntos.
• Preciso de você, Marco! — sussurrou com a voz rouca de tesão. — Preciso que você me faça sentir viva de novo!
Vale mencionar também que a palavra “camisinha” nunca passou pela nossa cabeça naquele período...
As horas passavam enquanto explorávamos nossos corpos, ultrapassando os limites do que era considerado certo entre um chefe e uma ex-assistente. Testamos posições diferentes, cada uma nos levando mais perto do limite do prazer. Eu via o rosto dela se contorcer de tesão, os olhos revirarem de êxtase, e ela gemendo meu nome. Era como se nada mais importasse além daquele momento, daquela conexão que a gente compartilhava.
Finalmente, lá pras 6 da manhã, pedi pra ela deixar eu meter no cu dela. Nessa altura, a Glória tava toda suada, coberta de porra e pedindo um tempo. É... pois é, sou um pai de merda que passou a noite fora com a ex-amante. A vida nem sempre é justa.
Mas ali estávamos nós, com minha pica enterrada fundo no cu dela, o quarto ecoando com seus gemidos e meus grunhidos. Era uma paixão selvagem e animalesca que nenhum de nós dois sentia há muito tempo. O tipo de paixão que deixava nós dois nus e expostos, com nossas almas à mostra para o outro ver.Sei que o Nelson é tímido demais pra pedir e que o Oscar não tem o equipamento necessário. Mas posso dizer que a Glória me amava enquanto eu profanava o cu dela.
Os gemidos dela ficaram mais altos enquanto eu a penetrava, a luz da madrugada banhando ela num brilho suave. O corpo dela estava corado, a pele coberta por um fino brilho de suor que fazia ela reluzir. Ela se jogou pra trás, a mão agarrando meu quadril, me pedindo pra ir mais fundo, mais rápido. Não consegui resistir ao pedido, do jeito que ela implorava, do jeito que ela se entregava pra mim tão completamente.
Nos movíamos em sintonia, nossos corpos falavam uma língua que não precisava de palavras. O som da minha pica entrando e saindo do cu dela enchia o quarto, prova da depravação em que a gente tinha se afundado. Mas naquele momento, não parecia errado. Parecia natural, como se fôssemos dois animais no cio, guiados por uma necessidade primitiva de se soltar.Os gemidos da Gloria ficaram mais altos, e ela começou a rebolar contra mim, respondendo a cada uma das minhas estocadas. Ela fechou os olhos com força, rangeu os dentes e jogou a cabeça pra trás num grito mudo. Ver ela daquele jeito, tão perdida no prazer, era quase insuportável. Senti aquele formigamento familiar nos colhões, sinal de um orgasmo explosivo.
Quando começou a amanhecer, a gente caiu na cama, com os corpos entrelaçados. Ficamos ali deitados, ofegando e suados, com o silêncio do apartamento nos envolvendo como um cobertor. Por um breve instante, o mundo lá fora deixou de existir. Só existíamos nós dois, presos num turbilhão de paixão que nenhum de nós esperava.Ajudei ela a limpar o quarto e arejar o cheiro de sexo. Senti pena do Oscar. Ele vinha de um plantão de 18 horas e eu já tinha passado quase 7 horas comendo a noiva dele.
Tomei um banho e percebi que a Glória estava me encarando. Ela queria entrar junto, mas não tinha desculpa para "uma noiva apaixonada" estar tão recatada e gostosa logo de manhã cedo pra receber o noivo saindo do trabalho.
Assim que saí do banho e me vesti, a gente se beijou mais uma vez antes de eu ir embora.
• Muito obrigada! — ela disse enquanto eu me despedia na porta, embora eu não tivesse certeza se ela devia estar tão grata assim.
Assim que o fim de semana acabou, falei com o Nelson na hora.Não sabia como tocar no assunto com ele. Era meu amigo, mas também tinha transado com a namorada dele. Várias vezes...
- Fala, Nelson, a gente precisa conversar. - falei, chegando perto da mesa dele na segunda-feira seguinte.
Ele levantou os olhos dos papéis, com uma expressão de leve surpresa no rosto.
> Tá tudo bem?
Ele tava impecável, como sempre, de terno, gravata perfeitamente amarrada e nem um fio de cabelo fora do lugar. Senti uma pontada de culpa pelo que ia dizer, mas precisava ser sincero com ele.
- É sobre a Gloria. - comecei, com a voz firme mas suave. - Acho que ela pode estar passando por alguma coisa.
A expressão do Nelson ficou preocupada.
> O que que ela tem? - perguntou, deixando os papéis de lado. - Tá tudo bem?
- Fisicamente, sim. - garanti, sentando na frente da mesa dele. - Mas emocionalmente, não tenho tanta certeza. - Pausei pra organizar os pensamentos. - Ela me ligou no fim de semana, muito pilhada. Acha que você tá vendo outra pessoa.
Nelson deu uma risadinha.
> É por causa da Cristina, né? - me perguntou.
Concordei com a cabeça, sem saber direito como prosseguir sem trair a confiança da Gloria.
- Acho que ela só tá insegura, Nelson. Talvez você pudesse conversar com ela.
> Não, não tem nada, parceiro! - disse ele, tão sincero como sempre. - Pra falar a verdade, tenho falado com ela por sua causa.
- Por minha causa? - estranhei. - Como assim?
Nelson começou a me contar que, depois da última reunião corporativa, a Cristina tava dando em cima dele. Parece que a Cristina achava que o segredo do meu sucesso era ele, então queria trazer o Nelson pro time dela. Nelson, como o amigo leal que é, começou a entrar na onda, só pra ver o que a Cristina tava tramando.
> Mas não é nada disso. - insistiu, olhando direto nos meus olhos. - Nunca te trairia desse jeito.
Acreditei nele. Percebi que ele tava Sendo sincero.
> Sobre a Glória... — suspirou. — Ela mesma pediu um pouco de distância. Pra ser sincero, faz quase um mês que a gente não transa... e talvez toda essa história da Cristina tenha mexido com ela.
Quase me engasgo. O Nelson não só tinha sido fiel pra Glória e pra mim esse tempo todo, mas a gente, por outro lado, tinha transado pelas costas dele.
> Olha só, parceiro! — continuou o Nelson. — Percebi que ela tava esfriando. Aí pensei que talvez a gente devesse dar uma pausa, saca? Ela anda agindo estranho e não quero forçar ela a fazer nada que não queira.
A revelação me acertou que nem um murro na cara. Lá estava eu, me sentindo o maior otário do mundo, enquanto o Nelson tinha sido quem realmente tentou ser a melhor pessoa. Senti uma mistura de raiva e alívio por ele ainda estar do meu lado, por não ter virado as costas pra mim.
— Entendi! — consegui falar, com uma voz quase num sussurro. — Des... desculpa, Nelson. Não fazia ideia.
Ele riu de novo e até me animou.
> Relaxa, Marco! — disse ele, brincalhão como sempre. — Sei que o Oscar tem feito plantões longos no hospital ultimamente, então talvez a Glória e eu possamos nos divertir um pouco pra ela se acalmar.
Assenti com a cabeça, sentindo a culpa aliviar um pouco.
— Tenho certeza que vai ajudar! — falei, tentando parecer compreensivo apesar do vazio no estômago. — Valeu por me contar, Nelson!
Enquanto levava a Glória pra casa, expliquei toda a situação.
— O Nelson disse que tem se encontrado com a Cristina porque ela tá preparando ele pra alguma coisa... e ele tem entrado na dela pra ficar de olho. — revelei, sentindo o peso da situação no peito.
A Glória arregalou os olhos e segurou o volante com mais força.
• O que você quer dizer? — perguntou com a voz trêmula.
— Ele tem vigiado ela porque acha que ela quer me tirar do meu posto. — respondi, me sentindo o maior idiota do mundo. — E disse que você tem estado distante, pedindo espaço.
Enquanto ela se limpava com um lenço higiênico e vestia o sutiã de novo, e eu subia as calças e abotoava a camisa, a gente começou a sentir um pouco de pena de toda essa merda.
No entanto, não podia negar que voltar a transar com a Gloria continuava sendo incrível.Próximo post
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