Faço tesoura na cadeia com uma negra peituda. Depois de uma treta com um dos meus clientes, vou reta pra cadeia. Lá descubro que nem as héteras perdem tempo com tanta buceta quente. Venho de uma família desestruturada. Minha mãe foi embora de casa quando eu tinha dois anos, deixando eu e meus três irmãos na mão do meu pai, alcoólatra. No começo, fomos morar com meus avós paternos, mas meu pai não viveu muito mais. Três ou quatro anos depois, morreu de cirrose hepática. Meus avós cuidaram da gente até os serviços sociais aparecerem em casa, dizendo que eles já estavam muito velhos, e nos levaram pra um centro. Eu tinha 9 anos. Pra quem não sabe, esses centros são tipo canis pra crianças. Te dão comida e cobrem suas necessidades básicas, sim, mas sem amor nem educação. Os moleques se desandam cedo, algumas colegas engravidavam novinhas e eu só sonhava em sair dali, custasse o que custasse. Quando fiz 15 anos, meus avós já tinham morrido, dois dos meus irmãos estavam presos e o terceiro tinha ido pro Brasil, o país da namorada dele, depois de esfaquear o traficante dele. Tava foragido. Oficialmente, eu tava sozinha no mundo. Tinha amigas, sim, mas nenhuma que desse pra chamar de íntima. Saíamos nos fins de semana pra beber, foder e só falávamos de besteira. Mas elas moravam com os pais normais, em famílias normais, que normalmente davam dinheiro pra elas saírem nos fins de semana. Eu era a amiga pobre, que vivia do pouco dinheiro que me davam no centro e me fazia de fácil com os caras em troca de convite. Assim foi passando minha vida até a maioridade. Quando fiz 18, tive que sair do centro e, embora no começo ficasse na casa da minha amiga Lore porque os pais dela estavam de férias, eles voltariam no fim de agosto e eu não podia ficar de penetra numa casa de dois quartos, onde ninguém também tinha me pedido pra ficar. Me instalei de vez. Então comecei a fazer o que sabia de melhor: ser puta. Meu primeiro cliente foi um gordo seboso, casado há mil anos, que fedia pra caralho. Devia ter uns 55 anos e se chamava Javi. Javi, o gordo. O pau dele era minúsculo e, pra minha sorte, era ejaculador precoce. Então, só de colocar as mãos nos meus peitos, falar que adorava o pau dele e que me excitavam os gordinhos, em cinco minutos ele já gozava tudo, no máximo. Javi ficou apaixonado por mim e me chamava direto, e eu, que não era boba, por esse esquema rápido cobrava 150 euros. Outro cliente que começou a me frequentar foi o Luís. 82 anos, viúvo. Sempre que ia na casa dele pra foder, virava o retrato da santa mulher dele no criado-mudo, e eu tinha que me segurar pra não rir. Também era de gostos fáceis. Enquanto me apalpava, eu batia uma pra ele um pouco, dava umas chupadas, enfiava e começava a pular em cima, fingindo orgasmos seguidos, que claro, nunca rolavam. O Luís tinha sido diretor de banco, então sempre cobrava 200 euros. Entre esses dois clientes fixos e uns ocasionais que me ligavam dos anúncios que eu colocava, consegui alugar logo um apartamento de um quarto. Minhas amigas não sabiam do que eu vivia. Falei que trabalhava muitas horas numa empresa de seguros e, aos poucos, fui perdendo contato com elas. Não queria que ninguém da minha vida anterior soubesse que agora eu era uma vagabunda. Por necessidade, mas a mais interesseira das putas. A vida também não tinha me dado muitas opções nem tido pena de mim, e eu não teria pena dos otários que não conseguiam foder de graça e de quem eu tirava o que queria e mais um pouco. Com o velho Luís, os encontros eram cada vez mais frequentes. Às vezes ele só queria companhia, mas eu batia uma pra ele só pra justificar e cobrava o mesmo. Aos poucos, fomos ficando mais íntimos e, enquanto eu ia da sala pro banheiro, entrava pro seu quarto e roubava mais 200 euros, joias da patroa dele... Até que me pegou com a mão na massa. Tinha acabado de enfiar no bolso o relógio de ouro dele e ele pediu de volta. Perguntei do que ele tava falando e ele gritou que já desconfiava há tempos que tava sumindo dinheiro e joias. Que o dinheiro não importava, mas que o resto eram lembranças da querida Maruja e que ele gostaria que um dia a filha ou as netas herdassem. Aí eu soltei toda a crueldade que tinha dentro de mim: — Você devia era agradecer por eu dar pra você, porque não tem dinheiro que pague eu meter a buceta pra um velho que já tá entre os 80 e a morte! Que filha você tá falando? Daquela que faz mais de um ano que não te vê, porque não te quer nem pra te enfiar num asilo? Cê acha que se ela não lembra de você, que tá vivo, vai dar valor pra essas porcarias da Maruja que nunca quis? Ela vai vender tudo! Luis levou a mão ao peito, parecia que tava tendo um troço. Quando aproveitei a situação pra fugir, ele tentou me agarrar e usei a fraqueza dele pra derrubar. A cabeça dele começou a sangrar, então aproveitei pra roubar todo o dinheiro que pude e as joias que sobraram e saí na maciota, pra nenhum vizinho poder dizer que ouviu barulho. Chegando em casa, liguei pro gordo Javi e falei que um cliente obcecado por mim tava me perseguindo, que já tinha me agredido duas vezes e que eu tava morrendo de medo. Comecei a chorar, garantindo que só queria ficar com ele, que tinha me apaixonado e que na minha vida não cabiam mais homens. Javi começou a declarar o amor dele, mas não dava tempo, falei que se ele me amava de verdade a gente tinha que vazar na hora. Que ele pegasse o básico e viesse me buscar em meia hora. Surpreendentemente, ele veio. Largou a mulher e os três filhos por uma puta que cobrava 150 euros por pouco mais de cinco minutos e que mentia tão descaradamente que era impossível ele não perceber. Entrei na van branca do Javi e pedi pra gente ir embora pra Portugal. Dito e feito. Passamos a fronteira sem problemas, eu ficava olhando de vez em quando as notícias no celular e, em lugar nenhum aparecia o que tinha acontecido com o Luis. Nos obituários também não vi o nome dele, e muito menos o meu em algum lugar como suspeita de nada. Com um pouco de sorte, ele tinha se recuperado e decidido deixar pra lá, com medo de que os conhecidos dele descobrissem que ele não passava de um putero vulgar, que era usado e roubado. Fiquei com essa ideia na cabeça até que dois meses depois, enquanto eu curtia o dinheiro do gordo Javi — porque, apesar de ter vendido as joias, nem o que tirei nem o que cobrei e roubei do Luis me passou pela cabeça gastar —, num restaurante espanhol com a TV ligada no salão, a apresentadora anunciava a seguinte notícia: Encontrado o cadáver de um homem de uns 80 anos no apartamento dele. O homem, um conhecido aposentado do banco da região, foi descoberto quando os vizinhos reclamaram do cheiro e, preocupados porque fazia muito tempo que não o viam, chamaram a polícia. Por enquanto, investigam-se as causas e os possíveis motivos do ocorrido, do qual não se descarta que possa ser um roubo com violência. — Que filhos da puta! — exclamou o Javi — Já nem os velhinhos são respeitados... — É, meu amor, inacreditável. Mas isso são máfias do leste, que não têm nada a perder e tanto faz um velho quanto um jovem. "O mesmo pra mim", pensei. Com o passar das semanas, iam aparecendo novas atualizações na imprensa espanhola, que eu acompanhava direitinho pela internet: Luis Montilla, o idoso assassinado em casa, levou uma pancada na cabeça durante um infarto. A autópsia indica que a pancada não foi acidental e que o homem foi agredido quando não podia se defender. Por enquanto, respirava, porque ninguém fazia alusão a quem poderia ter feito aquilo. Um vizinho de Luis Montilla garante que ele recebia visitas frequentes de uma jovem em casa. Montilla, na hora da morte, não tinha em sua residência nenhuma das joias que a filha dela descreveu que ela tinha. Também tava sacando a mesma grana fazia uns meses. Que vizinho seria? O do bigode? A gente tinha esbarrado nele umas duas vezes no elevador, pelo que eu lembro. Tá sendo procurada uma jovem loira, de cabelo comprido e olhos castanhos, alta e magra, como suspeita da morte do Luis Montilla. Essa descrição podia bater com a de uma mulher, morando na mesma cidade, que sumiu do apartamento dela na mesma época que calculam que o Montilla morreu. Merda. E se ela tivesse fugindo pro Brasil, igual meu irmão? Podia comprar um passaporte falso em Portugal e deixar o gordo no maior vácuo. Não precisava mais dele, no Brasil dava pra voltar pro meu trampo sem levantar suspeita, ou até procurar o filho da puta do Jonathan, que nunca mais tentou falar comigo, se é que não mataram ele também. Tava nessa, quando um policial português, que falava o espanhol uma bosta, por sinal, gritou nas minhas costas o nome que eu não usava há mais de dois meses: — Belinda Arroyo Fernández, você tá presa por suspeita de envolvimento na morte de Luis Montilla Casero! Antes que me entregassem pra polícia espanhola, pedi pra falar com meu namorado e jurei pro gordo Javi que era tudo mentira, que o Luis tava me ameaçando, que por favor escondesse minha grana até eu sair, que ia ser rápido porque foi legítima defesa... E menti de novo que amava ele, enquanto o coitado do gordo chorava desesperado e me prometia pagar o melhor advogado. Javi cumpriu a palavra, e fui condenada por homicídio e levada pra uma cadeia feminina. Minha cara estampava todos os jornais, abria os noticiários, os programas da manhã e até o Conde Lecquio me dedicou um post no Instagram. Todo mundo concordava que era terrível uma menina de 18 anos ter caído na prostituição e, ainda por cima, matar um cliente velho. Aí as opiniões já encontradas: tinha quem afirmava que algo me fizeram, e outros juravam que eu era uma psicopata. Minha maior surpresa foi no dia em que vi o próprio gordo Javi no programa líder das manhãs, choramingando, dizendo que era meu parceiro e que eu era incapaz de matar uma mosca. Que encrenca ele tinha feito minha vida impossível e o que aconteceu não passou de um acidente. Aquele homem valia ouro, porra. Que pena que o físico dele causava tanta repulsa. Quando tiraram a presa sombra de mim, pra eu não me matar, passei a dividir cela com Yuleydys. Era uma cubana explosiva, preta, de peitões e bundão, que não passava dos 25 anos. Também era puta e igualmente estava lá por matar um cliente. A facadas, por roubar cocaína dele. Ela alegou que tava bêbada e drogada, mas isso não aliviou muito a pena. Viramos amigas e aos poucos o contato gera carinho. De noite, começamos a contar nossas experiências com os clientes, que depois de tanto tempo sem sexo — o que tive nos últimos meses com Javi, preferia não lembrar — nos deixavam com um tesão danado. — Belinda, já atendeu mulheres? — Não, e você? — Muitas vezes. Primeiro em ménage, sempre puxado pelo marido. No começo era estranho, porque essas mulheres se sentiam enganadas na cara delas e muito agressivas, até você focar nelas e começar a dar prazer. Depois começaram a me contratar também mulheres sozinhas. Umas lésbicas, outras por curiosidade. E depois dessas experiências, que me fizeram repensar o maravilhoso mundo do prazer, comecei a transar com garotas fora do trabalho. — E como é? — Só te digo que ninguém sabe melhor que uma mulher o que outra mulher gosta. Quer experimentar? — Uff, sei lá, nunca pensei nisso... — Então estamos condenadas a bastante e aqui não tem pau. Desce pra minha cama, vem... Obedeci sem saber bem o que fazer, mas Yuleydys facilitou tudo. Começou a me masturbar, me deixando Círculos no clitóris com dois dedos de uma mão, enquanto enfiava outros dois da outra mão na minha buceta. Na hora fiquei com tesão e comecei a gozar e gemer. Se eu ia passar uns anos na sombra, preferia aproveitá-los do que ter todo o meu sexo resumido a encontros cara a cara com o gordo Javi, num catre cheio de percevejos. Nunca tinha gozado com ele e, embora fosse útil tê-lo por perto, minha ideia de foda não era exatamente ele. Yuleydys começou a chupar minha racha com habilidade. Dava pra ver que ela já estava cansada de fazer essas coisas. Não, se no final valeria a pena ter matado o velho pra estar ali aproveitando aquilo... De repente, ela sentou na minha frente, cruzou a perna direita dela com a minha esquerda e começamos a fazer tesoura, esfregando nossas bucetas até gozarmos aos gritos, enquanto as outras presas pediam aos berros pra deixarmos elas dormirem e outras prometiam arrebentar nossa buceta no dia seguinte, porque dava pra ver que putas porcas nós éramos. Desde aquele dia, não tem noite que eu não coma a Yuleydys, cujos peitos eu aprendi a gostar, a ponto de adorar me mastigar passando os mamilos dela pela minha buceta molhada.
Faço tesoura na cadeia com uma negra peituda. Depois de uma treta com um dos meus clientes, vou reta pra cadeia. Lá descubro que nem as héteras perdem tempo com tanta buceta quente. Venho de uma família desestruturada. Minha mãe foi embora de casa quando eu tinha dois anos, deixando eu e meus três irmãos na mão do meu pai, alcoólatra. No começo, fomos morar com meus avós paternos, mas meu pai não viveu muito mais. Três ou quatro anos depois, morreu de cirrose hepática. Meus avós cuidaram da gente até os serviços sociais aparecerem em casa, dizendo que eles já estavam muito velhos, e nos levaram pra um centro. Eu tinha 9 anos. Pra quem não sabe, esses centros são tipo canis pra crianças. Te dão comida e cobrem suas necessidades básicas, sim, mas sem amor nem educação. Os moleques se desandam cedo, algumas colegas engravidavam novinhas e eu só sonhava em sair dali, custasse o que custasse. Quando fiz 15 anos, meus avós já tinham morrido, dois dos meus irmãos estavam presos e o terceiro tinha ido pro Brasil, o país da namorada dele, depois de esfaquear o traficante dele. Tava foragido. Oficialmente, eu tava sozinha no mundo. Tinha amigas, sim, mas nenhuma que desse pra chamar de íntima. Saíamos nos fins de semana pra beber, foder e só falávamos de besteira. Mas elas moravam com os pais normais, em famílias normais, que normalmente davam dinheiro pra elas saírem nos fins de semana. Eu era a amiga pobre, que vivia do pouco dinheiro que me davam no centro e me fazia de fácil com os caras em troca de convite. Assim foi passando minha vida até a maioridade. Quando fiz 18, tive que sair do centro e, embora no começo ficasse na casa da minha amiga Lore porque os pais dela estavam de férias, eles voltariam no fim de agosto e eu não podia ficar de penetra numa casa de dois quartos, onde ninguém também tinha me pedido pra ficar. Me instalei de vez. Então comecei a fazer o que sabia de melhor: ser puta. Meu primeiro cliente foi um gordo seboso, casado há mil anos, que fedia pra caralho. Devia ter uns 55 anos e se chamava Javi. Javi, o gordo. O pau dele era minúsculo e, pra minha sorte, era ejaculador precoce. Então, só de colocar as mãos nos meus peitos, falar que adorava o pau dele e que me excitavam os gordinhos, em cinco minutos ele já gozava tudo, no máximo. Javi ficou apaixonado por mim e me chamava direto, e eu, que não era boba, por esse esquema rápido cobrava 150 euros. Outro cliente que começou a me frequentar foi o Luís. 82 anos, viúvo. Sempre que ia na casa dele pra foder, virava o retrato da santa mulher dele no criado-mudo, e eu tinha que me segurar pra não rir. Também era de gostos fáceis. Enquanto me apalpava, eu batia uma pra ele um pouco, dava umas chupadas, enfiava e começava a pular em cima, fingindo orgasmos seguidos, que claro, nunca rolavam. O Luís tinha sido diretor de banco, então sempre cobrava 200 euros. Entre esses dois clientes fixos e uns ocasionais que me ligavam dos anúncios que eu colocava, consegui alugar logo um apartamento de um quarto. Minhas amigas não sabiam do que eu vivia. Falei que trabalhava muitas horas numa empresa de seguros e, aos poucos, fui perdendo contato com elas. Não queria que ninguém da minha vida anterior soubesse que agora eu era uma vagabunda. Por necessidade, mas a mais interesseira das putas. A vida também não tinha me dado muitas opções nem tido pena de mim, e eu não teria pena dos otários que não conseguiam foder de graça e de quem eu tirava o que queria e mais um pouco. Com o velho Luís, os encontros eram cada vez mais frequentes. Às vezes ele só queria companhia, mas eu batia uma pra ele só pra justificar e cobrava o mesmo. Aos poucos, fomos ficando mais íntimos e, enquanto eu ia da sala pro banheiro, entrava pro seu quarto e roubava mais 200 euros, joias da patroa dele... Até que me pegou com a mão na massa. Tinha acabado de enfiar no bolso o relógio de ouro dele e ele pediu de volta. Perguntei do que ele tava falando e ele gritou que já desconfiava há tempos que tava sumindo dinheiro e joias. Que o dinheiro não importava, mas que o resto eram lembranças da querida Maruja e que ele gostaria que um dia a filha ou as netas herdassem. Aí eu soltei toda a crueldade que tinha dentro de mim: — Você devia era agradecer por eu dar pra você, porque não tem dinheiro que pague eu meter a buceta pra um velho que já tá entre os 80 e a morte! Que filha você tá falando? Daquela que faz mais de um ano que não te vê, porque não te quer nem pra te enfiar num asilo? Cê acha que se ela não lembra de você, que tá vivo, vai dar valor pra essas porcarias da Maruja que nunca quis? Ela vai vender tudo! Luis levou a mão ao peito, parecia que tava tendo um troço. Quando aproveitei a situação pra fugir, ele tentou me agarrar e usei a fraqueza dele pra derrubar. A cabeça dele começou a sangrar, então aproveitei pra roubar todo o dinheiro que pude e as joias que sobraram e saí na maciota, pra nenhum vizinho poder dizer que ouviu barulho. Chegando em casa, liguei pro gordo Javi e falei que um cliente obcecado por mim tava me perseguindo, que já tinha me agredido duas vezes e que eu tava morrendo de medo. Comecei a chorar, garantindo que só queria ficar com ele, que tinha me apaixonado e que na minha vida não cabiam mais homens. Javi começou a declarar o amor dele, mas não dava tempo, falei que se ele me amava de verdade a gente tinha que vazar na hora. Que ele pegasse o básico e viesse me buscar em meia hora. Surpreendentemente, ele veio. Largou a mulher e os três filhos por uma puta que cobrava 150 euros por pouco mais de cinco minutos e que mentia tão descaradamente que era impossível ele não perceber. Entrei na van branca do Javi e pedi pra gente ir embora pra Portugal. Dito e feito. Passamos a fronteira sem problemas, eu ficava olhando de vez em quando as notícias no celular e, em lugar nenhum aparecia o que tinha acontecido com o Luis. Nos obituários também não vi o nome dele, e muito menos o meu em algum lugar como suspeita de nada. Com um pouco de sorte, ele tinha se recuperado e decidido deixar pra lá, com medo de que os conhecidos dele descobrissem que ele não passava de um putero vulgar, que era usado e roubado. Fiquei com essa ideia na cabeça até que dois meses depois, enquanto eu curtia o dinheiro do gordo Javi — porque, apesar de ter vendido as joias, nem o que tirei nem o que cobrei e roubei do Luis me passou pela cabeça gastar —, num restaurante espanhol com a TV ligada no salão, a apresentadora anunciava a seguinte notícia: Encontrado o cadáver de um homem de uns 80 anos no apartamento dele. O homem, um conhecido aposentado do banco da região, foi descoberto quando os vizinhos reclamaram do cheiro e, preocupados porque fazia muito tempo que não o viam, chamaram a polícia. Por enquanto, investigam-se as causas e os possíveis motivos do ocorrido, do qual não se descarta que possa ser um roubo com violência. — Que filhos da puta! — exclamou o Javi — Já nem os velhinhos são respeitados... — É, meu amor, inacreditável. Mas isso são máfias do leste, que não têm nada a perder e tanto faz um velho quanto um jovem. "O mesmo pra mim", pensei. Com o passar das semanas, iam aparecendo novas atualizações na imprensa espanhola, que eu acompanhava direitinho pela internet: Luis Montilla, o idoso assassinado em casa, levou uma pancada na cabeça durante um infarto. A autópsia indica que a pancada não foi acidental e que o homem foi agredido quando não podia se defender. Por enquanto, respirava, porque ninguém fazia alusão a quem poderia ter feito aquilo. Um vizinho de Luis Montilla garante que ele recebia visitas frequentes de uma jovem em casa. Montilla, na hora da morte, não tinha em sua residência nenhuma das joias que a filha dela descreveu que ela tinha. Também tava sacando a mesma grana fazia uns meses. Que vizinho seria? O do bigode? A gente tinha esbarrado nele umas duas vezes no elevador, pelo que eu lembro. Tá sendo procurada uma jovem loira, de cabelo comprido e olhos castanhos, alta e magra, como suspeita da morte do Luis Montilla. Essa descrição podia bater com a de uma mulher, morando na mesma cidade, que sumiu do apartamento dela na mesma época que calculam que o Montilla morreu. Merda. E se ela tivesse fugindo pro Brasil, igual meu irmão? Podia comprar um passaporte falso em Portugal e deixar o gordo no maior vácuo. Não precisava mais dele, no Brasil dava pra voltar pro meu trampo sem levantar suspeita, ou até procurar o filho da puta do Jonathan, que nunca mais tentou falar comigo, se é que não mataram ele também. Tava nessa, quando um policial português, que falava o espanhol uma bosta, por sinal, gritou nas minhas costas o nome que eu não usava há mais de dois meses: — Belinda Arroyo Fernández, você tá presa por suspeita de envolvimento na morte de Luis Montilla Casero! Antes que me entregassem pra polícia espanhola, pedi pra falar com meu namorado e jurei pro gordo Javi que era tudo mentira, que o Luis tava me ameaçando, que por favor escondesse minha grana até eu sair, que ia ser rápido porque foi legítima defesa... E menti de novo que amava ele, enquanto o coitado do gordo chorava desesperado e me prometia pagar o melhor advogado. Javi cumpriu a palavra, e fui condenada por homicídio e levada pra uma cadeia feminina. Minha cara estampava todos os jornais, abria os noticiários, os programas da manhã e até o Conde Lecquio me dedicou um post no Instagram. Todo mundo concordava que era terrível uma menina de 18 anos ter caído na prostituição e, ainda por cima, matar um cliente velho. Aí as opiniões já encontradas: tinha quem afirmava que algo me fizeram, e outros juravam que eu era uma psicopata. Minha maior surpresa foi no dia em que vi o próprio gordo Javi no programa líder das manhãs, choramingando, dizendo que era meu parceiro e que eu era incapaz de matar uma mosca. Que encrenca ele tinha feito minha vida impossível e o que aconteceu não passou de um acidente. Aquele homem valia ouro, porra. Que pena que o físico dele causava tanta repulsa. Quando tiraram a presa sombra de mim, pra eu não me matar, passei a dividir cela com Yuleydys. Era uma cubana explosiva, preta, de peitões e bundão, que não passava dos 25 anos. Também era puta e igualmente estava lá por matar um cliente. A facadas, por roubar cocaína dele. Ela alegou que tava bêbada e drogada, mas isso não aliviou muito a pena. Viramos amigas e aos poucos o contato gera carinho. De noite, começamos a contar nossas experiências com os clientes, que depois de tanto tempo sem sexo — o que tive nos últimos meses com Javi, preferia não lembrar — nos deixavam com um tesão danado. — Belinda, já atendeu mulheres? — Não, e você? — Muitas vezes. Primeiro em ménage, sempre puxado pelo marido. No começo era estranho, porque essas mulheres se sentiam enganadas na cara delas e muito agressivas, até você focar nelas e começar a dar prazer. Depois começaram a me contratar também mulheres sozinhas. Umas lésbicas, outras por curiosidade. E depois dessas experiências, que me fizeram repensar o maravilhoso mundo do prazer, comecei a transar com garotas fora do trabalho. — E como é? — Só te digo que ninguém sabe melhor que uma mulher o que outra mulher gosta. Quer experimentar? — Uff, sei lá, nunca pensei nisso... — Então estamos condenadas a bastante e aqui não tem pau. Desce pra minha cama, vem... Obedeci sem saber bem o que fazer, mas Yuleydys facilitou tudo. Começou a me masturbar, me deixando Círculos no clitóris com dois dedos de uma mão, enquanto enfiava outros dois da outra mão na minha buceta. Na hora fiquei com tesão e comecei a gozar e gemer. Se eu ia passar uns anos na sombra, preferia aproveitá-los do que ter todo o meu sexo resumido a encontros cara a cara com o gordo Javi, num catre cheio de percevejos. Nunca tinha gozado com ele e, embora fosse útil tê-lo por perto, minha ideia de foda não era exatamente ele. Yuleydys começou a chupar minha racha com habilidade. Dava pra ver que ela já estava cansada de fazer essas coisas. Não, se no final valeria a pena ter matado o velho pra estar ali aproveitando aquilo... De repente, ela sentou na minha frente, cruzou a perna direita dela com a minha esquerda e começamos a fazer tesoura, esfregando nossas bucetas até gozarmos aos gritos, enquanto as outras presas pediam aos berros pra deixarmos elas dormirem e outras prometiam arrebentar nossa buceta no dia seguinte, porque dava pra ver que putas porcas nós éramos. Desde aquele dia, não tem noite que eu não coma a Yuleydys, cujos peitos eu aprendi a gostar, a ponto de adorar me mastigar passando os mamilos dela pela minha buceta molhada.
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