Fazia calor naquela tarde, daquele calor que não deixa a gente pensar, que encharca as costas mesmo parado. Martín tinha acabado de tomar banho e se acomodou no sofá, sem camiseta, com um short esportivo que mal disfarçava o volume quente entre suas pernas. Não esperava visitas, mas aí a campainha tocou.— Quem é? — perguntou de dentro.
— Sou eu… Cami.
Ele abriu sem pensar muito. Camila, sua vizinha do 5B, era uma mulher pequena, de corpo compacto e rosto doce. Media apenas 1,10, e sempre que conversavam, Martín tinha que se inclinar um pouco para olhá-la nos olhos. Mas isso nunca o incomodou.
O que ele não esperava era encontrá-la com aquele vestido curto cor vinho, sem sutiã, e com um olhar que nunca tinha visto antes.
— Tudo bem? — perguntou ele, notando que ela estava nervosa.
— Não. Ou sim… Não sei — respondeu ela, entrando sem pedir permissão —. Quero falar com você sobre uma coisa. Faz tempo que venho pensando nisso.
Martín franziu a testa, curioso.
— O que foi?
Camila respirou fundo. Aproximou-se até ficar bem na frente dele. Teve que levantar a cabeça, ele mal baixou o olhar. Então ela disse.
— Eu gosto de você. Faz tempo. E não quero mais ficar calada.
Martín engoliu em seco. Olhou para ela em silêncio. Ela continuou.
— Sei que sou… baixinha. Que muitos não me veem como mulher, que acham que não posso provocar desejo. Mas não quero que você seja mais um desses. Quero que me olhe pelo que sou: uma mulher feita e acabada… com vontade, com fantasias, com desejo. Por você.
Ele desviou o olhar.
— Camila… você é linda, de verdade. Mas… não sei. Não quero que você se confunda. Você é minha amiga. E… não sei se conseguiria ver você de outro jeito.
Ela o encarou firme, séria, magoada.
— Não sabe ou não quer porque eu sou desse tamanho?
Ele ficou em silêncio. Essa dúvida o traía.
Camila se aproximou mais. Apoiou sua mão pequena e quente sobre seu abdômen nu. Olhou-o nos olhos com firmeza.
— Não me rejeite por isso, Martín. Não sou uma menininha. Sou uma mulher. Não vê?
E, sem esperar resposta, deslizou a mão por baixo do short. Martín deu um sobressalto, mas não a impediu. Sua mão acariciou o volume que já começava a endurecer.
—Me dá uma chance… De te mostrar como é fazer amor com uma mulher como eu.
A respiração de Martín se acelerou. Ele sentia aquela mãozinha quente envolvendo-o por cima do tecido. O contraste era brutal. Seu pau crescia, latejando, respondendo ao toque suave dos dedos minúsculos.
—Cami… você não devia…
—Cala a boca.
Ela ficou na pontinha dos pés, apoiou-se contra seu peito e buscou sua boca. Ele cedeu. Os lábios dela eram doces, macios, ardentes. O beijo virou fome. E então não houve mais dúvidas.
Martín a levantou com facilidade, pegou-a pelos quadris e a sentou sobre a bancada da cozinha. O vestido subiu sozinho, revelando uma calcinha fio-dental preta minúscula, que ele pôs de lado. Camila suspirou quando ele se ajoelhou e beijou suas coxas, a virilha, com uma devoção que ela nunca tinha sentido.
—Você é tão gostosa, Cami — ele murmurou. Ela arqueou-se quando sua língua encontrou sua buceta — molhada, apertada, deliciosamente sensível. Um gemido suave escapou-lhe, entre tremores.
—Isso… aí, Martín… Não para…
Ele viciou-se no seu sabor, nos seus gemidos, no jeito que ela se sacudia entre suas mãos grandes. Quando não aguentou mais, ergueu-se, puxou seu pau — grande, duro, pingando desejo — e roçou a ponta nela.
—Tem certeza? — perguntou, com o coração em chamas.
—Entra. Vai. Não me trata como se fosse de vidro. Quero sentir você… inteiro.
Penetrou-a devagar, sentindo seu corpinho recebê-lo com uma tensão úmida, quente, brutal. Ela gritou de prazer, agarrou-se a ele com braços e pernas, e moveu-se com uma paixão que o desmontou.
O som dos corpos batendo, os gemidos ofegantes, as palavras obscuras sussurradas no ouvido, transformaram a cozinha num santuário de desejo.
—Mais forte… assim, Martín… você é meu agora… viu que eu sou suficiente?
Ele não conseguiu responder. Estava à beira, investindo contra aquela buceta, perdido naquele corpo pequeno e voraz que o espremia com ternura e fúria.
E quando gozou, tremendo dentro dela, soube: Camila não era uma mulher qualquer. Era um furacão embrulhado num corpo minúsculo.
A respiração dos dois ainda estava ofegante. Martín apoiou a testa no ombro de Camila, ainda tremendo dentro dela, seus corpos grudados, quentes, satisfeitos. O silêncio encheu-se de suspiros e do lento gotejar do suor escorrendo pela pele.
Ela beijou sua bochecha, mas sem ternura. Foi um beijo firme, com um pouco de orgulho ferido.
—Não me olha assim — disse, lendo seu rosto antes que ele falasse.
—Assim como?
Camila desceu da bancada com agilidade, sem medo de mostrar-se nua. Tirou a calcinha molhada e jogou-a no chão.
— Como se você não soubesse o que você quer. Martín engoliu em seco. Não era que ele não soubesse. Era que ele não conseguia dizer. Como ia explicar pros amigos, pra família, que a mulher que o deixava louco de desejo era a vizinha baixinha? A garota que todo mundo via como "fofa" ou "diferente"? Como ia aceitar que uma mulher tão diferente do que ele costumava olhar na rua, nas redes, era justamente a que o deixava tão duro quanto confuso? Ela soube. Leu ele como um livro aberto. — Eu sei que você gosta das altas — soltou, sem drama mas com corte —. As pernas longas, as modelos, as garotas que te fazem ficar bem nas fotos. Eu entendo. Não te culpo. Foda-se a vergonha. — Não é isso… — É sim — interrompeu ela, caminhando até ele com total nudez —. Mas não importa. Se você quiser, a gente pode se ver escondido. Ninguém precisa saber. Só você e eu. Só desejo. Só isso. Martín não teve tempo de dizer nada. Seu membro, ainda úmido do que tinham acabado de fazer, começava a endurecer de novo. Camila o pegou com suas mãozinhas e o beijou com uma entrega brutal. Meteu na boca até onde pôde, sentindo ele pulsar entre seus lábios.
— Vai esconder isso também? — murmurou, lambendo da base até a ponta —. Ou vai aceitar, mesmo que na sombra? Martín arquejou, perdendo toda a vontade. A visão da sua vizinha baixinha chupando seu pau com aquela mistura de ternura e fome era mais poderosa que qualquer preconceito. Ela olhava para ele de baixo, seus olhos enormes e escuros, cheios de desejo e desafio. — Isso te deixa excitado, né? Saber que você é maior que eu em todos os sentidos. Que pode me levantar com uma mão só, que pode me encher toda com uma única enfiada do seu pau… Ele segurou seu cabelo, e ela gemeu, encantada. — Cala a boca, Cami… senão eu não me seguro. — Não se segure — sussurrou —. Não me trate como se eu fosse frágil. Me fode como você sonhou. Escondido, se quiser. Mas me fode bem. Martín a levantou de novo. Dessa vez não houve hesitação. Levou-a até o sofá, colocou-a de costas sobre o encosto, com sua bunda apertada e redonda erguida, exposta, esperando. E enfiou o pau na sua buceta com força, sem culpa, enquanto apertava seus peitinhos.
Camila gemía que nem uma puta. A voz dela encheu o apartamento. O som dos corpos batendo ecoava pelas paredes. Segurei firme sua cintura, metendo nela como se quisesse arrancar sua alma. —Assim, Martín… assim… escondidos… mas sem piedade… só você e eu fodendo… só prazer…
E foi assim. Escondidos, como ela propôs. Como um pecado compartilhado que nenhum dos dois queria parar de cometer.
Os dias passaram, mas Martín não conseguia tirá-la da cabeça. Ele jurou que era só sexo, só um desabafo, uma loucura de uma noite. Mas a verdade invadia seus sonhos e o acordava com o pau duro. Cada vez que a ouvia subir as escadas, seu coração batia mais forte. E quando não a via, ficava inquieto. Camila não insistia, não ligava. Era ele que começava a procurá-la. Uma noite, ele não aguentou mais. Foi até o 5B, bateu na porta. Ela abriu com um shorts de algodão e um top que deixava claro que não usava sutiã.— Oi — disse com aquela vozinha doce.
— Oi… tem um minuto?
Ela sorriu maliciosamente.
— Um minuto ou a noite toda?
Ele entrou sem responder.
Martín já não disfarçava seu desejo. Em sua mente, ela aparecia em todas as posições, mas havia algo que ele não conseguia parar de imaginar: o que sentia ao vê-la em pé na sua frente, chupando ele sem se abaixar. Aquela diferença de altura que antes o incomodava, agora o deixava doente de tesão.
Camila sabia. Tinha notado.
Naquela noite, depois de se beijarem com fúria, ela o despiu e o empurrou contra a parede.
— É isso que você quer? — disse, posicionando-se na frente dele, em pé, com seus lábios exatamente no nível da sua ereção.
Sem se ajoelhar, sem fazer nenhum esforço, ela engoliu tudo com um sorriso nos lábios. Martin gemeu como um condenado.— Deus… isso… assim…
A mãozinha dela brincava com as bolas dele enquanto chupava devagar, depois rápido, depois soltava pra encará-lo com descaramento.
— Você gosta que eu chupe seu pau sem me abaixar, né?
— Muito — admitiu ele, com os dedos no cabelo dela. — Você me deixa louco.
Camila se levantou um pouco só pra beijá-lo, com a boca quente, úmida.
— Me levanta — ordenou.
Martin a ergueu com facilidade. O corpo leve, macio, perfeito pra foder ela de pé no ar. Ela abriu as pernas, guiou o pau dele pra dentro da buceta com uma mão. O corpo dela o recebeu como se estivesse esperando por aquilo desde sempre.
—Me come assim, de pé… forte… me dá o que você guarda quando finge que não me importo… Martín a segurou com força, enfiando na buceta, chupando seus peitos, sentindo seu peso, suas pernas em volta dele, suas unhas cravadas nas costas. Era perfeito. Selvagem. Viciante.
Mas não era suficiente.
—Cami… quero o outro buraco.
Ela o olhou entre surpresa e excitada.
—O cu?
—Sim. Quero te comer pelo cu. Assim, levantada. Pra você sentir meu pau dentro, o que nunca te fizeram.
Camila mordeu o lábio. Depois sorriu, sem medo.
—Se for fazer, que seja bem feito. Sem piedade.
Ele a levou para a cama. A colocou de bruços, com a bunda levantada. Cuspiu no buraquinho e preparou com a língua, com os dedos, com paciência. Ela ofegava, mordia o travesseiro, mas não reclamava. Pelo contrário.
—Faz, Martín. Me dá. Tudo. E ele deu. Entrou devagar, apertado, quente. A bunda da Camila o envolvia com uma pressão que o deixou louco. Ela gemeu alto, entre dor e prazer. —Ai… ai, isso… assim! Mais… arromba meu cu, Martín…!Martín segurou seus pulsos. Enfiava sem parar, suas bolas batendo na sua buceta, sentindo como o corpo dela se entregava a ele, como a mente dela se nublava de tanto prazer. Sua pequena vizinha o deixava viciado, mesmo que ele não quisesse admitir.
E quando ele gozou dentro dela, ofegante, agarrado às suas costas, soube: ele estava obcecado.
Camila não era só um segredo. Era sua droga. Sua perdição.
E ele não conseguia largar.
O porteiro o deteve na entrada do prédio naquela tarde, enquanto Martín voltava do trabalho. —Você ficou sabendo que a garota do 5B vai embora amanhã?
—O quê?
—É. Ela me pediu ajuda para descer as caixas. Disse que vai se mudar pro interior, que conseguiu algo melhor lá.
Martín ficou paralisado. Nem uma mensagem. Nem uma palavra. Depois de semanas de noites clandestinas, de sexo brutal, de desejo compartilhado como uma chama que nunca se apagava, e ela ia embora assim?
Subiu as escadas dois degraus por vez, o coração batendo forte, a mandíbula tensa.
Bateu na porta.
Ela abriu. Estava descalça, de shorts e camiseta, cercada por caixas. Sorriu com tristeza, como se soubesse que ele viria.
—Oi, Martín.
—É verdade?
—Sim. Vou embora amanhã.
—E por que não disse nada?
—Porque não queria que você tentasse me impedir — respondeu, serena —. Já tomei a decisão.
Ele não disse nada. Só a olhou. Camila se aproximou e acariciou seu rosto com aquela mão pequena que tantas vezes o havia tocado com luxúria.
—Não fique bravo. Isso foi lindo. Mas eu também mereço um lugar onde me vejam completa. Onde eu não precise me esconder. Onde não me amem só na sombra.
Martín baixou o olhar. Sentia um nó no peito. Sentiu-se um covarde. Percebeu tudo o que havia calado.
—Cami… eu…
—Shhh — ela o silenciou com um dedo nos lábios —. Não precisa dizer nada. Só vem. Quero te dar algo antes de ir embora.
Pegou sua mão e o levou ao quarto. Havia velas acesas. Tudo cheirava a canela e corpo.
Camila se despiu diante dele sem pressa. Martín a olhou com outro olhar. Pela primeira vez, a viu completa. Linda. Dono de si. Não “baixinha”. Não “a vizinha esquisita”. Só ela. A mulher que lhe ensinou a desejar sem filtros.
Ela também se desnudou, ele a segurou com cuidado, como se soubesse que aquele seria o último corpo que teria em seus braços por muito tempo. Fez amor com ela devagar. Acariciando, beijando cada canto, os peitos, a buceta. Ela gemeu suave, com os olhos úmidos, montada em seu pau, movendo-se com uma sensualidade que partia sua alma.— Obrigada — sussurrou —. Por ter me visto… por ter me desejado. Por me fazer sentir mulher.
Martín não conseguiu segurar as lágrimas. Ela as beijou, sem parar o vai e vem da sua boceta, dos seus quadris.
Quando acabaram, abraçados e nus na cama, ela acariciou seu peito.
— Você vai se lembrar de mim toda vez que uma mulher não te excitar o suficiente — disse com um sorriso malicioso —. Porque nenhuma vai chupar seu pau, em pé, como eu.
Ele riu, entre a tristeza e a excitação.
— Você tem razão.
— E nenhuma vai deixar você entrar por onde eu deixei… nem com tanto desejo.
— Você também tem razão.
Ela se levantou, se vestiu. Olhou para ele da porta.
— Adeus, Martín.
— Vou te ver de novo?
— Só se você aprender a parar de se esconder.
E foi embora.
Naquela noite, Martín não conseguiu dormir. Se masturbou lembrando cada detalhe do corpo dela, da voz dela, da entrega dela. Mas não foi a mesma coisa.
Camila não estava mais lá.
E agora ele sabia: a vizinha baixinha tinha sido a mulher mais foda que tinha passado por sua vida.

2 comentários - Vizinha Baixinha Gostosa