Quando Daniela chegou pela primeira vez naquela casa no subĂşrbio, achou que tinha dado sorte. Salário bom, crianças adoráveis, horários flexĂveis. Mas nĂŁo demorou pra notar a tensĂŁo. A dona da casa, VerĂ´nica, era altiva, fri Pelo desejo. —VocĂŞ está com frio? —ele perguntou.
—Um pouco —ela sussurrou.
Ele tirou o suéter e colocou sobre os ombros dela, mas ao fazer isso, as mãos dele roçaram os braços nus dela. Foi um toque leve. Suficiente. Daniela olhou pra ele de frente e, com a voz trêmula, disse:
—Não entendo como alguém pode falar assim com você… sendo que você é tão bom.
Ele engoliu seco.
—É complicado.
—Não, não é —disse Daniela, e sentou no colo dele, devagar—. Eu sei o que você merece…
E beijou ele.
Raúl tentou resistir… por um segundo. Mas o calor dos lábios dela, o cheiro da pele jovem e úmida, o roçar daquele corpo firme contra a virilha dele, venceram. Ele beijou com força, com fome acumulada. As mãos subiram pelas costas dela, desceram pelas coxas. Daniela gemia entre os beijos, se esfregando contra a ereção já dura dele por baixo da calça.
—Me faz sua… —ela ofegou—. Faz comigo o que ela nunca deixou você fazer.
Ele se levantou com ela no colo e a levou pro quarto. Deitou ela de bruços e abaixou o short devagar, deixando à mostra aquela bunda redonda e firme que ele tanto tinha imaginado. Daniela arqueou as costas, se oferecendo.
Raúl lambeu ela desde a coxa até o centro da sua buceta molhada e aberta. Ela tremia, agarrando os lençóis. Ele tirou a pica e quando a penetrou, foi com força, afundando até o fundo, sentindo ela apertar ele toda. —Meu Deus, Raúl! Isso! —gritava Daniela enquanto ele metia sem parar, segurando os quadris dela. Mudou de posição. Colocou ela por cima. Ela cavalgou a pica dele toda molhada enquanto ele apertava os peitos dela e mordia os bicos, segurando ela pela cintura. Daniela gritava, perdendo o controle. —Você merece isso… merece se sentir desejado —sussurrou ela, bem antes de gozar com um gemido abafado. Raúl não aguentou mais. Gozou dentro dela, com tudo. E pela primeira vez em anos… ele se sentiu vivo.
Verónica tinha voltado uma noite antes do previsto. Nem uma ligação. Nem um aviso. —Não se incomodem — disse ao entrar, com seu tom cortante de sempre—. Vou dormir, estou com dor de cabeça. E Raúl, nem pense em me acordar com suas mancadas.
A porta do quarto de casal bateu com força. Daniela, na cozinha, ficou paralisada.
RaĂşl sĂł suspirou.
—Nem uma palavra — murmurou ele, e continuou lavando a louça.
Naquela noite, o silêncio na casa era pesado. As crianças dormiam. Verónica também. Mas Daniela não conseguia fechar os olhos. A cena do dia anterior ainda queimava na sua pele. Ela sentia dentro de si a lembrança de Raúl, o jeito que ele a pegara, o calor do corpo dele, a voz grave dizendo o quanto a desejava.
E agora, a esposa dormia… do outro lado do corredor.
Eram quase duas da madrugada quando Daniela saiu na ponta dos pés do quarto das crianças. Sua camisola curta não deixava nada para a imaginação. Ela parou na frente da porta do escritório onde Raúl costumava trabalhar à noite. Empurrou devagar.
Lá estava ele. De camiseta, com os óculos, revisando uns documentos sob a luz fraca da escrivaninha.
—Não conseguia dormir — sussurrou ela.
RaĂşl levantou o olhar.
—Você não devia estar aqui — murmurou. Mas a voz dele tremia.
—Ela tá dormindo, né? — Daniela fechou a porta atrás de si—. Eu também podia estar dormindo… sozinha… molhada…
Ela disse isso bem baixinho, sentando na escrivaninha, deixando a camisola subir, mostrando a buceta molhada, sem calcinha.
RaĂşl engoliu seco.
—Daniela…
—Shhh — ela levou um dedo aos lábios—. Não fala.
Ela se aproximou e sentou no colo dele, roçando a buceta na ereção já evidente. Devagar, começou a se mexer sobre ele, se esfregando sem penetrar. Raúl fechou os olhos e apertou os dentes.
—Você gosta de me ver assim? — sussurrou—. Molhada… em cima de você… enquanto sua mulher dorme a poucos metros.
Raúl não respondeu. Só a agarrou com força e a levantou, baixou o short, deslizando. O pau dele fica duro dentro dela com uma única enfiada. Daniela abafou um gemido e tapou a boca com a mão.
—Shhh… pra ninguém ouvir… Ela começou a cavalgar ele devagar, sem desgrudar o corpo do dele, com a camisola mal cobrindo as costas nuas. Os gemidos eram baixinhos, sussurrados. As metidas eram fundas, mas contidas. A escrivaninha rangia leve debaixo deles. —Juro que nunca me senti assim —sussurrou Raúl no ouvido dela—. Como se finalmente… eu fosse eu.
—Você é —respondeu Daniela—. E eu sou sua…
Ele deitou ela de bruços na escrivaninha, levantando a camisola. Se inclinou por cima e comeu ela por trás, empurrando devagar mas firme, segurando o pescoço dela com uma mão, enquanto com a outra tampava a boca dela pra não gritar.
O sexo era mais intenso por causa do risco. Pela possibilidade de serem descobertos. Cada movimento, cada suspiro… era um desafio pra esposa que dormia a poucos metros. Daniela gozou tremendo, com a boca aberta em silêncio. Raúl terminou segundos depois, se descarregando dentro dela com força, mordendo o ombro dela pra não gemer. Os dois ficaram assim, respirando pesado, suando. Depois, ela se levantou, ajeitou a camisola e sorriu pra ele. —Boa noite, seu Raúl. E saiu sem fazer barulho. No corredor, a porta do quarto do casal continuava fechada. Naquela noite, os gritos foram mais altos que o normal. —Tô farta das suas desculpas! —berrou Verônica do corredor—. Você é um parasita! Nem como homem serve! Vai pro sofá, agora! Raúl não respondeu. Só fechou os olhos por um instante, segurando a raiva, e baixou o olhar. Andou em silêncio pela casa escura, até parar na frente da porta do quarto das crianças. Abriu devagar, com cuidado, e lá estava ela. Daniela, deitada no colchão extra, com uma camiseta dele vestida, que ficava grande e provocante, tipo uma fantasia erótica de inocência. Ela olhou pra ele na hora, sabendo, pela expressão cansada dele, que algo não tava bem. Raúl se aproximou da cama dela e se agachou. —Tá acordada? —Tô sempre acordada quando você tá mal —sussurrou. Ele hesitou um momento, e depois disse: —Vem comigo. Mas sem fazer barulho. Daniela se levantou, sem perguntar. Sabia que se ele chamava ela assim, de noite, sem palavras, era porque alguma coisa tava queimando dentro dele. Seguiu ele pelo corredor. Não pro sofá. Nem pro escritório dele. Desceram por uma escada lateral, estreita, que levava ao porão. Um lugar escuro e úmido que ela nunca tinha explorado. Quando Raúl acendeu a luz, Daniela se surpreendeu. Ali, num canto, ele tinha preparado um colchão de casal, limpo, coberto com lençóis macios. Uma lâmpada fraca pendia do teto. De um lado, um ventilador de pé zumbia com ar fresco. Em cima de uma mesinha Tinha garrafas d'água, lenços, uma vela apagada. Tudo pronto. Tudo planejado. —Faz quanto tempo… que você tem isso? —sussurrou Daniela, olhando em volta.
—Faz semanas —respondeu Raúl—. Não aguentava mais. Precisava… de um lugar onde pudesse respirar.
Daniela se aproximou e o abraçou. Sentiu o peito dele batendo forte, as mãos tremendo ao envolvê-la.
—Aqui você pode fazer mais do que respirar —sussurrou no ouvido dele, enquanto tirava a camiseta, ficando completamente nua sob a luz fraca.
RaĂşl olhou pra ela como se fosse a primeira vez. Ele a desejava. Mas, mais que isso, precisava dela.
Deitou ela no colchĂŁo e começou a beijá-la devagar, com devoção. Os lábios percorreram o pescoço, os peitos, a barriga. Daniela se arqueava, entregue. Quando a lĂngua dele chegou na buceta molhada, ela já gemia, tapando a boca com a mĂŁo.
—Deus… Raúl… —ela ofegava, com as pernas tremendo—. Você é meu… aqui embaixo, você é só meu… Ele a devorou até fazê-la gozar duas vezes, com movimentos suaves, precisos, apaixonados. Depois, subiu sobre ela e enfiou a pica na buceta dela devagar, olhando nos olhos dela, como se o mundo inteiro não existisse além daquele cantinho secreto.
O colchão rangia suavemente sob os corpos deles, misturados em suor e desejo. O ventilador girava, soprando o ar quente do pecado. Os movimentos aceleravam. Ela o envolvia com as pernas, apertando-o com força lá dentro. Sentia ele tão fundo, tão cheio, tão dela.
—Me faz tua mulher… aqui… nesse esconderijo… onde ela não existe —sussurrou Daniela, entre ofegos.
Raúl a penetrou com força, fazendo a tábua do chão vibrar. Gozou com um gemido grave, enterrado nela até o fundo. Depois, se deixou cair ao lado dela, exausto, acariciando o cabelo dela.
Ficaram assim. Em silĂŞncio. Juntos. Reais.
Do andar de cima, sĂł o som do ventilador se infiltrava pelas paredes.
E a certeza de que aquele lugar… já não seria apenas um refúgio.
Mas o palco onde o desejo se transformava em amor proibido.
As semanas passavam. RaĂşl e Daniela continuavam se vendo toda noite no quarto secreto. A relação deles ficava mais profunda, mais emocional. Já nĂŁo era sĂł sexo. Era cuidado, ternura, cumplicidade. Mas lá em cima… o clima continuava pesado. VerĂ´nica estava mais tensa. Mais distante. Quase nĂŁo falava mais. SaĂa Ă tarde vestida como se fosse para uma gala, mas dizia que ia pra “reuniões de trabalho”. NĂŁo perguntava pelas crianças. Nem pelo marido. Nem pela babá. Uma noite, RaĂşl percebeu que VerĂ´nica tinha esquecido o celular dela na cozinha. Pegou pra deixar em cima da mesa, mas aĂ viu. Uma notificação: “TĂ´ com saudade de vocĂŞ na minha cama, foxy yummy.” Sentiu o chĂŁo tremer. Abriu a mensagem. Era de alguĂ©m chamado “Luis (EscritĂłrio)”. Mas as fotos nĂŁo eram de escritĂłrio. VerĂ´nica, de lingerie. Com uma taça de vinho. Numa cama que nĂŁo era a dela. RaĂşl nĂŁo disse nada. NĂŁo gritou. SĂł respirou fundo… e tirou fotos. VĂdeos. Prints. Provas. Naquela noite, desceu com Daniela pro porĂŁo sem falar uma palavra. — O que foi? — perguntou ela, acariciando o rosto dele. — Agora sim… acabou tudo — respondeu ele, com uma calma que assustava. — NĂŁo vou mais viver nessa farsa. Vou embora. E vocĂŞ vem comigo. Dois dias depois, RaĂşl entrou com o pedido de divĂłrcio. Pediu a guarda total das crianças, alegando negligĂŞncia emocional, abuso verbal e infidelidade comprovada. VerĂ´nica explodiu. Gritou. Ameaçou. Mas nĂŁo conseguiu negar as provas. Nem as datas. Nem os hotĂ©is. Daniela nĂŁo se escondeu. Enfrentou tudo de cara. Como babá. Como testemunha. Como mulher. TrĂŞs semanas depois, um juiz concedeu a guarda provisĂłria pra RaĂşl, enquanto o processo corria. VerĂ´nica saiu de casa furiosa, com uma malinha sĂł, sob o olhar frio dos prĂłprios filhos. Naquela noite, a casa ficou em silĂŞncio. RaĂşl se aproximou de Daniela, que estava na cozinha, tremendo. — E agora… o que vai ser da gente? — perguntou ela, sem coragem de olhar pra ele. Ele se aproximou, segurou o rosto dela com as duas mĂŁos e a beijou com Força. —Agora… vocĂŞ vai ser minha mulher. NĂŁo escondida. NĂŁo em segredo. NĂŁo num porĂŁo. E naquela noite, pela primeira vez, eles transaram na prĂłpria cama deles. A que antes ele dividia com a VerĂ´nica. Agora era sĂł deles.
Raúl foi tirando a roupa dela devagar, como se redesenhando a pele com os dedos. Daniela olhava pra ele com os olhos brilhando, bem abertos, enquanto ele a penetrava com calma, acariciando o rosto dela. —Tô contigo… pra sempre —ele sussurrou.
Ela se arqueou, gemendo baixinho, montada nele, cavalgando devagar, fundo, até os dois gozarem juntos, num gemido longo, doce e desesperado.
Não tinha mais culpa. Nem segredos. Só dois corpos… e uma vida nova pela frente.

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