Nossas parceiras são taradas

Não sei se foram os cinco drinks, o reggaeton que me fez suar como se tivesse corrido meia maratona, ou o jeito que aquele segurança me encarou como se tivesse me marcado, mas quando fechei a porta do apartamento e me deparei com o silêncio de sempre, soube que tinha voltado pra casa... diferente.

Sim, tinha saído com as minhas amigas. Sim, ri pra caralho, dancei igual uma endemoniada e bebi até a água do vaso. Mas aquela não foi uma noite qualquer. Aquela noite eu comi um cara num canto escuro da balada, com as bochechas apertadas contra uma parede áspera, com a calcinha fio dental virada e o coração batendo no meio das pernas.

— Shhh... — falei pra mim mesma, enquanto fechava a porta com cuidado, olhando pro quarto como se o Lucas fosse um urso hibernando.

Silêncio. Respiração funda. Perfeito.

Tirei a jaqueta jeans e deixei cair no sofá sem olhar. Depois, com um suspiro longo e as coxas ainda tremendo, tirei a blusinha de alcinha por cima da cabeça. Ri sozinha quando vi as marcas de dedos na pele, como se o segurança tivesse querido deixar o autógrafo dele.

— Nossa... que animal — sussurrei.

O sutiã foi o próximo. Tava úmido na parte de baixo. Não de suor, mas de outra coisa. Aquela umidade que a gente carrega por horas e que só se limpa com um banho quente. A minissaia preta, aquela que gruda como uma segunda pele e que sobe sozinha toda vez que eu me abaixo, resistiu um pouco. Desci devagar, cuidando pra não cambalear. Minhas coxas ainda pulsavam. Depois, os saltos. Meus pés doíam como se eu tivesse ficado de joelhos a noite toda. Bom... quase.

Entrei na cama sem fazer barulho, na esperança de dormir antes que minha cabeça começasse a remoer tudo que eu tinha feito. Mas mal encostei a bochecha no travesseiro, senti o Lucas virar e me envolver com aquele corpo comprido e quente que sempre me faz sentir pequenininha. O braço dele fechou na minha cintura e me puxou pra perto. De conchinha. A respiração dele tava lenta, mas o pau não.
—Mmhh... acabou de chegar? —murmurou, com a voz rouca.
—Sim... —falei, com um sorrisinho culpado—. Te acordei?
—Não... —me beijou o pescoço—. Tava te esperando. Cê tá molhada...
—Como cê sabe?
—Tô sentindo o cheiro —e apertou minha bunda como se soubesse exatamente o que eu tava trazendo.
Eu ri, sem culpa. Sempre me surpreende—. E aí? —me perguntou no ouvido, a voz meio sonolenta, meio quente—. Se comportou?
—Quer que eu conte?
—Tô todo ouvidos.
Me virei de barriga pra cima. Ele apoiou a cabeça no meu peito nu. Me olhava de baixo, com um sorriso safado, enquanto eu passava os dedos no cabelo dele.
—Bom... saí com as minas, fomos naquele balada nova em Palermo. Tomei uns daiquiris, depois um gin tônica, e aí depois... aí depois já tava nem aí.
—E aí?
—E aí... tinha um segurança. Me olhava como se me conhecesse. Como se soubesse alguma coisa minha. Gostei disso.
Lucas engoliu seco. Senti ele ficar meio tenso.
—O que cê fez?
—Segui ele até um canto de uma escada onde ninguém entra. Me pegou pelos ombros e me encostou na parede. Levantou minha saia até a cintura, baixou minha calcinha com uma mão só e me meteu assim, sem falar nada. Doeu. Adorei.
Lucas gemeu baixinho. O pau dele já tava duro, roçando na minha perna.
—E aí?
—Me comeu sem tirar nem o cinto. Só tirou o pau pela braguilha. Me segurou pela garganta um pouquinho. Falou "me olha" e eu olhei. Gozei tão forte que tive que morder a mão pra não gritar. Depois ele gozou fora, mas me sujou a bunda toda. Ainda tô com o esperma dele entre as pernas.
Lucas me beijou com fúria. Meteu a língua como se quisesse apagar o gosto de outro. Montou em cima de mim e meteu com raiva, sem preâmbulo.
—Cê é minha —rosnou.
Eu ri de novo, abafada.
—Essa noite não fui sua.
E ele, em vez de se irritar, se incendiou de vez. Porque sabe que depois de uma noite assim, eu volto pra casa. Sempre volto.Nossas parceiras são taradasEle me atropelou de novo, mais fundo. Tirou meu ar. Ele adorava aquilo. Me sentir falando enquanto me preenchia. Me olhava com os olhos semicerrados, como se medisse cada palavra que eu soltava.
—Me conta —disse ele, apertando os dentes—. Quero ouvir enquanto te como.
Eu ri, entre ofegos. O calor subia pelo meu peito como uma febre. Minhas pernas tremiam.
—Encontrei ele fumando na porta —comecei, fechando os olhos, me deixando levar—. Me aproximei... cumprimentei com aquele sorriso meu que você sabe que não falha. Falei que gostava de homens com braços grandes, e ele só me olhou. Não disse nada... me olhou como se já soubesse que ia terminar dentro de mim.
Lucas investiu de novo. Mais forte. Minha cabeça balançou contra o travesseiro. Mordi o lábio pra não gemer que nem uma louca.
—Você gostou? —sussurrou no meu ouvido, quente, áspero.
—Adorei... —ofeguei—. Ele apertou minha cintura com uma mão só... me grudou na parede com o corpo... Baixou minha calcinha fio dental e disse que não ia ser gentil. Que não gostava de pedir permissão. E eu... eu falei pra ele fazer o que quisesse comigo...
Lucas se movia com fúria contida. Metia inteira, fundo, e depois saía devagar, como se quisesse que eu sentisse cada centímetro saindo de mim. Beijava meu pescoço, meus ombros, como se me odiasse e me desejasse ao mesmo tempo. Os dedos dele seguravam minha mandíbula com raiva.
—Foi assim que ele fez? Assim que te segurava?
—Não... você faz melhor —falei, entre soluços que não eram de tristeza, eram pura ardência, pura emoção crua—. Você me quebra. Ele foi bruto, sim... mas você sabe como... como... —a frase cortou quando ele investiu mais forte.
Me arqueei. Me abri mais. Envolvi ele com as pernas, dando tudo.
—Onde ele gozou em você? —perguntou, com a voz na carne viva.
—Atrás... ele me virou e gozou na bunda... escorria... e eu... eu me senti tão puta... tão viva —falei, olhando nos olhos dele—. E agora tô aqui, toda suja... toda sua...
Lucas me beijou com violência, me mordeu o lábio. Depois desceu as mãos até meus quadris, e me levantou com uma força que me fez soltar um gemido abafado. Me fez subir em cima dele sem dizer uma palavra. Se jogou pra trás, com o pau duro, tremendo. Me agarrou pela cintura e me empalou como se precisasse me partir no meio.
—Continua me contando —disse ele, me olhando de baixo, os olhos injetados de luxúria—. Que namorada mais puta que eu tenho!
Eu me mexia devagar, sentindo tudo. Cada centímetro. Cada pulsação.
—Quando ele gozou, baixou minha saia... me beijou a nuca... como se tivesse gostado. Como se eu fosse um presente. E eu... eu... ai, amor, não consigo falar...
Lucas me puxou pra ele e mordeu meu pescoço enquanto eu cavalgava o pau dele como se minha vida dependesse daquilo.
Então eu vi ele olhar pro lado, com aquele olhar dele que mistura safadeza e escuridão. Esticou o braço, tateando no chão, e aí encontrou: minha minissaia preta, amassada como uma cobra dormindo ao pé da cama. Levantou com os dedos e a desdobrou na frente dele como se fosse uma peça sagrada.
—É essa que você tava usando?
—Sim —respondi, baixando o olhar, quase inocente—. Essa mesma.
Ele segurou pela cintura, o tecido fino pendurado como uma bandeira depois da batalha. Os dedos dele buscaram com precisão uma área específica. Encontraram na hora: uma mancha seca, irregular, endurecida. Um vestígio traiçoeiramente branco e brilhante que destacava no preto fosco do tecido.
—Isso... é dele? —perguntou, em voz baixa, com uma mistura de espanto, excitação e... algo mais. Algo selvagem.
Eu olhei pra ele com aquele sorriso que só mostro quando não tem mais vergonha, quando só resta desejo e fogo.
—Sim —falei, arrastando o “s” como um sussurro quente—. É porra dele. Ele baixou minha saia depois de gozar, e ajeitou assim, com o leite ainda fresco na minha pele...
Lucas engoliu seco. Vi ele fazer isso. Os olhos dele brilhavam de puro tesão.
—E você andou assim? Com a porra secando na sua cintura, porquinha?
—A noite Noite. Dancei com aquilo escorrendo por baixo, e depois sentei num táxi com a calcinha toda melada. Me toquei no banco de trás pensando em você. Em como você ia reagir quando eu te contasse...

Lucas aproximou a peça de roupa. Segurou ela na frente da minha boca.
— Toma. Come, hotel, puta. Eu sei bem que você gosta.

Eu não disse nada. Só ri. Aquele meu riso que já não pede permissão, que não conhece vergonha. Tirei a saia das mãos dele com os dentes, mordi e levei à boca como se fosse um troféu. Apertei com os lábios, com a língua. Senti o gosto velho, ressecado, mas inconfundível. Gosto de prova.

— Que nojo... — murmurei, entre gargalhadas —. Que tarado que você é, Lucas. Você adora isso.
— E você?

Devolvi o olhar, já sem máscara.
— Me excita mais que tudo. Saber que ainda tenho ele no tecido, que você toca, que você me faz provar... e que enquanto isso continua fodendo com aquela fúria... me deixa louca.

E então ele me agarrou com as duas mãos, me empurrou contra o corpo dele e voltou a me penetrar. Como se a peça fosse uma bênção, um sinal de que ainda não tínhamos chegado ao fundo do poço. Voltei a gemer, dessa vez com a saia contra o rosto, mordendo ela igual uma puta. Sentia a respiração dele no meu pescoço, a voz quase num ronco:

— Você gostou de ser dele?
— Adorei como ele me usou. Como usou meu corpo pra se dar prazer, igual você tá fazendo agora, meu amor.
— E agora?
— Agora quero que você termine de me quebrar.

E foi o que ele fez.
Me empurrou pra baixo, me deixou com a cara no colchão e a bunda pro alto, e me fodeu como se quisesse entortar minha coluna. Eu gemia entre os lençóis, a saia ainda na boca, saboreando a marca do outro enquanto recebia a dele.

Porque é assim que a gente é.
Às vezes me pergunto se tem algo mais lindo — mais sujo, mais sincero, mais nosso — do que o jeito que o Lucas me olha depois de uma noite assim. Quando já gozei em cima dele duas, três vezes. Quando tenho as pernas cãibradas, o cabelo grudado na cara e a boca dormente. de tanto gemir. Quando ele nem limpou o último orgasmo, porque ele sabe, e eu sei, que aquele gozo ainda quente no meu corpo faz parte do jogo.
Olho pra ele, ali deitado, com o torso nu e o coração batendo forte no peito, e não consigo evitar sorrir que nem uma maluca. Um daqueles sorrisos que nascem lá da minha buceta e sobem pela barriga.
— Sabe o que mais me excita em você? — falei, virando pra apoiar a cabeça no braço dele.
— O quê? — ele perguntou, com aquela voz rouca que fica depois de me foder do jeito que ele fode. Como se tivesse a alma quebrada de tanto me sentir.
— Que você é pervertido... mas nojento não. Que me olha com aquela fome suja, sem transformar isso em algo desagradável. Que sabe brincar com meu lado mais obscuro, aquele que quase nunca mostro... e em vez de me julgar, você comemora. Me celebra. Você se excita comigo.
Ele riu, baixinho. Passou a mão no meu cabelo, suave, enquanto eu continuava falando. Porque quando me abro assim, quando começo a falar, não tem mais freio.
— Adoro que você goste que eu conte minhas putarias. Que não sinta nojo se eu disser que gozei duas vezes no banheiro de uma festa. Te excita. E isso, mano... isso me faz te amar mais.
Lucas me beijou a testa. Senti o sorriso dele na minha pele.
— E além disso — completei, levantando uma sobrancelha —, não tem gozo que eu goste mais do que o seu.
Ele me olhou, curioso. Me conhece. Sabe que quando começo a falar assim, me entrego.
— Sério? — perguntou, meio sorrindo.
— Sim. Nada me excita mais do que sentir você gozar dentro de mim. Sentir aquele calor... aquela pressão repentina que me inunda por dentro. Como se me selasse. Como se me marcasse de novo. — Toquei minha barriga, de leve —. Juro que sinto ele se mexer em mim depois. Como se ainda estivesse me fodendo, mas com seu gozo.
Lucas fechou os olhos por um segundo. Respirou fundo. Eu continuei, sem pausa.
— E se você gozar na minha boca... uf... Sabe o que sinto quando engulo de alguém que amo? Não é igual com outro. O seu eu gosto. Gosto do gosto. Gosto como você me olha quando faz isso, quando se aproxima com a pica quente e abre minha boca com os dedos. Eu te olho de baixo e você me sente te engolir... sentir você meu de outro jeito.
Ele não dizia nada. Só respirava. Eu sabia o que aquilo fazia com ele. E adorava. Ele se ajeitou, virou-se para me abraçar. Me apertou contra o peito dele como se tivesse medo de eu sumir.
Fiquei ali, com a cabeça no peito dele, ouvindo as batidas fortes, pesadas. O cheiro dele me invadia o nariz, aquele cheiro de pele quente, de homem que acabou de foder com o corpo inteiro, com a alma. Eu tinha uma perna por cima dele. Sentia o esperma dele morno escorrendo devagar, quase com vergonha.
Eu não. Eu não tinha vergonha de nada. Não depois de uma noite assim.
Dei um beijo suave no torso dele, bem em cima do mamilo esquerdo, e levantei a cabeça para olhá-lo. Ele estava com os olhos meio fechados, como se estivesse flutuando.
— eu... — falei, com voz manhosa —. Você também tem que falar...
— Falar de quê?
— De mim. De você. Do que você sente quando está comigo. De como eu te deixo quando sento em cima de você. — Mordi o ombro dele de leve, com um sorrisinho malicioso —. Não se faz de besta que você adora falar putaria na cama. Agora quero ouvir você.
Ele riu, entre os dentes. Me olhou de canto, com aquela cara de "você já sabe o que eu penso, não enche o saco". Mas eu não ia aliviar.
— Vai... — insisti, com voz de bebê mimada —. Me fala. Não guarda nada. Fala do jeito que sair. Mesmo que eu já saiba, quero ouvir igual. Tipo quando a gente pede pra repetir que amam a gente, sabe? Você já sabe, mas precisa ouvir do mesmo jeito...
Lucas suspirou. Passou a mão no rosto. Depois me agarrou a nuca, com firmeza, e me puxou pra boca dele. Me beijou devagar. Firme. Depois sussurrou:
— Você me faz sentir coisas que me dão medo às vezes. Porque não é só o quanto você é gostosa. Não é só seu corpo, seus peitos, sua bunda perfeita. É como você se mexe, como me olha quando sabe que tá me matando. Você me faz sentir como se você me tivesse segurando pelas bolas com um sorriso.
Eu soltei uma risada curta. Mas ele continuava sério. Cru.
—Quando você grita, quando se arqueia como se estivesse levando um choque na alma... sinto que ali eu te tenho. Que você é toda minha. Mesmo que tenha sido de outro, mesmo que tenham te tocado antes. Ali, naquele instante, você é só minha.
—Eu sou —falei baixinho, com a boca no pescoço dele—. Sempre volto pra você.
—E quando você me fala que engole meu gozo porque gosta, porque te faz sentir marcada... —ele me olhou, com os olhos acesos—... você não sabe o que me provoca. Me dá vontade de te foder até você não conseguir andar. De te encher até escorrer pelas suas pernas três dias seguidos.
Eu ofeguei, literalmente. A pélvis tremeu. Me apertei contra ele, buscando mais do corpo dele.
—E tem mais uma coisa —ele acrescentou, baixando a voz—. Eu adoro que você seja tão puta comigo. Mas só comigo. Que o mundo te veja como aquela gostosa segura, que anda na rua como se fosse dona do asfalto. Mas que quando a porta fecha, você se ajoelha, se entrega, me fala “me usa, me faz sua”.
E então, num suspiro que foi quase um grunhido, ele me disse.
—Vira. Quero sua bunda.
Assim. Sem preâmbulo. Sem doçura.
Eu ri. Não me surpreendeu. Me excitou. Levantei a cabeça pra olhar ele, com uma sobrancelha levantada e aquele sorriso que já não precisa de palavras.
—Assim, na lata?
—Sim. Quero te foder o cu, Vicky. Agora, vai.
Do jeito que ele falou... eu derreti. A pele queimou. Desceu algo pela minha espinha, como uma descarga elétrica.
—Sabe que você é o único que pode me pedir isso assim? —falei, enquanto me levantava devagar, deixando o corpo falar por mim—. O único pra quem eu entrego essa parte de mim. Porque você é o único que sabe como cuidar dela... e como destruir ela ao mesmo tempo.
—E vou destruir —ele disse, já apoiando nos cotovelos, com os olhos cravados no meu corpo enquanto eu me ajeitava de joelhos—. Vou te arrebentar. Porque essa bunda é minha.
Me virei. Fiquei de quatro. Devagar. Com drama. Mexi a Só a bunda, como se estivesse tentando, como se estivesse dizendoolha só o que você vai comerEle se aproximou na hora, com aquele silêncio quente que sempre tem quando vai fazer algo sujo. Me abriu com as mãos. Eu gemi baixinho.
—Tá molhadíssima.
—Molhada por você.
—Abre mais.
Eu abri. Me arqueei do jeito que sabia que ele gostava. Rabo bem pra cima. Rosto no travesseiro. Entregue.
—Cê gosta de dar o rabo pra mim, Vicky?
—Adoro... mas só pra você.
Senti a língua dele primeiro. Meus braços tremeram. Me lambeu com fome, com precisão. Fez devagar, com uma malícia doce, como se cada passada fosse um beijo sujo. Eu gemia entre os lençóis, me esfregando na cara dele. Enfiava os dedos na boca pra não gritar. Porque sim, ele me faz gozar com a língua ali. É forte assim o que a gente tem.
Depois ele cuspiu em mim e me deu um tapa na bunda. Gemi agudo com a surpresa do tapa. Riscou a ponta da pica em mim. Eu já não aguentava mais. Me apertava nos lençóis como se fosse voar.
—Faz, Lucas. Mete em mim. Me arrebenta.
E ele meteu. Devagar, primeiro. Com aquela paciência que ele só tem quando tá tão louco que quer que dure. Senti cada centímetro me abrindo. Fiquei tensa. Ele me segurou pelo quadril com uma mão, e com a outra acariciou minhas costas.
—Cê é minha, Vicky. Ninguém te tem assim. Ninguém.
—Ninguém —confirmei, com os olhos apertados—. Só você. Só você consegue me comer assim.
Quando ele ficou todo dentro, parou. Me deixou sentir. Me preenchendo. Depois começou a se mover. Ritmo firme. Quadril contra minha bunda. Batidas molhadas. Meu corpo empurrado pra frente a cada estocada.
Cada estocada era uma declaração. Um golpe seco que fazia meus braços tremerem. Me empurrava pra frente e eu me segurava como podia, com os joelhos cravados no colchão, as mãos enroscadas nos lençóis. Suava na testa. Uma lágrima escorria. Mas não de dor. Não, não. Era prazer puro, brutal, total.
—Olha como entra em você —ele disse, apertando minha bunda com raiva—. Cê é tão minha que até esse lugar você me entrega.
—Tudo seu —ofeguei, já sem ar—. Me destrói... me arrebenta. Me falta o respeito se quiser...
Não precisava repetir. Lucas já estava solto. Me agarrou pela cintura com as duas mãos e começou a me comer como um animal. Metidas certeiras, ritmadas, molhadas. Eu gemia sem controle. Babava pela boca, minhas coxas tremiam. Sentia ele se mover dentro de mim como uma batida, como uma verdade impossível de esconder.
Ele tava me comendo o cu como se quisesse me atravessar.
E eu tava deixando. Não só deixando:pedindo pra ela.—Aaaahhh! —eu gritei, bem na hora que ele apertou meu pescoço por trás, com a mão firme—. Tô quase gozando!

E gozei. Ali. De novo. Forte. Gemendo como se tivesse parindo. Como se tivesse me rasgando por dentro. Afrouxei. Me abri toda. Me entreguei.

Ele não demorou. Duas, três estocadas a mais, e eu senti. O estouro. O calor. O gozo dele me enchendo como se fosse lava. Fiquei parada, engolindo o choro, com as bochechas contra o lençol e as pernas abertas.

Ele gozou dentro, fundo, me segurando com toda a força, apertando a testa nas minhas costas. Eu só repetia o nome dele como uma reza. Como se não soubesse falar mais nada.

Depois… silêncio.

Aquele silêncio sagrado de depois.

A gente se largou. Literalmente. Ele saiu de mim devagar, com aquele cuidado que ele tem quando volta a ser meu Lucas, não o bicho de segundos atrás. Me virou e me puxou pra cima dele, com os corpos molhados, grudados, misturados.

Me abraçou. Me envolveu.

E eu, em cima dele, com a buceta quente, o corpo exausto, o coração disparado… sorri.

—Você me matou —falei, com a voz rouca e gasta, mas feliz.

—Te amo —ele disse, assim, sem anestesia.

E eu… não respondi com palavras.

Beijei ele. Mordi o lábio dele. Encostei a testa na dele.

—Você não sabe o bem que me faz me comer assim.

Eu ainda sentia o calor entre as nádegas, aquele peso interno que o Lucas deixava toda vez que gozava dentro de mim. Era uma mistura deliciosa de cansaço, fogo residual e ternura.

O Lucas ficou em cima de mim mais um tempo. O peito dele colado nas minhas costas, o rosto enterrado na curva do meu pescoço, respirando como se tivesse acabado de correr dez quilômetros e ao mesmo tempo estivesse em paz. Eu sorria sem precisar abrir os olhos. Aquele tipo de sorriso que só aparece quando não tem mais nada pra provar. Quando tudo já foi dito com o corpo.

Senti a mão dele começar a me percorrer. Sem pressa. Sem intenção imediata. Com aquele jeito dele dequero tocar de novo o que eu conheço como ninguémPrimeiro foram os dedos, sutis, mal roçando da base do meu pescoço até a parte baixa das costas. Depois, sem dizer nada, usou a palma inteira. Como se tateasse. Como se memorizasse de novo. Me percorria como se meu corpo fosse uma superfície sagrada. Como se precisasse reconhecer cada centímetro pra acreditar de novo.

—Caralho, tu tem umas pernas incríveis, Vicky —sussurrou de repente, com a voz ainda rouca—. Lindas, fortes... suculentas.

Eu ri, sem abrir os olhos.

—Só as pernas?

—Não —disse na hora, e a mão dele desceu pelas minhas coxas, apertou, abriu um pouco mais—. Também tua bunda. Amo tua bunda. É perfeita.

—Ah, é? —falei com voz sonolenta, de brincadeira—. O que tem de perfeito?

—A forma. A simetria. O volume. A redondeza certa. Não é exagerada nem pequena. É aquele tipo de bunda que você não precisa imaginar como é a sensação. Só de olhar, já sabe que é uma loucura. Que foi feita pra ser tocada. E pra ser comida.

Essa frase me fez sorrir mais forte. Adorava quando o Lucas falava assim, sem rodeios, com aquela mistura de adoração sincera e tesão pesado. Me fazia sentir desejada de verdade. Desejada como mulher, não só como corpo.

—Então você olha e já dá vontade de me comer? —perguntei, virando só a cabeça de lado, sem sair da minha posição entregue.

—Sim. Toda hora. Às vezes você tá cozinhando e se mexe um pouco pro lado, e juro que dá vontade de te agarrar ali mesmo.

—E mas se isso você já faz, amor. Não consigo cozinhar sossegada porque você já vem por trás e me faz sua, do nada —falei entre risadas.

—Isso também me encanta. Que você se abre toda. Que me dá tudo. Até isso. E faz com vontade. Como se fosse um presente que só dá pra mim.

Senti a mão dele subir de novo, apertar uma nádega e depois a outra. Brincava com elas como se fossem um brinquedo caro. Depois se abaixou e me beijou ali, com a boca aberta, molhada, como se continuasse me comendo mesmo sem fome.

—E adoro como você quica —completou, com tom de moleque. malcriado—. Quando eu te fodo forte e você faz aquele tremor... sabe o que isso faz comigo?
—O que faz?
—Me dá vontade de te comer pra vida toda.
—Você tá apaixonado pra caralho, Lucas...
—Tô louco. Por você. Pelo seu corpo. Mas também por como você me deixa falar assim com você. Você não me freia. Não me julga. Me dá mais.
Abri os olhos. De leve. Olhei pra ele por cima do ombro. Ele tava ali, deitado do meu lado agora, com a mão ainda na minha cintura, como se precisasse continuar ancorado em mim.
—E sabe o que mais eu gosto em você? —falei, bem baixinho—. Que você não me olha com culpa quando fala tudo isso. Que você não se arrepende. Que não se faz de certinho. Você fala e pronto. Como tem que ser.
—Porque você facilita. Me faz sentir livre.
—E você me faz sentir desejada como ninguém. Isso não é qualquer um que faz, Lucas.
—Você é a mulher mais gostosa que já tive. E não tô falando só do corpo. Mas se for falar do corpo... sim, gata: você tem a melhor bunda do universo. E vou continuar adorando ela mesmo quando a gente estiver velho e enrugado. Mesmo que você reclame da celulite ou do tempo. Eu vou continuar olhando com a mesma vontade. E se der... continuar comendo ela.
E a gente seguiu assim por mais um tempo. Essas conversas quentes são recorrentes, a gente nunca enjoa, sempre improvisa. Mas já tava com sono, principalmente eu que não tinha dormido nada. Então a gente se abraçou e deixou o sono vencer.
Abri os olhos devagar, como se o corpo soubesse que era domingo. Nem alarme, nem buzina, nem o sol batendo na minha cara. Só aquela calma quentinha que a cama tem depois de uma noite selvagem. Me espreguicei feito uma puta, com as pernas enroscadas nos lençóis, os cílios grudados de sono e a pele ainda com aquele cheiro inconfundível: a gente.
Lucas dormia do meu lado. De lado, com a boca entreaberta, respirando devagar, fundo. Tinha o braço esticado no meu travesseiro, como se ainda me abraçasse. E no ar, aquele calor denso e gostoso de quarto com janela fechada depois de transar.
Esfrego os olhos, bocejo como se Desfiz e tateei o celular no criado-mudo. 11:34. Quase meio-dia. Podia ter levantado, ido pra cozinha, esquentar água, fazer café, pensar no almoço. Tudo isso. Mas não. Em vez disso, fiquei olhando pra ele. As costas, os ombros, aquela mandíbula que me deixa louca quando ele tá dormindo. Vi ele tão calmo, tão meu, tão entregue ao descanso… que me veio uma ideia. Uma ideia brilhante. Safada. Desnecessária.
E por isso mesmo: irresistível.
"E se eu acordar ele com a boca?", pensei, enquanto um sorriso crescia sozinho no meu rosto.

Deslizei entre os lençóis sem fazer barulho, que nem um súcubo. Me acomodei do lado dele, desci devagarinho até a cintura. Ele tava completamente pelado. O lençol só cobria uma parte da coxa. O pau dele também dormia, meio mole, morno, encostado numa perna.
Mordi o lábio. Que lindo que tava, que tentador.
"Vamos ver quanto tempo dura essa soneca."

Sem avisar, sem nada, me aproximei e peguei ele com uma mão. Com carinho. Como se acariciasse algo frágil. Me inclinei e dei o primeiro beijo: longo, molhado, suave. Só roçando. Ele se mexeu um pouco. Nada mais. Um suspiro leve. Eu sorri. Adorava acordar ele assim. Ver como o corpo dele respondia antes da mente.

Comecei a brincar. A beijar as bordas, a chupar o tronco com a língua devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo. E ele… começou a endurecer. Que nem uma flor se abrindo com o sol da minha boca.
— Mmm… — murmurou, meio dormindo —. Love…?
Mas não terminou a frase. Já tava com ele todo na boca. Engoli de uma vez, com a garganta aberta e as mãos apertando a base.
— Vicky… — falou, já mais acordado, com a voz rouca e perdida —. Cê tá…?

Respondi com uma sugada funda, molhada, seguida de um gemido meu, grave, vibrando com a carne dele na minha boca. Ele se tensionou, senti as pernas dele se contraírem. Apoiou uma mão no meu cabelo.
— Meu Deus… não sei se mereço isso.
Soltei um momento só pra olhar pra ele, com os olhos brilhando.
— É domingo, love. Tem que começar bem. Ou não?
E sem deixar ele responder, voltei a me abaixar. Trabalhei ele com vontade. Com fome. Como se tivesse uma missão. Com saliva escorrendo, com as bochechas cheias, com a garganta aberta. Adorava fazer assim. Adorava acordá-lo com prazer puro, sem preâmbulo, sem contexto. Só eu, a mulher dele, devorando ele porque sim.
—Você gosta do que eu tô fazendo, love? — perguntei, levantando só os olhos.
—Sim… demais — ele disse com uma risadinha nervosa.
Peguei ele inteiro na boca. Fundo. Com saliva, com língua, com aquela cadência que aprendi com os anos. Adoro fazer isso. Me excita ver ele derreter. Segurava ele na base com uma mão e com a outra coçava a barriga dele, o púbis, descia pras bolas e brincava um pouco. Não parava de mexer a cabeça no ritmo. Às vezes devagar, às vezes rápido. Tirava o pau da boca e cuspia nele, masturbava por uns segundos, dava beijos barulhentos na ponta, e voltava a engolir inteiro.
E ele… ele se entregava. Arqueava o corpo. Passava a mão no meu cabelo. Dizia coisas entre os dentes, como se tivesse dificuldade de processar tanto prazer saindo do sono.
—Vicky… te amo tanto… não para, por favor, não para…
Não ia parar mesmo.
Queria que ele gozasse assim. Acabado de acordar. Pelado. Tremendo. Enchendo minha boca como se fosse o café da manhã dele.
E consegui. Senti ele gozar. O corpo dele endureceu inteiro, a respiração ficou descontrolada, e então…
—Ahh, love…!
E sim. Ele gozou. Tudo na boca. Quente, grosso, com aquele gosto inconfundível que já é parte de mim.
Fiquei ali. Segurando ele. Sentindo cada pulsação na minha língua. Engolindo sem hesitar. Porque eu gosto. Porque é dele, porque é meu, olhando nos olhos dele enquanto fazia isso. Aproveitando.
Quando terminei, passei a língua nos lábios, limpei o canto da boca e suspirei. Olhei pra ele de baixo, com um sorriso satisfeito.
—Bom dia, meu love.
Ele estava de olhos fechados, ofegante.
—Você é safada. Não tem outro jeito de começar o dia depois disso.
—Eu sei — falei, subindo em cima dele —. E agora… você tá Faço café ou te fodo de novo?
Lucas riu. Me agarrou pela cintura.
—Café... e depois a gente vê.

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