Comi o segurança e depois meu boy em casa

Antes de sair do apartamento, ajustei o decote no elevador, retoquei o batom vermelho e mandei beijinhos para o meu reflexo para testar a textura do produto. Mas uma parte de mim — a mesma que usa lingerie debaixo de um moletom — sabia que a distância não era um obstáculo, mas sim uma viagem de tesão latente.

O pub era uma casa antiga, restaurada com bom gosto. Muita madeira, luminárias de ferro penduradas, paredes de tijolo à vista e tetos altos. Havia um pátio cheio de luzes de festa, e lá dentro, um balcão comprido, mesas com banquetas e um mezanino para quem queria “mais intimidade” (tradução: para se pegar sem que todo mundo fique olhando).

A região era linda. Arborizada, pitoresca, com cheiro de jasmim e de cidade que dorme cedo. Eu não tinha pisado na Zona Sul mais de duas vezes (para quem não é da Argentina, Zona Sul ou Conurbano é o termo usado para se referir ao conglomerado de cidades fora da Capital Federal, em Buenos Aires), mas já sabia que não seria a última. O clima do lugar estava quente, como uma mistura de vontades acumuladas e cerveja artesanal.

Nos sentamos com as meninas em uma mesa alta, ao lado de uma janela que dava para o pátio. Eu pedi o de sempre: gin tônica. E sim, mais uma vez comecei sóbria, contida, com as pernas cruzadas como uma mocinha direitinha. Mas bastaram dois drinks, uma música grudenta de fundo, e o cabelo solto caindo sobre meus ombros.

Em um daqueles momentos em que vou ao banheiro sozinha, eu o vi. O segurança.

Ele estava ao lado da porta que dava para o jardim dos fundos, com os braços cruzados.

Eu estava caminhando, leve, meio serpente, meio pantera. E ele me olhou. Mas me olhou pra valer. Como se tivesse passado pela cabeça dele uma lembrança de algo quente ou um sonho molhado com alguém parecida comigo.

E o rosto dele mudou. Passou da expressão de segurança corporativa para uma malícia suave. Um sorrisinho pequeno, cúmplice, como se já soubesse do que eu era feita.

Eu, que sou mais encrencada que uma partida de Jenga num terremoto, parei na frente dele. — Sempre tão sério? O cara inclinou a cabeça e desceu o olhar para o meu decote, sem disfarçar. — Depende. Às vezes aparece gente que faz a gente perder a compostura. — Eu sou "gente"? Que honra. Pensei que era só mais uma do montão. — Você…bagunçaso monte.
Tchau. Ali já começou a pulsar meu clitóris. E não é metáfora.
— Como você se chama? — perguntei, dando meio passo pra perto.
— Ezequiel. E você?
— Victoria — respondi, inclinando a cabeça com tom e sorrisinho de menina arteira.
— E hoje quem vai cantar vitória, você ou eu?
Pronto. Chega. Esse filho da puta me ganhou em menos de dez linhas de diálogo.
Ris. Apoiei a palma no abdômen dele — sim, estava duro como uma pedra — e disse:
— Vou ao banheiro. Quando eu sair, quero ver se você continua tão seguro de que aguenta o que vem insinuando.
Fui. Molhei o rosto. Me olhei no espelho. Baixei a saia uns centímetros, retoquei o batom.
Saí do banheiro. E lá estava ele. Ezequiel. Mesmo lugar. Mas agora me olhava com aquela intensidade de cara que já tomou uma decisão. Me aproximei.
— Onde a gente poderia conversar… sem testemunhas? — falei, com voz de menina má.
— Segue reto pelo corredor do lado. Tem uma portinha cinza. Está aberta. Me espera lá que em dois minutos eu vou.
E fui.
Era uma salinha, com um sofá velho e uma lâmpada pendurada. Nada especial. Mas fechei a porta e soube que a magia não precisava de cenário.
Esperei um minuto. E ele entrou. Firme. Fechou. Me encarou.
— E então? Vai cantar vitória ou vai pedir socorro? — disse, se aproximando.
— Quem vai pedir socorro vai ser você.
Nos beijamos. Ele me levantou como se eu não pesasse nada. Me apoiou contra a parede e puxou minha calcinha fio-dental com um dedo. Enfiou devagar. Grande. Quente. Firme. Como tinha que ser.
Nunca me senti tão pequena nas mãos de alguém. E não digo como metáfora poética. Era literal.
Não teve “posso…?”, nem “tá bom assim?”. Nada. Só aquela segurança que os caras que sabem o que estão fazendo têm.
Suas mãos, enormes, seguravam minhas pernas, abertas nas laterais do torso dele. Sua pélvis empurrava contra a minha, e sua boca procurava meu pescoço com fome. Ele estava duro. Firme. Quente.
Eu já não dizia nada. Só respirava ofegante e olhava pra ele, com aquela mistura de “tô amando” e “me Vai me partir ao meio".
Ele enfiou a ponta. Devagar. Me deixando sentir cada centímetro.
—Seu filho da puta —sussurrei entre os dentes—. Ele é sempre tão grande assim ou sou eu que deixo ele tão duro?
Ele riu. Me empurrou um pouco mais forte. Me fez gemer.
—É uma ocasião especial. E óbvio que você deixa ele assim de duro, putinha.
Começou a me comer no ar. Sim, no ar. Me segurando. Minhas pernas apertavam seus lados. Ele entrava com força, com ritmo, como se tivesse esperado aquela noite exata para soltar tudo. A respiração virou um gemido compartilhado. Minhas unhas na nuca dele. A mão dele na minha bunda. O pau dele me enchendo a cada enfiada.
E então, sem saber por quê —talvez pelo coquetel de culpa, tesão e adrenalina—, soltei:
—Eu tenho namorado.
Ele não parou. Nem piscou.
—Melhor.
—Melhor?
—Sim —disse, com um sorriso que me furou os ovários—. Me deixa mais excitado quando elas têm dono. Eu não sou ciumento.
Pronto. Me derreti.


Ele me baixou no chão com cuidado, mas sem perder a firmeza. Me deu uma palmada na coxa que me fez rir. Me virou sobre os calcanhares. Me colocou contra a parede, dessa vez de costas.
Tudo com uma decisão masculina que me desarmou. Não pediu permissão. Não duvidou. Me posicionou. Me usou. Me adorou.
Eu, com as mãos contra a parede, me arquei um pouco. Senti o ar frio nas costas e o calor do corpo dele atrás. Ele me agarrou pela cintura e enfiou de novo. Dessa vez mais forte. Mais fundo. Mais sujo.
Gritei. Ri. Mordi meu antebraço para não fazer escândalo.
Olhei por cima do ombro, fingi cara de menina culpada e disse:
—Meu namorado vai descobrir.
Ele se aproximou do meu pescoço, sem parar de empurrar.
Me agarrou pelo cabelo. Fez um nudo com os dedos, como quem trança cordas num barco. Puxou para trás. Me expôs a garganta, a nuca, a alma.
—Agora vou fazer você esquecer que tem namorado.
E ele fez.
Me empurrava com o corpo inteiro. Seus quadris batiam na minha bunda com aquele som inconfundível de pele com pele e pecado. Ele me enchia, me tomava. Sua mão no meu pescoço e minha testa contra seu queixo, sua respiração acelerada esquentando meu rosto. Tudo era umidade, força e carne.
Eu perdia o controle das pernas. Eu cambaleava. Eu gozava. Sim, eu gozava em rajadas. Como uma tempestade elétrica dentro da minha buceta.
—Me diz que você é minha —ele sussurrou, com a voz rouca de quem se contém com dificuldade.
—Sou sua, por esta noite. Mas me faz sentir que não existe mais nada.
Ele investiu com mais força. Tapou minha boca com uma mão e me fez gemer contra seus dedos. Eu gozava a cada movimento. Eu escorria no pau dele.
Ahh, que delícia usar a palavra: bucetinha quentinha a suaSenti meus olhos úmidos. Não de tristeza. De intensidade.

Ele começou a tremer. Eu, que já conheço essa linguagem da carne quando está prestes a explodir, senti.

As pernas de Ezequiel se moviam em espasmos. Ele me segurava com mais força, mas perdia o ritmo.

— Você tá quase gozando? — perguntei, ofegante, sabendo que ele me ouvia mesmo sem poder responder.

— Sim… sua puta do caralho… sim — murmurou, sufocado, com a voz grossa de desejo prestes a estourar.

Olhei por cima do ombro. Vi ele todo tenso, com a mandíbula cerrada. E me deu vontade de pregar uma peça.

— Me solta — pedi, suave mas decidida.

Ele tirou as mãos da minha cintura. Saí de dentro dele com um suspiro longo e molhado. Virei e agachei. E sem dizer uma palavra, peguei o membro dele ainda molhado e pulsante com uma mão. Apontei direto para minha boca.

Tinha o delineador borrado, o rosto brilhante e a vontade intacta.

Coloquei a língua para fora. Esperei ali, olhando de baixo para cima, com aquela mistura de puta entregue e rainha do palco.

— Quero aqui.

Ele não disse nada. Apenas um "ufff" contido. Ele se masturbou os últimos segundos com a mão sobre a minha. Deixei a língua para fora, e logo vi ele gozar.

Jatos grossos, quentes, mancharam meus lábios, a língua, um pouco da bochecha. Fechei os olhos. Saboreei um pouco, não tudo. Vi ele estremecer. Gritou baixinho com a cabeça baixa e as pernas meio trêmulas.

Quando terminou, eu ainda estava ali, me limpando com os dedos. Coloquei-os na boca. Olhei para ele. Sorri.

— Gostou do seu final feliz?

— Não tem ideia — respondeu entre risadas, ofegante, com o corpo ainda em choque.

Ele se abaixou, me ajudou a levantar. Me passou um lenço daqueles que tinha no bolso, só Deus sabe por quê.

— Tem um pouquinho aqui… — disse, apontando para o canto do meu lábio.

Peguei o dedo com que ele apontava e passei a ponta dele naquele ponto, arrastando até minha boca. Olhei fixo para ele enquanto saboreava aquele resto de porra dele.

— Que gostoso…

Nós rimos.

— Você é um caso — me disse, ainda Catching my breath.
We stayed there a few more seconds, leaning against the wall. Comfortable silence. Then I straightened up, fixed my hair as best I could, pulled up my thong that was bunched halfway up my thighs, and reapplied my lipstick like nothing happened. My face was smudged, my booty was burning, and my soul was content.

"Alright," I said, pulling out my phone. "Time to get back out there. My friends are probably saying I ran off with the waiter or something."

"Going home?"

"Yeah, by Uber. I'm heading to Microcentro. I have a boyfriend who's probably in his boxers with his cock hard, waiting for me like the good functional cuck he is."

He laughed, but respectfully. He looked at me like he already knew he wouldn't see me again, but he didn't regret it anyway.

"It was a pleasure, Victoria."

"It was a privilege, Ezequiel."

I gave him a quick kiss on the cheek—better not on the lips, out of respect for Lucas... how ironic, right?—and left the room. The lights from the patio hit me full force. I returned to the table as if I'd just gone to wash my hands. Estefanía looked at me with those "spill it now" eyes.

"So? Where were you?"

"I got lost in the bathroom and had to ask for directions," I replied, taking a sip of the beer they'd ordered for me.

"And you stayed to say thank you," added Yamila, my best friend.

"Obviously, queen. I give the best thank-yous in Buenos Aires."

We laughed loudly in that complicity only friends share and stayed a little longer. An hour, tops. We took photos, talked about silly things, about men. No one suspected. No one knew. Just me, with my crotch still warm and the memory fresh between my legs. And on my lips.

We got into an Uber. Each of us heading home.

I arrived in Microcentro after three. I went up quietly, my stiletto heels in hand. I entered the apartment and saw him: Lucas, on the couch, with the TV on and his phone in hand.

He smiled at me without saying a word. He came closer. He grabbed me by the waist. He sniffed my neck.

"Did you have a good time?"

"Much better than I expected."

"Are you wet?"

"I'm A total mess.
He knelt in front of me. He lifted my skirt. Slowly, he slid the thong down. He looked at me.
“Tell me everything later. Right now… let me taste you.”
And I let him. Because that was love too.
Because my story isn’t defined by a single night, or a single body.
And because Lucas and I—as strange as it may seem—chose each other like this: with desire set free, but hearts that belong to someone.

After a night like that—with a thong pushed aside, a drink still warming my veins, and a faint ache between my legs—the normal thing would be to come home, kick off my heels, wash my face, and crawl into bed to sleep.
Sleep to cool the heat. To reset my body. To quiet the noise inside.

But with Lucas, that almost never happens.
Because Lucas isn’t a spectator.
He’s not that cliché of “the boyfriend who accepts,” like some helpful fool putting ice on my knees while I tell him how I just got fucked without mercy.
No.
Lucas claims me.
He grabs me with hunger. He devours me. Not to punish me, but to reconnect me.

I come home sometimes looking tired, other times with a satisfied, foxy smile. I collapse face down on the bed and tell him:
“I’m done, love. I’m dead.”
And he, as if he already knows the script, climbs on top of me. He lifts my shirt with his teeth. He pulls down my shorts or skirt, or hikes up my dress with one hand. He bites my shoulder. He breathes me in.
“Sleep? After coming home like this, smelling like another cock, with your legs weak and your face happy?”

I laugh, eyes closed. I stretch out like I’m defeated.
“Seriously, love. I just want you to cuddle me. That’s all.”
And that’s when it starts.
That’s when his blood catches fire.

“Cuddles?” he says, laughing. “I’m going to wreck you.”
He yanks off my thong. He smells it like a dog tracking a criminal, then tosses it aside. He spreads my legs without ceremony. He slides two fingers inside, like he’s checking that I’m still his.
“Look at you,” he says. “All used up. All mine.” igual. E isso me mata. Me mata porque ele não me castiga por transar com outro. Ele me escolhe de novo. Me reafirma. Me celebra.me cogi al patova y despues a mi pareja en casa

6 comentários - Comi o segurança e depois meu boy em casa

Terrible Hembra. Cuando quieras organizar otra experiencia. ... Escribime. ...