O que eu encontrei no celular da Kiara – Parte 2
Segunda-feira – quatro dias depois
Os dias desde que a Kiara chegou passaram numa espécie de névoa. Não teve comentário sobre o celular dela, nem menção do que eu vi naquela noite. Tudo seguiu... normal. Quase demais. Ela se comportava com uma naturalidade total, e a Melina parecia completamente alheia a tudo. Mas eu não conseguia parar de olhar pra ela com outros olhos.
Eu tinha ficado hipersensível a cada movimento da Kiara. Do jeito que ela andava pela casa de shorts quase invisíveis, como arrumava o cabelo enquanto falava comigo, ou como esticava as costas quando sentava no sofá, com aquela elasticidade que parecia calculada. Será que ela fazia de propósito? Ou era minha cabeça que tava infectada?
Uma manhã, enquanto eu passava na frente do banheiro, a porta se abriu bem na hora que ela saiu enrolada numa toalha. Me cumprimentou como se nada tivesse acontecido, com gotas ainda escorrendo pela clavícula dela. Eu fiquei paralisado, com a xícara de café na mão. E ela, sem perder aquele sorriso casual, passou por mim como se a pele dela não estivesse a menos de dez centímetros de distância.
Essa imagem ficou comigo o dia inteiro. Fui pro estúdio, tentei trabalhar. Nem uma linha de código saiu direito.
Usei essa aqui pro post anterior...
Segunda-feira à noite
Melina sugeriu um jantar especial pra fechar o dia: nhoque caseiro, um vinho tinto mendocino que a gente guardava há meses, e uma playlist que a gente usava pras noites tranquilas. Kiara ajudou na cozinha. Eu fiquei na sala, olhando de longe. A cumplicidade entre elas era real. As risadas, as piadas, os comentários sobre as antigas saídas delas em Buenos Aires. Tinha algo bonito em ver as duas juntas... e, também, algo a mais.
Me perguntei se a Melina percebia alguma coisa. Se ela achava estranho o jeito que eu ficava olhando pra elas de vez em quando. Ou se, pelo contrário, ela deixava rolar.
Quando o jantar ficou pronto, nós três sentamos à mesa. As velas, o vinho, o calorzinho que tomava conta da sala de jantar… tudo contribuía pra aquele clima íntimo, relaxado. O tipo de noite que podia passar sem sustos… ou se quebrar a qualquer momento.
Kiara sentou na minha frente. Tava usando um vestido longo, mas com fendas nas laterais, e sem sutiã. Não era óbvio. Era sutil. Mas meus olhos perceberam na hora. Toda vez que ela se inclinava pra pegar alguma coisa, algo mais se revelava.
Melina tava falando sobre um problema com um cliente difícil. Kiara escutava, balançava a cabeça. Eu também balançava, mas não tava escutando nada. Minha cabeça tava em outra frequência.
—Tá quieto hoje, hein? —perguntou Kiara de repente.
—Tô... —limpei a garganta—, pensando nuns bagulho do trampo. Nada demais.
Melina me deu uma olhada de canto de olho.
—Você tá estranho há dias. Tá bem?
—Sim. Tudo bem — falei, com um sorriso forçado.
Kiara baixou o olhar pro prato, mas não sem antes me cravar um daqueles olhares que queimam, e que não duram mais de um segundo.
Depois do jantar, fomos pra sala. A música continuava. O vinho também. Melina se aninhou no sofá grande. Kiara sentou do meu lado no outro, cruzando as pernas com uma calma quase ensaiada.
Melina serviu o último gole de vinho nos copos enquanto Kiara ria com o rosto levemente corado pelo álcool.
—Juro que nunca entendi como você tem paciência pra trabalhar com sistemas —disse Melina. —Eu, se um app não funciona, desinstalo ou troco de celular.
—Por isso não deixo você mexer em nada do homebanking —respondi, rindo.
—E bem que você faz —completou Kiara, me olhando—. Sério, valeu de novo por me arrumar o WhatsApp. Pensei que meu celular tinha ido pro saco. Você é um mago.
—Não foi nada. Tava cheio de cache e permissões cruzadas. O normal do Android quando mistura app de gestão com conta pessoal.
—Tá falando grego, mas mesmo assim eu acredito em você —ela disse, baixando a voz como se fosse um segredo entre nós.
—Já me resignei. Ele consegue ressuscitar um notebook que não liga há três anos —interveio Melina, orgulhosa—. Até os técnicos da minha empresa consultam ele às vezes.
Kiara deu o último gole e se recostou no encosto com uma expressão entre curiosidade e provocação.
—E você curte isso? De meter a mão, ver o que tá quebrado, consertar?
—Não sei se eu curto. Mas tem algo satisfatório em entender como as coisas são feitas. Em pegar algo que parece quebrado e fazer funcionar de novo.
—IssoDesculpe, não recebi o texto em espanhol para traduzir. Pode enviá-lo novamente?Gostosa" —disse Kiara, direta. Melina sorriu sem dar muita importância.
—Sim, é. E por isso tenho ele há anos — brincou, levantando a taça em sinal de brinde.
Eu senti o peso dessa frase, mas também percebi como a Kiara deixou passar. Como se ela tivesse observando de outro ângulo. Com outros códigos.
Melina se levantou um instante pra ir pegar alguma coisa doce na cozinha. Enquanto abria a geladeira e resmungava sobre um pudim que tinha sobrado, a Kiara se inclinou pra mim, baixando a voz.
—Te encho o saco se você der uma olhada nele de novo? —tirou o celular do decote lateral do vestido—. Ultimamente ele tá ficando lerdo. Deve ter um monte de coisa aberta, ou algum app sugando bateria.
Me deu com aquela mesma confiança perturbadora da primeira vez. Dessa vez não precisou inventar um problema. Entregou pra mim... e me encarou. Sabia perfeitamente o que estava fazendo.
Peguei o celular e me concentrei na tela. Abri o painel de consumo de energia e comecei a fechar processos em segundo plano. Não era grave. Mas não importava. Aquele momento não era sobre o telefone.
Kiara tinha ficado por perto, mas sem prestar atenção direta em mim. Foi aí que eu decidi fazer aquilo. Com o coração batendo que nem um tambor e as mãos trêmulas, me aventurei de novo na galeria dela. Não sabia o que esperava encontrar… mas elas estavam lá.
Não eram só algumas fotos sugestivas. Tinham centenas. Milhares, talvez. Quase todas escondidas na lixeira.
Imagens no espelho, poses calculadas, gestos cheios de fogo. Algumas eram só insinuações; outras, bem mais ousadas. Era um arquivo pessoal, privado, como se cada foto tivesse sido feita pra alguém… ou pra ela mesma.
Não deu tempo de explorar tudo. Só escolhi umas poucas, as mais intensas, e mandei elas escondido, apagando depois cada rastro como se queimasse prova. Não queria mais, mas não conseguia menos.


Quando a Melina voltou com as sobremesas e três colherinhas, o clima cortou como se nada tivesse acontecido. Guardei o celular no bolso por uns segundos, como se ainda estivesse mexendo nele.
—Tá funcionando ou você vai instalar inteligência artificial também? —disse Melina, sentando do meu lado.
—Não, por enquanto só limpeza básica. Nada comprometedor —respondi, e devolvi o equipamento pra Kiara, que pegou com um sorriso silencioso.
Nós três comemos o pudim, batendo papo sobre coisas bestas: as paisagens do sul, lugares que a Kiara queria visitar, histórias da mudança de Buenos Aires. Tudo parecia normal. Mas debaixo daquela mesa, e por trás de cada troca de olhares, outra coisa estava se formando. Mais profunda. Mais perigosa.
Aquela noite não teve gestos óbvios. Não teve toques indevidos nem palavras fora do lugar. Mas a sensação era clara. O jantar tinha acabado, mas o jogo... só tava começando.

https://drive.google.com/file/d/1q7saR9FN2Or5vF4bFBBNPZ2Zcuw5AKsA/view?usp=drive_link
Segunda-feira – quatro dias depois
Os dias desde que a Kiara chegou passaram numa espécie de névoa. Não teve comentário sobre o celular dela, nem menção do que eu vi naquela noite. Tudo seguiu... normal. Quase demais. Ela se comportava com uma naturalidade total, e a Melina parecia completamente alheia a tudo. Mas eu não conseguia parar de olhar pra ela com outros olhos.
Eu tinha ficado hipersensível a cada movimento da Kiara. Do jeito que ela andava pela casa de shorts quase invisíveis, como arrumava o cabelo enquanto falava comigo, ou como esticava as costas quando sentava no sofá, com aquela elasticidade que parecia calculada. Será que ela fazia de propósito? Ou era minha cabeça que tava infectada?
Uma manhã, enquanto eu passava na frente do banheiro, a porta se abriu bem na hora que ela saiu enrolada numa toalha. Me cumprimentou como se nada tivesse acontecido, com gotas ainda escorrendo pela clavícula dela. Eu fiquei paralisado, com a xícara de café na mão. E ela, sem perder aquele sorriso casual, passou por mim como se a pele dela não estivesse a menos de dez centímetros de distância.
Essa imagem ficou comigo o dia inteiro. Fui pro estúdio, tentei trabalhar. Nem uma linha de código saiu direito.
Usei essa aqui pro post anterior...Segunda-feira à noite
Melina sugeriu um jantar especial pra fechar o dia: nhoque caseiro, um vinho tinto mendocino que a gente guardava há meses, e uma playlist que a gente usava pras noites tranquilas. Kiara ajudou na cozinha. Eu fiquei na sala, olhando de longe. A cumplicidade entre elas era real. As risadas, as piadas, os comentários sobre as antigas saídas delas em Buenos Aires. Tinha algo bonito em ver as duas juntas... e, também, algo a mais.
Me perguntei se a Melina percebia alguma coisa. Se ela achava estranho o jeito que eu ficava olhando pra elas de vez em quando. Ou se, pelo contrário, ela deixava rolar.
Quando o jantar ficou pronto, nós três sentamos à mesa. As velas, o vinho, o calorzinho que tomava conta da sala de jantar… tudo contribuía pra aquele clima íntimo, relaxado. O tipo de noite que podia passar sem sustos… ou se quebrar a qualquer momento.
Kiara sentou na minha frente. Tava usando um vestido longo, mas com fendas nas laterais, e sem sutiã. Não era óbvio. Era sutil. Mas meus olhos perceberam na hora. Toda vez que ela se inclinava pra pegar alguma coisa, algo mais se revelava.
Melina tava falando sobre um problema com um cliente difícil. Kiara escutava, balançava a cabeça. Eu também balançava, mas não tava escutando nada. Minha cabeça tava em outra frequência.
—Tá quieto hoje, hein? —perguntou Kiara de repente.
—Tô... —limpei a garganta—, pensando nuns bagulho do trampo. Nada demais.
Melina me deu uma olhada de canto de olho.
—Você tá estranho há dias. Tá bem?
—Sim. Tudo bem — falei, com um sorriso forçado.
Kiara baixou o olhar pro prato, mas não sem antes me cravar um daqueles olhares que queimam, e que não duram mais de um segundo.
Depois do jantar, fomos pra sala. A música continuava. O vinho também. Melina se aninhou no sofá grande. Kiara sentou do meu lado no outro, cruzando as pernas com uma calma quase ensaiada.
Melina serviu o último gole de vinho nos copos enquanto Kiara ria com o rosto levemente corado pelo álcool.
—Juro que nunca entendi como você tem paciência pra trabalhar com sistemas —disse Melina. —Eu, se um app não funciona, desinstalo ou troco de celular.
—Por isso não deixo você mexer em nada do homebanking —respondi, rindo.
—E bem que você faz —completou Kiara, me olhando—. Sério, valeu de novo por me arrumar o WhatsApp. Pensei que meu celular tinha ido pro saco. Você é um mago.
—Não foi nada. Tava cheio de cache e permissões cruzadas. O normal do Android quando mistura app de gestão com conta pessoal.
—Tá falando grego, mas mesmo assim eu acredito em você —ela disse, baixando a voz como se fosse um segredo entre nós.
—Já me resignei. Ele consegue ressuscitar um notebook que não liga há três anos —interveio Melina, orgulhosa—. Até os técnicos da minha empresa consultam ele às vezes.
Kiara deu o último gole e se recostou no encosto com uma expressão entre curiosidade e provocação.
—E você curte isso? De meter a mão, ver o que tá quebrado, consertar?
—Não sei se eu curto. Mas tem algo satisfatório em entender como as coisas são feitas. Em pegar algo que parece quebrado e fazer funcionar de novo.
—IssoDesculpe, não recebi o texto em espanhol para traduzir. Pode enviá-lo novamente?Gostosa" —disse Kiara, direta. Melina sorriu sem dar muita importância.
—Sim, é. E por isso tenho ele há anos — brincou, levantando a taça em sinal de brinde.
Eu senti o peso dessa frase, mas também percebi como a Kiara deixou passar. Como se ela tivesse observando de outro ângulo. Com outros códigos.
Melina se levantou um instante pra ir pegar alguma coisa doce na cozinha. Enquanto abria a geladeira e resmungava sobre um pudim que tinha sobrado, a Kiara se inclinou pra mim, baixando a voz.
—Te encho o saco se você der uma olhada nele de novo? —tirou o celular do decote lateral do vestido—. Ultimamente ele tá ficando lerdo. Deve ter um monte de coisa aberta, ou algum app sugando bateria.
Me deu com aquela mesma confiança perturbadora da primeira vez. Dessa vez não precisou inventar um problema. Entregou pra mim... e me encarou. Sabia perfeitamente o que estava fazendo.
Peguei o celular e me concentrei na tela. Abri o painel de consumo de energia e comecei a fechar processos em segundo plano. Não era grave. Mas não importava. Aquele momento não era sobre o telefone.
Kiara tinha ficado por perto, mas sem prestar atenção direta em mim. Foi aí que eu decidi fazer aquilo. Com o coração batendo que nem um tambor e as mãos trêmulas, me aventurei de novo na galeria dela. Não sabia o que esperava encontrar… mas elas estavam lá.
Não eram só algumas fotos sugestivas. Tinham centenas. Milhares, talvez. Quase todas escondidas na lixeira.
Imagens no espelho, poses calculadas, gestos cheios de fogo. Algumas eram só insinuações; outras, bem mais ousadas. Era um arquivo pessoal, privado, como se cada foto tivesse sido feita pra alguém… ou pra ela mesma.
Não deu tempo de explorar tudo. Só escolhi umas poucas, as mais intensas, e mandei elas escondido, apagando depois cada rastro como se queimasse prova. Não queria mais, mas não conseguia menos.


Quando a Melina voltou com as sobremesas e três colherinhas, o clima cortou como se nada tivesse acontecido. Guardei o celular no bolso por uns segundos, como se ainda estivesse mexendo nele.
—Tá funcionando ou você vai instalar inteligência artificial também? —disse Melina, sentando do meu lado.
—Não, por enquanto só limpeza básica. Nada comprometedor —respondi, e devolvi o equipamento pra Kiara, que pegou com um sorriso silencioso.
Nós três comemos o pudim, batendo papo sobre coisas bestas: as paisagens do sul, lugares que a Kiara queria visitar, histórias da mudança de Buenos Aires. Tudo parecia normal. Mas debaixo daquela mesa, e por trás de cada troca de olhares, outra coisa estava se formando. Mais profunda. Mais perigosa.
Aquela noite não teve gestos óbvios. Não teve toques indevidos nem palavras fora do lugar. Mas a sensação era clara. O jantar tinha acabado, mas o jogo... só tava começando.

https://drive.google.com/file/d/1q7saR9FN2Or5vF4bFBBNPZ2Zcuw5AKsA/view?usp=drive_link
7 comentários - Minha cunhada tá me deixando louco!!!
Terrible puta, tenia cafecito y en un after se partio la catarata de petes para los pibes, estaba el video pero lo bajo.