Parte 10: toda pra ele?

Não conseguia dormir. Já eram duas da manhã e eu continuava ali, deitada, com a mente totalmente viajando. Tava com o celular na mão e o coração meio acelerado. Não por nervoso, mas por outra coisa… por tesão. Abri a galeria, aumentei o brilho só um pouquinho e entrei na pasta oculta. As fotos daquela noite com Lucas ainda estavam lá, todas: as que ele tirou de quatro, as de quando eu tava toda aberta, as da minha cara desfigurada de prazer, os vídeos onde dá pra me ouvir gemendo, pedindo mais, falando coisas que eu não teria coragem de repetir com mais ninguém. Fiquei com tesão na hora. Passei uma, outra, e mais outra. Me vi de costas, com o vestido levantado, com ele me pegando como se eu fosse só dele. E o pior… é que eu amava como eu ficava. Mordi o lábio, apaguei a luz do quarto e me deixei cair devagarinho entre os lençóis, com o celular apoiado do lado. Voltei a ver um vídeo onde ele metia sem parar, me segurando firme pela cintura, falando um monte de putaria no meu ouvido. Tirei o short que tava usando. Tava toda molhada. Assim que me toquei, gemei baixinho. Não aguentava mais. Me imaginava lá de novo, na cama, com a voz dele no meu ouvido, com o corpo dele sobre o meu. Me acariciei devagar, com uma mão entre as pernas e a outra apertando meu peito. Cada vez que via uma cena onde ele me abria mais ou me filmava por trás, sentia como se ele tivesse me possuindo de novo. Fechei os olhos. Escutava ele. "Você é minha putinha", "olha como você gosta", "assim, bem aberta". Eu também falava coisas. E isso me excitava ainda mais. Comecei a me tocar com mais força, cada vez mais perto. Sentia que ia gozar… e não queria fazer isso sozinha. Não completamente. Levantei, peguei o celular, apoiei na estante, liguei a câmera frontal. Me gravei. Assim, me tocando, molhada, gemendo. Falei pra câmera como se ele tivesse ali. "Olha o que você faz comigo", "olha como você me deixou depois daquela noite", "amo quando você me abre assim". Me gravei me tocando, gozando, falando o nome dele. Salvei. E depois de hesitar uns segundos… mandei pra ele. Não passou Nem um minuto e o Lucas me respondeu: —“Deus, Andrea… tu nasceu pra isso. Nasceu pra mim.” —“Gostou?” perguntei. —“Me explodiu a cabeça. Quero te ver AGORA.” —“Eu também. Quero que você faça de novo comigo… mas diferente.” Ele ficou de visto por uns segundos. —“Diferente como?” —“Aquilo que você me perguntou outro dia…” —“Sobre fazer a sua bunda pequenininha?” —“Sim. Quero que você faça. Do jeito que você gosta. Como você me falou.” Do outro lado, só silêncio. Até que chegou: —“Você tá me enlouquecendo. Vou fazer tudo o que você merece.” Apaguei a tela, ainda com o corpo tremendo. Não acreditava no que tinha acabado de falar pra ele. Mas eu sentia. Eu queria mesmo. Olhei a última foto que tinha tirado: de quatro, toda aberta, com a cara virada pra trás. E pensei: adoro como eu fico quando sou assim. Adoro o que isso me faz sentir. Adoro ser dele, mesmo que não devesse. E fechei os olhos com um sorriso. Porque sabia que o que vinha pela frente… ia ser ainda melhor.Parte 10: toda pra ele?

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