Le robé la mujer a mi vecino - Parte 6 (fin)

Na viagem de volta, tive muito, mas muito tempo pra pensar. Umas boas treze horas passei na estrada. Mais que isso, se contar as paradas pra comer alguma coisa ou ir ao banheiro em algum posto de gasolina.
Tinha o país inteiro pra atravessar, a estrada pela frente e umas boas playlists de metal e hard rock que eu tinha montado. E claro, além das minhas malas, também tava trazendo todas as minhas lembranças.
Decidi que não ia ficar triste por deixar de ver a Laura. Acreditem, é mais difícil do que parece. Mas pensei que ia ser melhor e mais saudável, do mesmo jeito que quando alguém parte desse mundo, não ficar triste pela partida, mas sim feliz por ter acontecido, por tudo que rolou. Eu tinha comido como nunca antes, com uma mulher alucinante. Eu não era ninguém pra foder a vida dela. Além do sexo e da atração que eu sentia, a Laura era uma gatinha super gente boa e do bem. De natureza boa. Não merecia confusão, merecia soluções.
E eu estando ali no meio ia ser um problema, não uma solução. Ela precisava consertar de uma vez por todas o casamento dela, ou finalmente terminar. Qualquer um dos dois, mas nos termos dela, com as decisões dela e sem distrações. A Laura precisava de paz e introspecção, não de guerra e pica. Isso era o melhor.
Quando cheguei de noite em Buenos Aires e depois no meu apartamento, já tinha decidido completamente. Podia ter mantido contato com a Laura por chat, claro, mas não ia fazer isso. Mandei uma última mensagem avisando que tinha chegado bem, que a viagem foi tranquila, porque ela pediu pra eu fazer isso pra deixá-la sossegada. Ela agradeceu e mandou um emoji de beijo e um coração.
No dia seguinte, voltei pro estúdio e, verdade seja dita, os caras tinham tocado tudo bem. Não tiveram grandes problemas, mas também não tiveram grandes trabalhos. O que tava ao alcance deles, resolveram direitinho. E já tavam ansiosos pra eu estar lá, pra poderem tirar uns dias também. Eles mereceram pra caralho.

Eu mergulhei de volta no trabalho, na minha rotina. Vendo a Susan com mais frequência, inclusive. Claro que nunca contei pra ela toda a história da Laura e do Mendoza. Pra quê? Não ia dar em nada bom. Mas uma parte de mim, pequena talvez, se sentia culpada. A Susan nunca tinha feito nada que merecesse uma galhada daquelas, de tamanha magnitude, então pensei que a coitada merecia mais carinho e atenção, mesmo que nunca soubesse o porquê.

A Laura também não me mandou mais mensagem nem me ligou. Nem por causa das coisas da casa em Mendoza, nem por nada. Nos primeiros dias depois que voltei, eu pensava que talvez ela fosse fazer isso, que ela mesma quisesse não perder o contato, mas nunca fez. Umas duas semanas depois, já nem pensava mais nisso. A Laura devia ter decidido se afastar também, e tava tudo certo. Já a veria no futuro, em alguma outra das minhas férias que eu decidisse ir pra Mendoza. Mas esse era um problema do Ricky do futuro. O Ricky do presente tinha um trabalho pra tocar, uma namorada pra cuidar e uma vida pra viver.

Mas como o Atilio costumava dizer, as coisas e as fotos acontecem por um motivo.

Já tinham se passado cinco meses, quase seis, desde que voltei de Mendoza. Nunca vou esquecer aquele dia, foi uma quarta-feira, feia e chuvosa. Já tava ficando meio tarde, mas eu ainda estava com a Ana e o Manu no estúdio. Umas sete da noite já. Eu tava com um humor bem de bosta. A gente tava desde o meio-dia numa produção pra apresentação de uma marca de roupa. Esses trabalhos eram os que eu menos gostava, pra ser sincero. Pagavam bem, mas não se trabalhava bem.

Primeiro que eram várias modelos, o que significava um monte de gente no estúdio, entre as modelos, maquiadoras, pessoal da marca, representantes… uma cambada de arrombados que não tinham nada pra fazer ali, dando instruções como se soubessem e parando a produção a cada cinco minutos por alguma merda. Tudo se fazia Irremediavelmente longo. Eu e os caras estávamos fazendo o que dava, mas era um daqueles dias e produções desgraçadas onde tudo dava errado e ninguém gostava de nada. A gente geralmente curtia encerrar lá pelas cinco da tarde, mas já eram sete e a gente continuava ali.

Todo mundo tava cansado, de mau humor, e não dava pra ver o fim se aproximando.

No meio de um stint com uma das modelos (e depois que eu tive que pedir silêncio quase aos gritos umas duas vezes, o que me enchia soberanamente o saco), o celular começou a vibrar no meu bolso. Ignorei e continuei tentando focar no trampo, mas o telefone não parava. Puta que pariu, pensei, além de tudo, isso. Tirei ele do bolso com toda a intenção de desligar e mandar quem quer que fosse se foder, mas aí vi quem era.

Tinha uma coleção de chamadas perdidas da Laura, em sequência, uma atrás da outra. Umas sete ou oito. Não parava. Achei estranhíssimo, mas não tive muito tempo pra pensar porque logo começou a vibrar de novo na minha mão, era ela de novo. Falei pra Ana assumir a câmera e me afastei pra atender.

Atendi num tom baixinho, depois que me afastei o máximo que pude num canto do estúdio, "Fala? Lau? Como cê tá, beleza?", falei, mas não ouvi ela responder na hora. Escutei uns três ou quatro segundos de barulhos estranhos. Confusos.
Ricky… ah… Ricky! Por favor… por favor não me corta!Ouvi a voz da Laura. Ela tava ofegante, parecia assustada. Sentia como se não estivesse num lugar fixo, tava se movendo. Isso me deixou muito preocupado.
"Lau? Tá me ouvindo? Não vou desligar… calma… aconteceu alguma coisa?
Ricky, que alívio… ai, meu Deus… por favor me ajuda… pelo amor de Deus… não sabia pra quem ligar",Eu ouvi ela e ela meio que começou a soluçar, enquanto eu a ouvia se mexendo ainda.

Saí voando pra fora do estúdio pra pegar um sinal melhor. Nunca tinha ouvido a Laura tão angustiada e assustada assim. "Sem drama, Lau... mas me fala o que rolou? Aconteceu alguma coisa? Onde cê tá?
Em casa… aqui em casa… ai, meu Deus…“Para, se acalma, por favor… me diz o que aconteceu?”, perguntei.É o Ale… sei lá, ele pirou, sei lá… a puta da mãe dele…, senti ela ali que não conseguiu se controlar mais e começou a soluçar forte.
"O que aconteceu!?", levantei a voz, "Calma, Lau, me diz o que aconteceu?
Nós brigamos... discutimos feio... muito feio, Ricky. Muito feio... pensei que ele ia me bater, ele ficou... ficou muito mal, horrível...Ela me disse e eu senti o sangue começando a ferver. Tentava ouvir a Laura, mas na minha cabeça tava formando um monte de imagens muito pesadas do que podia ter rolado naquela casa.
"Me escuta, cê tá bem? Ele fez alguma coisa com você?", perguntei.
Não… não fez nada comigo, mas ficou… ficou muito violento… eu me tranquei no quarto… ouvi ele começar a quebrar coisas… pratos, sei lá…Uf… a puta da mãe…De repente, ela gritou do outro lado da porta... falou pra eu abrir... senão... ia pegar uma arma... que ia me matar...Tá me zoando!", gritei pra ele. "Calma aí! De onde é que ele vai tirar essa buceta?!Não… não Ricky, ai meu Deus… pegou a caminhonete, com certeza foi pro sítio… tão lá…Laura! Chama a polícia agora!", gritei pra ela. "Se acalma, me deixa em espera e chama os tiras já!Não vão dar tempo!", ela gritou desesperada pra mim, "O Ale já vai voltar... não vão dar tempo, a gente tá no cu do mundo!ouvi dizer que ela desabou no choro.
Eu não conseguia nem pensar. Mas me forcei a pensar. Respirei fundo. Tomei uns segundos. Que situação de merda e eu aqui a mil quilômetros. Mas não podia me dar ao luxo de perder tempo pensando na melhor solução. Só tinha que dar uma solução pra Lau. Qualquer uma. Se fosse boa, melhor ainda.
“Laura… Laurita… me escuta… me escuta, love, se acalma… respira. Se acalma”, falei, tentando me acalmar também.
Ouvi que pelo menos ela estava tentando, mas ainda estava muito alterada.
Ai… Ricky… Meu Deus, o que tá rolando…Se acalma e me escuta, tá? Cê tá me ouvindo?", falei suave pra ela.Sim… sim…Beleza. Me escuta, faz exatamente o que eu tô falando, ok? Não pergunta e não enrola. Só preciso que você faça isso, consegue fazer?Sim… vai fundo…. Tô te ouvindo… me perdoa… pelo amor de Deus, me perdoa…Não sei por que ela tava me pedindo desculpa, mas com o nervosismo eu não tava prestando muita atenção no que falava.
“Para de pedir desculpa, não precisa”, falei com calma, “Preciso que você faça isso e me escuta bem.”

Eu tava me fazendo de calmo, fingindo que tinha a solução, mas na real não tinha nada. Só queria acalmar ela um pouco. De repente, me veio um lampejo de mandar ela se esconder na minha casa, mas logo percebi que ia ser impossível. Tinha deixado tudo bem trancado e, claro, as chaves estavam comigo. Além disso, se eu mandasse ela pular a cerca do jardim e quebrar uma janela ou algo assim pra entrar na minha casa, tinha certeza que o Alejandro ia procurar ela lá também. Era a mesma coisa, só que com mais trabalho.
Tô te ouvindo… tô te ouvindo, meu amor…— me disse Laura com a voz trêmula. E ali, juro, ao ouvi-la dizer isso, aquelas palavras, foi como se algo fizesse um clique em mim. Me acalmei.

Me acalmei e, de repente, tudo fez sentido. Tudo, de repente, ficou claro.

“Lau, você está no seu quarto… aproveita agora que pode, pega uma bolsinha e joga umas roupas e suas coisas.”
Quê? Pra quê?, ele me disse.
"Não me interrompe, Lau. Vai fazendo o que eu tô mandando", falei suave pra ele, "Você tem tempo de sobra. Vai. Vai fazendo isso.
Beleza…— me disse e eu a ouvi se movendo e remexendo umas coisas.
“Bom… uma vez que você tem ele? Você vai sair da sua casa e pelo caminho… não pra entrada do bairro, pro outro lado, pro fundo, saca?”
Sim…Bom, pra esse lado... tipo uns quinhentos metros... mais ou menos... fica o módulo três. Vai lá e bate na porta do 323. São a Euge e a Maria, eu conheço elas, são mó gente boa.Beleza…“Quando você me disser que já saiu de casa e tá a caminho, eu vou ligando pra eles e explico. Falo pra eles deixarem você entrar e ficar com eles, ok? Sério, são super gente boa, muito legais, vão te ajudar, Lau”, falei com calma.Dá-lhe, Ricky… valeu, meu amor… obrigado… me perdoa, mas eu parei ela.
"Depois você me pede todo o perdão que quiser, Lau. Agora foca e faz isso, tá? Eu corto com você e ligo pra eles pra avisar. E te ligo quando você já estiver lá. Beleza, gostosa?", falei.
Sim… sim, obrigada….Falamos daqui a quinze minutos, mas o importante é que você saia daí e vá para o 323, tá? Não tem nada mais importante que isso. Agora vou desligar com você e ligar pra eles", repetia pra ela gravar bem na cabeça, no meio do nervosismo dela.Sim, Ricky, vai fundo.Não perdi tempo. Cortei na hora e liguei pro Eugênio, meu vizinho lá do outro módulo. Por sorte ele atendeu rápido. Expliquei o que tava rolando e pedi pra ele deixar ela entrar. Euge, puta que pariu, foi foda. Não só entendeu tudo na hora, como disse que ia sair pra encontrar a Laura na estrada de cascalho, no sentido contrário. Passou o telefone pra mulher dele, a Maria, e saiu voando atrás da Laura, enquanto eu explicava tudo pra ela também.

Meu coração não parou de bater forte no peito até uns minutos depois. Não precisei desligar com a Maria e ligar pra Laura. Parece que o Eugênio tinha encontrado ela, trouxe ela de volta e me passou o telefone. Ela disse que já tinha chegado, que tava bem. Coitada, Lau. Continuava soluçando e nervosa, mas pelo menos eu sabia que ali ela ia ficar segura, amparada e protegida. Era a única coisa que importava.

Quando a coisa acalmou um pouco, todo mundo já falando no viva-voz, nem pensei duas vezes. Pedi pra Maria e pro Euge deixarem ela passar a noite lá, e eles toparam na hora. Falei pra Laura que eu já ia encerrar aqui no estúdio e pegar um voo pra lá no Aeroparque, o primeiro que saísse.

Voltei pro estúdio e, apesar do povo todo reclamar, falei que tinha dado uma emergência e que a produção ia parar. Que continuava no dia seguinte. Expliquei um pouco pros caras do estúdio, mandando eles cuidarem de tudo. Como me viram meio pilhado, sacaram que era sério e ninguém reclamou.

Umas horas depois já tava no Aeroparque. Mas, claro, "o primeiro voo que saísse" não dependia de mim. Tive que aturar umas horas de espera lá até que só às seis da manhã ia sair um. Não dava pra voltar pra casa e depois voltar pro Aeroparque, então decidi esperar lá e tentar dormir um pouco em algum banco. Óbvio que não preguei o olho.

Sete e meia da manhã eu já tinha pousei em Mendoza e peguei um táxi até o bairro (que me custou um rim e meio, mas tava pouco me fodendo). Cheguei quase às nove no bairro e fui direto pra casa da María e da Euge. Por sorte, todo mundo já tava acordado quando toquei a campainha. Tava cumprimentando os dois e prestes a agradecer tudo, quando vi a Laura aparecer.

A gente se olhou, nossos olhos se encontraram e… não dá pra explicar. Não consigo, não me peçam. A sensação única de alívio e felicidade que senti ao vê-la bem, ali. Ao vê-la de novo. Única. Inexplicável. Laura me viu e desabou num choro. A gente se fundiu num abraço quente e enorme, que nenhum dos dois quis soltar. Ela, chorando no meu ombro. Eu, envolvendo ela com meus braços, acariciando ela, protegendo ela do mundo. Cuidando da mulher que eu tanto queria.

Não, pera, para com isso. Ali, com ela nos meus braços, sentindo de novo o calor do corpo dela, ali eu tive que ser sincero também. Cuidando da mulher que eu amava.

A gente tomou um café da manhã que, mó gentis, os gênios da María e da Euge fizeram pra gente e ficamos batendo papo sobre tudo que tinha rolado. O Eugenio me contou que a polícia chegou no bairro lá pelas quatro da manhã (imagina se eu falava pra Laura esperar eles!) e encontraram o Alejandro na casa dele, com um rifle na mão e a casa toda destruída, com coisas quebradas pra todo lado. Levaram ele preso. Tomaram depoimento da Laura e tal, mas o importante é que o Alejandro ia ficar um tempo pelo menos na cadeia. Ele tinha pirado de vez, mas feio, muito feio.

Durante a manhã, quando tive um tempo, andei o meio quilômetro até minha casa pra ver qual era. Quando cheguei, vi que tinha um policial vigiando a casa do Ale e da Laura, mas eu me fiz de besta e entrei na minha sem falar nada.

Claro que o filho da puta do Ale, em algum momento da noite anterior, tinha quebrado vários vidros meus, tinha invadido minha casa me procurando, procurando a Laura ou os dois, e no interim já tinha quebrado várias coisas também. Mas isso era o de menos. Nem me importava. O policial veio até minha casa e me perguntou o que eu tava fazendo, eu falei a verdade. Que eu era o dono e tinham me avisado de tudo que tinha acontecido, que vim ver o que tava danificado e tal. Ele fez mais umas perguntas e voltou pro posto dele.

Depois levei a Laura de volta pra casa dela, pra ela pegar algumas coisas que tinham ficado lá. Pra ela montar uma bolsa ou duas. Não queria deixar ela lá. Falei pra ela vir comigo pra Buenos Aires. Temporariamente, que ficasse comigo enquanto tudo isso se resolvia. Que não queria ela longe, em Mendoza, e perto do Alejandro. Laura topou. O gênio do Euge nos levou de carro de volta ao aeroporto e eu voltei direto com a Laura pra Buenos Aires. Se a polícia de Mendoza quisesse falar com ela por algum motivo, que ligassem. Eu não ia deixar ela sozinha lá. Foi minha decisão.

Soube que foi a decisão certa quando senti a cabeça da Laura apoiar no meu ombro, finalmente dormindo durante o voo. Minha love não tinha conseguido pregar o olho na noite anterior.

Depois que já tava instalada no meu apartamento, mais tranquila e descansada, a Laura me contou tudo que tinha acontecido. Que desde que eu tinha voltado pra Buenos Aires meses atrás, ela se sentia mal o tempo todo. Uma coisa levou à outra, o clima na casa dela tava cada vez pior, até que finalmente explodiu e eles tiveram aquela briga feia e explosiva que esse casamento já tava devendo há um tempão. Mas foi quando a Laura, já sem medir as palavras, gritou pro Alejandro que não queria saber mais de nada, que tava apaixonada por outro… aí foi quando desandou tudo de vez e o Alejandro perdeu de vez o juízo.

A Laura nunca falou que era eu, mas o Alejandro aparentemente não era tão burro assim. Sabia somar dois mais dois. Prova disso foi a bagunça que ele fez na minha casa.

Não demorou muito, eu e a Laura, pra começarmos um relacionamento. Era a coisa mais fácil e mais óbvia do mundo, morando juntos no meu departamento. Tivemos uma conversa linda uma noite onde falamos tudo. Absolutamente tudo. O que sentíamos, o que desejávamos e o que queríamos fazer. E tudo isso era a dois. Só nós dois.

Quando eu tive que fazer o mesmo com a Susan, a coitada não levou muito bem, tomou um banho de água fria, mas também não a vi tão arrasada no fim das contas. Ela disse que já percebia que eu estava diferente por algum motivo e que, bom, já era. Que era uma pena. Uma gostosa como ela, eu tinha certeza, não ia demorar pra encontrar alguém que a quisesse como eu já não podia.

Porque não vou viver minha vida atrás de uma gostosa quando posso ser o dono do kiosque inteiro.

Com a Laura, assim que resolveu toda a confusão com o Alejandro e finalmente se divorciou, em poucos meses nos casamos. A diferença de idade não me incomoda e muito menos a ela. Nem pensamos nisso. Temos coisas mais importantes pra pensar. Mais importantes do que sentir.
Le robé la mujer a mi vecino - Parte 6 (fin)Coisas muito mais importantes. Tipo que até hoje a gente não consegue parar de se tocar, se beijar e se amar como naqueles primeiros dias. Coisas como o jeito que os pelinhos da minha nuca ainda se arrepiam, até hoje, toda vez que sinto o corpo dela, uma mulher madura e gostosa, envolvendo minha pica, que ainda deixa ela dura pra caralho. Como sentir ela tremer toda vez que eu gozo dentro dela.

Sim, eu roubei a mulher do meu vizinho. E faria de novo quantas vezes fosse preciso.

4 comentários - Le robé la mujer a mi vecino - Parte 6 (fin)

Muy buena historia, no se si sea real pero te felicito por exponerla..
Muchas gracias, me alegro que te haya gustado!
(Ovación de pie)
Delicioso relato!!! Tienes magia, nena... Magia en esa cabeza y esos dedos
Excelente historia, me engancho de inmediato como lo narras.
Me garche esta increíble historia en una hora 20 minutos (soy de los que moldean la imaginación despacio para que sea perfecta) puedo decirte que mi total admiración y respeto por tan exquisita obra maestra ❤