La madre de Pedro y el bully 36

— Tô tentando te ajudar, garoto, mas você não facilita.
— Desculpa. É que… não tô certo. Não completamente.

Pedro saiu da delegacia derrotado, sabendo que tinha se ridicularizado por não conseguir dar uma explicação satisfatória do que tinha acontecido. O problema é que a mãe dele tinha colocado na cabeça dele todas aquelas perguntas e dúvidas que ele não tinha antes, fazendo tudo virar uma mistura de impressões, opiniões e teorias que o garoto não conseguia afirmar com certeza.

O pai dele estava mais puto do que antes porque a polícia não quis prender os responsáveis pelo assalto. “Não tem provas suficientes”, disseram. Já Teresa parecia ter dado um suspiro de alívio na hora que receberam a notícia. Claro, ninguém percebeu, mas ela sabia que agora o perigo estava longe. Mesmo não sendo participante do que aconteceu, ela sabia que, no fundo, a culpa era dela.

No fim, Teresa conseguiu acalmar o marido, mas ele foi firme na decisão de trocar o filho de escola.

— Eu devia ter tomado essa decisão antes. A gente podia ter poupado o Pedro de tanta dor se tivesse feito isso logo, mas você, com sua obsessão de fazer ele se formar na mesma escola que você…
— O quê? Agora a culpa é minha?La madre de Pedro y el bully 36— Não, não, claro que não. Desculpa, não quis dizer isso.
— Você sabe que pra mim isso é importante, mas não mais importante que nosso filho, então nem pense em insinuar de novo que eu tenho responsabilidade nisso. E se eu tenho, você também tem, porque nós dois decidimos continuar.
— É, você tem razão. Me perdoa, amor.
Felipe tenta se aproximar com carinho, mas Teresa se afasta dele e sai do quarto.

PEDRO
— Juan, amigo, finalmente me respondeu.
— Eu sei, eu sei, mas tava ocupado. Aconteceram muitas coisas.
— É, eu sei.
— Sabe?
— É... pera, a que você tá se referindo?
— À minha mãe, Pedro. Minha mãe sofreu um acidente e tava no hospital.
— Ah, não sabia, amigo. Sinto muito mesmo. Mas o que aconteceu?
— Um cara tentou assaltar ela e bateu nela. Fiquei com ela esse tempo todo no hospital, por isso não te respondi. Não pegava sinal direito onde eu tava e, sinceramente, tava preocupado demais.
— Meu Deus, Juan, que terrível! Não sabia disso. Esse mundo tá cada dia mais podre.
— É, eu sei. Mas você tava se referindo a quê?
— Ah, vê só...
Pedro contou ao amigo o que tinha acontecido.

— Acho que sua mãe tem razão.
— Sério?
— É, você não acha?
— Não, sim, elas têm razão.
— Não quero te alarmar, amigo, mas pelo que eu sei, a polícia não gosta quando alguém espalha mentiras sobre os outros. Meu tio disse que um chinês assaltou o negócio dele, e quando a polícia viu as câmeras de segurança do prédio da frente, descobriu que era o mesmo cara que tinha roubado pra pegar o dinheiro do seguro. Falaram que era falso testemunho ou algo assim.
— Acho que não é a mesma coisa, Juan.
— Bom, sei lá, mas depois disso ninguém mais acreditou nele. Mesmo que depois tenham roubado o negócio dele de verdade.

Conversar com o amigo era terapêutico pra Pedro. Qualquer problema que tivesse, sempre podia confiar nele.

No dia seguinte, Teresa entrou no quarto dele.
— Pedrinho, meu filho, como você tá? — disse ela, sentando na cama dele.vadia-Melhor, mãe, melhor. -Sabe, filho. Seu pai decidiu que a gente precisa te mudar de escola. -Sério? Demais! Disse Pedro, mas o entusiasmo dele foi cortado pelo olhar de desaprovação da mãe. -Mãe, não leva a mal, mas acho que é o melhor. -Claro que sim, meu filho, claro que sim. A gente vai fazer o que você achar melhor. -Muito obrigado, mãe. -Mas não fica com raiva do seu pai, ok? -O quê? Por que eu ia... -Ah, meu filho, não precisa fingir comigo. Eu sei que ele te magoou quando te deu aquele olhar. -Olhar? -Você sabe. Quando você disse que tinha medo de voltar pra escola na frente do policial. Ele te deu um olhar de decepção. Mas não se preocupa, já falei pra ele tentar se segurar. -Ah... entendi. -Não fica assim, filho. Não é só por sua causa. Ele também tem problemas no trabalho. Por isso fica trabalhando até tarde. Se você somar isso ao fato de que você deixou se bater, que não quer ir pra escola e que quer mudar... Consigo entender que ele tenha ficado tão bravo naquele dia. -É, vi que ele tava bravo, mas não achei que era por minha culpa. -A gente não te culpa de nada, mas você sabe como é seu pai. Ele sempre te falou que se você começa algo, tem que terminar. -... é, verdade. Ele sempre fala isso. -Relaxa, Pedrinho. Quando você mudar de escola, tenho certeza que vai ser tudo melhor. Escola nova, professores novos, provas novas, colegas novos... aliás, já se despediu do João? -João? -Claro, ou você achava que podia levar ele com você? -Não, não, verdade, nem tinha pensado nisso. Tava tão feliz de me afastar do Marcelo que... -Ele é seu melhor amigo, se você não vai mais ver ele todo dia, tinha que se despedir. -É, verdade... você tem razão. Aquela conversa simples com a mãe deixou Pedro num estado de confusão total. TERESA NO DIA ANTERIOR... -Por favor, me responde. -Já para de encher o saco, puta. Não fui claro o suficiente quando te falei que você me encheu o saco? -Eu sei, desculpa, mas... isso significa que acabou entre a gente? -Pede pra cara do seu filho. -Foi você? -Não, mas meus Os caras fazem o que eu mando. — Não precisavam bater tão forte. Agora meu marido disse que vamos trocar ele de escola. — Que pena. Ainda tenho que dar uma surra de despedida nele. — Por que você é assim? — Vou ser clara e direta, sua puta: se você não der a buceta como eu mando, o acordo não vale mais e seu filho paga as consequências, igual da primeira vez. — É só isso que eu sou pra você? Um acordo? — Não vem com essa merda. Posso arrumar outra puta igual a você quando quiser. É só pegar outro nerd de merda com uma mamãe gostosa e pronto. — Não fala isso. — É a verdade, puta. Agora que seu filho vai mudar de escola, você tem tudo o que queria, né? Voltar a ser a dona de casa chata igual a todas as outras. Não vou te dedurar, se é isso que te preocupa. Cada um segue seu caminho. Teresa não veria mais Marcelo, seu filho estaria a salvo da violência dele e ela não precisaria se preocupar em ser descoberta. Era tudo perfeito… mas então por que ela se sentia assim? Por quase o resto do dia, ela tentou se convencer de que era isso que queria, voltar à vida de antes, mas não conseguiu fugir da verdade. Ela já não podia voltar a ser como antes, ele tinha mudado tudo. “Só mais um pouco… só mais um tempinho. Deixa o ano acabar e eu prometo que vou deixar tudo pra trás. Não importa o quanto eu queira, não vou cair de novo… é, isso mesmo. Só mais um pouco, eu preciso. O que são mais alguns meses? Ela aguentou os tapas por anos, mais uns meses não iam mudar nada. Ele pode aguentar. Isso começou porque eu queria salvá-lo, queria fazer algo por ele… agora ele tem que fazer algo por mim. Aguenta, Pedrinho. Só mais alguns meses.” Foi assim que Teresa decidiu oferecer o próprio filho como cordeiro sacrificial, uma oferta para Marcelo, uma mensagem para dizer que o acordo ainda valia. O plano para convencer o filho a ficar na escola já começava a se formar na cabeça dela. Marcelo, por sua vez, esperava pra ver em quanto tempo Teresa voltaria implorando pela pica dele. PRESENTE Alguns dias se passaram e Pedro ficou. Em casa enquanto a mãe dele procurava outra escola pra ele. Ela dizia que era muito difícil porque as escolas não queriam aceitar alunos novos nessa época do ano letivo. Juan já foi avisado da mudança de escola e, como era de se esperar, tentou convencer o melhor amigo a ficar. Já Pedro, teve muita dificuldade em ter que se despedir do seu único e fiel amigo Juan. O tempo todo ele pensava nas palavras da mãe, se perguntando se aquilo era realmente a melhor coisa a fazer. O pensamento de ser uma decepção pro pai ou um peso pra família em dificuldade fez ele duvidar da decisão.

TERESA A mulher saiu um instante pra jogar o lixo fora com uma tremenda coceira entre as pernas. Fazia tempo demais que não sentia o toque de um homem de verdade. Foi aí que ela percebeu a presença da moto do valentão estacionada ali perto. Teresa olhou pra todo lado, mas ele não estava lá, até que, pra sua tristeza, viu ele sair pela porta da frente da casa da Mônica, sua vizinha e rival de anos. Ela não podia acreditar no que via. Mônica se despedia do Marcelo com um beijo bem apaixonado, igual aos que ela costumava receber. Ela tava vestida com um roupão, por baixo do qual claramente não tinha nada.peitoes
esposaPela primeira vez na vida, Teresa sentiu a dor da traição. Uma pontada no peito, um soco no estômago, tudo misturado com uma sensação de ter sido passada pra trás, raiva e tristeza. Marcelo já tinha trocado ela... tão rápido. Mas o que realmente doía era que ele fez isso justo com ela. Uma inimiga, uma pessoa que ela odiava e que naquele momento percebeu que ela tava dando um sorriso debochado, igual quando ganhava um debate na escola. Teresa não conseguiu se segurar e foi descontar a frustração, mas quando ia falar, Marcelo passou por ela sem dizer nada, como se ela nem existisse. Ela não podia ficar quieta, não queria.

— Dá pra saber que porra você tava fazendo aí dentro?
— Não sei do que você tá falando.
— Sabe sim!

Teresa agarra o braço dele pra impedir que suba na moto.

— Me escuta bem, sua puta barata! O que eu faço e com quem eu faço é problema meu. Agora solta meu braço e volta pra sua família chata de merda.

As palavras do babaca doeram pra caralho. A situação era pior do que ela imaginava.

— Mãe, alguma notícia das escolas?
— Ainda não, Pedrinho. Falei com os diretores, mas parece que as turmas tão lotadas. Tive que insistir muito pra convencer eles a repensar, mas acho que vai ser difícil te aceitarem.
— Entendo... sabe, mãe, tava pensando...
— Sim? — fala Teresa com um entusiasmo exagerado.
— Talvez... talvez eu pudesse...
— O quê, Pedrinho?
— Nada, uma ideia maluca. Não se preocupa.

Não era verdade o que Teresa tinha dito sobre os diretores e as escolas. Na real, ela nem tentou arrumar uma nova escola pro filho. Tava decidida que Pedro ia ficar onde estava, só precisava de um pouco mais de tempo pra fazer ele acreditar que a ideia foi dele.

Teresa teve todas as chances de mudar de ideia, de se arrepender das ações, de voltar pra vida antiga já que tava livre do acordo e o filho a salvo, mas não fez isso. Dúvidas sobre o que tava fazendo surgiam no que restava da consciência dela, mas ela já nem tentava arrumar desculpas. Só deixava pra lá. ignorava. "Mais uma vez, alguns meses e pronto. Pedro se forma, Marcelo vai embora e eu volto a ser como antes. Só umas... escapadinhas. Eu mereço. Sempre fui uma boa mãe, uma boa esposa... não vai ser o fim do mundo." Sem que ela precisasse fazer nada, a oportunidade apareceu sozinha com o som do celular do garoto. - Juan? - Oi, Pedro, como você está? - Bem, estou bem e você? - Eu também, amigo, estou bem, um pouco dolorido das porradas, mas estou vivo. - Sinto muito, Juan. Da última vez que a gente se falou... Me desculpa, não devia ter te xingado, amigo. Achei que a gente não ia mais se falar. - Não, Pedro, a culpa é toda minha. Fui um merda por ficar puto daquele jeito. Me desculpa. É que eu não queria ficar sozinho na escola, sabe, junto com o Marcelo e os outros. Fui egoísta e falei coisas que não devia. - Tudo no passado, amigo. Sem problemas. - Que bom, Pedro. E aí, me conta as novidades? - Ah, nada. Minha mãe ainda tá procurando escolas. - É, acho que é difícil achar alguém que te aceite nessa altura do ano. Ei, você não tá pensando em repetir de ano, né? - Claro que não... espero que não. Sinceramente, não tinha pensado nisso, tava muito feliz em me afastar do Marcelo. - É, tem um monte de coisa que você não pensou. - Do que você tá falando? - Não lembra, Romeu? - Oooh, isso. Sim, tinha considerado. - Lembro que você falava disso direto. Se preparou pra caramba pro seu papel, né? - Sim, mas no final acho que não vale a pena. - Nem se for pela Ana? - O quê? - A Gaia saiu da peça, não sei por quê. Mas o professor teve que achar alguém de última hora e a Ana pegou o papel. - Merda, merda, merda. Bem na hora que eu vou embora. E quem vai ser o Romeu? - A gente não sabe. Ah, melhor: nem o professor sabe. Assisti alguns testes, mas ninguém convencia. Você deixou todo mundo no chinelo, haja. - Sei, sei. Não queria isso. Mas não dava mais pra continuar daquele jeito, com o Marcelo e a turma dele. Cê acha... que se eu voltar... não, não, não. É uma ideia idiota, além disso o Marcelo tá... - Marcelo Ele tá na cadeia.
— Quê?
— É, eu tinha que te falar isso primeiro, mas esqueci. Ouvi dizer que prenderam ele por assalto e posse de droga, junto com uns caras da gangue.
— Não acredito. Sério? Então não vou mais ver ele?
— Acho que não. Uma parada dessas já te expulsa na hora.

Notícias magníficas chegaram aos ouvidos de Pedro, notícias que agora não faziam mais efeito nele, já que ele tinha saído da escola. Marcelo e a gangue presos e expulsos era o que mereciam, finalmente, mas Ana era outra história. Pedro, o tempo todo, tinha se preparado pra interpretar Romeu na peça da escola, mas agora Julieta era a Ana, a mina por quem Pedro sempre foi apaixonado. Ele não a conhecia de verdade, mas os poucos momentos que passou com ela foram suficientes pra fazer ele perder a cabeça, e agora outro Romeu ia beijar ela no lugar dele. Era uma tragédia pra ele. Não podia deixar passar uma oportunidade dessas, ainda mais agora que o perigo tava longe.

— Tá falando sério, filho? Depois de tudo que aconteceu, você quer voltar?
— Sim, pai. Pensei muito, e já te falei, Marcelo e os amigos dele não vão estar mais lá por um bom tempo.
— Não sei, Pedro, não sei. Além disso, sua mãe já tinha começado a procurar...
— Por isso não tem problema, Felipe. Posso falar com o diretor e convencer ele a aceitar o Pedro de novo, como se ele tivesse faltado uns dias; com certeza seria mais fácil do que convencer os outros diretores a aceitar ele como aluno novo. Mas só se você também concordar, Felipe.
— ...
— Deixa eu voltar, pai. Tô seguro. Além disso, você sempre me disse que se começa uma coisa, tem que terminar, né?
— Sim, eu disse, mas...

Felipe não conseguiu dizer não, já que o filho e especialmente a esposa pareciam tão convencidos, enquanto o garoto fazia tudo na esperança de ganhar um beijo da linda Ana.interracialContinua...

7 comentários - La madre de Pedro y el bully 36

más allá de que fueron 10 puntos, por todo lo anterior, este capítulo, me pareció un poco más flojo que los anteriores, la relación de Marcelo con la vecina, fue presentada muy rápido, sin el desarrollo típico de los otros relatos
Necesitamos un poco más de humillación y crueldad por parte de la madre a sus hijos....
Falta más constancia, me retracto de mi comentario de ayer de la acción que hace falta más… pero deja mucha intriga y pasa mucho tiempo sin pasar nada
JCGL77
Tu sabe que la historia está muy halagada, y no sabe cómo cerra bien tu historia que lastima, pero ya es bueno darle un fin. Porque no tiempo tiene para hacerlo y eso se vuelvo fastidioso
Castidad al pitochico de Pedro
Marcelo el rey de la casa
Ella una puta total
Felipe cornudo consentido o en castidad
Chantaje al padre de la iglesia que lleve mas putas a Marcelo
Creo que ya lo alargaste demasiado el relato le falta humillacion
Para los que critican, escriban ustedes sus propias historias. Para ver quién los lee. El autor es el que va marcando los tiempos de su historia