Bom, retomo a história quase no final dos meus 25 anos, depois de meses de reforma espiritual e conectando meu coração com alguém em quem eu não conseguia mais pensar. Virando a página, com meus documentos e minhas magras carteiras argentinas que era uma loteria se passavam ou não, decidi seguir no modo low cost e fazer uma viagem de voluntário. Conheci uma enfermeira que tinha ido pra uma ONG nas ilhas Fiji. Tive referências muito boas, e me empolguei, montei um projeto de saúde pra apresentar ao ministério (que foi rejeitado pelo ministro), mesmo assim comprei minhas passagens e depois de três horas e meia cheguei em Suva, a capital de um arquipélago de 300 ilhas com menos de um milhão de habitantes no total. Mais barcos e avionetas e eu tava no meio do nada, bem no meio do nada. O senhor que dirigia o lugar tava meio sem saco pra fazer assistencialismo, então eu entrei de boa pra atender os 30+40 pacientes diários que vinham pra fundação. Tudo funcionava muito lindo, acabei atendendo de camisa florida aberta e descalço. Amei! Imediatamente fiquei bem conhecido em toda a região como o vuniwai... Doutor... Kaipalagi... Estrangeiro. Quase sempre tinha convite pra comida ou chá, tomar kava que é tipo o chimarrão deles. A vida era tranquila e pacífica. Sem loucura nem putaria de nenhum tipo, a cama chamava às 7 da noite. Tava tudo indo muito bem, chegou meu aniversário e eu não tinha me conectado na internet por semanas... Às vezes mandava cartas quando passava um busão caindo aos pedaços ou um caminhão que ia pra cidade toda semana. Raji, o motorista do caminhão, era um indiano super tagarela e meio enxerido com seus convites. Sempre alguma festa, ou cerimônia ou receber visitas e eu tava convidado. O problema é que Raji tinha tomado pelo menos quatro injeções de penicilina por várias doenças venéreas. Eu dizia na brincadeira, não me apresenta nenhuma amiga porque vou ter que tomar um quilo de Peni. Ele ria, mas sempre dava um jeito de fazer um convite. Quando ele fica sabendo do meu aniversário, diz que ia organizar algo especial. Chega na sexta à tarde, larga o caminhão todo caindo aos pedaços e troca uma ideia com uns caras da vila... Daí a pouco me leva até a costa e tinha uma lancha de madeira, daquelas que usam pra pescar... — Vamo pra Rabi! Lá! Festa boa! Muitas amigas! — uma ilha perto com um pouco de turismo, diferente de onde a gente tava que não tinha nada. Festejei e agradeci um pouco, e pô, cairia bem uma mudança de ambiente, pelo menos lá tinha eletricidade, não me faria mal tomar uma cervejinha gelada. Raji tava todo felizão com o novo amigo dele, a gente andava pela vila e ele fazendo uns arranjos e catando coisas... Eu escolhi umas bebidas mais ou menos aceitáveis, e ele me dá as chaves de uma casa grande sobre pilares de madeira. Comecei a preparar sem saber quantos iam ser. Duas horas depois, Raji chega com duas gatas de raça indiana igual ele... Umas caras de tristeza, me fazia duvidar como ele convenceu elas a vir. Morenas de olhos grandes as duas, magrinhas mas com estrias e bem descuidadas, deviam ter mais de trinta anos com certeza. A falta de vontade delas se somava a não quererem beber álcool, nem tavam a fim de dançar.. estavam ali porque estavam. Numa horinha de "festa", meu amigo Raji já tinha ficado bem bebado com duas latinhas de cerveja morna e já tava numa esteira no chão apalpando as "amigas", claramente se não tinham ido embora era porque ele tinha pago. Mesmo assim me dava pena, elas não queriam tirar toda a roupa mas parecia que tinham combinado certas práticas sexuais e não tavam muito à vontade. Um fiasco meio chato, saio pra fora da casa e tinha uma cozinha externa a lenha, fico olhando as coisas e levo um susto com uma mulher por trás. Ela se chamava Sheesha ou algo assim, também indiana, tipo uns 20 anos, mas o rosto sorridente dela e o cabelo preto comprido até a bunda me arrancaram um suspiro. Ela me pergunta se eu tava curtindo a festa. — Não, verdade, não é meu estilo de festa, Raji tá quase bêbado e as amigas não tão se divertindo. — Com o dinheiro dele elas se divertem, são putas feias, sinto muito que meu irmão tenha caído tão baixo. Depois da pancada, ele nunca mais foi o mesmo. Ele me contou que o irmão mais velho era um cara de família, bem centrado, e tocava a empresa de transporte do pai até sofrer um acidente e fazer tratamento por uma fratura no crânio que nunca se recuperou. Desde então, virou mulherengo, ladrão, alcoólatra e irresponsável. Fiquei sem chão. — Eu sempre tive curiosidade de como ele se diverte nessas festas, será que faz todas essas mulheres felizes?
— Não, Sheesha, nada disso... Não é como num filme, ninguém vai começar a dançar e cantar e tudo acabar bem. Seu irmão precisa de ajuda.
— E quem vai me ajudar? Tô presa morando nessa casa, ele sempre faz essas festas, e eu tento sair, trabalhar, conversar com alguém, e sempre acabamos brigando.
Olhei pela porta entreaberta e vi Raji roncando com a mão na teta de uma das gatas, a outra entediada mexendo no celular.
— Então, Sheesha, vamos dar uma volta.
A gente deu uma voltinha na praia e viu uma árvore gigante caída. Subimos nos galhos mais altos... rimos pra caralho. Eu sabia me situar, com essas barreiras culturais enormes, o conceito de "boa química e deixa rolar" ficava bem em segundo plano com todos os tabus mais pesados. Até andar sozinho com alguém do sexo oposto já era malvisto. E ela sabia disso, mas não tava nem aí. Ela me contava sobre os peixes favoritos dela, as cores de roupa e maquiagem... Alegre e sorrindo, nunca conheci uma indiana tão simpática assim. Ela fala que tá ficando tarde e que precisa voltar pra casa, mas quando Raji tá bêbado, ela vai pra casa de uma "tia".
Tô quase me despedindo, mas ela fala que posso ir com ela... Ainda tinha minha mochila com umas cervejas. Ela manda eu levar.
Na casa da tia, todas as luzes apagadas mesmo sendo 10 da noite, entramos de mansinho, sentamos num sofá rústico com vista pro quintal, um ventilador barulhento abafava nossa conversa. A gente ia abrir uma Garrafa de cerveja e nisso a tia desce. Essa sim era uma deusa, e tava disposta a me fazer virar politeísta a qualquer momento e dedicar minha devoção a ela. A tia era alta, quase da minha altura, 1,80, magra e com a pele bronzeada intensa, olhos pretos com cílios carregados de sombra, e pelo look dava pra ver que não era casada. Ela se aproximou suave, sabendo que meus olhos não desgrudavam dela nem por um segundo. Ela viu que eu tava tomando cerveja e se adiantou, quebrou o gelo mostrando uma pequena adega, e explicou que é mais fã de vinho. Me ouviu falar e percebeu um sotaque americano, mas não de yankee nativo... — De onde você é? Com quem você veio? — ela me pergunta com um sotaque britânico de telejornal. Culturalmente, a gente tava numa área super transgressora, a Sheesha já tinha se acomodado, tava descalça com uma saia cinza no meio da coxa e uma regata branca sem sutiã, o peito era bem cheinho, e os medalhões escuros das aréolas e mamilos se insinuavam demais. Ela tava à vontade, não se incomodou quando viu a tia. Mas tentou me socorrer falando na língua dela, a tia cortou, dizendo que é má educação, vamos falar inglês pra todo mundo entender. A explicação foi simples: eu era visita do Raji, ele tinha se embriagado e eu me senti desconfortável e fui embora. Ficar mal com um hóspede é algo muito sério na cultura deles. — É minha responsabilidade como anfitriã resolver isso. — Disse a mulher elegante, com os modos de uma dama antiga. Já tinha vinho servido numa mesinha de centro, a Sheesha tinha me abraçado como irmãozinho e me olhou pra ver se podia beber, olhou pra tia também... Ninguém fala nada. Tomamos uns copos de um vinho australiano muito bom. Daí a pouco a dona vai na adega e pergunta — Hã? Argentina? — e aparece com um Trapiche que ela disse que era um dos favoritos dela. Nem preciso dizer que todo mundo foi ficando bem alegre com o vinho, a Sheesha tava com calor e saiu correndo, tropeçando, em direção a uma piscina pequena que tinha no quintal. Quando voltou e sentou, a tia fala algo em hindi pra ela... Eu Rindo e digo pra ela: "em inglês, não seja mal-educada, por favor." — "Tava dizendo, querida sobrinha, que seus peitos tão aparecendo claramente através do pano branco, como se você tivesse pelada." — Mas ela fala rindo. Engoli seco, olhei pra Sheesha. É verdade, dava pra ver tudo. Ela se olhou, deu de ombros, como quem diz "tô nem aí". — "Então o problema pode ser que eu é que tô vestida demais." — Apontei meu shortinho e minha regata branca lisa. Ela tava com um vestido preto liso, até o tornozelo, vestido de sair, não roupa indiana. Em cima terminava com um decote moderado e quase as costas todas de fora. Linda. Mas é, a gente tava todo mundo em casa. Ela fala pra Sheesha pegar outra garrafa e me atender, que ela ia se trocar. Já na terceira garrafa de vinho, a senhora chega com um pareo curto charmoso, deixando ver umas pernas longas e macias, cor de trigo... Em cima, uma blusinha transparente que deixava ver um top preto que mal segurava os peitos dela apertados. Não tinha tirado nenhuma joia, que no estilo indiano eram um monte de pulseiras, brincos, colares e o piercing no nariz que não lembro o nome. A conversa foi parar em áreas turvas do choque cultural, a resistência dela em se misturar com os estrangeiros e a ideia de que todo mundo vinha impor o próprio estilo de vida. Mas aí ela se segurou... — "Eu estudei em Londres, amo a vida ocidental, tanta coisa não tem consequência... Aqui, desde criança, você é responsável por tudo e carrega isso pelo resto da vida." — "Você não teve filhos, isso deve significar muito nessa sociedade." — "É, minhas escolhas de vida me levaram por outro caminho. Como cê acha que junto tanto vinho? São presentes de clientes ocidentais e não tenho com quem beber. Graças a Deus que você apareceu hoje à noite." Olhei pra ela, olhei pra Sheesha deitada na minha perna... O álcool não caiu bem nela. Já respondia pouco na conversa. — "Me ajuda a deitar ela" — a tia fala. Levamos ela pro quarto, estiquei. uma cama e a tia a despe ela toda. Tento não olhar, mas a tia me chama e diz que tá tudo bem, o peito e a barriga são o que mais embeleza uma mulher indiana, ela me diz acariciando ela. -vai ser uma boa mãe, tomara que seja muito feliz com a família dela. Engulo seco. -Bom, querido visitante, como cê vê, não sou como todas as mulheres. Espero ter restaurado a honra que meu irmão perdeu. E também gostaria de te oferecer outra honra que poucos podem ter. Fica no meu quarto esta noite. Por mais vinho que tivesse na cabeça, sabia que era algo bem tabu na cultura deles, todos os viajantes que iam pra lugares tradicionais assim me diziam "esquece de meter, só com putas ou outras viajantes". Eu não tava nem aí em continuar na minha abstinência, mas tinha curtido muito a conversa. Deixei de lado as possíveis complicações e fiz sinal que sim. Subimos pro quarto dela, cama de casal bem arrumadinha com muitos travesseiros, mais uma taça na mão de cada um. Tomei rapidinho enquanto olhava ela passando creme nas pernas dela. Ela se deita de bruços e faz círculos com os pés... com uma palmadinha na cama me chama pra chegar perto. Deitamos lado a lado, e começamos a nos beijar. Ela admite que os ocidentais beijam melhor, que ela amaria ter um novo na cama dela toda noite. Engulo seco. Já na dança, chegou a hora de dançar. A Lady Hindu de moral frouxa acabou sendo incrivelmente safadinha. Ela percorria meu corpo sem parar, até depois de gozar, continuava me procurando... meio dormindo acordo com ela procurando meu pau de novo. Falo que ele tinha ido dormir, o coitado tava cansado. Ela sorri e me manda -It's up for me to say- .. "eu decido" Sem muito problema consigo colocar o sargento de novo em posição de sentido e ela teve a segunda, terceira ou acho que até quarta rodada. A gente tinha feito um barulho infernal, as joias dela pareciam um chocalho na hora da trepada e os peitos dela, que eram muito mais firmes do que eu esperava pelo tamanho e idade, aguentaram cada Mordida, apertada e cheia de leite, que parecia adorar aquilo. Sem nem pensar em se enxaguar embaixo da escada, foi deitar com a sobrinha dela pelada.. a cama era de casal, mas menor que a de cima... Eu faço sinal que vou pro outro quarto... E ela insiste pra eu deitar ali. Foi, já era, meu parceiro mais velho já tinha até se aposentado... A jovem lady tava desconfiada, e a tia selvagem dela não pode reclamar que eu não cumpri com louvor. E aí terminamos dormindo juntinhos até o tsunami da manhã seguinte. Acordo primeiro, com uma ressaca moderada, procuro minha roupa primeiro, saio da cama com as mulheres peladas, meio que procurando água pra curar a ressaca e dando um perdido, foi nisso que o Raji entrou em casa, parecia que tinham acabado de resgatá-lo dos Andes. Ele me vê e não entende nada, entra e procura pela casa, várias garrafas de vinho vazias. Grita algo em hindi, e vai direto pro quarto, as duas mulheres peladas gritando.. Tava me aproximando da porta devagar e o Raji grita -nem pense! Tem que resolver isso! -Não tem nada pra resolver, eu me embebedei ontem, não lembro de nada. Aí o Raji fecha a porta e me conta baixinho, minha irmã é maluca! Ela levou uma pancada na cabeça e desde então se acha da realeza britânica e bebe centenas de garrafas de vinho com os amantes estrangeiros dela. Não aguentava mais, a gente botava a culpa na bebida, eles no traumatismo craniano... Isso marcou claramente a hora da fuga. Depois fico sabendo que a senhora era também juíza do tribunal daquela ilha, e administra uma rede de resorts. / / / / / / / Tan tan tararantan tararantan tararan!
1 comentários - Quase um ano sem cagadas, e soltei essa...