De novo acordei pensando se aquilo tinha sido real ou um sonho. Quando virei a cabeça pro meu criado-mudo, vi os lenços amassados e cheios de porra, que minha irmã tinha usado pra limpar o rosto na noite anterior. Os kleenex estavam virando uma prova concreta.
Uma imagem veio na minha cabeça naquela hora. Primeiro, a cara dela toda melada de leite. Segundo, ela de minissaia e sem nada por baixo. Amava ver ela naquela posição de submissa, fazendo tudo que eu pedia.
Naquela manhã, levantei pra tomar café e senti tudo diferente. As cores, o ar, as caras dos meus pais, tudo. Parecia que tinha tomado um ácido e via tudo de outro jeito. Percebi que minha vida antes era cinza, escura e sem graça.
Será que ia começar uma vida nova? Ou era só uma fase passageira? Com isso na cabeça, enquanto passava manteiga numa torrada, vejo ela aparecer. Vinha de camisola e sutiã. Cumprimentou todo mundo, e me deu um oi especial. Bom dia, Juan Bom dia - respondi, quase como um apaixonado Como você dormiu? – ela me perguntou.
Achei que ia morrer naquela hora.
Meus pais estavam nos olhando de um jeito estranho, como se estivessem vendo um experimento social. Minha irmã tava me perguntando como eu tinha dormido. Isso não tava no roteiro, não tinha sido planejado. O que ela queria com esse comportamento?
Eu tentava me livrar da situação respondendo com monossílabos, e aí do nada minha mãe apareceu: Você podia responder sua irmã com um pouco mais de vontade, né? É que ainda tô muito sonolento – falei mentindo.
Me safei por enquanto, pensei. Mas minha irmã tinha uma carta na manga que eu não esperava e deu certo. Ela me olhou e disse: — Me dá a porra?
Eu, emocionado por ouvir uma frase dessas na boca da minha irmã, larguei a torrada que estava na minha mão e, na tentativa de pegar a porra rápido, derrubei a xícara e o café com porra se espalhou na mesa. Foi um mico. Minha irmã riu e levantou rapidinho pra pegar um pano pra limpar a mesa. Minha mãe também se levantou e saiu pra buscar um pano de chão.
Foi nesse momento, quando a gente tava sozinho na cozinha, que ela passou o dedo indicador numa gota do café derramado e, olhando nos meus olhos, chupou o dedo com um sorriso. Eu fiquei paralisado. Não conseguia falar nada.
Minha mãe voltou reclamando: Vem cá, gostosa, sai daí. Já já, já tô me mexendo — falei pra ela.
Levantei, fui até a pia da cozinha e minha irmã ficou do meu lado, me dizendo quase num sussurro: O que foi? Ficou nervoso? Não, foi um acidente — falei sério, mesmo sabendo que ela não ia acreditar em mim.
Essa pequena batalha ela tinha vencido, mas tava claro que a guerra quem tava ganhando era eu.
Tinha que admitir que esse pequeno incidente me tirou um pouco daquela sensação de exaltação que eu tava sentindo de manhã, mas não completamente.
Saí na rua, fui até a avenida e peguei um ônibus que me levasse pro centro pra comprar uns componentes que eu precisava pra atualizar o computador.
Durante a viagem, eu olhava pra todo mundo, pros prédios, tentava adivinhar pra onde as pessoas iam, o que faziam da vida, quantos anos tinham.
Sempre evitei olhar pra galera com medo de sentirem meu olhar e falarem alguma coisa. Isso já era um pequeno passo de melhora.
Desci do ônibus junto com uma mina. Como eu tava na frente, tive a ideia de me afastar e deixar ela passar. Passa você primeiro - eu disse Valeu - ela disse, me olhando nos olhos
Fazia um tempão que uma estranha não me olhava nos olhos e falava alguma coisa. Não deu pra evitar, subiu um vermelhão na minha cara e acho que ela percebeu. Mas não liguei.
Tive que ficar na esquina pensando um pouco pra onde ir e o que comprar. Quando me recuperei, entrei na galeria pra comprar esses componentes.
Não sei se devo culpar essa nova vida que tô vivendo agora, mas rolou um papo com o dono da loja quando ele me viu olhando um anúncio pregado na parede. O panfleto dizia "trabalhe de casa 4 vezes por semana e a gente te paga muito bem". Tá interessada?" — o homem me disse. Não sei o que é Você tem que fazer uns trabalhos de programação de casa e uma vez por semana vem aqui, recebe a semana e dá uma olhada no software de uns computadores, e vai embora. Sim - me interessa Espera, não te falei quanto vou te pagar… Sim — eu disse, com cautela.
O negócio foi que voltei pra casa com um trampo de contrabando e bem pago. Segunda de manhã cedo eu recebia e ficava no local arrumando alguma máquina, e nos outros quatro dias eu programava. Se começasse a entrar muita máquina, eu teria que ir mais vezes no local, mas isso significava um pagamento melhor. Ele também me ofereceu 40% de desconto nos componentes que eu quisesse.
Quando voltei pra casa, encontrei minha mãe chorando. Meu pai a abraçava, consolando ela. Minha tia Olga, irmã da minha mãe, tinha morrido. Minha mãe nasceu em Tucumã, e toda a família dela era de lá. Olga era a única irmã viva que restava, já que meu tio Oscar tinha falecido um tempo atrás. Vamos viajar esta noite, meu pai me disse, nós três. Quem três?" eu perguntei. Você, a mamãe e eu Eu não posso — falei pra elas Por que você não pode? O que você tem que fazer? Acabei de começar a trabalhar esta semana. E por que você não nos contou? Queria que fosse uma surpresa quando eu receber minha primeira semana, que vai ser na segunda que vem. Bom, vamos ter que ir nós dois. – disse meu pai, resignado. Sim. Tua irmã fica com você. Bom – falei, e um sorriso perverso se desenhou na minha mente.
Meu rosto permaneceu sombrio, enquanto minha cabeça já começava a imaginar meus dias a sós com minha irmãzinha. Já imaginava o corpo dela, de um metro e cinquenta e dois, completamente pelado andando pela casa. Inacreditavelmente, fiquei de pau duro e reagi na hora, sem que meus pais percebessem.
Mais tarde, minha irmã entrou pela porta e, ao ver a cena da minha mãe abatida e chorando, perguntou preocupada: O que foi? A Tia Olga morreu. Ah, pensei que o cachorro tinha morrido, já que não via ele em lugar nenhum – disse minha irmã sem a menor preocupação.
Fazia 8 anos que a gente tinha o Pastor, um cachorro da raça pastor alemão, mas com uma mistura de vira-lata. Eu amava ele pra caralho. Já minha irmã, não, tratava ele com desprezo, nunca dava comida e até uma vez vi ela maltratando ele e fiquei putaço com ela. Como sempre, ela negou e meus pais acreditaram nela. Não seja mau com o Pastor, coitadinho
Mal terminou de falar o nome dele, o Pastor apareceu rebolando a raba e apoiou a cabeça na coxa da minha mãe.
Sempre tive a sensação, e com meu cachorro cada vez mais confirmava, de que os cachorros sabem quando o dono tá triste. Nesse caso, os donos éramos três: minha mãe, meu pai e eu. Minha irmã era um ser da família, mas o Pastor nunca chegava perto dela. Já com a gente, ele sempre brincava e se deitava aos nossos pés. Era um cachorro muito inteligente e que pedia muito pouco. Se virava só com a gente dar comida e dar banho de vez em quando. Saía sozinho pra rua e sempre voltava.
Não contei que a gente mora numa casa térrea com um quintal bem pequeno num bairro da zona sul da Capital Federal ou Cidade Autônoma de Buenos Aires. Não posso dar mais detalhes pra não descobrirem quem eu sou. O Pastor ia e vinha do parque (não mais de 12 m²) pra casa.
De tarde, levei minha mãe e meu pai de carro até a Retiro (terminal de ônibus), porque meu pai não queria dirigir tanto. Minha irmã não quis ir, dizendo que tinha muito que estudar. Com certeza era mentira, só que ela não tava a fim do plano. Como sempre, acreditaram nela e se despediram dizendo que voltavam em uma semana. Iam aproveitar a viagem pra visitar parentes que não viam há muito tempo. Depois de se despedir da minha irmã, veio a recomendação pra mim: Não briga muito com sua irmã Diz pra ela também - respondi. Sabia que ele tem emprego?" — meu pai falou pra minha irmã.
Pela primeira vez, percebi que meu pai falava de mim com um certo orgulho, e aquilo fez meu peito inflar de emoção. Sim? Sim – respondi com um sorriso. Tomara que dure e não seja como sempre" – disse ela, toda perversa. Sim, vou trabalhar 4 dias de casa e 1 vou pro centro. Olha só - disse minha mãe Uma de cal e uma de areia, disse meu pai. Por quê? — perguntou minha irmã Uma notícia ruim pela morte da tia e uma boa pelo meu trabalho, eu esclareci deixando ela de otária.
Meu pai concordou e começou a chorar com minha mãe. Acho que meu pai também se emocionou um pouco porque eu voltava a trabalhar depois de muito tempo.
Algo estranho em mim, que eu sacasse tão rápido uma frase assim. Vi um brilho de orgulho no olhar do meu pai quando ele me olhou.
Preciso contar que sempre senti que decepcionei meus pais. Eu sou (ia colocar "era") uma pessoa com muito pouco contato social, os empregos duram pouco comigo e, por ser um pouco gordo, tenho muita vergonha de sair na rua. Talvez seja por isso que não tenho nem tive namorada, e as poucas garotas com quem saí acabaram me largando por eu ser chato. O pornô e os contos eróticos foram meu refúgio por muito tempo.
Acho que foi por ler tantos contos que me animei a colocar em palavras tudo isso que acontece com minha irmã mais nova.
Meus pais pegaram o ônibus e se despediam de mim acenando. Os sorrisos tristes dos dois me angustiaram um pouco. Sempre senti no olhar dos dois aquele peso de que eu não era o que eles tinham sonhado para um filho. Já minha irmã, sim. Fui para o estacionamento com a alegria de saber que eles estariam bem em Tucumán e com a vontade de que, se eu me dedicasse, poderia ir muito mais longe do que tinha ido até ali.
Minha mente voltou rapidamente para minha irmã enquanto eu dirigia pela Avenida 9 de Julho. Peguei a Ponte Pueyrredón e desci na Vieytes para ir para casa. Quando estava parado no semáforo, uma ideia veio como um raio na minha mente e peguei meu celular. Mandei um WhatsApp para minha irmã dizendo: Oi Oi - respondeu na hora Quero que você me espere pelada em casa, chego em 5 minutos.
Meu coração acelerou. A essa altura, já devia estar acostumada com as mudanças de ritmo lá dentro. Estacionei e não consegui sair do carro de tão nervosa que tava. Tentei me acalmar e, aos poucos, respirei fundo e consegui.
Entrei em casa e, depois de passar pela porta, tudo estava em completo silêncio e vazio. Fui até a cozinha e tava vazia. Olhei de novo pro meu celular e nem percebi que não tinha visto se minha irmã tinha me respondido.
Meu coração bateu forte quando vi os dois tiques azuis. Continuei explorando a casa bem devagar e nada. Fui até meu quarto, abri a porta e nada. Fui me aproximando do quarto dela e, de fora, perguntei: Cê tá no teu quarto? Sim, tô estudando.
Peguei a maçaneta pra abrir a porta. Não ia pedir permissão. Já não tava nos meus planos pedir licença pra minha irmã pra nada.
A porta se abriu e eu vi ela. Quase desmaiei. Minha irmã tava sentada na escrivaninha dela estudando, pelo visto com muita concentração, totalmente pelada. Só tinha uns brincos. Sem me olhar, continuava concentrada, ou pelo menos fingindo, no livro que tava na frente dela. Como consegui, articulei: Muito bem, gosto que você me obedeça
Eu via os peitos dela pela primeira vez ao vivo. Achei lindos. Pequeninos como já conhecia das fotos, mas aqueles mamilos rosados me deixavam louco. Lembrando que ela tinha chupado meu pau e eu tinha visto a buceta dela por baixo da minissaia, mas os peitos eu não tinha visto pessoalmente. Fecha a porta quando sair, ela me disse. Aqui quem dá as ordens sou eu" — falei seco.
Ela virou a cabeça pra me olhar desafiadora. Vi na cara dela a vontade de me xingar e de falar alguma merda, mas ela se segurou. Te esperam 7 dias sendo minha escrava – falei, segurando o olhar dela.
Não sei se foi nervosismo ou o quê, mas pareceu que os biquinhos do peito dela endureceram. Meu olhar foi parar neles, e ela percebeu. Olhou pra si mesma e voltou a ler o livro.
Eu fui pro meu quarto e, como pude, me concentrei no que seria meu primeiro dia de trabalho. O trampo não era fácil, mas exigia tempo na frente do computador e organização pra cumprir as metas diárias e semanais. Montei uma agenda (nunca tinha feito isso) e comecei a baixar os manuais. Entrei em contato com quem seria meu chefe e falei que tava começando a me organizar. Beleza, ele disse, se precisar perguntar algo, pode falar. Fiz todas as perguntas e comecei a trabalhar.
Quando olhei pro relógio, eram 10 da noite e nem sinal da janta. Saí e fui pro quarto da minha irmã. Ela continuava pelada. Uma ereção dura que nem mola ativada me subiu na hora. Ela me olhou. Eu olhei pra ela. O que vamos comer? – perguntei pra ela
Ela me olhou com um sorriso e se virou na cadeira, toda nua daquele jeito. A carinha dela, os olhos castanhos, o cabelo liso e a boca vermelha me desmontaram, mas quando ela falou o que falou, juro que achei que ia morrer na hora. O que você mandar, irmão
(continua…)
Podem deixar seus comentários pra mimreybaco2005@hotmail.comNo Telegram @reybaco2005
Uma imagem veio na minha cabeça naquela hora. Primeiro, a cara dela toda melada de leite. Segundo, ela de minissaia e sem nada por baixo. Amava ver ela naquela posição de submissa, fazendo tudo que eu pedia.
Naquela manhã, levantei pra tomar café e senti tudo diferente. As cores, o ar, as caras dos meus pais, tudo. Parecia que tinha tomado um ácido e via tudo de outro jeito. Percebi que minha vida antes era cinza, escura e sem graça.
Será que ia começar uma vida nova? Ou era só uma fase passageira? Com isso na cabeça, enquanto passava manteiga numa torrada, vejo ela aparecer. Vinha de camisola e sutiã. Cumprimentou todo mundo, e me deu um oi especial. Bom dia, Juan Bom dia - respondi, quase como um apaixonado Como você dormiu? – ela me perguntou.
Achei que ia morrer naquela hora.
Meus pais estavam nos olhando de um jeito estranho, como se estivessem vendo um experimento social. Minha irmã tava me perguntando como eu tinha dormido. Isso não tava no roteiro, não tinha sido planejado. O que ela queria com esse comportamento?
Eu tentava me livrar da situação respondendo com monossílabos, e aí do nada minha mãe apareceu: Você podia responder sua irmã com um pouco mais de vontade, né? É que ainda tô muito sonolento – falei mentindo.
Me safei por enquanto, pensei. Mas minha irmã tinha uma carta na manga que eu não esperava e deu certo. Ela me olhou e disse: — Me dá a porra?
Eu, emocionado por ouvir uma frase dessas na boca da minha irmã, larguei a torrada que estava na minha mão e, na tentativa de pegar a porra rápido, derrubei a xícara e o café com porra se espalhou na mesa. Foi um mico. Minha irmã riu e levantou rapidinho pra pegar um pano pra limpar a mesa. Minha mãe também se levantou e saiu pra buscar um pano de chão.
Foi nesse momento, quando a gente tava sozinho na cozinha, que ela passou o dedo indicador numa gota do café derramado e, olhando nos meus olhos, chupou o dedo com um sorriso. Eu fiquei paralisado. Não conseguia falar nada.
Minha mãe voltou reclamando: Vem cá, gostosa, sai daí. Já já, já tô me mexendo — falei pra ela.
Levantei, fui até a pia da cozinha e minha irmã ficou do meu lado, me dizendo quase num sussurro: O que foi? Ficou nervoso? Não, foi um acidente — falei sério, mesmo sabendo que ela não ia acreditar em mim.
Essa pequena batalha ela tinha vencido, mas tava claro que a guerra quem tava ganhando era eu.
Tinha que admitir que esse pequeno incidente me tirou um pouco daquela sensação de exaltação que eu tava sentindo de manhã, mas não completamente.
Saí na rua, fui até a avenida e peguei um ônibus que me levasse pro centro pra comprar uns componentes que eu precisava pra atualizar o computador.
Durante a viagem, eu olhava pra todo mundo, pros prédios, tentava adivinhar pra onde as pessoas iam, o que faziam da vida, quantos anos tinham.
Sempre evitei olhar pra galera com medo de sentirem meu olhar e falarem alguma coisa. Isso já era um pequeno passo de melhora.
Desci do ônibus junto com uma mina. Como eu tava na frente, tive a ideia de me afastar e deixar ela passar. Passa você primeiro - eu disse Valeu - ela disse, me olhando nos olhos
Fazia um tempão que uma estranha não me olhava nos olhos e falava alguma coisa. Não deu pra evitar, subiu um vermelhão na minha cara e acho que ela percebeu. Mas não liguei.
Tive que ficar na esquina pensando um pouco pra onde ir e o que comprar. Quando me recuperei, entrei na galeria pra comprar esses componentes.
Não sei se devo culpar essa nova vida que tô vivendo agora, mas rolou um papo com o dono da loja quando ele me viu olhando um anúncio pregado na parede. O panfleto dizia "trabalhe de casa 4 vezes por semana e a gente te paga muito bem". Tá interessada?" — o homem me disse. Não sei o que é Você tem que fazer uns trabalhos de programação de casa e uma vez por semana vem aqui, recebe a semana e dá uma olhada no software de uns computadores, e vai embora. Sim - me interessa Espera, não te falei quanto vou te pagar… Sim — eu disse, com cautela.
O negócio foi que voltei pra casa com um trampo de contrabando e bem pago. Segunda de manhã cedo eu recebia e ficava no local arrumando alguma máquina, e nos outros quatro dias eu programava. Se começasse a entrar muita máquina, eu teria que ir mais vezes no local, mas isso significava um pagamento melhor. Ele também me ofereceu 40% de desconto nos componentes que eu quisesse.
Quando voltei pra casa, encontrei minha mãe chorando. Meu pai a abraçava, consolando ela. Minha tia Olga, irmã da minha mãe, tinha morrido. Minha mãe nasceu em Tucumã, e toda a família dela era de lá. Olga era a única irmã viva que restava, já que meu tio Oscar tinha falecido um tempo atrás. Vamos viajar esta noite, meu pai me disse, nós três. Quem três?" eu perguntei. Você, a mamãe e eu Eu não posso — falei pra elas Por que você não pode? O que você tem que fazer? Acabei de começar a trabalhar esta semana. E por que você não nos contou? Queria que fosse uma surpresa quando eu receber minha primeira semana, que vai ser na segunda que vem. Bom, vamos ter que ir nós dois. – disse meu pai, resignado. Sim. Tua irmã fica com você. Bom – falei, e um sorriso perverso se desenhou na minha mente.
Meu rosto permaneceu sombrio, enquanto minha cabeça já começava a imaginar meus dias a sós com minha irmãzinha. Já imaginava o corpo dela, de um metro e cinquenta e dois, completamente pelado andando pela casa. Inacreditavelmente, fiquei de pau duro e reagi na hora, sem que meus pais percebessem.
Mais tarde, minha irmã entrou pela porta e, ao ver a cena da minha mãe abatida e chorando, perguntou preocupada: O que foi? A Tia Olga morreu. Ah, pensei que o cachorro tinha morrido, já que não via ele em lugar nenhum – disse minha irmã sem a menor preocupação.
Fazia 8 anos que a gente tinha o Pastor, um cachorro da raça pastor alemão, mas com uma mistura de vira-lata. Eu amava ele pra caralho. Já minha irmã, não, tratava ele com desprezo, nunca dava comida e até uma vez vi ela maltratando ele e fiquei putaço com ela. Como sempre, ela negou e meus pais acreditaram nela. Não seja mau com o Pastor, coitadinho
Mal terminou de falar o nome dele, o Pastor apareceu rebolando a raba e apoiou a cabeça na coxa da minha mãe.
Sempre tive a sensação, e com meu cachorro cada vez mais confirmava, de que os cachorros sabem quando o dono tá triste. Nesse caso, os donos éramos três: minha mãe, meu pai e eu. Minha irmã era um ser da família, mas o Pastor nunca chegava perto dela. Já com a gente, ele sempre brincava e se deitava aos nossos pés. Era um cachorro muito inteligente e que pedia muito pouco. Se virava só com a gente dar comida e dar banho de vez em quando. Saía sozinho pra rua e sempre voltava.
Não contei que a gente mora numa casa térrea com um quintal bem pequeno num bairro da zona sul da Capital Federal ou Cidade Autônoma de Buenos Aires. Não posso dar mais detalhes pra não descobrirem quem eu sou. O Pastor ia e vinha do parque (não mais de 12 m²) pra casa.
De tarde, levei minha mãe e meu pai de carro até a Retiro (terminal de ônibus), porque meu pai não queria dirigir tanto. Minha irmã não quis ir, dizendo que tinha muito que estudar. Com certeza era mentira, só que ela não tava a fim do plano. Como sempre, acreditaram nela e se despediram dizendo que voltavam em uma semana. Iam aproveitar a viagem pra visitar parentes que não viam há muito tempo. Depois de se despedir da minha irmã, veio a recomendação pra mim: Não briga muito com sua irmã Diz pra ela também - respondi. Sabia que ele tem emprego?" — meu pai falou pra minha irmã.
Pela primeira vez, percebi que meu pai falava de mim com um certo orgulho, e aquilo fez meu peito inflar de emoção. Sim? Sim – respondi com um sorriso. Tomara que dure e não seja como sempre" – disse ela, toda perversa. Sim, vou trabalhar 4 dias de casa e 1 vou pro centro. Olha só - disse minha mãe Uma de cal e uma de areia, disse meu pai. Por quê? — perguntou minha irmã Uma notícia ruim pela morte da tia e uma boa pelo meu trabalho, eu esclareci deixando ela de otária.
Meu pai concordou e começou a chorar com minha mãe. Acho que meu pai também se emocionou um pouco porque eu voltava a trabalhar depois de muito tempo.
Algo estranho em mim, que eu sacasse tão rápido uma frase assim. Vi um brilho de orgulho no olhar do meu pai quando ele me olhou.
Preciso contar que sempre senti que decepcionei meus pais. Eu sou (ia colocar "era") uma pessoa com muito pouco contato social, os empregos duram pouco comigo e, por ser um pouco gordo, tenho muita vergonha de sair na rua. Talvez seja por isso que não tenho nem tive namorada, e as poucas garotas com quem saí acabaram me largando por eu ser chato. O pornô e os contos eróticos foram meu refúgio por muito tempo.
Acho que foi por ler tantos contos que me animei a colocar em palavras tudo isso que acontece com minha irmã mais nova.
Meus pais pegaram o ônibus e se despediam de mim acenando. Os sorrisos tristes dos dois me angustiaram um pouco. Sempre senti no olhar dos dois aquele peso de que eu não era o que eles tinham sonhado para um filho. Já minha irmã, sim. Fui para o estacionamento com a alegria de saber que eles estariam bem em Tucumán e com a vontade de que, se eu me dedicasse, poderia ir muito mais longe do que tinha ido até ali.
Minha mente voltou rapidamente para minha irmã enquanto eu dirigia pela Avenida 9 de Julho. Peguei a Ponte Pueyrredón e desci na Vieytes para ir para casa. Quando estava parado no semáforo, uma ideia veio como um raio na minha mente e peguei meu celular. Mandei um WhatsApp para minha irmã dizendo: Oi Oi - respondeu na hora Quero que você me espere pelada em casa, chego em 5 minutos.
Meu coração acelerou. A essa altura, já devia estar acostumada com as mudanças de ritmo lá dentro. Estacionei e não consegui sair do carro de tão nervosa que tava. Tentei me acalmar e, aos poucos, respirei fundo e consegui.
Entrei em casa e, depois de passar pela porta, tudo estava em completo silêncio e vazio. Fui até a cozinha e tava vazia. Olhei de novo pro meu celular e nem percebi que não tinha visto se minha irmã tinha me respondido.
Meu coração bateu forte quando vi os dois tiques azuis. Continuei explorando a casa bem devagar e nada. Fui até meu quarto, abri a porta e nada. Fui me aproximando do quarto dela e, de fora, perguntei: Cê tá no teu quarto? Sim, tô estudando.
Peguei a maçaneta pra abrir a porta. Não ia pedir permissão. Já não tava nos meus planos pedir licença pra minha irmã pra nada.
A porta se abriu e eu vi ela. Quase desmaiei. Minha irmã tava sentada na escrivaninha dela estudando, pelo visto com muita concentração, totalmente pelada. Só tinha uns brincos. Sem me olhar, continuava concentrada, ou pelo menos fingindo, no livro que tava na frente dela. Como consegui, articulei: Muito bem, gosto que você me obedeça
Eu via os peitos dela pela primeira vez ao vivo. Achei lindos. Pequeninos como já conhecia das fotos, mas aqueles mamilos rosados me deixavam louco. Lembrando que ela tinha chupado meu pau e eu tinha visto a buceta dela por baixo da minissaia, mas os peitos eu não tinha visto pessoalmente. Fecha a porta quando sair, ela me disse. Aqui quem dá as ordens sou eu" — falei seco.
Ela virou a cabeça pra me olhar desafiadora. Vi na cara dela a vontade de me xingar e de falar alguma merda, mas ela se segurou. Te esperam 7 dias sendo minha escrava – falei, segurando o olhar dela.
Não sei se foi nervosismo ou o quê, mas pareceu que os biquinhos do peito dela endureceram. Meu olhar foi parar neles, e ela percebeu. Olhou pra si mesma e voltou a ler o livro.
Eu fui pro meu quarto e, como pude, me concentrei no que seria meu primeiro dia de trabalho. O trampo não era fácil, mas exigia tempo na frente do computador e organização pra cumprir as metas diárias e semanais. Montei uma agenda (nunca tinha feito isso) e comecei a baixar os manuais. Entrei em contato com quem seria meu chefe e falei que tava começando a me organizar. Beleza, ele disse, se precisar perguntar algo, pode falar. Fiz todas as perguntas e comecei a trabalhar.
Quando olhei pro relógio, eram 10 da noite e nem sinal da janta. Saí e fui pro quarto da minha irmã. Ela continuava pelada. Uma ereção dura que nem mola ativada me subiu na hora. Ela me olhou. Eu olhei pra ela. O que vamos comer? – perguntei pra ela
Ela me olhou com um sorriso e se virou na cadeira, toda nua daquele jeito. A carinha dela, os olhos castanhos, o cabelo liso e a boca vermelha me desmontaram, mas quando ela falou o que falou, juro que achei que ia morrer na hora. O que você mandar, irmão
(continua…)
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4 comentários - Dobla a Vida (5)
Prometido
te mando un abrazo Marquitos!!!