
O TÔNICO DA FAMÍLIA.
CAPÍTULO TREZE.
PRIMEIRA PARTE.
Desculpe, não posso ajudar com essa solicitação.Depois de uns dois minutos, um barulho estranho na sala me assustou, como se algo estivesse se arrastando pelo chão. Numa casa de campo, era normal que de vez em quando entrasse algum bicho, um rato, um pássaro ou até um esquilo, então não fiquei com medo. Fui até a sala, acendi a luz e, atrás do sofá, encontrei o culpado do barulho. Era um leitão. Um porquinho minúsculo, rosado e tremendo, que me encarou com seus olhinhos pretos e saiu correndo desengonçado pelo cômodo.
Um trovão fez tremer os vidros das janelas e eu comecei a ficar preocupada de verdade. Cadê a minha avó e por que diabos tinha um porco dentro de casa?
Voltei pra cozinha, nervoso. Apaguei o cigarro com força no cinzeiro e tentei me acalmar com um gole longo de cerveja. O som da chuva trovejava nos meus ouvidos e, pela primeira vez, a casa limpa e aconchegante me pareceu um lugar aterrorizante, igual acontecia com minha mãe quando passava a noite ali. Olhei de novo pro porco, que cheirava o chão da sala como se procurasse alguma coisa. Lembrei da última vez que tinha acariciado um leitão, na fazenda do Montillo, e um arrepio percorreu minhas costas.
Andei pela cozinha, acendi outro cigarro e me debrucei na janela. Por trás da cortina d'água que caía do céu dava pra ver o portão de ferro e o caminho de cascalho branco e cinza que levava até a casa. Um relâmpago me cegou e o som inevitável do trovão ecoou ao meu redor. Foi quando ouvi uns passos apressados lá fora e vi uma sombra se mover até o alpendre, sumindo do meu campo de visão.
Espiei o hall e a porta da frente se abriu de uma vez, deixando entrar uma figura encapuzada, alta e parruda, coberta por uma capa de chuva velha verde-escura.
—Santa Bárbara bendita! O temporal que tá caindo, filho.
Quase soltei uma gargalhada de alívio quando reconheci a voz da minha avó. Ela pendurou o capote encharcado no cabide da entrada e tirou as botas manchadas de barro enquanto eu admirava as curvas familiares, impossíveis de esconder pelo vestido simples de trabalho. Quando ela entrou na cozinha, abracei ela, e o calor do corpo dela, a sensação macia daqueles peitões e o cheiro gostoso de terra molhada me acalmaram na hora. O instinto maternal dela percebeu minha agitação e ela acariciou meu cabelo com carinho.
—Tá bem, gostosa?
—Sim... Tô bem. Meio cansado —falei. Beijei ela e, quando nossas línguas se encontraram, ela não fez nenhum gesto de rejeição ou alarme, então deduzi que naquela noite a gente ia ficar sozinho—. Cadê você?
—No galinheiro. Da última vez que choveu, apareceu uma goteira e eu tava dando uma olhada por via das dúvidas.
—E meus tios? Já foram?
—Foram embora de tarde. Dizem que vão voltar no fim de semana que vem.
Depois de uma breve sessão de amassos e carícias, ele reparou na minha roupa e se afastou pra me ver de corpo inteiro. Andou ao meu redor e me observou com um sorriso doce nos lábios e seus lindos olhos verdes brilhando de orgulho.
—Mas que gostoso você tá! Parece um general —disse ela, ajeitando com cuidado meu boné, que tinha entortado durante nosso abraço caloroso.
—Porra, não exagera —falei, rindo.
—Sabe de uma coisa? Sempre fui louca por homem de farda —afirmou ela, com um certo deboche.
Anoto mentalmente essa informação pra usar mais tarde, mas naquele momento tinha algo urgente pedindo minha atenção. Essa coisa entrou trotando na cozinha e passou entre as pernas da minha avó, que se abaixou e pegou no colo. Ela sentou numa das cadeiras perto da mesa da cozinha e aninhou ele contra o peito como se fosse um bebê, sorrindo com carinho e fazendo cafuné com o dedo.
—Já viu nosso novo amiguinho? Dá vontade de comer ele, né? —ela disse.
—Oin... oin oin...—respondeu o amiguinho.
“Porcospra isso mesmo, pra ser comido”, pensei, mas não falei nada. A verdade é que o bicho era uma gracinha, tão pequeno e rosado, esfregando o focinho na teta enorme que pra ele devia ser que nem uma montanha. Fiquei feliz que minha avó já estivesse vestida, porque ver o bichinho chupando o mamilo dela teria sido perturbador.
—Sim, já vi. De onde saiu isso? — perguntei, tentando esconder minha desconfiança.
—O Monchito trouxe ele hoje à tarde. Diz que as porcas pariram mais filhotes do que o normal e que tão dando alguns pro pessoal da vila. Pelo menos foi o que eu entendi, cê sabe que o coitado não fala muito bem — explicou, aumentando minha preocupação.
—Não acha estranho? Montillo nunca foi muito generoso, pra falar a verdade.
Minha avó deu de ombros, sem parar de olhar pro leitão, que parecia todo felizão com a sua nova "mãe".
—A verdade é que sim. —Ela ficou séria e desviou o olhar para a janela, cujos vidros acabavam de tremer com outro trovão—. Não gosto de receber presentes daquele homem, mas o que eu ia fazer? Não queria chatear o Monchito, com a ilusão que ele fez de me dar isso.
Eu também não gostava que ela aceitasse presentes do Seu Ramón, um sujeito sórdido que comia as próprias filhas, batia na esposa e tratava o filho retardado como um bicho. Achei que ela não sabia de todos os detalhes nojentos da vida do porqueiro, ou então sabia e, sendo tão boazinha, achava que eram fofocas maldosas. O que ela disse em seguida não ajudou a me acalmar.
—Sabia que, quando jovem, ele me paquerou?
—Quem? Seu Ramón? —exclamei.
—Sim, filho. Até quando eu já tava de namoro com seu avô, ele ficava atrás de mim e tentava me dar presentes. Eu recusava, claro. Um dia ele veio me paquerar em casa... Não nessa casa, na casa dos meus pais. Seu avô também tava por lá e quase se pegaram no tapa.
—Vocês brigaram?
—Não, graças a Deus, não chegou a dar merda. Mas desde aquele dia nunca mais falou com a gente. Claro que não fala com quase ninguém da cidade... Mas dizem que é muito amigo do prefeito.
Sim, é o que dizem" — falei eu, que conhecia muito bem a putaria desses dois tarados.
—Mas é, acho que não tem nada a ver. Nessa altura do campeonato, não vai querer me dar em cima, sendo casado e tudo. Além disso, esse anjinho não tem culpa de nada... Né verdade? Né verdade, pequenininho? — disse, falando com o porco e acariciando o focinho dele.
—Melhor não criar muito apego. Quando crescer, vamos ter que matar ele —falei, com a falta de tato que costumava ter quando estava nervoso ou de mal humor.
—Matar ele? Mas o que você tá dizendo? —exclamou ela, indignada—. Não vou matar ele não. Tem muita gente que tem porco de estimação. Já vi na televisão.
Caí na real que, pra uma mulher do campo, minha avó era muito boazinha com os bichos. Além das galinhas, pelo que eu lembrava, no sítio só tinha tido uma cabra, que morreu de velha. Me dava uma ternura ver ela embalar o porquinho, mas por outro lado me dava uma pulga atrás da orelha ser um presente do Montillo, ainda mais depois de saber que ele tinha dado em cima dela na juventude.
—Esses porcos são de outra raça, vó, daquelas que não crescem. Esse vai ficar tão grande que não vai passar pela porta.
—Bom... Quando ele crescer a gente vê o que faz com ele. Coloquei uma toalha velha pra ele dormir e um comedouro na garagem. Depois a gente faz um cercadinho do lado do galinheiro. Você vai me ajudar?
—Claro. Amanhã não trabalho. Se não chover, a gente faz — falei, resignado.
—Valeu, amor. Cê vai ver que também vai acabar pegando carinho pelo Frasquito.
—Frasquinho? Foi você quem deu esse nome? — perguntei. Não consegui disfarçar minha preocupação e ela percebeu, pelo olhar que me deu.
—Não. O Monchito me disse que o nome dela é esse. Deve ter sido ele quem colocou.
Podia ser coincidência, mas duvidava muito que fosse. Frasquinho, igual aqueles frascos de tônico. O que o Montillo queria me mandando essa mensagem? Se queria comprar a poção, era só me ligar ou falar com o prefeito. Se a intenção era me intimidar, não entendia o motivo. Pelo que eu sabia, o porquêiro não tinha motivo pra estar puto comigo. Olhei pro frasquinho minúsculo e não pude evitar lembrar do Pancho, aquele porco de olhar demoníaco que a mulher do Montillo usava pra fazer umas putarias.
—Me diz, você tava sozinha quando o idiota apareceu? —falei, num tom que ela não curtiu nada, pelo jeito que me olhou por cima dos óculos.
Antes de responder, ela suspirou e soltou o porquinho no chão. Pegou na minha mão e fez eu chegar mais perto dela.
—Sim, ele veio depois que seus tios foram embora, e daí? —Ele puxou meu braço e me fez sentar no colo dele, me envolvendo com os braços—. Não precisa se preocupar tanto comigo, amor. Já faz dois anos que moro aqui sozinha e sei me cuidar. Além disso, o Monchito é inofensivo.
Não é o retardado que me preocupa", pensei, embora ao lembrar daquele pauzão furando a dona do bar e a própria mãe dele, ficasse inquieto em saber que ele tinha estado ali, a sós com a viúva mais desejada da cidade. A tal viúva tirou meu boné, deixou ele em cima da mesa, e começou a acariciar minha cabeça enquanto me consolava com beijos ternos na bochecha e no pescoço, misturando de um jeito natural e arrebatador as facetas de avó e de amante.
—Seu avô também sentia o tempo ruim. Ficava tristonho e ranzinza —disse ela.
Não é isso. Só tô cansado. Dona Paz me deixou correndo pra lá e pra cá o dia inteiro" — expliquei. Lembrei que tinha que contar pra ela sobre o jantar na mansão, mas preferi deixar pra depois.
—Vai, tira esse uniforme pra não manchar, e fica à vontade. Vou tomar um banho e depois te faço o jantar.
Ela me deixou aproveitar uns minutos dos lábios e das tetas dela, e meu humor melhorou pra caralho. Ela era muito rígida com a higiene pessoal e, quando precisava tomar banho, nada a fazia mudar de ideia, então tive que deixar ela ir, de má vontade, e seguir as instruções dela. Fui pro meu quarto e coloquei o uniforme com cuidado numa cadeira, ficando só de boxer. Apesar do tempo ruim, tava calor e nem me dei ao trabalho de vestir uma camiseta. Os arranhões nas minhas costas já não estavam tão evidentes, e se minha avó visse, eu podia dizer que tinha caído em cima de uns pés de rosa ajudando o jardineiro da mansão. Isso me fez pensar na minha primeira noite lá, quando me masturbei e gozei em cima de um pé de rosa depois da revelação erótica que foi vê-la de camisola, dormindo, alheia aos desejos indecentes do neto dela. Tinham se passado só duas semanas, mas pareciam meses.
A história do cansaço não era só desculpa. A trepada com a minha mãe, junto com o dia longo e chato, tinha me deixado exausto, e minha avó não estava totalmente errada ao sugerir que a tempestade tava afetando meu humor. Peguei o vidrinho de tônico do esconderijo e tomei uma dose pequena. Dava pra me virar sem a poção, mas não queria arriscar, já que com certeza naquela noite minha anfitriã esperava que eu desse uma boa surra de buceta até altas horas da madrugada, e claro que eu tava morrendo de vontade de dar.
Saí no corredor e, ao passar pela porta branca do banheiro, ouvi o barulho do chuveiro. Como vocês devem lembrar, naquela casa não tinha trinco nem fechadura nas portas, então não tive problema nenhum em girar a maçaneta e abrir uma fresta. Talvez vocês achem besteira eu ficar espiando ela no banho, já que já tinha visto ela pelada mais de uma vez e ia ver de novo naquela noite, mas a sacanagem de observar sem ser visto era algo diferente. Além disso, espiar a mulher desejada no banheiro era um clássico das relações familiares, e eu tinha pulado essa etapa excitante, que também não tinha cumprido com a minha mãe, já que no apartamento da cidade a gente tinha trinco no banheiro.
Espiei com cuidado a cabeça e lá estava ela, em todo seu esplendor curvilíneo, de pé no centro da banheira debaixo do chuveiro. A cortina de plástico, azul com estampas de flores, não estava totalmente fechada e mal atrapalhava minha visão. A água quente escorria pela pele rosada e sardenta dela, formando uma cascata maravilhosa nos peitões enormes. Ela tinha a cabeça um pouco levantada e os olhos fechados, deixando a água molhar o cabelo, transformando os cachos em mechas onduladas de um vermelho mais escuro. Se as ninfas dos rios tivessem mães, com certeza se pareceriam com ela naquele momento.
Ela girou sobre si mesma, me dando as costas, e me oferecendo o espetáculo molhado das suas nádegas largas, que se uniam às coxas robustas com um vinco profundo que até o Rubens teria desenhado (não entendo muito de arte, mas acho que era ele quem pintava aquelas gostosonas de coxão e rabão). Não dava pra ver as panturrilhas da minha posição, mas conhecia tão bem aqueles volumes redondos que conseguia imaginá-las milimetricamente. Fechou o chuveiro pra não desperdiçar água enquanto se ensaboava e pegou um vidro de gel na prateleira ao lado da banheira. Deixou cair um jorro de sabão grosso na palma da mão e começou a espalhar pelo corpo, devagar mas com vontade.
Ver ela se massageando daquele jeito, fazendo espuma e deixando a pele ainda mais rosada, foi mais do que eu aguentei. Minha pica tava tão dura que o pano da cueca não conseguia impedir ela de apontar pra frente, escapando pela abertura. Tirei a cueca, pendurei no trinco da porta e entrei no banheiro na ponta dos pés, com o silêncio de um ninja de pau duro. A katana do amor que eu carregava entre as pernas balançou de um lado pro outro quando entrei na banheira, e parou de se mexer quando apertou contra a bunda ensaboada da minha avó, enquanto eu abraçava ela por trás e minhas mãos tentavam agarrar os peitos escorregadios.
Pegar alguém de surpresa no chuveiro não é a coisa mais prudente do mundo. O susto podia ter feito ela escorregar, me arrastar na queda e, no pior dos casos, a gente quebrar a cara na borda da banheira. Era uma banheira antiga, grande e pesada. Por sorte, ela não se assustou nada. Soltou uma risadinha e jogou o braço pra trás pra me dar um tapa na bunda.
—Já te vi há um tempinho, seu safado —disse ela, virando-se pra me encarar.
Ao me virar, meu pau escorregou pela pele dela, até ficar apertado desta vez contra a curva macia da barriga dela, apontando pra cima. O roçar ensaboado me deu um formigamento gostoso que aumentou quando as tetonas dela se espremeram contra meu peito. Graças à diferença de altura, elas ficaram tão perto da minha boca que mal precisei me esforçar pra cumprimentar com os lábios um daqueles bicos que eu adorava chupar. Preferia o sabor natural deles, mas o cheiro frutado e o amargor do sabão deram um toque exótico à experiência.
—Você sabia que era eu desde o começo ou pensou que era meu tio David? — falei, malicioso.
A piada sobre a confidência que ela tinha compartilhado comigo durante uma das nossas agradáveis conversas de café da manhã fez ela franzir a testa e me dar outro tapa bem sonoro. Depois de eu mesmo ter passado pela experiência de espiar ela no banho, não entendia como meu tio tinha conseguido resistir a tentar tirar daquela mãe gostosa algo mais que material pra punheta.
—Não dá pra contar nada pra você, hein? —reclamou, fingindo estar brava—. E que história é essa de entrar no chuveiro assim, do nada? Não pode esperar eu terminar, não?
— Pensei que a gente devia tomar banho junto. Sabe como é, pra economizar água — falei.
Claro, claro... Pra economizar água. Como se eu não te conhecesse, seu safado.
Deslizei as mãos pelas costas dela até meus dedos afundarem na maciez gostosa da bunda dela, meio tensa por causa da posição, já que ela teve a fineza de dobrar um pouco os joelhos pra gente se beijar sem eu precisar ficar na ponta dos pés. Tão enfeitiçado eu tava pela dança das nossas línguas que nem vi a mão dela ir até o registro da água e girar.
—Aaah! Porra, que gelada! —exclamei quando o chuveirinho de metal despejou sua munição líquida em cima de mim.
—Haha! Não queria tomar banho? Então vai tomar banho sim —zombou ele.
A água tava morna mesmo, mas o contraste com minha pele quente cortou minha respiração. Depois de uns segundos, ficou tão gostoso quanto a companhia. Quando eu tava todo molhado, ela fechou a torneira de novo, pegou outro vidro na prateleira, dessa vez xampu, e colocou um pouco na mão.
—Vem, deixa eu lavar essas madeixas de gitaninho que você tem — disse ela, falando comigo como se eu fosse criança de novo, o que, longe de me cortar o tesão, me deixou ainda mais excitado.
Ela aplicou o xampu no meu cabelo molhado e espalhou com uma massagem habilidosa, esfregando meu couro cabeludo com a ponta dos dedos. Me olhava com um sorriso meigo nos lábios e, com os braços levantados, as tetas dela balançavam um pouco para os lados. O mamilo que eu tinha chupado estava visível, mas o outro continuava coberto de espuma. Apesar de tudo o que a gente já tinha feito, aquele ato tão simples e maternal, tão puro mesmo com a safadeza que pairava entre nós, me pareceu a coisa mais íntima que a gente já tinha compartilhado.
Quando terminou, peguei o frasco de xampu e fiz o mesmo. Imitando os movimentos dela, massageei com os dedos o cabelo ruivo dela, macio como seda molhada. Ela se abaixou um pouco mais pra facilitar o serviço, corada como se sentisse um pouco de vergonha de receber essas atenções de um homem. Fora a cabeleireira que ela frequentava de vez em quando, duvido que alguém tivesse lavado o cabelo dela antes. Depois que nossas cabeças ficaram cobertas de espuma, ela trocou o frasco pelo de gel e se preparou pra cuidar do meu corpo.
Movia as mãos pela minha pele com uma energia lenta, sabendo que aquilo não era só um banho qualquer, mas também as preliminares de uma fodida iminente. Esfregou meus braços e axilas, o tronco e as costas (não percebeu os arranhões, provavelmente porque não tava de óculos). Com cuidado pra não escorregar, se ajoelhou na banheira. Nessa posição, as curvas do quadril dela me deixavam louco, e minha pica ficou mais dura ainda, se é que isso era possível. Passou o sabão nas minhas pernas, deu uma massagem rápida e ensaboada nos meus pés, e a gente riu quando ela enfiou a mão entre minhas nádegas e mexeu rápido. Depois foi pra virilha, e daí pras bolas, mexendo nelas com delicadeza.
Só faltava uma parte da minha anatomia sem esfregar, e não demorou muito pra receber atenção. As mãos da minha avó desceram pelo tronco, bem devagar. Ela colocou mais gel e os trabalhos de higiene viraram uma punhetação de verdade. Ela olhou nos meus olhos, com aquela expressão adorável de "olha que safada que eu sou". Aumentou um pouco a pressão e a velocidade, fazendo tanta espuma que caía formando nuvens no fundo da banheira. Minha respiração acelerou e eu esqueci completamente do porco, do Montillo, da tempestade e do mundo inteiro. De repente, ela fechou um olho com força e estalou a língua, irritada. Um pouco de xampu tinha escorrido pela testa dela até entrar num dos seus olhos míopes, mas lindos, verdes.
—Vamos nos enxaguar, meu anjo. Tô ficando cega aqui.
Ela se levantou, girou a chave e a água caiu sobre nós com tanta força quanto a chuva caía lá fora. Esfregamos as cabeças de novo pra enxaguar bem o xampu e, rapidinho, toda a espuma sumiu, deixando nossos corpos limpos e prontos pra se sujar de novo do jeito mais gostoso possível. A gente tava bem colado e a ponta do meu pau roçou de novo na coxa dela. Ela olhou pra baixo, sorriu e passou o dedo por baixo, levantando e soltando pra ele quicar no ar.
—Mas olha que beleza! Parece um círio pascal com um capacete de romano —disse ela.
—Kkkk! Vó, tu tá é doida.
—Hã? Que pinça? —perguntou, confusa, olhando a cortina do chuveiro.
Voltei a rir e ela me deu mais uma palmada na bunda, pensando que eu tava zoando dela. Aí ela se virou pra borda da banheira, como se fosse sair, e eu segurei ela com cuidado pelo braço.
—Onde é que você pensa que vai? —falei, debochado mas com um toque de autoridade viril.
—Pois vou me secar, filho.
—Nada disso. Vamos fazer aqui. —Queria soar como uma ordem, mas saiu mais como uma sugestão.
—Na banheira, molhados e tudo? Que ideia maluca você tem.
—Nunca fez isso na banheira? —perguntei, como se eu fosse um puta experiente em banheira, o que não era verdade.
—Pois não, meu bem. Seu avô era muito tradicional pra essas coisas... Bom, eu também era. A gente até fez no carro uma vez, quando éramos jovens. E num verão que fomos pra praia, ele ficou com tesão e a gente fez no mar. Imagina só! Lá, rodeados de gente, com seu pai e seu tio fazendo castelinhos de areia na beira. Eu não queria, mas fazer o quê... acabei dando o gostinho, e depois fiquei toda arranhando, cê me entende. Mas aqui na banheira, não, nunca.
—Vamos, bora fazer isso. Quero te foder em todos os cômodos da casa —afirmei.
—Ai, Carlitos... Como você é — disse, meio rindo —. Pois acho que muitas já não te restam, hein?
Revisei mentalmente nossos encontros domésticos e, sinceramente, ela tinha razão. Sem contar minha tentativa involuntária de forçá-la, a gente já tinha tido umas sessões quentes na cozinha. Na sala de estar, ela tinha me mostrado pela primeira vez a habilidade oral dela, entre outras coisas. Claro que a gente também transou no quarto dela, como manda o figurino. E ela me fez uma punheta na piscina, então tô incluindo isso na lista. Só faltava o meu quarto, onde rolou o primeiro "roce" com a minha mãe, o quarto de hóspedes e a garagem. A ideia de fazer no galinheiro não me atraía, e embora transar na horta tivesse um certo tesão rural, duvidava muito que ela quisesse se esfregar ao ar livre, arriscando olhares inconvenientes.
Bom, então vamos... Mas com cuidado, pra não escorregar e dar merda" — ele concordou finalmente, depois de pensar (ou fingir que pensava) por alguns segundos.
—Fica tranquila, que eu te seguro.
E de fato eu agarrei. Enfiei as mãos nas duas metades enormes daquele rabão dela enquanto me atirava faminto no primeiro prato, que como de costume eram os peitos dela. Chupei um dos mamilos dela com tanta força que escapou um gemido, e uma das mãos dela se prendeu nas minhas "madeixas de cigano", mas não chegou a puxar pra me afastar. A outra mão dela desceu pelo meu torso molhado até que os dedos envolveram minha rola e começou a me masturbar devagar, aproximando cada vez mais a ponta da boceta dela. Ela tava doida pra que eu metesse, e eu não ia demorar muito pra dar o gosto pra ela.
Meus lábios e minha língua subiram pelo vasto volume do peito dela até o pescoço, viajando devagar até o lóbulo da orelha, para dar aquelas mordidinhas que ela tanto gostava e que a fizeram suspirar. Não sei se já mencionei isso antes, mas minha avó não tinha as orelhas furadas. Nas raras vezes em que usava brincos, eram daqueles que prendem com uma pequena presilha. Nunca perguntei o motivo, mas considerando o quanto essa parte do corpo dela era sensível, a ideia de atravessá-la com uma agulha não devia ser nada agradável. Por minha vez, aproveitei essa sensibilidade para levá-la ao próximo nível de tesão, e quando explorei com os dedos a buceta carnuda dela, não era só a água que a umedecia.
—Ai... que mãos você tem, filho... — ela sussurrou.
Animado pelo elogio dela, fiquei passando a mão nela por um bom tempo, enfiando os dedos ou esfregando a buceta inchada dela com a palma da mão, desde o púbis coberto de pelos alaranjados e espuma até onde o comprimento do meu braço permitia. Ela abriu as pernas, com os pés firmemente apoiados nas paredes da banheira. Sentia na minha mão o calor dos fluidos dela, mas estávamos molhados e a água não combina bem com a lubrificação natural do corpo humano, então antes de penetrar ela, apontei para os frascos na prateleira.
CONTINUA...
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