Quase dezembro e eu ainda não conseguia terminar a tese na universidade, faltava-me tempo, tempo que era justamente o que eu não tinha; com o trabalho de meio período na reitoria da escola, o desenvolvimento do meu projeto à tarde e ajudando no bar nos fins de semana, mal sobrava espaço livre para o resto das minhas atividades.
— "Isso é temporário" — eu dizia a mim mesmo — "depois disso tudo vai ser diferente".
Cansado, direcionei meus passos para a casa da minha namorada; vê-la sempre me animava, embora nos últimos dias não tínhamos coincidido muito, nem na escola nem no trabalho.
Quase chegando, encontrei o irmão dela, conversamos um pouco e perguntei por ela. Notei que ele ficou meio nervoso quando mencionou que ela tinha saído com a mãe, algo estranho, já que ela trabalhava até tarde desde que o pai deles foi embora, mas não dei muita importância. Ligaria para ela depois, de casa, para pelo menos ouvir a voz dela e conversar um pouco sobre como foi o nosso dia.
Já em casa, tentei entrar em contato, mas ela não atendeu. Cansado como estava, só consegui comer alguma coisa e ir para a cama descansar.
Na manhã seguinte, a rotina de sempre, com a diferença de que, como a Universidade havia aprovado o orçamento para o próximo ano, o reitor junto com sua equipe se reuniam para elaborar o orçamento das faculdades, então o resto de nós ficou livre pelo resto do dia e, considerando que era sexta-feira, não voltaríamos até segunda-feira. Pensei em usar o tempo para avançar no meu projeto, mas em vez disso decidi surpreender minha namorada. Não planejava nada grande, já que não tinha muito dinheiro até o fim do mês, mas tudo bem, pelo menos podia convidá-la para tomar alguma coisa.
Desviei do meu caminho para passar no banco e sacar o pouco que ainda tinha lá. Ao sair, encontrei um amigo que trabalhava comigo no bar, conversamos um pouco e pedi desculpas porque estava com pressa de ver minha namorada e não queria perder tempo. Ele a conhecia, já que os três estudávamos na mesma Universidade, só que em faculdades diferentes.
- Quero falar com você sobre ela – ele me disse muito sério – não sabia como te contar ou se devia te contar, mas você é meu amigo e não é justo eu fazer isso com você.
Não consegui falar, pelas palavras dele entendi que o que estava prestes a me dizer não seria nada bom.
- Ontem passamos pelo hotel que fica ao lado da faculdade e a vi saindo com o amigo do irmão dela – disse constrangido – estávamos na moto e não pude parar, mas eu a vi, e não só eu, então não tem como eu ter confundido com outra.
Senti algo que nunca na vida havia sentido, é verdade que não era meu primeiro relacionamento, mas sim o primeiro com quem tinha feito planos pro futuro; havíamos imaginado viver juntos na nossa casa ideal, longe de tudo e de todos, só ela e eu. Que ilusão.
Baixei o olhar, da parte dele não houve mais palavras, só a mão no meu ombro confirmando seu apoio e amizade.
Segui caminho para vê-la, não pensava numa solução para nosso agora falido relacionamento, mas pelo menos precisava de uma explicação, saber o porquê. Esperei pacientemente pela única via que levava à casa dela; depois de um tempo os vi chegarem abraçados, a expressão dela ao me ver não deixou dúvidas, se separaram e foi ele quem avançou na minha direção.
- Melhor não se meter – falei com a pior das intenções – não é bom pra você.
- A culpa é minha – ele disse, ignorando minhas palavras – a gente ia te contar só que…
Não chegou a terminar a frase quando meu punho acertou em cheio o queixo dele, caiu no chão e, uma vez lá, o chute certeiro nas suas partes não tão nobres o fez se dobrar de dor.
- Eu te disse que não era bom pra você, cabrão! – disse, desferindo outro chute direto na lateral dele.
- Para com isso! – ela falou tremendo, mas sem tentar se interpor – não bate mais nele, por favor!
O barulho fez os vizinhos saírem de casa, entre eles o irmão dela que, ao me ver, não fez nada além de ficar parado observando o amigo no chão.
- Sabe que esse cara não me importa nem um pouco, mas você – apontei pra ele – você é que Você era meu amigo! Você é um filho da puta!
- E você – disse agora para ela – continua se esfregando nele, não me interessa mais o que você faz porque com certeza eu também não te interesso.
Me virei, não dei nem dois passos quando ouvi uma voz me chamando; sabia de quem era e me arrependi do que disse, ela não devia ter descoberto daquela maneira.
- Por favor, perdoe-os, eles não merecem, mas são meus filhos; você sabe o quanto eu gosto de você e sempre achei que vocês dois acabariam juntos, mas agora vejo que não e isso me deixa triste.
- Não, me perdoe você – disse olhando para o chão – não devia ter falado assim com sua filha, é só que doeu descobrir dessa forma.
Me virei. Nunca mais a vi. Até agora...
______________
Cheguei cedo ao meu escritório, já que seria eu quem entrevistaria minha nova assistente. É verdade que eu poderia contratar um serviço terceirizado para me enviar uma, mas, como planejava delegar detalhes importantes, queria ser eu mesmo a conduzir as entrevistas. Depois de um tempo, começaram a chegar nos horários marcados e teve início o maratonico processo de seleção; uma a uma, elas entravam e saíam até quase completar a lista. Não tinha sido o que eu esperava das candidatas, mas que importava? Iria terminar com isso e, se nenhuma atendesse ao perfil, sempre poderia pedir outra ao serviço de recrutamento.
Recostei-me na minha cadeira, de costas para a porta, e chamei a próxima.
- Boa tarde – disse ela parando na porta – posso entrar?
Virei imediatamente ao ouvir aquela voz. Era ela.
- Pode entrar – respondi.
A surpresa não a deixou se mover de onde estava. Levantei-me, indiquei uma cadeira e fechei a porta; ela avançou e, ao vê-la, uma avalanche de lembranças invadiu minha mente. Ela já não era apenas a garota que virava cabeças por sua beleza; a seu favor, a genética a tinha ajudado, transformando-a numa mulher madura e gostosa, somado ao fato de que o vestido que usava acentuava um busto grande e uma bunda nada menos generosa. Ela estava realmente linda.
- Que... Que bom te ver de novo – falei enquanto me sentava – como você tem estado?
Ela demorou um instante para se recuperar, depois disso pude ver novamente nela a mulher segura de si mesma que eu lembrava.
– Bem, obrigada; a você não pergunto porque vejo que está mais do que bem.
– Não posso reclamar, fiz tudo o que havia planejado; me custou trabalho, isso sim, e muito, mas também me sobrou tempo depois de me formar – disse isso em clara alusão a ela.
– Você nunca me deu a oportunidade de explicar, te procurei várias vezes e você nunca quis falar comigo.
– O que você poderia ter me dito? – perguntei, apoiando os cotovelos na mesa e me aproximando dela – é verdade que eu queria saber por que você fez aquilo comigo, mas também sabia que o que você me dissesse ia doer mais do que só me afastar de você.
– Eu teria dito que nem toda a culpa foi minha, que você não passava mais tempo comigo; eu precisava pedir seu perdão.
– Então foi minha culpa? – perguntei com um sorriso irônico.
– Quer saber? Não vim aqui para te dar explicações – disse, levantando-se da cadeira – preciso do emprego, mas não assim, não se tenho que passar por isso.
– Senta – falei, levantando e caminhando em direção à porta – deixa eu te explicar em que consiste o trabalho.
– Senhorita – chamei minha assistente – avise por favor que a vaga foi preenchida; é tudo por hoje, pode ir embora que eu fecho.
Fechei a porta e voltei ao meu lugar, passou pela minha cabeça a forma de tomar a vingança que não esperava, mas que, se se apresentava dessa maneira, não ia deixar passar.
– A vaga é minha? – ela disse – assim, do nada?
– A vaga é sua se você quiser – respondi – mas vem com uma condição, caso decida aceitar.
– Qual é a condição?
– Quero você de novo na minha cama.
– Você está louco? – ela disse, levantando-se novamente – eu sou casada!
– Com ele?
– Sim.
Ela pegou a bolsa e caminhou em direção à saída, abriu a porta mas parou no corredor; saí atrás dela, segurei seu braço e indiquei novamente minha sala; os dois voltamos a entrar.
– Nunca fui infiel a ele. – disse abaixando o olhar. -Comigo você foi assim, agora só estou pagando na mesma moeda – falei, segurando as alças do seu vestido. -Aqui? – ela levantou os olhos para mim. -Aqui – respondi – que fique claro que não busco reconciliação ou perdão, só quero você e agora. Aproximei-a do sofá no quarto ao lado, fechei a porta e ordenei: -Tira a roupa. Ela obedeceu sem levantar o olhar enquanto as peças de roupa iam revelando seu corpo. Pouco restava da garota estilosa de rosto bonito que eu conhecia; em seu lugar, uma mulher de corpo lindo, com seios e quadris generosos, se apresentava. Terminou de tirar as roupas e cobriu a nudez com as duas mãos. Aproximei-me, afastando-as para me deleitar com o que via; coloquei-me atrás dela e comecei a beijar seu pescoço enquanto minhas mãos faziam o mesmo com seus seios. Era um prazer indescritível não só tê-la em minhas mãos, mas me sentir agora o amante que tinha a mulher que antes lhe havia sido tirada. Deitei-a no sofá, separei suas pernas e enterrei meu rosto em sua buceta; fiz devagar, saboreando o que foi meu e agora voltava a ser, se não por vontade, ao menos por condição. Lambia separando os lábios de sua vulva, de um lado para o outro e de baixo para cima, fazendo-a arquear-se, embora sem um som da parte dela; tudo nela me encantava. Em pouco tempo, o que começou com doçura se transformou em agressividade. Chupava até o limite da dor enquanto minhas mãos faziam o mesmo com seus mamilos. -Você está me machucando – ela disse, segurando minha cabeça – por favor, para. Parei apenas para tirar minha roupa, com meu pau duro como pedra me aproximei, levantei suas pernas e, sem nenhuma delicadeza, entrei até o fundo dela de uma só vez. -Aaaah! – seu gemido saiu involuntariamente – faz com cuidado, por favor, você está me machucando. Não dei atenção ao seu pedido, como um louco a fodia buscando apenas satisfazer minhas ânsias de homem; fiz sem pensar nela, só parei quando senti minhas Minhas bolas latejavam enquanto minha porra era depositada no fundo da sua buceta. Com meu pau ainda dentro dela, me dei ao trabalho de devorar seus peitos; lambia, mordia, chupava; tudo como um viciado que não quer largar o que o enfeitiça. Saí e a coloquei de quatro, suas nádegas foram separadas com rudeza enquanto esfregava meu pau por todo seu canal, apertei com elas sentindo a fricção que me provocavam, fazendo com que recuperasse a dureza perdida. Sem cerimônia, localizei sua entrada traseira e me dirigi a profanar o que antes nunca havia feito.
—Não! Espera! —disse enquanto tentava se levantar — Por favor, assim não!
Novamente sua súplica não foi levada em conta, recarreguei meu corpo sobre ela e pouco a pouco fui entrando, fazia devagar enquanto seu esfínter resistia até conseguir me introduzir por completo; parei um momento para vê-la, mantinha os olhos fechados com clara expressão de sofrimento enquanto suas mãos se agarravam ao sofá, segurei seus quadris e, a golpes de rim, me dei à tarefa de bombear em ritmo constante em seu ânus, minha gozada recente fez com que aguentasse mais tempo o ritmo até que, passados os minutos, explodi dentro de seu intestino, deixando minha semente novamente dentro de seu corpo.
Saí dela enquanto me levantava em busca de minhas roupas, ela fez o mesmo com as suas; depois de um tempo eu disse:
—Vamos, te levo pra casa; amanhã cedo explico o movimento do lugar.
Sem dizer nada, pegou sua bolsa e nos encaminhamos ao meu carro, já dentro e a caminho de sua casa ela me disse:
—Durante muito tempo me arrependi do que te fiz, mas principalmente por ter te perdido, minha mãe me lembrava disso até o último dia que esteve conosco; meu irmão também gostava de você, o que ele fez não foi para me ajudar, mas porque tinha ciúmes que minha mãe sempre te colocava como exemplo. Te procurei por muito tempo porque estava arrependida e realmente queria estar com você e fazer tudo o que havíamos planejado, no final fiquei com ele quando não... não tive mais ninguém a quem recorrer quando eles foram embora e eu fiquei sozinha.
– Sempre tive esse remorso – continuou – mas hoje você apagou isso da minha mente. Você agiu de um jeito que nunca imaginei que agiria. Se deixei que fizesse foi para pagar meu erro, e você cobrou como quis; me humilhando.
O resto do caminho não teve mais palavras, apenas alguma lágrima que escorreu pela sua bochecha ou um suspiro involuntário foram os únicos que mostraram sua presença; ao chegar em sua casa, ela desceu do carro e, antes de fechar a porta, me disse:
– Não nos devemos nada e é óbvio que não vamos nos ver de novo; pelo carinho que tive por você, desejo apenas o melhor. Adeus.
Vê-la virando as costas e refletindo no que ela me disse me fez perceber como fui baixo com ela ao tratá-la daquela maneira, como ela mesma mencionou, eu não era assim; desci do carro e a segurei pelo braço antes de ela entrar em casa.
– Quando estávamos juntos, prometi que acontecesse o que acontecesse, sempre iria cuidar de você e na primeira oportunidade quebrei essa promessa; não peço que me perdoe, apenas lembre que de agora em diante pode contar comigo desinteressadamente; te devo isso, e à sua mãe também.
Ela não disse nada e continuou seu caminho; abriu a porta e entrou, antes de fechar completamente nossos olhares se encontraram e um leve sorriso iluminou seu rosto.
— "Isso é temporário" — eu dizia a mim mesmo — "depois disso tudo vai ser diferente".
Cansado, direcionei meus passos para a casa da minha namorada; vê-la sempre me animava, embora nos últimos dias não tínhamos coincidido muito, nem na escola nem no trabalho.
Quase chegando, encontrei o irmão dela, conversamos um pouco e perguntei por ela. Notei que ele ficou meio nervoso quando mencionou que ela tinha saído com a mãe, algo estranho, já que ela trabalhava até tarde desde que o pai deles foi embora, mas não dei muita importância. Ligaria para ela depois, de casa, para pelo menos ouvir a voz dela e conversar um pouco sobre como foi o nosso dia.
Já em casa, tentei entrar em contato, mas ela não atendeu. Cansado como estava, só consegui comer alguma coisa e ir para a cama descansar.
Na manhã seguinte, a rotina de sempre, com a diferença de que, como a Universidade havia aprovado o orçamento para o próximo ano, o reitor junto com sua equipe se reuniam para elaborar o orçamento das faculdades, então o resto de nós ficou livre pelo resto do dia e, considerando que era sexta-feira, não voltaríamos até segunda-feira. Pensei em usar o tempo para avançar no meu projeto, mas em vez disso decidi surpreender minha namorada. Não planejava nada grande, já que não tinha muito dinheiro até o fim do mês, mas tudo bem, pelo menos podia convidá-la para tomar alguma coisa.
Desviei do meu caminho para passar no banco e sacar o pouco que ainda tinha lá. Ao sair, encontrei um amigo que trabalhava comigo no bar, conversamos um pouco e pedi desculpas porque estava com pressa de ver minha namorada e não queria perder tempo. Ele a conhecia, já que os três estudávamos na mesma Universidade, só que em faculdades diferentes.
- Quero falar com você sobre ela – ele me disse muito sério – não sabia como te contar ou se devia te contar, mas você é meu amigo e não é justo eu fazer isso com você.
Não consegui falar, pelas palavras dele entendi que o que estava prestes a me dizer não seria nada bom.
- Ontem passamos pelo hotel que fica ao lado da faculdade e a vi saindo com o amigo do irmão dela – disse constrangido – estávamos na moto e não pude parar, mas eu a vi, e não só eu, então não tem como eu ter confundido com outra.
Senti algo que nunca na vida havia sentido, é verdade que não era meu primeiro relacionamento, mas sim o primeiro com quem tinha feito planos pro futuro; havíamos imaginado viver juntos na nossa casa ideal, longe de tudo e de todos, só ela e eu. Que ilusão.
Baixei o olhar, da parte dele não houve mais palavras, só a mão no meu ombro confirmando seu apoio e amizade.
Segui caminho para vê-la, não pensava numa solução para nosso agora falido relacionamento, mas pelo menos precisava de uma explicação, saber o porquê. Esperei pacientemente pela única via que levava à casa dela; depois de um tempo os vi chegarem abraçados, a expressão dela ao me ver não deixou dúvidas, se separaram e foi ele quem avançou na minha direção.
- Melhor não se meter – falei com a pior das intenções – não é bom pra você.
- A culpa é minha – ele disse, ignorando minhas palavras – a gente ia te contar só que…
Não chegou a terminar a frase quando meu punho acertou em cheio o queixo dele, caiu no chão e, uma vez lá, o chute certeiro nas suas partes não tão nobres o fez se dobrar de dor.
- Eu te disse que não era bom pra você, cabrão! – disse, desferindo outro chute direto na lateral dele.
- Para com isso! – ela falou tremendo, mas sem tentar se interpor – não bate mais nele, por favor!
O barulho fez os vizinhos saírem de casa, entre eles o irmão dela que, ao me ver, não fez nada além de ficar parado observando o amigo no chão.
- Sabe que esse cara não me importa nem um pouco, mas você – apontei pra ele – você é que Você era meu amigo! Você é um filho da puta!
- E você – disse agora para ela – continua se esfregando nele, não me interessa mais o que você faz porque com certeza eu também não te interesso.
Me virei, não dei nem dois passos quando ouvi uma voz me chamando; sabia de quem era e me arrependi do que disse, ela não devia ter descoberto daquela maneira.
- Por favor, perdoe-os, eles não merecem, mas são meus filhos; você sabe o quanto eu gosto de você e sempre achei que vocês dois acabariam juntos, mas agora vejo que não e isso me deixa triste.
- Não, me perdoe você – disse olhando para o chão – não devia ter falado assim com sua filha, é só que doeu descobrir dessa forma.
Me virei. Nunca mais a vi. Até agora...
______________
Cheguei cedo ao meu escritório, já que seria eu quem entrevistaria minha nova assistente. É verdade que eu poderia contratar um serviço terceirizado para me enviar uma, mas, como planejava delegar detalhes importantes, queria ser eu mesmo a conduzir as entrevistas. Depois de um tempo, começaram a chegar nos horários marcados e teve início o maratonico processo de seleção; uma a uma, elas entravam e saíam até quase completar a lista. Não tinha sido o que eu esperava das candidatas, mas que importava? Iria terminar com isso e, se nenhuma atendesse ao perfil, sempre poderia pedir outra ao serviço de recrutamento.
Recostei-me na minha cadeira, de costas para a porta, e chamei a próxima.
- Boa tarde – disse ela parando na porta – posso entrar?
Virei imediatamente ao ouvir aquela voz. Era ela.
- Pode entrar – respondi.
A surpresa não a deixou se mover de onde estava. Levantei-me, indiquei uma cadeira e fechei a porta; ela avançou e, ao vê-la, uma avalanche de lembranças invadiu minha mente. Ela já não era apenas a garota que virava cabeças por sua beleza; a seu favor, a genética a tinha ajudado, transformando-a numa mulher madura e gostosa, somado ao fato de que o vestido que usava acentuava um busto grande e uma bunda nada menos generosa. Ela estava realmente linda.
- Que... Que bom te ver de novo – falei enquanto me sentava – como você tem estado?
Ela demorou um instante para se recuperar, depois disso pude ver novamente nela a mulher segura de si mesma que eu lembrava.
– Bem, obrigada; a você não pergunto porque vejo que está mais do que bem.
– Não posso reclamar, fiz tudo o que havia planejado; me custou trabalho, isso sim, e muito, mas também me sobrou tempo depois de me formar – disse isso em clara alusão a ela.
– Você nunca me deu a oportunidade de explicar, te procurei várias vezes e você nunca quis falar comigo.
– O que você poderia ter me dito? – perguntei, apoiando os cotovelos na mesa e me aproximando dela – é verdade que eu queria saber por que você fez aquilo comigo, mas também sabia que o que você me dissesse ia doer mais do que só me afastar de você.
– Eu teria dito que nem toda a culpa foi minha, que você não passava mais tempo comigo; eu precisava pedir seu perdão.
– Então foi minha culpa? – perguntei com um sorriso irônico.
– Quer saber? Não vim aqui para te dar explicações – disse, levantando-se da cadeira – preciso do emprego, mas não assim, não se tenho que passar por isso.
– Senta – falei, levantando e caminhando em direção à porta – deixa eu te explicar em que consiste o trabalho.
– Senhorita – chamei minha assistente – avise por favor que a vaga foi preenchida; é tudo por hoje, pode ir embora que eu fecho.
Fechei a porta e voltei ao meu lugar, passou pela minha cabeça a forma de tomar a vingança que não esperava, mas que, se se apresentava dessa maneira, não ia deixar passar.
– A vaga é minha? – ela disse – assim, do nada?
– A vaga é sua se você quiser – respondi – mas vem com uma condição, caso decida aceitar.
– Qual é a condição?
– Quero você de novo na minha cama.
– Você está louco? – ela disse, levantando-se novamente – eu sou casada!
– Com ele?
– Sim.
Ela pegou a bolsa e caminhou em direção à saída, abriu a porta mas parou no corredor; saí atrás dela, segurei seu braço e indiquei novamente minha sala; os dois voltamos a entrar.
– Nunca fui infiel a ele. – disse abaixando o olhar. -Comigo você foi assim, agora só estou pagando na mesma moeda – falei, segurando as alças do seu vestido. -Aqui? – ela levantou os olhos para mim. -Aqui – respondi – que fique claro que não busco reconciliação ou perdão, só quero você e agora. Aproximei-a do sofá no quarto ao lado, fechei a porta e ordenei: -Tira a roupa. Ela obedeceu sem levantar o olhar enquanto as peças de roupa iam revelando seu corpo. Pouco restava da garota estilosa de rosto bonito que eu conhecia; em seu lugar, uma mulher de corpo lindo, com seios e quadris generosos, se apresentava. Terminou de tirar as roupas e cobriu a nudez com as duas mãos. Aproximei-me, afastando-as para me deleitar com o que via; coloquei-me atrás dela e comecei a beijar seu pescoço enquanto minhas mãos faziam o mesmo com seus seios. Era um prazer indescritível não só tê-la em minhas mãos, mas me sentir agora o amante que tinha a mulher que antes lhe havia sido tirada. Deitei-a no sofá, separei suas pernas e enterrei meu rosto em sua buceta; fiz devagar, saboreando o que foi meu e agora voltava a ser, se não por vontade, ao menos por condição. Lambia separando os lábios de sua vulva, de um lado para o outro e de baixo para cima, fazendo-a arquear-se, embora sem um som da parte dela; tudo nela me encantava. Em pouco tempo, o que começou com doçura se transformou em agressividade. Chupava até o limite da dor enquanto minhas mãos faziam o mesmo com seus mamilos. -Você está me machucando – ela disse, segurando minha cabeça – por favor, para. Parei apenas para tirar minha roupa, com meu pau duro como pedra me aproximei, levantei suas pernas e, sem nenhuma delicadeza, entrei até o fundo dela de uma só vez. -Aaaah! – seu gemido saiu involuntariamente – faz com cuidado, por favor, você está me machucando. Não dei atenção ao seu pedido, como um louco a fodia buscando apenas satisfazer minhas ânsias de homem; fiz sem pensar nela, só parei quando senti minhas Minhas bolas latejavam enquanto minha porra era depositada no fundo da sua buceta. Com meu pau ainda dentro dela, me dei ao trabalho de devorar seus peitos; lambia, mordia, chupava; tudo como um viciado que não quer largar o que o enfeitiça. Saí e a coloquei de quatro, suas nádegas foram separadas com rudeza enquanto esfregava meu pau por todo seu canal, apertei com elas sentindo a fricção que me provocavam, fazendo com que recuperasse a dureza perdida. Sem cerimônia, localizei sua entrada traseira e me dirigi a profanar o que antes nunca havia feito.
—Não! Espera! —disse enquanto tentava se levantar — Por favor, assim não!
Novamente sua súplica não foi levada em conta, recarreguei meu corpo sobre ela e pouco a pouco fui entrando, fazia devagar enquanto seu esfínter resistia até conseguir me introduzir por completo; parei um momento para vê-la, mantinha os olhos fechados com clara expressão de sofrimento enquanto suas mãos se agarravam ao sofá, segurei seus quadris e, a golpes de rim, me dei à tarefa de bombear em ritmo constante em seu ânus, minha gozada recente fez com que aguentasse mais tempo o ritmo até que, passados os minutos, explodi dentro de seu intestino, deixando minha semente novamente dentro de seu corpo.
Saí dela enquanto me levantava em busca de minhas roupas, ela fez o mesmo com as suas; depois de um tempo eu disse:
—Vamos, te levo pra casa; amanhã cedo explico o movimento do lugar.
Sem dizer nada, pegou sua bolsa e nos encaminhamos ao meu carro, já dentro e a caminho de sua casa ela me disse:
—Durante muito tempo me arrependi do que te fiz, mas principalmente por ter te perdido, minha mãe me lembrava disso até o último dia que esteve conosco; meu irmão também gostava de você, o que ele fez não foi para me ajudar, mas porque tinha ciúmes que minha mãe sempre te colocava como exemplo. Te procurei por muito tempo porque estava arrependida e realmente queria estar com você e fazer tudo o que havíamos planejado, no final fiquei com ele quando não... não tive mais ninguém a quem recorrer quando eles foram embora e eu fiquei sozinha.
– Sempre tive esse remorso – continuou – mas hoje você apagou isso da minha mente. Você agiu de um jeito que nunca imaginei que agiria. Se deixei que fizesse foi para pagar meu erro, e você cobrou como quis; me humilhando.
O resto do caminho não teve mais palavras, apenas alguma lágrima que escorreu pela sua bochecha ou um suspiro involuntário foram os únicos que mostraram sua presença; ao chegar em sua casa, ela desceu do carro e, antes de fechar a porta, me disse:
– Não nos devemos nada e é óbvio que não vamos nos ver de novo; pelo carinho que tive por você, desejo apenas o melhor. Adeus.
Vê-la virando as costas e refletindo no que ela me disse me fez perceber como fui baixo com ela ao tratá-la daquela maneira, como ela mesma mencionou, eu não era assim; desci do carro e a segurei pelo braço antes de ela entrar em casa.
– Quando estávamos juntos, prometi que acontecesse o que acontecesse, sempre iria cuidar de você e na primeira oportunidade quebrei essa promessa; não peço que me perdoe, apenas lembre que de agora em diante pode contar comigo desinteressadamente; te devo isso, e à sua mãe também.
Ela não disse nada e continuou seu caminho; abriu a porta e entrou, antes de fechar completamente nossos olhares se encontraram e um leve sorriso iluminou seu rosto.
2 comentários - Venganza por infidelidad