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No te vas a arrepentir
EL SABOR DEL ENGAÑO
1 DE 2
El sábado por la tarde, aprovechando las vacaciones de invierno de los chicos habíamos ido a pasar la tarde al paseo de compras de la ciudad. El enano - mi pequeño hijo de 6 años - estaba enloquecido con El Hombre Araña, y como aun celaba a su pequeña hermana de apenas dos años, decidimos llevarlo al cine para que por unas horas se sintiera centro de atención.
Definitivamente Spiderman no sería una película para su entendimiento, pero poco importaba, sus enormes ojos azules casi no pestañaron y se mantuvo inmóvil toda la película, sentado al borde de la butaca.
Con Ceci, mi mujer, no dejábamos de codearnos y reírnos por el grado de atención que el enano ponía en la proyección, si quitarle el ojo a la pequeña Celeste, quien estaba molesta y parecía vivir una tortura.
Salimos del cine cerca de las ocho de la noche, la idea era pasear un poco para ver vidrieras por el complejo, pero Celeste estaba insoportable, además Ulises, el enano, pasado el capricho de la peli, empezó a molestar con la famosa cajita feliz del McDonald, mi esposa y yo nos miramos y decidimos suspender el tema de recorrer vidrieras e ir directamente al patio de comidas.
Pedimos una hamburguesa con esos juguetitos que realmente me sabían a robo, una pizza para nosotros y un par de gaseosas.
Como era previsible, me tocó echarle un ojo a Ulises, Ceci cargaba en sus faldas a Celeste quien ahora parecía entregada a los brazos de Morfeo.
Solo queríamos tener unos minutos de tranquilidad, pero el enano se cansó rápido de su nuevo y tonto juguete, dejó la hamburguesa apenas mordisqueada de lado y se transformó en un molesto e improvisado Spiderman, tirando su imaginaria tela araña a cuanta persona se cruzará en nuestro camino y como suele suceder en estos casos, solo empezó a corretear de un lado a otro.
Mi esposa, viendo lo que sucedía, no tardó en decirme amorosamente
- Amor, cuidá a ese demonio, que está molestando a la gente!
Era lógico, ella estaba con Celeste y no podía con todo
Me levanté y fui a buscarlo varias mesas más allá, el enano no se quedaba quieto, estaba casi al final del corredor, y fue cuando los vi
Natalia y Arturo estaban al fondo, en soledad, y fue inevitable un cruce entre los tres provocado por el cruel destino
Natalia tenía en sus brazos una beba preciosa, rosada e indefensa, arropada con tejidos muy finos, con sus ojitos cerrados estaba prendida casi en forma desesperada al pezón izquierdo, y no pude evitar mirar indiscretamente el enorme pecho desnudo semi oculto de la joven, recordando viejos tiempos, luego miré sus oscuros ojos negros, pero ella, en silencio y con un evidente dejo de vergüenza solo bajo la mirada.
Arturo se paró a mi lado al verme, nervioso, no esperaba este cruce, con una sonrisa más que forzada, no sabía qué hacer, que decir, intentó estirar su mano para saludarme, como amigos de la vida, pero creo que entendió mi mirada de perro rabioso, cuanta falsedad, cuanta hipocresía, el silencio del ambiente entre los tres se cortaba con un suspiro, no hubo palabras, solo tomé al enano por el brazo y lo llevé de regreso a nuestra mesa.
Não falei nada pra minha esposa, mas ela percebeu que algo estranho tava rolando, meu silêncio dizia tudo, minha mudança repentina de humor deixava claro. Só terminamos de comer e eu falei pra voltarmos pra casa. Chegamos, a Ceci tava com umas linhas de febre, então acabou na cama com a minha mulher roubando meu lugar, e eu tive que me virar com meu pequeno Homem-Aranha de seis anos.
Pra minha sorte, o Ulisses, depois de falar e responder sozinho, acabou dormindo nos meus braços, a excitação tinha esgotado ele, e eu fiquei preso nos meus pensamentos, de olhos abertos, encarando a escuridão total do quarto.
Arturo e eu tínhamos uma amizade de irmãos, colegas de faculdade, éramos inseparáveis, nada podia nos separar, ou quase nada...
Conheci a Natalia numa festa de casamento, eu era primo do noivo, ela amiga da noiva, e sem imaginar, naquela noite eu conheceria a mulher que ia partir meu coração.
Ela me pareceu linda aos meus olhos, morena de cabelos longos, com um sorriso tão tímido quanto sensual. Enchi os olhos com as curvas do corpo dela, desenhadas à mão dentro de um vestido branco chamativo e muito ousado, com um decote terrível nas costas, deixando ela completamente nua, muito justo na bunda, realçando seus dotes naturais, e depois se abrindo bem sexy pra baixo, convidando a imaginar mais do que mostrava. Lembro que ela tinha uns sapatos lindos, de salto alto com plataformas transparentes.
Começamos a sair como amigos, como namorados, como amantes. Já tinha ficado com algumas minas, mas nenhuma como ela, Natalia era única no meu mundo. Ao conhecê-la, descobri nela muito mais que um corpo gostoso, a Nati era reservada, provocante, inteligente, ousada e com um futuro cheio de sonhos, parecíamos feitos um pro outro.
Talvez eu tenha sido ingênuo, mas Arturo era meu confidente, meu amigo e sabia de tudo sobre meu relacionamento com ela, ele era meu conselheiro fiel e, em algumas ocasiões, saíamos juntos. a passear juntos, a tomar uns drinques, se davam muito bem, era minha mina, era meu amigo. A Nati já tinha apresentado alguma amiga dela mais de uma vez e tudo parecia nos trilhos, até estávamos planejando casamento, pra formalizar nossa convivência, só que tinha outra história...
A Natalia era muito boa na cama, tinha uns peitos gostosos, sabia o que um homem gostava, chupava muito bem, transava muito bem e o melhor que ela tinha, a voz rouca que te levava ao abismo, só tinha um par de recusas, não gostava de engolir o esperma, podia gozar na boca dela, mas ela cuspia depois e também não rolava sexo anal com ela, eram as regras do jogo dela e eu respeitava, entendendo que todo jogo na cama tem que ser consensual e compartilhado.
Mas alguns sinais de alerta acenderiam no nosso relacionamento, a Nati de repente ficou na defensiva, introvertida, como se ela mesma se encolhesse longe do meu alcance, me evitava e tentava ao máximo não transar, como se algo pesado demais estivesse na consciência dela.
Obviamente eu não sabia de nada, e os lábios dela pareciam selados, por mais que eu tentasse abri-los, os segredos dela estavam bem guardados.
E tudo desandou uma tarde, estávamos em casa e comecei a tocar nela, por aqui, por ali, ela me rejeitou docemente várias vezes mas no fim acabamos transando, foi estranho pra mim, porque odiava fazer isso à luz do dia, mas num momento de jogos eróticos ela ficou de quatro na minha frente, e essa falta de cuidado da parte dela me faria ver o cu dela todo aberto, não era a bundinha virgem que eu conhecia e a situação me paralisou e de uma tarde de sexo passamos pra uma tarde de discussões.
Foi o começo do fim do nosso amor platônico, precisava que ela me explicasse o que estava rolando, tinha visto a bundinha dela muitas vezes, e aquele buraco que eu tinha na minha frente não era a mesma coisa.
Comecei a encurralar ela no papo, a acusar de puta, de traidora, senti meu coração me rasgar e minha hombridade pisoteada, e ela só se contorcia com palavras entrecortadas, sem nexo.
Olhando em retrospecto, ela poderia ter escapado daquela enrascada, talvez me dizer que ela mesma tinha feito aquilo, com os dedos, com algum brinquedo, que estava preparando para mim, uma surpresa, um presente, sei lá, qualquer desculpa besta, mas a verdade é que ela estava tão enroscada nas próprias mentiras e a realidade que escondia se tornava tão presente que não conseguia articular nada além da verdade.
É que ela realmente me amava, do jeito dela, mas sabia que tava me matando aos poucos, sabia que eu não merecia aquilo e sabia que tava errada. As primeiras lágrimas que iam desatar uma tempestade começaram a rolar pelo rosto dela. Nati sabia que não tinha volta, me conhecia, não dava pra voltar atrás.
A gente discutiu aos berros, na real só eu gritava, e falei todas as coisas horríveis que você pode imaginar, todas as palavras que podem machucar uma mulher, todas eu falei, todas. No fim do dia, ela só se trancou no quarto e eu dormi na cozinha, num dos sofás.
No dia seguinte, foi a calmaria depois de um tsunami, só silêncio, nada, nada de nada. A própria morte era nossa companheira. Natalia foi fazer um café da manhã, e eu, quando tive acesso ao quarto, fui arrumar as malas. Quando ela percebeu, veio correndo atrás de mim, implorando, dizendo que tinha sido um erro, que tava arrependida e não sei mais quantas coisas. Me deu pena ver ela se ajoelhar pra me implorar e o rostinho dela todo molhado de lágrimas, mas a decisão já tava tomada.
Lembro que antes de ir embora, eu falei:
"Acho que mereço uma explicação. Quando você puder falar, me liga..."
Fechei a porta, respirei fundo, olhei pro sol e senti o calor no rosto, e só fui embora pra onde o destino me levasse.
Obviamente, o primeiro que eu precisava contar era pro meu amigo Arturo, quem mais? Liguei pra ele e falei com a alma, disse que tinha terminado com a Natalia.
"Ela é uma puta, se esfregou com algum filho da puta, e o bastardo arrombou ela toda. Juro, irmão, se eu tivesse aquele maldito na minha frente, não sei como reagiria."
Eu tava tão cego naquele momento que nem percebi que meu amigo tava quase mudo do outro lado. Era estranho, ele sempre tinha a resposta certa pra todos os meus problemas, mas agora não, ele não falava nada.
Deixei o tempo passar, tentei cicatrizar a ferida, procurei outras mulheres. Arturo me incentivava a isso, a esquecer ela, a superar essa história, mas as mensagens de súplica que de vez em quando eu recebia da Nati me faziam lembrar que eu tinha uma espinha encravada, e doía, como doía.
Em alguns meses, minha relação com o Arturo também complicou, ele largou a faculdade, arrumou um emprego e aos poucos aquela relação de irmãos foi se despedaçando, claro, eu não sabia o motivo, mas paramos de nos ver, ele foi deixando de responder minhas mensagens, ou se respondia era só por falsa cortesia, dizia que estava ocupado, que me desculpasse, que tempos melhores viriam e não sei quantas besteiras mais.
Comecei a procurar emprego, num lugar, noutro, me chamaram pra algumas entrevistas, pra outras, conheci pessoas.
Num desses tantos lugares, fui entrevistado por uma loira pintada com óculos de grau, vestindo um tailerzinho cinza muito bonito, com os cabelos presos num visual bem formal, e num descuido, quando foi pegar uns papéis, meus olhos foram parar num bundão empinado e numa tatuagem discreta na nuca dela, me pareceu muito gostosa, se chamava Cecília.
Essa primeira entrevista deu lugar a uma segunda e a uma terceira, nunca consegui o emprego, mas em pouco tempo tinha conquistado o coração da mulher que se tornaria minha esposa.
O tempo passou, Arturo era passado, Natália era passado, já não sentia mais dor, mas a cicatriz tinha ficado marcada pra sempre.
Eu era feliz, a gravidez da Ceci nos tinha pegado de surpresa, não planejamos, mas Ulisses já estava a caminho, planejamos uma viagem pra Bariloche numa lua de mel improvisada, não teria festa, nem civil, nem igreja, não precisávamos.
Eram quase oito da noite quando, como todo dia, saí do meu emprego, na esquina, entre a multidão, uma morena agasalhada por causa do frio intenso do inverno parecia esperar o transporte público, usava uma jaqueta preta grossa, um cachecol amarelo e um gorro com pompom da mesma cor, uns óculos escuros enormes escondiam o rosto dela, uma mulher como tantas outras, no entanto, me Me chamou pelo meu nome
Olá Roberto, cê esqueceu de mim? Me dá cinco minutos? Te pago um café
Reconheci a Nati pelo tom de voz, me encheu de curiosidade, Natalia, a puta, a puta, a traidora...
Mandei uma mensagem pra Ceci avisando que chegaria mais tarde, pra ela não se preocupar.
Caminhamos meia quadra até o bar mais perto, entramos e fomos pra uma mesa no fundo pra passar o mais despercebido possível, não era minha intenção que, por essas putas coisas do destino, de algum jeito a Ceci descobrisse que eu tinha estado com outra num bar, ter que dar explicação no meio de uma gravidez, quando meu mundo todo tava perfeito, não, não ia deixar essa mulher foder minha vida pela segunda vez.
O calor do aquecedor fez a gente tirar os casacos, assumo que a Nati tava uma gostosa e lembrei da primeira vez que vi ela e como fui seduzido pelas curvas dela, os peitos chamativos que eram difíceis de disfarçar pelo decote da blusa, o perfume dela, tão feminino, tão sedutor, a voz rouca sem igual, tão única, tão especial, deixei de lado os óculos e fiz um esforço pros olhos pretos dela não me hipnotizarem de novo.
CONTINUA
Se você gostou dessa história, pode me escrever com o título O SABOR DA TRAIÇÃO para dulces.placeres@live.com
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EL SABOR DEL ENGAÑO
1 DE 2
El sábado por la tarde, aprovechando las vacaciones de invierno de los chicos habíamos ido a pasar la tarde al paseo de compras de la ciudad. El enano - mi pequeño hijo de 6 años - estaba enloquecido con El Hombre Araña, y como aun celaba a su pequeña hermana de apenas dos años, decidimos llevarlo al cine para que por unas horas se sintiera centro de atención.
Definitivamente Spiderman no sería una película para su entendimiento, pero poco importaba, sus enormes ojos azules casi no pestañaron y se mantuvo inmóvil toda la película, sentado al borde de la butaca.
Con Ceci, mi mujer, no dejábamos de codearnos y reírnos por el grado de atención que el enano ponía en la proyección, si quitarle el ojo a la pequeña Celeste, quien estaba molesta y parecía vivir una tortura.
Salimos del cine cerca de las ocho de la noche, la idea era pasear un poco para ver vidrieras por el complejo, pero Celeste estaba insoportable, además Ulises, el enano, pasado el capricho de la peli, empezó a molestar con la famosa cajita feliz del McDonald, mi esposa y yo nos miramos y decidimos suspender el tema de recorrer vidrieras e ir directamente al patio de comidas.
Pedimos una hamburguesa con esos juguetitos que realmente me sabían a robo, una pizza para nosotros y un par de gaseosas.
Como era previsible, me tocó echarle un ojo a Ulises, Ceci cargaba en sus faldas a Celeste quien ahora parecía entregada a los brazos de Morfeo.
Solo queríamos tener unos minutos de tranquilidad, pero el enano se cansó rápido de su nuevo y tonto juguete, dejó la hamburguesa apenas mordisqueada de lado y se transformó en un molesto e improvisado Spiderman, tirando su imaginaria tela araña a cuanta persona se cruzará en nuestro camino y como suele suceder en estos casos, solo empezó a corretear de un lado a otro.
Mi esposa, viendo lo que sucedía, no tardó en decirme amorosamente
- Amor, cuidá a ese demonio, que está molestando a la gente!
Era lógico, ella estaba con Celeste y no podía con todo
Me levanté y fui a buscarlo varias mesas más allá, el enano no se quedaba quieto, estaba casi al final del corredor, y fue cuando los vi
Natalia y Arturo estaban al fondo, en soledad, y fue inevitable un cruce entre los tres provocado por el cruel destino
Natalia tenía en sus brazos una beba preciosa, rosada e indefensa, arropada con tejidos muy finos, con sus ojitos cerrados estaba prendida casi en forma desesperada al pezón izquierdo, y no pude evitar mirar indiscretamente el enorme pecho desnudo semi oculto de la joven, recordando viejos tiempos, luego miré sus oscuros ojos negros, pero ella, en silencio y con un evidente dejo de vergüenza solo bajo la mirada.
Arturo se paró a mi lado al verme, nervioso, no esperaba este cruce, con una sonrisa más que forzada, no sabía qué hacer, que decir, intentó estirar su mano para saludarme, como amigos de la vida, pero creo que entendió mi mirada de perro rabioso, cuanta falsedad, cuanta hipocresía, el silencio del ambiente entre los tres se cortaba con un suspiro, no hubo palabras, solo tomé al enano por el brazo y lo llevé de regreso a nuestra mesa.
Não falei nada pra minha esposa, mas ela percebeu que algo estranho tava rolando, meu silêncio dizia tudo, minha mudança repentina de humor deixava claro. Só terminamos de comer e eu falei pra voltarmos pra casa. Chegamos, a Ceci tava com umas linhas de febre, então acabou na cama com a minha mulher roubando meu lugar, e eu tive que me virar com meu pequeno Homem-Aranha de seis anos.Pra minha sorte, o Ulisses, depois de falar e responder sozinho, acabou dormindo nos meus braços, a excitação tinha esgotado ele, e eu fiquei preso nos meus pensamentos, de olhos abertos, encarando a escuridão total do quarto.
Arturo e eu tínhamos uma amizade de irmãos, colegas de faculdade, éramos inseparáveis, nada podia nos separar, ou quase nada...
Conheci a Natalia numa festa de casamento, eu era primo do noivo, ela amiga da noiva, e sem imaginar, naquela noite eu conheceria a mulher que ia partir meu coração.
Ela me pareceu linda aos meus olhos, morena de cabelos longos, com um sorriso tão tímido quanto sensual. Enchi os olhos com as curvas do corpo dela, desenhadas à mão dentro de um vestido branco chamativo e muito ousado, com um decote terrível nas costas, deixando ela completamente nua, muito justo na bunda, realçando seus dotes naturais, e depois se abrindo bem sexy pra baixo, convidando a imaginar mais do que mostrava. Lembro que ela tinha uns sapatos lindos, de salto alto com plataformas transparentes.
Começamos a sair como amigos, como namorados, como amantes. Já tinha ficado com algumas minas, mas nenhuma como ela, Natalia era única no meu mundo. Ao conhecê-la, descobri nela muito mais que um corpo gostoso, a Nati era reservada, provocante, inteligente, ousada e com um futuro cheio de sonhos, parecíamos feitos um pro outro.
Talvez eu tenha sido ingênuo, mas Arturo era meu confidente, meu amigo e sabia de tudo sobre meu relacionamento com ela, ele era meu conselheiro fiel e, em algumas ocasiões, saíamos juntos. a passear juntos, a tomar uns drinques, se davam muito bem, era minha mina, era meu amigo. A Nati já tinha apresentado alguma amiga dela mais de uma vez e tudo parecia nos trilhos, até estávamos planejando casamento, pra formalizar nossa convivência, só que tinha outra história...
A Natalia era muito boa na cama, tinha uns peitos gostosos, sabia o que um homem gostava, chupava muito bem, transava muito bem e o melhor que ela tinha, a voz rouca que te levava ao abismo, só tinha um par de recusas, não gostava de engolir o esperma, podia gozar na boca dela, mas ela cuspia depois e também não rolava sexo anal com ela, eram as regras do jogo dela e eu respeitava, entendendo que todo jogo na cama tem que ser consensual e compartilhado.
Mas alguns sinais de alerta acenderiam no nosso relacionamento, a Nati de repente ficou na defensiva, introvertida, como se ela mesma se encolhesse longe do meu alcance, me evitava e tentava ao máximo não transar, como se algo pesado demais estivesse na consciência dela.
Obviamente eu não sabia de nada, e os lábios dela pareciam selados, por mais que eu tentasse abri-los, os segredos dela estavam bem guardados.
E tudo desandou uma tarde, estávamos em casa e comecei a tocar nela, por aqui, por ali, ela me rejeitou docemente várias vezes mas no fim acabamos transando, foi estranho pra mim, porque odiava fazer isso à luz do dia, mas num momento de jogos eróticos ela ficou de quatro na minha frente, e essa falta de cuidado da parte dela me faria ver o cu dela todo aberto, não era a bundinha virgem que eu conhecia e a situação me paralisou e de uma tarde de sexo passamos pra uma tarde de discussões.
Foi o começo do fim do nosso amor platônico, precisava que ela me explicasse o que estava rolando, tinha visto a bundinha dela muitas vezes, e aquele buraco que eu tinha na minha frente não era a mesma coisa.
Comecei a encurralar ela no papo, a acusar de puta, de traidora, senti meu coração me rasgar e minha hombridade pisoteada, e ela só se contorcia com palavras entrecortadas, sem nexo.
Olhando em retrospecto, ela poderia ter escapado daquela enrascada, talvez me dizer que ela mesma tinha feito aquilo, com os dedos, com algum brinquedo, que estava preparando para mim, uma surpresa, um presente, sei lá, qualquer desculpa besta, mas a verdade é que ela estava tão enroscada nas próprias mentiras e a realidade que escondia se tornava tão presente que não conseguia articular nada além da verdade.
É que ela realmente me amava, do jeito dela, mas sabia que tava me matando aos poucos, sabia que eu não merecia aquilo e sabia que tava errada. As primeiras lágrimas que iam desatar uma tempestade começaram a rolar pelo rosto dela. Nati sabia que não tinha volta, me conhecia, não dava pra voltar atrás.A gente discutiu aos berros, na real só eu gritava, e falei todas as coisas horríveis que você pode imaginar, todas as palavras que podem machucar uma mulher, todas eu falei, todas. No fim do dia, ela só se trancou no quarto e eu dormi na cozinha, num dos sofás.
No dia seguinte, foi a calmaria depois de um tsunami, só silêncio, nada, nada de nada. A própria morte era nossa companheira. Natalia foi fazer um café da manhã, e eu, quando tive acesso ao quarto, fui arrumar as malas. Quando ela percebeu, veio correndo atrás de mim, implorando, dizendo que tinha sido um erro, que tava arrependida e não sei mais quantas coisas. Me deu pena ver ela se ajoelhar pra me implorar e o rostinho dela todo molhado de lágrimas, mas a decisão já tava tomada.
Lembro que antes de ir embora, eu falei:
"Acho que mereço uma explicação. Quando você puder falar, me liga..."
Fechei a porta, respirei fundo, olhei pro sol e senti o calor no rosto, e só fui embora pra onde o destino me levasse.
Obviamente, o primeiro que eu precisava contar era pro meu amigo Arturo, quem mais? Liguei pra ele e falei com a alma, disse que tinha terminado com a Natalia.
"Ela é uma puta, se esfregou com algum filho da puta, e o bastardo arrombou ela toda. Juro, irmão, se eu tivesse aquele maldito na minha frente, não sei como reagiria."
Eu tava tão cego naquele momento que nem percebi que meu amigo tava quase mudo do outro lado. Era estranho, ele sempre tinha a resposta certa pra todos os meus problemas, mas agora não, ele não falava nada.
Deixei o tempo passar, tentei cicatrizar a ferida, procurei outras mulheres. Arturo me incentivava a isso, a esquecer ela, a superar essa história, mas as mensagens de súplica que de vez em quando eu recebia da Nati me faziam lembrar que eu tinha uma espinha encravada, e doía, como doía.
Em alguns meses, minha relação com o Arturo também complicou, ele largou a faculdade, arrumou um emprego e aos poucos aquela relação de irmãos foi se despedaçando, claro, eu não sabia o motivo, mas paramos de nos ver, ele foi deixando de responder minhas mensagens, ou se respondia era só por falsa cortesia, dizia que estava ocupado, que me desculpasse, que tempos melhores viriam e não sei quantas besteiras mais.
Comecei a procurar emprego, num lugar, noutro, me chamaram pra algumas entrevistas, pra outras, conheci pessoas.
Num desses tantos lugares, fui entrevistado por uma loira pintada com óculos de grau, vestindo um tailerzinho cinza muito bonito, com os cabelos presos num visual bem formal, e num descuido, quando foi pegar uns papéis, meus olhos foram parar num bundão empinado e numa tatuagem discreta na nuca dela, me pareceu muito gostosa, se chamava Cecília.
Essa primeira entrevista deu lugar a uma segunda e a uma terceira, nunca consegui o emprego, mas em pouco tempo tinha conquistado o coração da mulher que se tornaria minha esposa.
O tempo passou, Arturo era passado, Natália era passado, já não sentia mais dor, mas a cicatriz tinha ficado marcada pra sempre.
Eu era feliz, a gravidez da Ceci nos tinha pegado de surpresa, não planejamos, mas Ulisses já estava a caminho, planejamos uma viagem pra Bariloche numa lua de mel improvisada, não teria festa, nem civil, nem igreja, não precisávamos.
Eram quase oito da noite quando, como todo dia, saí do meu emprego, na esquina, entre a multidão, uma morena agasalhada por causa do frio intenso do inverno parecia esperar o transporte público, usava uma jaqueta preta grossa, um cachecol amarelo e um gorro com pompom da mesma cor, uns óculos escuros enormes escondiam o rosto dela, uma mulher como tantas outras, no entanto, me Me chamou pelo meu nome
Olá Roberto, cê esqueceu de mim? Me dá cinco minutos? Te pago um café
Reconheci a Nati pelo tom de voz, me encheu de curiosidade, Natalia, a puta, a puta, a traidora...
Mandei uma mensagem pra Ceci avisando que chegaria mais tarde, pra ela não se preocupar.
Caminhamos meia quadra até o bar mais perto, entramos e fomos pra uma mesa no fundo pra passar o mais despercebido possível, não era minha intenção que, por essas putas coisas do destino, de algum jeito a Ceci descobrisse que eu tinha estado com outra num bar, ter que dar explicação no meio de uma gravidez, quando meu mundo todo tava perfeito, não, não ia deixar essa mulher foder minha vida pela segunda vez.
O calor do aquecedor fez a gente tirar os casacos, assumo que a Nati tava uma gostosa e lembrei da primeira vez que vi ela e como fui seduzido pelas curvas dela, os peitos chamativos que eram difíceis de disfarçar pelo decote da blusa, o perfume dela, tão feminino, tão sedutor, a voz rouca sem igual, tão única, tão especial, deixei de lado os óculos e fiz um esforço pros olhos pretos dela não me hipnotizarem de novo.
CONTINUA
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