Escrevo isso poucas horas depois do que aconteceu. Escrevo chorando e tremendo de raiva, com o pau duro e cagando nos mortos daquele pirralho que me roubou a namorada… Mas estou me adiantando.
Meu nome é Pablo, e não vou me dar ao trabalho de censurar os nomes reais. De todos, exceto um. Tenho vinte e seis anos, e há exatamente um ano e duas semanas conheci minha namorada. Nicole, uma colombiana de Medellín com apenas dezenove anos recém-completados.
Nos conhecemos pelo Badoo: uma plataforma muito usada para transar, embora também sirva para buscar relacionamento. Ela repetia várias vezes que não queria sexo nem namoro, só tinham recomendado o site para fazer amizades. Fui sincero e admiti que não estava fechado a nada.
No primeiro encontro ela estava linda demais, o suficiente para me fazer apaixonar à primeira vista pelo corpão dela e pelos olhos hipnotizantes. Lembro que, ao vê-la pessoalmente pela primeira vez, pensei que ela era mil vezes mais gostosa ao vivo do que em fotos, e olha que nas fotos já era uma beleza que me fez duvidar se era realmente ela. Não sou do tipo tímido ou travado, então naquela primeira vez a fiz rir e me diverti com ela. No nosso segundo encontro, ela ficou muito mais próxima, e no terceiro me beijou. Ela era virgem, por causa de pais que a reprimiram até que ela saiu do país por conta própria. Apesar de eu ter mais experiência, ela não ficava atrás.
De forma natural, ela me dava os melhores beijos de língua que já tocaram meus lábios. Tinha uma sensualidade única para esfregar a bunda no meu pau e sabia muito bem como usar suas armas femininas para me seduzir.
Era uma viciada em punheta e me contou desde o começo; por isso, nossa primeira vez, poucas semanas depois de começarmos a sair, mal doeu, mesmo ela sangrando tanto.
Para entenderem tudo, preciso contar isso: Uma garota boa, não posso negar. Não mentia para mim, não era muito ciumenta nem me dava motivos para Estar nela. Transando ela era completamente desinibida e eu fazia ela gozar praticamente todas as vezes. Algumas vezes mais rápido, outras com mais dificuldade. Ela sempre preferiu sexo suave e romântico, embora nunca me passasse pela cabeça ser violento, ela não reclamava quando eu exagerava na mão… O que não era comum, porque sou um fofo quando se trata de sexo.
Apresentei ela à minha colega de apartamento; e a Nicole me apresentou à tia dela, que era a família com quem ela morava… Pouco mais a dizer. Os meses foram passando: O sexo era bom, bom demais. Sempre soube que ela não fingia porque, além de ser muito óbvio quando ela estava gostando e quando não, ela nunca teve problemas em me dizer quando eu gozava rápido demais ou deixava ela no meio do caminho. Então tudo mudou quando a data do nosso primeiro aniversário de namoro se aproximou. Seus beijos não transmitiam desejo nem prazer, notei que ela estava sem apetite sexual e não conseguia fazer ela gozar. Muitas vezes ela pedia para parar e não aguentava muito.
O resto do relacionamento era perfeito: Confiávamos um no outro, não havia mentiras, éramos carinhosos e dávamos para receber… Mas duas semanas atrás tivemos uma conversa que mudaria tudo.
*** Duas semanas atrás ***
Aos domingos a gente se trancava no meu apartamento, no meu quarto. A gente literalmente curtia fazer ‘’nada’’. Fechávamos a persiana, nos abraçávamos e dormíamos nos provocando para gozar fodendo.
Como estávamos há um tempo com problemas para transar, eu tentei e ela me parou, então ela começou a chorar. Perguntei o que estava acontecendo. O diálogo que vou colocar agora não é exato, pode ter algumas coisas diferentes, mas vou tentar ser o mais fiel possível ao que conversamos:
— Ei… O que foi? – perguntei, abraçando ela e dando um beijo na bochecha.
— Eu estou estragando tudo, né? Não sei o que está acontecendo comigo ultimamente…
— É só uma fase ruim – respondi automaticamente, com a voz mais doce que consegui.
— Não é uma fase ruim, sou eu.
— Amor, ou talvez seja eu… Ultimamente estou fodendo que é uma pena — admiti, envergonhado de mim mesmo. O pouco sexo que tínhamos ultimamente fazia com que eu tivesse muito pouco autocontrole e gozava exageradamente rápido. No máximo, eu chegava a durar dez minutos… No máximo.
— Não é você, sou eu — ela explicou que não tinha vontade de se masturbar, que não me desejava sexualmente e se sentia mal.
— Podemos tentar comprar algum brinquedo… Lubrificantes, sei lá — Apesar de como ela sempre tinha sido uma punheteira, nunca tinha se interessado por consolos ou vibradores —. Ou poderíamos ir ao gineco, ver se…
Não lembro como a conversa continuou exatamente, mas é indiferente. De repente, ela disse:
— E se a gente experimentasse com outras pessoas?
— O quê? — fiquei paralisado; irritado e magoado sem saber o que pensar.
— Transar… com outras pessoas.
— Você está brincando?
— Estou falando sério.
— Nicole… Não acho que eu consiga te compartilhar.
— Seria só sexo. Uma vez só…
— Você está falando sério comigo? — repeti. No fundo, eu acreditava, ou queria acreditar, que ela não estava falando sério.
— É tão ruim assim pra você?
Dou ênfase no fato de que estávamos abraçados na minha cama, a bunda dela colada na minha virilha. A escuridão do quarto era total e não conseguíamos ver os rostos um do outro, então eu não podia saber que expressões ela fazia.
— Você é valiosa demais pra compartilhar. Além disso… O que me garante que você não experimente com um e goste?
— Eu gosto demais de você pra te abandonar.
— Tá. Mas o que te impede de repetir às minhas costas?
— Você não confia em mim? — murmurou, irritada.
— Você sabe que sim.
— Então?
— E se você quiser repetir?
— Eu te diria…
— Não disse que seria só uma vez?
— Bom, tá — ela disse de repente —. Já sei sobre isso, mas… O que você acharia de fazer? — insistiu.
Percebendo que ela praticamente estava insistindo nisso, cedi.
— Bom… Não sei.
— Não sabe?
— Não sei.
— Sério?
— Sim, não sei.
— Eu estava ficando com você — disse ela. O que seguiu essa conversação é irrelevante, porque naquele momento eu tinha certeza de que ela tinha falado sério, e minha namorada defendeu o tempo todo que tinha sido uma brincadeira e uma ideia passageira.
Não voltamos a falar sobre o assunto até uma semana atrás…
*** Uma semana atrás ***
Nossas relações sexuais ao longo da semana passada não melhoraram. Quando chegou o fim de semana, "a brincadeira dela" já tinha me afetado. Comecei a questionar que, se eu a amava tanto, não podia impedi-la de experimentar transar com outro homem se era o que ela realmente queria. Tem que experimentar de tudo nessa vida, e ser tão fechado não pode trazer nada de bom. Então, sendo domingo, quando estávamos abraçados de novo, fui eu quem tocou no assunto.
— Nicole…
— Hum?
— Você quer dar pra outro? — ela não respondeu imediatamente à minha pergunta.
— Ainda nisso? Era brincadeira, já te falei.
— Acho que você falou sério. E acho que você é muito fiel pra ficar insistindo comigo. Lembra que nosso relacionamento é baseado em confiança. Você quer foder com outro cara?
— Sim… Eu gostaria de experimentar.
— Com alguém específico? — Se a resposta fosse positiva, eu sabia que ia doer muito. Porque significaria que já estava tudo pensado antes.
— Não… Seria procurar na internet alguém que pareça bom pra nós dois e… bem. Marco e faço.
— E você me promete que se fizer…?
— Como eu poderia te fazer isso? Já te falei que era uma ideia passageira.
— Se a gente chegasse a um acordo. Seria só uma vez?
— Sim… — concluiu alguns segundos depois, hesitando na resposta.
Ela se mexeu na cama, pegou o celular às cegas e no escuro do meu quarto brilhou a luz ofuscante do smartphone. Vi ela baixar o Badoo, aquele mesmo aplicativo com que nos conhecemos. Antes de se cadastrar de novo — porque a conta que ela tinha foi apagada depois que me conheceu —, ela me questionou olhando nos meus olhos:
— Tem certeza que quer permitir isso?
— Sim… — falei completamente magoado, vendo que ela estava disposta a continuar. Obviamente eu não Eu queria, mas já estava incomodado pelo interesse óbvio dela.
— Tem certeza? — insisti.
— Vejo que você está disposta… — repreendi.
— Estou curiosa… Não quero te pedir um tempo pra ficar com outro, você sabe como penso sobre essas coisas.
— Não sei se seria melhor eu não saber…
— Prefere não saber de nada?
— Agora que você já falou, não tem volta.
— Você também pode fazer… Só uma vez — ela sentenciou, com um tom acusatório no final. — Isso não tem nada a ver com nosso relacionamento. É só… Uma experiência nova.
Nos quinze minutos seguintes, ela criou o perfil: vinculou o número de telefone, verificou a identidade com uma selfie e começou a preencher os detalhes sobre ela. Colocou fotos provocantes, mas nada muito descarado ou desrespeitoso pra mim. Deixou claro que não queria nada sério e que só queria se divertir.
E em menos de meia hora, já tinha mais de quarenta caras enchendo a caixa de entrada: “Tenho vinte centímetros, deixa eu te empalar com ele”, “Que bocetinha gostosa, certeza que engole até as bolas…”, “Gozava dentro e fazia um bom amarre”…
Esses foram os comentários mais “moderados” que ela recebeu, mas ela respondeu a pouquíssimos.
Nicole saiu da minha casa sem ter escolhido ninguém, mas três dias depois me disse que já tinha decidido.
*** Quatro dias atrás ***
— Ele mora perto do Subway — ela me disse por telefone. Eu tinha insistido, porque era um assunto delicado demais pra discutir por WhatsApp.
— E como vão fazer?
— Não posso trazer ele pra cá, então combinamos de ir a um hotel.
— Vão dividir a conta? — perguntei, e seria o normal.
— Não… Vou pagar eu.
Sei que pode parecer idiota, mas me ofendeu que aquele babaca, além de estar prestes a foder minha namorada, que é uma deusa… Não quisesse pagar o quarto do hotel!
— Como assim você vai pagar?
— É coisa minha.
— Você vai pagar pra transar com outro cara?
— Ele não quer pagar quarto de hotel.
— Nicole. Façam aqui em casa.
— O quê?
— Quero que façam Minha casa, é a única condição que te imponho.
— Pablo –raramente me chamava pelo meu nome—: Não vou transar na sua casa. Sabe o quão desconfortável eu ficaria?
— Não acho graça que você fique com um desconhecido num hotel… a noite toda –se fosse só sexo, não teria sido tão insuportável quanto imaginá-la virando a noite e dormindo ao lado daquele desgraçado…—. Quero que seja na minha casa.
— Não sei se ele vai achar graça…
— Se ele não achar graça, então não tem acordo e pronto.
— Vou falar com ele…
Resumindo, o grande filho da puta topou. Nem pensou duas vezes, e eu sei disso porque ontem, sábado, peguei o celular da minha namorada enquanto ela tomava banho. Não gostei nada do que li, mas já não tinha volta. Sei que se eu tivesse proibido ela de encontrar aquele cara, eles teriam marcado pelas minhas costas. Nicole queria muito esse encontro, fosse por curiosidade ou por tesão, e depois de ter sido tão tentada, ela não seria capaz de voltar atrás.
Tinha certeza de que era melhor que tudo acontecesse na minha casa, comigo podendo intervir a qualquer momento… mas eu estava enganado. E isso foi algo que comecei a entender quando li a conversa.
Como já disse, Nicole foi tomar banho e eu, com toda a calma do mundo, desbloqueei o telefone dela, fui no WhatsApp e, ao encontrar uma conversa com o cara que me pareceu sem graça e até suspeitosamente chata, fui direto para uma pasta oculta –que sempre conheci sem que ela soubesse— e procurei no Telegram. Aí é que está… Parte da minha confiança se baseia no fato de que ela tem conversas realmente privadas nesse aplicativo. E nunca encontrei nada realmente suspeito.
Mentiria se dissesse que não comecei a ler a conversa desde o início… E para minha surpresa, eles já conversavam há mais de quatro dias. Aproximadamente, tinham começado a falar vários dias antes dela ter feito aquela brincadeira de transar com outro “por curiosidade”.
Ele se apresentou como o cara do Badoo, essa foi a primeira mensagem. Como eles puderam se conhecer se Nicole supostamente não tinha conta? E só criaria uma semana depois, quando a fez na minha frente quando chegamos nesse acordo.
O mais suspeito de tudo é que ela corrigiu e disse que se chamava Nicole, não Paula, embora na hora não dei importância, já que estava mais concentrado em ler e não ser descoberto do que em entender o que estava escrito.
Ela confessou ter namorado e disse que não estava interessada em transar. Ele respondeu que era uma pena porque ela estava muito gostosa e ele estava muito atraído. A conversa era bem longa. Embora várias vezes Nicole quase traísse ao flertar por escrito com esse "moleque". Pulei horas ignorando mensagens sem relevância. Algumas mais picantes que outras falando de sexo, mas nada até três dias atrás.
“Meu namorado topou…”
“Tenho permissão pra te comer?”
“Nem eu acredito…”
“Já tinha te dado como perdida quando você disse que tinha namorado.”
“Não é certo… Eu amo ele e não quero trair. Se por qualquer motivo ele voltar atrás, não vai acontecer nada.”
“Mas por enquanto você vai ser minha por um dia…”
“É, parece que sim…”
Vou omitir dar importância a muitas mensagens de tesão que li e que me deixaram muito puto. Alguma foto ou vídeo provocante da Nicole. Alguma foto do pauzão do pivete… Me senti impotente, odiei ela, pensei em terminar e cuspir na cara dela. Mas não fiz… Não fiz nada exceto me mostrar mais distante do que o normal, embora antes de sair li a última coisa que escreveram:
“Amanhã é o dia…”
“Vamos fazer com camisinha.”
“Tá…” – ele respondeu.
“Nada de fazer sem camisinha, por mais vontade que você tenha…”
“Tá…” – ele respondeu de novo.
“Que suspeito você não insistir…”
“Não quero te dar nenhuma desculpa pra voltar atrás.”
“Tem certeza que amanhã não vai implorar pra fazer sem?”
“Bom… Se colar…”
“Não vai colar. Não estou tomando pílula.”
“Você me disse que com seu namorado fazia sem camisinha” – Fiquei gelado ao descobrir que Nicole contava nossas intimidades. Era uma das muitas coisas que tinha passado despercebida quando pulei a conversa.
“Meu namorado é meu namorado, e você é você. Isso aqui é só pra experimentar com outro cara, e claro que é com o consentimento dele… Não estrague.”
“Se dependesse de você, me deixaria fazer sem camisinha.”
“Talvez…”
“Não vai me dizer que sem camisinha não é mais gostoso?”
Era verdade. Nicole e eu, desde que nos conhecemos, tivemos um vai e vem sobre transar sem camisinha. Gostávamos demais do risco, do tesão de ela poder engravidar. O perigo que excitava tanto a gente e deixava tudo mais delicioso.
Por isso doeu tanto ler como esse mesmo jogo tinha sido explorado por aquele filho da puta.
“Sim… É mais gostoso.”
“Bom, amanhã a gente esquece e nada acontece…”
“Com meu namorado tenho umas condições pra fazer isso e pretendo cumpri-las.”
“Quais?” – perguntou depois de mandar um monte de emojis rindo.
“Nada de beijos na boca, fazer com camisinha e apagar seu número quando a gente se despedir.”
“E as conversas do WhatsApp?”
“Você sabe que por lá não.”
“E por aqui sim?”
“Ele não sabe que tenho Telegram.”
“Acho que não vou conseguir evitar nenhuma das três coisas…” – zoou aquele babaca, se referindo às únicas três condições que tinha imposto à minha namorada. Nicole só deu risada.
Não sabia que ela sabia, embora ontem tenha parecido compreensível que ela quisesse me poupar do sofrimento de vê-la dando mole pra outro homem. Às vezes, meses atrás, tinha espiado o Telegram dela e não tinha visto nada comprometedor… Até aquele momento.
*** Domingo da traição ***
Minha colega de apartamento – que não vou nomear –, me fez o favor de sair com umas amigas porque avisei que queria intimidade com minha namorada. Ela é uma boa amiga, e por isso mesmo me prometeu avisar se por qualquer coisa precisasse voltar antes da noite. O caso da minha colega de apartamento é à parte, de tão bem que nos damos, e vou falar sobre isso mais pra frente, ela tem tratado super bem e se preocupa mais comigo do que a própria Nicole… Mas como já disse, falo disso mais pra frente.
Tudo isso aconteceu umas dez horas atrás: Era meio-dia, Nicole estava se arrumando no banheiro. Lembro que pouco antes da campainha tocar, vi ela no espelho realçando o decote enquanto passava os últimos retoques no rímel. Ela tava de saia preta, curta e justa. Todo mundo sabe a fama das latinas: São bundudas e peitudas, pois essa é minha namorada. Uma morena de pele cor de café com leite, olhos esbugalhados e lábios carnudos. O cabelo dela é preto como o mar numa noite sem lua e o pescoço parece de porcelana.
Sei que podem pensar que dei muita sorte, mas quando verem como a história vai se desenrolando vão entender por que não é bem assim. Tô apaixonado por essa gostosa, sim. Ainda agora enquanto escrevo. Mesmo odiando ela, mesmo querendo machucá-la com minhas próprias mãos. Não por ter transado com outro cara, com aquele desgraçado, mas por ter me traído daquele jeito. Mas tô me adiantando de novo.
Ela tava de calcinha fio dental preta por baixo da saia e uma blusa justa que não disfarçava os mamilos. Não tava de sutiã e era um pouco mais alta por causa dos saltos que calçava.
— Tem certeza que quer ver? — ela disse, sabendo que faltava pouco pro outro chegar. Já não perguntava mais se eu queria desistir.
— Não posso te deixar sozinha com um desconhecido…
— Vai ser estranho.
— Sei que a ideia é você ficar relaxada… Mas não dá, Nicole. Não dá — repeti.
— Eu sei… Já tá sendo muito você me dar essa chance.
Ela se aproximou e me beijou forte, com língua. Marcando meus lábios com o batom vermelho de puta. A campainha tocou naquele exato momento, como se aquele barulho quisesse nos interromper.
— Lembra… Camisinha, nada de beijos e…
— Bom, essa coisa dos beijos é a única que acho exagero.
— Esses lábios são só meus…
— E se ele me beijar, o que eu faço? — ela deu uma risada. Era uma risadinha nervosa, eufórica. Ela tava com tesão. Senti o cheiro dos hormônios dela à flor da pele, mesmo sem perfume. Era aquele aroma que sempre vinha depois do sexo mais intenso. A campainha tocou de novo.
— Ele chegou… Vou abrir.
Quis gritar pra ela não abrir. Que eu tinha mudado de ideia, mas fiquei calado. Eu mesmo tinha permitido tudo aquilo. Mesmo assim, confiava na minha namorada e que ela cumpriria nosso combinado.
— Você se arrumou toda pra mim? — ouvi aquele imbecil dizer.
— Sim — Nicole respondeu, com uma voz tímida.
Ouvi a porta fechar e os dois entraram na sala de jantar — o cômodo mais amplo do apartamento —, abraçados pela cintura. A mão dele, na bunda dela, enquanto minha namorada passava o braço por cima do ombro dele.
Ele era um pouco mais alto que eu, e supostamente tinha dezoito anos. Era fortão, de academia, com uma cara de arrogante que dava nojo. Se já não gostava dele antes de conhecer, tê-lo na minha frente me fez querer comemorar o dia da morte dele.
Ele parou na minha frente, com minha namorada claramente desconfortável.
— E aí? — ele falou, erguendo o queixo. — Não quero treta, mas vou foder sua namorada… Entendeu, né?
Não concordei nem disse nada, só olhei nos olhos dele. Lembro perfeitamente como meus olhos começaram a arder e uma vontade incontrolável de chorar e de dar um soco nele me invadiu. Meus olhos ficaram úmidos, e isso comoveu minha namorada, embora nenhuma lágrima tenha caído.
Encolhi os ombros.
— Tive uma ideia… — Nicole sussurrou, levando o intruso até o sofá. Ela me fez um sinal com o olhar para que eu me sentasse perto deles.
— Pensei… — ela começou a dizer — que não é justo com o Pablo tudo isso… Então vou fazer com os dois.
Naquele momento, ironicamente, me senti bem. Eu estava prestes a ver minha namorada ser fodida de um jeito sujo — e eu sabia disso —, mas fiquei feliz por ela ter se preocupado comigo. O convidado soltou uma risada e balançou a cabeça.
— Eu não compartilho o que é meu. Não esquenta — ele disse, olhando pra mim —, mas agora ela é minha. Tô roubando ela por um dia.
Dito isso, sem dar tempo pro meu parceiro responder, pegou a bunda dela por cima da minissaia e girou ela, montando-a nas suas pernas com a bunda bem em cima da virilha dele. A saia não dava nem pra cobrir, então só o fio dental separava a buceta dela do zíper da calça.
— Se quer fazer esse experimento direito, tem que esquecer seu namorado… Não gosto de dividir — ele afirmou, antes de começar a morder o pescoço dela. Vi ela abrir a boca e segurar um gemido, me olhando de soslaio. Mantive minha cara de pau, na verdade… Nem sabia que expressão fazer.
Vi ele apalpar aquela bunda que eu tinha tanto orgulho e considerava minha propriedade. Sem nenhum pudor, puxou a saia até a cintura e deixou o fio dental entre as duas nádegas, brincando com ele sem dar trégua pra Nicole.
Brincou com o fio da peça, enfiando ele na boceta dela… Reconheço que me inclinei, e vi a boceta carnuda dela completamente brilhante com o fio esticado entre os lábios. Ele, cujo nome eu não sabia, babava de paixão no pescoço delicado da minha mina. As mãos dele ora estavam na bunda, ora nos peitos, fazendo ela fechar os olhos. Vi ele agarrar o cabelo dela, forçando ela a olhar pro teto e segurar um gemido enquanto esfregava a xota contra o volume que tinha entre as pernas dele…
— A camisinha…
— Já?
— Não aguento mais…
Como nota, tenho que dizer que minha namorada, tão orgulhosa assim… Em um ano inteiro nunca, repito, nunca tinha me implorado pra meter. Era verdade que eu não ficava me fazendo de difícil, mas me incomodou muito ouvir ela se render tão fácil.
— O que você quer?
— Me mete… — sussurrou Nicole, corada, me olhando de passagem.
O desgraçado tirou uma única camisinha do bolso. Só uma… E isso definitivamente me deixou muito desconfiado. O normal seria Nicole, ao ver isso, perguntar por que ele trouxe ou tirou só uma, mas ela não comentou nada.
— Antes você vai me chupar, puta — ele ordenou, jogando a camisinha no assento do sofá. Agarrou ela pelo pelo, com desprezo, e a fez ajoelhar-se a seus pés. Forçando-a a manter a face pressionada contra a calça dele enquanto, de maneira desajeitada, abria o zíper. Surpresa com o tamanho, ela conseguiu tirar da cueca aquele pau que era muito mais grosso que o meu. Não era impressionante tanto pelo comprimento, mas por aquela largura desproporcional.
— Põe a língua pra fora — ordenou, e ela obedeceu.
Começou a masturbá-lo com uma mão enquanto com a outra acariciava seus enormes testículos, batendo a glande coberta pelo prepúcio contra sua língua de cobra. Até eu sentia o cheiro pestilento que aquele membro exalava. Eles se olhavam nos olhos, mas ele não tinha paciência para brincadeiras.
Percebi desde o começo: ele não queria uma "chupadinha", queria vê-la destruída. E com essa aura sádica, agarrou-a pela nuca e enfiou-a fundo na sua boca.
"Cof, cof" Nicole tossiu com o pau cravado na garganta. Pequenos fios de saliva voaram contra seus pelos púbicos; ela aguentou alguns segundos assim até que ele a fez recuar.
— Cospe — Soltou um fiozinho tímido de saliva, e ele insistiu —. Quero bem babado. Cospe direito.
Ela cuspiu uma saliva borbulhante sem parar de masturbá-lo, deixando-a cair sobre a glande.
— Mete a língua aqui… — indicou. E Nicole, deixando-me impressionado com o quão submissa ela estava sendo, tentou enfiar a língua entre a glande e o prepúcio. Começou a puxá-lo com os lábios até deixá-lo totalmente exposto.
Então, agarrou-a novamente pela nuca e começou a foder sua garganta.
— É assim que vou foder sua buceta. Bem forte e sujo… E é assim que sua buceta vai ficar de molhada — prometeu, justo quando cravou a glande contra seu esôfago —. Agghh… Eu poderia gozar só de foder essa boca infiel.
Minha namorada começou a revirar os olhos, ficando roxa. Tossiu novamente e mais fios de saliva se acumularam naqueles pelos púbicos. O rímel havia escorrido completamente, e suas pálpebras… estavam pretos como os de um guaxinim, o que a deixava ainda mais gostosa, se é que isso era possível.
O intruso a soltou de novo, mas antes de deixá-la ficar em pé, fez ela aproveitar uma boa refeição de bolas. Minha namorada enterrou a boca entre as bolas babadas, com o pau batendo no nariz e entre os olhos dela. Dividida entre a necessidade de respirar e continuar chupando as bolas dele. Então ele a fez se levantar e, com o pau duro, colocou a camisinha num instante antes de se sentar.
Nicole não tirou a saia, nem tirou o fio-dental. Só o puxou de lado e começou a descer montada nele. Fez cara de dor, mordendo o canto do lábio.
Vi ele agarrar seus quadris e fazê-la cair de uma vez, conseguindo fazê-la abraçá-lo e abrir a boca completamente perdida.
Eu havia prometido a Nicole que não interferiria, talvez por isso, por ter mais palavra que ela, eu não cheguei a fazer nada. Minha namorada começou a quicar nele, reprimindo seus gemidos.
Eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela fazia aquilo por mim, para que eu não a visse curtindo tanto… Mas as expressões do rosto a entregavam. Quando ele enfiava até o fundo, ela abria a boca como se fosse gemer e franzia a testa; quando ele tirava alguns centímetros do pau, ela mordia os lábios antes de se deixar cair de novo. Suas nádegas batiam com força naquelas bolas enormes.
— Vamos fazer sem camisinha… — ele sussurrou no ouvido dela, como se eu não pudesse ouvir.
— Não… Lembra do que combinamos — eles murmuravam, como se eu não estivesse ali.
— Vem…
— Que não…
Ele tentou beijá-la para convencê-la; minha parceira o evitou. Eu conhecia minha namorada e sabia que ela estava com tanto tesão que mal conseguia pensar. Ela ia mesmo me trair? Tão fácil assim?
Seus beijos subiram pelo pescoço até as bochechas, mas ela se afastou de novo.
— Não…
— Você está querendo.
— Só sexo… — ela gemeu…
Como ele ainda estava de calça, não havia aquele barulho característico de palmas. Mesmo assim, o som que faziam enquanto transavam estava incomodando. E de repente, sem mais nem menos, ele a afastou e ela saiu do transe.
— Ai, gatinho…! Por que você tira?
— Olha — disse ele, se virando para mim e ignorando ela. — Assim não dá pra foder ela direito. A gente tá mais preocupado em você não pirar do que em aproveitar. Vou levar ela pro seu quarto. Não atrapalha.
Ela é quem devia ter recusado, devia ter dito alguma coisa, qualquer coisa. Em vez disso, se deixou arrastar até meu quarto, olhando pra trás pra me encarar… O mais irônico de tudo? Não fecharam a porta, deixaram entreaberta.
Levantei do sofá e fui atrás, espiando pela fresta e vendo ele jogá-la na cama, de barriga pra cima, pernas abertas.
— Deixa eu te comer sem camisinha, vai. Nós dois vamos curtir muito mais.
— Já falei que não…
— Por que não?
— Porque prometi pro Pablo.
— Quer ele dentro? — perguntou de repente, afastando-se um pouco da cama e enfiando três dedos nela. Minha namorada sussurrava, ele não.
— Sim… Põe dentro.
— Antes me diz: agora você é de quem? Do seu namorado ou minha?
— Do Pablo, sempre — mas pelo jeito que falava, dava pra ver que ela estava com um tesão do caralho. Morrendo de vontade da rola dura que ele tinha pulsando do lado.
— Se quer ele dentro, vai ter que admitir que é minha.
— Não…
— Roubei você do seu namorado. Agora você é minha…
— Não sou sua… — da porta eu via as bocas deles se aproximando cada vez mais a cada frase.
— Agora você é minha…
— Não…
— É minha. Te roubei, gostosa. E você tá gostando, sua putinha.
— Ai, papai… — ela disse antes de ser beijada de um jeito nojento. A língua dele invadiu a boca dela, explorou os dentes, lutou contra a língua dela e quase chegou na campainha. Foi um beijo profundo.
— Vem… Só a cabecinha sem camisinha.
— Não me beija mais assim…
— Por que?
— É gostoso demais…
Ele agarrou o cabelo dela e beijou ainda mais violentamente, enquanto montava em cima e esfregava o pau na barriga dela como um cachorro esfrega no travesseiro. Nicole Ele agarrou o pau como pôde e tirou a camisinha, falhando várias vezes, masturbando ele.
— Outra camisinha… Essa estava suja.
— Não trouxe mais camisinhas.
— Eu te disse para trazer muitas…
— Só trouxe uma. Deixa eu meter só a cabecinha. Isso não é trair seu namorado…
— Já disse que não…
— Só a cabecinha… – repetiu ele, soltando um cuspe longo no clitóris dela antes de cravar a glande entre seus lábios. Estava tão lubrificada que a glande larga e grossa daquele cilindro carnudo foi engolida instantaneamente. — Agora vou te fazer gemer para seu namorado ouvir como você goza comigo.
— Ai, não… – soluçou, cobrindo o rosto com o travesseiro, justo quando ele a enfiou até o fundo. Uma buceta apertada sendo penetrada novamente por aquele pau colossal. — Aiiiiii! – gritou Nicole sob o travesseiro, sem conseguir evitar que ele ouvisse perfeitamente.
Esse filho da puta pareceu gostar de ouvi-la gritar tão alto, talvez sabendo que eu estava olhando. Ele estava fodendo ela sem camisinha, minha namorada… Eu custava a acreditar que ela tivesse cedido tão fácil.
Plas, plas, Plas, plas, Plas, plas… percebi que ele já estava sem calças. Ela sem calcinha… Quando tiraram? Nem notei.
Ele a comeu por um tempo, ouvindo seus gemidos sob o travesseiro, até que se cansou e tirou. Agarrou seu pescoço com as duas mãos e a asfixiou até o ponto de ficar vermelha, mas não lembro de tê-la ouvido reclamar no início.
— Hmm… Nem pense em parar. Mais forte… Alex. Me dá mais forte! – O mencionado obedeceu na hora, apoiou-se no pescoço dela, a ponto de me fazer temer que quebrasse seu pescoço, e acelerou a uma velocidade brutal. Minha namorada sempre teve dificuldade para gozar comigo, mas dessa vez ela pôs a língua para fora e virou os olhos.
Chop, Chop, Chop, Chop, Chop… ¡PLAS, PLAS, PLAS, PLAS! A buceta encharcada da minha namorada recebia cada enfiada com gosto, enquanto eu chorava por não entrar e bater nele. Não sou covarde, esse merda não me assusta… Mas me Ele se sentia traído. Contra o que sentia não havia solução alguma. Ela era a culpada por tudo, a que estava tolerando aquilo. Era livre para escolher, e estava escolhendo a ele.
— Tô me afogando… Tô me afogando… — Nicole conseguiu dizer, completamente perdida e com a língua para fora como se com ela pudesse respirar melhor, mas o fdp não parou, caçando o próprio orgasmo. Apertando os dentes e soltando fios de saliva sobre os peitos e o rosto dela, ele socou a buceta da Nicole como se pagassem por isso. PLAS PLAS PLAS PLAS PLAS—. Vou gozar dentro de você, gostosa!
Vi ela levantar o quadril e abrir ainda mais as pernas, enquanto esticava a língua ainda mais e, de repente, suas pernas morenas começaram a tremer descontroladamente, mostrando que ela estava gozando que nem uma louca.
— Você tá me ordenhando com essa buceta, dá pra ver que quer tudo dentro — ele zombou com malícia enquanto parava as investidas e ficou completamente quieto. Não percebi que aquele porco estava gozando dentro da minha mina… E ela não reclamou nada, mas entendi quando o vi suspirar.
— Ahhh…! — ela murmurou com um gemido muito agudo, quando ele esfregou o pau contra o colo do útero dela. Ainda não soltava o pescoço dela, ele se inclinou para beijar a língua dela enquanto as coxas ainda tremiam. — Ai, papai…
— Gostou?
— Tô muito gostosa…
— Gozei dentro…
— Você é foda… Mas eu tô ainda bem arrechada — em colombiano significa estar com tesão. O tom de voz da Nicole não era de reprovação, mas cúmplice.
— Quer mais?
— Sim, baby…
— Quer mais, putinha?
— Me dá duro… — ela suplicou, agarrando o cabelo dele.
Sem nem tirar, ele retomou a metida. A buceta da minha namorada expelia porra pra fora… O mais certo era que ela nem ficasse grávida, mas pra mim aquele porco estava impregnando o amor da minha vida.
O grandessíssimo filho da puta a abraçou e a fez subir em cima dele. Escorriam pelas coxas dela e pelos ovos dele cascadas brancas e pegajosas pingando no meu colchão.
— Ai… Ai! Que gostoso, papai… — ela gemeu, abraçando ele e Com o queixo delicado apoiado no ombro dele, ela me olhou nos olhos e mordeu o lábio depois de fazer uma careta: “Me perdoa”.
Metendo nela no ar antes de sentar na cama e deixar que ela mesma descesse no pau dele. Ela cavalgou nele, com seu ritmo latino fez as nádegas vibrarem em volta dos dois enormes ovos dele. Dessa vez era ele quem me olhava, sorrindo. Ele enfiou dois dedos no cu dela, algo que ela nunca me deixou fazer… E tudo sem reclamar o mínimo.
Ele agarrou o cabelo dela e a beijou.
— Quero que diga que quer ser mãe.
— Isso não…
— Tô te enchendo de porra.
— Você é mau… — se beijaram, ou melhor, minha namorada o calou com um beijo. Depois de aceitar, ele puxou o cabelo dela e a fez olhar para o teto para chupar o pescoço.
— Vou gozar dentro e vou te fazer mãe. Você vai ter meu filho e cada vez que olhar pra ele, vai saber que é minha — ordenou com malícia. — Agora me diga que vou te engravidar. Que seu namorado ouça. Que ouça que você me escolhe!
— Nãaao! — Sem parar de se enfiar nele, nem perto de parar, ele acelerou o ritmo fazendo um barulho muito maior.
Sem avisar, ele a fez levantar e depois, de forma bruta, a fez deitar de bruços no chão me encarando. O pauzão brilhante e melado dele apontou contra as bundas morenas da Nicole e ele sentou nas coxas dela. Nunca vou esquecer como ela abriu levemente as pernas, deixando ele entrar; enforcando ela nessa posição com uma só mão e com os dois peitões da minha namorada esmagados contra o chão frio… E, de novo, sem reclamar o mínimo.
Devia ser desconfortável, sujo e irritante, mas minha namorada me olhou nos olhos enquanto abria levemente os lábios e soltou um gemido que acabou abafado pela falta de ar.
Essa posição eu adorava fazer com ela, uma em que a cabeça do pau esfrega bem no colo do útero enquanto ela te aperta com as coxas… Mas era aquele filho da puta que estava comendo ela.
— Diga pro seu namorado que você vai ficar grávida de mim — ele disse Olhando para os lábios dela antes de virar o olhar para mim, ele sorriu:
— Fala que você falhou com ele.
— Eu falhei com você, meu amor… Sou uma puta.
— Fala que vai deixar ele te engravidar.
— Meu amor… Não me odeia. Meu sexo é gostoso demais…
— Vou engravidar essa latina gostosa… — ele riu. — Que delícia essa posição…
Nicole rebolava tanto quanto ele movia os quadris, naquele momento percebi que ela estava tentando fazer ele gozar… Talvez eu não estivesse errado.
— Se você rebola essa buceta assim, vai fazer eu gozar… Você não quer que eu goze dentro, né?
— Não… Não consigo parar.
Ele ficou parado, Nicole era a única movendo a bunda e a buceta.
— Vou gozar…
— Não… — ela repetia, mesmo sem parar de se mexer, cada vez mais rápido e mais forte. — Ai… — ela gemeu, fechando os olhos e mordendo os lábios. — Que gostoso… Que gostoso!
Vi ela levantar a bunda e encostar no pelo púbico dele, sem saber quando ele gozou. Os olhos dela estavam em branco, os dois completamente imóveis. Vi a bunda da minha namorada ter espasmos disfarçados. Ele enfiou três dedos na boca dela, que lambeu, parecendo dopada e com a expressão de uma ninfeta satisfeita.
A saliva escorria pelos lábios da minha parceira enquanto aquele cretino esfregava a porra dentro dela.
Ele a deixou ali, deitada e completamente exausta, sentando na cama com o pau brilhante e em repouso…
***
Queria poder dizer que parou por aí, mas não parou. O grande porco saiu do meu quarto, parou do meu lado completamente pelado e sorriu ao passar, trancando-se no banheiro.
Entrei no quarto e parei ao lado dela, agachando e ficando de cócoras. Ajudei ela a se levantar com toda a ternura que pude, levando-a até a cama e deixando-a deitar. Ela começou a chorar, abraçando os próprios joelhos.
— Sinto muito, de verdade. Não sei o que deu em mim…
— Já passou… — disse, acariciando a cabeça dela, mesmo que por dentro eu estivesse destruído. Eu mentiria se dissesse que não senti nojo dela.
— Eu não queria que você me visse assim… Pensei que…
— Tanto assim você gostou…? – ela não respondeu.
Cheguei à conclusão de que era por como eu a tratava, pode ser que ela estivesse mais gordinha que eu, mas o tamanho era praticamente o mesmo. Minha namorada tinha sido seduzida por aquele tesão, e eu podia entender.
Conversamos e ela prometeu que não entraria mais em contato com ele. Que iria bloqueá-lo, e justo quando eu disse que ia expulsá-lo de casa, ele voltou com um cigarro na boca.
— Foi bom esse descanso. Peguei umas frutas pra você… Uma banana e uma mexerica – disse com toda a calma do mundo.
— Já tá na hora de você ir embora – retruquei, levantando-me, matando-o com o olhar.
— Isso ela quem decide – rosnou pra mim, sem se intimidar. Eu sabia que se rolasse briga, nós dois nos foderíamos igual. Mesmo que a atitude dele realmente me intimidasse um pouco, eu tava puto demais pra me importar. – Quer dar uma última foda? – perguntou, avançando em nossa direção e colocando a mão no queixo dela. O polegar dele acabou na língua dela, babando no dedo.
Nicole me olhou e vi que ela estava pensando no assunto, já não chorava. Antes que ela mentisse ou tomasse qualquer decisão, eu tomei por ela.
— Termina e vai embora.
— Tá, tá… O que você mandar – zombou com aquele sorrisinho que me dava tanto nojo.
— Amor… Sai do quarto e fecha a porta… Vou ficar bem, sério. Não quero que você veja…
— Já ouviu. Sai – ele me disse com descaramento, e eu dei um passo à frente.
— Fala comigo assim de novo e eu estraçalho sua boca, palhaço – a única reação dele à minha ameaça foi sorrir.
— Pablo, por favor…
Enquanto me dirigia à porta, vi ele já se masturbando com o pau praticamente duro, vi ela abrir as pernas e me olhar. Vi ele começar a penetrar nela e fechei a porta.
Gostaria de poder dizer que tinha uma câmera dentro do quarto, ou algum jeito de ver o que acontecia lá dentro, mas não foi assim. Ouvi tudo, absolutamente tudo… E não vi nada.
Me custava acreditar que a minha namorada… continuava com vontade de fazer. Sem exagero, nós em menos de vinte e quatro horas chegamos a fazer, no nosso maior recorde, até onze vezes… mas sempre com pausas.
Aquele filho da puta já tinha comido ela duas vezes, e infelizmente pra mim… ele ia comer ela sem parar; além disso, ele demoraria pra ir embora.
— Fecha a porta… — ouvi minha namorada dizer, exausta. Imaginei ela apontando para a fechadura e aquele desgraçado obedecendo.
***
Passei um tempinho tentando escutar, mas só ouvia pequenos ruídos de lençóis e sons molhados. Eles deviam estar se beijando. De vez em quando se ouviam estalidos intensos e ela gemendo.
— Engole minha saliva… Abre a boca, mais… Mais! Tira essa língua tão suja que você tem — ele disse em voz alta, provavelmente pra que eu ouvisse. Imaginei ela exatamente assim e de repente, ouvi ele cuspir.
— Hmm… — a ouvi gemer. As enfiadas se intensificaram —. Ai, sim… Não para — a ouvi dizer —. Você pega gostoso demais… Mete o pau mais fundo… Aí, bem aí. Esse é o ponto…
— Me pede pra te engravidar… — Lembro de esperar ouvir minha namorada recusar, por isso me surpreendeu tanto ela não ter feito isso.
— Quero seu bebê, papi… Assim! Não para! Esfrega as bolas no meu cu… Que gostoso! — minha namorada começou a gritar.
Ouvi um tapa, uma bofetada. Aquele filho da puta estava batendo na minha namorada.
— Mais alto! Que os vizinhos te ouçam! Fala o que você quer.
— Quero que você me encha de porra… — outro tapa —. Ai! Tão forte…! Tô gozando!
— Todas as latinas são umas putas.
— Sou sua putinha, Papi! Tô gozando! — a ouvi dizer enquanto escutava as carnes deles batendo.
PLAP, PLAP, PLAP, PLAP, PLAP… E não ouvi mais nada. Tentei abrir a porta.
— Nicole. Abre a porta, chega. Disse mais uma vez — não ouvia nada dentro do quarto. Imaginei eles se beijando. Bati na porta —. Porra, Nicole! Abre a porra da porta!
— Vaza um pouco, otário! Tô pegando sua mina. Tenha um pouco de dignidade e some.
— Abre a porta e me diz na cara, filho da puta! — gritei.
— Quando acabar eu abro…
***
Devem ter passado como trinta minutos em silêncio, sem fazer absolutamente nada. Por pior que ele fosse, tinha que ter um limite. Mas de repente, ouvi ela gemer… Escutava sussurros entre eles, mas não conseguia entender o que diziam.
— Ai…! – ela gemeu, e poucos segundos depois comecei a ouvir o barulho de líquido.
— Diz que é minha.
— Sou sua. Sou toda sua…
— Abre a boca, vou cuspir em você – ouvi ele fazendo isso. – Como pode ser tão promíscua? Gosta? Hein? Gosta? – ele dizia enquanto ouvia ele batendo nela.
À distância, ouvi a porta da casa abrindo. Minha colega de quarto entrou e logo me encontrou ajoelhado na frente da porta.
— Pablo? Pablo! O que foi?! Por que está chorando? – ela murmurou, totalmente preocupada e com a voz baixa. Logo ela também ouviu o barulho de líquido…
— Ai… Aiiii!
Vi minha colega de quarto tapar a boca, alternando o olhar entre a porta e eu. Logo ela começou a bater na porta.
— Como pode fazer isso com o Pablo, Nicole?! Sai do quarto. Sai, sua puta!
Não tinha percebido que estava chorando, então enxuguei as lágrimas, me levantei e segurei ela pelo pulso.
— Vamos – disse à minha amiga, e embora ela tenha hesitado por alguns segundos, acabou me acompanhando. Fechei a porta do corredor e ela me abraçou, nos sentamos no sofá. Contei a ela tudo o que contei a vocês, e ela me abraçou ainda mais forte. Senti os peitos dela contra meu rosto e isso me fez sentir infinitamente melhor do que momentos antes. Os gemidos ainda chegavam mesmo com as duas portas fechadas… E passou uma hora, e duas horas… Até que o Sergio saiu pela porta. – Não quero te ver de novo na minha casa! Entendeu? – ele rugiu por mim, fazendo ele rir.
— A Nicole fode que é uma maravilha… Vou sair com ela de novo, pode ter certeza – ele cuspiu com malícia antes de ir embora, batendo a porta.
Já não tinha vontade de protestar nem de ir atrás dele, toda a raiva tinha ido embora ao chorar e contar tudo para minha colega de quarto. Vi ela ir até meu quarto e gritar com minha namorada sem que eu as seguisse.
— Você some da minha casa, sua puta. Olha só como você é Puta, tia! Com o tanto que ele te trata bem e você faz uma dessas? – Nicole ia protestar, mas ela tem um temperamento pior. Entre o arrependimento que minha namorada mostrava e a fúria da outra… Ela não disse nada.
— Pablo… Sinto muito – ela se desculpou ao me ver completamente acabado.
— Vaza daqui! Some! – ela rugiu, apontando para a porta, para minha parceira… e ela foi embora.
Parte de mim não queria que ela fosse. Mas eu a odiava e a desprezava. Sei disso porque ainda é o que sinto agora, poucas horas depois de tudo ter acontecido. Talvez eu resolva as coisas com a Nicole, não sei… Escrevo isso de madrugada, tremendo de raiva ou, pensando bem… Talvez seja de excitação.
Minha ex, acho que é a melhor forma de me referir a ela agora, no presente. Ela jura que bloqueou aquele babaca e que está muito arrependida do jeito que agiu. Mas como vou conseguir perdoá-la? Como vou conseguir confiar nela depois de ter visto o que vi?
Mas tem uma coisa que não contei a vocês, e é que agora é com minha colega de apartamento que estou fantasiando. Preciso me explicar para que entendam… Me mudei sozinho aos vinte e três anos e procurei um apartamento compartilhado que pudesse pagar. Minha colega estava insatisfeita com outras duas pessoas com quem dividia o apartamento e aproveitou minha necessidade para encontrar um novo inquilino.
Com uma sorte do caralho, me mudei com ela e vivemos três anos sem problemas ou discussões, já que somos muito compatíveis na convivência. Tenho olhos, e mesmo tendo uma garota solteira tão gostosa – não é tão bonita quanto a Nicole, para ser sincero –, nunca a vi dessa maneira. Ela trouxe muitos caras e garotas para casa, já ficou com várias pessoas e a ouvi incontáveis vezes transando no quarto dela.
E muitas vezes peguei ela me olhando com desejo. Não como colega de apartamento, mas como mulher. Houve épocas em que ela não queria sair para festas nem conhecer pessoas, então a abstinência devia fazer com que ela reparasse em mim.
Nunca correspondi a esse interesse, embora não fosse porque não tinha namorada, mas sim porque estava muito confortável com ela para arriscar nossa boa convivência. Isso mudou quando ela me abraçou no sofá, já que, estando tão furioso e magoado, me deu vontade de transar com ela… E enquanto escrevo isso, admito a vocês, que quero me vingar da minha ex.
Não quero estragar minha amizade com minha colega de apartamento… Mas desde que senti os peitos dela no meu rosto, não parei de imaginar comendo ela. Antes eu gostava de foda suave, mas admito que tenho fantasiado em experimentar esse mesmo jeito de foder que a Nicole experimentou… Afinal, todas as mulheres são umas porcas sedentas por sexo duro.
Admito que gostaria de cuspir na boca da minha amiga, gozar dentro sem camisinha, enforcá-la e fazê-la gemer de prazer como aquele babaca fez com minha namorada… Gostaria de humilhá-la e usar a buceta dela só para meu prazer.
Escrevo isso no calor do momento, e assim que eu me masturbar isso vai passar, mas se por algum acaso eu cometer esse erro… Tenham certeza de que vou contar para vocês. Até lá, vou tentar não me suicidar por estar evitando a Nicole… O amor da minha vida.
Meu nome é Pablo, e não vou me dar ao trabalho de censurar os nomes reais. De todos, exceto um. Tenho vinte e seis anos, e há exatamente um ano e duas semanas conheci minha namorada. Nicole, uma colombiana de Medellín com apenas dezenove anos recém-completados.
Nos conhecemos pelo Badoo: uma plataforma muito usada para transar, embora também sirva para buscar relacionamento. Ela repetia várias vezes que não queria sexo nem namoro, só tinham recomendado o site para fazer amizades. Fui sincero e admiti que não estava fechado a nada.
No primeiro encontro ela estava linda demais, o suficiente para me fazer apaixonar à primeira vista pelo corpão dela e pelos olhos hipnotizantes. Lembro que, ao vê-la pessoalmente pela primeira vez, pensei que ela era mil vezes mais gostosa ao vivo do que em fotos, e olha que nas fotos já era uma beleza que me fez duvidar se era realmente ela. Não sou do tipo tímido ou travado, então naquela primeira vez a fiz rir e me diverti com ela. No nosso segundo encontro, ela ficou muito mais próxima, e no terceiro me beijou. Ela era virgem, por causa de pais que a reprimiram até que ela saiu do país por conta própria. Apesar de eu ter mais experiência, ela não ficava atrás.
De forma natural, ela me dava os melhores beijos de língua que já tocaram meus lábios. Tinha uma sensualidade única para esfregar a bunda no meu pau e sabia muito bem como usar suas armas femininas para me seduzir.
Era uma viciada em punheta e me contou desde o começo; por isso, nossa primeira vez, poucas semanas depois de começarmos a sair, mal doeu, mesmo ela sangrando tanto.
Para entenderem tudo, preciso contar isso: Uma garota boa, não posso negar. Não mentia para mim, não era muito ciumenta nem me dava motivos para Estar nela. Transando ela era completamente desinibida e eu fazia ela gozar praticamente todas as vezes. Algumas vezes mais rápido, outras com mais dificuldade. Ela sempre preferiu sexo suave e romântico, embora nunca me passasse pela cabeça ser violento, ela não reclamava quando eu exagerava na mão… O que não era comum, porque sou um fofo quando se trata de sexo.
Apresentei ela à minha colega de apartamento; e a Nicole me apresentou à tia dela, que era a família com quem ela morava… Pouco mais a dizer. Os meses foram passando: O sexo era bom, bom demais. Sempre soube que ela não fingia porque, além de ser muito óbvio quando ela estava gostando e quando não, ela nunca teve problemas em me dizer quando eu gozava rápido demais ou deixava ela no meio do caminho. Então tudo mudou quando a data do nosso primeiro aniversário de namoro se aproximou. Seus beijos não transmitiam desejo nem prazer, notei que ela estava sem apetite sexual e não conseguia fazer ela gozar. Muitas vezes ela pedia para parar e não aguentava muito.
O resto do relacionamento era perfeito: Confiávamos um no outro, não havia mentiras, éramos carinhosos e dávamos para receber… Mas duas semanas atrás tivemos uma conversa que mudaria tudo.
*** Duas semanas atrás ***
Aos domingos a gente se trancava no meu apartamento, no meu quarto. A gente literalmente curtia fazer ‘’nada’’. Fechávamos a persiana, nos abraçávamos e dormíamos nos provocando para gozar fodendo.
Como estávamos há um tempo com problemas para transar, eu tentei e ela me parou, então ela começou a chorar. Perguntei o que estava acontecendo. O diálogo que vou colocar agora não é exato, pode ter algumas coisas diferentes, mas vou tentar ser o mais fiel possível ao que conversamos:
— Ei… O que foi? – perguntei, abraçando ela e dando um beijo na bochecha.
— Eu estou estragando tudo, né? Não sei o que está acontecendo comigo ultimamente…
— É só uma fase ruim – respondi automaticamente, com a voz mais doce que consegui.
— Não é uma fase ruim, sou eu.
— Amor, ou talvez seja eu… Ultimamente estou fodendo que é uma pena — admiti, envergonhado de mim mesmo. O pouco sexo que tínhamos ultimamente fazia com que eu tivesse muito pouco autocontrole e gozava exageradamente rápido. No máximo, eu chegava a durar dez minutos… No máximo.
— Não é você, sou eu — ela explicou que não tinha vontade de se masturbar, que não me desejava sexualmente e se sentia mal.
— Podemos tentar comprar algum brinquedo… Lubrificantes, sei lá — Apesar de como ela sempre tinha sido uma punheteira, nunca tinha se interessado por consolos ou vibradores —. Ou poderíamos ir ao gineco, ver se…
Não lembro como a conversa continuou exatamente, mas é indiferente. De repente, ela disse:
— E se a gente experimentasse com outras pessoas?
— O quê? — fiquei paralisado; irritado e magoado sem saber o que pensar.
— Transar… com outras pessoas.
— Você está brincando?
— Estou falando sério.
— Nicole… Não acho que eu consiga te compartilhar.
— Seria só sexo. Uma vez só…
— Você está falando sério comigo? — repeti. No fundo, eu acreditava, ou queria acreditar, que ela não estava falando sério.
— É tão ruim assim pra você?
Dou ênfase no fato de que estávamos abraçados na minha cama, a bunda dela colada na minha virilha. A escuridão do quarto era total e não conseguíamos ver os rostos um do outro, então eu não podia saber que expressões ela fazia.
— Você é valiosa demais pra compartilhar. Além disso… O que me garante que você não experimente com um e goste?
— Eu gosto demais de você pra te abandonar.
— Tá. Mas o que te impede de repetir às minhas costas?
— Você não confia em mim? — murmurou, irritada.
— Você sabe que sim.
— Então?
— E se você quiser repetir?
— Eu te diria…
— Não disse que seria só uma vez?
— Bom, tá — ela disse de repente —. Já sei sobre isso, mas… O que você acharia de fazer? — insistiu.
Percebendo que ela praticamente estava insistindo nisso, cedi.
— Bom… Não sei.
— Não sabe?
— Não sei.
— Sério?
— Sim, não sei.
— Eu estava ficando com você — disse ela. O que seguiu essa conversação é irrelevante, porque naquele momento eu tinha certeza de que ela tinha falado sério, e minha namorada defendeu o tempo todo que tinha sido uma brincadeira e uma ideia passageira.
Não voltamos a falar sobre o assunto até uma semana atrás…
*** Uma semana atrás ***
Nossas relações sexuais ao longo da semana passada não melhoraram. Quando chegou o fim de semana, "a brincadeira dela" já tinha me afetado. Comecei a questionar que, se eu a amava tanto, não podia impedi-la de experimentar transar com outro homem se era o que ela realmente queria. Tem que experimentar de tudo nessa vida, e ser tão fechado não pode trazer nada de bom. Então, sendo domingo, quando estávamos abraçados de novo, fui eu quem tocou no assunto.
— Nicole…
— Hum?
— Você quer dar pra outro? — ela não respondeu imediatamente à minha pergunta.
— Ainda nisso? Era brincadeira, já te falei.
— Acho que você falou sério. E acho que você é muito fiel pra ficar insistindo comigo. Lembra que nosso relacionamento é baseado em confiança. Você quer foder com outro cara?
— Sim… Eu gostaria de experimentar.
— Com alguém específico? — Se a resposta fosse positiva, eu sabia que ia doer muito. Porque significaria que já estava tudo pensado antes.
— Não… Seria procurar na internet alguém que pareça bom pra nós dois e… bem. Marco e faço.
— E você me promete que se fizer…?
— Como eu poderia te fazer isso? Já te falei que era uma ideia passageira.
— Se a gente chegasse a um acordo. Seria só uma vez?
— Sim… — concluiu alguns segundos depois, hesitando na resposta.
Ela se mexeu na cama, pegou o celular às cegas e no escuro do meu quarto brilhou a luz ofuscante do smartphone. Vi ela baixar o Badoo, aquele mesmo aplicativo com que nos conhecemos. Antes de se cadastrar de novo — porque a conta que ela tinha foi apagada depois que me conheceu —, ela me questionou olhando nos meus olhos:
— Tem certeza que quer permitir isso?
— Sim… — falei completamente magoado, vendo que ela estava disposta a continuar. Obviamente eu não Eu queria, mas já estava incomodado pelo interesse óbvio dela.
— Tem certeza? — insisti.
— Vejo que você está disposta… — repreendi.
— Estou curiosa… Não quero te pedir um tempo pra ficar com outro, você sabe como penso sobre essas coisas.
— Não sei se seria melhor eu não saber…
— Prefere não saber de nada?
— Agora que você já falou, não tem volta.
— Você também pode fazer… Só uma vez — ela sentenciou, com um tom acusatório no final. — Isso não tem nada a ver com nosso relacionamento. É só… Uma experiência nova.
Nos quinze minutos seguintes, ela criou o perfil: vinculou o número de telefone, verificou a identidade com uma selfie e começou a preencher os detalhes sobre ela. Colocou fotos provocantes, mas nada muito descarado ou desrespeitoso pra mim. Deixou claro que não queria nada sério e que só queria se divertir.
E em menos de meia hora, já tinha mais de quarenta caras enchendo a caixa de entrada: “Tenho vinte centímetros, deixa eu te empalar com ele”, “Que bocetinha gostosa, certeza que engole até as bolas…”, “Gozava dentro e fazia um bom amarre”…
Esses foram os comentários mais “moderados” que ela recebeu, mas ela respondeu a pouquíssimos.
Nicole saiu da minha casa sem ter escolhido ninguém, mas três dias depois me disse que já tinha decidido.
*** Quatro dias atrás ***
— Ele mora perto do Subway — ela me disse por telefone. Eu tinha insistido, porque era um assunto delicado demais pra discutir por WhatsApp.
— E como vão fazer?
— Não posso trazer ele pra cá, então combinamos de ir a um hotel.
— Vão dividir a conta? — perguntei, e seria o normal.
— Não… Vou pagar eu.
Sei que pode parecer idiota, mas me ofendeu que aquele babaca, além de estar prestes a foder minha namorada, que é uma deusa… Não quisesse pagar o quarto do hotel!
— Como assim você vai pagar?
— É coisa minha.
— Você vai pagar pra transar com outro cara?
— Ele não quer pagar quarto de hotel.
— Nicole. Façam aqui em casa.
— O quê?
— Quero que façam Minha casa, é a única condição que te imponho.
— Pablo –raramente me chamava pelo meu nome—: Não vou transar na sua casa. Sabe o quão desconfortável eu ficaria?
— Não acho graça que você fique com um desconhecido num hotel… a noite toda –se fosse só sexo, não teria sido tão insuportável quanto imaginá-la virando a noite e dormindo ao lado daquele desgraçado…—. Quero que seja na minha casa.
— Não sei se ele vai achar graça…
— Se ele não achar graça, então não tem acordo e pronto.
— Vou falar com ele…
Resumindo, o grande filho da puta topou. Nem pensou duas vezes, e eu sei disso porque ontem, sábado, peguei o celular da minha namorada enquanto ela tomava banho. Não gostei nada do que li, mas já não tinha volta. Sei que se eu tivesse proibido ela de encontrar aquele cara, eles teriam marcado pelas minhas costas. Nicole queria muito esse encontro, fosse por curiosidade ou por tesão, e depois de ter sido tão tentada, ela não seria capaz de voltar atrás.
Tinha certeza de que era melhor que tudo acontecesse na minha casa, comigo podendo intervir a qualquer momento… mas eu estava enganado. E isso foi algo que comecei a entender quando li a conversa.
Como já disse, Nicole foi tomar banho e eu, com toda a calma do mundo, desbloqueei o telefone dela, fui no WhatsApp e, ao encontrar uma conversa com o cara que me pareceu sem graça e até suspeitosamente chata, fui direto para uma pasta oculta –que sempre conheci sem que ela soubesse— e procurei no Telegram. Aí é que está… Parte da minha confiança se baseia no fato de que ela tem conversas realmente privadas nesse aplicativo. E nunca encontrei nada realmente suspeito.
Mentiria se dissesse que não comecei a ler a conversa desde o início… E para minha surpresa, eles já conversavam há mais de quatro dias. Aproximadamente, tinham começado a falar vários dias antes dela ter feito aquela brincadeira de transar com outro “por curiosidade”.
Ele se apresentou como o cara do Badoo, essa foi a primeira mensagem. Como eles puderam se conhecer se Nicole supostamente não tinha conta? E só criaria uma semana depois, quando a fez na minha frente quando chegamos nesse acordo.
O mais suspeito de tudo é que ela corrigiu e disse que se chamava Nicole, não Paula, embora na hora não dei importância, já que estava mais concentrado em ler e não ser descoberto do que em entender o que estava escrito.
Ela confessou ter namorado e disse que não estava interessada em transar. Ele respondeu que era uma pena porque ela estava muito gostosa e ele estava muito atraído. A conversa era bem longa. Embora várias vezes Nicole quase traísse ao flertar por escrito com esse "moleque". Pulei horas ignorando mensagens sem relevância. Algumas mais picantes que outras falando de sexo, mas nada até três dias atrás.
“Meu namorado topou…”
“Tenho permissão pra te comer?”
“Nem eu acredito…”
“Já tinha te dado como perdida quando você disse que tinha namorado.”
“Não é certo… Eu amo ele e não quero trair. Se por qualquer motivo ele voltar atrás, não vai acontecer nada.”
“Mas por enquanto você vai ser minha por um dia…”
“É, parece que sim…”
Vou omitir dar importância a muitas mensagens de tesão que li e que me deixaram muito puto. Alguma foto ou vídeo provocante da Nicole. Alguma foto do pauzão do pivete… Me senti impotente, odiei ela, pensei em terminar e cuspir na cara dela. Mas não fiz… Não fiz nada exceto me mostrar mais distante do que o normal, embora antes de sair li a última coisa que escreveram:
“Amanhã é o dia…”
“Vamos fazer com camisinha.”
“Tá…” – ele respondeu.
“Nada de fazer sem camisinha, por mais vontade que você tenha…”
“Tá…” – ele respondeu de novo.
“Que suspeito você não insistir…”
“Não quero te dar nenhuma desculpa pra voltar atrás.”
“Tem certeza que amanhã não vai implorar pra fazer sem?”
“Bom… Se colar…”
“Não vai colar. Não estou tomando pílula.”
“Você me disse que com seu namorado fazia sem camisinha” – Fiquei gelado ao descobrir que Nicole contava nossas intimidades. Era uma das muitas coisas que tinha passado despercebida quando pulei a conversa.
“Meu namorado é meu namorado, e você é você. Isso aqui é só pra experimentar com outro cara, e claro que é com o consentimento dele… Não estrague.”
“Se dependesse de você, me deixaria fazer sem camisinha.”
“Talvez…”
“Não vai me dizer que sem camisinha não é mais gostoso?”
Era verdade. Nicole e eu, desde que nos conhecemos, tivemos um vai e vem sobre transar sem camisinha. Gostávamos demais do risco, do tesão de ela poder engravidar. O perigo que excitava tanto a gente e deixava tudo mais delicioso.
Por isso doeu tanto ler como esse mesmo jogo tinha sido explorado por aquele filho da puta.
“Sim… É mais gostoso.”
“Bom, amanhã a gente esquece e nada acontece…”
“Com meu namorado tenho umas condições pra fazer isso e pretendo cumpri-las.”
“Quais?” – perguntou depois de mandar um monte de emojis rindo.
“Nada de beijos na boca, fazer com camisinha e apagar seu número quando a gente se despedir.”
“E as conversas do WhatsApp?”
“Você sabe que por lá não.”
“E por aqui sim?”
“Ele não sabe que tenho Telegram.”
“Acho que não vou conseguir evitar nenhuma das três coisas…” – zoou aquele babaca, se referindo às únicas três condições que tinha imposto à minha namorada. Nicole só deu risada.
Não sabia que ela sabia, embora ontem tenha parecido compreensível que ela quisesse me poupar do sofrimento de vê-la dando mole pra outro homem. Às vezes, meses atrás, tinha espiado o Telegram dela e não tinha visto nada comprometedor… Até aquele momento.
*** Domingo da traição ***
Minha colega de apartamento – que não vou nomear –, me fez o favor de sair com umas amigas porque avisei que queria intimidade com minha namorada. Ela é uma boa amiga, e por isso mesmo me prometeu avisar se por qualquer coisa precisasse voltar antes da noite. O caso da minha colega de apartamento é à parte, de tão bem que nos damos, e vou falar sobre isso mais pra frente, ela tem tratado super bem e se preocupa mais comigo do que a própria Nicole… Mas como já disse, falo disso mais pra frente.
Tudo isso aconteceu umas dez horas atrás: Era meio-dia, Nicole estava se arrumando no banheiro. Lembro que pouco antes da campainha tocar, vi ela no espelho realçando o decote enquanto passava os últimos retoques no rímel. Ela tava de saia preta, curta e justa. Todo mundo sabe a fama das latinas: São bundudas e peitudas, pois essa é minha namorada. Uma morena de pele cor de café com leite, olhos esbugalhados e lábios carnudos. O cabelo dela é preto como o mar numa noite sem lua e o pescoço parece de porcelana.
Sei que podem pensar que dei muita sorte, mas quando verem como a história vai se desenrolando vão entender por que não é bem assim. Tô apaixonado por essa gostosa, sim. Ainda agora enquanto escrevo. Mesmo odiando ela, mesmo querendo machucá-la com minhas próprias mãos. Não por ter transado com outro cara, com aquele desgraçado, mas por ter me traído daquele jeito. Mas tô me adiantando de novo.
Ela tava de calcinha fio dental preta por baixo da saia e uma blusa justa que não disfarçava os mamilos. Não tava de sutiã e era um pouco mais alta por causa dos saltos que calçava.
— Tem certeza que quer ver? — ela disse, sabendo que faltava pouco pro outro chegar. Já não perguntava mais se eu queria desistir.
— Não posso te deixar sozinha com um desconhecido…
— Vai ser estranho.
— Sei que a ideia é você ficar relaxada… Mas não dá, Nicole. Não dá — repeti.
— Eu sei… Já tá sendo muito você me dar essa chance.
Ela se aproximou e me beijou forte, com língua. Marcando meus lábios com o batom vermelho de puta. A campainha tocou naquele exato momento, como se aquele barulho quisesse nos interromper.
— Lembra… Camisinha, nada de beijos e…
— Bom, essa coisa dos beijos é a única que acho exagero.
— Esses lábios são só meus…
— E se ele me beijar, o que eu faço? — ela deu uma risada. Era uma risadinha nervosa, eufórica. Ela tava com tesão. Senti o cheiro dos hormônios dela à flor da pele, mesmo sem perfume. Era aquele aroma que sempre vinha depois do sexo mais intenso. A campainha tocou de novo.
— Ele chegou… Vou abrir.
Quis gritar pra ela não abrir. Que eu tinha mudado de ideia, mas fiquei calado. Eu mesmo tinha permitido tudo aquilo. Mesmo assim, confiava na minha namorada e que ela cumpriria nosso combinado.
— Você se arrumou toda pra mim? — ouvi aquele imbecil dizer.
— Sim — Nicole respondeu, com uma voz tímida.
Ouvi a porta fechar e os dois entraram na sala de jantar — o cômodo mais amplo do apartamento —, abraçados pela cintura. A mão dele, na bunda dela, enquanto minha namorada passava o braço por cima do ombro dele.
Ele era um pouco mais alto que eu, e supostamente tinha dezoito anos. Era fortão, de academia, com uma cara de arrogante que dava nojo. Se já não gostava dele antes de conhecer, tê-lo na minha frente me fez querer comemorar o dia da morte dele.
Ele parou na minha frente, com minha namorada claramente desconfortável.
— E aí? — ele falou, erguendo o queixo. — Não quero treta, mas vou foder sua namorada… Entendeu, né?
Não concordei nem disse nada, só olhei nos olhos dele. Lembro perfeitamente como meus olhos começaram a arder e uma vontade incontrolável de chorar e de dar um soco nele me invadiu. Meus olhos ficaram úmidos, e isso comoveu minha namorada, embora nenhuma lágrima tenha caído.
Encolhi os ombros.
— Tive uma ideia… — Nicole sussurrou, levando o intruso até o sofá. Ela me fez um sinal com o olhar para que eu me sentasse perto deles.
— Pensei… — ela começou a dizer — que não é justo com o Pablo tudo isso… Então vou fazer com os dois.
Naquele momento, ironicamente, me senti bem. Eu estava prestes a ver minha namorada ser fodida de um jeito sujo — e eu sabia disso —, mas fiquei feliz por ela ter se preocupado comigo. O convidado soltou uma risada e balançou a cabeça.
— Eu não compartilho o que é meu. Não esquenta — ele disse, olhando pra mim —, mas agora ela é minha. Tô roubando ela por um dia.
Dito isso, sem dar tempo pro meu parceiro responder, pegou a bunda dela por cima da minissaia e girou ela, montando-a nas suas pernas com a bunda bem em cima da virilha dele. A saia não dava nem pra cobrir, então só o fio dental separava a buceta dela do zíper da calça.
— Se quer fazer esse experimento direito, tem que esquecer seu namorado… Não gosto de dividir — ele afirmou, antes de começar a morder o pescoço dela. Vi ela abrir a boca e segurar um gemido, me olhando de soslaio. Mantive minha cara de pau, na verdade… Nem sabia que expressão fazer.
Vi ele apalpar aquela bunda que eu tinha tanto orgulho e considerava minha propriedade. Sem nenhum pudor, puxou a saia até a cintura e deixou o fio dental entre as duas nádegas, brincando com ele sem dar trégua pra Nicole.
Brincou com o fio da peça, enfiando ele na boceta dela… Reconheço que me inclinei, e vi a boceta carnuda dela completamente brilhante com o fio esticado entre os lábios. Ele, cujo nome eu não sabia, babava de paixão no pescoço delicado da minha mina. As mãos dele ora estavam na bunda, ora nos peitos, fazendo ela fechar os olhos. Vi ele agarrar o cabelo dela, forçando ela a olhar pro teto e segurar um gemido enquanto esfregava a xota contra o volume que tinha entre as pernas dele…
— A camisinha…
— Já?
— Não aguento mais…
Como nota, tenho que dizer que minha namorada, tão orgulhosa assim… Em um ano inteiro nunca, repito, nunca tinha me implorado pra meter. Era verdade que eu não ficava me fazendo de difícil, mas me incomodou muito ouvir ela se render tão fácil.
— O que você quer?
— Me mete… — sussurrou Nicole, corada, me olhando de passagem.
O desgraçado tirou uma única camisinha do bolso. Só uma… E isso definitivamente me deixou muito desconfiado. O normal seria Nicole, ao ver isso, perguntar por que ele trouxe ou tirou só uma, mas ela não comentou nada.
— Antes você vai me chupar, puta — ele ordenou, jogando a camisinha no assento do sofá. Agarrou ela pelo pelo, com desprezo, e a fez ajoelhar-se a seus pés. Forçando-a a manter a face pressionada contra a calça dele enquanto, de maneira desajeitada, abria o zíper. Surpresa com o tamanho, ela conseguiu tirar da cueca aquele pau que era muito mais grosso que o meu. Não era impressionante tanto pelo comprimento, mas por aquela largura desproporcional.
— Põe a língua pra fora — ordenou, e ela obedeceu.
Começou a masturbá-lo com uma mão enquanto com a outra acariciava seus enormes testículos, batendo a glande coberta pelo prepúcio contra sua língua de cobra. Até eu sentia o cheiro pestilento que aquele membro exalava. Eles se olhavam nos olhos, mas ele não tinha paciência para brincadeiras.
Percebi desde o começo: ele não queria uma "chupadinha", queria vê-la destruída. E com essa aura sádica, agarrou-a pela nuca e enfiou-a fundo na sua boca.
"Cof, cof" Nicole tossiu com o pau cravado na garganta. Pequenos fios de saliva voaram contra seus pelos púbicos; ela aguentou alguns segundos assim até que ele a fez recuar.
— Cospe — Soltou um fiozinho tímido de saliva, e ele insistiu —. Quero bem babado. Cospe direito.
Ela cuspiu uma saliva borbulhante sem parar de masturbá-lo, deixando-a cair sobre a glande.
— Mete a língua aqui… — indicou. E Nicole, deixando-me impressionado com o quão submissa ela estava sendo, tentou enfiar a língua entre a glande e o prepúcio. Começou a puxá-lo com os lábios até deixá-lo totalmente exposto.
Então, agarrou-a novamente pela nuca e começou a foder sua garganta.
— É assim que vou foder sua buceta. Bem forte e sujo… E é assim que sua buceta vai ficar de molhada — prometeu, justo quando cravou a glande contra seu esôfago —. Agghh… Eu poderia gozar só de foder essa boca infiel.
Minha namorada começou a revirar os olhos, ficando roxa. Tossiu novamente e mais fios de saliva se acumularam naqueles pelos púbicos. O rímel havia escorrido completamente, e suas pálpebras… estavam pretos como os de um guaxinim, o que a deixava ainda mais gostosa, se é que isso era possível.
O intruso a soltou de novo, mas antes de deixá-la ficar em pé, fez ela aproveitar uma boa refeição de bolas. Minha namorada enterrou a boca entre as bolas babadas, com o pau batendo no nariz e entre os olhos dela. Dividida entre a necessidade de respirar e continuar chupando as bolas dele. Então ele a fez se levantar e, com o pau duro, colocou a camisinha num instante antes de se sentar.
Nicole não tirou a saia, nem tirou o fio-dental. Só o puxou de lado e começou a descer montada nele. Fez cara de dor, mordendo o canto do lábio.
Vi ele agarrar seus quadris e fazê-la cair de uma vez, conseguindo fazê-la abraçá-lo e abrir a boca completamente perdida.
Eu havia prometido a Nicole que não interferiria, talvez por isso, por ter mais palavra que ela, eu não cheguei a fazer nada. Minha namorada começou a quicar nele, reprimindo seus gemidos.
Eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela fazia aquilo por mim, para que eu não a visse curtindo tanto… Mas as expressões do rosto a entregavam. Quando ele enfiava até o fundo, ela abria a boca como se fosse gemer e franzia a testa; quando ele tirava alguns centímetros do pau, ela mordia os lábios antes de se deixar cair de novo. Suas nádegas batiam com força naquelas bolas enormes.
— Vamos fazer sem camisinha… — ele sussurrou no ouvido dela, como se eu não pudesse ouvir.
— Não… Lembra do que combinamos — eles murmuravam, como se eu não estivesse ali.
— Vem…
— Que não…
Ele tentou beijá-la para convencê-la; minha parceira o evitou. Eu conhecia minha namorada e sabia que ela estava com tanto tesão que mal conseguia pensar. Ela ia mesmo me trair? Tão fácil assim?
Seus beijos subiram pelo pescoço até as bochechas, mas ela se afastou de novo.
— Não…
— Você está querendo.
— Só sexo… — ela gemeu…
Como ele ainda estava de calça, não havia aquele barulho característico de palmas. Mesmo assim, o som que faziam enquanto transavam estava incomodando. E de repente, sem mais nem menos, ele a afastou e ela saiu do transe.
— Ai, gatinho…! Por que você tira?
— Olha — disse ele, se virando para mim e ignorando ela. — Assim não dá pra foder ela direito. A gente tá mais preocupado em você não pirar do que em aproveitar. Vou levar ela pro seu quarto. Não atrapalha.
Ela é quem devia ter recusado, devia ter dito alguma coisa, qualquer coisa. Em vez disso, se deixou arrastar até meu quarto, olhando pra trás pra me encarar… O mais irônico de tudo? Não fecharam a porta, deixaram entreaberta.
Levantei do sofá e fui atrás, espiando pela fresta e vendo ele jogá-la na cama, de barriga pra cima, pernas abertas.
— Deixa eu te comer sem camisinha, vai. Nós dois vamos curtir muito mais.
— Já falei que não…
— Por que não?
— Porque prometi pro Pablo.
— Quer ele dentro? — perguntou de repente, afastando-se um pouco da cama e enfiando três dedos nela. Minha namorada sussurrava, ele não.
— Sim… Põe dentro.
— Antes me diz: agora você é de quem? Do seu namorado ou minha?
— Do Pablo, sempre — mas pelo jeito que falava, dava pra ver que ela estava com um tesão do caralho. Morrendo de vontade da rola dura que ele tinha pulsando do lado.
— Se quer ele dentro, vai ter que admitir que é minha.
— Não…
— Roubei você do seu namorado. Agora você é minha…
— Não sou sua… — da porta eu via as bocas deles se aproximando cada vez mais a cada frase.
— Agora você é minha…
— Não…
— É minha. Te roubei, gostosa. E você tá gostando, sua putinha.
— Ai, papai… — ela disse antes de ser beijada de um jeito nojento. A língua dele invadiu a boca dela, explorou os dentes, lutou contra a língua dela e quase chegou na campainha. Foi um beijo profundo.
— Vem… Só a cabecinha sem camisinha.
— Não me beija mais assim…
— Por que?
— É gostoso demais…
Ele agarrou o cabelo dela e beijou ainda mais violentamente, enquanto montava em cima e esfregava o pau na barriga dela como um cachorro esfrega no travesseiro. Nicole Ele agarrou o pau como pôde e tirou a camisinha, falhando várias vezes, masturbando ele.
— Outra camisinha… Essa estava suja.
— Não trouxe mais camisinhas.
— Eu te disse para trazer muitas…
— Só trouxe uma. Deixa eu meter só a cabecinha. Isso não é trair seu namorado…
— Já disse que não…
— Só a cabecinha… – repetiu ele, soltando um cuspe longo no clitóris dela antes de cravar a glande entre seus lábios. Estava tão lubrificada que a glande larga e grossa daquele cilindro carnudo foi engolida instantaneamente. — Agora vou te fazer gemer para seu namorado ouvir como você goza comigo.
— Ai, não… – soluçou, cobrindo o rosto com o travesseiro, justo quando ele a enfiou até o fundo. Uma buceta apertada sendo penetrada novamente por aquele pau colossal. — Aiiiiii! – gritou Nicole sob o travesseiro, sem conseguir evitar que ele ouvisse perfeitamente.
Esse filho da puta pareceu gostar de ouvi-la gritar tão alto, talvez sabendo que eu estava olhando. Ele estava fodendo ela sem camisinha, minha namorada… Eu custava a acreditar que ela tivesse cedido tão fácil.
Plas, plas, Plas, plas, Plas, plas… percebi que ele já estava sem calças. Ela sem calcinha… Quando tiraram? Nem notei.
Ele a comeu por um tempo, ouvindo seus gemidos sob o travesseiro, até que se cansou e tirou. Agarrou seu pescoço com as duas mãos e a asfixiou até o ponto de ficar vermelha, mas não lembro de tê-la ouvido reclamar no início.
— Hmm… Nem pense em parar. Mais forte… Alex. Me dá mais forte! – O mencionado obedeceu na hora, apoiou-se no pescoço dela, a ponto de me fazer temer que quebrasse seu pescoço, e acelerou a uma velocidade brutal. Minha namorada sempre teve dificuldade para gozar comigo, mas dessa vez ela pôs a língua para fora e virou os olhos.
Chop, Chop, Chop, Chop, Chop… ¡PLAS, PLAS, PLAS, PLAS! A buceta encharcada da minha namorada recebia cada enfiada com gosto, enquanto eu chorava por não entrar e bater nele. Não sou covarde, esse merda não me assusta… Mas me Ele se sentia traído. Contra o que sentia não havia solução alguma. Ela era a culpada por tudo, a que estava tolerando aquilo. Era livre para escolher, e estava escolhendo a ele.
— Tô me afogando… Tô me afogando… — Nicole conseguiu dizer, completamente perdida e com a língua para fora como se com ela pudesse respirar melhor, mas o fdp não parou, caçando o próprio orgasmo. Apertando os dentes e soltando fios de saliva sobre os peitos e o rosto dela, ele socou a buceta da Nicole como se pagassem por isso. PLAS PLAS PLAS PLAS PLAS—. Vou gozar dentro de você, gostosa!
Vi ela levantar o quadril e abrir ainda mais as pernas, enquanto esticava a língua ainda mais e, de repente, suas pernas morenas começaram a tremer descontroladamente, mostrando que ela estava gozando que nem uma louca.
— Você tá me ordenhando com essa buceta, dá pra ver que quer tudo dentro — ele zombou com malícia enquanto parava as investidas e ficou completamente quieto. Não percebi que aquele porco estava gozando dentro da minha mina… E ela não reclamou nada, mas entendi quando o vi suspirar.
— Ahhh…! — ela murmurou com um gemido muito agudo, quando ele esfregou o pau contra o colo do útero dela. Ainda não soltava o pescoço dela, ele se inclinou para beijar a língua dela enquanto as coxas ainda tremiam. — Ai, papai…
— Gostou?
— Tô muito gostosa…
— Gozei dentro…
— Você é foda… Mas eu tô ainda bem arrechada — em colombiano significa estar com tesão. O tom de voz da Nicole não era de reprovação, mas cúmplice.
— Quer mais?
— Sim, baby…
— Quer mais, putinha?
— Me dá duro… — ela suplicou, agarrando o cabelo dele.
Sem nem tirar, ele retomou a metida. A buceta da minha namorada expelia porra pra fora… O mais certo era que ela nem ficasse grávida, mas pra mim aquele porco estava impregnando o amor da minha vida.
O grandessíssimo filho da puta a abraçou e a fez subir em cima dele. Escorriam pelas coxas dela e pelos ovos dele cascadas brancas e pegajosas pingando no meu colchão.
— Ai… Ai! Que gostoso, papai… — ela gemeu, abraçando ele e Com o queixo delicado apoiado no ombro dele, ela me olhou nos olhos e mordeu o lábio depois de fazer uma careta: “Me perdoa”.
Metendo nela no ar antes de sentar na cama e deixar que ela mesma descesse no pau dele. Ela cavalgou nele, com seu ritmo latino fez as nádegas vibrarem em volta dos dois enormes ovos dele. Dessa vez era ele quem me olhava, sorrindo. Ele enfiou dois dedos no cu dela, algo que ela nunca me deixou fazer… E tudo sem reclamar o mínimo.
Ele agarrou o cabelo dela e a beijou.
— Quero que diga que quer ser mãe.
— Isso não…
— Tô te enchendo de porra.
— Você é mau… — se beijaram, ou melhor, minha namorada o calou com um beijo. Depois de aceitar, ele puxou o cabelo dela e a fez olhar para o teto para chupar o pescoço.
— Vou gozar dentro e vou te fazer mãe. Você vai ter meu filho e cada vez que olhar pra ele, vai saber que é minha — ordenou com malícia. — Agora me diga que vou te engravidar. Que seu namorado ouça. Que ouça que você me escolhe!
— Nãaao! — Sem parar de se enfiar nele, nem perto de parar, ele acelerou o ritmo fazendo um barulho muito maior.
Sem avisar, ele a fez levantar e depois, de forma bruta, a fez deitar de bruços no chão me encarando. O pauzão brilhante e melado dele apontou contra as bundas morenas da Nicole e ele sentou nas coxas dela. Nunca vou esquecer como ela abriu levemente as pernas, deixando ele entrar; enforcando ela nessa posição com uma só mão e com os dois peitões da minha namorada esmagados contra o chão frio… E, de novo, sem reclamar o mínimo.
Devia ser desconfortável, sujo e irritante, mas minha namorada me olhou nos olhos enquanto abria levemente os lábios e soltou um gemido que acabou abafado pela falta de ar.
Essa posição eu adorava fazer com ela, uma em que a cabeça do pau esfrega bem no colo do útero enquanto ela te aperta com as coxas… Mas era aquele filho da puta que estava comendo ela.
— Diga pro seu namorado que você vai ficar grávida de mim — ele disse Olhando para os lábios dela antes de virar o olhar para mim, ele sorriu:
— Fala que você falhou com ele.
— Eu falhei com você, meu amor… Sou uma puta.
— Fala que vai deixar ele te engravidar.
— Meu amor… Não me odeia. Meu sexo é gostoso demais…
— Vou engravidar essa latina gostosa… — ele riu. — Que delícia essa posição…
Nicole rebolava tanto quanto ele movia os quadris, naquele momento percebi que ela estava tentando fazer ele gozar… Talvez eu não estivesse errado.
— Se você rebola essa buceta assim, vai fazer eu gozar… Você não quer que eu goze dentro, né?
— Não… Não consigo parar.
Ele ficou parado, Nicole era a única movendo a bunda e a buceta.
— Vou gozar…
— Não… — ela repetia, mesmo sem parar de se mexer, cada vez mais rápido e mais forte. — Ai… — ela gemeu, fechando os olhos e mordendo os lábios. — Que gostoso… Que gostoso!
Vi ela levantar a bunda e encostar no pelo púbico dele, sem saber quando ele gozou. Os olhos dela estavam em branco, os dois completamente imóveis. Vi a bunda da minha namorada ter espasmos disfarçados. Ele enfiou três dedos na boca dela, que lambeu, parecendo dopada e com a expressão de uma ninfeta satisfeita.
A saliva escorria pelos lábios da minha parceira enquanto aquele cretino esfregava a porra dentro dela.
Ele a deixou ali, deitada e completamente exausta, sentando na cama com o pau brilhante e em repouso…
***
Queria poder dizer que parou por aí, mas não parou. O grande porco saiu do meu quarto, parou do meu lado completamente pelado e sorriu ao passar, trancando-se no banheiro.
Entrei no quarto e parei ao lado dela, agachando e ficando de cócoras. Ajudei ela a se levantar com toda a ternura que pude, levando-a até a cama e deixando-a deitar. Ela começou a chorar, abraçando os próprios joelhos.
— Sinto muito, de verdade. Não sei o que deu em mim…
— Já passou… — disse, acariciando a cabeça dela, mesmo que por dentro eu estivesse destruído. Eu mentiria se dissesse que não senti nojo dela.
— Eu não queria que você me visse assim… Pensei que…
— Tanto assim você gostou…? – ela não respondeu.
Cheguei à conclusão de que era por como eu a tratava, pode ser que ela estivesse mais gordinha que eu, mas o tamanho era praticamente o mesmo. Minha namorada tinha sido seduzida por aquele tesão, e eu podia entender.
Conversamos e ela prometeu que não entraria mais em contato com ele. Que iria bloqueá-lo, e justo quando eu disse que ia expulsá-lo de casa, ele voltou com um cigarro na boca.
— Foi bom esse descanso. Peguei umas frutas pra você… Uma banana e uma mexerica – disse com toda a calma do mundo.
— Já tá na hora de você ir embora – retruquei, levantando-me, matando-o com o olhar.
— Isso ela quem decide – rosnou pra mim, sem se intimidar. Eu sabia que se rolasse briga, nós dois nos foderíamos igual. Mesmo que a atitude dele realmente me intimidasse um pouco, eu tava puto demais pra me importar. – Quer dar uma última foda? – perguntou, avançando em nossa direção e colocando a mão no queixo dela. O polegar dele acabou na língua dela, babando no dedo.
Nicole me olhou e vi que ela estava pensando no assunto, já não chorava. Antes que ela mentisse ou tomasse qualquer decisão, eu tomei por ela.
— Termina e vai embora.
— Tá, tá… O que você mandar – zombou com aquele sorrisinho que me dava tanto nojo.
— Amor… Sai do quarto e fecha a porta… Vou ficar bem, sério. Não quero que você veja…
— Já ouviu. Sai – ele me disse com descaramento, e eu dei um passo à frente.
— Fala comigo assim de novo e eu estraçalho sua boca, palhaço – a única reação dele à minha ameaça foi sorrir.
— Pablo, por favor…
Enquanto me dirigia à porta, vi ele já se masturbando com o pau praticamente duro, vi ela abrir as pernas e me olhar. Vi ele começar a penetrar nela e fechei a porta.
Gostaria de poder dizer que tinha uma câmera dentro do quarto, ou algum jeito de ver o que acontecia lá dentro, mas não foi assim. Ouvi tudo, absolutamente tudo… E não vi nada.
Me custava acreditar que a minha namorada… continuava com vontade de fazer. Sem exagero, nós em menos de vinte e quatro horas chegamos a fazer, no nosso maior recorde, até onze vezes… mas sempre com pausas.
Aquele filho da puta já tinha comido ela duas vezes, e infelizmente pra mim… ele ia comer ela sem parar; além disso, ele demoraria pra ir embora.
— Fecha a porta… — ouvi minha namorada dizer, exausta. Imaginei ela apontando para a fechadura e aquele desgraçado obedecendo.
***
Passei um tempinho tentando escutar, mas só ouvia pequenos ruídos de lençóis e sons molhados. Eles deviam estar se beijando. De vez em quando se ouviam estalidos intensos e ela gemendo.
— Engole minha saliva… Abre a boca, mais… Mais! Tira essa língua tão suja que você tem — ele disse em voz alta, provavelmente pra que eu ouvisse. Imaginei ela exatamente assim e de repente, ouvi ele cuspir.
— Hmm… — a ouvi gemer. As enfiadas se intensificaram —. Ai, sim… Não para — a ouvi dizer —. Você pega gostoso demais… Mete o pau mais fundo… Aí, bem aí. Esse é o ponto…
— Me pede pra te engravidar… — Lembro de esperar ouvir minha namorada recusar, por isso me surpreendeu tanto ela não ter feito isso.
— Quero seu bebê, papi… Assim! Não para! Esfrega as bolas no meu cu… Que gostoso! — minha namorada começou a gritar.
Ouvi um tapa, uma bofetada. Aquele filho da puta estava batendo na minha namorada.
— Mais alto! Que os vizinhos te ouçam! Fala o que você quer.
— Quero que você me encha de porra… — outro tapa —. Ai! Tão forte…! Tô gozando!
— Todas as latinas são umas putas.
— Sou sua putinha, Papi! Tô gozando! — a ouvi dizer enquanto escutava as carnes deles batendo.
PLAP, PLAP, PLAP, PLAP, PLAP… E não ouvi mais nada. Tentei abrir a porta.
— Nicole. Abre a porta, chega. Disse mais uma vez — não ouvia nada dentro do quarto. Imaginei eles se beijando. Bati na porta —. Porra, Nicole! Abre a porra da porta!
— Vaza um pouco, otário! Tô pegando sua mina. Tenha um pouco de dignidade e some.
— Abre a porta e me diz na cara, filho da puta! — gritei.
— Quando acabar eu abro…
***
Devem ter passado como trinta minutos em silêncio, sem fazer absolutamente nada. Por pior que ele fosse, tinha que ter um limite. Mas de repente, ouvi ela gemer… Escutava sussurros entre eles, mas não conseguia entender o que diziam.
— Ai…! – ela gemeu, e poucos segundos depois comecei a ouvir o barulho de líquido.
— Diz que é minha.
— Sou sua. Sou toda sua…
— Abre a boca, vou cuspir em você – ouvi ele fazendo isso. – Como pode ser tão promíscua? Gosta? Hein? Gosta? – ele dizia enquanto ouvia ele batendo nela.
À distância, ouvi a porta da casa abrindo. Minha colega de quarto entrou e logo me encontrou ajoelhado na frente da porta.
— Pablo? Pablo! O que foi?! Por que está chorando? – ela murmurou, totalmente preocupada e com a voz baixa. Logo ela também ouviu o barulho de líquido…
— Ai… Aiiii!
Vi minha colega de quarto tapar a boca, alternando o olhar entre a porta e eu. Logo ela começou a bater na porta.
— Como pode fazer isso com o Pablo, Nicole?! Sai do quarto. Sai, sua puta!
Não tinha percebido que estava chorando, então enxuguei as lágrimas, me levantei e segurei ela pelo pulso.
— Vamos – disse à minha amiga, e embora ela tenha hesitado por alguns segundos, acabou me acompanhando. Fechei a porta do corredor e ela me abraçou, nos sentamos no sofá. Contei a ela tudo o que contei a vocês, e ela me abraçou ainda mais forte. Senti os peitos dela contra meu rosto e isso me fez sentir infinitamente melhor do que momentos antes. Os gemidos ainda chegavam mesmo com as duas portas fechadas… E passou uma hora, e duas horas… Até que o Sergio saiu pela porta. – Não quero te ver de novo na minha casa! Entendeu? – ele rugiu por mim, fazendo ele rir.
— A Nicole fode que é uma maravilha… Vou sair com ela de novo, pode ter certeza – ele cuspiu com malícia antes de ir embora, batendo a porta.
Já não tinha vontade de protestar nem de ir atrás dele, toda a raiva tinha ido embora ao chorar e contar tudo para minha colega de quarto. Vi ela ir até meu quarto e gritar com minha namorada sem que eu as seguisse.
— Você some da minha casa, sua puta. Olha só como você é Puta, tia! Com o tanto que ele te trata bem e você faz uma dessas? – Nicole ia protestar, mas ela tem um temperamento pior. Entre o arrependimento que minha namorada mostrava e a fúria da outra… Ela não disse nada.
— Pablo… Sinto muito – ela se desculpou ao me ver completamente acabado.
— Vaza daqui! Some! – ela rugiu, apontando para a porta, para minha parceira… e ela foi embora.
Parte de mim não queria que ela fosse. Mas eu a odiava e a desprezava. Sei disso porque ainda é o que sinto agora, poucas horas depois de tudo ter acontecido. Talvez eu resolva as coisas com a Nicole, não sei… Escrevo isso de madrugada, tremendo de raiva ou, pensando bem… Talvez seja de excitação.
Minha ex, acho que é a melhor forma de me referir a ela agora, no presente. Ela jura que bloqueou aquele babaca e que está muito arrependida do jeito que agiu. Mas como vou conseguir perdoá-la? Como vou conseguir confiar nela depois de ter visto o que vi?
Mas tem uma coisa que não contei a vocês, e é que agora é com minha colega de apartamento que estou fantasiando. Preciso me explicar para que entendam… Me mudei sozinho aos vinte e três anos e procurei um apartamento compartilhado que pudesse pagar. Minha colega estava insatisfeita com outras duas pessoas com quem dividia o apartamento e aproveitou minha necessidade para encontrar um novo inquilino.
Com uma sorte do caralho, me mudei com ela e vivemos três anos sem problemas ou discussões, já que somos muito compatíveis na convivência. Tenho olhos, e mesmo tendo uma garota solteira tão gostosa – não é tão bonita quanto a Nicole, para ser sincero –, nunca a vi dessa maneira. Ela trouxe muitos caras e garotas para casa, já ficou com várias pessoas e a ouvi incontáveis vezes transando no quarto dela.
E muitas vezes peguei ela me olhando com desejo. Não como colega de apartamento, mas como mulher. Houve épocas em que ela não queria sair para festas nem conhecer pessoas, então a abstinência devia fazer com que ela reparasse em mim.
Nunca correspondi a esse interesse, embora não fosse porque não tinha namorada, mas sim porque estava muito confortável com ela para arriscar nossa boa convivência. Isso mudou quando ela me abraçou no sofá, já que, estando tão furioso e magoado, me deu vontade de transar com ela… E enquanto escrevo isso, admito a vocês, que quero me vingar da minha ex.
Não quero estragar minha amizade com minha colega de apartamento… Mas desde que senti os peitos dela no meu rosto, não parei de imaginar comendo ela. Antes eu gostava de foda suave, mas admito que tenho fantasiado em experimentar esse mesmo jeito de foder que a Nicole experimentou… Afinal, todas as mulheres são umas porcas sedentas por sexo duro.
Admito que gostaria de cuspir na boca da minha amiga, gozar dentro sem camisinha, enforcá-la e fazê-la gemer de prazer como aquele babaca fez com minha namorada… Gostaria de humilhá-la e usar a buceta dela só para meu prazer.
Escrevo isso no calor do momento, e assim que eu me masturbar isso vai passar, mas se por algum acaso eu cometer esse erro… Tenham certeza de que vou contar para vocês. Até lá, vou tentar não me suicidar por estar evitando a Nicole… O amor da minha vida.
15 comentários - Deje que mi novia cojiera con otro y me arrepenti
fuerza hermano