Oi, como sempre, espero que você curta a história.
Aliás, nessa história vão ter umas imagens pra representar o ato do Shibari, só isso, não têm nada a ver com a Saeko.
Se essa é a primeira vez que você lê essa história, pode ler as partes anteriores aqui:
Amante japonesa: http://www.poringa.net/posts/relatos/4109453/Amante-japonesa.htmlAcabei dormindo, estava cansado e me sentia terrível com a ressaca, não queria abrir os olhos, ainda mais quando conseguia sentir que estava sendo acariciado enquanto dormia.
Abri os olhos imediatamente para ver o que era aquilo que me acariciava, e vi Saeko, então foi quando lembrei, fiquei com tesão depois de beber tanto e a carreguei para a cama dela, onde ambos acabamos dormindo. Ela tinha acordado primeiro e se dedicou a acariciar minha cabeça e passar os dedos pelas cicatrizes nas minhas mãos, dava pra ver que ela se preocupava bastante com elas, mesmo sendo feridas antigas que já estavam fechadas.
- Bom dia.
- Bom dia, já estava me perguntando quando você ia me cumprimentar.
- Quando você acordou?
- Não faz muito, minutos antes de eu perceber que você estava acordando... Suas cicatrizes são tão feias, mas você fala como se não fossem importantes.
- Porque não são, aconteceram porque eu fui um idiota quando era criança e só - falei com um tom de brincadeira enquanto olhava minhas mãos e depois olhei pra ela, sua expressão não era alegre nem nada, era preocupada, olhando minha mão e balançando a cabeça pra me encarar nos olhos - Mas... Fico feliz que você se preocupe... Mesmo sendo algo tão pequeno.
Os dois só sorrimos, e imediatamente senti a ressaca, a dor de cabeça foi tão forte que tive que ir ao banheiro para lavar o rosto e tomar um pouco d'água, enquanto Saeko se levantou para ir à cozinha.
Ela me contou que também ficou com ressaca assim que acordou, mas como não queria me acordar, ficou quieta e aguentou a dor de cabeça o máximo que pôde. Nós dois estávamos na cozinha, cuidando de limpar a bagunça que fizemos com as latas de cerveja.
Nos sentamos para conversar mais confortavelmente, o assunto do que fizemos ontem bêbados e com tesão não foi tocado, mantínhamos uma conversa simples, que, de novo, mergulhava na vida do outro sem constrangimento.
Depois de ver as horas e ver que eram oito da manhã, com certeza acordamos às... sete, me levantei e decidi ir embora. Ela tentou me segurar, pedindo pelo menos para eu tomar um café da manhã preparado por ela, mas eu não queria continuar incomodando, então recusei a oferta e saí do apartamento. Me deparei de cara com um casal de idosos japoneses que me olharam, depois olharam para a porta e soltaram uma risadinha enquanto entravam na casa deles. Certamente sabiam que, se eu estava saindo pela porta da Saeko, era porque a gente tinha feito alguma coisa. Me senti um pouco sujo e só pensei: "Preciso de um banho".
Os meses passaram, e meu relacionamento com a Saeko continuou sendo encontros casuais que, na maioria das vezes, terminavam em sexo. Muitas vezes eu estava no controle, e outras ela mudava completamente e decidia fazer tudo sozinha.
Em um dos nossos encontros, Saeko me revelou que tinha um pequeno fetiche com shibari, uma arte japonesa que foca na atração pelo confinamento do corpo através de amarrações, tipo bondage, mas mais centrado na beleza disso. Não é considerado só parte do ato sexual, mas também uma forma de expressão artística, embora venha de um método usado antigamente para prender prisioneiros.
Minha reação foi mínima, porque eu já imaginava. A atitude dela nunca foi de uma mulher puritana, e o jeito que ela age quando a gente conversa é tão diferente de como ela age quando transamos, que eu já estava começando a me preocupar por ela não ter me contado algum fetiche ainda.
Nada de importante aconteceu por um tempo, até que Saeko me convidou de novo para a casa dela e me mostrou uma corda, justamente uma especializada para shibari, para não machucar tanto durante o processo de amarração. Ela só disse: "Você poderia me amarrar?". Eu só peguei a corda e comecei a buscar a melhor forma de fazer isso sem machucá-la.
Depois de possivelmente duas horas, uma pesquisando e outra fazendo, terminei amarrando ela de um jeito em que os braços ficavam atrás das costas e todo o torso era coberto pelas cordas, até tampando seus mamilos, mas criando vários diamantes que deixavam ver um pouco de sua pele. Suas pernas, da mesma forma, estavam amarradas, fazendo-a ficar numa espécie de posição fetal, mas me certifiquei de deixar sua bunda completamente livre, apenas sendo rodeada pelas cordas e destacando-a bastante.
Ver ela daquele jeito quase me deu um infarto. Ela parecia que eu poderia pegar como uma simples mala e mover pela casa toda, com aquele traseiro numa posição que eu poderia fazer o que quisesse.
-
-
- - Disse ela, enquanto estava de lado na cama naquela posição fetal forçada.
Me aproximei para fazer isso, mas parei de repente com a visão daquele traseiro enorme e das coxas. Já estava excitado com toda a situação de amarrar uma mulher nua e deixá-la assim na cama, mas como sempre, aquela bunda não parava de vencer qualquer autocontrole que eu pudesse ter.
Aproximei minha mão das nádegas dela e dei uma pequena carícia. Saeko olhou para mim como pôde ao sentir minha mão, com um sorriso no rosto. Eu sorri de volta e movi minha mão para sua buceta, que tinha dois pedaços da corda rodeando-a. Dei uns pequenos toques para começar a excitá-la, ao que ela respondeu com um pequeno gemido.
Levantei-a pegando pelos ombros para ajustá-la e me dar espaço suficiente. Ela se deixou, já que literalmente não podia se mover, nem mesmo para tentar se acomodar sozinha. Tirei a roupa que estava usando, libertando a ereção terrível que já tinha há um bom tempo. Coloquei uma camisinha, já que Saeko me disse que não era um dia seguro, e me deitei ao seu lado, fazendo uma conchinha, envolvendo seu torso com meu braço e metendo meu pau sem preliminares nem nada, fazendo com que ambos soltássemos um suspiro de prazer em uníssono.
Para contextualizar, Saeko e eu estávamos há duas semanas sem nos ver, pela simples razão de que ambos temos nossas vidas. E mesmo se quisermos ficar juntos como duas pessoas que se deixam levar pela luxúria, eu tenho que estudar na universidade, senão perco a bolsa e me mandam de volta para a Colômbia, e ela precisa trabalhar em... seu bar.
Voltar a sentir o calor do outro depois de duas semanas sem transar foi algo indescritível, tanto que senti a buceta da Saeko ficar tão apertada que não me permitia me mexer, e ela sabia disso, porque começou a mover o quadril como dava para eu sentir a pressão e a xoxota dela me envolvendo ainda mais.
Não aguentei mais e a levantei para colocá-la em cima de mim, ainda estava deitado, então só nos mexemos um pouco. O movimento fez a Saeko relaxar mais e me permitiu finalmente penetrá-la do meu jeito, levantando o quadril para enfiar o mais fundo que dava e puxando de volta ao deitar meu corpo na cama de novo.
Ficamos assim por alguns minutos até que cansei, coloquei a Saeko na cama de novo e comecei a meter nela na mesma posição de colher de antes, ela gemeu enquanto levava minha mão até sua buceta, agora peluda por não se interessar em depilar por saber que eu prefiro assim, para masturbá-la, fazendo ela gozar, causando pressão na sua vagina de novo, não aguentei mais e soltei toda minha porra dentro da camisinha enquanto a beijava de língua.
— Porra, queria aguentar mais, isso só foram sete minutos — falei, parando o beijo para recuperar o fôlego.
— Você se preocupa com isso quando sempre me faz gozar?
— É que também não quero acabar assim do nada e já ter que soltar o nó.
Saeko me olhou de forma malandra, a pintinha debaixo do lábio dela realmente a deixava linda. Ela me pediu para tirar a maioria dos nós e deixar só os braços amarrados, fiz como ela pediu e Saeko se ajoelhou no chão na minha frente.
—— disse ela sorrindo e balançando a cabeça para que eu me aproximasse.
Fiz exatamente como ela pediu, ficando com meu pau bem na frente da boca dela, e sem que eu precisasse pedir, ela começou a me chupar sem hesitar, enfiando tudo de uma vez, me dando uma chupada meio desengonçada por não poder usar os braços, mas que, mesmo assim, estava uma delícia, tanto que me fez gozar mais duas vezes, uma dentro da boca dela e outra em cima da sua bunda.
Depois de tudo isso, soltei ela das amarras e fomos tomar banho juntos de novo, como na primeira vez que nos conhecemos, ficamos na banheira juntos, nos acomodando como dava, acabando numa posição com ela sentada no meu colo, o que me deixou com tesão de novo, e quando saímos do banho, comecei a masturbar a Saeko de novo, coisa que ela não se importou, deixando de boa e até me dizendo que podia me esfregar entre as coxas dela, o que eu fiz sem nem pensar, roçando meu pau duro de novo entre as duas coxas e a buceta dela, brincando com o clitóris e fazendo a gente gozar mais uma vez.
Saindo do banheiro, depois de nos enxaguarmos de novo para tirar todo o suor, Saeko foi direto pro quarto enquanto eu fui pra cozinha pegar um copo d'água, e aí vi uma porta, uma que nunca tinha prestado atenção, que fica bem do lado do quarto da Saeko e do banheiro. A porta sempre ficou fechada, mas só agora parei pra pensar nesse detalhe, mesmo assim, decidi deixar pra lá, já que provavelmente era só um quarto de hóspedes, e fui pro quarto me vestir de novo, beijar ela, apertar forte a bunda dela e ir embora.
Passaram mais alguns meses depois disso, já estávamos em dezembro, quase no nosso segundo ano morando no Japão. Saiba decidiu que a gente devia se encontrar de novo pra celebrar o Natal e o fato de já estarmos há dois anos vivendo como estudantes no Japão, todo mundo concordou, Lisandro e Saiba combinaram que poderíamos convidar qualquer pessoa, o que obviamente era para trazer Hina e Aoi, as duas garotas do karaokê que acabaram virando namoradas deles.
Eu fiquei de convidar a Saeko, que todos já conheciam e se davam super bem com ela, todos menos o Takao, que ainda estava amargurado pelo que aconteceu no dia do karaokê, além de estar meio chateado por ser o único sem namorada, já que o Wilfrido tinha deixado uma no país dele.
Chegou o dia 24 de dezembro e a gente se reuniu num parque, onde o Wilfrido nos surpreendeu trazendo a namorada dele da República Dominicana, uma garota de 21 anos chamada Mariana. A Saeko convidou algumas amigas dela, duas mulheres, uma de 28 chamada Kaori que estava vestida normal pro inverno, e outra de 33 chamada Natsuki, que vinha direto do trabalho no escritório, então estava com o uniforme e uma jaqueta pro frio. A gente já conhecia todas, então não se importou de ter mais gente, nem mesmo o Takao, porque a Natsuki ficou colada nele tentando se esquentar mais.
É melhor eu descrever a Hina, a Aoi e a Natsuki, já que as três vão ter muita importância.
Começando pela Hina, ela é uma jovem de 20 anos e tem um metro e sessenta e cinco, é magrinha, tem os olhos de um tom tão escuro que nem sei de que cor são, o cabelo é marrom tingido e ela é uma gyaru ou gal, que são jovens que seguem a moda de se vestir e agir como adolescentes americanos dos anos oitenta ou noventa, tem vários estilos, mas ela só se maquia um pouco e veste roupas um pouco reveladoras, mesmo assim, ela é bem quieta. O corpo dela não é grande coisa, peitos pequenos que mal se desenvolveram e uma bunda firme mas só um pouco grande. Ela é namorada do Lisandro.
A Aoi tem 22 e mede um metro e sessenta e cinco, o mesmo que o Saiba, que é o namorado dela. A Aoi não curte o estilo gal, então o cabelo dela é daquela cor preta típica japonesa e tem olhos castanhos claros que precisam de óculos por causa da miopia, tem uma pinta como o Da Saeko, mas o dela fica acima do lábio. O corpo dela é muito mais desenvolvido que o da Hina, tudo porque ela praticou kendo na escola e ficou com uns músculos aqui e ali, uma bunda e coxas firmes e uns peitões bons.
A Natsuki tem um metro e sessenta e nove, sendo dois centímetros mais alta que o Takao, tem cabelo curto no estilo bob, olhos puxados e de cor castanho claro, bem chamativos pelo quão brilhantes chegam a ser. Por ser uma mulher adulta como a Saeko, as duas têm um corpo bem parecido, peitos grandes, embora os da Natsuki sejam maiores, mas ela não tem coxas nem uma bunda tão proeminente quanto a dela, já que nunca fez exercícios para aumentar essas partes.
Do parque onde nos reunimos, fomos para o bar da Saeko, que ela decidiu manter fechado só para nós. No momento em que entramos, ela pegou três garrafas: uma de uísque, outra de saquê e outra de vodka, todas separadas para a gente.
A festa começou, todos conversando entre si, bebendo álcool com controle para não acabar vomitando nas ruas ou acordar no dia seguinte que nem um office boy em reunião de empresa. O Wilfrido e a Mariana conversavam com o Saiba e a Aoi, o Lisandro e a Hina jogavam um joguinho com o Takao e a Natsuki. Eles estavam nas cadeiras, enquanto eu estava sentado no balcão, conversando com a Saeko e a Kaori.
-
-
- - Ela disse enquanto tomava outro gole.
-
Todo mundo ficou quieto, incluindo a gente. Os olhares dos meus amigos na minha nuca quase fizeram um buraco.
-É verdade, mano,
"Primeiramente" - cale a boca, filho da puta - falei ameaçando dar um soco nele por falar demais, fazendo todos que falavam e entendiam espanhol rirem - "Agora, eu não disse nada porque não sei se a Saeko gostaria... Já a julgam mal por andar comigo na rua, sem sermos um casal, por isso-" Não pude terminar de falar, interrompido por um beijo de Saeko.
Saeko estava do outro lado do balcão, puxando-me pela gola da camisa, e pela força do seu aperto, dava pra ver que não ia me soltar. Aceitei o beijo, fazendo com que ela finalmente me soltasse. Podia ouvir Saiba e Wilfrido rindo, e pelo canto do olho via Kaori de boca aberta, surpresa com a ousadia de Saeko.
"Eu não me importo com o que gente que não conheço pensa... Se quero ficar com você, essa é minha decisão" - disse assim que começou a se afastar, bebendo outro gole de seu saquê.
"... Entendido... Então, acho que nem preciso mais perguntar" - Não sabia como agir, era a primeira vez que uma mulher se comportava assim comigo. Tenho certeza que meu rosto estava vermelho de vergonha por parecer um idiota.
"Não, quero que me pergunte"
Natsuki se levantou da mesa dela e se aproximou, me mantendo sentado, com um olhar típico de amiga querendo ver a reação do cara que tá saindo com sua amiga. Kaori me olhava do mesmo jeito, então não dava pra mudar de assunto e perguntar depois.
"Saeko Nakamura... Você quer namorar comigo?"
As três se entreolharam e sorriram. Saeko assentiu e se inclinou para que eu a beijasse de novo, o que fiz com gosto, porque eu realmente estava começando a amá-la. Assim que nos separamos, todos começaram a tirar sarro de mim. Tive sorte que meu celular começou a tocar, me dando uma desculpa para escapar daquela situação. Quando saí, olhei De quem era a ligação, mas era um número desconhecido que vinha da Colômbia.
- Alô?
- Quando você pensa em voltar? - A voz era da minha ex, Andrea, como eu disse antes, uma mulher ciumenta, mandona, controladora e possessiva.
- Por acaso você trocou de número ou algo assim? Porque lembro de ter te bloqueado.
- Isso não é da sua conta, e é melhor você me ouvir, quero que volte para a Colômbia e a gente volte, porque eu te perdoo.
- Espera aí, desde quando você manda em mim? E ainda "me perdoa"? Olha aqui, sua malparida, você me tratava como um maldito boneco de pano, eu não podia ir contra o que você queria fazer, se eu falava com alguma das minhas amigas ou até mesmo se era uma colega de turma antiga, você ficava louca e não falava comigo por semanas.
- Malparida? Malparida é a sua mãe! É sempre a mesma merda com você, reclama por coisas estúpidas! - Assim que ouvi ela dizer isso, perdi a paciência completamente.
- Olha, é melhor você me esquecer, porque não penso em voltar para a Colômbia por agora, e muito menos para te ver, e não me liga de novo, que eu te prometo que você não vai conseguir nada, vou te bloquear assim que perceber que é você de novo, tchau.
Desliguei a chamada antes que ela pudesse responder, pude ouvi-la prestes a gritar comigo, então pelo menos me poupei a dor de ouvido, bloqueei imediatamente o número com o qual ela me ligou e entrei no bar, Lisandro e Takao estavam na porta, certamente tinham ouvido a ligação.
- Cara, nunca tinha te ouvido falar assim. Quem era?
- Minha ex.
- Sério? Do que vocês falaram?
- Nada importante, só que a metida saiu dizendo que me "perdoava".
Os dois se olharam levantando uma sobrancelha, já antes eu tinha recebido uma ligação dela me xingando quando a "abandonei" ao vir para o Japão, e os dois ouviram, então ambos conhecem bem o tipo de pessoa que ela é.
- É... Mas onde estão Saeko e Wilfrido? - Perguntei ao notar que os dois não estavam, mas justo nesse momento eles apareceram descendo uma escada carregando uma máquina. Colocaram a máquina no chão e Wilfrido subiu as escadas correndo de novo, enquanto Saeko conectava a máquina a uma TV que tinha na parede. Natsuki e Hina se levantaram das cadeiras ao perceberem que era a máquina, o mesmo com Takao, que saiu correndo na direção dela.
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Takao comemorou levantando as mãos, acho que finalmente aceitava a Saeko e a "perdoava" por me fazer abandoná-los. "Like a Dragon" ou Yakuza, que é o nome traduzido internacionalmente, é uma saga de jogos da Sega focada na história de um integrante da máfia japonesa, é um drama criminal e é o jogo favorito do Takao, de onde vem sua música favorita "Pride from Despair".
No jogo, se você tá meio cansado da história, pode passar o tempo fazendo qualquer outra coisa que quiser, jogar boliche, apostar ou ir a um karaokê, e Pride from Despair vem de um karaokê do segundo jogo.
Assim que Wilfrido desceu as escadas com os microfones, Takao pegou um da mão dele, já foi procurando a música, colocou e começou a cantar com tudo.
A música fala sobre viver a vida mesmo que você tenha que aguentar coisas injustas, que sempre mantenha a cabeça erguida, mesmo se for engolido pelo desespero. Takao terminou de cantar e todos batemos palmas, ele sabia de cor, e até conseguia manter o mesmo tom de voz do dublador do protagonista.
Em vez de outro pular para escolher uma música para cantar, Mariana começou a pedir para o Wilfrido cantar uma música em espanhol.
- Pra quê? Os únicos que entenderiam seriam Takao e Saiba, Natsuki, Saeko, Kaori, Hina e Aoi não sabem - - respondeu Saiba, que explicou a situação para as garotas e elas também começaram a implorar para ouvi-lo.
No final, Wilfrido cedeu e pediu para mim e Lisandro darmos o ritmo, e então, começou a cantar "Volveré" de Wilfrido Vargas, na versão da Ruby Pérez. Para quem nunca ouviu por não gostar de merengue, Volveré é sobre um romance entre um marinheiro e uma mulher que o recebe no porto, os dois se apaixonam e o marinheiro, no dia que vai embora, deixa um anel para a mulher para que, quando ele voltar, possa recuperá-lo.
Wilfrido terminou de cantar e dava pra ver que a vergonha estava começando a bater. A voz dele era meio grave, então não saía tão melodiosa, mas dava pra curtir. Quando explicamos para as garotas o que a música significava, todas disseram a mesma coisa.
-
Os aplausos direcionados a ele o fizeram ficar mais envergonhado e ele acabou sentando para tomar mais do seu vodka.
As próximas a cantar foram Aoi e Hina, que procuraram e encontraram uma música antiga do Japão, chamada "Stay With Me", ou seja, fique comigo, o nome é bem descritivo.
A noite seguiu, Saiba se levantou e cantou "Dragostea Din Tei", traduzida literalmente para "O amor do tilo", uma música romena que é mais conhecida como o "Numa Numa".
Ele cantou duas versões, a japonesa, que, por algum motivo, fala puramente de sexo, e a original, porque todo mundo pediu para ele cantar depois que ele cantou a primeira só de brincadeira. O amor do tilo é uma música de amor entre três homens e uma mulher, cada um chamando ela e dando razões para que ela os escolha.
Lisandro cantou Rasputín, Mariana tentou cantar junto com Wilfrido Colgando en tus manos, Natsuki e Kaori cantaram a abertura de Sailor Moon e me obrigaram a cantar também. como eu era o único que falava espanhol, acabei cantando "Ay love" do Cuco Valoy.
Todos nós já tínhamos cantado, menos a Saeko, que se levantou meio bêbada do meu colo, porque sim, ela tinha decidido sentar no meu colo, então eu tive que disfarçar como pude a ereção que deu de ter a bunda dela tão perto do meu pau. Ela ficou procurando nas músicas da máquina, até encontrar outra da saga Yakuza, chamada "Rouge of Love", que traduz como "amor avermelhado".
A música, que não era só uma das favoritas do Takao, mas de todos nós, começamos a fazer as mesmas falas de alguns personagens que acompanhavam a cantora, porque para cantar Rouge of Love, você precisa levar uma mulher com você para o karaokê.
A música é meio triste, porque conta a história de uma mulher que já não sabe mais amar, se deixando levar pelos desejos, usando maquiagem para esconder o que ela acha que é um rosto indigno de ser amado, por fazer cirurgias e por ter sofrido com desilusões amorosas anteriores.
Saímos todos do bar por volta das dez da noite, estávamos muito bêbados, dava para perceber pelo jeito que a gente andava, mas os únicos que não estavam tão fodidos eram o Wilfrido e a Mariana.
— Ei, eu vou direto para o meu apartamento, se vocês decidirem fazer mais alguma coisa, façam sozinhos, a Mariana só vai ficar uma semana, então quero aproveitar o tempo com ela.
Nos despedimos deles e todos começamos a andar, a Kaori tinha ido embora há muito tempo, porque precisava voltar ao trabalho cedo, então a Natsuki ficou colada no Takao a noite toda, quando de repente ela disse:
— — Quando ela falou isso, todos paramos de andar, já que o que ela disse era literalmente para irmos todos juntos para um motel.Vou ser sincero com vocês, essa parte acabou ficando mais longa do que eu esperava, então vou parar por aqui agora. Queria continuar e deixar mais adiantado, mas isso ia ficar enorme. Espero que tenham gostado, deixo o link pra próxima parte aqui embaixo:
Amante japonesa parte IV: http://www.poringa.net/posts/relatos/4193574/Amante-japonesa-parte-IV.html
Se tiverem interesse, podem ler outra história minha:
Casa compartilhada: https://m.poringa.net/posts/relatos/4105810/Casa-compartida.html
Falou!
Abri os olhos imediatamente para ver o que era aquilo que me acariciava, e vi Saeko, então foi quando lembrei, fiquei com tesão depois de beber tanto e a carreguei para a cama dela, onde ambos acabamos dormindo. Ela tinha acordado primeiro e se dedicou a acariciar minha cabeça e passar os dedos pelas cicatrizes nas minhas mãos, dava pra ver que ela se preocupava bastante com elas, mesmo sendo feridas antigas que já estavam fechadas.
- Bom dia.
- Bom dia, já estava me perguntando quando você ia me cumprimentar.
- Quando você acordou?
- Não faz muito, minutos antes de eu perceber que você estava acordando... Suas cicatrizes são tão feias, mas você fala como se não fossem importantes.
- Porque não são, aconteceram porque eu fui um idiota quando era criança e só - falei com um tom de brincadeira enquanto olhava minhas mãos e depois olhei pra ela, sua expressão não era alegre nem nada, era preocupada, olhando minha mão e balançando a cabeça pra me encarar nos olhos - Mas... Fico feliz que você se preocupe... Mesmo sendo algo tão pequeno.
Os dois só sorrimos, e imediatamente senti a ressaca, a dor de cabeça foi tão forte que tive que ir ao banheiro para lavar o rosto e tomar um pouco d'água, enquanto Saeko se levantou para ir à cozinha.
Ela me contou que também ficou com ressaca assim que acordou, mas como não queria me acordar, ficou quieta e aguentou a dor de cabeça o máximo que pôde. Nós dois estávamos na cozinha, cuidando de limpar a bagunça que fizemos com as latas de cerveja.
Nos sentamos para conversar mais confortavelmente, o assunto do que fizemos ontem bêbados e com tesão não foi tocado, mantínhamos uma conversa simples, que, de novo, mergulhava na vida do outro sem constrangimento.
Depois de ver as horas e ver que eram oito da manhã, com certeza acordamos às... sete, me levantei e decidi ir embora. Ela tentou me segurar, pedindo pelo menos para eu tomar um café da manhã preparado por ela, mas eu não queria continuar incomodando, então recusei a oferta e saí do apartamento. Me deparei de cara com um casal de idosos japoneses que me olharam, depois olharam para a porta e soltaram uma risadinha enquanto entravam na casa deles. Certamente sabiam que, se eu estava saindo pela porta da Saeko, era porque a gente tinha feito alguma coisa. Me senti um pouco sujo e só pensei: "Preciso de um banho".
Os meses passaram, e meu relacionamento com a Saeko continuou sendo encontros casuais que, na maioria das vezes, terminavam em sexo. Muitas vezes eu estava no controle, e outras ela mudava completamente e decidia fazer tudo sozinha.
Em um dos nossos encontros, Saeko me revelou que tinha um pequeno fetiche com shibari, uma arte japonesa que foca na atração pelo confinamento do corpo através de amarrações, tipo bondage, mas mais centrado na beleza disso. Não é considerado só parte do ato sexual, mas também uma forma de expressão artística, embora venha de um método usado antigamente para prender prisioneiros.
Minha reação foi mínima, porque eu já imaginava. A atitude dela nunca foi de uma mulher puritana, e o jeito que ela age quando a gente conversa é tão diferente de como ela age quando transamos, que eu já estava começando a me preocupar por ela não ter me contado algum fetiche ainda.
Nada de importante aconteceu por um tempo, até que Saeko me convidou de novo para a casa dela e me mostrou uma corda, justamente uma especializada para shibari, para não machucar tanto durante o processo de amarração. Ela só disse: "Você poderia me amarrar?". Eu só peguei a corda e comecei a buscar a melhor forma de fazer isso sem machucá-la.
Depois de possivelmente duas horas, uma pesquisando e outra fazendo, terminei amarrando ela de um jeito em que os braços ficavam atrás das costas e todo o torso era coberto pelas cordas, até tampando seus mamilos, mas criando vários diamantes que deixavam ver um pouco de sua pele. Suas pernas, da mesma forma, estavam amarradas, fazendo-a ficar numa espécie de posição fetal, mas me certifiquei de deixar sua bunda completamente livre, apenas sendo rodeada pelas cordas e destacando-a bastante.
Ver ela daquele jeito quase me deu um infarto. Ela parecia que eu poderia pegar como uma simples mala e mover pela casa toda, com aquele traseiro numa posição que eu poderia fazer o que quisesse.-
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Me aproximei para fazer isso, mas parei de repente com a visão daquele traseiro enorme e das coxas. Já estava excitado com toda a situação de amarrar uma mulher nua e deixá-la assim na cama, mas como sempre, aquela bunda não parava de vencer qualquer autocontrole que eu pudesse ter.
Aproximei minha mão das nádegas dela e dei uma pequena carícia. Saeko olhou para mim como pôde ao sentir minha mão, com um sorriso no rosto. Eu sorri de volta e movi minha mão para sua buceta, que tinha dois pedaços da corda rodeando-a. Dei uns pequenos toques para começar a excitá-la, ao que ela respondeu com um pequeno gemido.
Levantei-a pegando pelos ombros para ajustá-la e me dar espaço suficiente. Ela se deixou, já que literalmente não podia se mover, nem mesmo para tentar se acomodar sozinha. Tirei a roupa que estava usando, libertando a ereção terrível que já tinha há um bom tempo. Coloquei uma camisinha, já que Saeko me disse que não era um dia seguro, e me deitei ao seu lado, fazendo uma conchinha, envolvendo seu torso com meu braço e metendo meu pau sem preliminares nem nada, fazendo com que ambos soltássemos um suspiro de prazer em uníssono.
Para contextualizar, Saeko e eu estávamos há duas semanas sem nos ver, pela simples razão de que ambos temos nossas vidas. E mesmo se quisermos ficar juntos como duas pessoas que se deixam levar pela luxúria, eu tenho que estudar na universidade, senão perco a bolsa e me mandam de volta para a Colômbia, e ela precisa trabalhar em... seu bar.
Voltar a sentir o calor do outro depois de duas semanas sem transar foi algo indescritível, tanto que senti a buceta da Saeko ficar tão apertada que não me permitia me mexer, e ela sabia disso, porque começou a mover o quadril como dava para eu sentir a pressão e a xoxota dela me envolvendo ainda mais.
Não aguentei mais e a levantei para colocá-la em cima de mim, ainda estava deitado, então só nos mexemos um pouco. O movimento fez a Saeko relaxar mais e me permitiu finalmente penetrá-la do meu jeito, levantando o quadril para enfiar o mais fundo que dava e puxando de volta ao deitar meu corpo na cama de novo.
Ficamos assim por alguns minutos até que cansei, coloquei a Saeko na cama de novo e comecei a meter nela na mesma posição de colher de antes, ela gemeu enquanto levava minha mão até sua buceta, agora peluda por não se interessar em depilar por saber que eu prefiro assim, para masturbá-la, fazendo ela gozar, causando pressão na sua vagina de novo, não aguentei mais e soltei toda minha porra dentro da camisinha enquanto a beijava de língua.
— Porra, queria aguentar mais, isso só foram sete minutos — falei, parando o beijo para recuperar o fôlego.
— Você se preocupa com isso quando sempre me faz gozar?
— É que também não quero acabar assim do nada e já ter que soltar o nó.
Saeko me olhou de forma malandra, a pintinha debaixo do lábio dela realmente a deixava linda. Ela me pediu para tirar a maioria dos nós e deixar só os braços amarrados, fiz como ela pediu e Saeko se ajoelhou no chão na minha frente.
—Fiz exatamente como ela pediu, ficando com meu pau bem na frente da boca dela, e sem que eu precisasse pedir, ela começou a me chupar sem hesitar, enfiando tudo de uma vez, me dando uma chupada meio desengonçada por não poder usar os braços, mas que, mesmo assim, estava uma delícia, tanto que me fez gozar mais duas vezes, uma dentro da boca dela e outra em cima da sua bunda.
Depois de tudo isso, soltei ela das amarras e fomos tomar banho juntos de novo, como na primeira vez que nos conhecemos, ficamos na banheira juntos, nos acomodando como dava, acabando numa posição com ela sentada no meu colo, o que me deixou com tesão de novo, e quando saímos do banho, comecei a masturbar a Saeko de novo, coisa que ela não se importou, deixando de boa e até me dizendo que podia me esfregar entre as coxas dela, o que eu fiz sem nem pensar, roçando meu pau duro de novo entre as duas coxas e a buceta dela, brincando com o clitóris e fazendo a gente gozar mais uma vez.
Saindo do banheiro, depois de nos enxaguarmos de novo para tirar todo o suor, Saeko foi direto pro quarto enquanto eu fui pra cozinha pegar um copo d'água, e aí vi uma porta, uma que nunca tinha prestado atenção, que fica bem do lado do quarto da Saeko e do banheiro. A porta sempre ficou fechada, mas só agora parei pra pensar nesse detalhe, mesmo assim, decidi deixar pra lá, já que provavelmente era só um quarto de hóspedes, e fui pro quarto me vestir de novo, beijar ela, apertar forte a bunda dela e ir embora.
Passaram mais alguns meses depois disso, já estávamos em dezembro, quase no nosso segundo ano morando no Japão. Saiba decidiu que a gente devia se encontrar de novo pra celebrar o Natal e o fato de já estarmos há dois anos vivendo como estudantes no Japão, todo mundo concordou, Lisandro e Saiba combinaram que poderíamos convidar qualquer pessoa, o que obviamente era para trazer Hina e Aoi, as duas garotas do karaokê que acabaram virando namoradas deles.
Eu fiquei de convidar a Saeko, que todos já conheciam e se davam super bem com ela, todos menos o Takao, que ainda estava amargurado pelo que aconteceu no dia do karaokê, além de estar meio chateado por ser o único sem namorada, já que o Wilfrido tinha deixado uma no país dele.
Chegou o dia 24 de dezembro e a gente se reuniu num parque, onde o Wilfrido nos surpreendeu trazendo a namorada dele da República Dominicana, uma garota de 21 anos chamada Mariana. A Saeko convidou algumas amigas dela, duas mulheres, uma de 28 chamada Kaori que estava vestida normal pro inverno, e outra de 33 chamada Natsuki, que vinha direto do trabalho no escritório, então estava com o uniforme e uma jaqueta pro frio. A gente já conhecia todas, então não se importou de ter mais gente, nem mesmo o Takao, porque a Natsuki ficou colada nele tentando se esquentar mais.
É melhor eu descrever a Hina, a Aoi e a Natsuki, já que as três vão ter muita importância.
Começando pela Hina, ela é uma jovem de 20 anos e tem um metro e sessenta e cinco, é magrinha, tem os olhos de um tom tão escuro que nem sei de que cor são, o cabelo é marrom tingido e ela é uma gyaru ou gal, que são jovens que seguem a moda de se vestir e agir como adolescentes americanos dos anos oitenta ou noventa, tem vários estilos, mas ela só se maquia um pouco e veste roupas um pouco reveladoras, mesmo assim, ela é bem quieta. O corpo dela não é grande coisa, peitos pequenos que mal se desenvolveram e uma bunda firme mas só um pouco grande. Ela é namorada do Lisandro.
A Aoi tem 22 e mede um metro e sessenta e cinco, o mesmo que o Saiba, que é o namorado dela. A Aoi não curte o estilo gal, então o cabelo dela é daquela cor preta típica japonesa e tem olhos castanhos claros que precisam de óculos por causa da miopia, tem uma pinta como o Da Saeko, mas o dela fica acima do lábio. O corpo dela é muito mais desenvolvido que o da Hina, tudo porque ela praticou kendo na escola e ficou com uns músculos aqui e ali, uma bunda e coxas firmes e uns peitões bons.
A Natsuki tem um metro e sessenta e nove, sendo dois centímetros mais alta que o Takao, tem cabelo curto no estilo bob, olhos puxados e de cor castanho claro, bem chamativos pelo quão brilhantes chegam a ser. Por ser uma mulher adulta como a Saeko, as duas têm um corpo bem parecido, peitos grandes, embora os da Natsuki sejam maiores, mas ela não tem coxas nem uma bunda tão proeminente quanto a dela, já que nunca fez exercícios para aumentar essas partes.
Do parque onde nos reunimos, fomos para o bar da Saeko, que ela decidiu manter fechado só para nós. No momento em que entramos, ela pegou três garrafas: uma de uísque, outra de saquê e outra de vodka, todas separadas para a gente.
A festa começou, todos conversando entre si, bebendo álcool com controle para não acabar vomitando nas ruas ou acordar no dia seguinte que nem um office boy em reunião de empresa. O Wilfrido e a Mariana conversavam com o Saiba e a Aoi, o Lisandro e a Hina jogavam um joguinho com o Takao e a Natsuki. Eles estavam nas cadeiras, enquanto eu estava sentado no balcão, conversando com a Saeko e a Kaori.
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Todo mundo ficou quieto, incluindo a gente. Os olhares dos meus amigos na minha nuca quase fizeram um buraco.
-É verdade, mano,
"Primeiramente" - cale a boca, filho da puta - falei ameaçando dar um soco nele por falar demais, fazendo todos que falavam e entendiam espanhol rirem - "Agora, eu não disse nada porque não sei se a Saeko gostaria... Já a julgam mal por andar comigo na rua, sem sermos um casal, por isso-" Não pude terminar de falar, interrompido por um beijo de Saeko.
Saeko estava do outro lado do balcão, puxando-me pela gola da camisa, e pela força do seu aperto, dava pra ver que não ia me soltar. Aceitei o beijo, fazendo com que ela finalmente me soltasse. Podia ouvir Saiba e Wilfrido rindo, e pelo canto do olho via Kaori de boca aberta, surpresa com a ousadia de Saeko.
"Eu não me importo com o que gente que não conheço pensa... Se quero ficar com você, essa é minha decisão" - disse assim que começou a se afastar, bebendo outro gole de seu saquê.
"... Entendido... Então, acho que nem preciso mais perguntar" - Não sabia como agir, era a primeira vez que uma mulher se comportava assim comigo. Tenho certeza que meu rosto estava vermelho de vergonha por parecer um idiota.
"Não, quero que me pergunte"
Natsuki se levantou da mesa dela e se aproximou, me mantendo sentado, com um olhar típico de amiga querendo ver a reação do cara que tá saindo com sua amiga. Kaori me olhava do mesmo jeito, então não dava pra mudar de assunto e perguntar depois.
"Saeko Nakamura... Você quer namorar comigo?"
As três se entreolharam e sorriram. Saeko assentiu e se inclinou para que eu a beijasse de novo, o que fiz com gosto, porque eu realmente estava começando a amá-la. Assim que nos separamos, todos começaram a tirar sarro de mim. Tive sorte que meu celular começou a tocar, me dando uma desculpa para escapar daquela situação. Quando saí, olhei De quem era a ligação, mas era um número desconhecido que vinha da Colômbia.
- Alô?
- Quando você pensa em voltar? - A voz era da minha ex, Andrea, como eu disse antes, uma mulher ciumenta, mandona, controladora e possessiva.
- Por acaso você trocou de número ou algo assim? Porque lembro de ter te bloqueado.
- Isso não é da sua conta, e é melhor você me ouvir, quero que volte para a Colômbia e a gente volte, porque eu te perdoo.
- Espera aí, desde quando você manda em mim? E ainda "me perdoa"? Olha aqui, sua malparida, você me tratava como um maldito boneco de pano, eu não podia ir contra o que você queria fazer, se eu falava com alguma das minhas amigas ou até mesmo se era uma colega de turma antiga, você ficava louca e não falava comigo por semanas.
- Malparida? Malparida é a sua mãe! É sempre a mesma merda com você, reclama por coisas estúpidas! - Assim que ouvi ela dizer isso, perdi a paciência completamente.
- Olha, é melhor você me esquecer, porque não penso em voltar para a Colômbia por agora, e muito menos para te ver, e não me liga de novo, que eu te prometo que você não vai conseguir nada, vou te bloquear assim que perceber que é você de novo, tchau.
Desliguei a chamada antes que ela pudesse responder, pude ouvi-la prestes a gritar comigo, então pelo menos me poupei a dor de ouvido, bloqueei imediatamente o número com o qual ela me ligou e entrei no bar, Lisandro e Takao estavam na porta, certamente tinham ouvido a ligação.
- Cara, nunca tinha te ouvido falar assim. Quem era?
- Minha ex.
- Sério? Do que vocês falaram?
- Nada importante, só que a metida saiu dizendo que me "perdoava".
Os dois se olharam levantando uma sobrancelha, já antes eu tinha recebido uma ligação dela me xingando quando a "abandonei" ao vir para o Japão, e os dois ouviram, então ambos conhecem bem o tipo de pessoa que ela é.
- É... Mas onde estão Saeko e Wilfrido? - Perguntei ao notar que os dois não estavam, mas justo nesse momento eles apareceram descendo uma escada carregando uma máquina. Colocaram a máquina no chão e Wilfrido subiu as escadas correndo de novo, enquanto Saeko conectava a máquina a uma TV que tinha na parede. Natsuki e Hina se levantaram das cadeiras ao perceberem que era a máquina, o mesmo com Takao, que saiu correndo na direção dela.
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Takao comemorou levantando as mãos, acho que finalmente aceitava a Saeko e a "perdoava" por me fazer abandoná-los. "Like a Dragon" ou Yakuza, que é o nome traduzido internacionalmente, é uma saga de jogos da Sega focada na história de um integrante da máfia japonesa, é um drama criminal e é o jogo favorito do Takao, de onde vem sua música favorita "Pride from Despair".
No jogo, se você tá meio cansado da história, pode passar o tempo fazendo qualquer outra coisa que quiser, jogar boliche, apostar ou ir a um karaokê, e Pride from Despair vem de um karaokê do segundo jogo.
Assim que Wilfrido desceu as escadas com os microfones, Takao pegou um da mão dele, já foi procurando a música, colocou e começou a cantar com tudo.
A música fala sobre viver a vida mesmo que você tenha que aguentar coisas injustas, que sempre mantenha a cabeça erguida, mesmo se for engolido pelo desespero. Takao terminou de cantar e todos batemos palmas, ele sabia de cor, e até conseguia manter o mesmo tom de voz do dublador do protagonista.
Em vez de outro pular para escolher uma música para cantar, Mariana começou a pedir para o Wilfrido cantar uma música em espanhol.
- Pra quê? Os únicos que entenderiam seriam Takao e Saiba, Natsuki, Saeko, Kaori, Hina e Aoi não sabem - - respondeu Saiba, que explicou a situação para as garotas e elas também começaram a implorar para ouvi-lo.
No final, Wilfrido cedeu e pediu para mim e Lisandro darmos o ritmo, e então, começou a cantar "Volveré" de Wilfrido Vargas, na versão da Ruby Pérez. Para quem nunca ouviu por não gostar de merengue, Volveré é sobre um romance entre um marinheiro e uma mulher que o recebe no porto, os dois se apaixonam e o marinheiro, no dia que vai embora, deixa um anel para a mulher para que, quando ele voltar, possa recuperá-lo.
Wilfrido terminou de cantar e dava pra ver que a vergonha estava começando a bater. A voz dele era meio grave, então não saía tão melodiosa, mas dava pra curtir. Quando explicamos para as garotas o que a música significava, todas disseram a mesma coisa.
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Os aplausos direcionados a ele o fizeram ficar mais envergonhado e ele acabou sentando para tomar mais do seu vodka.
As próximas a cantar foram Aoi e Hina, que procuraram e encontraram uma música antiga do Japão, chamada "Stay With Me", ou seja, fique comigo, o nome é bem descritivo.
A noite seguiu, Saiba se levantou e cantou "Dragostea Din Tei", traduzida literalmente para "O amor do tilo", uma música romena que é mais conhecida como o "Numa Numa".
Ele cantou duas versões, a japonesa, que, por algum motivo, fala puramente de sexo, e a original, porque todo mundo pediu para ele cantar depois que ele cantou a primeira só de brincadeira. O amor do tilo é uma música de amor entre três homens e uma mulher, cada um chamando ela e dando razões para que ela os escolha.
Lisandro cantou Rasputín, Mariana tentou cantar junto com Wilfrido Colgando en tus manos, Natsuki e Kaori cantaram a abertura de Sailor Moon e me obrigaram a cantar também. como eu era o único que falava espanhol, acabei cantando "Ay love" do Cuco Valoy.
Todos nós já tínhamos cantado, menos a Saeko, que se levantou meio bêbada do meu colo, porque sim, ela tinha decidido sentar no meu colo, então eu tive que disfarçar como pude a ereção que deu de ter a bunda dela tão perto do meu pau. Ela ficou procurando nas músicas da máquina, até encontrar outra da saga Yakuza, chamada "Rouge of Love", que traduz como "amor avermelhado".
A música, que não era só uma das favoritas do Takao, mas de todos nós, começamos a fazer as mesmas falas de alguns personagens que acompanhavam a cantora, porque para cantar Rouge of Love, você precisa levar uma mulher com você para o karaokê.
A música é meio triste, porque conta a história de uma mulher que já não sabe mais amar, se deixando levar pelos desejos, usando maquiagem para esconder o que ela acha que é um rosto indigno de ser amado, por fazer cirurgias e por ter sofrido com desilusões amorosas anteriores.
Saímos todos do bar por volta das dez da noite, estávamos muito bêbados, dava para perceber pelo jeito que a gente andava, mas os únicos que não estavam tão fodidos eram o Wilfrido e a Mariana.
— Ei, eu vou direto para o meu apartamento, se vocês decidirem fazer mais alguma coisa, façam sozinhos, a Mariana só vai ficar uma semana, então quero aproveitar o tempo com ela.
Nos despedimos deles e todos começamos a andar, a Kaori tinha ido embora há muito tempo, porque precisava voltar ao trabalho cedo, então a Natsuki ficou colada no Takao a noite toda, quando de repente ela disse:
—
Amante japonesa parte IV: http://www.poringa.net/posts/relatos/4193574/Amante-japonesa-parte-IV.html
Se tiverem interesse, podem ler outra história minha:
Casa compartilhada: https://m.poringa.net/posts/relatos/4105810/Casa-compartida.html
Falou!
1 comentários - Amante Japonesa III