Olá, como sempre, espero que curta a história.
A propósito, nessa história vão ter umas imagens pra representar a prática do Shibari, só isso, não têm nada a ver com a Saeko.
Se essa é a primeira vez que você lê essa história, pode ler as partes anteriores aqui:
Amante japonesa: http://www.poringa.net/posts/relatos/4109453/Amante-japonesa.htmlCaí no sono, tava cansado e me sentindo um lixo por causa da ressaca, não queria abrir os olhos, ainda mais quando sentia alguém me acariciando enquanto eu dormia.
Abri os olhos na hora pra ver o que era aquilo que tava me tocando, e vi a Saeko, aí foi quando lembrei: fiquei com tesão depois de beber tanto e carreguei ela pra cama dela, onde nós dois dormimos. Ela tinha acordado primeiro e ficou passando a mão na minha cabeça e deslizando os dedos pelas cicatrizes nas minhas mãos, dava pra ver que ela se preocupava pra caralho com elas, mesmo sendo feridas velhas que já tinham fechado.
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- - Falei num tom de brincadeira enquanto olhava pra minhas mãos e depois encarei ela, a expressão dela não era feliz nem nada, era preocupada, olhando pra minha mão e virando a cabeça pra me encarar -
Nós dois só sorrimos, e na hora bateu a ressaca, a dor de cabeça foi tão forte que tive que ir pro banheiro lavar o rosto e beber um pouco d'água, enquanto a Saeko levantou pra ir pra cozinha.
Ela me contou que a ressaca bateu nela assim que acordou, mas como não queria me acordar, ficou parada e aguentou a dor de cabeça o máximo que pôde. Nós dois estávamos na cozinha, cuidando de limpar a bagunça que fizemos com as latas de cerveja.
Sentamos pra conversar mais à vontade, o assunto do que fizemos ontem bêbados e cheios de tesão não foi tocado, a gente só mantinha uma conversa simples, que, de novo, mexia na vida um do outro sem vergonha.
Depois de olhar as horas e ver que eram oito da manhã, com certeza acordamos umas... Sete, levantei e decidi ir embora. Ela quis me segurar pra pelo menos eu ir depois de tomar um café da manhã feito por ela, mas eu não queria continuar incomodando, então recusei a oferta e saí do apartamento dela, dando de cara com um casal de velhinhos japoneses que me olharam, depois olharam pra porta e soltaram uma risadinha enquanto entravam na casa deles, provavelmente por saberem que, se eu saí da porta da Saeko, é porque a gente fez alguma coisa. Me cheirei um pouco e só consegui pensar: "Preciso de um banho."
Os meses se passaram, e minha relação com a Saeko continuava sendo encontros casuais que na maioria das vezes terminavam em sexo, muitas vezes onde eu mantinha o controle, e outras onde ela mudava completamente e decidia fazer tudo sozinha.
Num dos nossos encontros, a Saeko me revelou que tinha um pequeno fetiche por shibari, uma arte japonesa que foca na atração pelo confinamento do corpo através de amarras, tipo bondage, mas mais centrada na beleza disso, porque não é só parte do ato sexual, mas também uma forma de expressão artística, embora venha de antes, quando era usado como método pra prender prisioneiros.
Minha reação foi mínima, porque eu já imaginava, já que a atitude dela nunca foi de uma mulher pura. O jeito que ela age enquanto a gente conversa e enquanto a gente transa é tão diferente que eu já tava preocupado dela não me contar algum fetiche dela.
Não aconteceu nada importante por um tempo, até que a Saeko me convidou de novo pra casa dela e me mostrou uma corda, justamente uma especializada pra shibari, pra não machucar tanto durante o processo de amarrar, e só disse: "Você poderia me amarrar?" Aí eu peguei a corda e comecei a procurar o melhor jeito de fazer isso sem machucar ela.
Depois de umas duas horas, uma de pesquisa e outra enquanto eu fazia, terminei amarrando ela de um jeito que os braços ficavam pra trás das costas e o torso todo era coberto pelas cordas, inclusive cobrindo os mamilos dela, mas formando vários losangos que deixavam ver um pouco da pele. As pernas dela, do mesmo jeito, estavam amarradas, deixando ela numa espécie de posição fetal, mas eu cuidei pra deixar a bunda dela completamente livre, só sendo rodeada pelas cordas e destacando ela pra caralho.
Ver ela daquele jeito quase me deu um infarto, ela parecia que eu podia pegar ela como uma mala pra carregar pela casa toda, com aquele rabo de um jeito que dava pra fazer o que eu quisesse com ela.
- -
- - Ela disse, enquanto tava de lado na cama naquela posição fetal forçada.
Me aproximei pra fazer isso, mas parei seco com a visão daquele rabão e daquelas coxas, já tava excitado com toda a situação de amarrar uma mulher pelada e deixar ela assim na cama, mas como sempre, aquela bunda não parava de ganhar de qualquer autocontrole que eu pudesse ter.
Passei minha mão nas nádegas dela e dei um cafuné leve, Saeko me olhou como pôde ao sentir minha mão, com um sorriso no rosto, eu sorri de volta e movi minha mão pra buceta dela, que tinha dois pedaços da corda em volta, dei uns roçares leves pra começar a esquentar ela, e ela respondeu com um gemidinho.
Levantei ela pegando pelos ombros pra ajeitar e ter espaço suficiente, ela se deixou, porque literalmente não conseguia se mexer, nem pra tentar se ajeitar sozinha. Tirei a roupa que tava usando, liberando a ereção violenta que já tinha há um bom tempo, coloquei uma camisinha, já que Saeko disse que não era um dia seguro, e me deitei do lado dela, fazendo conchinha, enrolando o torso dela com meu braço e metendo meu pau sem preliminar nem nada, fazendo nós dois soltarmos um suspiro de prazer ao mesmo tempo.
Pra vocês terem contexto, Saeko e eu távamos há duas semanas sem nos ver, pelo simples motivo de que nós dois temos nossas vidas, e mesmo que a gente queira ficar junto como duas pessoas que se deixam levar pela luxúria, eu tenho que estudar na faculdade, senão perco a bolsa e volto pra Colômbia, e ela tem que trabalhar na O bar dela.
Voltar a sentir o calor do outro depois de duas semanas sem transar foi algo indescritível, tanto que senti a buceta da Saeko apertar tanto que não me deixava mexer, e ela sabia disso, porque começou a rebolar do jeito que dava pra me fazer sentir a pressão e a boceta dela me envolvendo ainda mais.
Não aguentei mais e levantei ela pra colocar por cima de mim, ainda tava deitado, então só nos mexemos um pouco. O movimento fez a Saeko relaxar mais e me deixou finalmente poder meter do meu jeito, levantando minha bunda pra enfiar o mais fundo que dava e tirando quando largava o corpo na cama de novo.
Ficamos assim por uns minutos até eu cansar, coloquei a Saeko de volta na cama e comecei a meter nela na mesma posição de conchinha de antes, ela gemia enquanto eu levava minha mão na buceta dela, agora peluda porque ela não tava mais se depilando sabendo que eu prefiro assim, pra masturbar ela, fazendo ela gozar, causando aquela pressão na buceta dela de novo, não aguentei mais e soltei todo meu leite dentro da camisinha enquanto beijava ela de língua.
— — falei quebrando o beijo pra pegar ar.
—
—
Saeko me olhou de um jeito safado, o sinalzinho debaixo do lábio dela realmente a deixava linda. Ela pediu pra eu tirar a maioria dos nós e deixar só os braços amarrados, fiz exatamente como ela pediu e Saeko se ajoelhou no chão na minha frente.
-- Ela disse sorrindo e balançando a cabeça pra eu me aproximar.
Eu fiz exatamente como ela pediu, ficando com meu pau bem na frente da boca dela, e sem eu pedir nada, ela começou a me fazer um boquete sem hesitar, enfiando ele na boca dela de uma vez, me dando uma chupada desleixada por não poder usar os braços, mas que, mesmo assim, era uma delícia, tanto que me fez gozar duas vezes mais, uma dentro da boca dela e outra por cima da bunda dela.
Depois de tudo isso, eu soltei ela das amarras e a gente tomou banho junto de novo, como na primeira vez que nos conhecemos, voltamos a ficar na banheira juntos, nos acomodando do jeito que dava, terminando numa posição com ela sentada no meu colo, o que me deixou com tesão de novo, e quando saímos da banheira, comecei a masturbar a Saeko de novo, coisa que não incomodou ela, se deixando levar de boa e até me falando que eu podia me masturbar entre as coxas dela, o que eu fiz sem nem pensar, roçando meu pau duro de novo entre as coxas dela e a buceta dela, brincando com o clitóris dela e fazendo a gente gozar de novo.
Saindo do banho, depois de ter enxaguado o corpo de novo pra tirar todo o suor, a Saeko foi direto pro quarto dela enquanto eu fui pra cozinha pegar um copo d'água, e aí eu vi uma porta, uma que eu nunca prestei atenção. Que fica bem do lado do quarto da Saeko e do banheiro. A porta sempre ficou fechada, mas só agora eu comecei a pensar nesse detalhe, mesmo assim, decidi deixar quieto, porque com certeza era só um quarto de hóspedes, e fui pro quarto me vestir de novo, beijar ela, dar um apertão forte na bunda dela e ir embora.
Passaram uns meses depois disso, já estávamos em dezembro, quase completando nosso segundo ano morando no Japão. A Saiba decidiu que a gente se encontrasse de novo pra comemorar o Natal e o fato de que já tava fazendo dois anos que a gente morava como estudante no Japão, todo mundo topou, o Lisandro e a Saiba Combinaram que a gente podia chamar qualquer um, o que obviamente era pra levar a Hina e a Aoi, as duas minas do karaokê que acabaram virando namoradas deles.
Eu fiquei de chamar a Saeko, que todo mundo já conhecia e se dava bem com ela, menos o Takao, que continuava amargurado por causa do dia do karaokê, além de estar meio chateado por ser o único sem namorada, porque o Wilfrido tinha deixado uma no país dele.
Chegou o dia 24 de dezembro e todo mundo se encontrou num parque, onde o Wilfrido surpreendeu a gente ao trazer a namorada dele da República Dominicana, uma mina de 21 anos chamada Mariana. A Saeko convidou algumas amigas dela, duas mulheres: uma de 28 chamada Kaori, que tava vestida normal pro inverno, e outra de 33 chamada Natsuki, que tinha acabado de sair do trabalho no escritório, então tava de uniforme e uma jaqueta pro frio. Todo mundo já conhecia elas, então não ligamos de ter mais gente, nem o Takao, porque a Natsuki ficava grudada nele pra tentar se esquentar.
Melhor eu descrever a Hina, a Aoi e a Natsuki, porque as três vão ser bem importantes.
Começando pela Hina, ela é uma mina de 20 anos, tem um metro e sessenta e cinco, é magrinha, tem os olhos tão escuros que nem sei de que cor são, o cabelo dela é castanho tingido e ela é uma gyaru ou gal, que são minas que pegaram a moda de se vestir e agir como adolescentes dos Estados Unidos dos anos 80 ou 90. Tem vários estilos, mas ela só se maquia um pouco e veste roupas meio reveladoras, mesmo assim, ela é bem quieta. O corpo dela não é lá essas coisas, peitos pequenos que mal se desenvolveram e uma bunda firme mas pequena. Ela é a namorada do Lisandro.
A Aoi tem 22 e mede um metro e sessenta e cinco, igual ao Saiba, que é o namorado dela. A Aoi não curte o estilo gal, então o cabelo dela é o típico preto japonês e ela tem olhos castanhos claros que precisam de óculos por causa da miopia. Ela tem uma pinta igual da Saeko, mas o dela fica acima do lábio. O corpo dela é bem mais desenvolvido que o da Hina, tudo porque ela praticava kendo na escola e ficou com uns músculos aqui e ali, uma bunda e coxas firmes e uns peitões bons.
A Natsuki tem um metro e sessenta e nove, o que a faz dois centímetros mais alta que o Takao, tem cabelo curto num estilo bob cut, olhos puxados e castanhos claros, bem chamativos pelo brilho que eles têm. Por ser uma mulher adulta igual a Saeko, as duas dividem um corpo bem parecido, peitos grandes, embora os da Natsuki sejam maiores, mas ela não tem coxas nem uma bunda tão avantajada quanto a dela, já que nunca fez exercícios pra aumentar essas partes.
Do parque onde nos encontramos, fomos pro bar da Saeko, que ela decidiu manter fechado só pra nós. Na hora que entramos, ela pegou três garrafas: uma de uísque, uma de saquê e uma de vodca, todas separadas pra gente.
A festa começou, todo mundo conversando entre si, bebendo álcool com moderação pra não acabar vomitando na rua ou acordar no dia seguinte feito um office boy em reunião de empresa. Wilfrido e Mariana falavam com Saiba e Aoi, Lisandro e Hina jogavam um joguinho com Takao e Natsuki, eles estavam nas cadeiras, enquanto eu tava sentado no balcão, conversando com a Saeko e a Kaori.
— Ainda não acredito que vocês dois tão de amantes porque a Saeko resolveu te parar na rua.
— Eu também não, você não imagina a força que ela usou pra me jogar contra a parede.
— Exagero, não te bati tão forte assim — disse ela enquanto tomava mais um gole.
— Tenho uma dúvida: por que vocês continuam como amantes? Já vai fazer meio ano desde aquele dia e vocês ainda não viraram algo sério.
Todo mundo ficou em silêncio, incluindo a gente. Os olhares dos meus amigos na minha nuca quase furaram um buraco.
— É verdade, irmão. Por que vocês não viram namorados de uma vez? Com o tanto que são unidos já... Pra sua informação, Saeko, o Miguel não para de falar de você sempre que pode>
—Disse Wilfrido com um sorriso debochado no rosto, fazendo Kaori me olhar surpresa por eu ainda não ter pedido Saeko em namoro.
— Cala a boca, puta filho da puta— falei, ameaçando dar um soco nele por falar demais, fazendo todo mundo que entendia espanhol rir —— Não consegui terminar de falar porque fui interrompido por um beijo da Saeko.
Saeko estava do outro lado do balcão, me puxando pelo colarinho da camisa, e pela força do aperto dava pra ver que não ia me soltar. Aceitei o beijo, e finalmente ela me soltou. Dava pra ouvir Saiba e Wilfrido rindo, e via pelo canto do olho Kaori de boca aberta, surpresa com a ousadia da Saeko.
—— Ela falou assim que começou a se afastar, tomando mais um gole do saquê dela.
—...— Não sabia como agir, era a primeira vez que uma mulher agia assim comigo, tenho certeza que minha cara tava vermelha de vergonha por parecer um idiota.
—
Natsuki levantou da mesa dela pra chegar perto de mim e me manter sentado, me dando um olhar digno de uma amiga querendo ver a reação do cara que tá com a amiga dela. Kaori me olhava do mesmo jeito, então não dava pra mudar de assunto e perguntar depois.
—
As três se olharam e sorriram. Saeko concordou com a cabeça e se inclinou pra mim pra eu beijar ela de novo, o que fiz com gosto, porque já comecei a amar ela. Assim que a gente se separou do beijo, todo mundo começou a zuar comigo. Tive sorte de meu celular começar a tocar pra eu poder fugir daquela situação. Quando saí, olhei De quem era a ligação, mas era um número desconhecido vindo da Colômbia.
- Alô?
- Quando você pensa em voltar? - A voz era da minha ex, Andrea, como eu disse antes, uma mulher ciumenta, mandona, controladora e possessiva.
- Por acaso você mudou de número ou algo assim? Porque lembro de ter te bloqueado.
- Isso não é da sua conta, e é melhor você me ouvir, quero que volte pra Colômbia e a gente reate, porque eu te perdoo.
- Peraí, desde quando você manda em mim? E ainda me perdoa? Olha, sua maldita, você me tratava como um maldito boneco de pano, eu não podia ir contra o que você queria fazer. Se eu falava com alguma amiga minha ou até se fosse uma ex-colega de classe, você ficava doida e não falava comigo por semanas.
- Maldita? Maldita é sua mãe! Sempre a mesma merda com você, reclamando de coisas idiotas! - Assim que ouvi ela falar isso, perdi a paciência de vez.
- Olha, é melhor você esquecer de mim, porque não pretendo voltar pra Colômbia tão cedo, e muito menos pra te ver. E não me ligue de novo, porque te prometo que não vai conseguir nada. Vou te bloquear assim que perceber que é você de novo. Tchau.
Desliguei antes que ela pudesse responder, dava pra ouvir ela prestes a gritar comigo, então pelo menos me poupei da dor de cabeça. Bloqueei na hora o número que ela usou pra me ligar e entrei no bar. Lisandro e Takao estavam na porta, com certeza tinham ouvido a ligação.
- Cara, nunca te ouvi falar assim. Quem era?
- Minha ex.
- Sério? Do que vocês falaram?
- Nada importante, só que a metida a besta apareceu dizendo que me "perdoava".
Os dois se olharam, erguendo uma sobrancelha. Já tinha recebido uma ligação dela antes, me xingando quando a "abandonei" pra vir pro Japão, e os dois ouviram, então conhecem bem o tipo de pessoa que ela é.
- É... Mesmo assim, cadê Saeko e Wilfrido? - Perguntei ao notar que os dois não estavam, mas eles apareceram na hora descendo umas escadas carregando uma máquina. Colocaram a máquina no chão e Wilfrido subiu as escadas correndo de novo, enquanto Saeko conectava a máquina a uma televisão que tinha na parede. Natsuki e Hina se levantaram das cadeiras quando perceberam que era a máquina, e o mesmo fez Takao, que saiu correndo na direção dela.
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Takao comemorou levantando as mãos. Acho que finalmente aceitava Saeko e a "perdoava" por me fazer abandonar eles. "Like a Dragon" ou Yakuza, que é o nome traduzido internacionalmente, é uma saga de videogames da Sega focada na história de um membro da máfia japonesa. É um drama criminal e é o jogo favorito de Takao, de onde vem sua música favorita "Pride from Despair".
No jogo, se você se sente meio cansado da história, pode passar o tempo fazendo qualquer outra coisa que quiser: jogar boliche, apostar ou ir ao karaokê. E "Pride from Despair" vem de um karaokê do segundo jogo.
Assim que Wilfrido desceu as escadas com os microfones, Takao arrancou um da mão dele, procurou a música na hora, colocou e começou a cantar a plenos pulmões.
A música fala sobre viver a vida mesmo que você tenha que aguentar coisas injustas, sempre manter a cabeça erguida, mesmo que seja engolido pela desesperança. Takao terminou de cantar e todos aplaudimos. Ele sabia a música de cor e até conseguia manter o mesmo tom de voz que o dublador do protagonista.
Em vez de outra pessoa pular para escolher uma música para cantar, Mariana começou a pedir para Wilfrido cantar uma música em espanhol.
— Pra quê? Os únicos que entenderiam seriam Takao e Saiba. Natsuki, Saeko, Kaori, Hina e Aoi não sabem. - "A gente explica depois do que é a música, você canta uma, que faz tempo que não te ouvimos cantar" - respondeu Saiba, que explicou a situação pras meninas e elas começaram a implorar também pra ouvi-lo.
No final, Wilfrido cedeu e pediu pra mim e pro Lisandro darmos um ritmo, e aí, ele começou a cantar "Volveré" do Wilfrido Vargas, cantada pela Ruby Pérez. Pra quem nunca ouviu por não gostar de merengue, "Volveré" é sobre um romance entre um marinheiro e uma mulher que o recebe num porto, os dois se apaixonam e o marinheiro, no dia que vai embora, deixa um anel pra mulher, pra quando ele voltar, poder recuperá-lo.
Wilfrido terminou de cantar e dava pra ver que a vergonha tava começando a pegar ele, a voz dele era meio grave, então não saía tão melodiosa, mas dava pra curtir. Quando explicaram pras meninas sobre o que era a música, todas falaram a mesma coisa.
- "Que lindo!"
Os aplausos pra ele fizeram ele ficar mais envergonhado ainda e ele acabou sentando pra tomar mais do vodka dele.
As próximas a cantar foram Aoi e Hina, que procuraram e acharam uma música antiga do Japão, chamada "Stay With Me", ou seja, fica comigo, o nome já é bem descritivo.
A noite seguiu, Saiba se levantou e cantou "Dragostea Din Tei", traduzida literalmente pra "O amor de tília", uma música romena que é mais conhecida como "Numa Numa".
Ele cantou duas versões, a japonesa, que, por algum motivo, fala puramente de sexo, e a original, porque todo mundo pediu pra ele cantar depois que ele cantou a primeira só de brincadeira. "O amor de tília" é uma música de amor entre três homens por uma mulher, cada um chamando ela e dando motivos pra ela escolher um deles.
Lisandro cantou "Rasputin", Mariana tentou cantar junto com Wilfrido "Colgando en tus manos", Natsuki e Kaori cantaram a abertura de Sailor Moon e me obrigaram a cantar também. espanhol, então acabei cantando "Ay Love" do Cuco Valoy.
Todo mundo tinha cantado, menos a Saeko, que se levantou meio bêbada do meu colo, porque sim, ela tinha decidido sentar nas minhas pernas, então tive que esconder como pude a ereção que me deu ter a bunda dela tão perto do meu pau. Ela procurou entre as músicas da máquina até encontrar outra da saga Yakuza, chamada "Rouge of Love", que traduz como "amor avermelhado".
A música, que não era só mais uma das favoritas do Takao, mas também de todo mundo, começamos a fazer as mesmas falas de alguns dos personagens que acompanhavam a cantora, porque pra cantar "Rouge of Love", você precisa levar uma mulher com você pro karaokê.
A música é meio triste, porque é a história de uma mulher que já não sabe mais amar, se deixando levar pelos desejos, se maquiando pra esconder o que ela acha ser um rosto indigno de ser amado, por fazer cirurgias e por ter sofrido desilusões amorosas antes.
Todo mundo saiu do bar lá pelas dez da noite, estávamos todos bêbados, dava pra ver pelo jeito que a gente andava, mas os únicos que não estavam tão ferrados eram o Wilfrido e a Mariana.
— Ei, eu vou direto pro meu apartamento, se vocês decidirem fazer algo mais, façam sozinhos. A Mariana só vai ficar uma semana, então quero aproveitar o tempo com ela.
Nos despedimos deles e todo mundo começou a andar. A Kaori tinha ido embora há muito tempo, porque precisava voltar pro trabalho cedo, então a Natsuki ficou grudada no Takao a noite toda, quando de repente ela disse:
— — Quando ela falou isso, todo mundo parou de andar, porque o que ela disse era literalmente irmos todos juntos pra um motel.Vou ser sincero com vocês, essa parte se estendeu mais do que eu esperava, então vou parar por aqui agora. Queria continuar e deixar mais adiantado, mas isso ia deixar longo demais. Espero que tenham gostado, aqui vai o link pra vocês irem pra próxima parte:
Amante japonesa parte IV: http://www.poringa.net/posts/relatos/4193574/Amante-japonesa-parte-IV.html
Se tiverem interesse, podem ler outra das minhas histórias:
Casa compartida: https://m.poringa.net/posts/relatos/4105810/Casa-compartida.html
Bye!
A propósito, nessa história vão ter umas imagens pra representar a prática do Shibari, só isso, não têm nada a ver com a Saeko.
Se essa é a primeira vez que você lê essa história, pode ler as partes anteriores aqui:
Amante japonesa: http://www.poringa.net/posts/relatos/4109453/Amante-japonesa.htmlCaí no sono, tava cansado e me sentindo um lixo por causa da ressaca, não queria abrir os olhos, ainda mais quando sentia alguém me acariciando enquanto eu dormia.
Abri os olhos na hora pra ver o que era aquilo que tava me tocando, e vi a Saeko, aí foi quando lembrei: fiquei com tesão depois de beber tanto e carreguei ela pra cama dela, onde nós dois dormimos. Ela tinha acordado primeiro e ficou passando a mão na minha cabeça e deslizando os dedos pelas cicatrizes nas minhas mãos, dava pra ver que ela se preocupava pra caralho com elas, mesmo sendo feridas velhas que já tinham fechado.
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Nós dois só sorrimos, e na hora bateu a ressaca, a dor de cabeça foi tão forte que tive que ir pro banheiro lavar o rosto e beber um pouco d'água, enquanto a Saeko levantou pra ir pra cozinha.
Ela me contou que a ressaca bateu nela assim que acordou, mas como não queria me acordar, ficou parada e aguentou a dor de cabeça o máximo que pôde. Nós dois estávamos na cozinha, cuidando de limpar a bagunça que fizemos com as latas de cerveja.
Sentamos pra conversar mais à vontade, o assunto do que fizemos ontem bêbados e cheios de tesão não foi tocado, a gente só mantinha uma conversa simples, que, de novo, mexia na vida um do outro sem vergonha.
Depois de olhar as horas e ver que eram oito da manhã, com certeza acordamos umas... Sete, levantei e decidi ir embora. Ela quis me segurar pra pelo menos eu ir depois de tomar um café da manhã feito por ela, mas eu não queria continuar incomodando, então recusei a oferta e saí do apartamento dela, dando de cara com um casal de velhinhos japoneses que me olharam, depois olharam pra porta e soltaram uma risadinha enquanto entravam na casa deles, provavelmente por saberem que, se eu saí da porta da Saeko, é porque a gente fez alguma coisa. Me cheirei um pouco e só consegui pensar: "Preciso de um banho."
Os meses se passaram, e minha relação com a Saeko continuava sendo encontros casuais que na maioria das vezes terminavam em sexo, muitas vezes onde eu mantinha o controle, e outras onde ela mudava completamente e decidia fazer tudo sozinha.
Num dos nossos encontros, a Saeko me revelou que tinha um pequeno fetiche por shibari, uma arte japonesa que foca na atração pelo confinamento do corpo através de amarras, tipo bondage, mas mais centrada na beleza disso, porque não é só parte do ato sexual, mas também uma forma de expressão artística, embora venha de antes, quando era usado como método pra prender prisioneiros.
Minha reação foi mínima, porque eu já imaginava, já que a atitude dela nunca foi de uma mulher pura. O jeito que ela age enquanto a gente conversa e enquanto a gente transa é tão diferente que eu já tava preocupado dela não me contar algum fetiche dela.
Não aconteceu nada importante por um tempo, até que a Saeko me convidou de novo pra casa dela e me mostrou uma corda, justamente uma especializada pra shibari, pra não machucar tanto durante o processo de amarrar, e só disse: "Você poderia me amarrar?" Aí eu peguei a corda e comecei a procurar o melhor jeito de fazer isso sem machucar ela.
Depois de umas duas horas, uma de pesquisa e outra enquanto eu fazia, terminei amarrando ela de um jeito que os braços ficavam pra trás das costas e o torso todo era coberto pelas cordas, inclusive cobrindo os mamilos dela, mas formando vários losangos que deixavam ver um pouco da pele. As pernas dela, do mesmo jeito, estavam amarradas, deixando ela numa espécie de posição fetal, mas eu cuidei pra deixar a bunda dela completamente livre, só sendo rodeada pelas cordas e destacando ela pra caralho.
Ver ela daquele jeito quase me deu um infarto, ela parecia que eu podia pegar ela como uma mala pra carregar pela casa toda, com aquele rabo de um jeito que dava pra fazer o que eu quisesse com ela.-
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Me aproximei pra fazer isso, mas parei seco com a visão daquele rabão e daquelas coxas, já tava excitado com toda a situação de amarrar uma mulher pelada e deixar ela assim na cama, mas como sempre, aquela bunda não parava de ganhar de qualquer autocontrole que eu pudesse ter.
Passei minha mão nas nádegas dela e dei um cafuné leve, Saeko me olhou como pôde ao sentir minha mão, com um sorriso no rosto, eu sorri de volta e movi minha mão pra buceta dela, que tinha dois pedaços da corda em volta, dei uns roçares leves pra começar a esquentar ela, e ela respondeu com um gemidinho.
Levantei ela pegando pelos ombros pra ajeitar e ter espaço suficiente, ela se deixou, porque literalmente não conseguia se mexer, nem pra tentar se ajeitar sozinha. Tirei a roupa que tava usando, liberando a ereção violenta que já tinha há um bom tempo, coloquei uma camisinha, já que Saeko disse que não era um dia seguro, e me deitei do lado dela, fazendo conchinha, enrolando o torso dela com meu braço e metendo meu pau sem preliminar nem nada, fazendo nós dois soltarmos um suspiro de prazer ao mesmo tempo.
Pra vocês terem contexto, Saeko e eu távamos há duas semanas sem nos ver, pelo simples motivo de que nós dois temos nossas vidas, e mesmo que a gente queira ficar junto como duas pessoas que se deixam levar pela luxúria, eu tenho que estudar na faculdade, senão perco a bolsa e volto pra Colômbia, e ela tem que trabalhar na O bar dela.
Voltar a sentir o calor do outro depois de duas semanas sem transar foi algo indescritível, tanto que senti a buceta da Saeko apertar tanto que não me deixava mexer, e ela sabia disso, porque começou a rebolar do jeito que dava pra me fazer sentir a pressão e a boceta dela me envolvendo ainda mais.
Não aguentei mais e levantei ela pra colocar por cima de mim, ainda tava deitado, então só nos mexemos um pouco. O movimento fez a Saeko relaxar mais e me deixou finalmente poder meter do meu jeito, levantando minha bunda pra enfiar o mais fundo que dava e tirando quando largava o corpo na cama de novo.
Ficamos assim por uns minutos até eu cansar, coloquei a Saeko de volta na cama e comecei a meter nela na mesma posição de conchinha de antes, ela gemia enquanto eu levava minha mão na buceta dela, agora peluda porque ela não tava mais se depilando sabendo que eu prefiro assim, pra masturbar ela, fazendo ela gozar, causando aquela pressão na buceta dela de novo, não aguentei mais e soltei todo meu leite dentro da camisinha enquanto beijava ela de língua.
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Saeko me olhou de um jeito safado, o sinalzinho debaixo do lábio dela realmente a deixava linda. Ela pediu pra eu tirar a maioria dos nós e deixar só os braços amarrados, fiz exatamente como ela pediu e Saeko se ajoelhou no chão na minha frente.
-Eu fiz exatamente como ela pediu, ficando com meu pau bem na frente da boca dela, e sem eu pedir nada, ela começou a me fazer um boquete sem hesitar, enfiando ele na boca dela de uma vez, me dando uma chupada desleixada por não poder usar os braços, mas que, mesmo assim, era uma delícia, tanto que me fez gozar duas vezes mais, uma dentro da boca dela e outra por cima da bunda dela.
Depois de tudo isso, eu soltei ela das amarras e a gente tomou banho junto de novo, como na primeira vez que nos conhecemos, voltamos a ficar na banheira juntos, nos acomodando do jeito que dava, terminando numa posição com ela sentada no meu colo, o que me deixou com tesão de novo, e quando saímos da banheira, comecei a masturbar a Saeko de novo, coisa que não incomodou ela, se deixando levar de boa e até me falando que eu podia me masturbar entre as coxas dela, o que eu fiz sem nem pensar, roçando meu pau duro de novo entre as coxas dela e a buceta dela, brincando com o clitóris dela e fazendo a gente gozar de novo.
Saindo do banho, depois de ter enxaguado o corpo de novo pra tirar todo o suor, a Saeko foi direto pro quarto dela enquanto eu fui pra cozinha pegar um copo d'água, e aí eu vi uma porta, uma que eu nunca prestei atenção. Que fica bem do lado do quarto da Saeko e do banheiro. A porta sempre ficou fechada, mas só agora eu comecei a pensar nesse detalhe, mesmo assim, decidi deixar quieto, porque com certeza era só um quarto de hóspedes, e fui pro quarto me vestir de novo, beijar ela, dar um apertão forte na bunda dela e ir embora.
Passaram uns meses depois disso, já estávamos em dezembro, quase completando nosso segundo ano morando no Japão. A Saiba decidiu que a gente se encontrasse de novo pra comemorar o Natal e o fato de que já tava fazendo dois anos que a gente morava como estudante no Japão, todo mundo topou, o Lisandro e a Saiba Combinaram que a gente podia chamar qualquer um, o que obviamente era pra levar a Hina e a Aoi, as duas minas do karaokê que acabaram virando namoradas deles.
Eu fiquei de chamar a Saeko, que todo mundo já conhecia e se dava bem com ela, menos o Takao, que continuava amargurado por causa do dia do karaokê, além de estar meio chateado por ser o único sem namorada, porque o Wilfrido tinha deixado uma no país dele.
Chegou o dia 24 de dezembro e todo mundo se encontrou num parque, onde o Wilfrido surpreendeu a gente ao trazer a namorada dele da República Dominicana, uma mina de 21 anos chamada Mariana. A Saeko convidou algumas amigas dela, duas mulheres: uma de 28 chamada Kaori, que tava vestida normal pro inverno, e outra de 33 chamada Natsuki, que tinha acabado de sair do trabalho no escritório, então tava de uniforme e uma jaqueta pro frio. Todo mundo já conhecia elas, então não ligamos de ter mais gente, nem o Takao, porque a Natsuki ficava grudada nele pra tentar se esquentar.
Melhor eu descrever a Hina, a Aoi e a Natsuki, porque as três vão ser bem importantes.
Começando pela Hina, ela é uma mina de 20 anos, tem um metro e sessenta e cinco, é magrinha, tem os olhos tão escuros que nem sei de que cor são, o cabelo dela é castanho tingido e ela é uma gyaru ou gal, que são minas que pegaram a moda de se vestir e agir como adolescentes dos Estados Unidos dos anos 80 ou 90. Tem vários estilos, mas ela só se maquia um pouco e veste roupas meio reveladoras, mesmo assim, ela é bem quieta. O corpo dela não é lá essas coisas, peitos pequenos que mal se desenvolveram e uma bunda firme mas pequena. Ela é a namorada do Lisandro.
A Aoi tem 22 e mede um metro e sessenta e cinco, igual ao Saiba, que é o namorado dela. A Aoi não curte o estilo gal, então o cabelo dela é o típico preto japonês e ela tem olhos castanhos claros que precisam de óculos por causa da miopia. Ela tem uma pinta igual da Saeko, mas o dela fica acima do lábio. O corpo dela é bem mais desenvolvido que o da Hina, tudo porque ela praticava kendo na escola e ficou com uns músculos aqui e ali, uma bunda e coxas firmes e uns peitões bons.
A Natsuki tem um metro e sessenta e nove, o que a faz dois centímetros mais alta que o Takao, tem cabelo curto num estilo bob cut, olhos puxados e castanhos claros, bem chamativos pelo brilho que eles têm. Por ser uma mulher adulta igual a Saeko, as duas dividem um corpo bem parecido, peitos grandes, embora os da Natsuki sejam maiores, mas ela não tem coxas nem uma bunda tão avantajada quanto a dela, já que nunca fez exercícios pra aumentar essas partes.
Do parque onde nos encontramos, fomos pro bar da Saeko, que ela decidiu manter fechado só pra nós. Na hora que entramos, ela pegou três garrafas: uma de uísque, uma de saquê e uma de vodca, todas separadas pra gente.
A festa começou, todo mundo conversando entre si, bebendo álcool com moderação pra não acabar vomitando na rua ou acordar no dia seguinte feito um office boy em reunião de empresa. Wilfrido e Mariana falavam com Saiba e Aoi, Lisandro e Hina jogavam um joguinho com Takao e Natsuki, eles estavam nas cadeiras, enquanto eu tava sentado no balcão, conversando com a Saeko e a Kaori.
— Ainda não acredito que vocês dois tão de amantes porque a Saeko resolveu te parar na rua.
— Eu também não, você não imagina a força que ela usou pra me jogar contra a parede.
— Exagero, não te bati tão forte assim — disse ela enquanto tomava mais um gole.
— Tenho uma dúvida: por que vocês continuam como amantes? Já vai fazer meio ano desde aquele dia e vocês ainda não viraram algo sério.
Todo mundo ficou em silêncio, incluindo a gente. Os olhares dos meus amigos na minha nuca quase furaram um buraco.
— É verdade, irmão. Por que vocês não viram namorados de uma vez? Com o tanto que são unidos já... Pra sua informação, Saeko, o Miguel não para de falar de você sempre que pode>
—Disse Wilfrido com um sorriso debochado no rosto, fazendo Kaori me olhar surpresa por eu ainda não ter pedido Saeko em namoro.
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Saeko estava do outro lado do balcão, me puxando pelo colarinho da camisa, e pela força do aperto dava pra ver que não ia me soltar. Aceitei o beijo, e finalmente ela me soltou. Dava pra ouvir Saiba e Wilfrido rindo, e via pelo canto do olho Kaori de boca aberta, surpresa com a ousadia da Saeko.
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—...
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Natsuki levantou da mesa dela pra chegar perto de mim e me manter sentado, me dando um olhar digno de uma amiga querendo ver a reação do cara que tá com a amiga dela. Kaori me olhava do mesmo jeito, então não dava pra mudar de assunto e perguntar depois.
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As três se olharam e sorriram. Saeko concordou com a cabeça e se inclinou pra mim pra eu beijar ela de novo, o que fiz com gosto, porque já comecei a amar ela. Assim que a gente se separou do beijo, todo mundo começou a zuar comigo. Tive sorte de meu celular começar a tocar pra eu poder fugir daquela situação. Quando saí, olhei De quem era a ligação, mas era um número desconhecido vindo da Colômbia.
- Alô?
- Quando você pensa em voltar? - A voz era da minha ex, Andrea, como eu disse antes, uma mulher ciumenta, mandona, controladora e possessiva.
- Por acaso você mudou de número ou algo assim? Porque lembro de ter te bloqueado.
- Isso não é da sua conta, e é melhor você me ouvir, quero que volte pra Colômbia e a gente reate, porque eu te perdoo.
- Peraí, desde quando você manda em mim? E ainda me perdoa? Olha, sua maldita, você me tratava como um maldito boneco de pano, eu não podia ir contra o que você queria fazer. Se eu falava com alguma amiga minha ou até se fosse uma ex-colega de classe, você ficava doida e não falava comigo por semanas.
- Maldita? Maldita é sua mãe! Sempre a mesma merda com você, reclamando de coisas idiotas! - Assim que ouvi ela falar isso, perdi a paciência de vez.
- Olha, é melhor você esquecer de mim, porque não pretendo voltar pra Colômbia tão cedo, e muito menos pra te ver. E não me ligue de novo, porque te prometo que não vai conseguir nada. Vou te bloquear assim que perceber que é você de novo. Tchau.
Desliguei antes que ela pudesse responder, dava pra ouvir ela prestes a gritar comigo, então pelo menos me poupei da dor de cabeça. Bloqueei na hora o número que ela usou pra me ligar e entrei no bar. Lisandro e Takao estavam na porta, com certeza tinham ouvido a ligação.
- Cara, nunca te ouvi falar assim. Quem era?
- Minha ex.
- Sério? Do que vocês falaram?
- Nada importante, só que a metida a besta apareceu dizendo que me "perdoava".
Os dois se olharam, erguendo uma sobrancelha. Já tinha recebido uma ligação dela antes, me xingando quando a "abandonei" pra vir pro Japão, e os dois ouviram, então conhecem bem o tipo de pessoa que ela é.
- É... Mesmo assim, cadê Saeko e Wilfrido? - Perguntei ao notar que os dois não estavam, mas eles apareceram na hora descendo umas escadas carregando uma máquina. Colocaram a máquina no chão e Wilfrido subiu as escadas correndo de novo, enquanto Saeko conectava a máquina a uma televisão que tinha na parede. Natsuki e Hina se levantaram das cadeiras quando perceberam que era a máquina, e o mesmo fez Takao, que saiu correndo na direção dela.
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Takao comemorou levantando as mãos. Acho que finalmente aceitava Saeko e a "perdoava" por me fazer abandonar eles. "Like a Dragon" ou Yakuza, que é o nome traduzido internacionalmente, é uma saga de videogames da Sega focada na história de um membro da máfia japonesa. É um drama criminal e é o jogo favorito de Takao, de onde vem sua música favorita "Pride from Despair".
No jogo, se você se sente meio cansado da história, pode passar o tempo fazendo qualquer outra coisa que quiser: jogar boliche, apostar ou ir ao karaokê. E "Pride from Despair" vem de um karaokê do segundo jogo.
Assim que Wilfrido desceu as escadas com os microfones, Takao arrancou um da mão dele, procurou a música na hora, colocou e começou a cantar a plenos pulmões.
A música fala sobre viver a vida mesmo que você tenha que aguentar coisas injustas, sempre manter a cabeça erguida, mesmo que seja engolido pela desesperança. Takao terminou de cantar e todos aplaudimos. Ele sabia a música de cor e até conseguia manter o mesmo tom de voz que o dublador do protagonista.
Em vez de outra pessoa pular para escolher uma música para cantar, Mariana começou a pedir para Wilfrido cantar uma música em espanhol.
— Pra quê? Os únicos que entenderiam seriam Takao e Saiba. Natsuki, Saeko, Kaori, Hina e Aoi não sabem. - "A gente explica depois do que é a música, você canta uma, que faz tempo que não te ouvimos cantar" - respondeu Saiba, que explicou a situação pras meninas e elas começaram a implorar também pra ouvi-lo.
No final, Wilfrido cedeu e pediu pra mim e pro Lisandro darmos um ritmo, e aí, ele começou a cantar "Volveré" do Wilfrido Vargas, cantada pela Ruby Pérez. Pra quem nunca ouviu por não gostar de merengue, "Volveré" é sobre um romance entre um marinheiro e uma mulher que o recebe num porto, os dois se apaixonam e o marinheiro, no dia que vai embora, deixa um anel pra mulher, pra quando ele voltar, poder recuperá-lo.
Wilfrido terminou de cantar e dava pra ver que a vergonha tava começando a pegar ele, a voz dele era meio grave, então não saía tão melodiosa, mas dava pra curtir. Quando explicaram pras meninas sobre o que era a música, todas falaram a mesma coisa.
- "Que lindo!"
Os aplausos pra ele fizeram ele ficar mais envergonhado ainda e ele acabou sentando pra tomar mais do vodka dele.
As próximas a cantar foram Aoi e Hina, que procuraram e acharam uma música antiga do Japão, chamada "Stay With Me", ou seja, fica comigo, o nome já é bem descritivo.
A noite seguiu, Saiba se levantou e cantou "Dragostea Din Tei", traduzida literalmente pra "O amor de tília", uma música romena que é mais conhecida como "Numa Numa".
Ele cantou duas versões, a japonesa, que, por algum motivo, fala puramente de sexo, e a original, porque todo mundo pediu pra ele cantar depois que ele cantou a primeira só de brincadeira. "O amor de tília" é uma música de amor entre três homens por uma mulher, cada um chamando ela e dando motivos pra ela escolher um deles.
Lisandro cantou "Rasputin", Mariana tentou cantar junto com Wilfrido "Colgando en tus manos", Natsuki e Kaori cantaram a abertura de Sailor Moon e me obrigaram a cantar também. espanhol, então acabei cantando "Ay Love" do Cuco Valoy.
Todo mundo tinha cantado, menos a Saeko, que se levantou meio bêbada do meu colo, porque sim, ela tinha decidido sentar nas minhas pernas, então tive que esconder como pude a ereção que me deu ter a bunda dela tão perto do meu pau. Ela procurou entre as músicas da máquina até encontrar outra da saga Yakuza, chamada "Rouge of Love", que traduz como "amor avermelhado".
A música, que não era só mais uma das favoritas do Takao, mas também de todo mundo, começamos a fazer as mesmas falas de alguns dos personagens que acompanhavam a cantora, porque pra cantar "Rouge of Love", você precisa levar uma mulher com você pro karaokê.
A música é meio triste, porque é a história de uma mulher que já não sabe mais amar, se deixando levar pelos desejos, se maquiando pra esconder o que ela acha ser um rosto indigno de ser amado, por fazer cirurgias e por ter sofrido desilusões amorosas antes.
Todo mundo saiu do bar lá pelas dez da noite, estávamos todos bêbados, dava pra ver pelo jeito que a gente andava, mas os únicos que não estavam tão ferrados eram o Wilfrido e a Mariana.
— Ei, eu vou direto pro meu apartamento, se vocês decidirem fazer algo mais, façam sozinhos. A Mariana só vai ficar uma semana, então quero aproveitar o tempo com ela.
Nos despedimos deles e todo mundo começou a andar. A Kaori tinha ido embora há muito tempo, porque precisava voltar pro trabalho cedo, então a Natsuki ficou grudada no Takao a noite toda, quando de repente ela disse:
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Amante japonesa parte IV: http://www.poringa.net/posts/relatos/4193574/Amante-japonesa-parte-IV.html
Se tiverem interesse, podem ler outra das minhas histórias:
Casa compartida: https://m.poringa.net/posts/relatos/4105810/Casa-compartida.html
Bye!
1 comentários - Amante Japonesa III