Negão

Era na época em que eu era garçom. Ele passou a noite toda tomando uísque com gelo. Naquela hora a gente dava amendoim de graça. Ele ficou até o fechamento. Me olhava do outro lado do balcão. Era de um preto de arrepiar. Os dentes bem brancos. A boca carnuda e fresca. Quando fui tirar as coisas dele, quis dizer que meu apê era perto. Não precisei. Ele pegou minha mão e levou até a braguilha. Sorri pra ele e ele me esperou fechar pra caminharmos umas quadras na boca do lobo da noite. Fomos perto do rio, onde tem uma rua que é um túnel inteiro iluminado de amarelo. Ele era o dobro de mim. Abriu minhas pernas em volta da cintura dele. Me segurava com força, minhas costas no tijolo. Quando a imensa rola dele me atravessou, soltei um gemido. A porra do pau dele era uma rocha que doía um pouco, mas era tanto prazer que não consegui pedir pra ele ir mais devagar. Ele me comeu como uma besta selvagem. Apressado. Era tão preto quanto o próprio céu, e a cada estocada eu não acreditava no contraste das nossas peles. O pau dele, ai... Esse pau. Procurei ele em milhares de homens. Continua...

2 comentários - Negão

Un hermoso relato como siempre dejando a flor de piel sensaciones muy estimulantes
No relates ni escribas mas!!! Primero lee y lee mucho así aprendes a escribir!!!!!