Prazeres Proibidos (cap6/ Tudo começa a mudar)

Passaram-se algumas semanas e a situação com Alfonso piorava a cada dia, tínhamos muitos problemas na nossa vida de casal, eu já não queria transar com ele porque sentia que estava traindo meu Amo. Chegaram as férias da faculdade, finalmente ia descansar, estava tão exausta. Nos reunimos, eu e meu grupo de amigas, na saída da faculdade para colocar o papo em dia. Elas sempre perguntavam sobre minha relação com Adonis, porque eu falava dele como se tivesse descoberto uma estrela. Camila se divertia muito com minhas histórias, embora dissesse que eu era muito doida. — Anastasia, por que você não aproveita as férias e vai conhecê-lo? Já que ele não pôde vir, vá você até ele. — Você é doida, tenho medo, é muito longe, nunca viajei tão longe sozinha e ainda mais sem conhecer ninguém. — Você conhece ele!!! O resto das minhas amigas concordaram, mas eu estava nervosa, ansiosa. Decidi mandar uma mensagem para Adonis para saber a opinião dele. — Amo, se eu te dissesse que vou te visitar, o que você faria? — Esperaria ansioso pela minha Anastasia. — Sério, estou pensando nisso, já que estou de férias, parece um bom momento. — Isso me faria muito feliz, quando você viria? — Na semana que vem, eu sairia na segunda para chegar na terça aí. Ficaria uns 2 ou 3 dias. As palavras se amontoavam para sair da minha boca, não acreditava no que estava fazendo, era uma loucura, mas não conseguia parar. Precisava vê-lo, conhecê-lo, senti-lo. Alfonso fazia aniversário naquele domingo, eu estaria com ele comemorando e depois embarcaria na aventura mais louca da minha vida. — Anastasia, isso me deixa muito, muito feliz, temos que organizar tudo, já quero você aqui. — Estou muito nervosa, Amo. — Eu nunca te faria mal, você vai ver, vou te fazer muito feliz e você vai adorar. Eu já não pensava, estava emocionada, eufórica e de repente lembrei: o que eu diria ao Alfonso sobre minha viagem? Teria que inventar uma boa desculpa. Camila me tranquilizou: — Diremos que vamos viajar juntas para Maracaibo, eu tenho família lá e vamos passar uns dias na casa deles. Do meu padrinho, porque você precisa desestressar.
— Será, amiga? Parece convincente.
— Fica tranquila, eu vou te ajudar com tudo e te dar cobertura.

Kimberly, que era minha melhor amiga no mundo inteiro, ficou louca com a ideia. Ela tinha um certo contato com o Adonis pelo meu celular e adorava meu relacionamento com ele porque me fazia feliz. Começamos a pesquisar com a Karla (minha amiga que me apresentou ao Adonis) passagens, hotéis, tempo de viagem, tudo.

— Karla, tenho medo de ir assim, e se ele me matar? E se me deixar na mão? Vou ter um treco.
— Anastasia, não seja boba, eu conheço ele desde sempre e ele é um homem bom, meio doido mas bom. Você vai se dar bem, já vai ver, confia em mim.

Os dias pareciam eternos. Adonis e eu falávamos 24 horas por dia, eu estava muito ansiosa e ele me acalmava. Kimberly me ajudou a escolher a roupa que eu levaria. Eu nunca fui muito feminina pra me vestir, ao contrário dela, que sempre parecia uma boneca Barbie. Então ela me deu bolsa, carteira, roupas de menina, tudo feminino pra eu brilhar pro meu dono.

A mãe da Kimberly tinha um salão de beleza. Lá eu cortei, hidratei e pintei o cabelo, fiz uma progressiva pra alisar, arrumei e decorei mãos e pés, depilei e pintei as sobrancelhas. Resumindo, me deixaram linda pro Adonis.

Obviamente, cada arranjo que faziam em mim, a Kimberly mostrava pro Adonis por fotos, e ele ficava super satisfeito e brincalhão.
— Kimberly, o que me dá tristeza é que você tá se esforçando tanto pra arrumar minha princesa e eu não vou devolver ela tão bonita quanto chegou nas minhas mãos.

Isso me enchia de expectativa sobre o que rolaria nos braços dele, como eu me sentiria.

Chegou a manhã da minha viagem. Finalmente, embora eu tenha que admitir que meu coração estava por um fio.

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