O Entregador 10

Depois do primeiro encontro, seguiram-se dois fins de semana visitando as amigas da Nora. Poderia detalhar cada encontro, mas nem todos valem a pena. A maioria era de mulheres mais velhas que só queriam matar a vontade, e uma simplesmente queria um acompanhante pra ir ao teatro e jantar.

Finalmente, chegaram as férias, meus amigos. Chegamos em Gesell em dois carros. A casa estava incrível, e meus amigos não acreditavam que eu tinha conseguido um lugar daqueles (pra eles, eu disse que a Nora tinha conseguido um preço bom com uma amiga dela). Eram duas casas espelhadas, com uma piscina no meio e um churrasqueiro nos fundos. Pelo que dizia na chave, nossa casa era a da direita. A gente se preparou pra descer todas as coisas. Lá dentro era ainda melhor: tinha uma sala de estar e jantar enorme, com uma cozinha super equipada, uma mesa gigante e uns sofás ao redor de uma lareira com uma TV imensa. No andar de cima, havia 4 quartos. Como eu tinha conseguido o lugar, meus amigos me deixaram escolher. Optei por um que imaginei ser o principal: tinha banheiro suíte, uma cama enorme e uma sacada que dava pro parque. Ia dividir com meu melhor amigo (o único que sabia a verdade de tudo que estava rolando e como eu tinha conseguido aquela casa — ele é e sempre foi meu irmão, e não há segredos entre nós).

Aproveitei um momento de solidão pra ligar pra Loli e agradecer.

L: Encontraram tudo certo? Gostaram?
Y: Sim, demais. Esse lugar é incrível.
L: Que bom que você gostou, gostoso. Aproveitem.
Y: Acho que é pagamento demais por aquele dia, então vou ter que te dar um troco quando voltar.
L: Gostei da ideia, vou estar esperando. Mas por enquanto, lembra do que te pedi.
Y: Sim, não esqueci. Mas como vamos fazer?
L: Relaxa, já pensei em tudo. Com certeza você vai ter uma surpresa.

A gente continuou conversando mais um pouco sobre bobeiras, e eu desci pra encontrar meus amigos, que já tinham praticamente arrumado tudo. Vou passar a contar sobre eles porque em certo ponto vão fazer parte da história. participação neste e em alguns dos próximos relatos. No total, éramos 6 amigos, todos com 18 anos. Martin – meu “irmão” – alto, muito alto, mede 1,92, jogador de vôlei, cabeça raspada e um bom físico condizente com as horas que dedicava à atividade física. O único complexo que sempre teve foi a entreperna. Não que ele tivesse pequena, mas ele era tão alto que no corpo dele parecia pequena. Inclusive, teve que ir ao psicólogo por causa disso e pelo mal que passava nos vestiários. Andrés, se todos diziam que eu era o líder, ele era diretamente meu braço direito. Sempre andava atrás de mim, reforçando pra todo mundo o que eu tinha dito pra fazer, e não sei por que maldita mania, sempre me trazia os relatos do que tinha acontecido se eu não saía. Segundo Martin, ele tinha uma admiração completa por mim. Um cara baixinho, não chegava a 1,70 e sempre com um corte de cabelo arrumado. Desde que terminamos a escola, ele tinha começado a deixar a barba crescer, que aos poucos ia cobrindo o rosto dele. O ponto forte dele sempre foram os olhos, tinha dois olhos azuis que, sinceramente, se eu não o conhecesse desde pequeno, acharia que eram lentes de contato. Fabrizio era o intelectual do grupo. Não diria que era o nerd, mas sim o que estava sempre lendo filosofia, o que conquistava as minas com as opiniões dele, o que, quando tudo estava prestes a explodir, soltava algum comentário filosófico pra acalmar os ânimos. Era um cara que andava sempre muito arrumado – acho que deve ser o único cara que conheci na vida que, aos 18 anos, ia pra balada de camisa e gravata. Tinha um vício por sapatos, tinha um monte e sempre engraxados. Toda essa precisão pra se vestir contrastava com a cabeça dele, sempre despenteado, com os cabelos em pé, e não me perguntem por que os óculos dele estavam sempre tortos. Santi era o mais tranquilo, e o gay do grupo. Embora a gente sempre soubesse, foi só na viagem de formatura que ele esclareceu a situação pros outros. Quem mais teve dificuldade pra aceitar foi a ex-namorada dele, porque, apesar de o Santi ter Ele debutou bem antes de todo mundo, tinha mais experiência com caras do que com minas, mas pra manter as aparências, principalmente com a família super conservadora dele, sempre andava com garotas em público. E é verdade, ele sempre pegava a mais gostosa. Era um cara normal naquela época, uns 1,70m, malhava bastante mas não era bombado, era bem magro e tinha uma bunda melhor que muita mina que eu conheci. Sempre se vestia bem e era animado – hoje o Santi mora em Los Angeles e se chama Anita, tá casada há 2 anos e fez a cirurgia de redesignação sexual há 5. Ano passado tiveram o primeiro filho deles e tenho que admitir com orgulho que sou o padrinho e ainda leva meu nome – sempre foi a alma da festa. E por último tinha o Bruno, claramente o que eu menos gostava no meu grupo, além de ser meu amigo era meu cunhado (sim, tenho duas irmãs, mas não criem expectativas, nunca rolou nada com elas), mas sempre fomos opostos. Nunca entendi o que minha irmã viu nele naquela época, tipo, sim, o que ele tinha entre as pernas era mais que suficiente pra apaixonar qualquer garota. Quem acha que as medidas que colocam aqui são exageradas, a dele era exagerada. Ainda lembro quando no terceiro ano um cara mais velho puxou a calça dele pra passar vergonha, mas a real é que a única coisa que fez foi despertar admiração e inveja de todo mundo ali. Mais ainda, desde aquele dia o apelido dele virou Hulk por causa do tamanho daquilo.

Depois que arrumamos tudo, fomos pra praia. A gente tava moído da viagem, mas queria aproveitar porque o dia tava lindo. A praia era a poucos metros, então fomos pra lá. Passamos quase a tarde toda curtindo a paisagem maravilhosa que as minas faziam enquanto pegavam sol, conversamos com várias tentando marcar algum rolê, mas sem muito sucesso. Lá pelas 5 decidimos voltar pra casa. Quando estávamos entrando, ouvimos vozes do outro lado. lalibustrina (não dava pra ver o interior da casa porque tinha uma cerca verde bem fechada e o portão de entrada era de chapa lisa, quando nos aproximamos percebi que eram vozes de mulheres, o que me deu uma certa tranquilidade, mas todo mundo sabe o perigoso que costuma ser a costa, ainda mais naqueles anos. Quando entramos, nos deparamos com 7 minas indo e vindo na frente da outra casa, ninguém entendia muito, mas eu rapidamente reconheci a Florencia, a neta da Loli. Flor era uma guria de 17 anos, estudava no nosso colégio, mas eu a conhecia melhor porque era muito amiga de uma mina com quem eu tinha saído, jogavam hóquei juntas. Era gordinha e baixinha, mas muito bonita de rosto, a cara dela era beleza pura, loira natural bem comprida que ela sempre usava presa num rabo de cavalo que chegava quase na cintura, tinha os olhos da avó, e dois peitos que sempre chamaram minha atenção no uniforme do colégio porque parecia que a camisa ia explodir. Me aproximei pra cumprimentá-la enquanto meus amigos olhavam bestas como a casa melhorava ainda mais agora que tínhamos um grupo de minas vizinhas no mesmo terreno (a última coisa que ouvi antes de me afastar foi o Martin dizendo que era lindo ver elas na piscina).

Y: Oi, desculpa, Flor, né? Não sei se você me conhece.
F: Oi! Claro que te conheço, difícil não te conhecer, então você é nosso vizinho?
Y: Sim, trabalho com a Nora, uma amiga da sua avó, e ela me conseguiu a casa, espero que não incomodemos vocês.
F: Imagina, espero que a gente não tenha estragado seus planos, minha avó falou pra eu aproveitar a casa que não iam usar, mas vejo que estão usando.
Y: Não vão nos incomodar nada – nessa hora lembrei do pedido da Loli – é bom ter uma vizinha gostosa e gente boa.
F: Ah, já conheceu alguma das minhas amigas?
Y: Tava falando de você – ela ficou vermelha que nem um tomate – a gente acabou de voltar da praia, mas já nos acomodamos mais cedo, se quiserem podem passar depois pra tomar alguma coisa.
F: Ah, pode ser, não prometo nada, mas vou. Falar com as minas

Ela se esticou na ponta dos pés e me deu um beijo rápido na bochecha, e saiu correndo de volta pra dentro pra encontrar as amigas dela. Quando entrei em casa, o único assunto era quem tinha levado camisinha, quem ia ficar com quem e como a gente ia fazer, porque tinha mais minas do que caras.

Y: "Ô, dá pra dar uma segurada? Não vão cagar o pau, hein?"
S: "Por mim, vocês já sabem que não precisam se preocupar."
M: "No fim, os únicos que vão se dar bem aqui somos eu, você e o Fabri. Acho que o Bruno não vai se arriscar a fazer nada com o cunhado aqui."
Y: "Ele sabe o que faz, é grandinho, e eu não vou ser dedo-duro. Mas acho que a gente tem que se acalmar. Convidei elas pra tomar uma coisa, se conhecer, já que vamos ser vizinhos por uns dias, pelo visto."
F: "Muito bem, aprendam, punheteiros. É assim que se conquista as minas."
B: "Você armou tudo isso pra eu brigar com seu irmão, não é?"
Y: "Não seja otário, já te falei, se quiser fazer algo, faz. Não vou contar pra minha irmã. Só não seja burro e faz as coisas direito. Além disso, minha irmã tá no Brasil com as amigas, e é o único lugar onde você não tem vantagem pra não tomar gaia."

Esse comentário fez todo mundo cair na gargalhada. O grupo se separou e a gente se revezou pra tomar banho. Quando saí do chuveiro, fiquei deitado na cama um tempão e vi que tinha uma mensagem da Loli, com um número de telefone. Era o número da Flor, então mandei uma mensagem:

“Pra você ter o número do seu vizinho, caso precise de alguma coisa, gostosa. Beijos.”

Em poucos segundos veio a resposta, agradecendo e perguntando como eu tinha o número dela. Falei que tinha tido a ousadia de pedir pra avó dela pra ficar em contato e que esperava não incomodar. Ela respondeu que de jeito nenhum, que pelo contrário, era bom estar em contato. A gente ficou trocando mensagem por um tempo até que eu mandei outra reforçando o convite, e ela disse que passava daqui a pouco.

Fiquei relaxado na cama, pensando nas minhas férias. Trabalho novo, e em poucos minutos ouvi a galera se cumprimentando lá embaixo. Botei só uma bermuda e uma regata (na época usava-se muito mais) e quando desci, encontrei a Flor com um vestidinho branco que ia até o pé e um decote que deixava ver parte do biquíni dela, que mal segurava os peitos. Do lado dela, estavam duas minas que ela nos apresentou: Josefina era uma morena alta, tinha pouca peita (principalmente comparada com a Flor), uma boca grande com um sorriso realmente lindo e uma pinta pequenininha no lábio que depois descobri ser uma tatuagem. A outra mina se apresentou como Popi, era uma baixinha, usava uma calça meio hippie que destacava uma bunda muito gostosa, e tinha uns peitos bonitos escondidos numa camisa polo; a marca dos bicos mostrava que ela não tava de biquíni, e tinha uma boca linda com lábios bem carnudos. Ficamos todos conversando, primeiro tomando mate e, com o passar dos minutos, partimos pro Fernet. Na conversa, elas contaram que eram todas colegas de hóquei (isso explicava as pernas delas). Josefina tinha 19 anos e era a capitã, e Popi tinha acabado de fazer 20. Aí elas contaram que as mais novas eram Camila (uma das minas que não veio) e Flor, que ia fazer 18 naquela semana, e por isso a avó dela disse pra ela ir curtir a praia com as amigas. O resto da tarde passamos conversando, e eu tentava chegar o mais perto possível da Flor, que era a mais quietinha das três. Dava pra ver que ela era muito tímida, e sempre que a gente começava a pegar intimidade, ela mudava de assunto pro grupo ou a gente era interrompido por algum dos nossos amigos. Lá pras 8, as minas se despediram e perguntaram se a gente queria ir comer na casa delas como retribuição, já que uma das minas que tinha ficado estava preparando pizzas, assim a gente não precisava cozinhar nada elaborado. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, o Martin, que já tinha se engraçado todo com a Josefina, aceitou o convite. No fim, fomos. Só o Bruno ficou porque tinha um compromisso. Chamei ela de minha irmã e não tinha como justificar que ia comer com a gente e umas minas sem ter dor de cabeça.

A gente se arrumou mais ou menos, batemos na porta e uma das minas que a gente não conhecia abriu, justamente a Camila, a mais nova do grupo, que tinha acabado de fazer 17 anos. Era uma gata, uma mina ruiva com sardas, uns peitos lindos escondidos debaixo de um top e umas pernas bonitas e compridas, quase da altura do Martin. Ela nos fez entrar, a casa era idêntica à nossa, os mesmos móveis. Na sala, a Flor estava com as duas minas que vieram na nossa casa. Na hora, o Martin foi sentar do lado da Josefina e começaram a conversar, enquanto o resto do pessoal batia papo em grupo.

Depois de um tempo, apareceu a Julieta, a mina que tava fazendo as pizzas. A Julieta eu também conhecia, era minha vizinha, mas não sabia que era amiga da Flor. Nosso rolê era só de "oi" e "tchau" no elevador. Sabia que ela tinha a mesma idade que eu porque lembrava quando ela fez 15 anos. A Juli era uma gostosa em todos os sentidos, daquelas minas que te deixam de boca aberta quando você vê. Cabelo castanho claro na altura dos ombros, olhos verdes, lábios carnudos, um corpo de academia bem cheio. Não tenho como explicar o quanto era difícil descer de elevador com ela quando eu ia pra academia. A gente se cumprimentou com surpresa, e acho que surpreendemos todo mundo com nosso jeito, menos a Flor, que aparentemente sabia que eu era vizinho dela.

Não passaram nem 10 minutos quando apareceu a 6ª mina, a que faltava: Melina. Só de olhar já dava pra ver que era a típica nariz empinado que olha todo mundo de cima. Ela nos encarou e fez uma radiografia instantânea. Tava usando uma minissaia de tecido, uma regata com brilho e umas botas que quase chegavam no joelho. Na hora, se juntou à nossa conversa e, claro, começou a ditar o que se falava. Era bem desdenhosa com todas as outras minas. O jantar foi tranquilo, cheio de piadas entre quase todo mundo. A mais calada o tempo todo O tempo era flor, e quem sempre tentava chamar a atenção era a Melina.

Aos poucos, o álcool do jantar (que não passava de cervejas) foi fazendo todo mundo se soltar e a conversa fluir. Acho que o ponto mais picante foi quando o Santi contou a história dele. Naquele momento, a Cami, a Juli, a Popi e, pra tristeza do Martin, também a Josefina, prometeram que naquele verão iam fazer ele gostar mais de mina do que de boy de novo.

Quando terminamos de jantar, a gente se despediu. Depois de um tempo na nossa casa, não conseguia dormir e a noite tava muito bonita, então desci, peguei umas cervejas da geladeira e fui pra beira da piscina ouvir um som com os pés na água. Não passaram nem 10 minutos quando a Melina apareceu.

M: Incomodo?
Y: Oi, não, tudo bem, tava ouvindo um som.
M: Te vi lá de cima sozinho e pensei que ia te fazer bem uma companhia.
Y: É, pode ser — verdade que eu não gostava dela, era bonita, mas tinha algo nela que me irritava — cê vai usar o quarto grande?
M: Sim, já que eu trouxe elas, merecia ter meu lugar sem tanto caos. Além disso, tenho privacidade caso conheça algum gato — nessa hora ela colocou a mão dela na minha, e eu tirei na hora —
Y: Olha só, que precavida. Pensei que esse quarto ia ser da Flor, já que ela é a dona.
M: A gordinha pode ser a dona, mas pra que quer um quarto só pra ela? Nem as próprias mãos tocam nela, haha.
Y: Não vejo graça.
M: Ah, não me diz que cê curte a gordinha. Olha que a família dela não solta a grana, hein. Pode ficar com uma das gostosas.
Y: Eu não ligo pra dinheiro, e se fico com ela é porque ela é uma das gostosas da casa.
M: Bom, gosto é gosto.
Y: É, gosto é gosto. Uns gostam de mulher, outros gostam de embalagem sintética.

Nessa hora, levantei e fui pro meu quarto bem puto. Não só tinha xingado as minas, como ainda tinha estragado meu momento de paz. Assim que entrei no quarto, peguei o celular yle mandei uma mensagem pra Flor

Y: Oi, desculpa, tá dormindo?
F: - uns segundos depois – Vizinho, não tô com muito sono, você também?
Y: É, difícil dormir, tô acabado
F: Te vi na piscina falando com a Mel, não quis atrapalhar
Y: ufff, me ferrou a relaxação, sério, essa mina é sua amiga?
F: na real, a Mel não é minha amiga, é mais amiga das meninas, ou melhor, é nossa colega, mas era a que tinha a caminhonete pra gente vir todas e economizar a passagem
Y: não deviam ter dado o quarto grande pra ela
F: bom, mas ela nos trouxe, além disso, deixa ela assim pra poder trazer os contatinhos dela e ter “intimidade”
Y: bom, você também podia querer trazer seus contatinhos, né?

Passaram uns minutos até que finalmente recebi outra mensagem dela

F: e você, que quarto te coube?
Y: o grande, o que você devia ter
F: haha, bom, você também vai poder ter sua intimidade
Y: eu divido, com o Martin
F: Ah, acho que hoje à noite vão te deixar sozinho
Y: por quê?
F: foram com o José há um tempo, pra praia
Y: ah, olha, bom, vou ter ele só pra mim
F: pode chamar a Mel, com certeza ela vai gostar
Y: ou você podia usar o quarto grande
F: claro, se você chamar ela pro seu, eu podia usar o quarto grande
Y: tava falando pra você usar este quarto

Passaram os minutos e não teve mais respostas, me deitei e tentei dormir pensando que tinha ido longe demais e estragado tudo. No dia seguinte, fui um dos primeiros a levantar e me preparei pra fazer o café da manhã. Tava nisso quando pela janela vi as meninas indo embora, lembrei de como tinha ficado tudo na noite anterior e procurei no celular se tinha alguma mensagem da Flor, mas nada. Então decidi mandar uma mensagem pra ela: “desculpa se passei do ponto ontem à noite, acho que o álcool me fez falar demais”. Nada de novo, logo todos desceram pra tomar café. Começamos a falar besteira até que o Santi encarou o Martin e perguntou o que tinha rolado na noite anterior. O Tincho contou pra gente que Tinham ido pra praia e acabaram transando numa das cabines dos salva-vidas. A gente foi pra praia e lá encontramos as minas, só faltava a Melina, felizmente. Ver elas na praia era uma coisa linda, todas usavam biquínis que destacavam o melhor dos corpos delas. A Flor tava com uma calcinha preta e a parte de cima do biquíni era com flores da Rip Curl, aqueles peitos pareciam que tavam pedindo pra ser soltos. Assim que nos viram, a Camila chamou a gente pra ir com elas. A Josefina e o Martin se cumprimentaram com um selinho, todo mundo zuando. A Cami e a Juli abraçaram o Santi, e o Fabricio sentou do lado da Popi. Apresentamos quem faltava pro Bruno, que não conseguiu disfarçar nem um segundo como olhava pra minha vizinha Juli, que ele já conhecia de ir na minha casa. E a Flor, assim que me viu, ficou vermelha que nem um tomate e se deitou pra pegar sol. A gente ficou conversando todo mundo por um tempão. Admito que me dava uma raiva danada ver meu cunhado batendo um papo tão animado com a Juli, dava pra ver que tinha química. Num momento, falaram em ir pro mar, mas eu quis ficar. A Flor tava dormindo, supostamente, e eu queria aproveitar pra tentar resolver as coisas. Assim que todo mundo foi, eu me deitei do lado dela.

Y: Dormindo?
F: Não, não. O que foi?
Y: Não vai pro mar?
F: Não curto muito quando tem muita gente, mas vai você se quiser.
Y: Não, não. Queria falar com você.
F: Comigo?
Y: É, ontem eu claramente passei dos limites e queria te pedir desculpa.
F: Por que você acha que passou dos limites?
Y: Ué, a gente mal se conhece e eu te chamei pro meu quarto. É compreensível você ficar brava.
F: Não fiquei brava – de novo, tava vermelha que nem um tomate – pelo contrário, nunca um cara me chamou pro quarto dele, mas meu celular descarregou e eu não trouxe carregador. Se não te falei antes, foi porque achei que você tivesse puto por eu não ter respondido.
Y: Hahaha, a desculpa do celular descarregado.
F: Não, juro. Olha, pega minha bolsa e vê o que tem dentro.
Y: Deixa eu ver – abri a bolsa e tinha um carregador genérico lacrado – tá bom, acredito em você. Mas esquece, não. Fiquei puto, mas pensei que era você que tinha ficado brava
F: hahaha somos dois, ninguém bravo
Y: viu, e o pior é que dormi sozinho
F: hahaha melhor sozinho do que mal acompanhado
Y: o Martin não é tão má companhia
F: tava falando de mim
Y: impossível você ser má companhia, bobinha, eu tô te deixando toda vermelha, não quer que eu passe bronzeador? Se quiser, claro
F: hmm, sei não, tô com vergonha, você vai pensar besteira
Y: eu que tô me oferecendo, deixa?
F: tá bom, vai, mas só nas costas

Peguei o pote de creme e passei nas costas dela, comecei a espalhar por toda a extensão, ia e voltava do pescoço até o limite da racha, bem em cima da bunda. Num certo momento, resolvi ir um pouco mais longe pra ver o que rolava, vi os peitos dela apertados contra a lona, soltos, passei a mão pela lateral do corpo e rocei eles, um gemido leve escapou da boca dela e notei a pele dela se arrepiar, mas ela não fez nada pra se mexer, repeti o mesmo movimento e de novo a mesma reação. Resolvi descer com as mãos até a bunda dela pra ver o que acontecia, eu já tava completamente duro, tava no elástico da sunga dela e quando ia começar a tocar a bunda, ouvi os meninos voltando e tirei as mãos

F: não, o que foi?
Y: shhh, olha
F: ah, oi oi, como vocês tão?
C: o que vocês estavam aprontando, galera?
F: nada, nada
Y: só passei creme nas costas dela, olha como ela tava vermelha
C: tô vendo como ela tá – Camila olhou direto pro meu volume, era impossível disfarçar – muito bom, ajudando
Y: e o resto?
B: foram comprar uns sucos, eu vim buscar grana, você quer um?
Y: quero um, de pêssego, me traz? Flor, você quer?
F: quero sim
B: de quê?
F: banana com leite
C: com certeza ele paga com gosto – olhando pro meu volume de novo – não é?
Y: o que ela quiser
F: idiota! – ela falou baixinho enquanto batia na perna dela –

Bruno foi se encontrar com o resto, nós três ficamos batendo papo sobre besteiras. Quando todos voltaram, ficamos todos de resenha e zoação. jogando vôlei e fazendo coisas de praia até que começou a esfriar e a gente voltou pra casa. Naquela noite, as minas tinham planos e a gente tinha combinado de encontrar outros amigos num bar, então cada um foi pro seu lado. Quando saí do banho, vi uma mensagem no meu celular, era da Flor: "amei o de hoje, fiquei com vontade de mais". Respondi perguntando quanto mais, mas ela não respondeu. O resto da noite foi a típica noite de farra em Gesell, voltamos pra casa umas 4 da manhã, quando entramos no terreno, encontramos a Flor, a Cami e a Juli na piscina.

J: Galera, vem! A água tá uma delícia!
C: É, vai, a noite ainda é jovem!

Dava pra ver que elas estavam bem bebidas, a Flor não tirava os olhos de mim, e eu também não conseguia parar de olhar pra ela. Não estavam de maiô, tinham entrado de calcinha e sutiã. A Flor e a Cami estavam de camiseta branca e dava pra ver que não usavam sutiã, parecia que estavam peladas, e a Juli tava com um sutiã de renda. Os caras foram tudo pra dentro, acho que a bebedeira não deixava eles fazerem nada nem entenderem o que tava rolando, o único que ficou comigo foi o Santi.

C: Que cagões... bom, vêm, galera, entra!
Y: Vou me trocar e já volto.
S: Trocar o quê? Eu vou assim! – nessa hora, ele tirou a calça, o tênis e a camiseta e se jogou na água, o safado tava de calcinha rendada – Vai, mano, entra!
J: É, vai, tá com medo? Meninas, vão buscar ele pra ele entrar!
F: É, vamos, Cami, vamos buscar ele.
C: Pensa bem, se não tirar a roupa, ela vai molhar.

Apesar de tudo, ainda tinha um pouco de vergonha em mim e eu tinha escolhido uma cueca boxer branca praquela noite, que com a água ia deixar pouco pra imaginação, pra piorar, entre o álcool e a imagem que as minas tavam dando, eu tava bem duro. Enquanto eu pensava no que fazer, a Cami e a Flor saíram da água, a imagem era incrível, as camisetas delas grudaram ainda mais no corpo e os peitos estavam lindos ali, a Flor ainda por cima tava uma calcinha de algodão (nada sexy pra falar a verdade) rosa que com a água tinha ficado transparente e mostrava uma ppk sem depilar completamente molhada, enquanto a cami usava uma tanga preta

C: e o que você vai fazer?
F: você vem com a gente ou a gente te leva?

Naquele momento criei coragem, me apressei enquanto as minas vinham na minha direção, tirei meus tênis e a camiseta e quando tentei me apressar pra tirar a calça cometi o erro de prender a cueca e puxar ela junto. Minha única reação foi levar as mãos pro meu volume, a da cami foi um olhar safado, a flor olhou pro meu volume e depois nos olhos mordendo o lábio, enquanto a juli e o santi começaram a gritar show show show da piscina. Peguei a cueca que tinha ficado até a metade das minhas pernas e subi ela e me dirigi pra piscina sob o olhar das minas, quando passei do lado da cami a safada me agarrou forte uma bunda

C: devia ter deixado ela pra baixo, já que a gente viu toda a mercadoria não é flor?
F: verdade, no final parece que tem alguém mais tímido que eu aqui
C: cê tem razão

Nós três entramos na piscina, era verdade a água tava uma delícia. Ficamos conversando um tempão até que só ficamos o Santi, a Flor e eu na piscina. O Santi tinha começado a nadar de peito enquanto a gente via o amanhecer, e a flor chegou perto de mim

F: entre o que rolou hoje à tarde e o que eu vi agora não vou conseguir dormir tranquila hoje
Y: entre o que eu fiz de manhã e o que eu tô vendo agora também não vou conseguir dormir – enquanto pegava na cintura dela – a não ser que alguém me faça companhia
F: quem poderia te fazer companhia?
Y: ah sei lá, meu quarto me parece que tá vazio de novo

Naquele momento sem dizer nada a flor se apertou contra mim e me beijou, foi no começo um beijo suave mas aos poucos foi ficando apaixonado, a mão dela começou a procurar dentro da minha cueca meu pau que tava durasso, eu agarrei ela e ela começou a me bater uma enquanto continuava me beijando, parou de me beijar quando uma das minhas mãos Pego uma das tetas dela por baixo da camiseta só pra gemer. Ela fazia tudo meio sem jeito, mas tava me deixando muito louco. Ela se afastou um pouco de mim e me olhou enquanto continuava me masturbando.

F: cê acredita se eu falar que é a primeira buceta que eu toco?
Y: sério?
F: sério, sou virgem, prometi que ia ser virgem até os 18, mas também não foi tão difícil assim
Y: por que cê diz isso?
F: ninguém olha pras gordinhas
Y: eu tô te olhando – nessa hora peguei a camiseta dela, tirei e dei uns beijos nos peitos dela que eram lindos – e tô te beijando
F: adoro, senta na borda que quero fazer uma coisa

Fiz o que ela pediu e assim que sentei ela levou a língua no meu pau, passava como se tivesse chupando um sorvete até que finalmente se animou a enfiar ele inteiro na boca. Nessa hora vi o santi que também tinha sentado na borda e tava se masturbando olhando o espetáculo.

Y: temos plateia
F: mmmm não tô nem aí, cê gosta? tô fazendo bem?
Y: sim, continua
F: mmmm santi, cê acha que tô fazendo bem?
S: dava pra fazer melhor, quer que eu te ensine?
F: não sei, cê acha que eu deixo ele me ensinar?
Y: olha, cê passou de nunca ter tocado num pau pra ter dois disponíveis pra chupar – nessa altura o santi já tinha chegado do nosso lado
S: quem disse que ela vai chupar o meu, eu falei que vou ensinar ela

Não deu tempo de reagir, o santi levou meu pau na boca, ao mesmo tempo que a flor ria e levava as mãos na cabeça. Minha reação instintiva foi me jogar pra trás, nunca esperava que meu amigo fosse chupar meu pau, mas ali estava ele. E olha, ele fazia muito bem, a flor olhava besta, até que o santi tirou da boca e deu pra ela, foram se revezando pra chupar enquanto as mãos deles se tocavam, às vezes um chupava minhas bolas e o outro meu pau. Tudo isso tava me dando muito prazer e eu não ia aguentar mais.

Y: vocês tão me matando, vou gozar se continuarem assim
S: – tirou meu pau da boca – acho que a senhorita merece a primeira gozada dela, né? Vai tomar tudo?
F: é gostoso?
S: assim que você provar, não vai conseguir parar. chega a boca pra cá e me dá a linguinha

Flor obedeceu e o Santi começou a bater uma pra mim bem forte, a cena era incrível, e finalmente não aguentei mais, um jorro enorme saiu do meu pau direto na garganta da mina, que instintivamente, com a invasão do leite, fechou a boca, fazendo o resto dos jorros irem pra cara dela. Era um espetáculo ver aquela mina inocente até pouco tempo atrás coberta de porra, os olhos claros dela fizeram eu lembrar automaticamente da Loli coberta do meu leite. O Santi beijou ela e limpou com a língua a porra que tinha na cara dela

S: e aí, gostou, linda?
F: amei, não acredito, mas acho que gozei
Y: sério?
F: sim, foi muito parecido com quando eu me toco e gozo
S: que lindo, mas mais lindo ainda é esse pau que continua duro, temos que abaixar ele, temos que comer
F: não, eu não posso, não até meu aniversário
S: bom, então que seja seu presente de aniversário, mas não podemos desperdiçar ele, posso eu?
Y: sério que tá me perguntando? A essa altura, faz o que quiser

Santi saiu da água, me fez deitar e sentou no meu pau, entrou de uma vez, dava pra ver que era bem treinado. A imagem do pau dele saindo da calcinha dela, tenho que admitir, me deixava com muito tesão. Não sei quanto tempo ele ficou montando em mim, a Flor assistia tudo enquanto se tocava por cima da calcinha que estava encharcada

S: mmm que pau gostoso que você tem, que legal ter amigos assim
Y: não se acostuma, porque isso é raro pra mim
S: seu pau não diz a mesma coisa, e olha pra ela como tá! – enquanto apontava pra Flor, que não parava de se tocar e gemer – já chuparam sua buceta alguma vez?
F: mmm não, nunca, só eu mesma me toquei
S: ufff vai lá e coloca a buceta na boca dele e aproveita

Fiz sinal pra Flor se aproximar de mim, e quando ela ficou em cima de mim, com minhas mãos peguei a calcinha dela e puxei pra baixo, ela era bem peluda e tava encharcada, entre a água e o tesão dela. Fiz ela descer e comecei a passar minha língua pelos lábios dela. Instintivamente, aos Poucos segundos depois, ela se jogou pra frente e agarrou a pica do Santi.

F: Que gostoso isso, e você tá duraço, posso chupar?
S: Nunca peça permissão pra chupar uma pica, amor, só aproveita.

Flor agarrou a pica do Santi e levou até a boca. Não conseguia ver, mas sentiu o Santi diminuir o ritmo e começar a se mover mais devagar. Depois de alguns segundos, Flor soltou a pica do Santi e se jogou mais pra trás. Levou uma das mãos até a buceta enquanto chupava e começou a mexer os dedos rápido no clitóris, até que finalmente gozou. Na mesma hora, o Santi começou a gemer mais forte até que de repente senti algo quente no meu corpo — ele tinha gozado em cima de mim. As contrações da buceta dele me fizeram gozar também, e eu enchi o cu dele de porra. No fim, caímos os três nus e exaustos na grama. Já era dia.

Santi foi o primeiro a se levantar, me deu um beijo na boceta e deu um beijo na Flor. Flor se virou e me beijou bem apaixonada. Subiu em cima de mim, deixando a buceta peluda dela na minha pica.

F: Tenho que confessar uma coisa.
Y: O que você vai confessar? Não é virgem?
F: Não, idiota, sou virgem sim.
Y: E o que você tem pra confessar?
F: Eu sei muito bem quem você é e o que você faz — admito que fiquei muito nervoso, e ela deve ter notado pela risada dela — fica tranquilo, não vou contar nada. Não tenho segredos com minha avó, e ela me contou sobre você.
Y: Tudo?
F: Sim, tudo, e admito que me toquei muitas noites esperando as férias chegarem, com o que minha avó me contou.
Y: Então você sabe que ela me pediu pra ficar com você? Olha, eu fiz isso porque realmente gostei de você, ela me pediu pra ser seu amigo.
F: Eu sei, minha avó disse que você ia ser meu presente de aniversário, e que eu podia fazer o que quisesse porque você ia me entender, e ela não mentiu, você me fez sentir linda, obrigada.
Y: Você é linda, não fiz por dinheiro nem nada, de verdade, você me parece muito linda.
F: Obrigada. Quinta-feira você vai ser meu presente de aniversário?
Y: Sim, embora você vá ser um presente adiantado. pra mim
F: valeu – me deu um beijinho – melhor eu ir senão não chego no meu aniversário
Y: é, melhor!
F: só um favor, pode ficar com qualquer uma das minas, não me incomoda, pelo contrário, adoraria que fizesse isso, principalmente com a Cami e a Juli, que são minhas melhores amigas
Y: tipo, cê tá me pedindo pra ficar com elas também? Acho que já têm seus candidatos
F: hahaha, sei, não, na real o que quero pedir é: não fica com a Melina. Ela sempre pegou os caras que eu gostava, e pela primeira vez queria que sobrasse pra mim
Y: pode esquecer, do jeito que você me atrai, ela não me dá nem tesão, pelo contrário, me broxa
F: hahaha, cê é um amor, até amanhã, descansa.

Entrei no quarto e caí duro na cama, não aguentava mais. Finalmente dormi. No dia seguinte, acordei com uma mensagem da Flor: “tô doida pra você passar creme em mim de novo, e pra provar seu creme de novo”.

Mas agora ficou muito longo, então no próximo vou contar o aniversário da Flor e o que rolou com o Santi mais pra frente. Saudações e espero que estejam tão tarados quanto eu ao lembrar e escrever isso. Adoraria que me mandassem mensagens contando o que acham, e se animarem, fotos ou vídeos se tocando depois de lerem.

5 comentários - O Entregador 10

Este relato es espectacular, no leí los anteriores, lo abrí de curiosidad nomás. Capaz mucha gente no lo lee porque es la décima edición pero me sorprendería si todos tienen esta calidad, ojalá sí. Saludos
Yo vengo siguiendo los relatos estan muy buenos, recomendable.
owl3
Cuando pensaba que no había forma de mejorar el relato te superas +10
Exelente cada vez pinta mejor el relato estoy leyendo con la verga dura van 10 puntos