Paula falava comigo, mas eu não tava ouvindo. Na minha cabeça ecoavam outras vozes, as do Edu, naquelas frases pra Maria. Aquele cara dizia umas coisas que pareciam tiradas de filme, ou como se o jeito dele de paquerar, de falar com as mulheres ou de provocá-las fosse tirado de um roteiro escrito por ele mesmo. Era tão sexy e provocador que parecia um estereótipo. Parecia impossível que ele fosse assim de verdade, que agisse assim com quem ele confiava.
Não dava pra imaginar que Maria odiasse ele tanto quanto eu, mas era inegável que, em alguns momentos, ele era insuportável pra ela. No olhar de Maria, eu vi desejo, assim como repulsa. Conhecendo ela, com certeza se sentindo culpada por se sentir atraída por ele.
No caminho curto até o bar, olhei pra trás umas duas vezes, pra ver se Edu e Maria faziam alguma coisa, mas de novo estavam só conversando, sem se aproximar mais. Ficava me perguntando o que teria acontecido se as amigas dela não tivessem interrompido. Ou o que teria rolado se eles tivessem ficado completamente sozinhos... Lembrei daquele olhar da Maria pra mim... quando ele apalpou a rola dela... pedindo permissão? Pedindo pra eu parar com aquilo? Me dizendo que ela já não conseguia parar mais nada?
Enquanto serviam as bebidas, Edu se afastou da Maria, indo em direção à mesa onde tinha jantado. Talvez pegar alguma coisa, sei lá. E minha mina tirou o celular da bolsa e começou a digitar. Dava pra sentir o nervosismo dela a metros de distância.
A gente se aproximou com as bebidas e eu nem sabia o que queria, nem sabia até que ponto a chegada da Paula bagunçava tudo. Ela foi na direção do Edu pra dar o copo dele, e eu fui na da Maria. Achei que, com isso, teria pelo menos uns segundos pra minha mina me contar como ela tava, o que tava rolando... como ela via aquilo... Mas não deu, quando eu ia entregar o copo pra Maria, Edu e Paula já estavam perto demais pra gente conversar em particular. Foi aí que vi no celular da minha mina que ela tinha me mandado uma mensagem.
Um mau pressentimento me pegou, pensei que... Leria na minha tela que não podia continuar, que me pedia pra parar, que me pedia pra ir pro nosso hotel, que me pedia pra não empurrar ela mais pra ele.
Não foram mais de cinco segundos, mas eternos, até que, me afastando um pouco, peguei meu celular e li:
"Por que o Edu age como se soubesse do nosso jogo!!???"
Fiquei gelado. Não esperava aquilo. E não conseguia disfarçar aquele nervosismo que percorria meu corpo inteiro. Era mais um golpe num coração que já não aguentava mais.
Obviamente, se o Edu não soubesse o que sabia, não teria agido assim com uma mina que tem namorado. Na frente do namorado. Na cara dele. A Maria, por mais bêbada e excitada que estivesse, percebeu que aquilo não tinha sido normal. Nem vindo do Edu. Só tinha uma saída: lembrar ela que naquela noite que convidamos o Edu pra subir na nossa casa, ele tinha perguntado por mim e supostamente ela tinha dito que eu não ligava. Mas era verdade que ninguém, só por receber aquela mensagem, teria agido como o Edu acabou de agir... E eu sentia que ela sabia, que sabia que, por ter dito aquilo pro Edu naquela noite... alguma coisa a mais tinha que ter, alguma coisa a mais ele tinha que saber sobre tudo aquilo...
A Maria, com as mãos tremendo, me olhando de canto enquanto a Paula e o Edu conversavam entre si, escreveu de novo.
Naquele momento, eu já nem sabia o que pensar. A Maria, corada, toda suada, digitava nervosíssima com uma mão, e parecia que o celular ia cair a qualquer hora.
Finalmente, chegou a mensagem dela:
"Porra.... Vou matar a Paula!"
O Edu colocou a mão na cintura da Maria e sussurrou algo no ouvido dela, sem que eu conseguisse ouvir nem digerir o que minha namorada tinha escrito. Ela guardou o celular na bolsa sem tirar a mão dele.
E saímos, em direção ao jardim. Nós quatro. A Maria e o Edu na frente, e eu e a Paula atrás. Parecíamos dois casais, mas o meu, pelo menos naquele momento, com certeza não era a Maria.
Já tinha clarão do amanhecer. A gente caminhava. por um caminho de pedras incrustadas na grama. Paula e Maria tentavam acertar os saltos das sandálias nas pedras pra andar melhor, fazendo um barulho que dava a impressão de que eram mais de duas garotas. Mas o mais chamativo foi que a mão do Edu ajudava ela no percurso, segurando pela mão ou pela cintura, alternando beber do copo dele com socorrer ela, não cavalheiro nem nada, mas sim atencioso. Enquanto isso, Paula observava a cena de trás, comigo, nós dois em silêncio.
Chegamos no saguão do hotel. Chamamos o elevador. Mesmo ali não éramos quatro, mas sim dois e dois. Eu queria, precisava, de vinte segundos a sós com a Maria, mesmo sem saber o que dizer pra ela.
Entramos no elevador e aquela luz artificial nos ofuscou. O clima era estranho, porque não era festivo. Não eram quatro amigos continuando a festa. Tinha silêncio. Nós quatro bebemos do nosso copo. Durante os três andares de subida, procurei a Maria com o olhar e finalmente encontrei. Ela tava com o olhar aceso, ao mesmo tempo que lacrimejante. Tava nervosa. Tinha passado um tempo desde aquele amasso do Edu, desde que ele tinha acariciado o peito dela e tentado beijar, mas ela não parecia ter se recuperado daquilo. As bochechas dela continuavam coradas e o cabelo bagunçado como no momento exato em que foi surpreendida pelas amigas. Não sabia se a mente dela agora pensava com mais frieza, mas os sinais do corpo dela eram os mesmos de durante aquele ataque do Edu.
Maria tentava esconder os peitos inchados e nus por baixo da camisa com o cabelo, mas um dos mamilos dela atravessava a camisa e separava o cabelo, sobressaindo... aquele mamilo entregava ela, mas também entregava o olhar dela e aquele calor que não conseguia disfarçar. E até dava a sensação de que ela mesma sabia que tava projetando um calorão que revelava ela mais nua do que a falta de sutiã.
As portas se abriram e de novo os saltos fizeram um barulho ensurdecedor. Chegamos na porta do quarto do Edu e Comecei a ficar realmente nervoso. Muito, muito nervoso. Edu entrou. Maria entrou. Eu entrei. Um quarto normal. Um banheiro à direita e depois uma mesa comprida na frente de uma cama. Muito bagunçada. A cama desfeita. Quando senti algo nas minhas costas. Era a Paula:
— Pode vir aqui um momento?
Eu não entendia nada. Paula saiu do quarto e eu avancei aqueles dois metros até me encontrar com ela no corredor.
— Vem aqui um momento que quero te dar uma coisa. — disse tão séria quanto bêbada.
— Me dar o quê? — perguntei.
Paula começou a andar e eu instintivamente fechei a porta do quarto do Edu. Insisti de novo no que ela queria, o que ia me dar, enquanto ela remexia na bolsa pra tirar uma chave e abrir uma porta uns quatro ou cinco metros da do Edu. Entramos lá. Paula fechou a porta atrás de mim e de novo a bunda dela, muito minimamente coberta por aquele macacão tão fino e aquela calcinha fio-dental minúscula, passou na minha frente.
Ela sentou na cama e começou a tirar as sandálias.
— Então. Fala. — falei já bem desesperado.
Paula parecia não querer me ouvir. Suspirou ao soltar os pés. E, com uma tontura evidente, se deitou na cama antes de dizer:
— Deixa eles.
— O quê? — só consegui falar.
— Deixa eles. Não pressiona ela mais. Deixa eles fazerem o que têm que fazer e assim vocês tiram isso da cabeça.
....
A frase dela me deu uma pontada no estômago. Não só por me revelar que sabia do meu jogo com a Maria, mas por aquele julgamento de valor que vinha implícito. “Assim VOCÊS tiram isso da cabeça”, ou seja, não só eu, mas também a Maria. Aquela frase foi um golpe duro e eu não achei que ela tinha o direito de dizer aquilo.
— Deixa eles sozinhos — falei em voz alta, mas na verdade tinha dito pra mim mesmo.
Paula pareceu ficar tonta por ter se deitado e se sentou rápido. Cheguei a pensar que iria pro banheiro vomitar.
Não consegui perguntar se ela estava bem. Ela acabou se levantando e correu desajeitadamente a cortina. Depois disso, eu recuei uns dois passos e, enquanto ela se deitava na cama, me peguei aguçando a audição, tentando escutar qualquer som que viesse do quarto do Edu. O que eu esperava ouvir? Não fazia ideia, mas quanto mais eu afinava o ouvido, mais o peito apertava.
Paula se deitou no lado da cama mais perto da janela, de barriga pra cima, meio de lado, e cobriu o rosto com um braço como se a luz ainda a incomodasse. Recuei mais uns passos. Que opções eu tinha? Ir sozinho pro meu hotel? Tentar dormir do lado da Paula? Será que eu conseguiria, sabendo que o Edu e a Maria estavam quase na minha frente? No fim, a ânsia de ouvir algum som vindo do quarto do Edu me fez sair do quarto da Paula, encostar a porta dela e andar, com o coração na boca e devagar, pelo corredor. Tinha um buraco terrível no estômago, a boca seca e uma tontura violenta por causa do álcool; parecia que eu não estava realmente ali, como se estivesse me vendo de fora.
Cheguei na porta, que ainda estava encostada, do jeito que eu tinha deixado, e empurrei ela de leve. Naquele momento, mesmo sentindo um medo do caralho, um pânico incontrolável, eu desejei que sim, que a Maria e o Edu estivessem se entregando ao que era óbvio que sentiam… Não sabia até que ponto, mas nessa altura, eu, como eles com certeza, precisava daquele passo a mais.
Mas o que a gente deseja pode ser forte demais, a ponto de se tornar quase insuportável, depois que acontece.
Atravessei a porta e vi. Num instante, vi a cena inteira. E foi um impacto que eu não tava preparado pra aguentar. Maria, de pé, com a bunda apoiada na mesa, recebia de olhos fechados os beijos e quase mordidas do Edu no pescoço, e entrelaçava os dedos no cabelo médio dele, que também tava completamente vestido, só que descalço e sem o paletó. A outra mão da Maria tava no peito do Edu, e as mãos dele amassavam os peitos dela por cima da camisa. Mas o que realmente me matou foi a boca entreaberta dela. María, uma boca que mostrava um gemido contido… Os olhos fechados, a boca aberta e as pernas levemente separadas, deixando a virilha do Edu empurrar entre as pernas dela…
Eu, a dois metros, achei que ia morrer, e não pelo que via, mas talvez pelo que era óbvio que estava por vir. Dois, três, quatro, cinco segundos em que continuaram assim, e meu pau já começava a me dizer que não entendia de medo nem de bloqueio algum, ao contrário do resto do meu corpo.
E aconteceu o que era impossível que já não tivesse acontecido, se é que não tinha acontecido: os lábios do Edu foram do pescoço dela para a boca da minha namorada, e ela, com os olhos ainda fechados, recebeu os lábios dele com avidez. Sim, com avidez, e foi ela quem primeiro abriu a boca para receber com a língua a língua do Edu. Vi as duas línguas se tocarem antes de ficarem ocultas pelas bocas deles… O beijo era tremendo, tão tórrido quanto certamente desejado. Edu beijava minha namorada na minha presença, e minha alma se partia enquanto eu não conseguia desviar o olhar deles, e meu pau dava sinais de desespero.
Edu empurrou mais forte com a cintura, como se estivesse fodendo ela vestida, e ela não soltou a mão do cabelo dele, e a mão que estava no peito foi para as costas dele, mas tremendo… mostrando que estava completamente dominada, mostrando que, certamente, assim como eu, queria estar ali, queria que aquilo estivesse acontecendo, mas ao mesmo tempo não queria ou sentia pânico.
Foi ele quem deu o beijo por encerrado e voltou ao pescoço dela, e então María abriu os olhos minimamente, mas o suficiente para me enxergar. Com o rosto virado para mim, facilitava que Edu continuasse beijando e mordiscando o pescoço dela enquanto ela me cravava um olhar choroso… Não era de surpresa. Parecia que o estado de excitação dela impedia que sentisse qualquer outra coisa. Finalmente, ela sussurrou:
— Pablo… por favor… amadurece…
Fiquei petrificado.
O olhar fixo de María em mim não durou mais que alguns segundos, pois um Um pequeno mordisco da Edu fez ela fechar os olhos. E aquele filho da puta não conseguiu mais fingir que não tinha notado minha presença, e sussurrou no ouvido dela, embora desse pra ouvir claramente: "Deixa ele... olhar e bater uma punheta..." Depois de falar isso, largou o pescoço da Maria pra me encarar e disse: "Mas parece que ele vai é começar a chorar."
A Edu se afastou um pouco e começou a tirar a gravata e a camisa, e a Maria, ainda mais vermelha e com a voz fraca, insistiu:
- Pablo, por favor, amadurece... a gente conversa depois...
Eu, de novo, igual no corredor, sentia que não era exatamente eu, que não era dono dos meus atos, como se não estivesse realmente ali. Consegui dar um passo pra trás, mas depois disso, a Edu chegou perto da Maria de novo e achou rápido o zíper da saia dela, e em dois segundos a saia caiu no chão, enroscando nas sandálias dela. As pernas longas da Maria apareceram, imponentes por si só e ainda mais com os saltos altos. E também apareceu o torso perfeito da Edu, com os peitorais bem definidos e a barriga tanquinho. Morena como nunca, com os braços fortes, com aquele olhar fixo na Maria, eu entendia por que quase ninguém negava nada pra ela.
As mãos da Maria se agarravam na mesa. Sem saber o que fazer com elas, sem saber o que fazer no geral ou sem ter coragem. Ela olhava pro torso da Edu ao mesmo tempo que não queria olhar, às vezes desviava o olhar e quase suspirava, nervosa, terrivelmente nervosa.
Mas quando ela realmente ficou tensa foi quando uma mão da Edu foi pra uma das coxas dela e começou a subir devagar. Ela só fechou os olhos e deu pra ver como as mãos dela apertaram mais forte a borda da mesa. A Edu percebeu, igual eu, e tirou a mão num carinho, e sussurrou: "Shh, calma..." e ela abriu os olhos e se deram um selinho. A Edu acariciou o rosto dela e colocou a cabeleira pro lado do pescoço com até um pouco de ternura. Eu não sabia se era fingimento ou se era de verdade. Ele sentia um afeto genuíno por ela.
Depois de afastar o cabelo dela, deu outro selinho que virou um beijo e depois outro beijo bem quente, um beijo longo durante o qual ela não mexeu as mãos enquanto as dele foram até a camisa dela e começaram a desabotoar devagar, um por um, todos os botões. Quando ela percebeu, colocou as mãos no peito e no abdômen dele, apalpando a pele, o relevo dos abdominais… E Edu, assim que abriu todos os botões, se afastou um pouco e abriu a camisa dela, afastando sutilmente a seda branca para um lado e outro dos seios dela, se deliciando com algo que ele com certeza já tinha em mente há tempos: descobri-los, desabotoar aquela camisa e contemplar com calma os peitos dela. Enormes, colossais, surgiram, e me pareceram maiores e mais gostosos do que nunca, como se soubessem que tinham que, não só estar à altura, mas também mostrar uma segurança que o resto do corpo da Maria não estava demonstrando. As aréolas largas e os bicos parecendo que iam saltar do corpo dela fizeram até o Edu soltar um “caralho…” que nós três ouvimos.
Maria de sandálias, a camisa aberta e de calcinha, mostrava uma imagem brutal. E eu me senti totalmente inferior, lembrando daquele pensamento de meses e meses atrás de que eu fisicamente não merecia a Maria, que o corpo dela merecia algo mais, muito mais. Mesmo que fosse só uma vez, aqueles corpos mereciam, para que houvesse realmente um equilíbrio, para que houvesse uma ordem natural.
Eu ia embora. Tudo aquilo era tão excitante quanto doloroso. E entendi o que estava rolando comigo: nem os beijos tinham sido o mais difícil, mas sim o fato de vê-la tão exposta. Se entregando. O olhar dela para ele, para o corpo dele, de rendição, de não poder mais negar o inegável, me dava uma tontura tão grande que eu precisava me apoiar na parede. E sentia que não aguentaria o próximo passo que eles dessem.
….
Antes de ir, eu precisava de uma última imagem, uma espécie de foto daquele Momento. Uma última coisa pra levar. E meus olhos se fixaram em María, e percebi que o fato de ela expor o torso, aqueles peitos impactantes, não tinha lhe dado a segurança que eu imaginava, mas sim que ela parecia ter ficado ainda mais corada; é que ela, apesar de reconhecer a beleza dos próprios peitos, sempre achou que eram grandes demais, e mostrá-los assim, na frente do Edu, conhecendo ele, significava se expor a qualquer comentário desagradável da parte dele. Com certeza María pensava que Edu podia até rir dela por ter aquelas tetas tão brutais.
É que ela e eu sabíamos que o Edu estava se comportando de um jeito quase doce, mas o Edu que conhecíamos podia reaparecer a qualquer momento. María não olhava pra mim porque não me queria ali, e não olhava pro Edu porque tinha vergonha ou se sentia intimidada demais, então ficava olhando pra janela ou pra qualquer ponto aleatório. Aquela desconforto dela me afetava especialmente.
Edu pareceu perceber e começou a beijar o colo e o pescoço dela com doçura enquanto segurava o rosto dela com as duas mãos… Sussurrou um “fica tranquila…” e virou o rosto dela levemente pra beijá-la de novo… e María abriu a boca sem hesitar, e voltou a brincar com a língua do Edu, a se fundir na mesma saliva, mas sem mover o resto do corpo. As mãos dele foram do rosto dela pro colo, e depois pras tetas dela… acariciando com ternura e delicadeza, pegava cada uma com uma mão, e às vezes juntava elas e levantava um pouco e deixava cair de novo… também brincava com os dedos nos mamilos dela. Era um Edu mais contido, nem sinal daquele que tinha apertado e até dado tapas uma hora antes… Como se soubesse que não era hora de provocar e arriscar estragar tudo. Agora não. Porque agora ele estava perto demais.
Eu ia me virar. Já era. Com aquela imagem eu ficaria, com eles se beijando e ele acariciando os peitos dela daquele jeito tão sutil. E falei pra mim mesmo “já era… ele vai comer ela”. Num minuto, em dez ou meia hora, mas María não ia sair daquele quarto sem ter sido comida pelo Edu. O nervosismo extremo dela podia ser um empecilho, mas eu não acreditava que ela ainda tivesse forças pra resistir a ele.
Bem na hora que eu me virei, Edu pegou uma das mãos dela e levou até a virilha dele. Como no salão do casamento, María apoiou a mão sobre a calça social dele. E eu vi a cara dela, o suspiro dela… “Será que era tão grande assim?” pensei comigo. Mas pra minha surpresa, ela tirou a mão depois de alguns segundos. María estava cada vez mais tensa, enquanto a excitação no olhar dela só aumentava, como se a cada segundo que passasse ela percebesse mais que sim, que ia rolar, que ia dar pra Edu no final das contas.
Edu interrompeu o enésimo beijo ao notar que María tinha recuado e sussurrou pra ela:
— Calma… não tem problema… Devagar — enquanto, com ainda mais delicadeza, levava de novo a mão de María pro pau dele… e começou a ajudar ela a deslizar a mão sobre o contorno do membro. Apalpando de baixo pra cima e de cima pra baixo… devagar, por cima da calça escura. Os olhos de María eram um poema enquanto Edu guiava ela e beijava a bochecha dela.
Comecei a sentir uma pressão no meu pau dentro da cueca, realmente insuportável. E lembrei daquela frase do Edu: “deixa ela se masturbar olhando”. Comecei a considerar essa ideia de verdade. Se não fizesse, seria por vergonha, ou até covardia, não sabia o que me machucaria mais: uma frase do Edu ou um olhar da María.
Ficava dividido entre os dois extremos: tirar o pau ali mesmo e bater uma ou vazar. Mas Edu não me deu tempo de decidir, porque me surpreendeu ao dar um passo pra trás. O suficiente pra María não conseguir mais tocar nele.
— Me tira a roupa. Me tira a roupa você. — falou sério, numa frase meio estranha.
María obedeceu e abriu o cinto dele, enquanto ele se deixava despir. As mãos trêmulas da minha namorada tentavam abrir o botão e abaixar o fecho, mas por algum motivo não conseguia. As mãos dela tremiam e ela bufava, de nervoso, de tesão, de vergonha…
—Porra, não consigo… —ela acabou dizendo enquanto continuava tentando.
—Calma… não tem problema… —ele sorriu, dócil, até próximo. E ajudou até que a calça dele caísse no chão.
—Pronto —ela disse rapidamente.
Ele sorriu e fechou um pouco a camisa dela, só o suficiente pra tampar os peitos dela por completo. Como se tivesse percebido que, ao mostrar os seios, ela tinha ficado ainda mais nervosa e quisesse assim acalmá-la. Mesmo sendo um filho da puta, ele tinha sem dúvida a capacidade de ler o que tava rolando, pelo que ela tava passando, de saber quando acelerar e quando desacelerar.
Edu de cueca marcava uma silhueta enorme, mas não se destacava por estar claramente virada pra baixo. Maria não olhou pra lá como eu olhei.
E então Edu foi atrás da boca dela de novo. E dessa vez não deixou os braços dela caírem mortos e sem graça, mas guiou as mãos dela pro cu dele. E assim, com as mãos dela na cueca dele, apertando e soltando as nádegas, e as mãos dele com doçura no rosto dela, rolou uma saraivada de beijos na boca, de lambidas no ar, de pequenas mordidas no lábio… Os beijos deles eram brutais, assim como os olhos fechados de Maria… Às vezes Edu tirava a boca de repente e a língua de Maria ficava órfã, e então ele voltava pra acalmá-la. Às vezes os lábios dele iam pro pescoço dela e sussurravam algo no ouvido, e ela apertava com mais força o cu dele, e ele ia de novo invadir a boca dela com a língua.
Eu ia tirar a pica já. Não aguentava mais. Quando Edu se afastou de novo, deu um passo pra trás e falou:
—Maria, tira ela da cueca. Tira a pica pra fora.
Minha namorada tentou fingir decisão. Até tentou fingir que marcava o ritmo quando ninguém mais acreditava, e colocou primeiro a mão na barriga dele. E olhou pra ele, mas na cara dela não tinha segurança nenhuma. O gesto O olhar do Edu ficou sério, não tão afável como segundos antes.
Maria levou as mãos até o elástico da cueca e começou a abaixar… Depois de tantas e tantas vezes fantasiando com o pau dele, primeiro a meu pedido, e depois por vontade própria, Maria ia finalmente se deparar com aquele membro que sabíamos ser enorme, mas que só tínhamos imaginado… E a cueca desceu mais, e mais, e até quase a metade da coxa o pau dele não ficou totalmente exposto. Era escuro e incrivelmente grosso, mesmo estando longe da ereção total, daria trabalho envolvê-lo com uma mão… Maria soltou um “minha nossa…” que soou extremamente excitante para mim. “Uff, minha nossa”, repetiu ela, ainda sem tocar, só admirando aquela monstruosidade…
Edu acabou se livrando totalmente da cueca e levou as mãos para as tiras da calcinha de Maria. Instintivamente, ela também levou as mãos até lá, como se fosse impedi-lo, mas sem intenção real de parar. E ele começou a puxar para baixo, e aconteceu algo que me deixou pasmo: as laterais da calcinha desciam, mas o tecido que cobria a buceta dela não, como se a buceta estivesse se agarrando desesperadamente àquele pano, até que a força foi tanta que finalmente se soltou e descobrimos que o que impedia a calcinha de se desgrudar da buceta era uma massa densa e espessa de líquido que estava ali depositada. E foi um fio de líquido transparente que nascia na buceta dela e morria na calcinha que revelou que Maria estava encharcada lá embaixo há um bom tempo. Maria ficou envergonhada, mas não disse nada. Edu se deliciou com a cena, mas também não disse nada. E eu conseguia ver a mancha grossa na calcinha dela a dois metros de distância…
Edu, com a calcinha de Maria na mão, observava a buceta nua dela, os lábios incrivelmente inchados que pareciam querer saltar do corpo, os pelos escuros, aparados na medida… E com a mão livre, puxou um pouco da pele do pau para trás, e com duas sacudidas o membro já apontava para frente. Já precisava de mais de duas mãos. pra cobrir aquilo.
Eu não aguentei mais e comecei a abrir minha calça. Em poucos segundos, baixei um pouco a calça e a cueca. Edu se masturbava olhando pra Maria, eu me masturbava olhando pros dois e ela me olhou; esperava um gesto de surpresa, ou de repreensão, mas foi o mais absoluto ceticismo.
—Me toca, porra, vai. —disse pra Maria numa frase dita a toda velocidade, com autoridade e impaciência, no puro estilo Edu de sempre.
Eu me masturbava devagar, meu pau não estava completamente duro por causa do nervosismo… Olhava pro pau do Edu e olhava pro meu e não sentia inveja, mas simplesmente aceitava aquela espécie de humilhação. Me masturbava com dois dedos e dava pra cobrir ele inteiro com uma mão enquanto via que seriam necessárias talvez quase três mãos pra cobrir o dele.
Diante daquela ordem do Edu, pensei que Maria fosse retrucar, que fosse fingir segurança de novo, que fosse lutar contra si mesma. Mas não sei se foram mais os nervos ou o desejo que venceram, então a mão dela, hesitante, obedeceu e se esticou até tocar, agarrar aquilo.
Minha namorada me surpreendeu murmurando, bem baixinho, um “porra, Edu…” Ele não mostrou surpresa com o elogio e, acariciando o rosto dela, ordenou que pegasse com as duas mãos.
Maria esticou a outra mão criando uma imagem brutal: ela colocava uma mão logo depois da outra e puxava a pele daquele pauzão pra frente e pra trás, cobrindo uma cabecinha inchada e colossal, a cada movimento. “Minha nossa…” ela disse, como que insistindo, alarmada com aquele tamanho. Todos sabíamos o motivo da inquietação dela.
—Calma, vamos devagar —disse Edu de novo, tentando acalmá-la.
Ela continuou masturbando ele devagar e ele alternava carícias no rosto dela com carícias nos peitos dela por cima da camisa com uma mão, enquanto com a outra continuava segurando a calcinha dela. A masturbação era lenta e sentida. O pau dele começou a crescer a ponto de Maria não conseguir mais fechar a mão pra envolver ele. O membro dele começou a lubrificar de tal jeito que logo se Dava pra ouvir o som da pele dela indo e vindo, indo e vindo. Maria olhava pra baixo, via por um segundo, tentava fazer cara de que não tava nem aí, mas logo depois precisava desviar o olhar pra qualquer lugar. Até que uma vez ela olhou pra mim. E viu meu pau, pequeno por natureza e ridículo em comparação… me deu um tesão do caralho que ela pudesse fazer, finalmente, aquela comparação que me humilhava…
— Vai se tocar pra mim…? — sussurrou Edu no ouvido dela.
— O quê? — perguntou ela. E ele se afastou um pouco, e ela deu um passo pra trás. Separados, ele insistiu:
— Se toca… não precisa ter vergonha — falou sério.
Era óbvio o que aquela frase implicava. Edu sabia que era necessário que Maria abrisse caminho no próprio corpo se quisesse receber algo que, sem dúvida, não tava acostumada.
Maria ficou vermelha, e a resposta de Edu não foi insistir com palavras, mas sim começar a se masturbar na frente dela. Num ritmo mais rápido do que ela tinha feito. Focando mais em bater punheta na ponta do pau dele. Maria de novo ora olhava, ora precisava desviar o olhar, até que criou coragem pra levar uma das mãos até a virilha. Ali, de pé, apoiando a bunda na mesa, baixou primeiro uma mão e depois a outra, e começou a se acariciar ali, não pra acalmar aquilo, mas pra acender ainda mais. E olhava, olhava pra ele se masturbando. Os dois se encaravam, admirando seus corpos e seu potencial… Os dois se desejavam sem controle há meses, e agora se punhetavam, cada vez mais entregues, se olhavam com vontade de se fundir num só, numa tensão insustentável, um clima irrespirável, um calor insuportável.
— Isso… isso… — disse Edu — se toca… se toca mais… — e depois de falar isso, vendo que Maria tava mais sem vergonha, abriu a camisa dela completamente, de um lado e do outro dos peitos, em dois movimentos rápidos… e continuou a punheta contemplando como, ao se masturbar com o torso nu, os braços dela… juntavam os peitos, projetando-os para frente numa imagem brutal. Os peitos se moviam ritmicamente como consequência dos movimentos das mãos dela se masturbando… Maria, extremamente corada, abria um pouco a boca… quase ofegante, olhando para Edu na cara às vezes, e outras vezes para o pau dele. Minha namorada se masturbava pra caralho ali em pé, de sandálias e camisa aberta, lambuzava as mãos com a própria buceta, se dava prazer, ofegante, admirando o corpo do Edu, o rosto dele, o torso e o pauzão dele que ele masturbava compulsivamente.
— Enfia um dedo… enfia um dedo agora…
Depois disso, Edu começou a invadir Maria lentamente, e eu tive que parar de bater punheta pra não gozar…
— Isso… isso… — dizia Edu, contemplando a maestria com que tinha enganado ela pra obedecer, e admirando a habilidade com que Maria enfiava um dos dedos de uma mão, enquanto esfregava o clitóris com uma puta rapidez com dois dedos da outra…
— Porra… — ele bufou — Vira de costas. Porra, vira de costas. Encosta na mesa.
Maria se masturbou por mais alguns segundos antes de obedecer. Largou a buceta e virou devagar. Apoiou as mãos na borda da mesa e virou o rosto. Pra mim. A cara dela era de entrega total. E não vi nenhum rancor ali. Também não parecia que ela tava me pedindo pra ir embora. Também não acho que ela me queria ali, mas parecia que já não ligava mais. Só ligava pra uma coisa agora.
— Toca você. Vai. — insistiu Edu, e Maria ficou apoiada com uma mão enquanto levava a outra pra buceta.
— Você gosta… gosta de tocar sua buceta na minha frente, não é? — disse Edu, que não parava de se masturbar, que não parava de puxar a pele daquele pauzão pra frente e pra trás a meio metro da bunda de Maria.
Ela se masturbava de olhos fechados, com o rosto virado pra parede.
— Olha pra mim — ele disse autoritário — e ela virou o rosto e continuou se masturbando enquanto olhava pra ele…
Aquilo tava resolvido. Na hora que Edu quisesse… Finalmente ia Penetrar minha namorada, na minha frente, e não como um favor, não pra realizar uma fantasia minha, mas porque a María queria muito que aquele filho da puta empalasse ela naquela mesa. Depois de tantos e tantos meses, ele ia foder ela. O Edu ia foder a María.
—É isso… María… olha pra mim… Olha o que você vai enfiar…
María fechou os olhos e mordeu o próprio lábio, se entregando aos próprios dedos, se dando prazer…
Ele se aproximou e continuou se masturbando a poucos centímetros dela, que sussurrou um “porra Edu…” como se ter ele tão perto a assustasse. Ele levantou um pouco a barra da camisa dela pra descobrir a bunda e apoiou o pau ali, sobre uma das nádegas… deixando uma gota e um fio grosso de pré-gozo cair ali. E não satisfeito com isso, usando as duas mãos, desembrulhou a calcinha que já estava amassada na mão dele há um tempo, abriu ela e, procurando o ponto exato onde a María tinha deixado aquela mancha grossa, levou até o nariz. Aquela calcinha de seda que eu tantas vezes vi ela vestindo, que tantas vezes tirei pra fazer amor com ela, agora estava na cara daquele filho da puta, que, com os olhos semicerrados, curtia o cheiro de buceta da minha namorada, um cheiro que vinha do desejo que ela sentia por ele. E ele sabia disso, por isso não tinha pressa, por isso nem olhava pra mim, por isso deixava a María continuar se masturbando compulsivamente, colada nele. Por uns instantes eternos, a María olhava pra trás e quase fechava os olhos ao ver ele cheirando a buceta dela através da calcinha, e ele, com uma mão, segurava a calcinha contra o nariz e, com a outra, puxava levemente a pele do pau pra trás e pra frente, fazendo com que mais gotas semi transparentes manchassem aquela nádega ardente da minha namorada.
Eu pensei que não aguentaria mais. A cada segundo, pensava em sair daquele quarto sufocante. Pela angústia, pela pressão, pela dor de imaginar ele metendo, enfiando tudo ali mesmo. Eu tinha quase certeza de que não conseguiria suportar ver a cara dela desfigurada pelo prazer no momento em que Edu a invadisse.
Tudo girava ao meu redor… parecia realmente um sonho… um sonho em que tudo acontecia em câmera lenta… até que Edu se afastou e disse sério:
— Vou colocar camisinha?
Maria hesitou por um instante. Parou a mão e disse com voz trêmula:
— Não sei…
— Não sabe? Quer sentir ela sem nada?
— Não sei… como você quiser… — disse ela de novo encolhida, como eu nunca a tinha visto com ninguém.
Maria respondia olhando para a parede. Sem querer ver o que estava por vir. E eu pensei que Edu ia apalpar a buceta que ia foder primeiro com os dedos, mas não. Colocou uma das mãos na cintura dela e Maria fechou os olhos e suspirou. Já não ligando mais de se mostrar extremamente assustada e vulnerável. Edu jogou a calcinha que caiu na mesa, ao lado das mãos de Maria, e segurou o próprio pau para direcioná-lo.
— Abre um pouco as pernas.
Maria obedeceu. Sem se virar. Sem abrir os olhos. Porra, ele ia foder ela. Ia meter a dois metros de mim.
Edu levou a ponta do pau na entrada da buceta da minha namorada… e esfregou a ponta entre os lábios dela, visivelmente grossos e inchados…
— Edu, por favor… — implorou Maria, quase chorando.
— O quê…
— Tem cuidado… por favor… — suplicou.
— Fica tranquila… — disse ele recolhendo os cabelos dela, com delicadeza, até colocá-los todos ao longo das costas.
Maria se agarrou mais à mesa e Edu soltou a mão do pau e a apoiou no ombro dela. E assim, com uma mão na cintura e a outra no ombro. Com Maria de olhos fechados, olhando para frente, olhando para a parede, agarrada naquela mesa, com as sandálias de salto fincadas no chão e a camisa aberta, Edu empurrou com cuidado mas com firmeza, e ao mesmo tempo com toda a vontade acumulada por tanto tempo, e foi invadindo, violentando o interior dela com aquele pau enorme, e Maria soltou um gemido que virou ofegante e depois um lamento. Edu estava metendo nela, lentamente abrindo caminho por dentro, perfurando a buceta da minha namorada na minha frente e eu não podia não fazer outra coisa senão me masturbar devagar, com meus dedos encharcados, e ficar besta olhando como ele comia ela. Sim, ele comia ela, enfiava a pica até a metade, de uma só vez, a buceta da Maria acolhia aquele pauzão com bastante firmeza e a cara dela se desmontava de prazer. “Ai, meu Deeeus…” Sussurrou Maria e aquilo soou como um trovão naquele quarto onde já não tinha mais ar… “Porra… continua… continua enfiando em mim…” Ela gemia sabendo que aquele pauzão não tinha fim… aproveitando ao máximo aquela pica que finalmente a preenchia… E o Edu, com metade da pica enfiada no corpo da minha namorada, olhou pra mim, me encarou e disse:
— Enfia, enfia ela toda — E Maria jogou o corpo pra trás, soltando um “aiiiihhh… mmmm, porraaa!!”… até enfiar ela toda, até o talo. A própria Maria buscou enfiar até o fim e quando sentiu que tinha ele completamente dentro, mexeu o quadril num círculo completo, saboreando cada centímetro daquele pauzão lá dentro… O Edu, sem parar de me olhar, disse “tava com vontade, hein” e Maria, jogando o corpo pra frente até descobrir de novo metade da pica, disse “Ai, Deus… porra… siiiim…”, “Cê gosta da minha pica?”, “Porra… adoro… Ai, Deus, adoro… me come… me come assim… Edu… me come assim…”
Os corpos deles quase brilhando, morenos, finalmente fundidos num só. A tensão nos braços do Edu, segurando ela, imitava a tensão bruta das pernas da Maria, meio dobradas, pra facilitar o Edu enfiar nela. Os corpos deles molhados, já suados… a cara de prazer da Maria era brutal, nunca tinha visto ela fazer aquela cara de tesão… O Edu puxou um pouco a camisa da Maria e por causa disso eu pude ver os peitos dela caindo enormes… e os bicos imaginava duríssimos. Depois daquele movimento, Maria olhou pra trás, pra ele, e deu um olhar impossível, um olhar não só de prazer imenso, mas de gratidão. Ela agradecia com os olhos marejados como ele tava comendo ela…
— Se toca… toca nos seus peitos… — ele disse Edu, dominante, e ela obedeceu. Com uma mão se segurava na mesa e com a outra apertava um peito que mal cabia na mão dela…
A metida e tirada era lenta, Maria bufava, ofegava, e tentava continuar olhando pra ele, mas quando se sentia completamente invadida, não conseguia evitar fechar os olhos.
Edu parou de segurá-la, colocou as mãos na cintura e disse:
—Fica quieta.
Maria obedeceu, e, expectante, viu Edu se afastar um pouco… devagar… até tirar o pau inteiro. Aquele pau tremendo saía de lá ensopado, com as veias saltadas, a cabeça enorme e especialmente rosada, e um líquido grosso ligava a ponta dele à buceta da minha namorada. Um líquido transparente que não dava pra saber se vinha dela, dele, ou dos dois.
Depois de tirar ele inteiro, com as mãos na cintura, cravou de uma só vez, e ele soltou um “hmmmm” gutural que se misturou com um “aahhhmmm” tremendo, gritado pela Maria. Edu tirou ele inteiro de novo e repetiu o movimento, enfiando de novo, e de novo o resfolegar dele contrastou com o gemido dela. Enquanto fazia isso, Edu fechou os olhos e ergueu um pouco o rosto, curtindo aquele momento que tinha muito de satisfação e, com certeza, muito de vitória.
E eu não aguentei mais. Era demais. Algo que parecia impossível meses atrás estava acontecendo, aquele cara estava fodendo minha namorada na minha frente… Era desejado, mas ao mesmo tempo terrivelmente insuportável… Tão impactante… tão doloroso… que fiquei tonto, acho que até perdi a consciência por uma fração de segundo… e me virei, e com muito custo consegui sair do quarto.
Continua.
Não dava pra imaginar que Maria odiasse ele tanto quanto eu, mas era inegável que, em alguns momentos, ele era insuportável pra ela. No olhar de Maria, eu vi desejo, assim como repulsa. Conhecendo ela, com certeza se sentindo culpada por se sentir atraída por ele.
No caminho curto até o bar, olhei pra trás umas duas vezes, pra ver se Edu e Maria faziam alguma coisa, mas de novo estavam só conversando, sem se aproximar mais. Ficava me perguntando o que teria acontecido se as amigas dela não tivessem interrompido. Ou o que teria rolado se eles tivessem ficado completamente sozinhos... Lembrei daquele olhar da Maria pra mim... quando ele apalpou a rola dela... pedindo permissão? Pedindo pra eu parar com aquilo? Me dizendo que ela já não conseguia parar mais nada?
Enquanto serviam as bebidas, Edu se afastou da Maria, indo em direção à mesa onde tinha jantado. Talvez pegar alguma coisa, sei lá. E minha mina tirou o celular da bolsa e começou a digitar. Dava pra sentir o nervosismo dela a metros de distância.
A gente se aproximou com as bebidas e eu nem sabia o que queria, nem sabia até que ponto a chegada da Paula bagunçava tudo. Ela foi na direção do Edu pra dar o copo dele, e eu fui na da Maria. Achei que, com isso, teria pelo menos uns segundos pra minha mina me contar como ela tava, o que tava rolando... como ela via aquilo... Mas não deu, quando eu ia entregar o copo pra Maria, Edu e Paula já estavam perto demais pra gente conversar em particular. Foi aí que vi no celular da minha mina que ela tinha me mandado uma mensagem.
Um mau pressentimento me pegou, pensei que... Leria na minha tela que não podia continuar, que me pedia pra parar, que me pedia pra ir pro nosso hotel, que me pedia pra não empurrar ela mais pra ele.
Não foram mais de cinco segundos, mas eternos, até que, me afastando um pouco, peguei meu celular e li:
"Por que o Edu age como se soubesse do nosso jogo!!???"
Fiquei gelado. Não esperava aquilo. E não conseguia disfarçar aquele nervosismo que percorria meu corpo inteiro. Era mais um golpe num coração que já não aguentava mais.
Obviamente, se o Edu não soubesse o que sabia, não teria agido assim com uma mina que tem namorado. Na frente do namorado. Na cara dele. A Maria, por mais bêbada e excitada que estivesse, percebeu que aquilo não tinha sido normal. Nem vindo do Edu. Só tinha uma saída: lembrar ela que naquela noite que convidamos o Edu pra subir na nossa casa, ele tinha perguntado por mim e supostamente ela tinha dito que eu não ligava. Mas era verdade que ninguém, só por receber aquela mensagem, teria agido como o Edu acabou de agir... E eu sentia que ela sabia, que sabia que, por ter dito aquilo pro Edu naquela noite... alguma coisa a mais tinha que ter, alguma coisa a mais ele tinha que saber sobre tudo aquilo...
A Maria, com as mãos tremendo, me olhando de canto enquanto a Paula e o Edu conversavam entre si, escreveu de novo.
Naquele momento, eu já nem sabia o que pensar. A Maria, corada, toda suada, digitava nervosíssima com uma mão, e parecia que o celular ia cair a qualquer hora.
Finalmente, chegou a mensagem dela:
"Porra.... Vou matar a Paula!"
O Edu colocou a mão na cintura da Maria e sussurrou algo no ouvido dela, sem que eu conseguisse ouvir nem digerir o que minha namorada tinha escrito. Ela guardou o celular na bolsa sem tirar a mão dele.
E saímos, em direção ao jardim. Nós quatro. A Maria e o Edu na frente, e eu e a Paula atrás. Parecíamos dois casais, mas o meu, pelo menos naquele momento, com certeza não era a Maria.
Já tinha clarão do amanhecer. A gente caminhava. por um caminho de pedras incrustadas na grama. Paula e Maria tentavam acertar os saltos das sandálias nas pedras pra andar melhor, fazendo um barulho que dava a impressão de que eram mais de duas garotas. Mas o mais chamativo foi que a mão do Edu ajudava ela no percurso, segurando pela mão ou pela cintura, alternando beber do copo dele com socorrer ela, não cavalheiro nem nada, mas sim atencioso. Enquanto isso, Paula observava a cena de trás, comigo, nós dois em silêncio.
Chegamos no saguão do hotel. Chamamos o elevador. Mesmo ali não éramos quatro, mas sim dois e dois. Eu queria, precisava, de vinte segundos a sós com a Maria, mesmo sem saber o que dizer pra ela.
Entramos no elevador e aquela luz artificial nos ofuscou. O clima era estranho, porque não era festivo. Não eram quatro amigos continuando a festa. Tinha silêncio. Nós quatro bebemos do nosso copo. Durante os três andares de subida, procurei a Maria com o olhar e finalmente encontrei. Ela tava com o olhar aceso, ao mesmo tempo que lacrimejante. Tava nervosa. Tinha passado um tempo desde aquele amasso do Edu, desde que ele tinha acariciado o peito dela e tentado beijar, mas ela não parecia ter se recuperado daquilo. As bochechas dela continuavam coradas e o cabelo bagunçado como no momento exato em que foi surpreendida pelas amigas. Não sabia se a mente dela agora pensava com mais frieza, mas os sinais do corpo dela eram os mesmos de durante aquele ataque do Edu.
Maria tentava esconder os peitos inchados e nus por baixo da camisa com o cabelo, mas um dos mamilos dela atravessava a camisa e separava o cabelo, sobressaindo... aquele mamilo entregava ela, mas também entregava o olhar dela e aquele calor que não conseguia disfarçar. E até dava a sensação de que ela mesma sabia que tava projetando um calorão que revelava ela mais nua do que a falta de sutiã.
As portas se abriram e de novo os saltos fizeram um barulho ensurdecedor. Chegamos na porta do quarto do Edu e Comecei a ficar realmente nervoso. Muito, muito nervoso. Edu entrou. Maria entrou. Eu entrei. Um quarto normal. Um banheiro à direita e depois uma mesa comprida na frente de uma cama. Muito bagunçada. A cama desfeita. Quando senti algo nas minhas costas. Era a Paula:
— Pode vir aqui um momento?
Eu não entendia nada. Paula saiu do quarto e eu avancei aqueles dois metros até me encontrar com ela no corredor.
— Vem aqui um momento que quero te dar uma coisa. — disse tão séria quanto bêbada.
— Me dar o quê? — perguntei.
Paula começou a andar e eu instintivamente fechei a porta do quarto do Edu. Insisti de novo no que ela queria, o que ia me dar, enquanto ela remexia na bolsa pra tirar uma chave e abrir uma porta uns quatro ou cinco metros da do Edu. Entramos lá. Paula fechou a porta atrás de mim e de novo a bunda dela, muito minimamente coberta por aquele macacão tão fino e aquela calcinha fio-dental minúscula, passou na minha frente.
Ela sentou na cama e começou a tirar as sandálias.
— Então. Fala. — falei já bem desesperado.
Paula parecia não querer me ouvir. Suspirou ao soltar os pés. E, com uma tontura evidente, se deitou na cama antes de dizer:
— Deixa eles.
— O quê? — só consegui falar.
— Deixa eles. Não pressiona ela mais. Deixa eles fazerem o que têm que fazer e assim vocês tiram isso da cabeça.
....
A frase dela me deu uma pontada no estômago. Não só por me revelar que sabia do meu jogo com a Maria, mas por aquele julgamento de valor que vinha implícito. “Assim VOCÊS tiram isso da cabeça”, ou seja, não só eu, mas também a Maria. Aquela frase foi um golpe duro e eu não achei que ela tinha o direito de dizer aquilo.
— Deixa eles sozinhos — falei em voz alta, mas na verdade tinha dito pra mim mesmo.
Paula pareceu ficar tonta por ter se deitado e se sentou rápido. Cheguei a pensar que iria pro banheiro vomitar.
Não consegui perguntar se ela estava bem. Ela acabou se levantando e correu desajeitadamente a cortina. Depois disso, eu recuei uns dois passos e, enquanto ela se deitava na cama, me peguei aguçando a audição, tentando escutar qualquer som que viesse do quarto do Edu. O que eu esperava ouvir? Não fazia ideia, mas quanto mais eu afinava o ouvido, mais o peito apertava.
Paula se deitou no lado da cama mais perto da janela, de barriga pra cima, meio de lado, e cobriu o rosto com um braço como se a luz ainda a incomodasse. Recuei mais uns passos. Que opções eu tinha? Ir sozinho pro meu hotel? Tentar dormir do lado da Paula? Será que eu conseguiria, sabendo que o Edu e a Maria estavam quase na minha frente? No fim, a ânsia de ouvir algum som vindo do quarto do Edu me fez sair do quarto da Paula, encostar a porta dela e andar, com o coração na boca e devagar, pelo corredor. Tinha um buraco terrível no estômago, a boca seca e uma tontura violenta por causa do álcool; parecia que eu não estava realmente ali, como se estivesse me vendo de fora.
Cheguei na porta, que ainda estava encostada, do jeito que eu tinha deixado, e empurrei ela de leve. Naquele momento, mesmo sentindo um medo do caralho, um pânico incontrolável, eu desejei que sim, que a Maria e o Edu estivessem se entregando ao que era óbvio que sentiam… Não sabia até que ponto, mas nessa altura, eu, como eles com certeza, precisava daquele passo a mais.
Mas o que a gente deseja pode ser forte demais, a ponto de se tornar quase insuportável, depois que acontece.
Atravessei a porta e vi. Num instante, vi a cena inteira. E foi um impacto que eu não tava preparado pra aguentar. Maria, de pé, com a bunda apoiada na mesa, recebia de olhos fechados os beijos e quase mordidas do Edu no pescoço, e entrelaçava os dedos no cabelo médio dele, que também tava completamente vestido, só que descalço e sem o paletó. A outra mão da Maria tava no peito do Edu, e as mãos dele amassavam os peitos dela por cima da camisa. Mas o que realmente me matou foi a boca entreaberta dela. María, uma boca que mostrava um gemido contido… Os olhos fechados, a boca aberta e as pernas levemente separadas, deixando a virilha do Edu empurrar entre as pernas dela…
Eu, a dois metros, achei que ia morrer, e não pelo que via, mas talvez pelo que era óbvio que estava por vir. Dois, três, quatro, cinco segundos em que continuaram assim, e meu pau já começava a me dizer que não entendia de medo nem de bloqueio algum, ao contrário do resto do meu corpo.
E aconteceu o que era impossível que já não tivesse acontecido, se é que não tinha acontecido: os lábios do Edu foram do pescoço dela para a boca da minha namorada, e ela, com os olhos ainda fechados, recebeu os lábios dele com avidez. Sim, com avidez, e foi ela quem primeiro abriu a boca para receber com a língua a língua do Edu. Vi as duas línguas se tocarem antes de ficarem ocultas pelas bocas deles… O beijo era tremendo, tão tórrido quanto certamente desejado. Edu beijava minha namorada na minha presença, e minha alma se partia enquanto eu não conseguia desviar o olhar deles, e meu pau dava sinais de desespero.
Edu empurrou mais forte com a cintura, como se estivesse fodendo ela vestida, e ela não soltou a mão do cabelo dele, e a mão que estava no peito foi para as costas dele, mas tremendo… mostrando que estava completamente dominada, mostrando que, certamente, assim como eu, queria estar ali, queria que aquilo estivesse acontecendo, mas ao mesmo tempo não queria ou sentia pânico.
Foi ele quem deu o beijo por encerrado e voltou ao pescoço dela, e então María abriu os olhos minimamente, mas o suficiente para me enxergar. Com o rosto virado para mim, facilitava que Edu continuasse beijando e mordiscando o pescoço dela enquanto ela me cravava um olhar choroso… Não era de surpresa. Parecia que o estado de excitação dela impedia que sentisse qualquer outra coisa. Finalmente, ela sussurrou:
— Pablo… por favor… amadurece…
Fiquei petrificado.
O olhar fixo de María em mim não durou mais que alguns segundos, pois um Um pequeno mordisco da Edu fez ela fechar os olhos. E aquele filho da puta não conseguiu mais fingir que não tinha notado minha presença, e sussurrou no ouvido dela, embora desse pra ouvir claramente: "Deixa ele... olhar e bater uma punheta..." Depois de falar isso, largou o pescoço da Maria pra me encarar e disse: "Mas parece que ele vai é começar a chorar."
A Edu se afastou um pouco e começou a tirar a gravata e a camisa, e a Maria, ainda mais vermelha e com a voz fraca, insistiu:
- Pablo, por favor, amadurece... a gente conversa depois...
Eu, de novo, igual no corredor, sentia que não era exatamente eu, que não era dono dos meus atos, como se não estivesse realmente ali. Consegui dar um passo pra trás, mas depois disso, a Edu chegou perto da Maria de novo e achou rápido o zíper da saia dela, e em dois segundos a saia caiu no chão, enroscando nas sandálias dela. As pernas longas da Maria apareceram, imponentes por si só e ainda mais com os saltos altos. E também apareceu o torso perfeito da Edu, com os peitorais bem definidos e a barriga tanquinho. Morena como nunca, com os braços fortes, com aquele olhar fixo na Maria, eu entendia por que quase ninguém negava nada pra ela.
As mãos da Maria se agarravam na mesa. Sem saber o que fazer com elas, sem saber o que fazer no geral ou sem ter coragem. Ela olhava pro torso da Edu ao mesmo tempo que não queria olhar, às vezes desviava o olhar e quase suspirava, nervosa, terrivelmente nervosa.
Mas quando ela realmente ficou tensa foi quando uma mão da Edu foi pra uma das coxas dela e começou a subir devagar. Ela só fechou os olhos e deu pra ver como as mãos dela apertaram mais forte a borda da mesa. A Edu percebeu, igual eu, e tirou a mão num carinho, e sussurrou: "Shh, calma..." e ela abriu os olhos e se deram um selinho. A Edu acariciou o rosto dela e colocou a cabeleira pro lado do pescoço com até um pouco de ternura. Eu não sabia se era fingimento ou se era de verdade. Ele sentia um afeto genuíno por ela.
Depois de afastar o cabelo dela, deu outro selinho que virou um beijo e depois outro beijo bem quente, um beijo longo durante o qual ela não mexeu as mãos enquanto as dele foram até a camisa dela e começaram a desabotoar devagar, um por um, todos os botões. Quando ela percebeu, colocou as mãos no peito e no abdômen dele, apalpando a pele, o relevo dos abdominais… E Edu, assim que abriu todos os botões, se afastou um pouco e abriu a camisa dela, afastando sutilmente a seda branca para um lado e outro dos seios dela, se deliciando com algo que ele com certeza já tinha em mente há tempos: descobri-los, desabotoar aquela camisa e contemplar com calma os peitos dela. Enormes, colossais, surgiram, e me pareceram maiores e mais gostosos do que nunca, como se soubessem que tinham que, não só estar à altura, mas também mostrar uma segurança que o resto do corpo da Maria não estava demonstrando. As aréolas largas e os bicos parecendo que iam saltar do corpo dela fizeram até o Edu soltar um “caralho…” que nós três ouvimos.
Maria de sandálias, a camisa aberta e de calcinha, mostrava uma imagem brutal. E eu me senti totalmente inferior, lembrando daquele pensamento de meses e meses atrás de que eu fisicamente não merecia a Maria, que o corpo dela merecia algo mais, muito mais. Mesmo que fosse só uma vez, aqueles corpos mereciam, para que houvesse realmente um equilíbrio, para que houvesse uma ordem natural.
Eu ia embora. Tudo aquilo era tão excitante quanto doloroso. E entendi o que estava rolando comigo: nem os beijos tinham sido o mais difícil, mas sim o fato de vê-la tão exposta. Se entregando. O olhar dela para ele, para o corpo dele, de rendição, de não poder mais negar o inegável, me dava uma tontura tão grande que eu precisava me apoiar na parede. E sentia que não aguentaria o próximo passo que eles dessem.
….
Antes de ir, eu precisava de uma última imagem, uma espécie de foto daquele Momento. Uma última coisa pra levar. E meus olhos se fixaram em María, e percebi que o fato de ela expor o torso, aqueles peitos impactantes, não tinha lhe dado a segurança que eu imaginava, mas sim que ela parecia ter ficado ainda mais corada; é que ela, apesar de reconhecer a beleza dos próprios peitos, sempre achou que eram grandes demais, e mostrá-los assim, na frente do Edu, conhecendo ele, significava se expor a qualquer comentário desagradável da parte dele. Com certeza María pensava que Edu podia até rir dela por ter aquelas tetas tão brutais.
É que ela e eu sabíamos que o Edu estava se comportando de um jeito quase doce, mas o Edu que conhecíamos podia reaparecer a qualquer momento. María não olhava pra mim porque não me queria ali, e não olhava pro Edu porque tinha vergonha ou se sentia intimidada demais, então ficava olhando pra janela ou pra qualquer ponto aleatório. Aquela desconforto dela me afetava especialmente.
Edu pareceu perceber e começou a beijar o colo e o pescoço dela com doçura enquanto segurava o rosto dela com as duas mãos… Sussurrou um “fica tranquila…” e virou o rosto dela levemente pra beijá-la de novo… e María abriu a boca sem hesitar, e voltou a brincar com a língua do Edu, a se fundir na mesma saliva, mas sem mover o resto do corpo. As mãos dele foram do rosto dela pro colo, e depois pras tetas dela… acariciando com ternura e delicadeza, pegava cada uma com uma mão, e às vezes juntava elas e levantava um pouco e deixava cair de novo… também brincava com os dedos nos mamilos dela. Era um Edu mais contido, nem sinal daquele que tinha apertado e até dado tapas uma hora antes… Como se soubesse que não era hora de provocar e arriscar estragar tudo. Agora não. Porque agora ele estava perto demais.
Eu ia me virar. Já era. Com aquela imagem eu ficaria, com eles se beijando e ele acariciando os peitos dela daquele jeito tão sutil. E falei pra mim mesmo “já era… ele vai comer ela”. Num minuto, em dez ou meia hora, mas María não ia sair daquele quarto sem ter sido comida pelo Edu. O nervosismo extremo dela podia ser um empecilho, mas eu não acreditava que ela ainda tivesse forças pra resistir a ele.
Bem na hora que eu me virei, Edu pegou uma das mãos dela e levou até a virilha dele. Como no salão do casamento, María apoiou a mão sobre a calça social dele. E eu vi a cara dela, o suspiro dela… “Será que era tão grande assim?” pensei comigo. Mas pra minha surpresa, ela tirou a mão depois de alguns segundos. María estava cada vez mais tensa, enquanto a excitação no olhar dela só aumentava, como se a cada segundo que passasse ela percebesse mais que sim, que ia rolar, que ia dar pra Edu no final das contas.
Edu interrompeu o enésimo beijo ao notar que María tinha recuado e sussurrou pra ela:
— Calma… não tem problema… Devagar — enquanto, com ainda mais delicadeza, levava de novo a mão de María pro pau dele… e começou a ajudar ela a deslizar a mão sobre o contorno do membro. Apalpando de baixo pra cima e de cima pra baixo… devagar, por cima da calça escura. Os olhos de María eram um poema enquanto Edu guiava ela e beijava a bochecha dela.
Comecei a sentir uma pressão no meu pau dentro da cueca, realmente insuportável. E lembrei daquela frase do Edu: “deixa ela se masturbar olhando”. Comecei a considerar essa ideia de verdade. Se não fizesse, seria por vergonha, ou até covardia, não sabia o que me machucaria mais: uma frase do Edu ou um olhar da María.
Ficava dividido entre os dois extremos: tirar o pau ali mesmo e bater uma ou vazar. Mas Edu não me deu tempo de decidir, porque me surpreendeu ao dar um passo pra trás. O suficiente pra María não conseguir mais tocar nele.
— Me tira a roupa. Me tira a roupa você. — falou sério, numa frase meio estranha.
María obedeceu e abriu o cinto dele, enquanto ele se deixava despir. As mãos trêmulas da minha namorada tentavam abrir o botão e abaixar o fecho, mas por algum motivo não conseguia. As mãos dela tremiam e ela bufava, de nervoso, de tesão, de vergonha…
—Porra, não consigo… —ela acabou dizendo enquanto continuava tentando.
—Calma… não tem problema… —ele sorriu, dócil, até próximo. E ajudou até que a calça dele caísse no chão.
—Pronto —ela disse rapidamente.
Ele sorriu e fechou um pouco a camisa dela, só o suficiente pra tampar os peitos dela por completo. Como se tivesse percebido que, ao mostrar os seios, ela tinha ficado ainda mais nervosa e quisesse assim acalmá-la. Mesmo sendo um filho da puta, ele tinha sem dúvida a capacidade de ler o que tava rolando, pelo que ela tava passando, de saber quando acelerar e quando desacelerar.
Edu de cueca marcava uma silhueta enorme, mas não se destacava por estar claramente virada pra baixo. Maria não olhou pra lá como eu olhei.
E então Edu foi atrás da boca dela de novo. E dessa vez não deixou os braços dela caírem mortos e sem graça, mas guiou as mãos dela pro cu dele. E assim, com as mãos dela na cueca dele, apertando e soltando as nádegas, e as mãos dele com doçura no rosto dela, rolou uma saraivada de beijos na boca, de lambidas no ar, de pequenas mordidas no lábio… Os beijos deles eram brutais, assim como os olhos fechados de Maria… Às vezes Edu tirava a boca de repente e a língua de Maria ficava órfã, e então ele voltava pra acalmá-la. Às vezes os lábios dele iam pro pescoço dela e sussurravam algo no ouvido, e ela apertava com mais força o cu dele, e ele ia de novo invadir a boca dela com a língua.
Eu ia tirar a pica já. Não aguentava mais. Quando Edu se afastou de novo, deu um passo pra trás e falou:
—Maria, tira ela da cueca. Tira a pica pra fora.
Minha namorada tentou fingir decisão. Até tentou fingir que marcava o ritmo quando ninguém mais acreditava, e colocou primeiro a mão na barriga dele. E olhou pra ele, mas na cara dela não tinha segurança nenhuma. O gesto O olhar do Edu ficou sério, não tão afável como segundos antes.
Maria levou as mãos até o elástico da cueca e começou a abaixar… Depois de tantas e tantas vezes fantasiando com o pau dele, primeiro a meu pedido, e depois por vontade própria, Maria ia finalmente se deparar com aquele membro que sabíamos ser enorme, mas que só tínhamos imaginado… E a cueca desceu mais, e mais, e até quase a metade da coxa o pau dele não ficou totalmente exposto. Era escuro e incrivelmente grosso, mesmo estando longe da ereção total, daria trabalho envolvê-lo com uma mão… Maria soltou um “minha nossa…” que soou extremamente excitante para mim. “Uff, minha nossa”, repetiu ela, ainda sem tocar, só admirando aquela monstruosidade…
Edu acabou se livrando totalmente da cueca e levou as mãos para as tiras da calcinha de Maria. Instintivamente, ela também levou as mãos até lá, como se fosse impedi-lo, mas sem intenção real de parar. E ele começou a puxar para baixo, e aconteceu algo que me deixou pasmo: as laterais da calcinha desciam, mas o tecido que cobria a buceta dela não, como se a buceta estivesse se agarrando desesperadamente àquele pano, até que a força foi tanta que finalmente se soltou e descobrimos que o que impedia a calcinha de se desgrudar da buceta era uma massa densa e espessa de líquido que estava ali depositada. E foi um fio de líquido transparente que nascia na buceta dela e morria na calcinha que revelou que Maria estava encharcada lá embaixo há um bom tempo. Maria ficou envergonhada, mas não disse nada. Edu se deliciou com a cena, mas também não disse nada. E eu conseguia ver a mancha grossa na calcinha dela a dois metros de distância…
Edu, com a calcinha de Maria na mão, observava a buceta nua dela, os lábios incrivelmente inchados que pareciam querer saltar do corpo, os pelos escuros, aparados na medida… E com a mão livre, puxou um pouco da pele do pau para trás, e com duas sacudidas o membro já apontava para frente. Já precisava de mais de duas mãos. pra cobrir aquilo.
Eu não aguentei mais e comecei a abrir minha calça. Em poucos segundos, baixei um pouco a calça e a cueca. Edu se masturbava olhando pra Maria, eu me masturbava olhando pros dois e ela me olhou; esperava um gesto de surpresa, ou de repreensão, mas foi o mais absoluto ceticismo.
—Me toca, porra, vai. —disse pra Maria numa frase dita a toda velocidade, com autoridade e impaciência, no puro estilo Edu de sempre.
Eu me masturbava devagar, meu pau não estava completamente duro por causa do nervosismo… Olhava pro pau do Edu e olhava pro meu e não sentia inveja, mas simplesmente aceitava aquela espécie de humilhação. Me masturbava com dois dedos e dava pra cobrir ele inteiro com uma mão enquanto via que seriam necessárias talvez quase três mãos pra cobrir o dele.
Diante daquela ordem do Edu, pensei que Maria fosse retrucar, que fosse fingir segurança de novo, que fosse lutar contra si mesma. Mas não sei se foram mais os nervos ou o desejo que venceram, então a mão dela, hesitante, obedeceu e se esticou até tocar, agarrar aquilo.
Minha namorada me surpreendeu murmurando, bem baixinho, um “porra, Edu…” Ele não mostrou surpresa com o elogio e, acariciando o rosto dela, ordenou que pegasse com as duas mãos.
Maria esticou a outra mão criando uma imagem brutal: ela colocava uma mão logo depois da outra e puxava a pele daquele pauzão pra frente e pra trás, cobrindo uma cabecinha inchada e colossal, a cada movimento. “Minha nossa…” ela disse, como que insistindo, alarmada com aquele tamanho. Todos sabíamos o motivo da inquietação dela.
—Calma, vamos devagar —disse Edu de novo, tentando acalmá-la.
Ela continuou masturbando ele devagar e ele alternava carícias no rosto dela com carícias nos peitos dela por cima da camisa com uma mão, enquanto com a outra continuava segurando a calcinha dela. A masturbação era lenta e sentida. O pau dele começou a crescer a ponto de Maria não conseguir mais fechar a mão pra envolver ele. O membro dele começou a lubrificar de tal jeito que logo se Dava pra ouvir o som da pele dela indo e vindo, indo e vindo. Maria olhava pra baixo, via por um segundo, tentava fazer cara de que não tava nem aí, mas logo depois precisava desviar o olhar pra qualquer lugar. Até que uma vez ela olhou pra mim. E viu meu pau, pequeno por natureza e ridículo em comparação… me deu um tesão do caralho que ela pudesse fazer, finalmente, aquela comparação que me humilhava…
— Vai se tocar pra mim…? — sussurrou Edu no ouvido dela.
— O quê? — perguntou ela. E ele se afastou um pouco, e ela deu um passo pra trás. Separados, ele insistiu:
— Se toca… não precisa ter vergonha — falou sério.
Era óbvio o que aquela frase implicava. Edu sabia que era necessário que Maria abrisse caminho no próprio corpo se quisesse receber algo que, sem dúvida, não tava acostumada.
Maria ficou vermelha, e a resposta de Edu não foi insistir com palavras, mas sim começar a se masturbar na frente dela. Num ritmo mais rápido do que ela tinha feito. Focando mais em bater punheta na ponta do pau dele. Maria de novo ora olhava, ora precisava desviar o olhar, até que criou coragem pra levar uma das mãos até a virilha. Ali, de pé, apoiando a bunda na mesa, baixou primeiro uma mão e depois a outra, e começou a se acariciar ali, não pra acalmar aquilo, mas pra acender ainda mais. E olhava, olhava pra ele se masturbando. Os dois se encaravam, admirando seus corpos e seu potencial… Os dois se desejavam sem controle há meses, e agora se punhetavam, cada vez mais entregues, se olhavam com vontade de se fundir num só, numa tensão insustentável, um clima irrespirável, um calor insuportável.
— Isso… isso… — disse Edu — se toca… se toca mais… — e depois de falar isso, vendo que Maria tava mais sem vergonha, abriu a camisa dela completamente, de um lado e do outro dos peitos, em dois movimentos rápidos… e continuou a punheta contemplando como, ao se masturbar com o torso nu, os braços dela… juntavam os peitos, projetando-os para frente numa imagem brutal. Os peitos se moviam ritmicamente como consequência dos movimentos das mãos dela se masturbando… Maria, extremamente corada, abria um pouco a boca… quase ofegante, olhando para Edu na cara às vezes, e outras vezes para o pau dele. Minha namorada se masturbava pra caralho ali em pé, de sandálias e camisa aberta, lambuzava as mãos com a própria buceta, se dava prazer, ofegante, admirando o corpo do Edu, o rosto dele, o torso e o pauzão dele que ele masturbava compulsivamente.
— Enfia um dedo… enfia um dedo agora…
Depois disso, Edu começou a invadir Maria lentamente, e eu tive que parar de bater punheta pra não gozar…
— Isso… isso… — dizia Edu, contemplando a maestria com que tinha enganado ela pra obedecer, e admirando a habilidade com que Maria enfiava um dos dedos de uma mão, enquanto esfregava o clitóris com uma puta rapidez com dois dedos da outra…
— Porra… — ele bufou — Vira de costas. Porra, vira de costas. Encosta na mesa.
Maria se masturbou por mais alguns segundos antes de obedecer. Largou a buceta e virou devagar. Apoiou as mãos na borda da mesa e virou o rosto. Pra mim. A cara dela era de entrega total. E não vi nenhum rancor ali. Também não parecia que ela tava me pedindo pra ir embora. Também não acho que ela me queria ali, mas parecia que já não ligava mais. Só ligava pra uma coisa agora.
— Toca você. Vai. — insistiu Edu, e Maria ficou apoiada com uma mão enquanto levava a outra pra buceta.
— Você gosta… gosta de tocar sua buceta na minha frente, não é? — disse Edu, que não parava de se masturbar, que não parava de puxar a pele daquele pauzão pra frente e pra trás a meio metro da bunda de Maria.
Ela se masturbava de olhos fechados, com o rosto virado pra parede.
— Olha pra mim — ele disse autoritário — e ela virou o rosto e continuou se masturbando enquanto olhava pra ele…
Aquilo tava resolvido. Na hora que Edu quisesse… Finalmente ia Penetrar minha namorada, na minha frente, e não como um favor, não pra realizar uma fantasia minha, mas porque a María queria muito que aquele filho da puta empalasse ela naquela mesa. Depois de tantos e tantos meses, ele ia foder ela. O Edu ia foder a María.
—É isso… María… olha pra mim… Olha o que você vai enfiar…
María fechou os olhos e mordeu o próprio lábio, se entregando aos próprios dedos, se dando prazer…
Ele se aproximou e continuou se masturbando a poucos centímetros dela, que sussurrou um “porra Edu…” como se ter ele tão perto a assustasse. Ele levantou um pouco a barra da camisa dela pra descobrir a bunda e apoiou o pau ali, sobre uma das nádegas… deixando uma gota e um fio grosso de pré-gozo cair ali. E não satisfeito com isso, usando as duas mãos, desembrulhou a calcinha que já estava amassada na mão dele há um tempo, abriu ela e, procurando o ponto exato onde a María tinha deixado aquela mancha grossa, levou até o nariz. Aquela calcinha de seda que eu tantas vezes vi ela vestindo, que tantas vezes tirei pra fazer amor com ela, agora estava na cara daquele filho da puta, que, com os olhos semicerrados, curtia o cheiro de buceta da minha namorada, um cheiro que vinha do desejo que ela sentia por ele. E ele sabia disso, por isso não tinha pressa, por isso nem olhava pra mim, por isso deixava a María continuar se masturbando compulsivamente, colada nele. Por uns instantes eternos, a María olhava pra trás e quase fechava os olhos ao ver ele cheirando a buceta dela através da calcinha, e ele, com uma mão, segurava a calcinha contra o nariz e, com a outra, puxava levemente a pele do pau pra trás e pra frente, fazendo com que mais gotas semi transparentes manchassem aquela nádega ardente da minha namorada.
Eu pensei que não aguentaria mais. A cada segundo, pensava em sair daquele quarto sufocante. Pela angústia, pela pressão, pela dor de imaginar ele metendo, enfiando tudo ali mesmo. Eu tinha quase certeza de que não conseguiria suportar ver a cara dela desfigurada pelo prazer no momento em que Edu a invadisse.
Tudo girava ao meu redor… parecia realmente um sonho… um sonho em que tudo acontecia em câmera lenta… até que Edu se afastou e disse sério:
— Vou colocar camisinha?
Maria hesitou por um instante. Parou a mão e disse com voz trêmula:
— Não sei…
— Não sabe? Quer sentir ela sem nada?
— Não sei… como você quiser… — disse ela de novo encolhida, como eu nunca a tinha visto com ninguém.
Maria respondia olhando para a parede. Sem querer ver o que estava por vir. E eu pensei que Edu ia apalpar a buceta que ia foder primeiro com os dedos, mas não. Colocou uma das mãos na cintura dela e Maria fechou os olhos e suspirou. Já não ligando mais de se mostrar extremamente assustada e vulnerável. Edu jogou a calcinha que caiu na mesa, ao lado das mãos de Maria, e segurou o próprio pau para direcioná-lo.
— Abre um pouco as pernas.
Maria obedeceu. Sem se virar. Sem abrir os olhos. Porra, ele ia foder ela. Ia meter a dois metros de mim.
Edu levou a ponta do pau na entrada da buceta da minha namorada… e esfregou a ponta entre os lábios dela, visivelmente grossos e inchados…
— Edu, por favor… — implorou Maria, quase chorando.
— O quê…
— Tem cuidado… por favor… — suplicou.
— Fica tranquila… — disse ele recolhendo os cabelos dela, com delicadeza, até colocá-los todos ao longo das costas.
Maria se agarrou mais à mesa e Edu soltou a mão do pau e a apoiou no ombro dela. E assim, com uma mão na cintura e a outra no ombro. Com Maria de olhos fechados, olhando para frente, olhando para a parede, agarrada naquela mesa, com as sandálias de salto fincadas no chão e a camisa aberta, Edu empurrou com cuidado mas com firmeza, e ao mesmo tempo com toda a vontade acumulada por tanto tempo, e foi invadindo, violentando o interior dela com aquele pau enorme, e Maria soltou um gemido que virou ofegante e depois um lamento. Edu estava metendo nela, lentamente abrindo caminho por dentro, perfurando a buceta da minha namorada na minha frente e eu não podia não fazer outra coisa senão me masturbar devagar, com meus dedos encharcados, e ficar besta olhando como ele comia ela. Sim, ele comia ela, enfiava a pica até a metade, de uma só vez, a buceta da Maria acolhia aquele pauzão com bastante firmeza e a cara dela se desmontava de prazer. “Ai, meu Deeeus…” Sussurrou Maria e aquilo soou como um trovão naquele quarto onde já não tinha mais ar… “Porra… continua… continua enfiando em mim…” Ela gemia sabendo que aquele pauzão não tinha fim… aproveitando ao máximo aquela pica que finalmente a preenchia… E o Edu, com metade da pica enfiada no corpo da minha namorada, olhou pra mim, me encarou e disse:
— Enfia, enfia ela toda — E Maria jogou o corpo pra trás, soltando um “aiiiihhh… mmmm, porraaa!!”… até enfiar ela toda, até o talo. A própria Maria buscou enfiar até o fim e quando sentiu que tinha ele completamente dentro, mexeu o quadril num círculo completo, saboreando cada centímetro daquele pauzão lá dentro… O Edu, sem parar de me olhar, disse “tava com vontade, hein” e Maria, jogando o corpo pra frente até descobrir de novo metade da pica, disse “Ai, Deus… porra… siiiim…”, “Cê gosta da minha pica?”, “Porra… adoro… Ai, Deus, adoro… me come… me come assim… Edu… me come assim…”
Os corpos deles quase brilhando, morenos, finalmente fundidos num só. A tensão nos braços do Edu, segurando ela, imitava a tensão bruta das pernas da Maria, meio dobradas, pra facilitar o Edu enfiar nela. Os corpos deles molhados, já suados… a cara de prazer da Maria era brutal, nunca tinha visto ela fazer aquela cara de tesão… O Edu puxou um pouco a camisa da Maria e por causa disso eu pude ver os peitos dela caindo enormes… e os bicos imaginava duríssimos. Depois daquele movimento, Maria olhou pra trás, pra ele, e deu um olhar impossível, um olhar não só de prazer imenso, mas de gratidão. Ela agradecia com os olhos marejados como ele tava comendo ela…
— Se toca… toca nos seus peitos… — ele disse Edu, dominante, e ela obedeceu. Com uma mão se segurava na mesa e com a outra apertava um peito que mal cabia na mão dela…
A metida e tirada era lenta, Maria bufava, ofegava, e tentava continuar olhando pra ele, mas quando se sentia completamente invadida, não conseguia evitar fechar os olhos.
Edu parou de segurá-la, colocou as mãos na cintura e disse:
—Fica quieta.
Maria obedeceu, e, expectante, viu Edu se afastar um pouco… devagar… até tirar o pau inteiro. Aquele pau tremendo saía de lá ensopado, com as veias saltadas, a cabeça enorme e especialmente rosada, e um líquido grosso ligava a ponta dele à buceta da minha namorada. Um líquido transparente que não dava pra saber se vinha dela, dele, ou dos dois.
Depois de tirar ele inteiro, com as mãos na cintura, cravou de uma só vez, e ele soltou um “hmmmm” gutural que se misturou com um “aahhhmmm” tremendo, gritado pela Maria. Edu tirou ele inteiro de novo e repetiu o movimento, enfiando de novo, e de novo o resfolegar dele contrastou com o gemido dela. Enquanto fazia isso, Edu fechou os olhos e ergueu um pouco o rosto, curtindo aquele momento que tinha muito de satisfação e, com certeza, muito de vitória.
E eu não aguentei mais. Era demais. Algo que parecia impossível meses atrás estava acontecendo, aquele cara estava fodendo minha namorada na minha frente… Era desejado, mas ao mesmo tempo terrivelmente insuportável… Tão impactante… tão doloroso… que fiquei tonto, acho que até perdi a consciência por uma fração de segundo… e me virei, e com muito custo consegui sair do quarto.
Continua.
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