O calor está chegando e as memórias vêm até mim. Há alguns dias tomei a decisão de compartilhar essa história com vocês. Não peço que acreditem em mim nem que me perdoem pelo textão. Tenho certeza de que quem ler ficará satisfeito (e muito excitado) e, por minha parte, não pretendo outra coisa.
Vou postar a história em partes (sim, eu sei que é algo que ninguém nunca fez), porque preciso de tempo para escrevê-la e nem sempre encontro o suficiente. Além disso, dessa forma, os foristas anti-textão terão mais tempo para ir lendo. Quem não estiver a fim de ler, sempre pode marcar lugar e reservar essa confissão para leitura de verão, que é o período em que tudo isso aconteceu.
Vamos lá, agradeceria que, se gostarem, avaliem este post.
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PARTE 1: MINHA PRIMA CHEGA NA NOSSA CASAEu tinha 15 anos. Adorava os verões. Todo ano eu ia com minha família para um condomínio na costa que eu amava. A casa era muito bonita, tinha dois andares e jardim, o que ganhava muitos pontos em comparação com o apartamento onde eu costumava morar o resto do ano com meus pais e meu irmão. Mas o melhor era o estilo de vida, lá você podia fazer tudo o que desse na telha. Os estresses da cidade ficavam para trás, os horários desapareciam. Você era livre e seus ovos mandavam na hora de fazer o que quisesse. Era perfeito.
Além disso, era uma oportunão para retomar a relação com os amigos da região que você teve a vida toda. Só quem já foi todo verão para o mesmo lugar com outras famílias pode conhecer aquele friozinho na barriga ao saber que logo você vai poder se divertir de novo com os parceiros dos quais ficou separado durante todo o resto do ano.
Mas os amigos não eram as únicas pessoas com quem eu voltaria a manter uma relação pessoal naquele verão. Tinha minha prima Sandra, que na época tinha 17 anos. Minha prima morava em outra cidade mais zuada, grande e cinza que a minha, então desde criança ela adorou a ideia de poder desligar durante aquele verão junto com minha família em um lugar com mar.
Meus pais nunca se opuseram e a recebiam com muita vontade, especialmente minha mãe (irmã do pai dela), que sempre insistia durante o resto do ano com “Você vem esse ano também para nossa casa de verão, né?” ou “Você não vai perder agora com o quanto você se divertiu ano passado?”, embora ultimamente fosse mais algo como “Eu sei que você já cresceu bastante e é uma mulherão, mas acredite quando eu digo que uma pessoa adulta pode se divertir por aqui igual ou até mais que uma criança”.
Provavelmente foi por isso último, porque ela já estava virando uma mulher, que ela tinha deixado de vir com nós nos últimos três anos. Mas aquele ano que estava por vir foi a exceção, embora ainda houvesse mais de uma surpresa que eu não poderia imaginar naquele ponto.
O fato é que um belo dia estávamos almoçando os três membros da família que havíamos ido naquele ano: meu pai, minha mãe e eu.
Faltava meu irmão mais velho, que naquele verão havia decidido passar as férias com uma família britânica para aprender inglês. No começo, quando soube que meu irmão não viria, fiquei bem deprimido. O verão ali não seria o mesmo sem ele porque, apesar da diferença de idade, sempre costumávamos nos divertir pra caralho jogando futebol no jardim, pegando umas ondas na praia ou simplesmente fazendo merda. Um irmão sempre é um irmão, não importa a idade.
No final do verão, porém, cheguei a agradecer pela ausência do meu irmão, cuja presença quase certamente teria sido um grande obstáculo no desenrolar dos acontecimentos que estavam por vir.
Como de costume, o almoço daquele dia era leve (saladas, frutas...), ideal para combater o calor característico daquele lugar. Já fazia uma semana que havíamos nos instalado na casa, era julho e no dia anterior minha prima havia ligado para minha mãe avisando que chegaria na noite seguinte, então estávamos todos ansiosos. Bom, uns mais que outros.
A pessoa mais nerviosa à mesa era sem dúvida minha mãe, repetindo em voz alta suas famosas perguntas retóricas: "Acho que não vai acontecer nada com eles no caminho, né?", "O condomínio é bem sinalizado, não é?".
Eu, enquanto isso, me limitava a comer e calar, embora minha cabeça estivesse cheia de pensamentos - não por causa da minha prima, mas pelo plano do pós-almoço. Marcos, um amigo meu que morava a apenas dois quarteirões da minha casa, tinha me dito que trouxera umas revistas pornô que normalmente escondia no quarto dele na cidade e que aquela tarde íamos ver na casa cabaña.
Claramente eu ainda não era adulto, embora já estivesse mergulhado de cabeça na adolescência, vocês me entendem: os primeiros pelinhos na barba, os famosos galos na voz, uma leve (felizmente) acne e uns ovos bem cheios. Em resumo, a idade do masturbador. E eu confiava que as revistas prometidas pelo meu amigo pudessem saciar minha curiosidade carnal transbordante.
Eu esperava que Marcos me deixasse levar uma para casa para eu ter meu tempo curtindo ela, caso contrário era possível que eu tivesse que me punhetar na cabana ao lado dele e, embora as punhetas em grupo (cada um no seu pepino, isso sim) não fossem novidade para mim, eu já estava numa fase em que a gente deseja mais intimidade, mais calma. Acho que já estava amadurecendo.
Quando terminei de comer fui direto para a cama tirar uma soneca para passar o tempo até a tarde. Tive que resistir várias vezes a bater uma punheta porque só de pensar em como seriam aquelas imagens tão quentes estampadas no papel já me deixava muito excitado. No final consegui pegar no sono pela metade até o despertador tocar para me acordar. Eu dei um pulo e fiquei puto da vida, depois lembrei que tinha combinado com Marcos às 5 da tarde. Eram 4:45 e eu já estava atrasado. Fiquei puto da vida de novo.
Vesti outra roupa na correria porque com o calorão que fazia naquele lugar eu tinha deixado a outra camiseta encharcada de suor. Desci as escadas em direção à entrada e justo quando eu estava prestes a sair triunfante e decidido pela porta, senti uma mão agarrando meu braço. Era minha mãe e ela não estava com cara de quem queria fazer amizade.
– Onde você pensa que vai? Sua prima já vai chegar!
Merda.
– Porra, mãe, mas ela não ia chegar só de noite?
– Não, no final eles adiantaram a hora. Me disseram que querem aproveitar os raios de sol das últimas horas da tarde.
– Como assim "eles"? Quem?
– Mas a gente comentou isso hoje mesmo no almoço! Você está Caralho, Alex! Ela vem esse ano com o namorado!
Aquilo me pegou de surpresa, embora, pra ser sincero, não tenha me surpreendido totalmente. Naquela época, eu sempre via minha prima como uma pessoa muito sociável e, além disso, nunca tinha achado ela feia. Naquele momento, minha ideia sobre ela era só essa e eu não conseguia enxergar outras facetas dela que estava prestes a descobrir.
O fato de ela ter decidido trazer o namorado não me deixava muito confortável, porque com uma pessoa desconhecida eu sempre fico mais travado na hora de fazer minhas piadas ou comentários, mas por outro lado, tanto faz.
- Bom, tudo bem, então manda lembranças da minha parte.
- O que você tá dizendo? Tá doido? Você fica aqui! Todos os anos a recebíamos em família e, mesmo que o Dani não esteja esse ano, todos nós que estamos vamos fazer isso! Não vou deixar você se esquivar pra ir fazer alguma besteira por aí com seus amigos que podem perfeitamente esperar!
- Mãe, qual é, é urgente. Eu já tinha combinado há tempos e…
- Que nada! Já falei que você fica aqui. Seus amigos vão entender, com certeza.
Por dentro, meu estômago virou de raiva. Minhas bolas também doeram um pouco, acho que estavam protestando. Imaginei o Marcos sozinho na cabana, com uma revista aberta de cada lado e batendo punheta até a exaustão. Claro que o filho da puta ia entender meu furo, graças à minha ausência o arrombado teria todo o material pra ele.
- Maribel, eles tão chegando! – gritou meu pai pra minha mãe.
De fato, deu pra ver um Opel preto fazendo a curva no final da nossa rua e se aproximando aos poucos do nosso alpendre. Qualquer um que nos visse de alguma janela poderia pensar que se tratava de algum tipo de visita diplomática.
Estávamos toda a família em pé em frente à rua, organizados no que vinha sendo o alinhamento habitual (traçado todos os anos pela minha mãe). Atrás ficavam meu pai e minha mãe, na frente eu me colocava (na minha Do lado onde meu irmão costumava se sentar, no esquema "Família Feliz" 2-2. O Opel parou ao nosso lado, reparei que tinha os vidros escurecidos, o que dava ainda mais a impressão de ser um acontecimento de alto padrão.
Quando o carro parou, os passageiros demoraram alguns segundos para sair. O primeiro foi meu tio, que saiu sorrindo pra gente e soltando suas piadas e gracinhas de sempre.
— Mais um pouco e a gente acabava na França! Como estão, família!? E você, irmãzinha!?
Quando chegou em mim, me deu umas palmadas nas costas que quase quebraram minha coluna. É típico dessa idade. Quando um homem da família vê que você já tem pelos nos ovos, mas ainda te acha muito moleque pra dar um aperto de mão, às vezes ele opta por formas muito estranhas de cumprimentar.
— Alex, caralho! Cada ano você muda mais!
— O que a gente vai fazer? Hahaha — respondi, morrendo de dor.
Atrás do meu tio vinha sua mulher, que sempre foi bem mais tranquila de personalidade.
Minha tia era uma potranca de respeito. Uma verdadeira MILF. Lembro que naquele dia ela usava um vestido de verão verde esmeralda que chegava um pouco acima dos joelhos. Era uma roupa bem jovial, mas nela ficava sensacional. O tecido parecia ser bem macio e grudava bastante no corpo, destacando suas curvas. Era uma mulher com boa genética e que malhava (segundo meu tio, ela era viciada em spinning). Isso saltava aos olhos.
Com seus quarenta e poucos anos, tinha uma cabeleira loira (tingida, mas com bom gosto) e uma aura que deixava claro que já era mãe, mas se recusava a perder aquele toque de sensualidade que, tenho certeza, deixava meu tio maluco. Dava pra ver de longe que ela adorava exibir seus atributos.
Era magrinha, mas esbelta. As alças do vestido deixavam à mostra ombros finos e sensuais. Ela tinha uma pele levemente bronzeada, característica dos primeiros dias de verão intenso. Seus peitos eram mais bem pequenos mas muito brincalhões, seus mamilos se intuíam eretos sob o tecido, e combinando com toda sua figura: uma barriga extraordinariamente lisa para sua idade, que muitas vinte e poucas anos teriam invejado.
Havia momentos em que ela ficava realmente poderosa, principalmente quando a brisa batia em seu vestido e ele colava no relevo do seu corpo, e dava para intuir uma calcinha fina de verão abaixo do umbigo, mais própria de uma adolescente do que de uma mãe de família. Ao ver isso, notei como meu pau endureceu de repente. Suas coxas pareciam duras e não via nem sinal de celulite, enquanto suas panturrilhas torneadas, curtidas na bicicleta ergométrica, também ficavam à vista. Ela sabia como se exibir e tirar proveito.
Por mais que se esforçasse para mostrar uma personalidade mais tranquila que a do meu tio, para a maioria dos homens seria óbvio que seu rosto escondia a essência de uma viciada completa. O dela era daqueles rostos que você pode imaginar perfeitamente mudando da calma à paixão, e imaginar seus olhos azuis te encarando enquanto você goza em sua boquinha experiente era algo que provocava um arrepio imenso. Com a lembrança daquela tarde, foram muitas punhetas. Tenho que reconhecer que meu tio sempre teve muito bom gosto (e muita sorte).
Passou um instante bastante difícil de estimar, no qual fiquei completamente isolado das vozes ao meu redor, até que me tornei realmente consciente da dureza na minha virilha. Percebi, bastante horrorizado, que estava ficando excitado com a mulher do meu tio. Era uma sensação estimulante e desagradável ao mesmo tempo. Uma atração nova que me animava, mas também me assustava em partes iguais. Produto dos meus hormônios revolucionados. Nunca tinha me acontecido algo assim.
E, no entanto, quando voltei à realidade, foi para mergulhar em uma sensação muito mais perturbadora. Entre as figuras do meu tio e da minha tia, surgiu minha prima. Eu fiquei embasbacado olhando para ela. Nunca tinha sentido algo assim. Meu pau, que já estava a 75% só de ver minha tia, começou a doer de repente ao ser pressionado com força contra o tecido duro do meu shorts.
Ela ficou ali na minha frente, sorrindo. Até hoje não consigo dizer se foi ela que se desenvolveu pra caralho nos últimos anos ou se fui eu, e por isso estava olhando pra minha prima de um jeito que nunca tinha olhado antes.
Ela usava um óculos de sol na cabeça, com o cabelo preto liso preso num rabo de cavalo, acho que pra tentar se livrar do calorão que fazia.
A camiseta era preta, de alcinhas, bem fina, de um tecido parecido com lycra, colando no corpo dela e me deixando fácil imaginar como devia ser aquele canhão pelado. O rosto foi a única coisa que consegui reconhecer mais ou menos como antes, um rosto doce bem infantil com olhos grandes e marrons, nariz arrebitado e um sorriso safado envolto em lábios bem carnudos.
Mas o que mais me chocou de primeira foram os peitos dela. Apesar de ter um corpo bem mais magro que o da mãe (como costuma ser), a natureza tinha presenteado ela com uns peitos bem acima do que cabia pelo seu biotipo, presos num sutiã laranja berrante cujas alças rodeavam seus ombros morenos e por cima aquela camiseta tão justa que os mantinha pressionados contra ela.
Dava pra ver que ela tinha tentado não passar calor, mas pra não ficar exuberante demais, decidiu prender bem os peitos, embora o efeito conseguido fosse ainda mais erótico pra mim, mostrando uns peitos poderosos e túrgidos sob uma pressão perturbadora. Mantive uma luta interna breve mas desesperada pra desviar minha vista daquele canalzinho coberto de gotinhas de suor.
A parte de baixo do corpo dela não era menos impressionante. Assim que terminava a barriga, mais plana e tonificada à primeira vista que o da mãe dela, aquele corpo magro estava ficando mais voluptuoso e combinando com seus seios, desenhando uma curva sugestiva na região dos quadris.
Ela parecia gostar dessa parte do corpo também, porque usava uma calça jeans curta e desgastada que chegava exatamente na parte inferior de suas nádegas firmes, presa por um cinto marrom estreito. Toda essa voluptuosidade destacada e seu poder de atração foram um choque pra mim. Aos 17 anos, ela era uma verdadeira deusa da fertilidade. A natureza feminina em todo seu esplendor. Um corpo que qualquer homem, adolescente ou adulto, teria vontade de foder até a morte.
A tudo isso tinha que acrescentar um detalhe que, sem ser exatamente algo sexy, naquele momento me deixou muito excitado: seu suor. Estava um calor úmido incrível e seu rosto suava. Suava muito. Sua camiseta fina permitia ver como sua pele também suava por baixo e ficava colada em todos os contornos do corpo. Além disso, o calor a fazia respirar mais intensamente. Imaginei ela cavalgando em cima de mim e... caralho, era minha prima, mas que porra de tesão era esse!?
—Oi, Alex!
Sua voz me tirou do coma erótico em que eu estava.
—Oi, Sandra!
Então ela me olhou de cima a baixo, abriu os olhos surpresa e sorriu ainda mais:
—Mas olha só! Você mudou pra caramba! E você tem 15 anos? Parece um cara da minha idade!
Mentiria se dissesse que aquilo não foi uma injeção de ânimo. Tentei escapar dos elogios da forma mais modesta que pude.
—Não exagera, vai! Você que eu não lembrava assim... assim! —quase soltei uma palavra indesejada em público, mas por sorte consegui morder a língua a tempo.
Ainda assim, acho que ela entendeu minha mensagem e pareceu ficar entre lisonjeada e envergonhada, porque cruzou as pernas e fez um breve rebolado de ombros que, para meu deleite, balançou um pouquinho aquele par de peitos suados e suculentos. enquanto me chamava de dengosa:
—Que fofo… Você também está muito gostoso… —ela disse fazendo uma pausa bem breve no “gostoso”, o que me deixou bem desconfortável porque seus nervos tinham ficado evidentes em público e dizer aquilo na frente dos nossos pais era (imagino que pra ela também) muito constrangedor.
—E aí, pivete! —uma voz masculina surgiu de algum lugar.
Aí eu o vi. Supostamente ele estava do lado da minha prima o tempo todo, mas com todo aquele momento da revelação, eu tinha passado completamente batido e nem o tinha visto. Era o namorado.
O nome dele era Carlos e ele era um tipo de gostosão moreno com sorriso de comercial de pasta de dente, corpulento mas definido. Tinha 19 anos. A verdade é que vê-lo me deprimiu bastante e me trouxe de volta à realidade, me fazendo lembrar que eu, no auge da minha adolescência, ainda estava anos-luz de pegar uma gostosa como minha prima. Carlos me deu a mão e pude sentir meus ossos rangendo com a força do aperto. Até hoje não sei se foi algo natural ou uma estratégia premeditada de macho alfa para marcar território.
A conversa entre os presentes continuou, mas a maior parte do que falavam era besteira para preencher o tempo e fazer com que os que tinham viajado de carro aproveitassem um pouco a quilometragem.
Minha mãe ofereceu granizados a todos os convidados. Só meus tios aceitaram, mas nos sentamos todos em uma mesa comprida que meu pai tinha montado no jardim sob uma lona que nos protegia do sol escaldante. Passaram-se duas horas sem nada de especial, bom, na verdade teve sim: uma ereção interminável da minha parte, já que eu, incapaz de parar de olhar para minha prima e observar cada movimento que ela fazia na mesa (como quando ria e jogava a cabeça sensualmente para trás e seus peitões avançavam para frente, ou quando de vez em quando levava a mão à cauda de cavalo de modo provocante), comecei a ficar preocupado.
Houve um momento estranho mas glorioso em que ela se ofereceu para ir à cozinha um instante para encher uma das jarras de granizado que tinham ficado vazias. Esticou o braço, pegou a jarra e começou a andar para dentro de casa. Então direcionei o olhar para sua saída e quase cuspi o gole que estava tomando naquele momento.
Seu bumbum firme e redondinho balançava de um lado para o outro. Se movia como uma gata no cio, transferindo o peso de um tornozelo para o outro, marcando um ritmo brutalmente sensual nas suas nádegas.
Eu segui aquilo com os olhos quase saltando das órbitas. Então, logo antes de perdê-la de vista, percebi como ela virou levemente a cabeça e me lançou um olhar ultra-safado. Foi só uma fração de segundo. Eu não sabia se estava vendo o que via ou se o calorão estava me afetando.
Enquanto isso, o tal Carlos tentou fazer um pouco de confraternização comigo. Imagino que durante a viagem minha prima devia ter contado a ele nossas aventuras de infância e o cara queria se dar bem comigo, sabendo o quanto eu tinha sido importante para sua namorada. O fato é que eu não estava gostando muito dele porque, apesar de tentar ser simpático comigo, o cara era incapaz de esconder um tom arrogante nas suas palavras. Eu pra essas coisas sempre fui muito perspicaz e digo pra vocês: dava pra ver de longe que ele era um metido a besta tentando bancar o bonzinho.
Provavelmente era exatamente isso, o jeito sexy e metido dele, que mais tinha atraído minha prima para o grande filho da puta que com certeza tinha aproveitado para levar os seios prodigiosos dela à boca, desflorar sua buceta então apertada e enfiar no seu bumbum carnudo e cheio de curvas até o frenesi.
Ele falava comigo mas eu não ouvia, não conseguia fazer nada além de imaginar aquele porco comendo o corpo quente da minha prima e por mais que o cara se esforçasse, eu estava ficando com um ódio de campeonato. Era uma loucura, fazia menos de três horas que eu tinha visto minha prima pela primeira vez em um ano e já estava sentindo ciúmes do primeiro namorado dela.
O tempo passou e A parte dos convidados que estavam con nós chegou a hora de voltar. Meus tios se dirigiram ao carro (onde pude desfrutar de uma última olhadela na calcinha da minha tia favorita, que tinha ficado transparente através do vestido por causa do suor de ter ficado tanto tempo sentada). Antes de entrarem, deram uma boa rodada de beijos na minha prima:
- Não faça bobagens, minha menina, cuide-se muito – disse minha tia.
- Que nada, mãe… já não sou uma criança – respondeu ela com tom cansado.
- Eu sei, eu sei…
Todos nos despedimos de todos, foram ditas as quatro frases típicas do momento e o carro finalmente arrancou, desaparecendo pelo mesmo final da rua de onde o havíamos visto aparecer algumas horas antes, desta vez já bem mais escuro.
Em seguida, minha mãe guiou minha prima e o namorado dela para dentro de casa. Eu os acompanhei. Era algo hipnótico, não podia perder Sandra de vista. Ela os conduziu ao longo do andar inferior e apontou um quarto que tinha permanecido vazio até então:
- Você, Sandra, vai dormir no quarto de sempre. Não traz um monte de lembranças toda vez que vem? – perguntou minha mãe com um sorriso.
Minha prima torceu a boca e mordeu travessamente uma das comissuras dos lábios (não sei até que ponto ela tinha noção de como podia deixar um homem louco com uma besteirinha daquelas) antes de começar a dizer o que queria:
- Tia… Carlos e eu já temos uma certa idade e havíamos pensado em dormir no mesmo quarto.
Minha mãe arqueou levemente as sobrancelhas, mas também não pareceu muito surpresa, dava para ver que ela tinha pensado na possibilidade de a sobrina dizer exatamente isso.
- Olha, Sandra, eu já falei sobre isso com seu pai e as instruções dele foram claras. Eu sempre cumpro com seu pai, desde que éramos crianças. Então, sinto muito. Vocês podem ficar o tempo todo do mundo juntos, mas na hora de dormir, sestas e tal, vão ter que ficar em quartos separados.
Eu, por minha parte, senti como se Alegria embargada. Eu sei que, dito assim, pode parecer que eu era um cuzão, mas a verdade é que eu fiquei feliz de ver o imbecil do Carlos se foder. Além disso, assim eu não teria que ficar me corroendo com paranóias e invejas estranhas enquanto eles estivessem lá.
— Cara… — interveio Carlos — eu só vou ficar uma semana, não um mês como a Sandra, então dividir o quarto seria ótimo pra aproveitar ao máximo.
Então o estorvo só ia ficar uma semana… Interessante. Mesmo assim, tava claro que o filho da puta do Carlos não se conformava e parecia radicalmente contra a ideia de passar uma semana inteira sem comer minha prima. Nem culpo ele.
— Já falei o que tinha que falar, Carlos — respondeu minha mãe, sem ceder — enquanto estiverem nesta casa, vão respeitar as regras impostas por nós e pelos pais da Sandra.
Carlos baixou o olhar. Tenho certeza que ele quis vir pra cá achando que ia ser tipo a mansão do Playboy, que ia passar o dia todo transando com a Sandra em cada canto da casa, sempre que ficasse vazio. Parece que os planos do trouxa do Carlinhos iam por água abaixo, e isso deixou ele bem triste.
— Então… — Carlos conseguiu perguntar, com voz hesitante — Onde eu durmo?
Minha mãe sorriu:
— Olha, no começo eu tive dúvidas, mas como não tem muita opção e estamos pintando um dos quartos de cima… pensei que você e o Alex poderiam dormir juntos.
Senti que ia dar um troço. Não podia ser. Não, não. Nunca.
— Mãe, que porra é essa que você tá falando?!
— Cala a boca, Alex! Não tem outro jeito, e assim vocês vão se conhecer melhor. Tenho certeza que entre homens não vai ser nada desconfortável. Vão se divertir.
Pensei em responder. Em gritar. Em bater nas paredes. Mas fiquei quieto. Era inútil discutir. Se a vida me ensinou uma coisa, foi que quando minha mãe tomava uma decisão, ela ia até o fim. e levava até o fim. Não valia a pena.
- Tudo bem – minha prima acabou cedendo a todas as condições da minha mãe – Mas amanhã cedinho vamos para a praia! Preciso estrear todos os biquínis novos que comprei!
Ao ouvir ela dizer isso e só de imaginar o repertório de modelitos que ela devia ter para a praia, meu pau ficou duro de novo, justo quando parecia que já estava começando a murchar.
- Como quiserem, você e Carlos podem organizar seus passeios como preferirem – respondeu minha mãe.
- E o Alex? Ele também tem que vir – acrescentou minha prima de repente.
Engoli seco. Definitivamente não esperava por isso.
- Eu? – perguntei atônito, quase com um fio de voz.
- Sim, como nos velhos tempos – ela disse, mostrando novamente todos os seus dentes brancos.
Eu era incapaz de enfrentar aquele sorriso tão sugestivo e angelical ao mesmo tempo, então simplesmente fiquei quieto, o que foi entendido como aceitação.
Carlos levou sua grande mala até meu quarto e começou a desfazê-la. Meu pai desdobrou o mecanismo da minha cama, transformando-a em um beliche. Eu dormiria em cima e Carlos embaixo.
Pouco depois, minha mãe nos perguntou se queríamos algo para jantar. Ninguém parecia estar com muita fome, então não deu certo. Cada um foi para seu quarto. Minha prima, antes de se separar de Carlos e de mim quando estávamos indo para o nosso, levou a mão à boca, beijando calorosamente a ponta dos dedos para depois estendê-la e soprar carinhosamente em direção a Carlos, despedindo-se dele com um sorriso. Ele piscou o olho com um gesto triste. Eu, durante tudo isso, mantive uma postura circunstancial.
Acho que, uma vez que ficamos sozinhos no quarto, mal trocamos duas ou três palavras. Carlos estava cansado e, além disso, já não tinha a necessidade de fingir simpatia como quando estava em público. Ele conseguiu dormir muito rapidamente, soltando uns roncos muito irritantes que quase acabaram com a minha saúde.
Entre esses roncos e minha comida enlatada, imaginando o que seria de mim no dia seguinte, o que eu diria, como um otário como eu se comportaria na companhia de uma gostosa e de um imbecil como o Carlos, demorei um tempão pra pegar no sono. Mais ou menos duas horas depois de me jogar na cama, destruído e com o pau a meio pau, apaguei.PARTE 2: VAMOS PARA A PRAIAAquela noite dormi muito mal, com um monte de pesadelos me assombrando. O pior era um em que Carlos e Sandra estavam na praia e começavam a transar. Os dois começavam a rir e Carlos tirava o biquíni dela e a deitava no chão. Eu, enquanto isso, estava no mar e começava a gritar com eles enquanto a correnteza me afastava da areia. Eles não me ouviam e continuavam na deles. Acordei de um salto encharcado de suor. Respirei fundo e lembrei do meu compromisso para aquele dia. Merda.
Olhei para baixo, mas a cama do Carlos estava vazia. Desci pela escada e saí do quarto em direção à cozinha. Caminhei devagar e em silêncio. Era muito cedo e meus pais ainda dormiam. Conforme me aproximava da cozinha, comecei a ouvir vozes discutindo em sussurros. Eram minha prima e Carlos, tive certeza. Não consegui ouvir a maior parte da conversa, mas quando já estava bem perto, me pareceu entender a Sandra dizendo "Ele vem e pronto". Estava completamente certo de que estavam falando de mim. Aproveitei um momento de silêncio entre os dois para sair do meu esconderijo e dar bom dia como se nada.
— Bom dia, Alex! — respondeu minha prima alegre. Carlos não disse nada.
Apesar de estar um pouco mais desarrumada que ontem (o normal para uma mulher ao acordar), ela me pareceu gostosa desde as primeiras horas do dia. Ela usava um pijama de verão com estampa de ursinhos que em outra garota poderia parecer infantil, mas que sobre as curvas do corpo dela se tornava um modelinho bem provocante. O pijama tinha um decote com alguns botões, e o de cima estava desabotoado, mostrando a parte de cima de uns seios presos que lutavam para sair. Suas calças de dormir eram elásticas e marcavam perfeitamente a "V" invertida que formava sua bucetinha.
Bem observado, aquilo parecia o começo de uma cena de trio em um filme pornô de classe B.
A felicidade da minha prima contrastava com a do Carlos, que, para minha surpresa, não estava mais de pijama, mas completamente pronto para sair. Ele vestia uma regata amarela degradê estilo "colete refletor" e uma sunga preta de camelô até os joelhos. Como cereja do bolo, dava pra ver aparecendo por baixo da sunga aquela cueca brega de marca duvidosa de sempre. Nosso Carlos, um verdadeiro tiozão do churrasco.
Olha, aproveito pra falar uma coisa: sempre achei coisa de cara nojento usar cueca por baixo da sunga na praia. Sei que esse é um tema muito recorrente no FC durante o verão. A sensação de umidade que fica na Zona Zero é nojenta. Humildemente falando, acho um atentado contra a flora e fauna do meu pau fazer uma coisa dessas. A única vez que tentei usar cuequinha por baixo da sunga, o pH do meu pau alterou tanto que meu saco ficou uma semana mais vermelho que a bunda de um mandril. Fica a dica.
Os dois estavam de pé em frente à bancada tomando uns Booty-Caos. Tentei evitar o clima tenso levando minha comida pra mesa e deixando os dois na cozinha, mas minha prima sentou do meu lado e o outro veio atrás. Parecia que eu não ia ter um momento de paz.
— Quer que eu coloque a bola inflável da Nivea na mochila, Alex? Podíamos jogar vôlei! — Sandra me propôs radiante.
Não preciso nem dizer, a porra da bola inflável da Nivea marcou uma época e vocês sabem.
— Tanto faz — respondi indiferente, devorando meus cereais.
— Vôlei? Isso é uma merda! Eu quero futebol! — Carlos entrou na conversa pela primeira vez com esse comentário prodigioso que vai marcar os anais da história.
Sandra olhou pra ele com cara de desgosto. Só estavam há um dia dormindo em camas separadas e já tinha problema no paraíso.
— O Alex não gosta de futebol — ela respondeu pra ele.
— Bom, bom — eu cortei — Mas tanto faz, hein? Na minha época eu também dei uns bons chutes na bola.
— É verdade, quando você era pequeno — Sandra sorriu — você sempre teve umas pernas muito fortes.
Ao comentar sobre as pernas, ele aproximou a mão por baixo da mesa e acariciou afetuosamente a minha perna que estava do lado dele. Foi um movimento tão inesperado que a porra dos Chocokrispis (aqueles do macaco de merda) foram parar na minha traqueia. Ainda bem que eram pequenos. Comecei a tossir que nem um louco sobre a mesa e quase vomitei.
— Você tá bem, Alex?! Você tá bem?! — minha prima repetia histérica, uma e outra vez.
Carlos, enquanto isso, estava se desopilando me dando tapas nas costas, deixando meu tio parecendo um amador vulgar. No final, me recuperei.
— Calma… calma… — falei ofegante — já tô bem, tô bem…
Comecei a limpar e recolher as coisas na maior velocidade.
— Já era? Não vai tomar mais café da manhã? — perguntou minha prima.
— Não, não. Já chega, vou subir pro quarto.
— Mas a gente vai passar o dia fora e você quase não comeu!
— Que nada, relaxa — respondi apressado, querendo acabar logo com o péssimo começo de dia que me esperava e, enfiando na boca o primeiro pãozinho solto que vi ao meu alcance, continuei falando — zzolo zzerão 5 minutozz, ¡Foy a for el fañador! ¡Fete fizztiendote!
Subi correndo as escadas, entrei no meu quarto e abri o guarda-roupa de par em par. Fui direto pra seção de praia. Havia uma ampla gama pra escolher: um daqueles justinhos que você tem que ajustar de vez em quando pra ver se não escapou uma bola (descartado automaticamente, óbvio), outro branco mais comprido que não devia usar desde minha Primeira Comunhão e ainda soltava um cheiro suspeito de maresia estragada…
Revirando por um minuto, acabei encontrando um vermelho, nem tão comprido quanto o do caipira do Carlos nem tão apertado a ponto de incomodar meu Carlitos. Vestir na maior velocidade. Depois escolhi uma camiseta branca e um par de chinelos. Me olhei no espelho e contemplei orgulhoso que parecia um salva-vidas americano igual os da TV.
A ideia me agradou. Sempre ouvi dizer que os salva-vidas davam tesão. para as garotas. Fiquei fazendo poses na frente do espelho. Meu corpo estava mudando e eu me deliciava com novos volumes musculares até então desconhecidos. Comecei a fazer biquinho, empinei a cintura pra frente e fiquei marcando o pacote e girando ele em círculos. Soltei algumas frases de tesão espontâneas: "Oi Sandra, quer tomar meu churro no café da manhã? Mmmm... Sim sim sim sim...".
Bom, nessa hora o Carlos entrou sem bater na porta.
– Que porra você tá fazendo? – ele estava de olhos arregalados.
– Ufffff, cara... – a agilidade mental daquele momento me salvou de possíveis zoações depois, fiquei com o quadril pra frente mas levei as mãos pras costas – Nem imagina como essa cama costuma deixar minhas costas... Ufff... Que horror...
– Tá doendo?
– Sim, muito.
– Que merda.
– Pois é, né.
Ele pegou os óculos escuros da mesinha de cabeceira e foi embora.
Pouco depois, a voz melodiosa da minha prima ecoou por toda a casa, ela estava toda animada:
– Gente!! Já tô pronta! Vamos ou não?!
Passei um pouco de gel (sim, eu sei que é coisa de otário usar gel pra ir pra praia, mas eu tava na idade do patê e vocês sabem como é) e desci.
A Sandra apareceu na minha frente com os braços na cintura e cara de raiva fingida que o sorrisinho dela traía. Era adorável.
– Onde já se viu uma mulher se arrumar mais rápido que um homem? – ela perguntou.
Fiquei sem resposta. Nem lembro quantas vezes ela já me deixou sem palavras desde que chegou, mas ela tava simplesmente incrível. Tinha soltado o cabelo e agora uma franja lisa caía sobre os olhos. Estava usando um vestido de verão florido, justinho, que ia descendo e se ajustando na cintura como uma luva.
Olhando mais pra baixo, notei que já era pouca a roupa que cobria a parte de cima das coxas bronzeadas dela. Cheia de graça, tinha pintado as unhas das mãos e dos pés do mesmo tom de rosa. Só percebi, com alguns segundos de atraso, que o Carlos também eu estava presente.
- Bom, prontos para começar o dia?
- Sim.
- Sim.
Carlos e eu respondemos com amargura, mas ela ou não percebeu ou fez-se de surda.
- Então vamos pegar as bicicletas!
Puta merda, as bicicletas. Eu devia ter previsto isso. Normalmente costumava haver um ônibus que nos pegava num ponto próximo e nos levava até a praia, mas era fim de semana e o serviço era bem limitado, então não tínhamos outra opção a não ser ir pedalando.
Como fazia apenas uma semana que eu estava lá, ainda não me havia preocupado com a manutenção das bicicletas que, depois de ficarem um ano inteiro abandonadas, estariam logicamente todas fodidas. Entramos na garagem e, após inspecionar um pouco a situação, percebi que o estado dos nossos veículos era ainda mais desesperador do que eu imaginava.
Havia exatamente três bicicletas. Uma era a minha, logicamente a que estava melhor, só precisava encher os pneus e pouco mais. Depois estava a que minha prima usava nos anos antes de parar de vir. Era de uma cor rosa desbotado e tinha uma cesta branca. A típica bicicleta cafona de garota. Tinha alguns defeitos extras. A última era a do meu pai, que se aficionara nos seus anos jovens pelo ciclismo (meu avô materno ainda às vezes tocava o terror chamando ele de "Indurain Segundo"), lá pela época do Suarez. Essa precisava de um episódio inteiro de "Pimp my Ride" da MTV.
A situação era bem desmoralizante e, como vi que os outros dois permaneciam parados, tive que ser eu quem quebrou o silêncio e começou a dar instruções.
- Tá bom, muito bem, que cada um cuide da sua bicicleta. Primeiro temos que limpar a poeira. Depois enchemos os pneus. Depois talvez precise lubrificar alguma coisa. Depois temos que testá-las. Vamos lá, se cada um focar na sua, com certeza não vamos demorar nada.
No começo não percebi, mas mais tarde reparei que minha atitude decidida de macho Alfa estava fazendo com que minha prima me lançasse uma série de olhares de aprovação furtivos. Essa forma de me olhar ficou ainda mais intensa quando, durante o ajuste final, precisei explicar ao Carlos a diferença sutil entre o prato da bicicleta e a corrente.
Dava pra ver que a Sandra era quem mais queria sair logo dali. Ela passava o pano com uma velocidade e precisão alucinantes. O cuidado e a eficácia das mãos dela eram excepcionais. Aquilo me permitiu soltar a imaginação mais uma vez, embora houvesse algo melhor prestes a acontecer.
— Alex, já terminei de limpar a minha, posso encher os pneus?
O fato de ela confiar na minha autoridade para continuar o trabalho me encheu de orgulho e moral, o que por sua vez aumentou minha postura de liderança naquele momento.
— Sim, claro — apontei para um canto da garagem — ali tem vários calibradores, pega o que você preferir e manda ver.
Ela foi até lá, se agachou deixando aquele rabo delicioso empinado e voltou pro nosso cantinho, parando bem na minha frente.
Lembro como se fosse ontem. Eu estava sentado no chão testando a troca de marchas da bicicleta quando ela começou a encher os pneus de cócoras, com as pernas abertas na minha direção. Impossível não olhar aquela maravilha.
A saia curta do vestido fino da Sandra se abriu diante dos meus olhos, mostrando aquele jardim de flores de verão infinitas estampadas na seda e, melhor ainda, o interior macio das coxas carnudas dela. Ajustei o olhar e encontrei o tesouro. No fundo daquele túnel do prazer, consegui ver o biquíni que ela estreava. Era azul-celeste. Essa mistura de infantilidade e sensualidade me deixou com o pau duríssimo. Então, espiando disfarçadamente, vi. No centro daquela calcinha havia uma pequena mancha escura. Será que aqueles olhares da minha prima significavam que minha postura dominante a tinha feito lubrificar, mesmo que fosse só um pouquinho? Deus, aquilo era demais.
O pneu da minha prima estava bem... Desinchou e ficou um bom tempo bombeando com o braço, inclinando sua cintura fina e balançando seus seios túrgidos de um lado para o outro. Começou a suar e ofegar daquele jeito que me tinha deixado tão tarado quando ela chegou. Às vezes parava por vários segundos, revirava os olhos de cansaço, olhava para o teto e limpava as pequenas gotinhas de suor da testa com a mão enquanto suspirava docemente e voltava a continuar. Enquanto fazia isso, fazia uma cara de determinação das mais excitantes, estava totalmente decidida a terminar seu trabalho e sorria a cada passo que a aproximava do fim. Deu a impressão de ser assim para tudo. Era uma potra muito safada.
Então, uma pequena ferramenta metálica caiu de uma mesinha no chão. Isso me fez olhar para baixo e ver horrorizado o enorme volume que se desenhava na minha sunga. Esse, reconheço, é um dos contras de usar uma sunga sem nada por baixo. Minha prima quase tinha terminado e já estava falando comigo de novo, então eu tinha que disfarçar rapidamente. Fiz uma manobra acrobática de emergência. Antes que ela virasse o olhar, me ajoelhei rapidamente e com uma das minhas pernas prendi meu membro e o empurrei contra a outra, mantendo-o atrás da minha virilha, deixando-o ali como quando, brincando de criança, fingíamos ter uma buceta falsa.
—Está bem assim, Alex? —me perguntou minha prima.
—Hã? Sim. Sim, sim. Está muito bom.
—Mas você nem tocou nela.
—Hã???
—A roda, que você não tocou nela.
—Ah! Sim, sim, sim —estiquei o braço para tocá-la, mas colocando toda minha atenção em não perder o equilíbrio, qualquer queda nessa posição teria causado um efeito catapulta devastador— Está muito boa, sim, sim.
—Ei —isso ela disse mais baixo que o anterior para que Carlos, que estava na dele, não escutasse— Te acho um pouco estranho, tá acontecendo alguma coisa?
E como estranho, a dor de manter meu pau ereto em segundo plano estava me causando um estrago bestial, ao mesmo tempo que sentia que ele ficava cada vez mais... vermelho.
- É que... - comecei a falar com a voz embargada de sofrimento - lembro pra caramba dos nossos velhos tempos e fiquei meio emocionado.
Minha prima abriu os olhos arregalados e me abraçou, me forçando a apertar ainda mais minha linguiça num último e heroico sacrifício.
- Aiiii! - exclamou no meu ouvido - Mas você é tão gostoso, primo!
Dos meus olhos saíram algumas lágrimas.
- Valeu... - respondi num fio de voz.
Pouco depois, partimos.
A cena da nossa caminhada lembrava aquela famosa série antiga. Os três íamos em fila indiana. O primeiro era eu, mantendo meu papel de líder. A segunda, minha prima. Por último, completamente desanimado, ia Carlos. A verdade é que o dia estava me agradando mais do que eu imaginava no começo. Cara, eu teria preferido ter a Sandra na minha frente e ver como ela rebolava aquele rabão, mas tirando isso, não tinha do que reclamar. Minha posição no grupo estava ganhando terreno. Era eu quem decidia o que fazer, como fazer, e agora por qual caminho ir até a praia.
O caminho de terra que levava até o litoral era acidentado e a gente tinha que aguentar solavancos contínuos do banco. No entanto, eu gostava do cheiro da seiva das árvores no ar, e de como o sol banhava nossa pele enquanto a brisa marinha ficava cada vez mais forte, sinalizando que faltava pouco. O som das ondas distantes ia ficando cada vez mais alto.
Finalmente chegamos. Fomos contornando a praia por um caminho asfaltado muito mais confortável que o anterior e nos dirigimos a um dos cantos da baía. Minha prima e eu sempre gostamos de ficar nos lugares mais escondidos da praia. Estacionamos as bikes e pegamos as mochilas. Encontramos facilmente um espaço, ao lado de algumas pedras que nos davam mais privacidade, mas bem perto do mar. Abrimos as mochilas e colocamos nossas toalhas. Carlos tirou uma toalha enorme do Atlético de Madrid e, antes de estendê-la, a beijou.
Minha... A incredulidade deu lugar ao prazer. Minha prima pegou a parte de baixo do vestido e puxou para cima. Progressivamente, foi me mostrando seu corpo. De suas coxas fartas apareceu aquela calcinha azul que eu tinha visto pouco tempo atrás, com um lacinho presumido em um dos lados. Depois deixou seu delicioso ventre nu ao ar e, ao chegar em seus peitos, aconteceu o rebote da alegria.
O tamanho dos seios dela impedia que ela se livrasse do vestido facilmente, e eles primeiro foram para cima conforme ela puxava a roupa, mas ao tirá-la, balançaram para baixo novamente, movendo todas as suas apetitosas tetas envoltas em um biquíni combinando com a parte de baixo. Ela sacudiu a cabeça para os lados, soltando o cabelo, e deitou na toalha de barriga para cima. Eu me deitei de bruços, cavando a areia. Carlos não se deitou, preferiu perguntar:
—Caralho, que puto calorão! Preciso de um sorvete. Cadê o quiosque aqui?
—Espera aí, você vai agora, passa o protetor em mim primeiro —pediu minha prima.
—É que não aguento, porra!
—É por ali —eu disse, apontando a direção.
Ele saiu correndo, deixando minha prima com o pote de protetor na mão e cara de irritada. Definitivamente hoje não era o dia dela com o parceiro. Ela virou o pescoço e me olhou. Balançou o pote de protetor.
—Você se importa…?
—Hã? Ah! Não, não!
Ela sentou na toalha e me deu as costas. Ao sentar, a calcinha tinha se contraído e deixava à vista um pouco de sua fenda. A vontade de deslizar a língua por ali se tornava irresistível. Eu me posicionei na toalha dela, de joelhos, atrás dela. Hesitei por um breve instante se deveria colocar o protetor em áreas das costas dela ou aplicá-lo diretamente nas minhas mãos para um tratamento mais direto. Optei pela segunda opção.
Molhei minhas palmas com um pouquinho de protetor. Não muito, não queria que o frio disfarçasse o contato das minhas mãos. Comecei a espalhá-lo desde o pescoço, movendo todos os dedos suavemente em círculos, fazendo um pouquinho de pressão. Ela deixou escapar um suspiro profundo, quase um gemido. Os pelos da minha nuca ficaram arrepiados e eu continuei descendo. Apanhei as omoplatas dela e tentei acessar com cuidado suas axilas. Era incrível como em todo o corpo dela não havia nenhum vestígio de pelos.
- Espera – ela me disse – Assim fica mais confortável.
Ela levou as mãos para trás de maneira felina e, puxando o nó do biquíni, o desfez, segurando as alças elásticas com as axilas, deixando toda a sua costa dourada livre para minhas mãos. Engoli seco e continuei depois de dizer um tímido "Melhor assim, sim".
Percorri lentamente toda aquela área que antes era coberta pelo biquíni e acabei chegando aos seus quadris, onde pouco a pouco comecei a massagear um pouco mais à frente, na região abaixo do umbigo. Era incrível como essa parte era tonificada, sem dúvida ela havia herdado a genética da mãe. Como vi que ela não dizia nada, tomei uma última liberdade para passar minhas mãos pela parte inferior traseira do biquíni, tocando a macia parte superior de suas nádegas empinadas. Aquela textura tão firme e macia ao mesmo tempo era uma loucura. Ela foi feita para ser arremetida.
- Tá bom que você se esforça, primo – comentou ela brincalhona – isso é porque me quer.
Ela nem imaginava. Então ouvi passos se aproximando e parei de repente. "Já está", eu disse. Cinco segundos depois, Carlos reapareceu, com um pirulito tropical da Miko na boca. Sua capacidade de sucção me impressionou.
Ficamos conversando besteiras por um tempo e então resolvemos tomar banho. Sandra quis encher a bola da Nivea e levar conosco. Ela enfiou o bico, que bem poderia ter sido meu, naqueles lábios carnudos e encheu rapidamente. Mergulhamos na hora. A água era fresca, mas a gente se acostumava logo, aliviava como nada no mundo.
- Vamos, um vôlei! – propôs minha prima.
- Não! Futebol, futebol! – respondeu Alex.
No final, nem uma coisa nem outra. Jogamos um "A-E-I-O-U" (deve ter outros nomes, mas a gente chamava assim). O A-E-I-O-U" consiste em manter a bola no ar por turnos, dando toques com as mãos como no vôlei. Cada vez que um dos jogadores levanta a bola tem que dizer uma letra, logicamente começando pelo "A". Mas no quinto toque, quem for bater tem que dizer "U" e em vez de mantê-la no ar tem que acertá-la na direção de outro jogador. Se a bola atingir o jogador e ele não pegar de primeira, perde um ponto. Se perdesse cinco pontos estava eliminado. Sim, era uma merda de jogo de putaria, mas era o que tinha.
A coisa começou bem. Os dois primeiros pontos foram perdidos pelo Carlos, um impacto por minha causa e outro pela minha prima. A verdade é que conforme o dia avançava dava pra ver a cara de ódio dele aumentando. Dava pra sentir a bile fervendo por dentro dele. Eu mantinha concentração suficiente pra continuar no jogo mas admirando ao mesmo tempo as maravilhas da gravidade. Os pulinhos da minha prima balançavam sua bunda e seus peitões, que me jogavam água na cara. Às vezes ela sacudia o cabelo jogando o peito pra frente e os rios salgados desciam do seu decote apertado ao longo do umbigo até se perderem de vista na sua virilha molhada.
Em um daqueles toques, deixei a bola tão alta que ela teve que pular mais que nunca. "Minha!" gritou enquanto esticava o corpo. Entre o pulo e o biquíni apertado foi demais, um dos seus peitos se moveu pra cima, permitindo que eu visse um delicioso mamilo. Era pequeno como uma ervilha e de cor rosadinha. Parte do contorno macio, carnudo e apetitoso do seu peitão ficou também exposto em toda sua glória.
Fiquei boiando olhando pra ela desde que subiu no pulo até que caiu de volta na água. Fiquei tão absorto que não percebi que o próximo a bater seria o Carlos, e era a vez do "U". Não imaginam o quanto uma bola Nivea pode arder quando acerta a cara. Entre o golpe e o susto caí na água com os braços abertos. Um ponto. menos pra mim. Ao emergir de novo, exagerei minha risada pra tirar o dramatismo da situação, não sabia se tinham notado minha atenção e queria dissipar as dúvidas.
No final, minha prima ganou, mas claro, com aquela vantagem é fácil. Logo ficamos entediados e fomos pegar ondas. Não eram grandes, mas muitas formavam redemoinhos potentes ao quebrar. Carlos começou uma espécie de exibição com a intenção de impressionar Sandra. A verdade é que ele era bom nisso. De qualquer forma, Sandra parecia agora mais orgulhosa do namorado, e eu sentia minha posição de hegemonia começando a cair. Tinha que fazer algo, então também comecei a pegar ondas da melhor forma possível.
No começo, foi um pouco difícil acertar os tempos e saber quando acelerar a natação pra que a própria onda me levasse até a areia. Em uns 10 minutos já tinha pegado o jeito, pelo menos o suficiente pra me arriscar em outra onda que começava a aparecer no horizonte. Grave erro.
Esperei no ponto que me pareceu mais adequado e comecei a nadar que nem louco conforme a crista da onda se formava. Acabei ficando debaixo dela bem no momento antes de quebrar, e aconteceu o que tinha que acontecer.
A onda descarregou toda sua fúria sobre mim, me esmagando primeiro contra a areia do fundo e me fazendo girar várias vezes por segundo. A força centrífuga foi tanta que minha sunga se perdeu nas profundezas do mar azul, e meu pau ficou totalmente exposto.
O pior de tudo foi que, com o tranco que levei, fiquei muito atordoado e demorei pra perceber o que realmente tinha acontecido. Pelo menos foi uma boa ideia ficar num dos extremos da praia, porque quase ninguém mais pôde ver o desastre. O terrível é que tanto minha prima quanto Carlos viram tudo. Nem quero imaginar o momento visto de fora. Eu andando como uma alma penada e sem rumo, cambaleando enquanto meu amigo balançava ao sabor da brisa. Marinheira. Eu devia ter sido uma semideusa do caralho.
O Carlos começou a rir que nem um louco, já minha prima fez uma cara de surpresa. Descobri o "bolo" e me cobri como pude, pedindo ajuda desesperada para recuperar meu precioso tapa-pau. Quando o Carlos se recuperou do ataque de riso, se juntou à busca com nós dois. "Está ali!" ele disse. O lugar que ele apontava era pra lá de fodido, já quase não dava pra ver o reflexo avermelhado da minha sunga. Acho que nunca nadei tão rápido na minha vida. Coloquei ela dentro d'água o mais rápido que pude e voltei pra margem.
A partir daquele momento, o dia desandou pra mim. Tinha passado de uma figura importante aos olhos da minha prima pra virar um otário. O Carlos agora voltava a ficar de bom humor e fazia suas piadas. Voltava a ser o cara legal. Eu tava muito deprimido. Depois do mergulho e do banho, minha prima e eu voltamos pras toalhas pra ir embora logo. O Carlos foi um instante pros banheiros.
Ia pegar minha toalha quando minha prima falou comigo num tom doce e calmo:
– Pode sentar um momento comigo na toalha, por favor?
Aceitei. Nos sentamos frente a frente, de pernas cruzadas. As pernas dela estavam abertas de novo na minha frente e a parte de baixo do biquíni marcava bastante a vulva, mas eu já não tava a fim nem de olhar pra isso.
– Alex, eu sei que você tá com vergonha pelo que aconteceu antes. Fica tranquilo, é algo bem comum.
– Não, sério Sandra, não é por isso – menti.
– Vai, primo, a gente se conhece.
Eu baixei o olhar e continuei quieto.
– Além disso – ela acrescentou de repente com um gesto malicioso no rosto de menina direitinha – a vergonha é compreensível, mas ficar deprimido não faz o menor sentido, te garanto.
Aí eu comecei a ficar mais nervoso.
– O que você quer dizer? – perguntei, intrigado.
– Bom… digamos que… você tem uma bela pica, priminho.
Eu fiquei alucinado. Aquilo era novidade pra mim. Até agora, entre minha prima e eu, tinha havido uma espécie de jogo erótico de baixa intensidade, um erotismo que se limitava ao gestual. Mas pela primeira vez, ela estava falando abertamente sobre meu pau. E não só isso, estava elogiando meu pau. A gostosa da minha prima estava fazendo um comentário sexual ousadamente positivo para mim.
- Você tá falando sério? – perguntei com voz de bobo, ainda não acreditando.
- Claro que sim, bom, veja bem, eu não vi muitos paus, só o do Carlos e outro – ela calou um momento e soltou um meio sorriso muito safado – Bom… e agora o seu, claro.
- Entendo…
- E te prometo que o seu é o maior. Na verdade, me surpreendeu o quanto você cresceu e amadureceu, Alex. Você já é um homem feito.
Ela dizia com uma voz que não conseguia esconder um tom de excitação. Ela estava gostando de falar sobre isso, falar sobre meu pau. Deliciar-se com como meu corpo havia mudado. Ela estava curtindo.
- Tenho certeza… – acrescentou com uma voz quase sussurrada que me deu a ereção mais intensa do dia todo – …que um dia você vai fazer uma mulher muito feliz com esse seu pau, priminho.
Deus, quase morri de êxtase. Quando parecia que tinha perdido tudo, agora a Sandra me fazia esse comentário. Quase terminei agradecendo por ter passado por aquele momento ruim. Parecia que a voz dela transbordava uma sinceridade imensa ao me dizer essas palavras.
- Ehh… Muito obrigado, Sandra – foi tudo que consegui dizer.
- De nada – ela sorriu para mim e piscou o olho de maneira maliciosa, tirou a língua e umedeceu os lábios grossos antes de mudar abruptamente de assunto – Vamos pegar as coisas do Carlos, vamos, assim a gente economiza tempo, esse sempre demora uma eternidade.
Voltamos praticamente em silêncio. Estávamos cansados e, além disso, eu ficava remoendo tudo o que havia acontecido. Dentro de mim havia uma sensação agridoce e não sabia muito bem como classificar aquele dia, além de estranho. Jantamos com meus pais e, como estava determinado, fomos cada um para os quartos que nos cabiam por ordem expressa da minha mãe.
Uma vez ali, no escuro, percebi que Carlos estava tendo muito mais dificuldade para pegar no sono do que na noite anterior. De repente, ele começou a falar comigo. Fiquei bem surpreso, porque ele não costumava puxar papo quando estávamos a sós — não sei se por vergonha ou nojo de mim. Mas ele falou, e num tom bem descontraído:
— O dia foi bom, né? — ele perguntou.
Decidi entrar na dele até que ele desse sono.
— Sim, foi bom.
— Comeu até não poder mais, hein?
— Como assim?
— O que você acha, que eu não percebo?
Um calafrio percorreu minhas costas. Parece que Carlos não era tão burro e egocêntrico quanto parecia, e aparentemente reparava em mais coisas do que eu imaginava.
— Ei! Eu entendo, viu — ele disse, num tom conciliador — é que sua prima é uma gostosa.
Eu fiquei quieto, e ele continuou falando.
— Vindo de você, não vou ficar bravo, sabe? Com outro eu teria partido a cara — ele fez uma breve pausa — Mas, pô, você é primo dela, então já sei como é, relaxa.
Continuei calado.
— Já comeu alguém, Alex?
— Ehh… — não estava a fim de mentir, e além do mais, era óbvio — Não.
— Se importa se a gente falar de coisas de homem? Tá desconfortável?
— Não, não me importo.
— Perfeito. Olha, Alex, também não precisa ter pressa pra molhar o biscoito — ele suspirou e continuou com o discurso — Sabe? Eu já comi várias minas, mas muitas vezes não é o que você espera. Muitas não têm a menor ideia de como chupar, outras fazem você ir mais devagar, outras você tem que correr atrás… Uma merda.
Permaneci impassível.
— Mas quando conheci sua prima, cara… que rabo é aquele — ele suspirou mais forte que antes — sério, aqueles peitos e aquele bumbum não são desse mundo, juro. E vendo a mãe… Caralho! Tem futuro, tem futuro.
Apesar de eu pensar exatamente a mesma coisa, não deixava de achar nojento como aquele filho da puta falava das mulheres da minha família daquele jeito. Eu não disse nada porque, além de não ter coragem, meu lado sombrio queria descobrir mais sobre essa faceta da minha prima que o Carlos estava me revelando.
-A primeira vez doeu um pouco, mas agora você tinha que ver. Ela não cansa de cavalgar. Sabe o que é isso? Deve ter visto em algum filme, imagino. Ela adora ser enfiada como uma puta e puxada pelo cabelo ao mesmo tempo. E no cu... Deus, se você soubesse o quão tarada ela pode ser...
Cheguei no meu limite.
-Já chega, Carlos - cortei com voz séria.
Era uma sensação estranha pra caralho. Eu estava de pau duro mas indignado. Queria que ele calasse a boca de uma vez. Queria conhecer esse lado sexual da minha prima, mas não pelas mãos daquele babaca, e muito menos queria saber como ele comia ela. Aquela confissão tinha caído como uma mordida nos meus ovos.
O cara pareceu se surpreender com minha mudança de atitude, mas depois disse "Desculpa se te incomodei, já te considero um colega e com os colegas não me importo de contar essas coisas" e não falou mais nada.
Eu voltei a passar uma noite horrível. Demorei um montão pra pegar no sono. Todas aquelas palavras me marcaram de tal forma que, todo o tempo em que o Carlos ficou na casa, tentei não coincidir mais com os dois. Investi meu tempo em tudo mais: amigos, esporte, punhetas... mas de ficar com eles, nem um minuto.
Porém, logo a semana passaria e chegaria a manhã em que o Carlos teria que nos deixar. E a partir daí, tudo mudaria.CONTINUA
http://www.poringa.net/posts/relatos/2968584/El-verano-que-me-folle-a-mi-prima-Parte-2.html
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PARTE 1: MINHA PRIMA CHEGA NA NOSSA CASAEu tinha 15 anos. Adorava os verões. Todo ano eu ia com minha família para um condomínio na costa que eu amava. A casa era muito bonita, tinha dois andares e jardim, o que ganhava muitos pontos em comparação com o apartamento onde eu costumava morar o resto do ano com meus pais e meu irmão. Mas o melhor era o estilo de vida, lá você podia fazer tudo o que desse na telha. Os estresses da cidade ficavam para trás, os horários desapareciam. Você era livre e seus ovos mandavam na hora de fazer o que quisesse. Era perfeito.
Além disso, era uma oportunão para retomar a relação com os amigos da região que você teve a vida toda. Só quem já foi todo verão para o mesmo lugar com outras famílias pode conhecer aquele friozinho na barriga ao saber que logo você vai poder se divertir de novo com os parceiros dos quais ficou separado durante todo o resto do ano.
Mas os amigos não eram as únicas pessoas com quem eu voltaria a manter uma relação pessoal naquele verão. Tinha minha prima Sandra, que na época tinha 17 anos. Minha prima morava em outra cidade mais zuada, grande e cinza que a minha, então desde criança ela adorou a ideia de poder desligar durante aquele verão junto com minha família em um lugar com mar.
Meus pais nunca se opuseram e a recebiam com muita vontade, especialmente minha mãe (irmã do pai dela), que sempre insistia durante o resto do ano com “Você vem esse ano também para nossa casa de verão, né?” ou “Você não vai perder agora com o quanto você se divertiu ano passado?”, embora ultimamente fosse mais algo como “Eu sei que você já cresceu bastante e é uma mulherão, mas acredite quando eu digo que uma pessoa adulta pode se divertir por aqui igual ou até mais que uma criança”.
Provavelmente foi por isso último, porque ela já estava virando uma mulher, que ela tinha deixado de vir com nós nos últimos três anos. Mas aquele ano que estava por vir foi a exceção, embora ainda houvesse mais de uma surpresa que eu não poderia imaginar naquele ponto.
O fato é que um belo dia estávamos almoçando os três membros da família que havíamos ido naquele ano: meu pai, minha mãe e eu.
Faltava meu irmão mais velho, que naquele verão havia decidido passar as férias com uma família britânica para aprender inglês. No começo, quando soube que meu irmão não viria, fiquei bem deprimido. O verão ali não seria o mesmo sem ele porque, apesar da diferença de idade, sempre costumávamos nos divertir pra caralho jogando futebol no jardim, pegando umas ondas na praia ou simplesmente fazendo merda. Um irmão sempre é um irmão, não importa a idade.
No final do verão, porém, cheguei a agradecer pela ausência do meu irmão, cuja presença quase certamente teria sido um grande obstáculo no desenrolar dos acontecimentos que estavam por vir.
Como de costume, o almoço daquele dia era leve (saladas, frutas...), ideal para combater o calor característico daquele lugar. Já fazia uma semana que havíamos nos instalado na casa, era julho e no dia anterior minha prima havia ligado para minha mãe avisando que chegaria na noite seguinte, então estávamos todos ansiosos. Bom, uns mais que outros.
A pessoa mais nerviosa à mesa era sem dúvida minha mãe, repetindo em voz alta suas famosas perguntas retóricas: "Acho que não vai acontecer nada com eles no caminho, né?", "O condomínio é bem sinalizado, não é?".
Eu, enquanto isso, me limitava a comer e calar, embora minha cabeça estivesse cheia de pensamentos - não por causa da minha prima, mas pelo plano do pós-almoço. Marcos, um amigo meu que morava a apenas dois quarteirões da minha casa, tinha me dito que trouxera umas revistas pornô que normalmente escondia no quarto dele na cidade e que aquela tarde íamos ver na casa cabaña.
Claramente eu ainda não era adulto, embora já estivesse mergulhado de cabeça na adolescência, vocês me entendem: os primeiros pelinhos na barba, os famosos galos na voz, uma leve (felizmente) acne e uns ovos bem cheios. Em resumo, a idade do masturbador. E eu confiava que as revistas prometidas pelo meu amigo pudessem saciar minha curiosidade carnal transbordante.
Eu esperava que Marcos me deixasse levar uma para casa para eu ter meu tempo curtindo ela, caso contrário era possível que eu tivesse que me punhetar na cabana ao lado dele e, embora as punhetas em grupo (cada um no seu pepino, isso sim) não fossem novidade para mim, eu já estava numa fase em que a gente deseja mais intimidade, mais calma. Acho que já estava amadurecendo.
Quando terminei de comer fui direto para a cama tirar uma soneca para passar o tempo até a tarde. Tive que resistir várias vezes a bater uma punheta porque só de pensar em como seriam aquelas imagens tão quentes estampadas no papel já me deixava muito excitado. No final consegui pegar no sono pela metade até o despertador tocar para me acordar. Eu dei um pulo e fiquei puto da vida, depois lembrei que tinha combinado com Marcos às 5 da tarde. Eram 4:45 e eu já estava atrasado. Fiquei puto da vida de novo.
Vesti outra roupa na correria porque com o calorão que fazia naquele lugar eu tinha deixado a outra camiseta encharcada de suor. Desci as escadas em direção à entrada e justo quando eu estava prestes a sair triunfante e decidido pela porta, senti uma mão agarrando meu braço. Era minha mãe e ela não estava com cara de quem queria fazer amizade.
– Onde você pensa que vai? Sua prima já vai chegar!
Merda.
– Porra, mãe, mas ela não ia chegar só de noite?
– Não, no final eles adiantaram a hora. Me disseram que querem aproveitar os raios de sol das últimas horas da tarde.
– Como assim "eles"? Quem?
– Mas a gente comentou isso hoje mesmo no almoço! Você está Caralho, Alex! Ela vem esse ano com o namorado!
Aquilo me pegou de surpresa, embora, pra ser sincero, não tenha me surpreendido totalmente. Naquela época, eu sempre via minha prima como uma pessoa muito sociável e, além disso, nunca tinha achado ela feia. Naquele momento, minha ideia sobre ela era só essa e eu não conseguia enxergar outras facetas dela que estava prestes a descobrir.
O fato de ela ter decidido trazer o namorado não me deixava muito confortável, porque com uma pessoa desconhecida eu sempre fico mais travado na hora de fazer minhas piadas ou comentários, mas por outro lado, tanto faz.
- Bom, tudo bem, então manda lembranças da minha parte.
- O que você tá dizendo? Tá doido? Você fica aqui! Todos os anos a recebíamos em família e, mesmo que o Dani não esteja esse ano, todos nós que estamos vamos fazer isso! Não vou deixar você se esquivar pra ir fazer alguma besteira por aí com seus amigos que podem perfeitamente esperar!
- Mãe, qual é, é urgente. Eu já tinha combinado há tempos e…
- Que nada! Já falei que você fica aqui. Seus amigos vão entender, com certeza.
Por dentro, meu estômago virou de raiva. Minhas bolas também doeram um pouco, acho que estavam protestando. Imaginei o Marcos sozinho na cabana, com uma revista aberta de cada lado e batendo punheta até a exaustão. Claro que o filho da puta ia entender meu furo, graças à minha ausência o arrombado teria todo o material pra ele.
- Maribel, eles tão chegando! – gritou meu pai pra minha mãe.
De fato, deu pra ver um Opel preto fazendo a curva no final da nossa rua e se aproximando aos poucos do nosso alpendre. Qualquer um que nos visse de alguma janela poderia pensar que se tratava de algum tipo de visita diplomática.
Estávamos toda a família em pé em frente à rua, organizados no que vinha sendo o alinhamento habitual (traçado todos os anos pela minha mãe). Atrás ficavam meu pai e minha mãe, na frente eu me colocava (na minha Do lado onde meu irmão costumava se sentar, no esquema "Família Feliz" 2-2. O Opel parou ao nosso lado, reparei que tinha os vidros escurecidos, o que dava ainda mais a impressão de ser um acontecimento de alto padrão.
Quando o carro parou, os passageiros demoraram alguns segundos para sair. O primeiro foi meu tio, que saiu sorrindo pra gente e soltando suas piadas e gracinhas de sempre.
— Mais um pouco e a gente acabava na França! Como estão, família!? E você, irmãzinha!?
Quando chegou em mim, me deu umas palmadas nas costas que quase quebraram minha coluna. É típico dessa idade. Quando um homem da família vê que você já tem pelos nos ovos, mas ainda te acha muito moleque pra dar um aperto de mão, às vezes ele opta por formas muito estranhas de cumprimentar.
— Alex, caralho! Cada ano você muda mais!
— O que a gente vai fazer? Hahaha — respondi, morrendo de dor.
Atrás do meu tio vinha sua mulher, que sempre foi bem mais tranquila de personalidade.
Minha tia era uma potranca de respeito. Uma verdadeira MILF. Lembro que naquele dia ela usava um vestido de verão verde esmeralda que chegava um pouco acima dos joelhos. Era uma roupa bem jovial, mas nela ficava sensacional. O tecido parecia ser bem macio e grudava bastante no corpo, destacando suas curvas. Era uma mulher com boa genética e que malhava (segundo meu tio, ela era viciada em spinning). Isso saltava aos olhos.
Com seus quarenta e poucos anos, tinha uma cabeleira loira (tingida, mas com bom gosto) e uma aura que deixava claro que já era mãe, mas se recusava a perder aquele toque de sensualidade que, tenho certeza, deixava meu tio maluco. Dava pra ver de longe que ela adorava exibir seus atributos.
Era magrinha, mas esbelta. As alças do vestido deixavam à mostra ombros finos e sensuais. Ela tinha uma pele levemente bronzeada, característica dos primeiros dias de verão intenso. Seus peitos eram mais bem pequenos mas muito brincalhões, seus mamilos se intuíam eretos sob o tecido, e combinando com toda sua figura: uma barriga extraordinariamente lisa para sua idade, que muitas vinte e poucas anos teriam invejado.
Havia momentos em que ela ficava realmente poderosa, principalmente quando a brisa batia em seu vestido e ele colava no relevo do seu corpo, e dava para intuir uma calcinha fina de verão abaixo do umbigo, mais própria de uma adolescente do que de uma mãe de família. Ao ver isso, notei como meu pau endureceu de repente. Suas coxas pareciam duras e não via nem sinal de celulite, enquanto suas panturrilhas torneadas, curtidas na bicicleta ergométrica, também ficavam à vista. Ela sabia como se exibir e tirar proveito.
Por mais que se esforçasse para mostrar uma personalidade mais tranquila que a do meu tio, para a maioria dos homens seria óbvio que seu rosto escondia a essência de uma viciada completa. O dela era daqueles rostos que você pode imaginar perfeitamente mudando da calma à paixão, e imaginar seus olhos azuis te encarando enquanto você goza em sua boquinha experiente era algo que provocava um arrepio imenso. Com a lembrança daquela tarde, foram muitas punhetas. Tenho que reconhecer que meu tio sempre teve muito bom gosto (e muita sorte).
Passou um instante bastante difícil de estimar, no qual fiquei completamente isolado das vozes ao meu redor, até que me tornei realmente consciente da dureza na minha virilha. Percebi, bastante horrorizado, que estava ficando excitado com a mulher do meu tio. Era uma sensação estimulante e desagradável ao mesmo tempo. Uma atração nova que me animava, mas também me assustava em partes iguais. Produto dos meus hormônios revolucionados. Nunca tinha me acontecido algo assim.
E, no entanto, quando voltei à realidade, foi para mergulhar em uma sensação muito mais perturbadora. Entre as figuras do meu tio e da minha tia, surgiu minha prima. Eu fiquei embasbacado olhando para ela. Nunca tinha sentido algo assim. Meu pau, que já estava a 75% só de ver minha tia, começou a doer de repente ao ser pressionado com força contra o tecido duro do meu shorts.
Ela ficou ali na minha frente, sorrindo. Até hoje não consigo dizer se foi ela que se desenvolveu pra caralho nos últimos anos ou se fui eu, e por isso estava olhando pra minha prima de um jeito que nunca tinha olhado antes.
Ela usava um óculos de sol na cabeça, com o cabelo preto liso preso num rabo de cavalo, acho que pra tentar se livrar do calorão que fazia.
A camiseta era preta, de alcinhas, bem fina, de um tecido parecido com lycra, colando no corpo dela e me deixando fácil imaginar como devia ser aquele canhão pelado. O rosto foi a única coisa que consegui reconhecer mais ou menos como antes, um rosto doce bem infantil com olhos grandes e marrons, nariz arrebitado e um sorriso safado envolto em lábios bem carnudos.
Mas o que mais me chocou de primeira foram os peitos dela. Apesar de ter um corpo bem mais magro que o da mãe (como costuma ser), a natureza tinha presenteado ela com uns peitos bem acima do que cabia pelo seu biotipo, presos num sutiã laranja berrante cujas alças rodeavam seus ombros morenos e por cima aquela camiseta tão justa que os mantinha pressionados contra ela.
Dava pra ver que ela tinha tentado não passar calor, mas pra não ficar exuberante demais, decidiu prender bem os peitos, embora o efeito conseguido fosse ainda mais erótico pra mim, mostrando uns peitos poderosos e túrgidos sob uma pressão perturbadora. Mantive uma luta interna breve mas desesperada pra desviar minha vista daquele canalzinho coberto de gotinhas de suor.
A parte de baixo do corpo dela não era menos impressionante. Assim que terminava a barriga, mais plana e tonificada à primeira vista que o da mãe dela, aquele corpo magro estava ficando mais voluptuoso e combinando com seus seios, desenhando uma curva sugestiva na região dos quadris.
Ela parecia gostar dessa parte do corpo também, porque usava uma calça jeans curta e desgastada que chegava exatamente na parte inferior de suas nádegas firmes, presa por um cinto marrom estreito. Toda essa voluptuosidade destacada e seu poder de atração foram um choque pra mim. Aos 17 anos, ela era uma verdadeira deusa da fertilidade. A natureza feminina em todo seu esplendor. Um corpo que qualquer homem, adolescente ou adulto, teria vontade de foder até a morte.
A tudo isso tinha que acrescentar um detalhe que, sem ser exatamente algo sexy, naquele momento me deixou muito excitado: seu suor. Estava um calor úmido incrível e seu rosto suava. Suava muito. Sua camiseta fina permitia ver como sua pele também suava por baixo e ficava colada em todos os contornos do corpo. Além disso, o calor a fazia respirar mais intensamente. Imaginei ela cavalgando em cima de mim e... caralho, era minha prima, mas que porra de tesão era esse!?
—Oi, Alex!
Sua voz me tirou do coma erótico em que eu estava.
—Oi, Sandra!
Então ela me olhou de cima a baixo, abriu os olhos surpresa e sorriu ainda mais:
—Mas olha só! Você mudou pra caramba! E você tem 15 anos? Parece um cara da minha idade!
Mentiria se dissesse que aquilo não foi uma injeção de ânimo. Tentei escapar dos elogios da forma mais modesta que pude.
—Não exagera, vai! Você que eu não lembrava assim... assim! —quase soltei uma palavra indesejada em público, mas por sorte consegui morder a língua a tempo.
Ainda assim, acho que ela entendeu minha mensagem e pareceu ficar entre lisonjeada e envergonhada, porque cruzou as pernas e fez um breve rebolado de ombros que, para meu deleite, balançou um pouquinho aquele par de peitos suados e suculentos. enquanto me chamava de dengosa:
—Que fofo… Você também está muito gostoso… —ela disse fazendo uma pausa bem breve no “gostoso”, o que me deixou bem desconfortável porque seus nervos tinham ficado evidentes em público e dizer aquilo na frente dos nossos pais era (imagino que pra ela também) muito constrangedor.
—E aí, pivete! —uma voz masculina surgiu de algum lugar.
Aí eu o vi. Supostamente ele estava do lado da minha prima o tempo todo, mas com todo aquele momento da revelação, eu tinha passado completamente batido e nem o tinha visto. Era o namorado.
O nome dele era Carlos e ele era um tipo de gostosão moreno com sorriso de comercial de pasta de dente, corpulento mas definido. Tinha 19 anos. A verdade é que vê-lo me deprimiu bastante e me trouxe de volta à realidade, me fazendo lembrar que eu, no auge da minha adolescência, ainda estava anos-luz de pegar uma gostosa como minha prima. Carlos me deu a mão e pude sentir meus ossos rangendo com a força do aperto. Até hoje não sei se foi algo natural ou uma estratégia premeditada de macho alfa para marcar território.
A conversa entre os presentes continuou, mas a maior parte do que falavam era besteira para preencher o tempo e fazer com que os que tinham viajado de carro aproveitassem um pouco a quilometragem.
Minha mãe ofereceu granizados a todos os convidados. Só meus tios aceitaram, mas nos sentamos todos em uma mesa comprida que meu pai tinha montado no jardim sob uma lona que nos protegia do sol escaldante. Passaram-se duas horas sem nada de especial, bom, na verdade teve sim: uma ereção interminável da minha parte, já que eu, incapaz de parar de olhar para minha prima e observar cada movimento que ela fazia na mesa (como quando ria e jogava a cabeça sensualmente para trás e seus peitões avançavam para frente, ou quando de vez em quando levava a mão à cauda de cavalo de modo provocante), comecei a ficar preocupado.
Houve um momento estranho mas glorioso em que ela se ofereceu para ir à cozinha um instante para encher uma das jarras de granizado que tinham ficado vazias. Esticou o braço, pegou a jarra e começou a andar para dentro de casa. Então direcionei o olhar para sua saída e quase cuspi o gole que estava tomando naquele momento.
Seu bumbum firme e redondinho balançava de um lado para o outro. Se movia como uma gata no cio, transferindo o peso de um tornozelo para o outro, marcando um ritmo brutalmente sensual nas suas nádegas.
Eu segui aquilo com os olhos quase saltando das órbitas. Então, logo antes de perdê-la de vista, percebi como ela virou levemente a cabeça e me lançou um olhar ultra-safado. Foi só uma fração de segundo. Eu não sabia se estava vendo o que via ou se o calorão estava me afetando.
Enquanto isso, o tal Carlos tentou fazer um pouco de confraternização comigo. Imagino que durante a viagem minha prima devia ter contado a ele nossas aventuras de infância e o cara queria se dar bem comigo, sabendo o quanto eu tinha sido importante para sua namorada. O fato é que eu não estava gostando muito dele porque, apesar de tentar ser simpático comigo, o cara era incapaz de esconder um tom arrogante nas suas palavras. Eu pra essas coisas sempre fui muito perspicaz e digo pra vocês: dava pra ver de longe que ele era um metido a besta tentando bancar o bonzinho.
Provavelmente era exatamente isso, o jeito sexy e metido dele, que mais tinha atraído minha prima para o grande filho da puta que com certeza tinha aproveitado para levar os seios prodigiosos dela à boca, desflorar sua buceta então apertada e enfiar no seu bumbum carnudo e cheio de curvas até o frenesi.
Ele falava comigo mas eu não ouvia, não conseguia fazer nada além de imaginar aquele porco comendo o corpo quente da minha prima e por mais que o cara se esforçasse, eu estava ficando com um ódio de campeonato. Era uma loucura, fazia menos de três horas que eu tinha visto minha prima pela primeira vez em um ano e já estava sentindo ciúmes do primeiro namorado dela.
O tempo passou e A parte dos convidados que estavam con nós chegou a hora de voltar. Meus tios se dirigiram ao carro (onde pude desfrutar de uma última olhadela na calcinha da minha tia favorita, que tinha ficado transparente através do vestido por causa do suor de ter ficado tanto tempo sentada). Antes de entrarem, deram uma boa rodada de beijos na minha prima:
- Não faça bobagens, minha menina, cuide-se muito – disse minha tia.
- Que nada, mãe… já não sou uma criança – respondeu ela com tom cansado.
- Eu sei, eu sei…
Todos nos despedimos de todos, foram ditas as quatro frases típicas do momento e o carro finalmente arrancou, desaparecendo pelo mesmo final da rua de onde o havíamos visto aparecer algumas horas antes, desta vez já bem mais escuro.
Em seguida, minha mãe guiou minha prima e o namorado dela para dentro de casa. Eu os acompanhei. Era algo hipnótico, não podia perder Sandra de vista. Ela os conduziu ao longo do andar inferior e apontou um quarto que tinha permanecido vazio até então:
- Você, Sandra, vai dormir no quarto de sempre. Não traz um monte de lembranças toda vez que vem? – perguntou minha mãe com um sorriso.
Minha prima torceu a boca e mordeu travessamente uma das comissuras dos lábios (não sei até que ponto ela tinha noção de como podia deixar um homem louco com uma besteirinha daquelas) antes de começar a dizer o que queria:
- Tia… Carlos e eu já temos uma certa idade e havíamos pensado em dormir no mesmo quarto.
Minha mãe arqueou levemente as sobrancelhas, mas também não pareceu muito surpresa, dava para ver que ela tinha pensado na possibilidade de a sobrina dizer exatamente isso.
- Olha, Sandra, eu já falei sobre isso com seu pai e as instruções dele foram claras. Eu sempre cumpro com seu pai, desde que éramos crianças. Então, sinto muito. Vocês podem ficar o tempo todo do mundo juntos, mas na hora de dormir, sestas e tal, vão ter que ficar em quartos separados.
Eu, por minha parte, senti como se Alegria embargada. Eu sei que, dito assim, pode parecer que eu era um cuzão, mas a verdade é que eu fiquei feliz de ver o imbecil do Carlos se foder. Além disso, assim eu não teria que ficar me corroendo com paranóias e invejas estranhas enquanto eles estivessem lá.
— Cara… — interveio Carlos — eu só vou ficar uma semana, não um mês como a Sandra, então dividir o quarto seria ótimo pra aproveitar ao máximo.
Então o estorvo só ia ficar uma semana… Interessante. Mesmo assim, tava claro que o filho da puta do Carlos não se conformava e parecia radicalmente contra a ideia de passar uma semana inteira sem comer minha prima. Nem culpo ele.
— Já falei o que tinha que falar, Carlos — respondeu minha mãe, sem ceder — enquanto estiverem nesta casa, vão respeitar as regras impostas por nós e pelos pais da Sandra.
Carlos baixou o olhar. Tenho certeza que ele quis vir pra cá achando que ia ser tipo a mansão do Playboy, que ia passar o dia todo transando com a Sandra em cada canto da casa, sempre que ficasse vazio. Parece que os planos do trouxa do Carlinhos iam por água abaixo, e isso deixou ele bem triste.
— Então… — Carlos conseguiu perguntar, com voz hesitante — Onde eu durmo?
Minha mãe sorriu:
— Olha, no começo eu tive dúvidas, mas como não tem muita opção e estamos pintando um dos quartos de cima… pensei que você e o Alex poderiam dormir juntos.
Senti que ia dar um troço. Não podia ser. Não, não. Nunca.
— Mãe, que porra é essa que você tá falando?!
— Cala a boca, Alex! Não tem outro jeito, e assim vocês vão se conhecer melhor. Tenho certeza que entre homens não vai ser nada desconfortável. Vão se divertir.
Pensei em responder. Em gritar. Em bater nas paredes. Mas fiquei quieto. Era inútil discutir. Se a vida me ensinou uma coisa, foi que quando minha mãe tomava uma decisão, ela ia até o fim. e levava até o fim. Não valia a pena.
- Tudo bem – minha prima acabou cedendo a todas as condições da minha mãe – Mas amanhã cedinho vamos para a praia! Preciso estrear todos os biquínis novos que comprei!
Ao ouvir ela dizer isso e só de imaginar o repertório de modelitos que ela devia ter para a praia, meu pau ficou duro de novo, justo quando parecia que já estava começando a murchar.
- Como quiserem, você e Carlos podem organizar seus passeios como preferirem – respondeu minha mãe.
- E o Alex? Ele também tem que vir – acrescentou minha prima de repente.
Engoli seco. Definitivamente não esperava por isso.
- Eu? – perguntei atônito, quase com um fio de voz.
- Sim, como nos velhos tempos – ela disse, mostrando novamente todos os seus dentes brancos.
Eu era incapaz de enfrentar aquele sorriso tão sugestivo e angelical ao mesmo tempo, então simplesmente fiquei quieto, o que foi entendido como aceitação.
Carlos levou sua grande mala até meu quarto e começou a desfazê-la. Meu pai desdobrou o mecanismo da minha cama, transformando-a em um beliche. Eu dormiria em cima e Carlos embaixo.
Pouco depois, minha mãe nos perguntou se queríamos algo para jantar. Ninguém parecia estar com muita fome, então não deu certo. Cada um foi para seu quarto. Minha prima, antes de se separar de Carlos e de mim quando estávamos indo para o nosso, levou a mão à boca, beijando calorosamente a ponta dos dedos para depois estendê-la e soprar carinhosamente em direção a Carlos, despedindo-se dele com um sorriso. Ele piscou o olho com um gesto triste. Eu, durante tudo isso, mantive uma postura circunstancial.
Acho que, uma vez que ficamos sozinhos no quarto, mal trocamos duas ou três palavras. Carlos estava cansado e, além disso, já não tinha a necessidade de fingir simpatia como quando estava em público. Ele conseguiu dormir muito rapidamente, soltando uns roncos muito irritantes que quase acabaram com a minha saúde.
Entre esses roncos e minha comida enlatada, imaginando o que seria de mim no dia seguinte, o que eu diria, como um otário como eu se comportaria na companhia de uma gostosa e de um imbecil como o Carlos, demorei um tempão pra pegar no sono. Mais ou menos duas horas depois de me jogar na cama, destruído e com o pau a meio pau, apaguei.PARTE 2: VAMOS PARA A PRAIAAquela noite dormi muito mal, com um monte de pesadelos me assombrando. O pior era um em que Carlos e Sandra estavam na praia e começavam a transar. Os dois começavam a rir e Carlos tirava o biquíni dela e a deitava no chão. Eu, enquanto isso, estava no mar e começava a gritar com eles enquanto a correnteza me afastava da areia. Eles não me ouviam e continuavam na deles. Acordei de um salto encharcado de suor. Respirei fundo e lembrei do meu compromisso para aquele dia. Merda.
Olhei para baixo, mas a cama do Carlos estava vazia. Desci pela escada e saí do quarto em direção à cozinha. Caminhei devagar e em silêncio. Era muito cedo e meus pais ainda dormiam. Conforme me aproximava da cozinha, comecei a ouvir vozes discutindo em sussurros. Eram minha prima e Carlos, tive certeza. Não consegui ouvir a maior parte da conversa, mas quando já estava bem perto, me pareceu entender a Sandra dizendo "Ele vem e pronto". Estava completamente certo de que estavam falando de mim. Aproveitei um momento de silêncio entre os dois para sair do meu esconderijo e dar bom dia como se nada.
— Bom dia, Alex! — respondeu minha prima alegre. Carlos não disse nada.
Apesar de estar um pouco mais desarrumada que ontem (o normal para uma mulher ao acordar), ela me pareceu gostosa desde as primeiras horas do dia. Ela usava um pijama de verão com estampa de ursinhos que em outra garota poderia parecer infantil, mas que sobre as curvas do corpo dela se tornava um modelinho bem provocante. O pijama tinha um decote com alguns botões, e o de cima estava desabotoado, mostrando a parte de cima de uns seios presos que lutavam para sair. Suas calças de dormir eram elásticas e marcavam perfeitamente a "V" invertida que formava sua bucetinha.
Bem observado, aquilo parecia o começo de uma cena de trio em um filme pornô de classe B.
A felicidade da minha prima contrastava com a do Carlos, que, para minha surpresa, não estava mais de pijama, mas completamente pronto para sair. Ele vestia uma regata amarela degradê estilo "colete refletor" e uma sunga preta de camelô até os joelhos. Como cereja do bolo, dava pra ver aparecendo por baixo da sunga aquela cueca brega de marca duvidosa de sempre. Nosso Carlos, um verdadeiro tiozão do churrasco.
Olha, aproveito pra falar uma coisa: sempre achei coisa de cara nojento usar cueca por baixo da sunga na praia. Sei que esse é um tema muito recorrente no FC durante o verão. A sensação de umidade que fica na Zona Zero é nojenta. Humildemente falando, acho um atentado contra a flora e fauna do meu pau fazer uma coisa dessas. A única vez que tentei usar cuequinha por baixo da sunga, o pH do meu pau alterou tanto que meu saco ficou uma semana mais vermelho que a bunda de um mandril. Fica a dica.
Os dois estavam de pé em frente à bancada tomando uns Booty-Caos. Tentei evitar o clima tenso levando minha comida pra mesa e deixando os dois na cozinha, mas minha prima sentou do meu lado e o outro veio atrás. Parecia que eu não ia ter um momento de paz.
— Quer que eu coloque a bola inflável da Nivea na mochila, Alex? Podíamos jogar vôlei! — Sandra me propôs radiante.
Não preciso nem dizer, a porra da bola inflável da Nivea marcou uma época e vocês sabem.
— Tanto faz — respondi indiferente, devorando meus cereais.
— Vôlei? Isso é uma merda! Eu quero futebol! — Carlos entrou na conversa pela primeira vez com esse comentário prodigioso que vai marcar os anais da história.
Sandra olhou pra ele com cara de desgosto. Só estavam há um dia dormindo em camas separadas e já tinha problema no paraíso.
— O Alex não gosta de futebol — ela respondeu pra ele.
— Bom, bom — eu cortei — Mas tanto faz, hein? Na minha época eu também dei uns bons chutes na bola.
— É verdade, quando você era pequeno — Sandra sorriu — você sempre teve umas pernas muito fortes.
Ao comentar sobre as pernas, ele aproximou a mão por baixo da mesa e acariciou afetuosamente a minha perna que estava do lado dele. Foi um movimento tão inesperado que a porra dos Chocokrispis (aqueles do macaco de merda) foram parar na minha traqueia. Ainda bem que eram pequenos. Comecei a tossir que nem um louco sobre a mesa e quase vomitei.
— Você tá bem, Alex?! Você tá bem?! — minha prima repetia histérica, uma e outra vez.
Carlos, enquanto isso, estava se desopilando me dando tapas nas costas, deixando meu tio parecendo um amador vulgar. No final, me recuperei.
— Calma… calma… — falei ofegante — já tô bem, tô bem…
Comecei a limpar e recolher as coisas na maior velocidade.
— Já era? Não vai tomar mais café da manhã? — perguntou minha prima.
— Não, não. Já chega, vou subir pro quarto.
— Mas a gente vai passar o dia fora e você quase não comeu!
— Que nada, relaxa — respondi apressado, querendo acabar logo com o péssimo começo de dia que me esperava e, enfiando na boca o primeiro pãozinho solto que vi ao meu alcance, continuei falando — zzolo zzerão 5 minutozz, ¡Foy a for el fañador! ¡Fete fizztiendote!
Subi correndo as escadas, entrei no meu quarto e abri o guarda-roupa de par em par. Fui direto pra seção de praia. Havia uma ampla gama pra escolher: um daqueles justinhos que você tem que ajustar de vez em quando pra ver se não escapou uma bola (descartado automaticamente, óbvio), outro branco mais comprido que não devia usar desde minha Primeira Comunhão e ainda soltava um cheiro suspeito de maresia estragada…
Revirando por um minuto, acabei encontrando um vermelho, nem tão comprido quanto o do caipira do Carlos nem tão apertado a ponto de incomodar meu Carlitos. Vestir na maior velocidade. Depois escolhi uma camiseta branca e um par de chinelos. Me olhei no espelho e contemplei orgulhoso que parecia um salva-vidas americano igual os da TV.
A ideia me agradou. Sempre ouvi dizer que os salva-vidas davam tesão. para as garotas. Fiquei fazendo poses na frente do espelho. Meu corpo estava mudando e eu me deliciava com novos volumes musculares até então desconhecidos. Comecei a fazer biquinho, empinei a cintura pra frente e fiquei marcando o pacote e girando ele em círculos. Soltei algumas frases de tesão espontâneas: "Oi Sandra, quer tomar meu churro no café da manhã? Mmmm... Sim sim sim sim...".
Bom, nessa hora o Carlos entrou sem bater na porta.
– Que porra você tá fazendo? – ele estava de olhos arregalados.
– Ufffff, cara... – a agilidade mental daquele momento me salvou de possíveis zoações depois, fiquei com o quadril pra frente mas levei as mãos pras costas – Nem imagina como essa cama costuma deixar minhas costas... Ufff... Que horror...
– Tá doendo?
– Sim, muito.
– Que merda.
– Pois é, né.
Ele pegou os óculos escuros da mesinha de cabeceira e foi embora.
Pouco depois, a voz melodiosa da minha prima ecoou por toda a casa, ela estava toda animada:
– Gente!! Já tô pronta! Vamos ou não?!
Passei um pouco de gel (sim, eu sei que é coisa de otário usar gel pra ir pra praia, mas eu tava na idade do patê e vocês sabem como é) e desci.
A Sandra apareceu na minha frente com os braços na cintura e cara de raiva fingida que o sorrisinho dela traía. Era adorável.
– Onde já se viu uma mulher se arrumar mais rápido que um homem? – ela perguntou.
Fiquei sem resposta. Nem lembro quantas vezes ela já me deixou sem palavras desde que chegou, mas ela tava simplesmente incrível. Tinha soltado o cabelo e agora uma franja lisa caía sobre os olhos. Estava usando um vestido de verão florido, justinho, que ia descendo e se ajustando na cintura como uma luva.
Olhando mais pra baixo, notei que já era pouca a roupa que cobria a parte de cima das coxas bronzeadas dela. Cheia de graça, tinha pintado as unhas das mãos e dos pés do mesmo tom de rosa. Só percebi, com alguns segundos de atraso, que o Carlos também eu estava presente.
- Bom, prontos para começar o dia?
- Sim.
- Sim.
Carlos e eu respondemos com amargura, mas ela ou não percebeu ou fez-se de surda.
- Então vamos pegar as bicicletas!
Puta merda, as bicicletas. Eu devia ter previsto isso. Normalmente costumava haver um ônibus que nos pegava num ponto próximo e nos levava até a praia, mas era fim de semana e o serviço era bem limitado, então não tínhamos outra opção a não ser ir pedalando.
Como fazia apenas uma semana que eu estava lá, ainda não me havia preocupado com a manutenção das bicicletas que, depois de ficarem um ano inteiro abandonadas, estariam logicamente todas fodidas. Entramos na garagem e, após inspecionar um pouco a situação, percebi que o estado dos nossos veículos era ainda mais desesperador do que eu imaginava.
Havia exatamente três bicicletas. Uma era a minha, logicamente a que estava melhor, só precisava encher os pneus e pouco mais. Depois estava a que minha prima usava nos anos antes de parar de vir. Era de uma cor rosa desbotado e tinha uma cesta branca. A típica bicicleta cafona de garota. Tinha alguns defeitos extras. A última era a do meu pai, que se aficionara nos seus anos jovens pelo ciclismo (meu avô materno ainda às vezes tocava o terror chamando ele de "Indurain Segundo"), lá pela época do Suarez. Essa precisava de um episódio inteiro de "Pimp my Ride" da MTV.
A situação era bem desmoralizante e, como vi que os outros dois permaneciam parados, tive que ser eu quem quebrou o silêncio e começou a dar instruções.
- Tá bom, muito bem, que cada um cuide da sua bicicleta. Primeiro temos que limpar a poeira. Depois enchemos os pneus. Depois talvez precise lubrificar alguma coisa. Depois temos que testá-las. Vamos lá, se cada um focar na sua, com certeza não vamos demorar nada.
No começo não percebi, mas mais tarde reparei que minha atitude decidida de macho Alfa estava fazendo com que minha prima me lançasse uma série de olhares de aprovação furtivos. Essa forma de me olhar ficou ainda mais intensa quando, durante o ajuste final, precisei explicar ao Carlos a diferença sutil entre o prato da bicicleta e a corrente.
Dava pra ver que a Sandra era quem mais queria sair logo dali. Ela passava o pano com uma velocidade e precisão alucinantes. O cuidado e a eficácia das mãos dela eram excepcionais. Aquilo me permitiu soltar a imaginação mais uma vez, embora houvesse algo melhor prestes a acontecer.
— Alex, já terminei de limpar a minha, posso encher os pneus?
O fato de ela confiar na minha autoridade para continuar o trabalho me encheu de orgulho e moral, o que por sua vez aumentou minha postura de liderança naquele momento.
— Sim, claro — apontei para um canto da garagem — ali tem vários calibradores, pega o que você preferir e manda ver.
Ela foi até lá, se agachou deixando aquele rabo delicioso empinado e voltou pro nosso cantinho, parando bem na minha frente.
Lembro como se fosse ontem. Eu estava sentado no chão testando a troca de marchas da bicicleta quando ela começou a encher os pneus de cócoras, com as pernas abertas na minha direção. Impossível não olhar aquela maravilha.
A saia curta do vestido fino da Sandra se abriu diante dos meus olhos, mostrando aquele jardim de flores de verão infinitas estampadas na seda e, melhor ainda, o interior macio das coxas carnudas dela. Ajustei o olhar e encontrei o tesouro. No fundo daquele túnel do prazer, consegui ver o biquíni que ela estreava. Era azul-celeste. Essa mistura de infantilidade e sensualidade me deixou com o pau duríssimo. Então, espiando disfarçadamente, vi. No centro daquela calcinha havia uma pequena mancha escura. Será que aqueles olhares da minha prima significavam que minha postura dominante a tinha feito lubrificar, mesmo que fosse só um pouquinho? Deus, aquilo era demais.
O pneu da minha prima estava bem... Desinchou e ficou um bom tempo bombeando com o braço, inclinando sua cintura fina e balançando seus seios túrgidos de um lado para o outro. Começou a suar e ofegar daquele jeito que me tinha deixado tão tarado quando ela chegou. Às vezes parava por vários segundos, revirava os olhos de cansaço, olhava para o teto e limpava as pequenas gotinhas de suor da testa com a mão enquanto suspirava docemente e voltava a continuar. Enquanto fazia isso, fazia uma cara de determinação das mais excitantes, estava totalmente decidida a terminar seu trabalho e sorria a cada passo que a aproximava do fim. Deu a impressão de ser assim para tudo. Era uma potra muito safada.
Então, uma pequena ferramenta metálica caiu de uma mesinha no chão. Isso me fez olhar para baixo e ver horrorizado o enorme volume que se desenhava na minha sunga. Esse, reconheço, é um dos contras de usar uma sunga sem nada por baixo. Minha prima quase tinha terminado e já estava falando comigo de novo, então eu tinha que disfarçar rapidamente. Fiz uma manobra acrobática de emergência. Antes que ela virasse o olhar, me ajoelhei rapidamente e com uma das minhas pernas prendi meu membro e o empurrei contra a outra, mantendo-o atrás da minha virilha, deixando-o ali como quando, brincando de criança, fingíamos ter uma buceta falsa.
—Está bem assim, Alex? —me perguntou minha prima.
—Hã? Sim. Sim, sim. Está muito bom.
—Mas você nem tocou nela.
—Hã???
—A roda, que você não tocou nela.
—Ah! Sim, sim, sim —estiquei o braço para tocá-la, mas colocando toda minha atenção em não perder o equilíbrio, qualquer queda nessa posição teria causado um efeito catapulta devastador— Está muito boa, sim, sim.
—Ei —isso ela disse mais baixo que o anterior para que Carlos, que estava na dele, não escutasse— Te acho um pouco estranho, tá acontecendo alguma coisa?
E como estranho, a dor de manter meu pau ereto em segundo plano estava me causando um estrago bestial, ao mesmo tempo que sentia que ele ficava cada vez mais... vermelho.
- É que... - comecei a falar com a voz embargada de sofrimento - lembro pra caramba dos nossos velhos tempos e fiquei meio emocionado.
Minha prima abriu os olhos arregalados e me abraçou, me forçando a apertar ainda mais minha linguiça num último e heroico sacrifício.
- Aiiii! - exclamou no meu ouvido - Mas você é tão gostoso, primo!
Dos meus olhos saíram algumas lágrimas.
- Valeu... - respondi num fio de voz.
Pouco depois, partimos.
A cena da nossa caminhada lembrava aquela famosa série antiga. Os três íamos em fila indiana. O primeiro era eu, mantendo meu papel de líder. A segunda, minha prima. Por último, completamente desanimado, ia Carlos. A verdade é que o dia estava me agradando mais do que eu imaginava no começo. Cara, eu teria preferido ter a Sandra na minha frente e ver como ela rebolava aquele rabão, mas tirando isso, não tinha do que reclamar. Minha posição no grupo estava ganhando terreno. Era eu quem decidia o que fazer, como fazer, e agora por qual caminho ir até a praia.
O caminho de terra que levava até o litoral era acidentado e a gente tinha que aguentar solavancos contínuos do banco. No entanto, eu gostava do cheiro da seiva das árvores no ar, e de como o sol banhava nossa pele enquanto a brisa marinha ficava cada vez mais forte, sinalizando que faltava pouco. O som das ondas distantes ia ficando cada vez mais alto.
Finalmente chegamos. Fomos contornando a praia por um caminho asfaltado muito mais confortável que o anterior e nos dirigimos a um dos cantos da baía. Minha prima e eu sempre gostamos de ficar nos lugares mais escondidos da praia. Estacionamos as bikes e pegamos as mochilas. Encontramos facilmente um espaço, ao lado de algumas pedras que nos davam mais privacidade, mas bem perto do mar. Abrimos as mochilas e colocamos nossas toalhas. Carlos tirou uma toalha enorme do Atlético de Madrid e, antes de estendê-la, a beijou.
Minha... A incredulidade deu lugar ao prazer. Minha prima pegou a parte de baixo do vestido e puxou para cima. Progressivamente, foi me mostrando seu corpo. De suas coxas fartas apareceu aquela calcinha azul que eu tinha visto pouco tempo atrás, com um lacinho presumido em um dos lados. Depois deixou seu delicioso ventre nu ao ar e, ao chegar em seus peitos, aconteceu o rebote da alegria.
O tamanho dos seios dela impedia que ela se livrasse do vestido facilmente, e eles primeiro foram para cima conforme ela puxava a roupa, mas ao tirá-la, balançaram para baixo novamente, movendo todas as suas apetitosas tetas envoltas em um biquíni combinando com a parte de baixo. Ela sacudiu a cabeça para os lados, soltando o cabelo, e deitou na toalha de barriga para cima. Eu me deitei de bruços, cavando a areia. Carlos não se deitou, preferiu perguntar:
—Caralho, que puto calorão! Preciso de um sorvete. Cadê o quiosque aqui?
—Espera aí, você vai agora, passa o protetor em mim primeiro —pediu minha prima.
—É que não aguento, porra!
—É por ali —eu disse, apontando a direção.
Ele saiu correndo, deixando minha prima com o pote de protetor na mão e cara de irritada. Definitivamente hoje não era o dia dela com o parceiro. Ela virou o pescoço e me olhou. Balançou o pote de protetor.
—Você se importa…?
—Hã? Ah! Não, não!
Ela sentou na toalha e me deu as costas. Ao sentar, a calcinha tinha se contraído e deixava à vista um pouco de sua fenda. A vontade de deslizar a língua por ali se tornava irresistível. Eu me posicionei na toalha dela, de joelhos, atrás dela. Hesitei por um breve instante se deveria colocar o protetor em áreas das costas dela ou aplicá-lo diretamente nas minhas mãos para um tratamento mais direto. Optei pela segunda opção.
Molhei minhas palmas com um pouquinho de protetor. Não muito, não queria que o frio disfarçasse o contato das minhas mãos. Comecei a espalhá-lo desde o pescoço, movendo todos os dedos suavemente em círculos, fazendo um pouquinho de pressão. Ela deixou escapar um suspiro profundo, quase um gemido. Os pelos da minha nuca ficaram arrepiados e eu continuei descendo. Apanhei as omoplatas dela e tentei acessar com cuidado suas axilas. Era incrível como em todo o corpo dela não havia nenhum vestígio de pelos.
- Espera – ela me disse – Assim fica mais confortável.
Ela levou as mãos para trás de maneira felina e, puxando o nó do biquíni, o desfez, segurando as alças elásticas com as axilas, deixando toda a sua costa dourada livre para minhas mãos. Engoli seco e continuei depois de dizer um tímido "Melhor assim, sim".
Percorri lentamente toda aquela área que antes era coberta pelo biquíni e acabei chegando aos seus quadris, onde pouco a pouco comecei a massagear um pouco mais à frente, na região abaixo do umbigo. Era incrível como essa parte era tonificada, sem dúvida ela havia herdado a genética da mãe. Como vi que ela não dizia nada, tomei uma última liberdade para passar minhas mãos pela parte inferior traseira do biquíni, tocando a macia parte superior de suas nádegas empinadas. Aquela textura tão firme e macia ao mesmo tempo era uma loucura. Ela foi feita para ser arremetida.
- Tá bom que você se esforça, primo – comentou ela brincalhona – isso é porque me quer.
Ela nem imaginava. Então ouvi passos se aproximando e parei de repente. "Já está", eu disse. Cinco segundos depois, Carlos reapareceu, com um pirulito tropical da Miko na boca. Sua capacidade de sucção me impressionou.
Ficamos conversando besteiras por um tempo e então resolvemos tomar banho. Sandra quis encher a bola da Nivea e levar conosco. Ela enfiou o bico, que bem poderia ter sido meu, naqueles lábios carnudos e encheu rapidamente. Mergulhamos na hora. A água era fresca, mas a gente se acostumava logo, aliviava como nada no mundo.
- Vamos, um vôlei! – propôs minha prima.
- Não! Futebol, futebol! – respondeu Alex.
No final, nem uma coisa nem outra. Jogamos um "A-E-I-O-U" (deve ter outros nomes, mas a gente chamava assim). O A-E-I-O-U" consiste em manter a bola no ar por turnos, dando toques com as mãos como no vôlei. Cada vez que um dos jogadores levanta a bola tem que dizer uma letra, logicamente começando pelo "A". Mas no quinto toque, quem for bater tem que dizer "U" e em vez de mantê-la no ar tem que acertá-la na direção de outro jogador. Se a bola atingir o jogador e ele não pegar de primeira, perde um ponto. Se perdesse cinco pontos estava eliminado. Sim, era uma merda de jogo de putaria, mas era o que tinha.
A coisa começou bem. Os dois primeiros pontos foram perdidos pelo Carlos, um impacto por minha causa e outro pela minha prima. A verdade é que conforme o dia avançava dava pra ver a cara de ódio dele aumentando. Dava pra sentir a bile fervendo por dentro dele. Eu mantinha concentração suficiente pra continuar no jogo mas admirando ao mesmo tempo as maravilhas da gravidade. Os pulinhos da minha prima balançavam sua bunda e seus peitões, que me jogavam água na cara. Às vezes ela sacudia o cabelo jogando o peito pra frente e os rios salgados desciam do seu decote apertado ao longo do umbigo até se perderem de vista na sua virilha molhada.
Em um daqueles toques, deixei a bola tão alta que ela teve que pular mais que nunca. "Minha!" gritou enquanto esticava o corpo. Entre o pulo e o biquíni apertado foi demais, um dos seus peitos se moveu pra cima, permitindo que eu visse um delicioso mamilo. Era pequeno como uma ervilha e de cor rosadinha. Parte do contorno macio, carnudo e apetitoso do seu peitão ficou também exposto em toda sua glória.
Fiquei boiando olhando pra ela desde que subiu no pulo até que caiu de volta na água. Fiquei tão absorto que não percebi que o próximo a bater seria o Carlos, e era a vez do "U". Não imaginam o quanto uma bola Nivea pode arder quando acerta a cara. Entre o golpe e o susto caí na água com os braços abertos. Um ponto. menos pra mim. Ao emergir de novo, exagerei minha risada pra tirar o dramatismo da situação, não sabia se tinham notado minha atenção e queria dissipar as dúvidas.
No final, minha prima ganou, mas claro, com aquela vantagem é fácil. Logo ficamos entediados e fomos pegar ondas. Não eram grandes, mas muitas formavam redemoinhos potentes ao quebrar. Carlos começou uma espécie de exibição com a intenção de impressionar Sandra. A verdade é que ele era bom nisso. De qualquer forma, Sandra parecia agora mais orgulhosa do namorado, e eu sentia minha posição de hegemonia começando a cair. Tinha que fazer algo, então também comecei a pegar ondas da melhor forma possível.
No começo, foi um pouco difícil acertar os tempos e saber quando acelerar a natação pra que a própria onda me levasse até a areia. Em uns 10 minutos já tinha pegado o jeito, pelo menos o suficiente pra me arriscar em outra onda que começava a aparecer no horizonte. Grave erro.
Esperei no ponto que me pareceu mais adequado e comecei a nadar que nem louco conforme a crista da onda se formava. Acabei ficando debaixo dela bem no momento antes de quebrar, e aconteceu o que tinha que acontecer.
A onda descarregou toda sua fúria sobre mim, me esmagando primeiro contra a areia do fundo e me fazendo girar várias vezes por segundo. A força centrífuga foi tanta que minha sunga se perdeu nas profundezas do mar azul, e meu pau ficou totalmente exposto.
O pior de tudo foi que, com o tranco que levei, fiquei muito atordoado e demorei pra perceber o que realmente tinha acontecido. Pelo menos foi uma boa ideia ficar num dos extremos da praia, porque quase ninguém mais pôde ver o desastre. O terrível é que tanto minha prima quanto Carlos viram tudo. Nem quero imaginar o momento visto de fora. Eu andando como uma alma penada e sem rumo, cambaleando enquanto meu amigo balançava ao sabor da brisa. Marinheira. Eu devia ter sido uma semideusa do caralho.
O Carlos começou a rir que nem um louco, já minha prima fez uma cara de surpresa. Descobri o "bolo" e me cobri como pude, pedindo ajuda desesperada para recuperar meu precioso tapa-pau. Quando o Carlos se recuperou do ataque de riso, se juntou à busca com nós dois. "Está ali!" ele disse. O lugar que ele apontava era pra lá de fodido, já quase não dava pra ver o reflexo avermelhado da minha sunga. Acho que nunca nadei tão rápido na minha vida. Coloquei ela dentro d'água o mais rápido que pude e voltei pra margem.
A partir daquele momento, o dia desandou pra mim. Tinha passado de uma figura importante aos olhos da minha prima pra virar um otário. O Carlos agora voltava a ficar de bom humor e fazia suas piadas. Voltava a ser o cara legal. Eu tava muito deprimido. Depois do mergulho e do banho, minha prima e eu voltamos pras toalhas pra ir embora logo. O Carlos foi um instante pros banheiros.
Ia pegar minha toalha quando minha prima falou comigo num tom doce e calmo:
– Pode sentar um momento comigo na toalha, por favor?
Aceitei. Nos sentamos frente a frente, de pernas cruzadas. As pernas dela estavam abertas de novo na minha frente e a parte de baixo do biquíni marcava bastante a vulva, mas eu já não tava a fim nem de olhar pra isso.
– Alex, eu sei que você tá com vergonha pelo que aconteceu antes. Fica tranquilo, é algo bem comum.
– Não, sério Sandra, não é por isso – menti.
– Vai, primo, a gente se conhece.
Eu baixei o olhar e continuei quieto.
– Além disso – ela acrescentou de repente com um gesto malicioso no rosto de menina direitinha – a vergonha é compreensível, mas ficar deprimido não faz o menor sentido, te garanto.
Aí eu comecei a ficar mais nervoso.
– O que você quer dizer? – perguntei, intrigado.
– Bom… digamos que… você tem uma bela pica, priminho.
Eu fiquei alucinado. Aquilo era novidade pra mim. Até agora, entre minha prima e eu, tinha havido uma espécie de jogo erótico de baixa intensidade, um erotismo que se limitava ao gestual. Mas pela primeira vez, ela estava falando abertamente sobre meu pau. E não só isso, estava elogiando meu pau. A gostosa da minha prima estava fazendo um comentário sexual ousadamente positivo para mim.
- Você tá falando sério? – perguntei com voz de bobo, ainda não acreditando.
- Claro que sim, bom, veja bem, eu não vi muitos paus, só o do Carlos e outro – ela calou um momento e soltou um meio sorriso muito safado – Bom… e agora o seu, claro.
- Entendo…
- E te prometo que o seu é o maior. Na verdade, me surpreendeu o quanto você cresceu e amadureceu, Alex. Você já é um homem feito.
Ela dizia com uma voz que não conseguia esconder um tom de excitação. Ela estava gostando de falar sobre isso, falar sobre meu pau. Deliciar-se com como meu corpo havia mudado. Ela estava curtindo.
- Tenho certeza… – acrescentou com uma voz quase sussurrada que me deu a ereção mais intensa do dia todo – …que um dia você vai fazer uma mulher muito feliz com esse seu pau, priminho.
Deus, quase morri de êxtase. Quando parecia que tinha perdido tudo, agora a Sandra me fazia esse comentário. Quase terminei agradecendo por ter passado por aquele momento ruim. Parecia que a voz dela transbordava uma sinceridade imensa ao me dizer essas palavras.
- Ehh… Muito obrigado, Sandra – foi tudo que consegui dizer.
- De nada – ela sorriu para mim e piscou o olho de maneira maliciosa, tirou a língua e umedeceu os lábios grossos antes de mudar abruptamente de assunto – Vamos pegar as coisas do Carlos, vamos, assim a gente economiza tempo, esse sempre demora uma eternidade.
Voltamos praticamente em silêncio. Estávamos cansados e, além disso, eu ficava remoendo tudo o que havia acontecido. Dentro de mim havia uma sensação agridoce e não sabia muito bem como classificar aquele dia, além de estranho. Jantamos com meus pais e, como estava determinado, fomos cada um para os quartos que nos cabiam por ordem expressa da minha mãe.
Uma vez ali, no escuro, percebi que Carlos estava tendo muito mais dificuldade para pegar no sono do que na noite anterior. De repente, ele começou a falar comigo. Fiquei bem surpreso, porque ele não costumava puxar papo quando estávamos a sós — não sei se por vergonha ou nojo de mim. Mas ele falou, e num tom bem descontraído:
— O dia foi bom, né? — ele perguntou.
Decidi entrar na dele até que ele desse sono.
— Sim, foi bom.
— Comeu até não poder mais, hein?
— Como assim?
— O que você acha, que eu não percebo?
Um calafrio percorreu minhas costas. Parece que Carlos não era tão burro e egocêntrico quanto parecia, e aparentemente reparava em mais coisas do que eu imaginava.
— Ei! Eu entendo, viu — ele disse, num tom conciliador — é que sua prima é uma gostosa.
Eu fiquei quieto, e ele continuou falando.
— Vindo de você, não vou ficar bravo, sabe? Com outro eu teria partido a cara — ele fez uma breve pausa — Mas, pô, você é primo dela, então já sei como é, relaxa.
Continuei calado.
— Já comeu alguém, Alex?
— Ehh… — não estava a fim de mentir, e além do mais, era óbvio — Não.
— Se importa se a gente falar de coisas de homem? Tá desconfortável?
— Não, não me importo.
— Perfeito. Olha, Alex, também não precisa ter pressa pra molhar o biscoito — ele suspirou e continuou com o discurso — Sabe? Eu já comi várias minas, mas muitas vezes não é o que você espera. Muitas não têm a menor ideia de como chupar, outras fazem você ir mais devagar, outras você tem que correr atrás… Uma merda.
Permaneci impassível.
— Mas quando conheci sua prima, cara… que rabo é aquele — ele suspirou mais forte que antes — sério, aqueles peitos e aquele bumbum não são desse mundo, juro. E vendo a mãe… Caralho! Tem futuro, tem futuro.
Apesar de eu pensar exatamente a mesma coisa, não deixava de achar nojento como aquele filho da puta falava das mulheres da minha família daquele jeito. Eu não disse nada porque, além de não ter coragem, meu lado sombrio queria descobrir mais sobre essa faceta da minha prima que o Carlos estava me revelando.
-A primeira vez doeu um pouco, mas agora você tinha que ver. Ela não cansa de cavalgar. Sabe o que é isso? Deve ter visto em algum filme, imagino. Ela adora ser enfiada como uma puta e puxada pelo cabelo ao mesmo tempo. E no cu... Deus, se você soubesse o quão tarada ela pode ser...
Cheguei no meu limite.
-Já chega, Carlos - cortei com voz séria.
Era uma sensação estranha pra caralho. Eu estava de pau duro mas indignado. Queria que ele calasse a boca de uma vez. Queria conhecer esse lado sexual da minha prima, mas não pelas mãos daquele babaca, e muito menos queria saber como ele comia ela. Aquela confissão tinha caído como uma mordida nos meus ovos.
O cara pareceu se surpreender com minha mudança de atitude, mas depois disse "Desculpa se te incomodei, já te considero um colega e com os colegas não me importo de contar essas coisas" e não falou mais nada.
Eu voltei a passar uma noite horrível. Demorei um montão pra pegar no sono. Todas aquelas palavras me marcaram de tal forma que, todo o tempo em que o Carlos ficou na casa, tentei não coincidir mais com os dois. Investi meu tempo em tudo mais: amigos, esporte, punhetas... mas de ficar com eles, nem um minuto.
Porém, logo a semana passaria e chegaria a manhã em que o Carlos teria que nos deixar. E a partir daí, tudo mudaria.CONTINUA
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