Esclarecimento: Todos os personagens envolvidos em atos sexuais são maiores de idade. Quanto aos demais, as informações são reservadas.
Pode conter linguagem ofensiva e situações milf (além das sexuais).
Capítulo anterior:http://www.poringa.net/posts/relatos/2796608/La-semilla-inutil---Capitulo-9-Oh-linda.htmlOlinda e eu procurávamos momentos pra ensaiar quase todo dia, além de ela me fazer um boquete, a gente tinha uma apresentação em breve. Sentia que tava conseguindo uma certa estabilidade, mas às vezes eu pensava comigo mesmo que ela só tava brincando.
Uma vez tentei pegar nos peitos dela, mas ela me empurrou. Parecia brava.
- Nada de botar a mão em mim, hein?
Será que com a Olinda também não tinha futuro?
Um dia falei da Lakshmi, pra ver se ela ficava com ciúme ou algo assim, mas ela agiu como se nada fosse. Levou na maior esportiva e riu quando contei da vez que tentei meter em Troia.
Todo dia eu falava com a Beatriz pelo whatsapp. Ela me contava que tava trabalhando como colunista num jornal local (nem pense em comprar, ha!) e nas horas vagas escrevia poemas.
Não sentia falta dela. Escrever pra ela me deixava bem próximo. Mas naquele momento eu só tinha olhos (e pinto) pra Olinda.
A gente tinha terminado de praticar e as mãozinhas safadas dela procuravam meu pau pra começar nosso ritual mágico, aquele onde ela comungava com minha essência, quando ouvimos alguém bater na porta.
- Deixa - ela falou, ao me ver indo em direção à porta -, eu atendo.
Ela entreabriu a porta e espiou quem era, do jeito dela.
- Quem é você?
- Eu, é. O Julián tá?
Puta que pariu, era a voz da Lakshmi.
- Quem caralhos tá procurando ele?
- Sou a Lakshmi e...
- Tamo ensaiando, não enche o saco, porra - e bateu a porta.
A gente riu junto. Já tava acostumado com o jeito dela e sabia que na maioria das vezes a raiva era fingida.
- Acho que é a mesma que ligou outro dia. Uma pirralha chata.
- Ela vai voltar.
- Tô nem aí - ela disse -. Onde a gente tava?
Ela se ajoelhou na minha frente pra dar vazão aos nossos instintos mais básicos quando eu parei ela e falei:
- Hoje é minha vez.
Ela quis reclamar, mas pedi pra não fazer isso.
- Por que eu deixaria você fazer? Porque podia ser prazeroso pros dois, talvez mais do que o normal — ela não parecia muito convencida, então me arrisquei um pouco mais —: se você não gostar, faço o que pedir.
Olinda semicerró os olhos, muito séria. Sem perder a expressão, baixou a calça e a calcinha até o tornozelo esquerdo: a outra perna tirou completamente, sentou numa pasta e abriu as pernas.
Naquele momento lembrei como um raio, da famosa lenda urbana que ouvi, acho que quando era criança. Não lembro quem disse, mas é um dogma: se a mina é alta e magra, a buceta dela é mais funda e, por isso, é mais difícil satisfazer ela. «Foda-se o mito», pensei.
Me ajoelhei na frente dela, ansioso pra começar o trabalho. Fiz com a língua uma deliciosa exploração da buceta dela: Olinda depilava e isso me deixou a mil. Mesmo estando no mesmo lugar onde comi pela segunda vez a Coroa, não lembrei dela nem um pouco.
Marquei com saliva a rachinha delicada dela várias vezes. Olinda se inclinou um pouco pra segurar minha cabeça com as duas mãos, como se quisesse guiar meu compasso.
— Ufff — gemeu a amazona gostosa —, tá uma delícia, puta que pariu. Não, não... o que cê tá fazendo? Ufff...
Olinda tava lubrificando, eu bebia dos sucos dela, achei que tava bebendo a alma dela.
— Ahhhh, desgraçado. Isso tá uma delícia. Cê tá me matando — ofegava, enquanto puxava meu cabelo —. Cê é foda, sinto que cê tá me possuindo. Continua, continua, não para...
Chupei o clitóris dela, mas não senti diferença nenhuma. O que sim, meti um pouco a língua entre os lábios menores e fiz ela gozar.
Enquanto fazia tudo isso, fui deslizando minha calça pra baixo. Quando ela tava terminando, já tava com o pau pra fora, duro. Me afastei um pouco dela e levantei quase na hora. Me aproximei e fiquei entre as pernas dela.
Olinda me abraçou forte, cravando as unhas nas minhas costas. Meu pau encostou entre os lábios dela, empurrei um pouco e comecei a me alojar na interior...
- Nnnn..., não - bem quando já estava quase completamente dentro dela e sentia a umidade e o calor, as mãos dela se apoiaram nos meus ombros e me empurraram pra trás com força -: Não!
Caí de costas, raspando meu cotovelo direito no tapete rústico na hora de me jogar no chão. Isso bastou pra minha ereção sumir como num passe de mágica.
- Não faz isso - ela disse, irritada -, você não é meu namorado pra meter.
Me desculpei com ela, mas já tinha estragado tudo (em sentido figurado). Comecei a falar algo, mas ela decidiu por nós dois que a gente ia conversar sobre qualquer outra coisa, menos o que tinha acabado de rolar.
Continuamos nos vendo e praticando como sempre. Aos poucos, os boquetes voltaram. A sopinha também voltou, e aos poucos ela foi virando amante dela...
Era nosso último ensaio, tínhamos passe livre pra ensaiar até a noite. O ensaio durou muito pouco, nosso desejo muito mais. Como todo bom almoço, primeiro veio a sopa.
Olinda curtia muito. Dessa vez ela tinha conseguido uma vitória: eu a tinha nua, eu estava meio vestido, só de cueca.
Parecia que ela tava disposta a arriscar porque, igual da outra vez, me despi completamente enquanto lambia a buceta dela. Olinda estava prestes a gozar e eu me levantei de novo, na frente dela.
Apoiei minhas mãos nos joelhos dela, sem me aproximar. Ela estava com a respiração pesada por causa da minha exploração minuciosa com a boca na boceta dela. Ela me olhou, olhou pro meu pau. Vi que ela ia soltar o "não" e me adiantei:
- Oli - falei, colocando meus dedos nos lábios dela -, entendo que da última vez você não esperava, por isso prefiro perguntar. Posso ir pra dentro? Você me dá essa chance?
Olinda ficou em silêncio por um instante que pareceu uma eternidade. Depois disse algo que me jogou pra um dos meus momentos mais fodas:
- Tá bom, mas devagar. E promete que, se eu mandar algo, você vai fazer sem hesitar e sem reclamar.
Assenti com a cabeça. Ela me puxou pra perto, nos envolvemos num Abraço intenso, meu pau entrava na buceta molhada dela centímetro por centímetro. Ela afastou o rosto um pouco do meu, tinha as bochechas vermelhas, entreabriu a boca na minha frente, juntamos nossos lábios e senti a língua dela entrando na minha boca enquanto meu pau se alojava por completo na buceta dela.
Ela segurou um gemido, cravou as unhas nas minhas costas e a buceta dela ficava mais e mais molhada. O som dos nossos sexos se encaixando aumentava com a umidade até virar um barulho ritmado e definido: «choclop, choclop, choclop...»
— Devagar, não se apressa — sussurrou Olinda —, é, assim tá melhor. Gosto muito assim.
«Choclop, choclop, choclop...», eu me sentia muito bem dentro dela. A lenda morria.
— Um pouco mais rápido, mas não muito — gemeu —, ai, ufff...
«Choclop, choclop, choclop...», minha gozada não tava longe.
— Tô sentindo o orgasmo, acho — ofegou a amazona —, tá vindo, tá vindo...
Ela se agarrou com força em mim. Senti um puxão na altura dos rins, gozei. Mas dessa vez foi diferente: gozei tudo, absolutamente tudo. Foi como se o esperma saísse dos meus próprios ossos (não é erro de digitação, esclareço).
Foram quatro jatos intensos que escorreram nas entranhas femininas dela. Meu pau foi amolecendo, mas Olinda não queria me deixar ir.
— Fica dentro — sussurrou —. Ainda não tira de dentro de mim. Isso me faz muito bem.
Senti meu pau perdendo a rigidez, exausto. Já sem dureza nenhuma, escorregou pra fora da intimidade da Olinda, deixando um rastro de fluidos vaginais e esperma.
A gente caminhava por uma das ruas paralelas à avenida Wilson. Se alguém tivesse me dito que a Oli podia ser quieta, eu não teria acreditado, mas tava acontecendo. Íamos lado a lado, mas sem nos tocar.
Eu sou meio introvertido e andar com alguém que não fala é muito desconfortável pra mim.
— É a primeira vez que gozam dentro de mim — disse Olinda finalmente, como se estivesse perdida nos próprios pensamentos. pensamentos. Depois me olhou — e não vai pensar que eu fiz isso muitas vezes, hein? Só com namorados, e não tive mais que três.
O que ela disse me enterneceu: soava tão inocente, tão pura.
Disse a ela que, tendo feito antes, dificilmente era a primeira vez.
— Não, otário. Já fiz antes, mas nunca sem camisinha. Claro, já transei no pelo, mas nunca tinham gozado dentro de mim antes.
Ela me contou que, dos três namorados, só tinha transado com dois. Com o primeiro perdeu a virgindade («um verdadeiro trauma, Juli. Ele me perverteu. Me fez chupar o pau dele até ele gozar. Depois disso a gente trepou») e com o terceiro aprendeu a fazer boquete como uma campeã («no final do relacionamento, eu tava de saco cheio de ter ele em cima de mim toda hora e preferia fazer ele gozar na boca... não ri, Julián!»).
— E o que aconteceu com o segundo? — perguntei.
— Nada, era bem sem jeito. — Depois completou —: Ei, aquele cara com quem a menina de cara de idiota te traiu...
Olhei pra ela estranho. Não era algo que me importasse, já fazia quase seis meses daquilo.
— Chama Adam. A mãe dele trabalha na universidade. É professora de pintura.
Adam era um cara que ano passado andava comigo e meus amigos pra jogar totó. Quase nem lembrava o nome dele.
— Não te lembra dele? É um babaca. Em setembro do ano passado a gente se encontrou numa festa. Dancei com ele uma vez, ele ficou bêbado e se declarou pra mim naquela mesma noite.
Perguntei qual foi a reação dela.
— Mandei ele pra merda. É um idiota sem noção, Juli.
Continua...
Mais um capítulo, uma vitória para Julián.
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O próximo capítulo vai se chamar "Prêmio de uma noite de show"... a gente se lê domingo que vem.
Pode conter linguagem ofensiva e situações milf (além das sexuais).
Capítulo anterior:http://www.poringa.net/posts/relatos/2796608/La-semilla-inutil---Capitulo-9-Oh-linda.htmlOlinda e eu procurávamos momentos pra ensaiar quase todo dia, além de ela me fazer um boquete, a gente tinha uma apresentação em breve. Sentia que tava conseguindo uma certa estabilidade, mas às vezes eu pensava comigo mesmo que ela só tava brincando.
Uma vez tentei pegar nos peitos dela, mas ela me empurrou. Parecia brava.
- Nada de botar a mão em mim, hein?
Será que com a Olinda também não tinha futuro?
Um dia falei da Lakshmi, pra ver se ela ficava com ciúme ou algo assim, mas ela agiu como se nada fosse. Levou na maior esportiva e riu quando contei da vez que tentei meter em Troia.
Todo dia eu falava com a Beatriz pelo whatsapp. Ela me contava que tava trabalhando como colunista num jornal local (nem pense em comprar, ha!) e nas horas vagas escrevia poemas.
Não sentia falta dela. Escrever pra ela me deixava bem próximo. Mas naquele momento eu só tinha olhos (e pinto) pra Olinda.
A gente tinha terminado de praticar e as mãozinhas safadas dela procuravam meu pau pra começar nosso ritual mágico, aquele onde ela comungava com minha essência, quando ouvimos alguém bater na porta.
- Deixa - ela falou, ao me ver indo em direção à porta -, eu atendo.
Ela entreabriu a porta e espiou quem era, do jeito dela.
- Quem é você?
- Eu, é. O Julián tá?
Puta que pariu, era a voz da Lakshmi.
- Quem caralhos tá procurando ele?
- Sou a Lakshmi e...
- Tamo ensaiando, não enche o saco, porra - e bateu a porta.
A gente riu junto. Já tava acostumado com o jeito dela e sabia que na maioria das vezes a raiva era fingida.
- Acho que é a mesma que ligou outro dia. Uma pirralha chata.
- Ela vai voltar.
- Tô nem aí - ela disse -. Onde a gente tava?
Ela se ajoelhou na minha frente pra dar vazão aos nossos instintos mais básicos quando eu parei ela e falei:
- Hoje é minha vez.
Ela quis reclamar, mas pedi pra não fazer isso.
- Por que eu deixaria você fazer? Porque podia ser prazeroso pros dois, talvez mais do que o normal — ela não parecia muito convencida, então me arrisquei um pouco mais —: se você não gostar, faço o que pedir.
Olinda semicerró os olhos, muito séria. Sem perder a expressão, baixou a calça e a calcinha até o tornozelo esquerdo: a outra perna tirou completamente, sentou numa pasta e abriu as pernas.
Naquele momento lembrei como um raio, da famosa lenda urbana que ouvi, acho que quando era criança. Não lembro quem disse, mas é um dogma: se a mina é alta e magra, a buceta dela é mais funda e, por isso, é mais difícil satisfazer ela. «Foda-se o mito», pensei.
Me ajoelhei na frente dela, ansioso pra começar o trabalho. Fiz com a língua uma deliciosa exploração da buceta dela: Olinda depilava e isso me deixou a mil. Mesmo estando no mesmo lugar onde comi pela segunda vez a Coroa, não lembrei dela nem um pouco.
Marquei com saliva a rachinha delicada dela várias vezes. Olinda se inclinou um pouco pra segurar minha cabeça com as duas mãos, como se quisesse guiar meu compasso.
— Ufff — gemeu a amazona gostosa —, tá uma delícia, puta que pariu. Não, não... o que cê tá fazendo? Ufff...
Olinda tava lubrificando, eu bebia dos sucos dela, achei que tava bebendo a alma dela.
— Ahhhh, desgraçado. Isso tá uma delícia. Cê tá me matando — ofegava, enquanto puxava meu cabelo —. Cê é foda, sinto que cê tá me possuindo. Continua, continua, não para...
Chupei o clitóris dela, mas não senti diferença nenhuma. O que sim, meti um pouco a língua entre os lábios menores e fiz ela gozar.
Enquanto fazia tudo isso, fui deslizando minha calça pra baixo. Quando ela tava terminando, já tava com o pau pra fora, duro. Me afastei um pouco dela e levantei quase na hora. Me aproximei e fiquei entre as pernas dela.
Olinda me abraçou forte, cravando as unhas nas minhas costas. Meu pau encostou entre os lábios dela, empurrei um pouco e comecei a me alojar na interior...
- Nnnn..., não - bem quando já estava quase completamente dentro dela e sentia a umidade e o calor, as mãos dela se apoiaram nos meus ombros e me empurraram pra trás com força -: Não!
Caí de costas, raspando meu cotovelo direito no tapete rústico na hora de me jogar no chão. Isso bastou pra minha ereção sumir como num passe de mágica.
- Não faz isso - ela disse, irritada -, você não é meu namorado pra meter.
Me desculpei com ela, mas já tinha estragado tudo (em sentido figurado). Comecei a falar algo, mas ela decidiu por nós dois que a gente ia conversar sobre qualquer outra coisa, menos o que tinha acabado de rolar.
Continuamos nos vendo e praticando como sempre. Aos poucos, os boquetes voltaram. A sopinha também voltou, e aos poucos ela foi virando amante dela...
Era nosso último ensaio, tínhamos passe livre pra ensaiar até a noite. O ensaio durou muito pouco, nosso desejo muito mais. Como todo bom almoço, primeiro veio a sopa.
Olinda curtia muito. Dessa vez ela tinha conseguido uma vitória: eu a tinha nua, eu estava meio vestido, só de cueca.
Parecia que ela tava disposta a arriscar porque, igual da outra vez, me despi completamente enquanto lambia a buceta dela. Olinda estava prestes a gozar e eu me levantei de novo, na frente dela.
Apoiei minhas mãos nos joelhos dela, sem me aproximar. Ela estava com a respiração pesada por causa da minha exploração minuciosa com a boca na boceta dela. Ela me olhou, olhou pro meu pau. Vi que ela ia soltar o "não" e me adiantei:
- Oli - falei, colocando meus dedos nos lábios dela -, entendo que da última vez você não esperava, por isso prefiro perguntar. Posso ir pra dentro? Você me dá essa chance?
Olinda ficou em silêncio por um instante que pareceu uma eternidade. Depois disse algo que me jogou pra um dos meus momentos mais fodas:
- Tá bom, mas devagar. E promete que, se eu mandar algo, você vai fazer sem hesitar e sem reclamar.
Assenti com a cabeça. Ela me puxou pra perto, nos envolvemos num Abraço intenso, meu pau entrava na buceta molhada dela centímetro por centímetro. Ela afastou o rosto um pouco do meu, tinha as bochechas vermelhas, entreabriu a boca na minha frente, juntamos nossos lábios e senti a língua dela entrando na minha boca enquanto meu pau se alojava por completo na buceta dela.
Ela segurou um gemido, cravou as unhas nas minhas costas e a buceta dela ficava mais e mais molhada. O som dos nossos sexos se encaixando aumentava com a umidade até virar um barulho ritmado e definido: «choclop, choclop, choclop...»
— Devagar, não se apressa — sussurrou Olinda —, é, assim tá melhor. Gosto muito assim.
«Choclop, choclop, choclop...», eu me sentia muito bem dentro dela. A lenda morria.
— Um pouco mais rápido, mas não muito — gemeu —, ai, ufff...
«Choclop, choclop, choclop...», minha gozada não tava longe.
— Tô sentindo o orgasmo, acho — ofegou a amazona —, tá vindo, tá vindo...
Ela se agarrou com força em mim. Senti um puxão na altura dos rins, gozei. Mas dessa vez foi diferente: gozei tudo, absolutamente tudo. Foi como se o esperma saísse dos meus próprios ossos (não é erro de digitação, esclareço).
Foram quatro jatos intensos que escorreram nas entranhas femininas dela. Meu pau foi amolecendo, mas Olinda não queria me deixar ir.
— Fica dentro — sussurrou —. Ainda não tira de dentro de mim. Isso me faz muito bem.
Senti meu pau perdendo a rigidez, exausto. Já sem dureza nenhuma, escorregou pra fora da intimidade da Olinda, deixando um rastro de fluidos vaginais e esperma.
A gente caminhava por uma das ruas paralelas à avenida Wilson. Se alguém tivesse me dito que a Oli podia ser quieta, eu não teria acreditado, mas tava acontecendo. Íamos lado a lado, mas sem nos tocar.
Eu sou meio introvertido e andar com alguém que não fala é muito desconfortável pra mim.
— É a primeira vez que gozam dentro de mim — disse Olinda finalmente, como se estivesse perdida nos próprios pensamentos. pensamentos. Depois me olhou — e não vai pensar que eu fiz isso muitas vezes, hein? Só com namorados, e não tive mais que três.
O que ela disse me enterneceu: soava tão inocente, tão pura.
Disse a ela que, tendo feito antes, dificilmente era a primeira vez.
— Não, otário. Já fiz antes, mas nunca sem camisinha. Claro, já transei no pelo, mas nunca tinham gozado dentro de mim antes.
Ela me contou que, dos três namorados, só tinha transado com dois. Com o primeiro perdeu a virgindade («um verdadeiro trauma, Juli. Ele me perverteu. Me fez chupar o pau dele até ele gozar. Depois disso a gente trepou») e com o terceiro aprendeu a fazer boquete como uma campeã («no final do relacionamento, eu tava de saco cheio de ter ele em cima de mim toda hora e preferia fazer ele gozar na boca... não ri, Julián!»).
— E o que aconteceu com o segundo? — perguntei.
— Nada, era bem sem jeito. — Depois completou —: Ei, aquele cara com quem a menina de cara de idiota te traiu...
Olhei pra ela estranho. Não era algo que me importasse, já fazia quase seis meses daquilo.
— Chama Adam. A mãe dele trabalha na universidade. É professora de pintura.
Adam era um cara que ano passado andava comigo e meus amigos pra jogar totó. Quase nem lembrava o nome dele.
— Não te lembra dele? É um babaca. Em setembro do ano passado a gente se encontrou numa festa. Dancei com ele uma vez, ele ficou bêbado e se declarou pra mim naquela mesma noite.
Perguntei qual foi a reação dela.
— Mandei ele pra merda. É um idiota sem noção, Juli.
Continua...
Mais um capítulo, uma vitória para Julián.
Se você gostou do capítulo, comenta e compartilha.
O próximo capítulo vai se chamar "Prêmio de uma noite de show"... a gente se lê domingo que vem.
2 comentários - A semente inútil - Cap. 10: Choclop!