Aproveitaram a ausência do olhar controlador da diretora. Ela tinha deixado tudo arrumado, mas os corpos de Marissa e German deram um jeito de derrubar os relatórios, amassar os projetos dos próximos anos e as cartas de pedidos. O terremoto dos desejos deles desfazia, investida por investida, gemido por gemido, a ordem a que normalmente eram submetidos no escritório. As mãos largavam os teclados para pousar na pele dos amantes, a segurança das roupas sóbrias era desafiada pela necessidade urgente de se despirem mutuamente, se lamberem, se beijarem e, finalmente, se acabarem, se derramarem, morrerem entre sorrisos cúmplices. Já teria tempo de continuar fingindo subordinação.
3 comentários - Colegas Gostosas do Trabalho