Caros,
Esta é outra versão, reescrita e ampliada, de um conto que mandei há bastante tempo. Se vocês se interessarem, dá pra continuar. Espero que gostem.
Isso é outro preço
I
Acabei de fazer trinta e sete anos, os convidados já foram embora. Dizem que a gente, com uma certa idade, começa a fazer um balanço da vida. Talvez porque já não sou mais uma garotinha, acho que esse é o momento certo ou, pelo menos, tão certo quanto qualquer outro. Espero que quem ler essas notas se sinta interessado por elas.
Não tive chance de estudar, não consegui completar estudos formais, digamos; mas não sou, no entanto, uma mulher ignorante. Como compensação, se é que isso compensa, conheci a vida desde muito cedo. Aos treze anos, meus pais, dizendo que precisavam de dinheiro, me mandaram trabalhar com moradia, numa casa bem longe do meu bairro. Essa gente, apesar do que possam imaginar, me tratou com decência e carinho. Talvez porque eu era tão novinha… talvez porque, apesar da idade, era uma trabalhadora séria e responsável. Meu objetivo ao contar uma experiência tão precoce da minha vida é que não sofri, trabalhando naquela casa, experiências traumáticas ou que justifiquem o que aconteceu depois. Comecei a sair com garotos desde os catorze e já nessa idade tive minha primeira experiência. Não foi grande coisa, mas também não foi um horror. Achava que as coisas melhorariam com o tempo e foi o que aconteceu.
Tive vários parceiros, mas não me casei nem tive filhos. Como também, por causa da crise econômica, não tive chance de comprar uma casa ou sequer alugar, morava na casa dos meus pais. Devo dizer que, apesar da idade, continuo sendo "uma gostosa de se ver", como diria minha avó. Apesar de o dinheiro nunca ter sobrado, tentei cuidar da minha aparência: gosto de roupa e de me maquiar como qualquer uma, com certeza mais do que muitas, e, com o passar dos anos, essa tendência natural do meu caráter não se moderou, mas sim o contrário. Sou, de fato, a típica morena gostosa. Vão pensar que sou uma aumentada, mas foi assim que os homens me rotularam. Aos quinze, não podia sair na rua sem que os caras me gritassem os cantadas mais sem-vergonhas. Desde "Mamãe, por uma hora contigo, vendo a moto!" até o que vocês imaginarem. Não sou alta, sou mais baixinha, mas os homens sempre me acharam muito gostosa. Tenho 1,55m, um rosto bem bonito, olhos grandes e escuros, lábios grossos, um peitão largo, quase 100 cm, e uma bundinha empinada e durinha que sempre foi meu maior orgulho. Talvez se eu não tivesse uma bunda tão boa, minha vida tivesse sido mais simples, talvez... Mas não vamos adiantar detalhes que podem ser importantes dependendo do interesse que essa história despertar, e vamos parte por parte, desfiando as coisas.
No momento em que essa história começa, eu tinha um emprego fixo, mas muito mal pago. Num sábado à tarde, já bem amargurada, o salário tava cada vez mais curto, eu tava tomando chimarrão na casa da minha amiga Sofia.
— Muda essa cara. Hoje à noite a gente vai dançar e pronto, foda-se as tristezas.
— Tá louca — respondi —. Te conto que tenho que pedir um adiantamento pra pagar as contas e você vem com essa de sair.
— Naquela balada que te falei, todo mundo me conhece, vão deixar a gente entrar sem problema. Além disso, o barman tá apaixonado por mim e com certeza vamos conseguir filar uns drinques com champanhe incluído. Isso se eu não apressar ele... — completou.
— Não quero nem imaginar o que você ganha se apressar ele — respondi já de melhor humor.
— O que eu quiser! E o que eu não quiser também! — respondeu rindo alto —. Então, e aí?
— Tá bom.
— Dividimos o táxi e vamos. Dá pra pagar isso?
— Sim, claro.
— Ah, se veste bem putinha. Tem que convencer o segurança da entrada e você já sabe como eles são babões.
— Pode deixar, se conheço a categoria...
Coloquei uma camiseta branca de manga comprida bem justa no corpo, com um decote em U bem largo, calças sociais elásticas e umas sandálias de salto alto. Me maquiei normal, Digamos, exceto pelo batom vermelho paixão que destacava minha boquinha como se fosse um semáforo. "E bué, tudo por uma boa noite", pensei.
—Uau, gata, mais que vestida pra matar, você parece uma arma de destruição em massa —disse Sofia, admirada, assim que me viu.
—Exagerada… Ufa, faço o que você diz e ainda reclama.
—Tudo bem, era essa a ideia —respondeu sorrindo.
Depois que o segurança deixou a gente entrar sem problemas, não sem nos olhar de cima a baixo, fomos pro balcão. O barman cumprimentou a Sofia super efusivo, com beijo na boca incluso. "Ah, parece que já tem algo rolando", pensei. Quando minha amiga sugeriu que a gente tava sem grana, o barman, se achando, disse: "sem problema, bebê, eu pago a conta". Deduzi que eles não tinham saído muitas vezes ou ele era muito imprudente: Sofia é um poço sem fundo e bebe como ninguém. Depois das duas primeiras cervejas e de papear com o amigo da Sofia por um tempo — tinha que admitir que ele era um cara bonito e divertido —, minha amiga soltou o seguinte, com aquele brilho nos olhos que já anunciava encrenca (pra quem a conhecia como eu, claro).
—Bom, vamos dançar um pouco e depois voltamos. Se você sabe o que é bom pra você… Fica esperta.
Hora de esclarecer que, além da minha situação financeira, eu não ia sempre pros roles com minha amiga porque… porque… ela se esfregava demais em mim quando a gente dançava. Ainda mais quando bebia. Não que fosse me pegar ou que tivesse virado lésbica, mas ficava estranha. Quando dançávamos, ela gostava que eu ficasse bem perto, sentir meu cheiro, me tocar e, principalmente, sussurrar comentários bem sexuais no meu ouvido. Não que fosse me surpreender; ela fazia isso há anos e eu tolerava porque, pra ser sincera, ninguém foi tão bom pra mim: a amiga incondicional com letras maiúsculas. Sempre esteve do meu lado, na alegria e na tristeza, e isso não se esquece. Que ela me espionasse quando eu tomava banho na casa dela, que gostasse de me ver pelada, que me pedisse que eu sentasse no colo dele pra ele poder me apalpar… Não era grande coisa. Às vezes, no verão, depois de uns Fernet, ele me dizia que “queria me ver”, que eu era tão gostosa que adorava me ver pelada. Eu me virava como dava; às vezes conseguia mais, às vezes menos. Quando eu dormia com ela, ela me dava beijos nas costas e, isso sim, com delicadeza, sem violência nenhuma, enfiava a mão dentro da minha calcinha, me acariciava no clitóris e depois enfiava um dedo na minha buceta, mas só um pouquinho… Depois me olhava e chupava os dedos. Eu ficava com vergonha, mas não dava muita importância.
Dessa vez, a Sofia se apertou em mim como se fosse um cara, começou a falar um monte de sacanagem e, num instante, começou a acariciar minha raba.
— Sofia… — reclamei.
— Não fica assim, é um showzinho pro barman bonzinho. De algum jeito a gente tem que recompensar ele pelos drinques.
Depois de um tempo, já bem acalorada, falei que ia no banheiro.
— Vou com você.
— Não, vai lá com seu amigo e arruma uma cerveja.
— Beleza, mas podia tirar o sutiã, né?
— Sofia! Isso é branco, vai aparecer demais…
— Qual é, você já sabe como é. Tem que esquentar os caras pra eles ficarem generosos.
— Sei não… Não prometo nada.
Quando voltei do banheiro, depois de me refrescar um pouco, os dois estavam conversando com um cara. Não devia ter mais de vinte anos; loiro, um metro e oitenta, corpo bem trabalhado. O barman apresentou ele como o gerente do lugar. Estranhei ele ter um cargo desses sendo tão novo, mas depois descobri que era filho do dono. Aí entendi.
— Querem tomar um champanhe?
— Claro — respondi animada, falando pelas duas, mas, ao mesmo tempo, pensei alarmada. “Só me faltava um boy aloprado que curte coroas.”
O champanhe acabou rápido. O cara me despia com o olhar. Depois mordeu o lábio inferior.
— Quer dançar um pouco?
— Mas isso é reggaeton, não sei dançar… — murmurei, tentando parecer tímida.
— Eu te ensino, é superfácil. Vamos — ele disse. deixando o copo sobre o balcão—.
«Que mandão. Quem esse cara pensa que é? Só porque tem grana acha que vou fazer tudo que ele quer?».
—Tá bom.
Dizem que pra aprender tudo é questão de boa vontade e um professor competente. Aprendi rápido. Num instante, ele me vira e eu fico de costas pra ele, se movendo contra mim. Me pegou pela cintura e começou a me apertar bem forte. «Ele tá durasso e parece… parece muito, muito grande», pensei meio sem fôlego. As mãos dele, da cintura, começaram a subir pros meus peitos, os bicos começaram a endurecer, ainda mais porque ele começou a beijar meu pescoço, coisa que sempre me deixava louca. Depois os beijos viraram lambidas da base do pescoço até a orelha inclusive.
—Você é uma putinha —ele falou—. Gosta que os caras te apertam…
—Para, não fala assim comigo.
As mãos dele começaram a acariciar meus peitos cada vez mais forte e mais forte.
—Você me deixa louco, sabia? Te vi desde que entrou no rolê com sua amiga lésbica. Aqui todo mundo sabe que ela curte as gatinhas. A duas quadras daqui tem um hotel, vamos…
—Para, que todo mundo tá olhando. Acabei de te conhecer, além disso tenho idade pra ser sua mãe…
—Não tô nem aí, mamãe —a piada me fez rir—. Vou morrer se essa noite não te fuder.
—Isso é outro preço —falei sem pensar.
—Ah, então você faz programa?
—Sim. —menti pra ver se isso fazia ele hesitar um pouco.
—Beleza, quanto você quer?
—Cinco mil pela noite toda. Se quiser, vamos pra sua casa e fazemos tudo que você quiser, gostosa —respondi já bem excitada, mas esperando, achava eu, que o preço parecesse um absurdo e ele me deixasse em paz.
—Tá certo. Parece que o gasto vai valer a pena. Pega suas coisas que te espero aqui.
Peguei minhas coisas, fui no banheiro e fiz xixi. «O que eu falei! O que eu fiz! E agora como vou escapar? Não fiz essas coisas quando tinha vinte anos, como tantas da quebrada, e agora na velhice virou tudo».
Na saída do banheiro, encontro ele.
—O que houve? Faz meia hora que tô te esperando. Se arrependeu?
—Não, Vamos. Na sua casa?
—Não, num hotel.
«Claro, não vai meter uma puta no santo lar dele, pra não arrumar problema».
Entramos no hotel, não era ruim, e já no elevador ele me deu um beijo de língua que só terminou quando chegamos no andar que nos indicaram. Entramos no quarto. Eu não conseguia tirar os olhos da virilha dele. Ele percebeu e sorriu.
— Primeiro, me dá a grana.
— Tá bom, pra você ficar tranquila — contei o dinheiro e guardei na carteira —. Tá certo?
— Sim — murmurei de cabeça baixa.
— Vai pro banheiro e espera até eu te chamar. Não tira a roupa.
— Tá bom.
Quando ele me chamou, já tava pelado e na cama, debaixo dos lençóis.
— Agora, vira de costas pra mim e tira a roupa bem devagar…
Fiz como ele mandou e deixei por último a Booty-less que escolhi praquela noite.
— Agora?
— Agora vem e chupa.
Como eu imaginava, era enorme e, mesmo depois dos minutos que passaram, ainda bem dura. Não só era muito comprida, não sei se tinha ou não os lendários vinte e cinco centímetros, mas parecia, e principalmente era muito grossa. Primeiro lambi pra deixar bem molhada e depois meti na boca. Quase não cabia.
— Tá gostando, pai? — falei, ou entrando no personagem ou sentindo que, dependendo de como eu agisse, pra bem ou pra mal, a partir daquela noite minha vida ia mudar de vez.
— Sim, já tô durasso. Vem cá, no encosto da cama — fiz o que ele disse —. Senta de joelhos. Apoia as mãos na parede. Isso, perfeito — falou, enquanto se posicionava atrás de mim —. Agora abre um pouco as pernas e empina a bunda pra fora.
— Não vai me tocar antes? — perguntei reclamando.
— Vou.
Ele chegou mais perto. Enfiou dois dedos na boca até deixar bem molhados. Começou a percorrer minha buceta com eles. Chegou no clitóris e massageou com força crescente. Minha respiração ficava cada vez mais ofegante. Comecei a gemer. Sem nem olhar pra ele, coloquei a língua pra fora.
— Tá gostando, puta? — ele disse —. Cê é recalentona e isso me excita.
—Sim, me come logo, papai. Arrebenta minha buceta com essa coisa enorme que você tem.
Ele me pegou pelos quadris e meteu sem cerimônia, até o fundo. Dei um susto pela dor e violência da atitude dele. Inexperiente não parecia: devia gostar assim, meio na brutalidade. «Deve ser assim com as gatas. Com a namoradinha dele, com certeza é todo doce e faz tudo que ela quiser». Depois, sem precisar fingir de jeito nenhum, comecei a ofegar. Meus gritos viraram uivos de puta no cio e acabei como uma louca ou como o que ele dizia que eu era.
Não parecia drogado nem nada do tipo, mas aquela noite durou até de madrugada, transamos mais três vezes. Nos beijamos com desespero; num momento, mordi o lábio inferior dele como se quisesse arrancá-lo. Ele chupou meus peitos até eu ficar com os mamilos irritados e fizemos o 69 mais glorioso de que me lembro. Tudo que fiz e ele fez foi acompanhado por frases cada vez mais obscenas sobre o quão puta eu era; frases que, em vez de me irritar ou me desencorajar, como seria normal, aumentavam minha excitação.
Na última vez, conseguimos, com muito esforço, um bom lubrificante e muito sofrimento (um suplício indescritível só compensado pela tesão), que ele metesse por trás. Não entrou o membro inteiro, claro, mas entrou bastante, pelo menos tudo que eu consegui aguentar. Anotei mentalmente que, se continuasse me encontrando com esse cara, precisava arrumar algum remédio que facilitasse a dilatação anal.
—Quero que a gente continue se vendo. Me passa seu celular? Não vou te encher todo dia, mas nos fins de semana…
—Tá bom.
II
Quando voltei pra casa, mesmo sendo muito tarde, não conseguia dormir. Apesar de ter tomado banho no hotel antes de ir embora, tomei um banho de imersão pra relaxar e descansar um pouco. «Me prostituí e, pior, adorei», pensei, e já de volta na cama, olhava pra minha buceta sem acreditar que uma coisa daquelas membro tivesse entrado nela. Ainda tava doendo minha bunda, mas isso era o de menos; o problema era o quanto eu tava excitada. Me masturbei até o sono me vencer.
O dinheiro que eu tinha conseguido era uma quantia importante, mas não suficiente. Dava pra pagar algumas dívidas — naquela época eu devia vela pra todo santo — e não ia sobrar quase nada. Outra dificuldade era como justificar pra família e conhecidos esse aumento absurdo na minha renda.
Dois dias depois, ele me ligou.
— Queria que a gente se visse na quarta, se você puder. Gostaria de experimentar — ele enfatizou bem essa palavra — algumas situações com você.
— Quais? — falei, sabendo que a resposta não ia me agradar muito.
— A primeira é a gente transar enquanto assiste um filme erótico estrelado por você e sua amiga.
— Cê tá louco? Eu não sou... — respondi sem muita convicção —. Com quem? Mas...
— Com sua amiga Sofia.
— Cê tá doido. Se fosse uma desconhecida... mas também não... Sofia nem sabe que a gente tá saindo.
— Isso é o que você pensa. Júlio, o barman, perguntou pra ela se tinha uma amiga interessante pra sairmos os quatro. Ela disse que sim e por isso te levou.
«Sofia me entregou, não pode ser», pensei furiosa.
» Não leva a mal. Ela não falou que você era puta nem nada do tipo, só que era gostosa, tava sozinha e que a gente podia tomar um drink pra se conhecer, só isso. Ela não te jogou na fogueira nem nada.
— Não sei que desculpa vou inventar.
— Você sabe, mas até pode te ajudar a justificar de onde veio a grana que você conseguiu no sábado.
— Explica.
— Fala pra ela que te recomendaram uma agência. Lá te ofereceram fazer nus por um bom preço e você aceitou. Pelo que o Júlio me disse, ela é fotógrafa amadora, né?
— Sim — falei, sabendo que tinha chegado num beco sem saída.
— Então, conta essa história pra ela e pede pra ela tirar as fotos. Fala que pensou nela pela confiança que tem.
— E você quer que eu, depois das fotos... me Entregue pra ela e que tenha uma filmagem.
—Finalmente você entendeu.
—E… se ela não me pagar adiantado? —falei quase soluçando.
—Provoca ela. Você anima até um defunto. Além disso, quando estavam dançando, parecia que ia te estuprar na pista.
—E se eu recusar?
—Se recusar, tchau. Tem um monte de gostosa querendo se divertir por um bom preço.
—Tá bom —já tinha me resignado—. Vou fazer do seu jeito. A história das fotos parece convincente.
***
Liguei pra Sofia e contei a historinha que o cara tinha sugerido. Ela achou meio estranho, talvez desconfiou de algo, mas no fim aceitou. Fui na mesma tarde.
—Quem te falou da agência?
—O cara que a gente conheceu na balada.
—Devia ter me dito que tava tão mal. Eu também tô dura, mas duas cabeças pensam melhor que uma.
—É, mas já foi.
—Como assim e quantas?
—Dez fotos e um vídeo fazendo um show erótico ou algo assim.
—Ah.
—Ele falou umas de lingerie… e depois pelada e bem provocante, tipo puta, ele frisou.
—Nossa, isso é fácil pra você —e minha amiga acompanhou a piada com uma gargalhada pra aliviar a tensão do momento.
—Sofia! —falei pra continuar a brincadeira—. E é, você tem razão. Vou no banheiro retocar a maquiagem e a gente começa.
—Antes, uma pergunta, pode ser?
—A que quiser —falei enquanto temia o pior.
—Você foi com o cara.
—Sim.
—Pra um motel? —Sofia começou a sorrir de um jeito que não gostei nada.
—Sim.
—Ele te pagou?
—Sofia! —gritei tentando parecer chocada—. Você me conhece, eu não sou nenhuma… Acontece que tava há um tempão sem…
—Não se irrita, foi mal. É que você nunca foi de pegar qualquer um. Achei estranho, só isso. Você não curte caras ou, pelo menos, nunca curtiu. Pronto, vai lá que a gente não tem o dia todo.
Voltei vestida só com sandálias de salto alto, uma calcinha Booty-less e um sutiã branco.
—Nossa, deslumbrante —e assobiou pra mostrar admiração—. Vai andando até aquela parede, rebolando. Vamos tirar Algumas e depois a gente vê o que dá pra salvar. Você me disse que a parada não é muito refinada, né?
—É… se não é um book pra site pornô, dá pro gasto. Não é pra Playboy, exatamente.
—Entendi. Olha pra janela, bota a bunda pra fora e apoia as mãos bem abertas na parede. Beleza. Vira. Agora, chega mais perto. Coloca as mãos atrás da nuca e levanta o cabelo… Me olha, abre um pouco a boca, mas sem mostrar a língua. Não para de levantar o cabelo, respira fundo e segura o ar. Tem alguma limitação? Genitais…?
—Não, nada. O cara falou que quanto mais gata, melhor.
—Tá bom —ela mordeu o lábio inferior de um jeito que não prometia nada bom—. Tira o sutiã. Senta sobre as pernas no sofá. Brinca um pouco com os bicos pra eles ficarem durinhos.
Enfiei na boca os dedos indicador e médio, primeiro de uma mão e depois da outra. Comecei a acariciar os bicos. Sofia tinha ficado vermelha. Depois de umas quantas fotos desse tipo, ela sugeriu que eu tirasse a calcinha. Fiquei no sofá de quatro, abrindo as pernas; virei a cabeça e olhei pra ela. Sofia me devorava com os olhos e não parava de tirar fotos.
—Você é… incrível —ela disse com os olhos brilhando e sem conseguir esconder a vontade—. Vai pra aquela poltrona. As costas bem apoiadas no encosto. Não, melhor não. Agora… Agora… —parecia que não tinha coragem de pedir, apesar da intimidade que a gente tinha—. Olha pro lado, apoia o queixo no ombro. Coloca os pés nos braços da poltrona. Vou tirar umas fotos da sua buceta.
Ela tirou duas ou três fotos e cada vez chegava mais perto. Num momento, largou a câmera. Eu tava imóvel, mal respirava. Ela aproximou o rosto da minha virilha e, bem delicadamente, começou a passar um dedo pelos lábios. Parei de olhar pro lado.
—O que… o que você tá fazendo, Sofi? —falei, quase gaguejando, mal conseguindo respirar de tão nervosa que tava.
—É linda… —ela disse, passando a língua nos lábios—. Que linda. palavra: buceta. A frase "essa tem de ouro" só faz sentido com você.
—Ai, sério que tá me falando isso? —respondi, sabendo que era uma frase idiota, mas o silêncio era uma alternativa muito pior.
—Sim... Adoro... Amo quando você usa a palavra: buceta.
Ao dizer isso, enfiou o dedo indicador da mão direita na boca pra umedecer e começou a massagear meu clitóris. Minha reação não demorou a acontecer.
Em seguida, começou a lamber; depois enfiou o polegar dentro da minha buceta, cada vez mais fundo, fazendo movimentos circulares lentos lá dentro. A isso, juntou o dedo indicador e começou a percorrer a minha racha do cu até chegar no ânus, onde começou a pressionar também com movimentos circulares lentos, mas bem de leve.
—Sofi, para, por favor... que não aguento... mais —as palavras já não saíam da minha garganta, abafadas pelos meus gemidos.
Ela tirou os dedos. Enfiou três na boca até umedecer bem. Depois, um por um, os introduziu na minha buceta e começou a me penetrar com eles.
Quando gozei, com um olhar aceso de excitação, ela se aproximou de mim. Me deu um beijo de língua bem prolongado e doce. Me pegou pela mão.
—Bom, vamos pro quarto pra gente começar a filmar.
Entramos. Sentei na cama. Sofia começou a se despir. Minha amiga, apesar de já ter passado dos quarenta, era muito sensual e gostosa. Media quase um metro e setenta e a pele dela era branquíssima, o que contrastava notoriamente com a minha. Num tempo, tinha sido amante de um cara com grana e, entre outras coisas, tinha conseguido que ele pagasse umas cirurgias. Tinha um peito de cem centímetros e uma bunda pequena bem empinada, onde tinha que procurar com muito cuidado pra achar algum sinal de celulite. Meio sardenta, mas não muito; os olhos dela eram verdes e muito intensos. Os lábios grandes e carnudos convidavam a beijar aquela boca que todas, no bairro, invejávamos nela. Era ruiva natural. Usava o cabelo bem curto e quando perguntei por que, entre risadas, ela disse que ela era tão gostosa que tinha decidido usá-la como Mulher-Gato.
Colocou a câmera numa posição que permitisse filmar o que ia rolar até nos mínimos detalhes e foi até o armário. De lá, tirou um strap-on e colocou. Eu fiquei mais pálida de surpresa do que de medo. Depois, a curiosidade e a excitação foram tomando conta de mim. Eu não acreditava que ela tivesse uma parada daquelas e, menos ainda, que nunca tivesse me contado. Saiu do quarto por um instante e voltou com uma garrafa de sidra já aberta. Pediu pra eu sair da cama, pra não molhar, e começou a, aos poucos, derramar sidra no meu corpo todo. Quando terminou, me beijou na boca. Depois, me virou quase com violência e, enquanto acariciava meus peitos, passou a língua no meu pescoço e nas orelhas. A mão direita dela largou uma das minhas tetas e começou a estimular meu clitóris com um dos dedos. Comecei a ficar molhada e, em segundos, a gemer.
Num instante, parou de lamber atrás da minha orelha e disse que adorava como eu gemia.
— Você é muito feminina pra gemer, adoro — sussurrou.
— É? Você gosta?
— Me deixa louca. Agora quero que você se abaixe e chupe bem o strap-on.
Fiz o que ela pediu.
— Tá bom assim? — perguntei com uma timidez calculada.
— Perfeito. Agora vai pra cama. Fica de quatro e abre as pernas.
— Você... vai me comer com isso? É muito grande. Vai me partir.
— Ainda não. Primeiro faz o que eu mandei.
Obedeci. Ela ficou atrás de mim e começou a beijar minhas nádegas.
— Que rabo lindo que você tem. Os caras só devem pensar em te comer por aqui... — murmurou. — Ele meteu por trás em você, né? Com a fama que tem, com certeza doeu, mas depois você deve ter gostado. Piranha, fala a verdade — acrescentou, com a respiração ofegante.
— Sim, foi o que aconteceu. Ele me tratou como uma vagabunda e eu gostei — respondi, sufocada pela vergonha e pelo tesão.
Ela começou a percorrer a minha racha do cu com a língua e depois enfiou no meu ânus.
— Isso me deixa louca... — murmurei.
Depois de um Depois de um bom tempo fazendo aquilo e antes dos meus pedidos, quase súplicas, cada vez mais urgentes pra que me comesse, ela enfiou o strap-on na minha buceta.
Começou a me penetrar.
—Tá bom assim? —perguntou— Ou é forte demais?
—Não, continua assim —respondi.
Ela me deu um tapa na bunda direita. Dei um pulinho, surpresa com a força da palmada, e, como se fosse uma ordem, comecei a rebolar. Depois de beijar minhas costas, com beijos que logo viraram mordidinhas leves, a Sofia acelerou o ritmo das estocadas. As mãos dela foram pros meus peitos. Primeiro, acariciou; depois, apertou cada vez mais forte. Meus gemidos já eram gritos. Virei de barriga pra baixo. Ela começou a puxar meu cabelo enquanto sussurrava no meu ouvido como eu era fogosa, e terminou dizendo que sapatão submissa deixava ela alucinada. Num instante, cravou as unhas nos meus ombros e me mordeu o pescoço. Cada vez me penetrava mais forte. Depois que eu gozei, ela pediu pra eu fazer um cunnilingus nela. Obedeci. Em seguida, por um bom tempo, meti dois dedos nela e fiz ela chegar ao clímax.
Passei a tarde toda na casa da minha amiga. No fim, terminamos o tal vídeo. Deitamos pra dormir um pouco. Ela dormia tranquila; eu, ao contrário, não consegui descansar nem um minuto. Sabia que, pra bem ou pra mal, isso tava só começando.
III
—Você vai me contar a verdade sobre o cara? —perguntou a Sofia.
—Que… que verdade? —gaguejei— Já te contei tudo…
O tapa que ela me deu quase me jogou no chão. Não parecia, mas minha amiga tinha a mão bem pesada.
—Não gosto que me façam de otária. Você cobrou ele ou não? Fala.
—O cara?
—Sim.
—Eu… eu não sou uma puta, meu amor, como você pode pensar isso de mim. Eu… —A Sofia levantou a mão ameaçadora—. Tá, tudo bem; cobrei. Como você ficou sabendo?
—Pelo Júlio. O cara comentou que você era uma puta muito gostosa, mas meio cara.
—Ah! Se isso se espalhar, vou ter que mudar de bairro.
—Não se preocupa, não vai. a passar para algo maior. Eles moram na zona oeste e, além disso, falei pro Júlio que se ele começasse a fofocar sobre o assunto, podia esquecer de mim. Quanto você cobrou dele? Só por curiosidade, não vou te pedir comissão.
—Cinco mil.
—Bem. Mas arriscado. E se ele achasse muito caro e te desse um não?
—Essa era a ideia, eu não queria me prostituir. Falei um valor tão alto pra dissuadir ele, mas não funcionou.
—Entendi.
—Você sai com o Júlio? — perguntei.
—Às vezes, quando tô muito na merda. Dentro do que ele pode, paga bem.
—O que vou fazer agora, Sofi? — falei, pra mudar de assunto. — Isso tá saindo do controle, e feio.
—Não surta. A partir de agora, eu vou cuidar de você. Tudo vai dar certo. Tenta tirar o máximo de grana possível dele e depois, vira a página. Você não é pra caras pervertidos. É uma boa garota. A parada do vídeo foi ideia dele, né?
—Sim.
—Típico.
—Isso é o que quero que você vista.
Ela me deu uma sacolinha com um baby-doll vermelho, acompanhado de meia arrastão e salto alto da mesma cor.
—Sem sutiã e calcinha? — perguntei.
—Não, só isso.
Quando voltei, sentei do lado dele. Ele ligou o aparelho e colocou o DVD.
Em poucos minutos, soltou o cinto, desabotoou a calça e, depois de baixar a cueca, pediu pra eu me ajoelhar na frente dele.
—Começo? — falei, achando que outras instruções da parte dele ou mais perguntas minhas eram desnecessárias.
—Não, primeiro com a mão. Um pouco. Depois com a boca.
Comecei a masturbar ele, e o pau dele foi endurecendo e engrossando na minha mão direita. «Meu Deus, que puta que eu sou. Já quero chupar ele». Depois de umedecer com a língua, meti na boca. Em poucos minutos, ele pediu pra eu tirar o baby-doll e colocar o membro dele entre meus peitos. Ele começou a ofegar cada vez mais alto até que, com uma espécie de ronco, gozou na minha cara.
—Limpa com a língua.
Depois, ele pediu pra eu tomar um banho. Quando voltei, enrolada numa toalha, ele continuava na mesma posição. O vídeo... Já tinha terminado faz tempo e tinha desligado o DVD e a televisão.
—Vem cá —disse ele, apontando pro pau dele.
Sentei em cima dele e enfiei dentro da minha buceta. Coloquei as mãos nos ombros dele e comecei a rebolar. Ele gozou na minha barriga. Depois de um tempo, ele pediu pra eu ir pro sofá e ficar de quatro.
—Empina essa raba.
Ele lubrificou meu cu e me enfiou por trás, não dá pra chamar de outro jeito o que ele fez comigo, sem dó, sem dar a mínima pros meus gritos de dor. Mal conseguia respirar, meus olhos pareciam que iam saltar das órbitas. Abri a boca o máximo que pude e minha língua serpenteou no ar, igual uma cobra, tentando lamber com voracidade o ar que faltava nos meus pulmões. Ele começou a puxar meu cabelo, enquanto me xingava de tudo quanto é jeito que dava pra imaginar. Pra piorar, eu, tomada pela excitação, não parava de falar.
—Tá rasgando meu cu —falei com a voz cheia de tesão—… Mas eu gosto, sim, gosto que você me destrua porque você é meu macho e eu sou sua puta e adoro ser isso. Queria que você me amarrasse na cama e cinco caras como você me estuprassem, um atrás do outro ou dois ao mesmo tempo, pela frente e por trás. Vou pegar uma estrada com esse baby-doll pra uns caminhoneiros me sodomizarem até quase me deixarem morta na beira da pista…
Quanto mais obscenas e sem vergonha eram as frases que eu falava, mais forte ele me penetrava. Não sei mais o que eu disse e prefiro não lembrar.
—Toma cuidado —ele sussurrou no meu ouvido, depois de gozar, com um tom de ameaça—. Vai que suas fantasias se realizam.
IV
Daí fui direto pra casa da Sofi. Mandei uma mensagem avisando que tava indo pra lá. Expliquei na mesma que tava me sentindo muito mal e que, se não fosse incômodo, ia tomar um banho e deitar um pouco. Sabia que ela não tava em casa, mas, como tinha feito uma cópia da chave, podia entrar mesmo assim. Tava toda dolorida, não aguentava nem a calcinha. Sofia, umas duas horas depois, entrou com tudo sigilo, com medo de acordar, mas eu sempre tive o sono muito leve. Ela se despiu e se meteu na cama comigo. Me deu um beijo no pescoço e me abraçou pela cintura.
—Oi.
—Sofi… tô me sentindo um lixo — expliquei ao sentir as mãos dela subindo pelo meu torso em direção aos meus peitos.
—O que foi? Ele te bateu? Vou matar aquele filho da puta…
—Nada a ver, mas a gente transou pesado e perdeu o controle. É culpa minha por não ter parado. Tô dolorida toda, mas não é nada grave, já vai passar.
—Ele te destruiu, né.
—É.
—Você gostou?
—Olha…
***
—Uma amiga minha vai fazer um churrasco, quer vir? É um pouco longe, mas vão nos levar de carro daqui. Além disso, tem piscina e o pessoal vai ficar até domingo inclusive.
—Piscina? Com esse tempo? Tá meio frio.
—Sim, mas o fim de semana vai melhorar, segundo a previsão.
—Não tenho nenhum biquíni decente.
—Sim, mas eu tava te devendo o presente de aniversário, então comprei um pra você.
—Deixa eu ver? — falei curiosa.
—Bom, eu pensei em te dar lá, mas… nunca consegui te dizer não — respondeu sorrindo enquanto ia pro quarto.
Era um microbiquíni com Booty-less.
—Você é maluca, aparece tudo com isso.
—E daí?
—Com certeza vão ter os casais ou o que quer que sejam das suas amigas, vão pensar que sou uma puta que veio pegar homem casado.
—Não se preocupa com elas. Elas vão estar muito ocupadas com outras coisas — acrescentou rindo —. Além disso, é uma saída de garotas. Não vai ter homem nem por acaso.
Na sexta à tarde, duas amigas dela vieram nos buscar. Chegamos mais rápido do que imaginei. Era uma chácara realmente linda, com uma piscina dos sonhos. Os convidados éramos doze, mas todas mulheres, a Sofia tinha razão. «Um churrasco sem churrasqueiro?», pensei surpresa. «Espero que tenha uma pizzaria perto». Não foi tão dramático: uma das gatinhas se virou bem. Tudo estava delicioso, embora um tanto inquietante; melhor dizendo, o inquietante aumentava minuto a minuto.
— Sofia, são cinco casais e a gente, né?
— Sim, finalmente você Percebeu, né? Os anos tão te deixando lenta.
—Não sou tão tapada assim, claro que percebi. As coisas mudam, mas não tanto. Com essa microbiquíni vestida, espero que ninguém pense que sou uma puta querendo roubar o marido de alguém.
—Pra isso acontecer, elas não deviam se comportar feito umas adolescentes no cio. Olha aquela ali, numa mão tem o churrasco e a outra descansa na perna da namorada. O que elas querem é que o churrasco acabe, arrumar um quarto e dar uma boa soneca com as respectivas namoradas sem parecer mal-educadas. Tá tudo bem, relaxa um pouco que aqui viemos curtir na boa. Por isso que não tem homem! —exclamou de ótimo humor.
A sunga era desconfortável, entrava fundo demais, mas me acostumei e decidi que o melhor era nadar, descansar, pegar sol e ignorar os olhares daquelas mulheres que estavam me deixando paranoica; talvez por isso sentia que um peito ia escapar a qualquer momento ou que a Booty-less apertava cada vez mais. Tentar não ser provocativa estando seminua é quase tão ridículo quanto tentar ser pudica, então me resignei a não me preocupar com isso.
À noite, colocaram música. Lena, a namorada de uma loira cujo nome não lembro, me convidou pra dançar. Aceitei. Dançávamos bem soltas, quase por comodidade, já que numa mão, geralmente, a gente segurava uma taça de sidra ou vinho branco ou um caneco cheio de cerveja. Isso não era algo que eu e minha parceira de dança do momento tínhamos adotado por sermos umas bêbadas perdidas, mas sim por imitação. Todas faziam a mesma coisa. Num dado momento, Lena sugeriu que eu provasse um pouco do vinho que ela tava tomando.
—Não curto muito vinho branco, me dá azia.
—Esse é docinho, você vai amar.
Obedeci e provei: ela tinha razão. Pouco depois, Lena passou o braço esquerdo na minha cintura e me apertou forte contra ela. Aí derramou um pouco do vinho que tinha na taça sobre meus peitos. Olhei pra ela sem entender. Ela começou a lamber meus peitos nos lugares onde o líquido tinha caído.
— Você é maluca. Sua mulher está ali do lado.
— Fiz isso porque ela me pediu, bobinha. Ela gosta de me ver com outras gatas. E a Sofí também; você deve conhecê-la pouco, né?
Comecei a ficar molhada. Depois a Lena me deu um beijo de língua. Enquanto fazia isso, começou a desatar o corpete da microbiquíni.
— Para… — falei com a voz embargada, tentando me afastar dela.
Lena começou a beijar meu pescoço. Nesse tempo, devo ter perdido, de certo modo, a noção do tempo, os acontecimentos tinham se precipitado. A loira, a parceira da Lena, tinha tirado o corpete da Sofí e, mais que beijar ou lamber, devorava os peitos dela. As outras mulheres também estavam peladas. Três delas tinham se ajoelhado na frente das parceiras e faziam sexo oral nelas.
— Vem — disse a Lena —, vamos com nossas amigas.
Ao chegar perto delas, Sofia viu que a Leda estava com meu corpete. Cheirou o vinho que dos meus peitos tinha escorrido até minha barriga, se agachou e tirou minha Booty-less. Me pegou pela mão e pediu que eu me sentasse no meio de uma cadeira de praia larga; à minha direita se sentou a loira e a Sofi à esquerda. A loira me pegou pelo queixo, virou meu rosto para a direita e me deu um beijo na boca, enquanto a Sofí percorria minha orelha esquerda com a língua. Depois começou a chupar meu mamilo esquerdo enquanto a loira fazia o mesmo com o outro. Lena se colocou de quatro e começou a lamber minha buceta com voracidade. Depois enfiou um dedo no meu cu. Quando fez isso, comecei a acariciar meus peitos, mas depois os apertei como se quisesse arrancá-los. Abri a boca como se estivesse prestes a me afogar, nem conseguia gritar. Lentamente, a mistura indiscernível de submissão e prazer foi tomando conta de mim até me levar à beira de um desmaio. Quando gozei, juro que não consegui evitar, me mijei toda e um pouco caiu nas bochechas da Lena. Deve ter sido por causa do vinho que tinha bebido.
V
Na semana seguinte, ele me Ele ligou de novo.
—Vou te pagar o mesmo que da primeira vez que a gente se viu, porque dessa vez quero algo especial.
—A gente vai pro apartamento de um amigo, e lá eu vou te amarrar e vendar seus olhos. Aceita?
—Sim.
Entramos no apartamento, parecia novo de tão limpo e arrumado que tava. Fomos pro quarto e ele tirou duas algemas.
—Tira a roupa.
Fiz sem demora, sem tentar seduzir ele nem nada do tipo; não era necessário e o jeito que ele me tratava não estimulava nenhum comportamento nessa direção.
—E agora?
—Fica de quatro na cama.
—Assim?
Fiquei de quatro, abri as pernas e olhei ele de canto. Dava pra ver que a calça dele, na altura da virilha, começava a inchar.
—Tá bom.
Ele pegou meus pulsos e fechou as algemas neles. Na sequência, tirou um lenço de seda comprido de uma gaveta do criado-mudo e me vendeu. Depois que tudo ficou escuro, senti que ele tava se despindo, principalmente pelo barulho da fivela do cinto no chão. Não disse uma palavra e entrou em mim com mais delicadeza do que das outras vezes; talvez fosse o jeito dele de compensar a falta de preliminares. "Então é isso que é ser uma puta; ser um pedaço de carne que abre as pernas e recebe o que vier sem reclamar nem pedir nada além do pagamento", pensei com amargura. Conforme o tempo passava, vieram os tapas na bunda, puxões de cabelo, obscenidades dadas quase aos gritos e minha excitação aumentando. Comecei a gemer.
Enquanto isso rolava, achei que ouvi — depois descobri que não era só impressão — alguém abrindo a porta do quarto e entrando de mansinho. Pensei que, talvez, quisesse filmar a cena. Rapidamente descartei essa ideia porque o barulho dos passos não parava, só aumentava. Na hora, lembrei da ameaça dele da vez anterior: "cuidado pra suas fantasias não se realizarem". A incerteza, o terror, o desejo que eu precisava negar por causa do consequências, ele se juntou à ação do pau dele na minha buceta e eu gozei pela primeira vez naquela tarde.
Quando ele terminou, achei que, talvez, tivesse me enganado. Essa ideia durou até eu sentir um dedo lubrificando a entrada do meu cu. Daí alguém, nunca vi o rosto ou soube o nome, começou a me comer com uma fúria crescente, com certeza por instruções do cara. Ele me agarrou pelas pernas, puxou elas pra trás pra eu não ficar mais de quatro e me deixar de bruços. Abri o máximo que pude pra evitar, na medida do possível, que a pica enorme daquele homem me machucasse, mas entrei em pânico quando senti duas mãos tentando me virar de lado: outro corpo tentava se enfiar debaixo do meu.
—Parem! Não vou dar conta dos dois…
O segundo logo conseguiu o que queria e o membro dele, tão grande ou maior que o do outro, entrou na minha pussy. O que estava por cima teve que mudar de posição, mas isso não deu muito problema pra ele. Os dois estavam me comendo ao mesmo tempo e meus berros começaram a ecoar pela casa toda.
Bem devagar, sem perceber, sem conseguir evitar, meus gritos foram se transformando em algo parecido com suspiros entrecortados. O sofrimento não sumiu, mas foi esmagado por outras sensações.
Perto de terminar, os dois saíram de dentro de mim e gozaram nas minhas costas. Depois, senti que, na altura da cabeceira, o colchão afundava um pouco mais, alguém subia na cama.
—Fica de quatro de novo e abre a boca.
Obedeci. Ele enfiou a pica na minha boca e me segurou pelo cabelo, movendo minha cabeça pra frente e pra trás até gozar. Saí da posição e me joguei no colchão de bruços, com braços e pernas abertos, meu corpo formando um X.
Por uns minutos, não sei quantos, não tentei me mexer ou não conseguia. Meu corpo inteiro doía; eu respirava muito ofegante, como se tivesse um ataque de asma, mas nunca tinha gozado tão forte na minha vida. Quando recuperei o fôlego, me Tirei a venda dos olhos e vi que o cara estava sentado do meu lado, esperando eu me recuperar.
—Qual é, quer me matar? Você é um filho da puta… —falei pro cara, que, com toda calma, estava do meu lado, fumando um cigarro.
—Pode ser. Mas você gostou. No fundo, você gostou, não me engana. Ou tô errado?
—Não é essa a questão. Você devia ter perguntado primeiro.
—Você ia dizer que não. As gostosas são medrosas, nunca aceitam o que querem. Preferem os medos aos desejos. E você tem a buceta quente demais.
—Quem eram aqueles caras? Me conhecem?
—Não, fica tranquila com isso. São dois caras que contratei.
—Ainda bem.
Esta é outra versão, reescrita e ampliada, de um conto que mandei há bastante tempo. Se vocês se interessarem, dá pra continuar. Espero que gostem.
Isso é outro preço
I
Acabei de fazer trinta e sete anos, os convidados já foram embora. Dizem que a gente, com uma certa idade, começa a fazer um balanço da vida. Talvez porque já não sou mais uma garotinha, acho que esse é o momento certo ou, pelo menos, tão certo quanto qualquer outro. Espero que quem ler essas notas se sinta interessado por elas.
Não tive chance de estudar, não consegui completar estudos formais, digamos; mas não sou, no entanto, uma mulher ignorante. Como compensação, se é que isso compensa, conheci a vida desde muito cedo. Aos treze anos, meus pais, dizendo que precisavam de dinheiro, me mandaram trabalhar com moradia, numa casa bem longe do meu bairro. Essa gente, apesar do que possam imaginar, me tratou com decência e carinho. Talvez porque eu era tão novinha… talvez porque, apesar da idade, era uma trabalhadora séria e responsável. Meu objetivo ao contar uma experiência tão precoce da minha vida é que não sofri, trabalhando naquela casa, experiências traumáticas ou que justifiquem o que aconteceu depois. Comecei a sair com garotos desde os catorze e já nessa idade tive minha primeira experiência. Não foi grande coisa, mas também não foi um horror. Achava que as coisas melhorariam com o tempo e foi o que aconteceu.
Tive vários parceiros, mas não me casei nem tive filhos. Como também, por causa da crise econômica, não tive chance de comprar uma casa ou sequer alugar, morava na casa dos meus pais. Devo dizer que, apesar da idade, continuo sendo "uma gostosa de se ver", como diria minha avó. Apesar de o dinheiro nunca ter sobrado, tentei cuidar da minha aparência: gosto de roupa e de me maquiar como qualquer uma, com certeza mais do que muitas, e, com o passar dos anos, essa tendência natural do meu caráter não se moderou, mas sim o contrário. Sou, de fato, a típica morena gostosa. Vão pensar que sou uma aumentada, mas foi assim que os homens me rotularam. Aos quinze, não podia sair na rua sem que os caras me gritassem os cantadas mais sem-vergonhas. Desde "Mamãe, por uma hora contigo, vendo a moto!" até o que vocês imaginarem. Não sou alta, sou mais baixinha, mas os homens sempre me acharam muito gostosa. Tenho 1,55m, um rosto bem bonito, olhos grandes e escuros, lábios grossos, um peitão largo, quase 100 cm, e uma bundinha empinada e durinha que sempre foi meu maior orgulho. Talvez se eu não tivesse uma bunda tão boa, minha vida tivesse sido mais simples, talvez... Mas não vamos adiantar detalhes que podem ser importantes dependendo do interesse que essa história despertar, e vamos parte por parte, desfiando as coisas.
No momento em que essa história começa, eu tinha um emprego fixo, mas muito mal pago. Num sábado à tarde, já bem amargurada, o salário tava cada vez mais curto, eu tava tomando chimarrão na casa da minha amiga Sofia.
— Muda essa cara. Hoje à noite a gente vai dançar e pronto, foda-se as tristezas.
— Tá louca — respondi —. Te conto que tenho que pedir um adiantamento pra pagar as contas e você vem com essa de sair.
— Naquela balada que te falei, todo mundo me conhece, vão deixar a gente entrar sem problema. Além disso, o barman tá apaixonado por mim e com certeza vamos conseguir filar uns drinques com champanhe incluído. Isso se eu não apressar ele... — completou.
— Não quero nem imaginar o que você ganha se apressar ele — respondi já de melhor humor.
— O que eu quiser! E o que eu não quiser também! — respondeu rindo alto —. Então, e aí?
— Tá bom.
— Dividimos o táxi e vamos. Dá pra pagar isso?
— Sim, claro.
— Ah, se veste bem putinha. Tem que convencer o segurança da entrada e você já sabe como eles são babões.
— Pode deixar, se conheço a categoria...
Coloquei uma camiseta branca de manga comprida bem justa no corpo, com um decote em U bem largo, calças sociais elásticas e umas sandálias de salto alto. Me maquiei normal, Digamos, exceto pelo batom vermelho paixão que destacava minha boquinha como se fosse um semáforo. "E bué, tudo por uma boa noite", pensei.
—Uau, gata, mais que vestida pra matar, você parece uma arma de destruição em massa —disse Sofia, admirada, assim que me viu.
—Exagerada… Ufa, faço o que você diz e ainda reclama.
—Tudo bem, era essa a ideia —respondeu sorrindo.
Depois que o segurança deixou a gente entrar sem problemas, não sem nos olhar de cima a baixo, fomos pro balcão. O barman cumprimentou a Sofia super efusivo, com beijo na boca incluso. "Ah, parece que já tem algo rolando", pensei. Quando minha amiga sugeriu que a gente tava sem grana, o barman, se achando, disse: "sem problema, bebê, eu pago a conta". Deduzi que eles não tinham saído muitas vezes ou ele era muito imprudente: Sofia é um poço sem fundo e bebe como ninguém. Depois das duas primeiras cervejas e de papear com o amigo da Sofia por um tempo — tinha que admitir que ele era um cara bonito e divertido —, minha amiga soltou o seguinte, com aquele brilho nos olhos que já anunciava encrenca (pra quem a conhecia como eu, claro).
—Bom, vamos dançar um pouco e depois voltamos. Se você sabe o que é bom pra você… Fica esperta.
Hora de esclarecer que, além da minha situação financeira, eu não ia sempre pros roles com minha amiga porque… porque… ela se esfregava demais em mim quando a gente dançava. Ainda mais quando bebia. Não que fosse me pegar ou que tivesse virado lésbica, mas ficava estranha. Quando dançávamos, ela gostava que eu ficasse bem perto, sentir meu cheiro, me tocar e, principalmente, sussurrar comentários bem sexuais no meu ouvido. Não que fosse me surpreender; ela fazia isso há anos e eu tolerava porque, pra ser sincera, ninguém foi tão bom pra mim: a amiga incondicional com letras maiúsculas. Sempre esteve do meu lado, na alegria e na tristeza, e isso não se esquece. Que ela me espionasse quando eu tomava banho na casa dela, que gostasse de me ver pelada, que me pedisse que eu sentasse no colo dele pra ele poder me apalpar… Não era grande coisa. Às vezes, no verão, depois de uns Fernet, ele me dizia que “queria me ver”, que eu era tão gostosa que adorava me ver pelada. Eu me virava como dava; às vezes conseguia mais, às vezes menos. Quando eu dormia com ela, ela me dava beijos nas costas e, isso sim, com delicadeza, sem violência nenhuma, enfiava a mão dentro da minha calcinha, me acariciava no clitóris e depois enfiava um dedo na minha buceta, mas só um pouquinho… Depois me olhava e chupava os dedos. Eu ficava com vergonha, mas não dava muita importância.
Dessa vez, a Sofia se apertou em mim como se fosse um cara, começou a falar um monte de sacanagem e, num instante, começou a acariciar minha raba.
— Sofia… — reclamei.
— Não fica assim, é um showzinho pro barman bonzinho. De algum jeito a gente tem que recompensar ele pelos drinques.
Depois de um tempo, já bem acalorada, falei que ia no banheiro.
— Vou com você.
— Não, vai lá com seu amigo e arruma uma cerveja.
— Beleza, mas podia tirar o sutiã, né?
— Sofia! Isso é branco, vai aparecer demais…
— Qual é, você já sabe como é. Tem que esquentar os caras pra eles ficarem generosos.
— Sei não… Não prometo nada.
Quando voltei do banheiro, depois de me refrescar um pouco, os dois estavam conversando com um cara. Não devia ter mais de vinte anos; loiro, um metro e oitenta, corpo bem trabalhado. O barman apresentou ele como o gerente do lugar. Estranhei ele ter um cargo desses sendo tão novo, mas depois descobri que era filho do dono. Aí entendi.
— Querem tomar um champanhe?
— Claro — respondi animada, falando pelas duas, mas, ao mesmo tempo, pensei alarmada. “Só me faltava um boy aloprado que curte coroas.”
O champanhe acabou rápido. O cara me despia com o olhar. Depois mordeu o lábio inferior.
— Quer dançar um pouco?
— Mas isso é reggaeton, não sei dançar… — murmurei, tentando parecer tímida.
— Eu te ensino, é superfácil. Vamos — ele disse. deixando o copo sobre o balcão—.
«Que mandão. Quem esse cara pensa que é? Só porque tem grana acha que vou fazer tudo que ele quer?».
—Tá bom.
Dizem que pra aprender tudo é questão de boa vontade e um professor competente. Aprendi rápido. Num instante, ele me vira e eu fico de costas pra ele, se movendo contra mim. Me pegou pela cintura e começou a me apertar bem forte. «Ele tá durasso e parece… parece muito, muito grande», pensei meio sem fôlego. As mãos dele, da cintura, começaram a subir pros meus peitos, os bicos começaram a endurecer, ainda mais porque ele começou a beijar meu pescoço, coisa que sempre me deixava louca. Depois os beijos viraram lambidas da base do pescoço até a orelha inclusive.
—Você é uma putinha —ele falou—. Gosta que os caras te apertam…
—Para, não fala assim comigo.
As mãos dele começaram a acariciar meus peitos cada vez mais forte e mais forte.
—Você me deixa louco, sabia? Te vi desde que entrou no rolê com sua amiga lésbica. Aqui todo mundo sabe que ela curte as gatinhas. A duas quadras daqui tem um hotel, vamos…
—Para, que todo mundo tá olhando. Acabei de te conhecer, além disso tenho idade pra ser sua mãe…
—Não tô nem aí, mamãe —a piada me fez rir—. Vou morrer se essa noite não te fuder.
—Isso é outro preço —falei sem pensar.
—Ah, então você faz programa?
—Sim. —menti pra ver se isso fazia ele hesitar um pouco.
—Beleza, quanto você quer?
—Cinco mil pela noite toda. Se quiser, vamos pra sua casa e fazemos tudo que você quiser, gostosa —respondi já bem excitada, mas esperando, achava eu, que o preço parecesse um absurdo e ele me deixasse em paz.
—Tá certo. Parece que o gasto vai valer a pena. Pega suas coisas que te espero aqui.
Peguei minhas coisas, fui no banheiro e fiz xixi. «O que eu falei! O que eu fiz! E agora como vou escapar? Não fiz essas coisas quando tinha vinte anos, como tantas da quebrada, e agora na velhice virou tudo».
Na saída do banheiro, encontro ele.
—O que houve? Faz meia hora que tô te esperando. Se arrependeu?
—Não, Vamos. Na sua casa?
—Não, num hotel.
«Claro, não vai meter uma puta no santo lar dele, pra não arrumar problema».
Entramos no hotel, não era ruim, e já no elevador ele me deu um beijo de língua que só terminou quando chegamos no andar que nos indicaram. Entramos no quarto. Eu não conseguia tirar os olhos da virilha dele. Ele percebeu e sorriu.
— Primeiro, me dá a grana.
— Tá bom, pra você ficar tranquila — contei o dinheiro e guardei na carteira —. Tá certo?
— Sim — murmurei de cabeça baixa.
— Vai pro banheiro e espera até eu te chamar. Não tira a roupa.
— Tá bom.
Quando ele me chamou, já tava pelado e na cama, debaixo dos lençóis.
— Agora, vira de costas pra mim e tira a roupa bem devagar…
Fiz como ele mandou e deixei por último a Booty-less que escolhi praquela noite.
— Agora?
— Agora vem e chupa.
Como eu imaginava, era enorme e, mesmo depois dos minutos que passaram, ainda bem dura. Não só era muito comprida, não sei se tinha ou não os lendários vinte e cinco centímetros, mas parecia, e principalmente era muito grossa. Primeiro lambi pra deixar bem molhada e depois meti na boca. Quase não cabia.
— Tá gostando, pai? — falei, ou entrando no personagem ou sentindo que, dependendo de como eu agisse, pra bem ou pra mal, a partir daquela noite minha vida ia mudar de vez.
— Sim, já tô durasso. Vem cá, no encosto da cama — fiz o que ele disse —. Senta de joelhos. Apoia as mãos na parede. Isso, perfeito — falou, enquanto se posicionava atrás de mim —. Agora abre um pouco as pernas e empina a bunda pra fora.
— Não vai me tocar antes? — perguntei reclamando.
— Vou.
Ele chegou mais perto. Enfiou dois dedos na boca até deixar bem molhados. Começou a percorrer minha buceta com eles. Chegou no clitóris e massageou com força crescente. Minha respiração ficava cada vez mais ofegante. Comecei a gemer. Sem nem olhar pra ele, coloquei a língua pra fora.
— Tá gostando, puta? — ele disse —. Cê é recalentona e isso me excita.
—Sim, me come logo, papai. Arrebenta minha buceta com essa coisa enorme que você tem.
Ele me pegou pelos quadris e meteu sem cerimônia, até o fundo. Dei um susto pela dor e violência da atitude dele. Inexperiente não parecia: devia gostar assim, meio na brutalidade. «Deve ser assim com as gatas. Com a namoradinha dele, com certeza é todo doce e faz tudo que ela quiser». Depois, sem precisar fingir de jeito nenhum, comecei a ofegar. Meus gritos viraram uivos de puta no cio e acabei como uma louca ou como o que ele dizia que eu era.
Não parecia drogado nem nada do tipo, mas aquela noite durou até de madrugada, transamos mais três vezes. Nos beijamos com desespero; num momento, mordi o lábio inferior dele como se quisesse arrancá-lo. Ele chupou meus peitos até eu ficar com os mamilos irritados e fizemos o 69 mais glorioso de que me lembro. Tudo que fiz e ele fez foi acompanhado por frases cada vez mais obscenas sobre o quão puta eu era; frases que, em vez de me irritar ou me desencorajar, como seria normal, aumentavam minha excitação.
Na última vez, conseguimos, com muito esforço, um bom lubrificante e muito sofrimento (um suplício indescritível só compensado pela tesão), que ele metesse por trás. Não entrou o membro inteiro, claro, mas entrou bastante, pelo menos tudo que eu consegui aguentar. Anotei mentalmente que, se continuasse me encontrando com esse cara, precisava arrumar algum remédio que facilitasse a dilatação anal.
—Quero que a gente continue se vendo. Me passa seu celular? Não vou te encher todo dia, mas nos fins de semana…
—Tá bom.
II
Quando voltei pra casa, mesmo sendo muito tarde, não conseguia dormir. Apesar de ter tomado banho no hotel antes de ir embora, tomei um banho de imersão pra relaxar e descansar um pouco. «Me prostituí e, pior, adorei», pensei, e já de volta na cama, olhava pra minha buceta sem acreditar que uma coisa daquelas membro tivesse entrado nela. Ainda tava doendo minha bunda, mas isso era o de menos; o problema era o quanto eu tava excitada. Me masturbei até o sono me vencer.
O dinheiro que eu tinha conseguido era uma quantia importante, mas não suficiente. Dava pra pagar algumas dívidas — naquela época eu devia vela pra todo santo — e não ia sobrar quase nada. Outra dificuldade era como justificar pra família e conhecidos esse aumento absurdo na minha renda.
Dois dias depois, ele me ligou.
— Queria que a gente se visse na quarta, se você puder. Gostaria de experimentar — ele enfatizou bem essa palavra — algumas situações com você.
— Quais? — falei, sabendo que a resposta não ia me agradar muito.
— A primeira é a gente transar enquanto assiste um filme erótico estrelado por você e sua amiga.
— Cê tá louco? Eu não sou... — respondi sem muita convicção —. Com quem? Mas...
— Com sua amiga Sofia.
— Cê tá doido. Se fosse uma desconhecida... mas também não... Sofia nem sabe que a gente tá saindo.
— Isso é o que você pensa. Júlio, o barman, perguntou pra ela se tinha uma amiga interessante pra sairmos os quatro. Ela disse que sim e por isso te levou.
«Sofia me entregou, não pode ser», pensei furiosa.
» Não leva a mal. Ela não falou que você era puta nem nada do tipo, só que era gostosa, tava sozinha e que a gente podia tomar um drink pra se conhecer, só isso. Ela não te jogou na fogueira nem nada.
— Não sei que desculpa vou inventar.
— Você sabe, mas até pode te ajudar a justificar de onde veio a grana que você conseguiu no sábado.
— Explica.
— Fala pra ela que te recomendaram uma agência. Lá te ofereceram fazer nus por um bom preço e você aceitou. Pelo que o Júlio me disse, ela é fotógrafa amadora, né?
— Sim — falei, sabendo que tinha chegado num beco sem saída.
— Então, conta essa história pra ela e pede pra ela tirar as fotos. Fala que pensou nela pela confiança que tem.
— E você quer que eu, depois das fotos... me Entregue pra ela e que tenha uma filmagem.
—Finalmente você entendeu.
—E… se ela não me pagar adiantado? —falei quase soluçando.
—Provoca ela. Você anima até um defunto. Além disso, quando estavam dançando, parecia que ia te estuprar na pista.
—E se eu recusar?
—Se recusar, tchau. Tem um monte de gostosa querendo se divertir por um bom preço.
—Tá bom —já tinha me resignado—. Vou fazer do seu jeito. A história das fotos parece convincente.
***
Liguei pra Sofia e contei a historinha que o cara tinha sugerido. Ela achou meio estranho, talvez desconfiou de algo, mas no fim aceitou. Fui na mesma tarde.
—Quem te falou da agência?
—O cara que a gente conheceu na balada.
—Devia ter me dito que tava tão mal. Eu também tô dura, mas duas cabeças pensam melhor que uma.
—É, mas já foi.
—Como assim e quantas?
—Dez fotos e um vídeo fazendo um show erótico ou algo assim.
—Ah.
—Ele falou umas de lingerie… e depois pelada e bem provocante, tipo puta, ele frisou.
—Nossa, isso é fácil pra você —e minha amiga acompanhou a piada com uma gargalhada pra aliviar a tensão do momento.
—Sofia! —falei pra continuar a brincadeira—. E é, você tem razão. Vou no banheiro retocar a maquiagem e a gente começa.
—Antes, uma pergunta, pode ser?
—A que quiser —falei enquanto temia o pior.
—Você foi com o cara.
—Sim.
—Pra um motel? —Sofia começou a sorrir de um jeito que não gostei nada.
—Sim.
—Ele te pagou?
—Sofia! —gritei tentando parecer chocada—. Você me conhece, eu não sou nenhuma… Acontece que tava há um tempão sem…
—Não se irrita, foi mal. É que você nunca foi de pegar qualquer um. Achei estranho, só isso. Você não curte caras ou, pelo menos, nunca curtiu. Pronto, vai lá que a gente não tem o dia todo.
Voltei vestida só com sandálias de salto alto, uma calcinha Booty-less e um sutiã branco.
—Nossa, deslumbrante —e assobiou pra mostrar admiração—. Vai andando até aquela parede, rebolando. Vamos tirar Algumas e depois a gente vê o que dá pra salvar. Você me disse que a parada não é muito refinada, né?
—É… se não é um book pra site pornô, dá pro gasto. Não é pra Playboy, exatamente.
—Entendi. Olha pra janela, bota a bunda pra fora e apoia as mãos bem abertas na parede. Beleza. Vira. Agora, chega mais perto. Coloca as mãos atrás da nuca e levanta o cabelo… Me olha, abre um pouco a boca, mas sem mostrar a língua. Não para de levantar o cabelo, respira fundo e segura o ar. Tem alguma limitação? Genitais…?
—Não, nada. O cara falou que quanto mais gata, melhor.
—Tá bom —ela mordeu o lábio inferior de um jeito que não prometia nada bom—. Tira o sutiã. Senta sobre as pernas no sofá. Brinca um pouco com os bicos pra eles ficarem durinhos.
Enfiei na boca os dedos indicador e médio, primeiro de uma mão e depois da outra. Comecei a acariciar os bicos. Sofia tinha ficado vermelha. Depois de umas quantas fotos desse tipo, ela sugeriu que eu tirasse a calcinha. Fiquei no sofá de quatro, abrindo as pernas; virei a cabeça e olhei pra ela. Sofia me devorava com os olhos e não parava de tirar fotos.
—Você é… incrível —ela disse com os olhos brilhando e sem conseguir esconder a vontade—. Vai pra aquela poltrona. As costas bem apoiadas no encosto. Não, melhor não. Agora… Agora… —parecia que não tinha coragem de pedir, apesar da intimidade que a gente tinha—. Olha pro lado, apoia o queixo no ombro. Coloca os pés nos braços da poltrona. Vou tirar umas fotos da sua buceta.
Ela tirou duas ou três fotos e cada vez chegava mais perto. Num momento, largou a câmera. Eu tava imóvel, mal respirava. Ela aproximou o rosto da minha virilha e, bem delicadamente, começou a passar um dedo pelos lábios. Parei de olhar pro lado.
—O que… o que você tá fazendo, Sofi? —falei, quase gaguejando, mal conseguindo respirar de tão nervosa que tava.
—É linda… —ela disse, passando a língua nos lábios—. Que linda. palavra: buceta. A frase "essa tem de ouro" só faz sentido com você.
—Ai, sério que tá me falando isso? —respondi, sabendo que era uma frase idiota, mas o silêncio era uma alternativa muito pior.
—Sim... Adoro... Amo quando você usa a palavra: buceta.
Ao dizer isso, enfiou o dedo indicador da mão direita na boca pra umedecer e começou a massagear meu clitóris. Minha reação não demorou a acontecer.
Em seguida, começou a lamber; depois enfiou o polegar dentro da minha buceta, cada vez mais fundo, fazendo movimentos circulares lentos lá dentro. A isso, juntou o dedo indicador e começou a percorrer a minha racha do cu até chegar no ânus, onde começou a pressionar também com movimentos circulares lentos, mas bem de leve.
—Sofi, para, por favor... que não aguento... mais —as palavras já não saíam da minha garganta, abafadas pelos meus gemidos.
Ela tirou os dedos. Enfiou três na boca até umedecer bem. Depois, um por um, os introduziu na minha buceta e começou a me penetrar com eles.
Quando gozei, com um olhar aceso de excitação, ela se aproximou de mim. Me deu um beijo de língua bem prolongado e doce. Me pegou pela mão.
—Bom, vamos pro quarto pra gente começar a filmar.
Entramos. Sentei na cama. Sofia começou a se despir. Minha amiga, apesar de já ter passado dos quarenta, era muito sensual e gostosa. Media quase um metro e setenta e a pele dela era branquíssima, o que contrastava notoriamente com a minha. Num tempo, tinha sido amante de um cara com grana e, entre outras coisas, tinha conseguido que ele pagasse umas cirurgias. Tinha um peito de cem centímetros e uma bunda pequena bem empinada, onde tinha que procurar com muito cuidado pra achar algum sinal de celulite. Meio sardenta, mas não muito; os olhos dela eram verdes e muito intensos. Os lábios grandes e carnudos convidavam a beijar aquela boca que todas, no bairro, invejávamos nela. Era ruiva natural. Usava o cabelo bem curto e quando perguntei por que, entre risadas, ela disse que ela era tão gostosa que tinha decidido usá-la como Mulher-Gato.
Colocou a câmera numa posição que permitisse filmar o que ia rolar até nos mínimos detalhes e foi até o armário. De lá, tirou um strap-on e colocou. Eu fiquei mais pálida de surpresa do que de medo. Depois, a curiosidade e a excitação foram tomando conta de mim. Eu não acreditava que ela tivesse uma parada daquelas e, menos ainda, que nunca tivesse me contado. Saiu do quarto por um instante e voltou com uma garrafa de sidra já aberta. Pediu pra eu sair da cama, pra não molhar, e começou a, aos poucos, derramar sidra no meu corpo todo. Quando terminou, me beijou na boca. Depois, me virou quase com violência e, enquanto acariciava meus peitos, passou a língua no meu pescoço e nas orelhas. A mão direita dela largou uma das minhas tetas e começou a estimular meu clitóris com um dos dedos. Comecei a ficar molhada e, em segundos, a gemer.
Num instante, parou de lamber atrás da minha orelha e disse que adorava como eu gemia.
— Você é muito feminina pra gemer, adoro — sussurrou.
— É? Você gosta?
— Me deixa louca. Agora quero que você se abaixe e chupe bem o strap-on.
Fiz o que ela pediu.
— Tá bom assim? — perguntei com uma timidez calculada.
— Perfeito. Agora vai pra cama. Fica de quatro e abre as pernas.
— Você... vai me comer com isso? É muito grande. Vai me partir.
— Ainda não. Primeiro faz o que eu mandei.
Obedeci. Ela ficou atrás de mim e começou a beijar minhas nádegas.
— Que rabo lindo que você tem. Os caras só devem pensar em te comer por aqui... — murmurou. — Ele meteu por trás em você, né? Com a fama que tem, com certeza doeu, mas depois você deve ter gostado. Piranha, fala a verdade — acrescentou, com a respiração ofegante.
— Sim, foi o que aconteceu. Ele me tratou como uma vagabunda e eu gostei — respondi, sufocada pela vergonha e pelo tesão.
Ela começou a percorrer a minha racha do cu com a língua e depois enfiou no meu ânus.
— Isso me deixa louca... — murmurei.
Depois de um Depois de um bom tempo fazendo aquilo e antes dos meus pedidos, quase súplicas, cada vez mais urgentes pra que me comesse, ela enfiou o strap-on na minha buceta.
Começou a me penetrar.
—Tá bom assim? —perguntou— Ou é forte demais?
—Não, continua assim —respondi.
Ela me deu um tapa na bunda direita. Dei um pulinho, surpresa com a força da palmada, e, como se fosse uma ordem, comecei a rebolar. Depois de beijar minhas costas, com beijos que logo viraram mordidinhas leves, a Sofia acelerou o ritmo das estocadas. As mãos dela foram pros meus peitos. Primeiro, acariciou; depois, apertou cada vez mais forte. Meus gemidos já eram gritos. Virei de barriga pra baixo. Ela começou a puxar meu cabelo enquanto sussurrava no meu ouvido como eu era fogosa, e terminou dizendo que sapatão submissa deixava ela alucinada. Num instante, cravou as unhas nos meus ombros e me mordeu o pescoço. Cada vez me penetrava mais forte. Depois que eu gozei, ela pediu pra eu fazer um cunnilingus nela. Obedeci. Em seguida, por um bom tempo, meti dois dedos nela e fiz ela chegar ao clímax.
Passei a tarde toda na casa da minha amiga. No fim, terminamos o tal vídeo. Deitamos pra dormir um pouco. Ela dormia tranquila; eu, ao contrário, não consegui descansar nem um minuto. Sabia que, pra bem ou pra mal, isso tava só começando.
III
—Você vai me contar a verdade sobre o cara? —perguntou a Sofia.
—Que… que verdade? —gaguejei— Já te contei tudo…
O tapa que ela me deu quase me jogou no chão. Não parecia, mas minha amiga tinha a mão bem pesada.
—Não gosto que me façam de otária. Você cobrou ele ou não? Fala.
—O cara?
—Sim.
—Eu… eu não sou uma puta, meu amor, como você pode pensar isso de mim. Eu… —A Sofia levantou a mão ameaçadora—. Tá, tudo bem; cobrei. Como você ficou sabendo?
—Pelo Júlio. O cara comentou que você era uma puta muito gostosa, mas meio cara.
—Ah! Se isso se espalhar, vou ter que mudar de bairro.
—Não se preocupa, não vai. a passar para algo maior. Eles moram na zona oeste e, além disso, falei pro Júlio que se ele começasse a fofocar sobre o assunto, podia esquecer de mim. Quanto você cobrou dele? Só por curiosidade, não vou te pedir comissão.
—Cinco mil.
—Bem. Mas arriscado. E se ele achasse muito caro e te desse um não?
—Essa era a ideia, eu não queria me prostituir. Falei um valor tão alto pra dissuadir ele, mas não funcionou.
—Entendi.
—Você sai com o Júlio? — perguntei.
—Às vezes, quando tô muito na merda. Dentro do que ele pode, paga bem.
—O que vou fazer agora, Sofi? — falei, pra mudar de assunto. — Isso tá saindo do controle, e feio.
—Não surta. A partir de agora, eu vou cuidar de você. Tudo vai dar certo. Tenta tirar o máximo de grana possível dele e depois, vira a página. Você não é pra caras pervertidos. É uma boa garota. A parada do vídeo foi ideia dele, né?
—Sim.
—Típico.
—Isso é o que quero que você vista.
Ela me deu uma sacolinha com um baby-doll vermelho, acompanhado de meia arrastão e salto alto da mesma cor.
—Sem sutiã e calcinha? — perguntei.
—Não, só isso.
Quando voltei, sentei do lado dele. Ele ligou o aparelho e colocou o DVD.
Em poucos minutos, soltou o cinto, desabotoou a calça e, depois de baixar a cueca, pediu pra eu me ajoelhar na frente dele.
—Começo? — falei, achando que outras instruções da parte dele ou mais perguntas minhas eram desnecessárias.
—Não, primeiro com a mão. Um pouco. Depois com a boca.
Comecei a masturbar ele, e o pau dele foi endurecendo e engrossando na minha mão direita. «Meu Deus, que puta que eu sou. Já quero chupar ele». Depois de umedecer com a língua, meti na boca. Em poucos minutos, ele pediu pra eu tirar o baby-doll e colocar o membro dele entre meus peitos. Ele começou a ofegar cada vez mais alto até que, com uma espécie de ronco, gozou na minha cara.
—Limpa com a língua.
Depois, ele pediu pra eu tomar um banho. Quando voltei, enrolada numa toalha, ele continuava na mesma posição. O vídeo... Já tinha terminado faz tempo e tinha desligado o DVD e a televisão.
—Vem cá —disse ele, apontando pro pau dele.
Sentei em cima dele e enfiei dentro da minha buceta. Coloquei as mãos nos ombros dele e comecei a rebolar. Ele gozou na minha barriga. Depois de um tempo, ele pediu pra eu ir pro sofá e ficar de quatro.
—Empina essa raba.
Ele lubrificou meu cu e me enfiou por trás, não dá pra chamar de outro jeito o que ele fez comigo, sem dó, sem dar a mínima pros meus gritos de dor. Mal conseguia respirar, meus olhos pareciam que iam saltar das órbitas. Abri a boca o máximo que pude e minha língua serpenteou no ar, igual uma cobra, tentando lamber com voracidade o ar que faltava nos meus pulmões. Ele começou a puxar meu cabelo, enquanto me xingava de tudo quanto é jeito que dava pra imaginar. Pra piorar, eu, tomada pela excitação, não parava de falar.
—Tá rasgando meu cu —falei com a voz cheia de tesão—… Mas eu gosto, sim, gosto que você me destrua porque você é meu macho e eu sou sua puta e adoro ser isso. Queria que você me amarrasse na cama e cinco caras como você me estuprassem, um atrás do outro ou dois ao mesmo tempo, pela frente e por trás. Vou pegar uma estrada com esse baby-doll pra uns caminhoneiros me sodomizarem até quase me deixarem morta na beira da pista…
Quanto mais obscenas e sem vergonha eram as frases que eu falava, mais forte ele me penetrava. Não sei mais o que eu disse e prefiro não lembrar.
—Toma cuidado —ele sussurrou no meu ouvido, depois de gozar, com um tom de ameaça—. Vai que suas fantasias se realizam.
IV
Daí fui direto pra casa da Sofi. Mandei uma mensagem avisando que tava indo pra lá. Expliquei na mesma que tava me sentindo muito mal e que, se não fosse incômodo, ia tomar um banho e deitar um pouco. Sabia que ela não tava em casa, mas, como tinha feito uma cópia da chave, podia entrar mesmo assim. Tava toda dolorida, não aguentava nem a calcinha. Sofia, umas duas horas depois, entrou com tudo sigilo, com medo de acordar, mas eu sempre tive o sono muito leve. Ela se despiu e se meteu na cama comigo. Me deu um beijo no pescoço e me abraçou pela cintura.
—Oi.
—Sofi… tô me sentindo um lixo — expliquei ao sentir as mãos dela subindo pelo meu torso em direção aos meus peitos.
—O que foi? Ele te bateu? Vou matar aquele filho da puta…
—Nada a ver, mas a gente transou pesado e perdeu o controle. É culpa minha por não ter parado. Tô dolorida toda, mas não é nada grave, já vai passar.
—Ele te destruiu, né.
—É.
—Você gostou?
—Olha…
***
—Uma amiga minha vai fazer um churrasco, quer vir? É um pouco longe, mas vão nos levar de carro daqui. Além disso, tem piscina e o pessoal vai ficar até domingo inclusive.
—Piscina? Com esse tempo? Tá meio frio.
—Sim, mas o fim de semana vai melhorar, segundo a previsão.
—Não tenho nenhum biquíni decente.
—Sim, mas eu tava te devendo o presente de aniversário, então comprei um pra você.
—Deixa eu ver? — falei curiosa.
—Bom, eu pensei em te dar lá, mas… nunca consegui te dizer não — respondeu sorrindo enquanto ia pro quarto.
Era um microbiquíni com Booty-less.
—Você é maluca, aparece tudo com isso.
—E daí?
—Com certeza vão ter os casais ou o que quer que sejam das suas amigas, vão pensar que sou uma puta que veio pegar homem casado.
—Não se preocupa com elas. Elas vão estar muito ocupadas com outras coisas — acrescentou rindo —. Além disso, é uma saída de garotas. Não vai ter homem nem por acaso.
Na sexta à tarde, duas amigas dela vieram nos buscar. Chegamos mais rápido do que imaginei. Era uma chácara realmente linda, com uma piscina dos sonhos. Os convidados éramos doze, mas todas mulheres, a Sofia tinha razão. «Um churrasco sem churrasqueiro?», pensei surpresa. «Espero que tenha uma pizzaria perto». Não foi tão dramático: uma das gatinhas se virou bem. Tudo estava delicioso, embora um tanto inquietante; melhor dizendo, o inquietante aumentava minuto a minuto.
— Sofia, são cinco casais e a gente, né?
— Sim, finalmente você Percebeu, né? Os anos tão te deixando lenta.
—Não sou tão tapada assim, claro que percebi. As coisas mudam, mas não tanto. Com essa microbiquíni vestida, espero que ninguém pense que sou uma puta querendo roubar o marido de alguém.
—Pra isso acontecer, elas não deviam se comportar feito umas adolescentes no cio. Olha aquela ali, numa mão tem o churrasco e a outra descansa na perna da namorada. O que elas querem é que o churrasco acabe, arrumar um quarto e dar uma boa soneca com as respectivas namoradas sem parecer mal-educadas. Tá tudo bem, relaxa um pouco que aqui viemos curtir na boa. Por isso que não tem homem! —exclamou de ótimo humor.
A sunga era desconfortável, entrava fundo demais, mas me acostumei e decidi que o melhor era nadar, descansar, pegar sol e ignorar os olhares daquelas mulheres que estavam me deixando paranoica; talvez por isso sentia que um peito ia escapar a qualquer momento ou que a Booty-less apertava cada vez mais. Tentar não ser provocativa estando seminua é quase tão ridículo quanto tentar ser pudica, então me resignei a não me preocupar com isso.
À noite, colocaram música. Lena, a namorada de uma loira cujo nome não lembro, me convidou pra dançar. Aceitei. Dançávamos bem soltas, quase por comodidade, já que numa mão, geralmente, a gente segurava uma taça de sidra ou vinho branco ou um caneco cheio de cerveja. Isso não era algo que eu e minha parceira de dança do momento tínhamos adotado por sermos umas bêbadas perdidas, mas sim por imitação. Todas faziam a mesma coisa. Num dado momento, Lena sugeriu que eu provasse um pouco do vinho que ela tava tomando.
—Não curto muito vinho branco, me dá azia.
—Esse é docinho, você vai amar.
Obedeci e provei: ela tinha razão. Pouco depois, Lena passou o braço esquerdo na minha cintura e me apertou forte contra ela. Aí derramou um pouco do vinho que tinha na taça sobre meus peitos. Olhei pra ela sem entender. Ela começou a lamber meus peitos nos lugares onde o líquido tinha caído.
— Você é maluca. Sua mulher está ali do lado.
— Fiz isso porque ela me pediu, bobinha. Ela gosta de me ver com outras gatas. E a Sofí também; você deve conhecê-la pouco, né?
Comecei a ficar molhada. Depois a Lena me deu um beijo de língua. Enquanto fazia isso, começou a desatar o corpete da microbiquíni.
— Para… — falei com a voz embargada, tentando me afastar dela.
Lena começou a beijar meu pescoço. Nesse tempo, devo ter perdido, de certo modo, a noção do tempo, os acontecimentos tinham se precipitado. A loira, a parceira da Lena, tinha tirado o corpete da Sofí e, mais que beijar ou lamber, devorava os peitos dela. As outras mulheres também estavam peladas. Três delas tinham se ajoelhado na frente das parceiras e faziam sexo oral nelas.
— Vem — disse a Lena —, vamos com nossas amigas.
Ao chegar perto delas, Sofia viu que a Leda estava com meu corpete. Cheirou o vinho que dos meus peitos tinha escorrido até minha barriga, se agachou e tirou minha Booty-less. Me pegou pela mão e pediu que eu me sentasse no meio de uma cadeira de praia larga; à minha direita se sentou a loira e a Sofi à esquerda. A loira me pegou pelo queixo, virou meu rosto para a direita e me deu um beijo na boca, enquanto a Sofí percorria minha orelha esquerda com a língua. Depois começou a chupar meu mamilo esquerdo enquanto a loira fazia o mesmo com o outro. Lena se colocou de quatro e começou a lamber minha buceta com voracidade. Depois enfiou um dedo no meu cu. Quando fez isso, comecei a acariciar meus peitos, mas depois os apertei como se quisesse arrancá-los. Abri a boca como se estivesse prestes a me afogar, nem conseguia gritar. Lentamente, a mistura indiscernível de submissão e prazer foi tomando conta de mim até me levar à beira de um desmaio. Quando gozei, juro que não consegui evitar, me mijei toda e um pouco caiu nas bochechas da Lena. Deve ter sido por causa do vinho que tinha bebido.
V
Na semana seguinte, ele me Ele ligou de novo.
—Vou te pagar o mesmo que da primeira vez que a gente se viu, porque dessa vez quero algo especial.
—A gente vai pro apartamento de um amigo, e lá eu vou te amarrar e vendar seus olhos. Aceita?
—Sim.
Entramos no apartamento, parecia novo de tão limpo e arrumado que tava. Fomos pro quarto e ele tirou duas algemas.
—Tira a roupa.
Fiz sem demora, sem tentar seduzir ele nem nada do tipo; não era necessário e o jeito que ele me tratava não estimulava nenhum comportamento nessa direção.
—E agora?
—Fica de quatro na cama.
—Assim?
Fiquei de quatro, abri as pernas e olhei ele de canto. Dava pra ver que a calça dele, na altura da virilha, começava a inchar.
—Tá bom.
Ele pegou meus pulsos e fechou as algemas neles. Na sequência, tirou um lenço de seda comprido de uma gaveta do criado-mudo e me vendeu. Depois que tudo ficou escuro, senti que ele tava se despindo, principalmente pelo barulho da fivela do cinto no chão. Não disse uma palavra e entrou em mim com mais delicadeza do que das outras vezes; talvez fosse o jeito dele de compensar a falta de preliminares. "Então é isso que é ser uma puta; ser um pedaço de carne que abre as pernas e recebe o que vier sem reclamar nem pedir nada além do pagamento", pensei com amargura. Conforme o tempo passava, vieram os tapas na bunda, puxões de cabelo, obscenidades dadas quase aos gritos e minha excitação aumentando. Comecei a gemer.
Enquanto isso rolava, achei que ouvi — depois descobri que não era só impressão — alguém abrindo a porta do quarto e entrando de mansinho. Pensei que, talvez, quisesse filmar a cena. Rapidamente descartei essa ideia porque o barulho dos passos não parava, só aumentava. Na hora, lembrei da ameaça dele da vez anterior: "cuidado pra suas fantasias não se realizarem". A incerteza, o terror, o desejo que eu precisava negar por causa do consequências, ele se juntou à ação do pau dele na minha buceta e eu gozei pela primeira vez naquela tarde.
Quando ele terminou, achei que, talvez, tivesse me enganado. Essa ideia durou até eu sentir um dedo lubrificando a entrada do meu cu. Daí alguém, nunca vi o rosto ou soube o nome, começou a me comer com uma fúria crescente, com certeza por instruções do cara. Ele me agarrou pelas pernas, puxou elas pra trás pra eu não ficar mais de quatro e me deixar de bruços. Abri o máximo que pude pra evitar, na medida do possível, que a pica enorme daquele homem me machucasse, mas entrei em pânico quando senti duas mãos tentando me virar de lado: outro corpo tentava se enfiar debaixo do meu.
—Parem! Não vou dar conta dos dois…
O segundo logo conseguiu o que queria e o membro dele, tão grande ou maior que o do outro, entrou na minha pussy. O que estava por cima teve que mudar de posição, mas isso não deu muito problema pra ele. Os dois estavam me comendo ao mesmo tempo e meus berros começaram a ecoar pela casa toda.
Bem devagar, sem perceber, sem conseguir evitar, meus gritos foram se transformando em algo parecido com suspiros entrecortados. O sofrimento não sumiu, mas foi esmagado por outras sensações.
Perto de terminar, os dois saíram de dentro de mim e gozaram nas minhas costas. Depois, senti que, na altura da cabeceira, o colchão afundava um pouco mais, alguém subia na cama.
—Fica de quatro de novo e abre a boca.
Obedeci. Ele enfiou a pica na minha boca e me segurou pelo cabelo, movendo minha cabeça pra frente e pra trás até gozar. Saí da posição e me joguei no colchão de bruços, com braços e pernas abertos, meu corpo formando um X.
Por uns minutos, não sei quantos, não tentei me mexer ou não conseguia. Meu corpo inteiro doía; eu respirava muito ofegante, como se tivesse um ataque de asma, mas nunca tinha gozado tão forte na minha vida. Quando recuperei o fôlego, me Tirei a venda dos olhos e vi que o cara estava sentado do meu lado, esperando eu me recuperar.
—Qual é, quer me matar? Você é um filho da puta… —falei pro cara, que, com toda calma, estava do meu lado, fumando um cigarro.
—Pode ser. Mas você gostou. No fundo, você gostou, não me engana. Ou tô errado?
—Não é essa a questão. Você devia ter perguntado primeiro.
—Você ia dizer que não. As gostosas são medrosas, nunca aceitam o que querem. Preferem os medos aos desejos. E você tem a buceta quente demais.
—Quem eram aqueles caras? Me conhecem?
—Não, fica tranquila com isso. São dois caras que contratei.
—Ainda bem.
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