Um domingo interessante, com propostas de trabalho estranhas e novos jogos vespertinos. Uma segunda-feira que promete ser ainda mais interessante: mamãe me pega fazendo algo inesperado e eu preparo minha câmera...
No dia seguinte, acordei muito mais relaxado, e até de bom humor. Era domingo, o dia de maior movimento em La Cresta de Oro, então me preparei para recarregar as baterias com um café da manhã reforçado e encarar com filosofia meu trabalho monótono e os constantes lamentos da minha chefe.
Papai não trabalhava aos domingos, e tomamos café da manhã os três juntos na cozinha. Minha mãe estava radiante, e até cantarolava enquanto fazia torradas e suco de laranja para a gente. Dava pra ver que na noite anterior ela tinha levado uma bela surra. Meu pai também estava alegre, dentro do seu jeito fleumático, e eu não conseguia evitar olhar pra ele com outros olhos depois do que vi escondido pelo corredor, com uma mistura de inveja e admiração.
— Já que você voltou solteiro da praia, que tal arrumar uma namorada aqui na cidade, garoto? Tô te vendo muito parado — ele disse depois de engolir vários biscoitos.
— Mas se ele só chegou faz dois dias! — interveio minha mãe, que sempre ficava desconfortável quando papai e eu falávamos de mulheres na frente dela — Deixa ele se concentrar no trabalho, que tempo pra namorada ele vai ter.
— Não tô dizendo pra ele casar depois de amanhã, mulher, mas que ele se divirta um pouco, agora que pode — continuou papai — Você não gosta da Lucinda, a caixa do açougue? Ela é solteira.
— Ah, para! Mas se ela é mais velha que ele, e ainda tem cara de puta — disse mamãe, indignada.
— Mas como você é antiquada.
— Pois eu acho que ela é bem gostosa — falei, só pra provocar mamãe.
Como esperado, ela me deu um cascudo sonoro. Papai soltou uma gargalhada e levou outro, mais leve, quase um carinho.
— O que você tem que fazer é trabalhar e arrumar uma boa moça, mas espanhola e cristã, que essa aí eu nunca vi na igreja nem num domingo.
Quando terminou de tomar café da manhã, Meu pai foi pra sala ver televisão e nos deixou sozinhos. Ela tinha começado a lavar a louça, e me olhou de canto, talvez com medo que eu fizesse algo parecido com o da manhã anterior, mas com meu pai tão perto nem me passaria pela cabeça. Olhei pra ela com um sorriso safado, e me inclinei um pouco pra trás na cadeira pra dar pra perceber que eu tava de pau duro. Ver ela se mexendo pela cozinha com o roupão acolchoado apertado nas curvas enormes do corpo dela já tinha sido o suficiente pra me deixar com o pau endurecido, mesmo com o marido dela ali.
— Como você dormiu ontem à noite, mamãe?
— Ulisses, não começa — respondeu bem baixinho, virando a cabeça pra porta que dava pra sala.
— Só te perguntei como você dormiu, não precisa ser tão sensível.
— Bom, não dormi muito bem, já que você perguntou. Fiquei pensando no que a gente conversou — disse. Olhou em volta de novo, pra ter certeza de que estávamos sozinhos.
— Entendi. Então depois que o papai te comeu você não parava de pensar em mim, hein?
— Eu não disse isso! Não me enrosca, e faz o favor de não falar assim comigo.
— Você já tomou uma decisão? Amanhã eu não trabalho, e a gente vai ficar sozinho a manhã inteira.
O Cresta de Ouro fechava às segundas, e esse era meu único dia de folga na semana. Mamãe sabia disso, e com certeza já tinha pensado no fato de que a gente ia ficar sozinho em casa. Mas no rosto dela não tinha animação nenhuma.
— Não me pressiona, filho. O que você tá me pedindo... não é tão fácil assim.
Levantei da mesa, com um prato sujo na mão, e fui até a pia. Fiquei atrás dela e, como quem não quer nada, apertei o pau contra a bunda dela quando larguei o prato na água com espuma e me inclinei pra falar no ouvido dela. Senti ela tremer, não sei se de tesão ou de medo, ou dos dois.
— Pra mim parece muito fácil — falei, antes de dar um beijo perto da orelha dela —. Não me faz esperar muito, mamãe.
Saí da cozinha pra me trocar e ir pro trabalho, um pouco irritado. pela atitude reticente da minha mãe e meio arrependido pela minha última frase, que tinha soado muito parecida com uma ameaça. Eu morria de vontade de possuí-la, mas não tinha intenção de tentar forçá-la de novo. Tinha aprendido a lição, e além disso sabia que seria muito mais prazeroso, um verdadeiro triunfo, se ela se entregasse a mim voluntariamente.
*****
Na cozinha, as horas passaram tão lentas como de costume entre os espetos, os frangos giratórios e as batatas fritas. Na hora do almoço, a atividade ficou frenética, como se a porra do povoado inteiro tivesse decidido em massa comer frango assado. Seu Fulgencio espetava e assava sem parar, Lucinda enchia a caixa registradora de notas e os entregadores entravam e saíam levando pedidos.
Lá pelas cinco da tarde, tudo terminou e a gente começou a limpar. O mestre frangueiro se desculpou, dizendo que estava com dor nas costas, e foi pra casa assim que o último cliente foi embora (algo que ele costumava fazer sempre). Lucinda terminou de varrer o salão e também foi embora, então dona Paca e eu ficamos sozinhos, exceto pela Adelita, que estava numa mesa do salão desenhando naves espaciais com seus lápis de cera.
Nos dias em que não tinha escola, a coitada ficava largada; se não ficava sozinha em casa, dava voltas pelo povoado ou sentava em qualquer lugar pra desenhar. Decidi que naquela tarde ia convidar ela pra casa também. Não me faria mal extravasar, pra poder levar as coisas com calma se finalmente mamãe decidisse que segunda-feira era o dia ideal pra se entregar ao seu filho lascivo.
Como sempre que o marido não estava, a atitude da minha enorme chefa mudou. Mas dessa vez ela não começou a xingar sem piedade a caixa caribenha, e sim fechou a porta da cozinha e a janelinha que dava pro balcão. Fosse o que fosse que ia me dizer, não queria que ninguém soubesse, nem mesmo sua filha inocente. Parou na minha frente, limpando a gordura do rosto com um pano, e suspirou. Não pude evitar olhar como os peitos descomunais aumentavam ainda mais de tamanho debaixo do avental ensebado.
—Preciso falar com você, Ulisses.
—Pode falar, Dona Paca.
Fingi tranquilidade, parei de limpar e me apoiei na parede, embora na verdade estivesse começando a ficar nervoso. Ela estava muito séria, e por um momento temi que a filha dela tivesse contado algo sobre nossa brincadeira de Chapeuzinho Vermelho e o Lobo. Por sorte, era outro assunto que ela queria tratar comigo.
—Olha... eu sei que você é um bom garoto, e que posso confiar em você, então vou te pedir um favor, algo muito delicado que tem que ficar entre nós, entendeu? —Eu assenti, e ela respirou fundo com dificuldade, como se custasse a se decidir a falar, e continuou—. Como você já sabe, porque não consigo me calar e já te falei um milhão de vezes, suspeito que meu marido está transando com a Promíscua da caixa, e preciso que você me ajude.
Meu primeiro pensamento foi que Dona Paca queria se vingar do marido me comendo na cozinha, entre os restos de frango assado e a louça suja. A verdade é que a ideia não me desagradava nada; minha chefe não era o que se pode chamar de bonita, tinha uns quilos a mais e a sensualidade de um trator. Mas era enorme. Me batia de altura (tenho quase um metro e oitenta), tinha os peitos maiores que já vi na vida e uma rabeta à altura. Não era tão gostosa quanto minha mãe, nem tanto quanto a Adelita, mas a chance de montar uma mulher daquele tamanho no estilo rodeio não aparecia muitas vezes na vida, e se estivesse ao meu alcance, eu ia aproveitar.
—Pode falar, Dona Paca. Se eu puder ajudar em alguma coisa, vou ajudar.
—Preciso de provas. Provas de que o filho da puta do meu marido está me traindo. Sabe como é, fotos onde dê pra ver ele comendo a puta da caixa —disse ela, me deixando bem confuso.
—Entendi... mas como é que eu posso ajudar com isso?
—Amanhã é segunda-feira, e não trabalhamos, como você sabe. À tarde, o Fulgencio diz que vai jogar cartas com os amigos do bar, mas eu sei que ele vai encontra ela em algum lugar. Tenho certeza. Se você segui-los e conseguir tirar uma foto "em flagrante", terei a prova que preciso.
Arregalei os olhos, sem acreditar no que minha chefe estava me propondo. Ela achava que eu era um paparazzi ou algo assim? Deve ter lido meus pensamentos, porque continuou falando.
— Se não contrato um detetive é porque o Fulgencio controla cada centavo que entra ou sai de casa e ele perceberia. Mas não pense que estou te pedindo isso de graça. Quando eu tiver provas de que ele está me traindo, vou contratar um bom advogado e arrancar até o fígado daquele filho da puta. Fico com o ponto, mando pra merda esse frango assado e monto um restaurante como Deus manda. E claro, vou precisar de um bom chefe de cozinha...
Com certeza, ela sabia como me fisgar. Pode ser que o plano fosse louco, e que tivesse muitos furos, já que não era certo que a Paquita conseguisse tomar do marido o La Cresta de Oro, ou que ela cumprisse a promessa de reformar o lugar e me dar o comando da cozinha, mas o que eu perdia tentando? No mínimo, ia foder a vida daquele rato do seu Fulgencio.
Olhei por uns longos segundos para dona Paca, pesando os sentimentos contraditórios que ela me despertava. Por um lado, confiava nela, não parecia esperta o bastante pra ser maquiavélica; por outro, me dava nojo do jeito que tratava a filha; por outro, cada vez me atraía mais a ideia de montar ela no pelo no chão da cozinha; por outro, ela era irritante, paranoica e mesquinha; por outro...
— Tá bom, vou tentar. Mas não prometo nada.
— Obrigada, Ulisses, sabia que podia contar com você — disse ela. Me deu um abraço, me espremendo contra os peitões dela, e se sentiu meu pau duro encostado na coxa dela, não deu sinal nenhum. — Ele sempre sai de casa lá pelas quatro, depois do almoço, entra no carro e dirige em direção à estrada.
— Vou ficar de olho. Conta — falei eu, falando como um detetive de verdade —, mas seu Fulgencio conhece meu carro, e pode perceber que estou seguindo ele. Melhor eu vigiar a Lucinda, você sabe o endereço dela?
— Sim, vou anotar num papel agora. Não deixa essa Promíscua escapar.
Terminamos de limpar e saímos da cozinha. A Adelita bateu palmas animada quando a convidei pra passar a tarde comigo de novo, e a mãe dela se despediu me agradecendo mais uma vez e me dando um beijo sonoro na bochecha.
*****
Naquela tarde, enquanto meu pai dormia como um urso na cama e minha mãe cochilava no sofá, eu e a Adelita vimos no meu notebook uma versão peculiar da Branca de Neve, onde os sete anões tinham ferramentas boas, mas não pra picar na mina, exatamente.
Graças ao xarope de chocolate, consegui que ela me mostrasse aqueles peitos lindos, com biquinhos pequenos e rosados, e que me deixasse apalpar e chupar à vontade. Depois, ensinei uma parada muito divertida que ela podia fazer com eles se eu enfiasse meu pau no meio, bem lubrificado com a saliva dela. Me fez gozar três vezes daquele jeito, a última usando também a boca, e precisei de um pacote inteiro de lenços umedecidos pra limpar a meleca pegajosa de porra e chocolate do peito e da cara dela.
Ficamos tão entretidos que esqueci de sair pra preparar o lanche, e minha mãe, tão atenciosa como sempre, trouxe numa bandeja. Decidi que tinha que comprar um trinco pra porta quando a vi aparecer. Por sorte, já estávamos os dois vestidos e jogando videogame como se nada tivesse acontecido.
— Que divertido, hein? — disse mamãe, depois de deixar os sanduíches na mesa.
— Sim, muito — respondeu a Adelita, sem tirar os olhos da tela.
*****
Na segunda-feira, um dia que prometia ser interessante, acordei lá pelas dez da manhã. Tinha dormido mais que o normal, sem dúvida por causa do cansaço acumulado depois de um fim de semana de trabalho pesado, brincadeiras vespertinas e espionagem. noturno.
Ao sair do meu quarto, me deparei com a casa vazia. Papai tinha ido trabalhar horas antes e na cozinha encontrei um bilhete da mamãe preso na geladeira com um ímã. "Fui visitar a vovó, que está meio mal uns dias. Volto na hora do almoço. Beijos, Mamãe". Não gosto de insultar a mulher que me deu a vida e que eu desejo acima de qualquer outra, mas era claro que a putinha tinha se mandado pra não ficar sozinha comigo.
Tomei café da manhã puto da vida, e me deitei no sofá da sala pra ver o canal de culinária, pensando em como castigá-la pela covardia dela. Conforme as horas passavam, fui me acalmando um pouco. A parte do meu cérebro que não estava diretamente ligada ao meu pau tentava me fazer entrar na razão, dizendo que não devia ser fácil pra ela dar esse passo. Até limpei um pouco a cozinha e arrumei meu quarto, pra ela não ter motivo de reclamação quando voltasse.
Ela voltou quase uma e meia da tarde, com várias sacolas do supermercado que ajudei a levar até a cozinha depois de dar um beijo inocente de boas-vindas. Olhei pra ela de cima a baixo, ainda na dúvida se perdoava pela ausência ou jogava na cara. Ela usava um vestido de verão com estampas florais (na minha cidade ainda faz calor em setembro), que caía com graça até os joelhos e não muito decotado, como convinha a uma mulher decente. Mesmo assim, as curvas dela eram evidentes demais pra uma roupa tão leve conseguir disfarçar, e as panturrilhas ficavam à mostra, aquelas panturrilhas grossas e carnudas que me excitavam tanto. Calçava umas sandálias com um saltozinho, daquelas que só mulheres com pés tão bonitos quanto os dela podem usar.
— Como tá a vovó? — perguntei. Sentado numa cadeira da cozinha, observava ela guardar as compras.
— Ah... já tá melhor, não se preocupa.
Levantei e fiquei atrás dela. Ela estava colocando uns pacotes de legumes na parte de cima. do armário, e não percebeu minha proximidade até que aproveitei sua postura sugestiva, na ponta dos pés e com os braços erguidos, para agarrar os peitos dela com as duas mãos e apertar meu pau contra a bunda dela.
— Ulisses, pelo amor de Deus! — exclamou, se livrando das minhas mãos com um gesto brusco, mas sem afastar o corpo do meu.
— Você foi embora porque tinha medo de ficar sozinha comigo? — perguntei, bem perto do ouvido dela.
— Fui porque a vovó estava doente. Sai de perto, por favor...
Não liguei. Levei as mãos até a cintura dela e beijei seu pescoço com suavidade. Dava pra sentir o calor da pele dela através da roupa, e a respiração ofegante fazendo os peitos subirem e descerem. Ela não disse nada por um tempo, e não me empurrou, o que era um bom sinal. Levei uma das mãos para baixo e levantei o vestido dela enquanto acariciava a coxa, subindo até a cintura. Nunca toquei em nada tão macio quanto a pele daquela coxa.
— Por favor... seu pai está chegando.
Virei a cabeça para o relógio da cozinha. Faltavam quinze para as duas, e papai sempre chegava às duas, a menos que parasse pra tomar umas cervejas com os colegas da fábrica, mas isso só acontecia sexta ou sábado, nunca segunda. Por mais ansioso que estivesse, não gostava da ideia de nossa primeira transa durar dez minutos, nem de ter que ficar de alerta pra ver se a porta da frente abria. Soltei um palavrão e me afastei dela, deixando que ela se virasse e me olhasse na cara.
— Pelo menos faz o de sempre. Pra isso dá tempo — falei, decidido a não ficar na vontade.
— O de sempre?
— É, me bate uma punheta, porra, ou já esqueceu?
Reconheço que fui brusco demais, e a reação dela não demorou, mas não foi um tapa, nem um cascudo, nem uma reclamação. Ela me olhou direto nos olhos, desafiadora, com os lábios apertados e respirando pesado pela nariz. Ela puxou minha calça pra baixo de uma vez e apontou pra uma cadeira. Sentei na hora, tão surpreso quanto excitado com a reação estranha dela. Ela se ajoelhou na minha frente, cuspiu nas mãos e começou a me dar prazer como sempre fazia, só que dessa vez não parava de me encarar nos olhos. Eu devolvi o olhar sem piscar. Se ela achava que ia me deixar desconfortável ou culpado, é porque não me conhecia nada.
Pra testar ela, estiquei um braço pra pegar nos peitos dela, e ela me deu um tapa forte.
— Você falou aquilo de sempre, né? Então nada de me tocar — falou, com um tom frio igual sorvete.
Entrei na brincadeira e coloquei os braços dos dois lados do corpo, me segurando na madeira da cadeira como se fosse decolar pra lua. Ela cuspiu de novo e acelerou o ritmo da punheta, enquanto minha respiração também acelerava. Depois de tantas punhetas que ela me fez ao longo dos anos, ninguém sabe melhor que a mamãe quando eu tô perto de gozar, por isso me surpreendeu tanto o que ela fez em seguida. Bombando com as duas mãos, ela se inclinou pra frente, sem parar de me olhar nos olhos, e colocou os lábios em volta da cabeça do pau, enfiando quase inteiro na boca. Bastou a sensação molhada e um leve movimento da língua dela pra fazer o vulcão entrar em erupção. E a surpresa foi maior ainda, porque ela não se afastou nem fez careta, só engoliu, engoliu e engoliu até a última gota da minha porra abundante, engolindo como se fosse um remédio amargo que tomava por obrigação.
Sem falar uma palavra, ela se levantou, alisou o vestido com as mãos e foi até a pia beber um copo d'água. Eu não conseguia me recuperar do susto, e ficava olhando pra ela besta, ainda ofegante.
— Sobe a calça, que seu pai tá chegando.
— Mãe... — comecei, mas não sabia bem o que dizer.
— Vai ver TV, anda, que vou fazer a comida.
Me joguei no sofá, com a Minha cabeça tá rodando, ainda abalado, não tanto pelo que minha mãe tinha feito, mas pela atitude dela enquanto fazia. Será que ela seria tão fria e sem graça se finalmente conseguisse transar com ela? Esperava que não. Como mãe, ela era uma mulher doce, atenciosa, generosa e carinhosa, e queria que como amante fosse igual. Tava claro que, além dos escrúpulos morais dela, minha atitude era um problema, e eu precisava agir de outro jeito se quisesse alcançar meu objetivo.
Pra piorar, minutos depois de terminarmos, meu pai ligou da fábrica dizendo que tinha que ficar pra fazer hora extra e não chegaria em casa até o fim da tarde. Se eu soubesse disso antes, teria levado as coisas com mais calma e talvez tivesse sido diferente. Mas não tinha mais volta. Ia ter que esperar uma oportunidade melhor.
Meia hora depois, a gente comeu junto na cozinha, sem falar muito, e eu falei que tinha combinado com meus velhos amigos do bairro de jogar uma partida de futebol. Coloquei o moletom, joguei na bolsa de esporte minha câmera digital pequena, um boné e uns óculos escuros pra passar despercebido, e saí pra cumprir minha missão de detetive particular de chifres.
Continua...
No dia seguinte, acordei muito mais relaxado, e até de bom humor. Era domingo, o dia de maior movimento em La Cresta de Oro, então me preparei para recarregar as baterias com um café da manhã reforçado e encarar com filosofia meu trabalho monótono e os constantes lamentos da minha chefe.
Papai não trabalhava aos domingos, e tomamos café da manhã os três juntos na cozinha. Minha mãe estava radiante, e até cantarolava enquanto fazia torradas e suco de laranja para a gente. Dava pra ver que na noite anterior ela tinha levado uma bela surra. Meu pai também estava alegre, dentro do seu jeito fleumático, e eu não conseguia evitar olhar pra ele com outros olhos depois do que vi escondido pelo corredor, com uma mistura de inveja e admiração.
— Já que você voltou solteiro da praia, que tal arrumar uma namorada aqui na cidade, garoto? Tô te vendo muito parado — ele disse depois de engolir vários biscoitos.
— Mas se ele só chegou faz dois dias! — interveio minha mãe, que sempre ficava desconfortável quando papai e eu falávamos de mulheres na frente dela — Deixa ele se concentrar no trabalho, que tempo pra namorada ele vai ter.
— Não tô dizendo pra ele casar depois de amanhã, mulher, mas que ele se divirta um pouco, agora que pode — continuou papai — Você não gosta da Lucinda, a caixa do açougue? Ela é solteira.
— Ah, para! Mas se ela é mais velha que ele, e ainda tem cara de puta — disse mamãe, indignada.
— Mas como você é antiquada.
— Pois eu acho que ela é bem gostosa — falei, só pra provocar mamãe.
Como esperado, ela me deu um cascudo sonoro. Papai soltou uma gargalhada e levou outro, mais leve, quase um carinho.
— O que você tem que fazer é trabalhar e arrumar uma boa moça, mas espanhola e cristã, que essa aí eu nunca vi na igreja nem num domingo.
Quando terminou de tomar café da manhã, Meu pai foi pra sala ver televisão e nos deixou sozinhos. Ela tinha começado a lavar a louça, e me olhou de canto, talvez com medo que eu fizesse algo parecido com o da manhã anterior, mas com meu pai tão perto nem me passaria pela cabeça. Olhei pra ela com um sorriso safado, e me inclinei um pouco pra trás na cadeira pra dar pra perceber que eu tava de pau duro. Ver ela se mexendo pela cozinha com o roupão acolchoado apertado nas curvas enormes do corpo dela já tinha sido o suficiente pra me deixar com o pau endurecido, mesmo com o marido dela ali.
— Como você dormiu ontem à noite, mamãe?
— Ulisses, não começa — respondeu bem baixinho, virando a cabeça pra porta que dava pra sala.
— Só te perguntei como você dormiu, não precisa ser tão sensível.
— Bom, não dormi muito bem, já que você perguntou. Fiquei pensando no que a gente conversou — disse. Olhou em volta de novo, pra ter certeza de que estávamos sozinhos.
— Entendi. Então depois que o papai te comeu você não parava de pensar em mim, hein?
— Eu não disse isso! Não me enrosca, e faz o favor de não falar assim comigo.
— Você já tomou uma decisão? Amanhã eu não trabalho, e a gente vai ficar sozinho a manhã inteira.
O Cresta de Ouro fechava às segundas, e esse era meu único dia de folga na semana. Mamãe sabia disso, e com certeza já tinha pensado no fato de que a gente ia ficar sozinho em casa. Mas no rosto dela não tinha animação nenhuma.
— Não me pressiona, filho. O que você tá me pedindo... não é tão fácil assim.
Levantei da mesa, com um prato sujo na mão, e fui até a pia. Fiquei atrás dela e, como quem não quer nada, apertei o pau contra a bunda dela quando larguei o prato na água com espuma e me inclinei pra falar no ouvido dela. Senti ela tremer, não sei se de tesão ou de medo, ou dos dois.
— Pra mim parece muito fácil — falei, antes de dar um beijo perto da orelha dela —. Não me faz esperar muito, mamãe.
Saí da cozinha pra me trocar e ir pro trabalho, um pouco irritado. pela atitude reticente da minha mãe e meio arrependido pela minha última frase, que tinha soado muito parecida com uma ameaça. Eu morria de vontade de possuí-la, mas não tinha intenção de tentar forçá-la de novo. Tinha aprendido a lição, e além disso sabia que seria muito mais prazeroso, um verdadeiro triunfo, se ela se entregasse a mim voluntariamente.
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Na cozinha, as horas passaram tão lentas como de costume entre os espetos, os frangos giratórios e as batatas fritas. Na hora do almoço, a atividade ficou frenética, como se a porra do povoado inteiro tivesse decidido em massa comer frango assado. Seu Fulgencio espetava e assava sem parar, Lucinda enchia a caixa registradora de notas e os entregadores entravam e saíam levando pedidos.
Lá pelas cinco da tarde, tudo terminou e a gente começou a limpar. O mestre frangueiro se desculpou, dizendo que estava com dor nas costas, e foi pra casa assim que o último cliente foi embora (algo que ele costumava fazer sempre). Lucinda terminou de varrer o salão e também foi embora, então dona Paca e eu ficamos sozinhos, exceto pela Adelita, que estava numa mesa do salão desenhando naves espaciais com seus lápis de cera.
Nos dias em que não tinha escola, a coitada ficava largada; se não ficava sozinha em casa, dava voltas pelo povoado ou sentava em qualquer lugar pra desenhar. Decidi que naquela tarde ia convidar ela pra casa também. Não me faria mal extravasar, pra poder levar as coisas com calma se finalmente mamãe decidisse que segunda-feira era o dia ideal pra se entregar ao seu filho lascivo.
Como sempre que o marido não estava, a atitude da minha enorme chefa mudou. Mas dessa vez ela não começou a xingar sem piedade a caixa caribenha, e sim fechou a porta da cozinha e a janelinha que dava pro balcão. Fosse o que fosse que ia me dizer, não queria que ninguém soubesse, nem mesmo sua filha inocente. Parou na minha frente, limpando a gordura do rosto com um pano, e suspirou. Não pude evitar olhar como os peitos descomunais aumentavam ainda mais de tamanho debaixo do avental ensebado.
—Preciso falar com você, Ulisses.
—Pode falar, Dona Paca.
Fingi tranquilidade, parei de limpar e me apoiei na parede, embora na verdade estivesse começando a ficar nervoso. Ela estava muito séria, e por um momento temi que a filha dela tivesse contado algo sobre nossa brincadeira de Chapeuzinho Vermelho e o Lobo. Por sorte, era outro assunto que ela queria tratar comigo.
—Olha... eu sei que você é um bom garoto, e que posso confiar em você, então vou te pedir um favor, algo muito delicado que tem que ficar entre nós, entendeu? —Eu assenti, e ela respirou fundo com dificuldade, como se custasse a se decidir a falar, e continuou—. Como você já sabe, porque não consigo me calar e já te falei um milhão de vezes, suspeito que meu marido está transando com a Promíscua da caixa, e preciso que você me ajude.
Meu primeiro pensamento foi que Dona Paca queria se vingar do marido me comendo na cozinha, entre os restos de frango assado e a louça suja. A verdade é que a ideia não me desagradava nada; minha chefe não era o que se pode chamar de bonita, tinha uns quilos a mais e a sensualidade de um trator. Mas era enorme. Me batia de altura (tenho quase um metro e oitenta), tinha os peitos maiores que já vi na vida e uma rabeta à altura. Não era tão gostosa quanto minha mãe, nem tanto quanto a Adelita, mas a chance de montar uma mulher daquele tamanho no estilo rodeio não aparecia muitas vezes na vida, e se estivesse ao meu alcance, eu ia aproveitar.
—Pode falar, Dona Paca. Se eu puder ajudar em alguma coisa, vou ajudar.
—Preciso de provas. Provas de que o filho da puta do meu marido está me traindo. Sabe como é, fotos onde dê pra ver ele comendo a puta da caixa —disse ela, me deixando bem confuso.
—Entendi... mas como é que eu posso ajudar com isso?
—Amanhã é segunda-feira, e não trabalhamos, como você sabe. À tarde, o Fulgencio diz que vai jogar cartas com os amigos do bar, mas eu sei que ele vai encontra ela em algum lugar. Tenho certeza. Se você segui-los e conseguir tirar uma foto "em flagrante", terei a prova que preciso.
Arregalei os olhos, sem acreditar no que minha chefe estava me propondo. Ela achava que eu era um paparazzi ou algo assim? Deve ter lido meus pensamentos, porque continuou falando.
— Se não contrato um detetive é porque o Fulgencio controla cada centavo que entra ou sai de casa e ele perceberia. Mas não pense que estou te pedindo isso de graça. Quando eu tiver provas de que ele está me traindo, vou contratar um bom advogado e arrancar até o fígado daquele filho da puta. Fico com o ponto, mando pra merda esse frango assado e monto um restaurante como Deus manda. E claro, vou precisar de um bom chefe de cozinha...
Com certeza, ela sabia como me fisgar. Pode ser que o plano fosse louco, e que tivesse muitos furos, já que não era certo que a Paquita conseguisse tomar do marido o La Cresta de Oro, ou que ela cumprisse a promessa de reformar o lugar e me dar o comando da cozinha, mas o que eu perdia tentando? No mínimo, ia foder a vida daquele rato do seu Fulgencio.
Olhei por uns longos segundos para dona Paca, pesando os sentimentos contraditórios que ela me despertava. Por um lado, confiava nela, não parecia esperta o bastante pra ser maquiavélica; por outro, me dava nojo do jeito que tratava a filha; por outro, cada vez me atraía mais a ideia de montar ela no pelo no chão da cozinha; por outro, ela era irritante, paranoica e mesquinha; por outro...
— Tá bom, vou tentar. Mas não prometo nada.
— Obrigada, Ulisses, sabia que podia contar com você — disse ela. Me deu um abraço, me espremendo contra os peitões dela, e se sentiu meu pau duro encostado na coxa dela, não deu sinal nenhum. — Ele sempre sai de casa lá pelas quatro, depois do almoço, entra no carro e dirige em direção à estrada.
— Vou ficar de olho. Conta — falei eu, falando como um detetive de verdade —, mas seu Fulgencio conhece meu carro, e pode perceber que estou seguindo ele. Melhor eu vigiar a Lucinda, você sabe o endereço dela?
— Sim, vou anotar num papel agora. Não deixa essa Promíscua escapar.
Terminamos de limpar e saímos da cozinha. A Adelita bateu palmas animada quando a convidei pra passar a tarde comigo de novo, e a mãe dela se despediu me agradecendo mais uma vez e me dando um beijo sonoro na bochecha.
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Naquela tarde, enquanto meu pai dormia como um urso na cama e minha mãe cochilava no sofá, eu e a Adelita vimos no meu notebook uma versão peculiar da Branca de Neve, onde os sete anões tinham ferramentas boas, mas não pra picar na mina, exatamente.
Graças ao xarope de chocolate, consegui que ela me mostrasse aqueles peitos lindos, com biquinhos pequenos e rosados, e que me deixasse apalpar e chupar à vontade. Depois, ensinei uma parada muito divertida que ela podia fazer com eles se eu enfiasse meu pau no meio, bem lubrificado com a saliva dela. Me fez gozar três vezes daquele jeito, a última usando também a boca, e precisei de um pacote inteiro de lenços umedecidos pra limpar a meleca pegajosa de porra e chocolate do peito e da cara dela.
Ficamos tão entretidos que esqueci de sair pra preparar o lanche, e minha mãe, tão atenciosa como sempre, trouxe numa bandeja. Decidi que tinha que comprar um trinco pra porta quando a vi aparecer. Por sorte, já estávamos os dois vestidos e jogando videogame como se nada tivesse acontecido.
— Que divertido, hein? — disse mamãe, depois de deixar os sanduíches na mesa.
— Sim, muito — respondeu a Adelita, sem tirar os olhos da tela.
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Na segunda-feira, um dia que prometia ser interessante, acordei lá pelas dez da manhã. Tinha dormido mais que o normal, sem dúvida por causa do cansaço acumulado depois de um fim de semana de trabalho pesado, brincadeiras vespertinas e espionagem. noturno.
Ao sair do meu quarto, me deparei com a casa vazia. Papai tinha ido trabalhar horas antes e na cozinha encontrei um bilhete da mamãe preso na geladeira com um ímã. "Fui visitar a vovó, que está meio mal uns dias. Volto na hora do almoço. Beijos, Mamãe". Não gosto de insultar a mulher que me deu a vida e que eu desejo acima de qualquer outra, mas era claro que a putinha tinha se mandado pra não ficar sozinha comigo.
Tomei café da manhã puto da vida, e me deitei no sofá da sala pra ver o canal de culinária, pensando em como castigá-la pela covardia dela. Conforme as horas passavam, fui me acalmando um pouco. A parte do meu cérebro que não estava diretamente ligada ao meu pau tentava me fazer entrar na razão, dizendo que não devia ser fácil pra ela dar esse passo. Até limpei um pouco a cozinha e arrumei meu quarto, pra ela não ter motivo de reclamação quando voltasse.
Ela voltou quase uma e meia da tarde, com várias sacolas do supermercado que ajudei a levar até a cozinha depois de dar um beijo inocente de boas-vindas. Olhei pra ela de cima a baixo, ainda na dúvida se perdoava pela ausência ou jogava na cara. Ela usava um vestido de verão com estampas florais (na minha cidade ainda faz calor em setembro), que caía com graça até os joelhos e não muito decotado, como convinha a uma mulher decente. Mesmo assim, as curvas dela eram evidentes demais pra uma roupa tão leve conseguir disfarçar, e as panturrilhas ficavam à mostra, aquelas panturrilhas grossas e carnudas que me excitavam tanto. Calçava umas sandálias com um saltozinho, daquelas que só mulheres com pés tão bonitos quanto os dela podem usar.
— Como tá a vovó? — perguntei. Sentado numa cadeira da cozinha, observava ela guardar as compras.
— Ah... já tá melhor, não se preocupa.
Levantei e fiquei atrás dela. Ela estava colocando uns pacotes de legumes na parte de cima. do armário, e não percebeu minha proximidade até que aproveitei sua postura sugestiva, na ponta dos pés e com os braços erguidos, para agarrar os peitos dela com as duas mãos e apertar meu pau contra a bunda dela.
— Ulisses, pelo amor de Deus! — exclamou, se livrando das minhas mãos com um gesto brusco, mas sem afastar o corpo do meu.
— Você foi embora porque tinha medo de ficar sozinha comigo? — perguntei, bem perto do ouvido dela.
— Fui porque a vovó estava doente. Sai de perto, por favor...
Não liguei. Levei as mãos até a cintura dela e beijei seu pescoço com suavidade. Dava pra sentir o calor da pele dela através da roupa, e a respiração ofegante fazendo os peitos subirem e descerem. Ela não disse nada por um tempo, e não me empurrou, o que era um bom sinal. Levei uma das mãos para baixo e levantei o vestido dela enquanto acariciava a coxa, subindo até a cintura. Nunca toquei em nada tão macio quanto a pele daquela coxa.
— Por favor... seu pai está chegando.
Virei a cabeça para o relógio da cozinha. Faltavam quinze para as duas, e papai sempre chegava às duas, a menos que parasse pra tomar umas cervejas com os colegas da fábrica, mas isso só acontecia sexta ou sábado, nunca segunda. Por mais ansioso que estivesse, não gostava da ideia de nossa primeira transa durar dez minutos, nem de ter que ficar de alerta pra ver se a porta da frente abria. Soltei um palavrão e me afastei dela, deixando que ela se virasse e me olhasse na cara.
— Pelo menos faz o de sempre. Pra isso dá tempo — falei, decidido a não ficar na vontade.
— O de sempre?
— É, me bate uma punheta, porra, ou já esqueceu?
Reconheço que fui brusco demais, e a reação dela não demorou, mas não foi um tapa, nem um cascudo, nem uma reclamação. Ela me olhou direto nos olhos, desafiadora, com os lábios apertados e respirando pesado pela nariz. Ela puxou minha calça pra baixo de uma vez e apontou pra uma cadeira. Sentei na hora, tão surpreso quanto excitado com a reação estranha dela. Ela se ajoelhou na minha frente, cuspiu nas mãos e começou a me dar prazer como sempre fazia, só que dessa vez não parava de me encarar nos olhos. Eu devolvi o olhar sem piscar. Se ela achava que ia me deixar desconfortável ou culpado, é porque não me conhecia nada.
Pra testar ela, estiquei um braço pra pegar nos peitos dela, e ela me deu um tapa forte.
— Você falou aquilo de sempre, né? Então nada de me tocar — falou, com um tom frio igual sorvete.
Entrei na brincadeira e coloquei os braços dos dois lados do corpo, me segurando na madeira da cadeira como se fosse decolar pra lua. Ela cuspiu de novo e acelerou o ritmo da punheta, enquanto minha respiração também acelerava. Depois de tantas punhetas que ela me fez ao longo dos anos, ninguém sabe melhor que a mamãe quando eu tô perto de gozar, por isso me surpreendeu tanto o que ela fez em seguida. Bombando com as duas mãos, ela se inclinou pra frente, sem parar de me olhar nos olhos, e colocou os lábios em volta da cabeça do pau, enfiando quase inteiro na boca. Bastou a sensação molhada e um leve movimento da língua dela pra fazer o vulcão entrar em erupção. E a surpresa foi maior ainda, porque ela não se afastou nem fez careta, só engoliu, engoliu e engoliu até a última gota da minha porra abundante, engolindo como se fosse um remédio amargo que tomava por obrigação.
Sem falar uma palavra, ela se levantou, alisou o vestido com as mãos e foi até a pia beber um copo d'água. Eu não conseguia me recuperar do susto, e ficava olhando pra ela besta, ainda ofegante.
— Sobe a calça, que seu pai tá chegando.
— Mãe... — comecei, mas não sabia bem o que dizer.
— Vai ver TV, anda, que vou fazer a comida.
Me joguei no sofá, com a Minha cabeça tá rodando, ainda abalado, não tanto pelo que minha mãe tinha feito, mas pela atitude dela enquanto fazia. Será que ela seria tão fria e sem graça se finalmente conseguisse transar com ela? Esperava que não. Como mãe, ela era uma mulher doce, atenciosa, generosa e carinhosa, e queria que como amante fosse igual. Tava claro que, além dos escrúpulos morais dela, minha atitude era um problema, e eu precisava agir de outro jeito se quisesse alcançar meu objetivo.
Pra piorar, minutos depois de terminarmos, meu pai ligou da fábrica dizendo que tinha que ficar pra fazer hora extra e não chegaria em casa até o fim da tarde. Se eu soubesse disso antes, teria levado as coisas com mais calma e talvez tivesse sido diferente. Mas não tinha mais volta. Ia ter que esperar uma oportunidade melhor.
Meia hora depois, a gente comeu junto na cozinha, sem falar muito, e eu falei que tinha combinado com meus velhos amigos do bairro de jogar uma partida de futebol. Coloquei o moletom, joguei na bolsa de esporte minha câmera digital pequena, um boné e uns óculos escuros pra passar despercebido, e saí pra cumprir minha missão de detetive particular de chifres.
Continua...
1 comentários - O Mestre Galinheiro (Parte 4)