Beleza, galera! Tô trazendo mais um relato pra vocês lerem de boa. Sou novo nisso, não manjo muito de fazer posts, mas vou aprendendo aos poucos, ainda mais se contar com o apoio de vocês. Valeu... pitufito!Meu irmão Antonio sempre foi um cara muito especial, o queridinho da família desde que me entendo por gente. Ele conquistou essa consideração graças ao seu jeito doce e afável; sem gestos rudes, palavras desagradáveis ou sentimentos negativos. Em casa a gente chamava ele de Toño ou Toñín, dependendo de quem falava; minha mãe, por exemplo, preferia o diminutivo, porque dizia que pra ela ele sempre seria "seu pequeno".
Eu achava ele bem gato, não só do ponto de vista de irmã, mas como mulher também achava ele atraente; alto, bem-proporcionado, rosto masculino e uns olhos cinzas que enlouqueciam qualquer uma que reparasse neles, incluindo eu. Mas, como todo mundo, ele também tinha seus defeitos; era desorganizado e tímido, extremamente tímido, mas essa timidez só aparecia no trato com as garotas, principalmente com aquelas de quem ele gostava.
Meu namorado Sergio e eu decidimos passar o Natal de 2011 na nossa cidade natal, no aconchego dos nossos respectivos lares. Não foi nenhum problema já que éramos da mesma cidade, porque poderíamos nos ver todo dia e, assim, a saudade não estragaria as festas.
Estava há dois dias em casa quando percebi meu irmão Toño meio irritado, uma circunstância que me estranhou por não ser comum nele. Aconteceu enquanto almoçávamos, quando, do nada, ele respondeu com má educação pra minha mãe. Na hora meu pai o repreendeu, o que acabou virando uma discussão nada agradável. No meio da tarde eu estava bem preocupada, porque não vi ele sair do quarto nem mesmo pra ir ao banheiro. Decidida, fui direto pro quarto dele pra tentar descobrir o que estava acontecendo.
Bati na porta dele, com duas batidinhas suaves, mas ele não respondeu. Aí entrei, mesmo correndo o risco de encontrá-lo em situações comprometedoras. Ele não percebeu minha presença até que toquei no ombro dele; ele estava de fones de ouvido, olhos fechados e balançando a cabeça, se sentindo uma estrela do rock na solidão do seu Quarto.
―Não te ensinaram a bater na porta? ―perguntou com tom desdenhoso, tirando os fones de ouvido.
Se já me surpreendeu sua reação durante o almoço, aquela forma de falar comigo indicava que o assunto era mais sério do que parecia.
―Desculpa, Toño ―respondi com o rosto constrangido―, mas bati várias vezes e você não respondeu. Se não colocasse a música tão alta…
―Pois acho que não é da sua conta o volume que eu coloco ou deixo de colocar. Ou vocês também vão me controlar nisso?
Presumindo que minha presença o irritava, me dirigi à porta com passo firme, resmungando baixinho. Então parei, antes de sair no corredor, e me virei para ele.
―Também não é para ficar assim, Toño ―disse triste―, porque, que eu saiba, não fiz nada pra você. Só estava tentando falar com meu irmão e ajudá-lo no que puder se tiver um problema, mas acho que hoje não sou uma irmã pra você. E, se for ver, nem mesmo uma merda enfiada num palito.
Me virei de novo com a intenção de retomar a caminhada depois de desabafar.
―Espera, Mônica, não vai! ―a voz dele me deteve, mas me estranhou que me chamasse pelo nome em vez de Moni, como sempre fez.
Olhei pra ele e a raiva tinha sumido do rosto, recuperando o sorriso habitual, embora um tanto forçado.
Conversamos por um bom tempo, nos animando à medida que ele ganhava confiança. Acabou que ele estava saindo com uma garota da idade dele, Patrícia, notícia que me surpreendeu porque eu não sabia, e tinha certos problemas com ela de natureza sexual. No começo pensei que o conflito vinha de uma experiência insatisfatória, pra um dos dois ou pros dois. Depois saí da dúvida, conforme a informação recebida aumentava. Toño e a namorada planejavam ter a primeira relação íntima e ele não se sentia capaz, porque ela não era virgem e ele era.
Tentei por todos os meios fazê-lo entender que sua situação era totalmente normal e que sempre tinha uma primeira vez. Mas aquela resposta não o consolava, nem tirava ele do aperto; ele tinha dito pra Patricia que perdeu a virgindade com uma forasteira antes de ficar com ela. Toño sabia que tinha metido os pés pelas mãos e tava com medo dela perceber na hora certa. Chegando nesse ponto da conversa, meu irmão me fez uma proposta que quase me deu uma taquicardia.
― Moni ― disse todo nervoso ―, por que você não me ensina como se faz? E não tô falando da teoria, pra isso eu tenho internet e as baboseiras que meus amigos soltam, mas sim na prática. Você é garota e pode me dizer o que vocês gostam, como vocês gostam e de que forma ficam mais satisfeitas.
― Mas, Toño, eu não posso te dar mais informação do que você já mencionou ― falei, tentando desviar da tempestade que tava por vir.
― Pode sim! Pode! ― exclamou, alterado e me olhando com aqueles olhinhos que ele sabia que anulavam minha vontade; sempre que fazia isso, conseguia o que queria de mim.
― Vamos ver ― falei, tentando me acalmar ―. Vamos por partes, porque acho que entendi uma coisa que é totalmente impossível…
― Você entendeu perfeitamente! ― me interrompeu ―. Você é minha irmã e, desde que somos pequenos, sempre te vi pelada, não vejo qual pode ser o problema agora que crescemos.
Fiquei petrificada com a resposta dele; não conseguia acreditar no que meus ouvidos escutavam; era incapaz de assimilar que meu irmão mais novo pretendia ganhar experiência comigo.
― Claro que você vê o problema, o que acontece é que você é um sem-vergonha. Você tá falando de quando a gente tinha oito ou nove anos, e agora você tem dezoito e eu vinte e um. Acho que a diferença é bem considerável.
― Então você não vai me ajudar? ― perguntou sem intenção de desistir e me olhando de novo com seus olhinhos inocentes ―. Pensei que você seria mais fácil de convencer.
― Claro que vou te ajudar! ― Me levantei irritada com a observação final, tirei do meu bolso uma nota de cinquenta euros e Depois, estiquei o braço na direção dele e ofereci. — Toma, pra você ficar doidão, porque é a única coisa que posso fazer se você ficar nessa!
Toño franziu a testa, contrariado e surpreso ao mesmo tempo, depois afastou minha mão com a dele, recusando o dinheiro. Foi aí que entendi que eu era a única possibilidade que ele considerava e encerrei o assunto com um “então fica aí mesmo!”, deixando a nota em cima da cama.
Por uns dois dias não trocamos uma palavra, a não ser um “sai da frente, me deixa passar!” quando nos esbarramos no corredor, ou um “muda de canal, esse programa é uma merda!” quando estávamos vendo TV.
Três dias depois, me senti mal depois do jantar e notei que a cabeça estava ficando leve, então decidi ir pra cama cedo, abrindo mão da foda que meu namorado tinha prometido se eu passasse na casa dele.
De manhã, acordei estranha e fui pro banheiro com a intenção de tomar um banho. Aí, enquanto estava deitada na banheira, com a água até o pescoço e os olhos fechados, o sonho que tive durante a noite me veio à mente, como um flash. Nesse sonho, me via deitada na cama, enquanto umas mãos percorriam meu corpo e depois me masturbavam. Pela manhã toda fiquei inquieta, remoendo o sonho na cabeça, depois me distraí com minhas coisas e não pensei mais nele.
Naquela mesma noite aconteceu a mesma coisa: primeiro a cabeça ficava leve e depois eu sentia que desmaiava. Cheguei como pude na cama e rapidamente peguei no sono. No dia seguinte, o mesmo sonho voltou enquanto ajudava minha mãe na cozinha. A situação começou a me intrigar, porque não era normal acontecer duas noites seguidas e eu acordar de manhã com a mesma sensação e o mesmo sonho.
À tarde fui visitar minha avó, que estava meio debilitada, e pensei que minha companhia faria bem pra ela. Estávamos conversando tão tranquilamente, quando ela disse algo desconcertante:
— Realmente, vocês são uns netos das mais... Estranho", afirmou. "Ou vocês ficam um tempão sem vir me ver, ou, pelo contrário, aparecem todos em poucos dias."
"Não entendo o que você quer dizer, vó. A quem você se refere com 'todos'?"
Ela riu, tentando manter a dentadura no lugar ao fazer isso.
"Minha filha, a quem vou me referir? Ao seu irmão e a você! Sei que a cabeça está me abandonando aos poucos e que até perco os remédios, mas ainda conservo o juízo."
"Toño? Você está falando do Toño?"
"O mesmo que veste e calça!", respondeu minha avó. "Que patife que aquele safado se tornou. Praticamente meio ano sem vir me ver e depois aparece de supetão, como se nada tivesse acontecido."
"Mas vó, você também não deve dar tanta importância, porque sabe que os garotos são assim mesmo, uns doidos: às vezes te comem de beijos e outras te deixam na mão. Mas... me diga... o que é isso de perder os remédios? A que remédios você se refere?"
Minha avó me olhou, séria, possivelmente pensando que eu tentava exercer o papel da enfermeira que ela nunca quis ter desde que começaram seus achaques.
"Pois tenho tantos... que não saberia te dizer, mas acho que são os que tomo para dormir."
Remédios para dormir desaparecidos, meu irmão no mesmo cenário e nas mesmas datas? Aquela situação estava adquirindo tons dignos de um romance policial.
Imediatamente me despedi da minha avó, não sem antes pegar, de uma das gavetas de sua penteadeira, a receita onde vinha o nome dos remédios perdidos. Com ela, me dirigi à farmácia mais próxima, onde o farmacêutico me confirmou que eram realmente para dormir, acrescentando que seus efeitos eram muito fortes se abusados.
Saí da farmácia com uma ideia muito clara sobre o que acontecera nas noites anteriores. Cheguei a essa conclusão após ligar os pontos: por um lado, meu irmão Toño, que fez as pizzas no forno naquelas duas noites; por outro, os sonhos estranhos, idênticos em ambas as ocasiões; e finalmente, meu irmão visitando minha avó, e esta... perdendo os comprimidos de forma misteriosa.
Naquela noite jantamos lasanha, que, claro, o Toño preparou no forno sem que ninguém pedisse, para maior surpresa dos meus pais e minha. Sentei-me à mesa com o celular da minha mãe na mão, discretamente escondido e com meu número discado de forma que só precisava apertar o botão de chamada. Mal começamos a jantar, apertei o botão e meu celular tocou no quarto. Me desculpei e saí correndo com a intenção de atender a ligação, gritando que devia ser o Sérgio e que não podia deixá-lo esperando.
Durante cinco minutos representei uma farsa em que eu falava sem parar, supostamente respondendo ao meu namorado. Depois voltei à sala para pegar meu jantar e levá-lo ao quarto, argumentando que ia esfriar e que eu iria comendo enquanto conversava. A lasanha acabou, finalmente, no canto mais escondido do meu armário, onde esperaria até o dia seguinte, quando me livraria dela.
Após terminar minha suposta conversa, me despedi da família com o habitual beijo de boa noite e afirmando que não me sentia bem, que ia dormir. Minha mãe ficou muito preocupada, dizendo que três noites seguidas eram demais. Tive que acalmá-la quando ela ia ligar para o pronto-socorro, justificando meu mal-estar com possíveis problemas menstruais. Obviamente não estava menstruada. Minha mãe não precisou de mais explicações, pois já estava bastante acostumada com o assunto.
Fiquei acordada umas três horas, com a lâmpada da mesinha de cabeceira acesa, como era meu costume, tentando não adormecer mesmo às custas de contar ovelhinhas, às vezes, ou balançar elefantes na teia de aranha, outras tantas. Naquele momento já dava como certo que nada aconteceria, quando, de repente, ouvi o rangido habitual da dobradiça da minha porta. Rapidamente fechei os olhos e fingi uns leves roncos pelo nariz. Meu coração batia acelerado, e eu estava impaciente, ansiosa para pegar em flagrante o Cuzão do meu irmão. De repente, um pensamento me veio à mente e congelou meu sangue: e se não fosse meu irmão, e sim meu pai? Essa possibilidade quase me deu uma taquicardia.
Percebi aquele desconhecido retirando o edredom e dobrando-o aos pés da cama, fazendo o mesmo em seguida com o lençol. Eu estava de pijama, com uma jaquetinha abotoada e uma calcinha curta, sem nada por baixo. Suas mãos logo percorreram minhas pernas e subiram até minhas coxas. Era impossível adivinhar quem era apenas pelo toque, e pensei em pular sobre ele e surpreendê-lo; no entanto, só poderia acusá-lo de apalpar minhas pernas, um crime que considerei de pouca importância: eu precisava de provas mais contundentes.
Não contente com isso, ele moveu meu corpo até me deixar de frente para o teto e com as pernas estendidas, colocou as mãos sobre meus peitos e os apertou por alguns segundos. Eu permaneci com os olhos fechados e sem fazer gestos que me entregassem. Nem mesmo quando ele tirou a jaquetinha do pijama e acariciou meus seios nus, com a mesma ousadia e intensidade. "Qual será o próximo passo?", pensei. A situação me incomodava, apesar da delicadeza de suas ações, e eu rezava para que ele se contentasse sem ir além. Não foi assim, porque as carícias deram lugar a uma série de beijos, lambidas e pequenas mordidas nos seios, primeiro, e nos mamilos, depois, alternando-se metodicamente entre os dois.
Meus piores presságios se concretizaram quando ele começou a tirar minha calcinha, girando meu corpo de um lado para o outro para soltar o tecido que estava preso entre minha carne e a cama. Quando a peça saiu pelos meus pés, me repreendi por ter permitido que ele chegasse tão longe; eu já tinha provas suficientes do seu crime. Abri os olhos no momento em que ele separou minhas pernas e colocou a mão na minha buceta. Não consegui mais me conter e pulei, dando tapas para todos os lados, sem me importar com quem fosse nem onde você acabou. Devia ter sentido como marteladas, a julgar pelos gritos que soltava e pela forma como se remexia para desviar.
―Toño! ―disse ao constatar que era ele, ficando num sussurro o que pretendia ser um grito―. Você não tem vergonha e nunca teve! Vai ver só quando papai e mamãe souberem. Nojento, você é um nojento! ―acrescentei enquanto fugia igual um vulgar ladrão.
Cobri meu corpo com a primeira coisa que peguei à mão e o segui, tentando alcançá-lo antes que entrasse no quarto e trancasse a porta. Não consegui, já que a vantagem dele era excessiva, e tive que me conformar em falar com ele através da porta:
―Você é um nojento e dessa vez não vai se safar fácil! Aliás, no momento em que eu puser a mão em você, não vai sobrar dente na boca nem bola entre as pernas.
Por um tempo continuei soltando ameaças, lembrando da nossa mãe e chamando ele de tudo, menos de bonito. Possivelmente ele não me ouviu, mas o desabafo obtido permitiu, pelo menos, que eu pegasse no sono depois de um par de horas remoendo o assunto. Jurei e rejurei por todos os Santos do Céu que aquela infâmia não ficaria sem a devida resposta, pelo menos até acalmar a raiva ou me vingar.
De manhã me levantei cedo, com intenção de surpreendê-lo ao sair do quarto, mas, quando me preparava para fazer isso, escutei duas vozes vindas da cozinha, que, pelo tom, me pareceram a dele e a da minha mãe.
Ao chegar na cozinha, o encontrei tomando café como se nada tivesse acontecido.
―Vem comigo, Toño! ―ordenei energicamente―. Tenho que te dizer quatro coisas bem ditas e não quero fazer isso na frente da mamãe, que já tem bastante trabalho e problemas, a coitada.
Logicamente ela se surpreendeu, sem saber o que dizer ou como reagir diante do gênio mal-humorado da filha. Não demorou muito para encontrar as palavras.
―Mas, filha! Pode-se saber o que aconteceu? ―perguntou com a voz trêmula e segurando, firmemente, o encosto da cadeira que tinha à frente. Fiquei pensativa por alguns segundos, tentando encontrar argumentos que justificassem minha invasão como um elefante numa loja de porcelanas.
―Nada, mãe. Não é nada grave, não se preocupe. É esse porco aqui, que saiu do banheiro deixando tudo uma pocilga. Ele vai limpar agora mesmo se souber o que é bom pra ele!
Minha mãe, mais tranquila, não conseguiu segurar umas boas gargalhadas.
―Assim que eu gosto, filha, começando a tratar os homens como merecem! Já tá na hora de parar com essa de ficar o dia todo atrás deles como empregada, virando de pernas pro ar tudo que a gente trabalhou tanto pra deixar arrumado e limpo! ―largou a cadeira e se aproximou do meu irmão―. Vamos, preguiçoso, faça o que sua irmã mandar se não quiser que eu faça… e você sabe bem como eu sou! ―terminou dando um belo tapa na cabeça dele.
Como se o golpe da nossa mãe não fosse suficiente, eu agarrei a orelha dele e puxei com força, como se quisesse arrancar, obrigando-o a levantar da cadeira.
Levei-o direto pro meu quarto, sem soltar seu apêndice auditivo, onde tranquei a porta com chave; não tinha intenção de deixá-lo escapar pela segunda vez, com o rabo entre as pernas, quando as porradas começassem. A tática era bem simples: primeiro a diplomacia, depois a pancadaria.
―Agora você vai me contar por que fez isso, porco, você é um porco! ―comecei de forma suave antes de elevar o tom.
Ele me encarou fixamente e percebi algo nos olhos dele que não havia previsto; longe de parecer arrependido, seu olhar era desafiador, como se estivesse orgulhoso de seus atos. Seu sorriso debochado terminou de me convencer.
―A culpa é sua! Tudo foi culpa sua! ―respondeu de forma agressiva―. No outro dia eu pedi de boa e você me humilhou com uma merda de nota, pra que eu fosse receber de uma puta o que você me negou como irmã. Só pedi ajuda e você respondeu com deboche. Isso me fez pensar e cheguei à conclusão de que pra você eu sou um zero à esquerda.
Depois de me dizer aquelas palavras devastadoras, que encolheram meu coração feito uma estrela moribunda, não consegui segurar as lágrimas e desmontei, afastando qualquer traço de raiva ou desejo de vingança.
― Vejo que você não soube ler minha intenção ― respondi soluçando ―, e também não percebeu a situação complicada em que me colocou. Por acaso imaginou que todo dia do ano um irmão me pede para ficar pelada pra ele? Pensou que eu era uma garota tão fácil assim, pra me jogar nos seus braços sem mais nem menos? ― fiz uma pausa para enxugar as lágrimas antes de continuar ―. Se não gostou da minha resposta, devíamos ter conversado com calma e buscado uma solução que agradasse aos dois.
Toño não parava de me olhar, sem abrandar nem um pouco sua expressão severa e sem mostrar um mínimo de compaixão.
― Olha só que virtuosa ficou a 'irmã Mônica'! ― disse Toño com um tom carregado de ironia ―. Ou Mônica 'DELUXE', se preferir. Por acaso pensou que eu nunca ficaria sabendo das suas aventuras pornográficas por essa cidade toda e, se me apertar, por toda a província?
O comentário dele foi muito duro, o mais doloroso que já ouvi na vida, e não pelo conteúdo, mas pelo tom, pela forma e por quem veio. O pior de tudo é que não tinha escapatória, ele me tinha bem agarrada e puxava com força. Busquei no meu cérebro, tentando encontrar palavras que, pelo menos, soassem sinceras e me isentassem aos ouvidos de um irmão que sempre me venerou.
― Me perdoa, irmão ― recorri ao tratamento familiar numa tentativa desesperada de comovê-lo assim ―, nunca imaginei que você ficaria sabendo das minhas andanças e loucuras adolescentes. Nunca avaliei a possibilidade de você se sentir humilhado por isso e, até mesmo, de seus amigos tirarem sarro de você às minhas custas. Mas é verdade, e você tem direito de me cobrar: eu dei pra todo mundo que me deu vontade porque eu gostava E, como imagino que te contaram tudo, também é verdade que em várias vezes fiz com três ao mesmo tempo, isso sim, sempre com os mesmos amigos de confiança, embora no momento eu não possa estimá-los tanto assim. Mas, porra, você é meu irmão e isso é bem diferente.
―E o Lucas? E aí, o Lucas não é seu irmão também? ―replicou Toño, muito irritado―. É! Não me olhe com essa cara de boba, porque eu também fiquei sabendo daquela viagem da namorada dele com você. Imagino que você não devia considerá-lo irmão naquela época, porque você se deixou foder por ele todas as vezes que ele quis e do jeito que bem entendeu; com certeza você gritou que nem uma puta enquanto ele te dava no cu até deixar bem aberto. Acho que já tá na hora de todo mundo parar de me tratar como criança, porque pode ser que eu ainda seja virgem com meus dezoito anos, mas não sou burro.
Enquanto aquelas palavras, dilacerantes, eram cuspidas da sua boca, igual veneno de cobra, eu olhava nos olhos dele, atordoada e sem reação. O que eu fiz para merecer tanto castigo? Era a pergunta que atormentava meu cérebro de novo e de novo.
―E como você ficou sabendo do Lucas? ―perguntei, tentando ganhar tempo e pensar em algo coerente.
―Tão simples quanto escutar atrás das portas ―respondeu―. Você não tem ideia de como esse hábito feio é vantajoso em certos momentos. Num fim de semana ele veio com a namorada e eu escutei enquanto eles conversavam sobre isso. Como achei que um dia poderia ser útil ter um ás na manga, peguei o telefone e gravei praticamente toda a conversa.
Essa última revelação me feriu mortalmente, porque foi a estocada final. Como é que meu irmão mais velho e a bocuda da namorada dele puderam ser tão estúpidos? Eles tinham todos os dias do ano para falar sobre isso, e tiveram que fazer justamente no momento mais inoportuno e no lugar menos indicado. Senti que estava encurralada e sem saída, situação que nunca me caiu bem.
―Tá bom! O que você quer para me deixar em paz? e esquecer de tudo? — disse num impulso de dignidade.
Ele levou seu tempo para se decidir, do mesmo jeito que costumava fazer quando íamos, crianças, à barraca de doces e ele queria todos. Naquela época tinha que escolher só um e levávamos um bom tempo.
— O outro dia eu só queria olhar enquanto você dava instruções — respondeu Toño —, e talvez tocar um pouquinho também, mas nada mais…
— Tá bom! — interrompi. — Decide de uma vez e vamos acabar com isso!
Toño sentou na minha cama e indicou, com algumas palmadinhas no colchão, que eu me sentasse ao lado dele. Interpretei aquele gesto como uma forma de acalmar os ânimos e atendi seu desejo.
— Como já te disse — falou Toño —, eu só quero aprender, e não passar por idiota na primeira vez que ficar com a Patricia. Quero que você me ensine o que as garotas gostam, como vocês gostam e como eu tenho que fazer…
— Mas isso é fácil, Toño — cortei. — Posso te explicar isso sem precisar ir além.
— Não, maninha, já te falei que de teoria eu tô mais que servido. O que eu quero é praticar com você, que você me diga o tempo todo se tá gostando do jeito que faço e vá me corrigindo na hora.
— Sério que você acha que vou deixar você me comer enquanto fico te ensinando? Acho que você pirou! Da minha parte não tem mais o que conversar.
Me levantei com intenção de ir embora, mas meu irmão agarrou meu pulso e me sentou de novo, com uma puxada forte no meu braço.
— Acho que você não sabe o que tá dizendo — falou num tom ameaçador. — O que você acha que mamãe e papai vão pensar se eu fizer eles ouvirem a gravação?
Pela primeira vez naquela conversa toda, as palavras do meu irmão conseguiram arrancar algumas risadas minhas.
— Corre e conta o que quiser! — disse desafiante. — Com certeza vão mencionar na conversa, que você diz ter, uma tal de Mônica, mas imagino que você saiba que não sou a única com esse nome. Acho que você tem pouca massa pra fazer uma sopa.
Toño mostrou um sorriso largo e sorriso desconcertante, demais pro meu gosto. Então ele tirou o celular do bolso e procurou o arquivo de áudio. Quando encontrou, apertou o play e o mundo desabou sobre mim: de fato, meu irmão e a namorada dele estavam falando de mim, fornecendo detalhes mais que suficientes para me incriminar. Tentei tomar o celular dele e jogar na privada, mas ele era mais forte que eu, muito mais.
―Não se altere, Moni, porque você ainda não viu o melhor de tudo. ―Novamente o tom dele soava ameaçador. Ele voltou a mexer no celular e me mostrou algo que meu cérebro não era capaz de assimilar―. Olha, essas eu fiz três noites atrás… E essas, duas.
O que ele me mostrou eram, nada mais nada menos, uma série de fotos em que nós dois parecíamos muito apaixonados na minha cama, numa atitude mais que explícita e completamente pelados. Para consegui-las, nas duas noites mencionadas ele tinha se dado ao trabalho de se despir, deitar ao meu lado e adotar uma série de poses que dessem a entender que ambos participávamos ativamente. Obviamente, a mim também tinha me deixado pelada. Numa delas ele estava sobre mim, na posição papai e mamãe, aparentemente com o pau dentro da minha buceta, enquanto eu estava de boca aberta e com os olhos fechados, como se estivesse gemendo de prazer. Em outra das fotos, eu aparecia deitada, com a cabeça sobre o travesseiro e levemente inclinada pra frente, enquanto ele tinha o pau enfiado na minha boca no que parecia um boquete completo.
Lutei de novo pra arrancar o celular dele, com o consequente fracasso. Não me restou alternativa senão recorrer às palavras.
―Vejo que você montou tudo muito bem, mas posso justificar essas fotos acusando você de me drogar, que é o que realmente fez.
―Nisso você tem razão, mas analise como estão as coisas: por um lado, tenho a conversa entre Lucas e a namorada dele; por outro, tenho essas fotos…
―E para de contar! ―interrompi.
―Não, maninha, você esquece um pequeno detalhe.
―É? Fala, esperto, Ilustra-me!
― Você esquece da fama que você tem. Se eu acrescentar a isso tudo o que você fez e que certas pessoas podem confirmar… Em quem você acha que vão acreditar, na foxy da família ou no filho caçula, no queridinho de todos? Olha, vou te dizer mais: posso até inventar que durante anos você me assediou, que me forçou a foder comigo se aproveitando da minha inocência e que por causa disso tenho problemas psicológicos. E agora… Como é que fica o corpo, espertinha?
Diante da atitude arrogante e cafajeste do Toño, realmente pensei que ele não era meu irmão, mas uma espécie de louco frio e calculista. Mas eu não estava disposta a ceder ao seu chantagem.
― Tanto faz o que você diga ou faça. Aliás, acho que você não tem coragem, porque mataria a mamãe de desgosto. E não se esqueça do Lucas, porque onde ele te pegar, arranca sua cabeça.
― Lucas? ― Toño soltou umas risadas assustadoras. ― Com ele não sei o que vou fazer, mas não descarto foder um dia a bunda gostosa da namorada dele. Mas vamos deixar os ausentes de lado. Já disse sua última palavra, irmãzinha?
Já estava começando a me irritar que ele me chamasse de “irmãzinha” com aquele tom arrogante.
― Não, não disse, mas vou acrescentar uma frase inteira, pra você entender de vez. ― Respirei fundo e me joguei. ― Vai tomar no cu, seu cretino!
Meu irmão realmente ficou desconcertado, e o sorriso estúpido sumiu do rosto dele.
― OK! Você quis assim! ― disse num tom ameaçador e saiu disparado pra cozinha.
Levei uns segundos pra reagir, e quando reagi já era tarde demais pra segurá-lo. Cheguei na cozinha bem na hora em que ele começava a falar.
― Mamãe! ― chamou a atenção dela. ― Preciso te contar uma coisa que aconteceu entre minha irmã e eu. ― O canalha ainda usou o tratamento carinhoso pra piorar a situação.
― E o que é tão importante assim? ― perguntou minha mãe, com certa indiferença, sem parar de preparar a comida.
Eu tinha que agir rápido se quisesse chegar viva no dia seguinte.
― Nada, mamãe, é só uma besteirinha!... ―eu tinha que improvisar e rápido―. O que acontece é que, quando Toño limpou o banheiro, eu dei um beijo nele por ser tão trabalhador. Nada demais!
―E por essa bobagem vocês me fazem perder tempo? ―ela disse enquanto eu puxava o braço do meu irmão para tirá-lo da cozinha, ao mesmo tempo que sussurrava que precisávamos conversar com mais calma.
De volta ao meu quarto, tentei de todas as formas fazê-lo entrar na razão, mas, pelo visto, ele parecia não ter essa capacidade.
―Minhas condições são inegociáveis ―ele me disse com firmeza na voz―. Pode ser que agora você tenha impedido, mas posso soltar a bomba a qualquer momento. Até quando você não estiver por perto para me desmentir ou dar desculpas absurdas. Desse jeito, só vão ter a minha versão e as minhas provas, e você só vai poder se defender quando a bola de neve for grande demais para parar.
―Tá bom! ―falei resoluta―. Se você quer me comer… Vai lá, não fica com vergonha! Podemos fazer agora mesmo. Olha como eu deixo fácil para você!
Fui até a porta e tranquei com a chave, depois tirei a calça e a calcinha, me joguei na cama de barriga para cima, abri as pernas e minha buceta ficou totalmente acessível.
―Pronto, aqui estou bem disposta. Enfia seu negócio e vamos acabar com isso de uma vez. Só bota uma camisinha, não vá me passar alguma doença ―falei com total indiferença e peguei uma na gaveta do criado-mudo.
O grandíssimo filho da puta teve a desfaçatez de rir na minha cara. Para ele, isso era só um jogo no qual não tinha considerado as possíveis consequências. Eu não sabia que merda passava pela cabeça dele, mas, por minha parte, tinha claro que meu irmão Toño deixava de ser meu irmão naquele exato momento.
―Não vai tão depressa, minha querida Moni ―ele me disse com toda a tranquilidade do mundo―. Por enquanto, me contento com você me chupar. Depois pode engolir ou cuspir, o que você achar melhor. Só que tira mais roupa, porque assim não me motiva.
Não motivava ele? Nunca tinha conhecido alguém com tanta cara de pau. Ele era ainda mais canalha que meu próprio namorado, a quem eu permitia tudo por amor. Decidida a terminar logo aquilo, tirei toda a roupa e sentei na beirada da cama.
―Vamos, tira essa rola, não temos o dia todo! ―falei igual uma puta com pressa porque outro cliente esperava.
Claro que ele não parecia ter nenhuma pressa, porque se ajoelhou atrás de mim, em cima da cama, e apertou meus peitos por trás. Depois desceu a mão e enfiou dois dedos na minha buceta. A cena deve ter levantado seu moral, porque logo colocou o pau na minha frente.
―Não gosto de te ver com essa cara, irmãzinha. Quero um pouco de entusiasmo e que me faça o melhor boquete da sua vida.
Não respondi, para evitar maiores problemas, e apenas enfiei o pau dele na boca e chupei da melhor maneira que sabia, para que ele gozasse o mais rápido possível. Não foi difícil alcançar meu objetivo, considerando que era o primeiro boquete que ele recebia na vida. Os iniciantes não costumam aguentar muito!
Com a boca cheia, mal podia acreditar que ele tinha soltado tanta porra. Provavelmente estava há um bom tempo sem bater uma punheta. Me levantei, com a intenção de cuspir no lixo, mas Toño me deu um empurrão que me fez cair deitada no colchão. Como resultado daquela ação violenta, abri a boca instintivamente e parte do gozo escorreu pelo canto dos lábios; o resto, a maior parte, foi direto para o estômago sem que eu pudesse fazer nada para evitar. Não tive tempo de reclamar ou xingá-lo, porque ele saiu correndo de novo com o rabo entre as pernas.
Durante alguns dias, no máximo ele passava a mão quando queria e não tinha ninguém por perto; às vezes se aproximava por trás e apertava meus peitos; outras, quando eu usava minissaia, enfiava a mão por baixo e cutucava a buceta, por cima da calcinha. Cheguei a pensar que essas Essas ações pareciam ter o objetivo de me deixar excitada, para que eu estivesse o mais receptiva possível quando chegasse a hora da verdade. Mas… quando seria? Que planos ele tinha? A incerteza estava me matando, porque ele não tinha me dado nenhuma informação sobre isso.
No dia de Natal, voltei tarde para casa. Eu tinha jantado com meu namorado na casa dos pais dele, e depois demos uns amassos no quarto dele. Obviamente, eu não contei nada sobre o chantagista do meu irmão. Não fiz isso por dois motivos importantes: primeiro, porque eu sabia o quão impulsivo ele podia ser e que provavelmente pioraria tudo; segundo, porque meu irmão tinha me ordenado, explicitamente, que não contasse a ninguém, acrescentando que, se ele suspeitasse o mínimo, ele me "afundaria na lama", literalmente.
Ao entrar no meu quarto, encontrei Toño fuçando na gaveta onde eu guardava minha roupa íntima, uma circunstância que me enfureceu, porque não só ele me manipulava com seu chantagem, como ainda tinha a desfaçatez de invadir minha privacidade.
― Toño! ― falei com uma cara de poucos amigos. ― Já está na hora de você sair pela porta!
― Calma, Moni, você fica muito feia quando se irrita! ― ele respondeu, ao mesmo tempo que tirava da gaveta um conjunto vermelho. ― Quero que você vista esse sutiã e essa calcinha para mim.
Olhei nos olhos dele e não percebi nenhum sinal de que ele aceitaria um não como resposta. Me armei de paciência e comecei a me despir depois de trancar a porta com a chave; só faltava meus pais me pegarem pelada na frente do meu irmão vestido. Depois, coloquei o conjunto escolhido por Toño.
― Linda! ― exclamou meu irmão, que tinha se sentado na cama. ― Definitivamente, o vermelho paixão é a sua cor. Agora, quero que você tire bem devagar.
Igualmente obediente, fiquei nua sob seu olhar atento.
― Tá bom, agora você já pode ir embora! ― disse, com a vergonha que sentia refletida no meu rosto.
― Não, não, não tão rápido, irmãzinha…
― Para de me chamar de "irmãzinha", caralho! ― gritei. com raiva —. Já estou de saco cheio dessa porra de palavrinha.
— OK! OK! — repetiu, ao mesmo tempo que a mão pedia calma —. Vem comigo, pra cama, que tenho um presentinho pra você — acrescentou, mostrando uma camisinha lacrada.
— Você não vai querer…
— Chega de besteira! — exclamou, contrariado —. Não vou repetir as coisas duas vezes, nem vou permitir que questione minhas ordens. Chega! De agora em diante, você fica quieta e obedece. Ao menor sinal, deixo de lado as considerações e te encho tanto de porra que vai custar a respirar. Me fode muito você tentar bancar a espertinha, depois de ter se envolvido, por anos, com qualquer um que quisesse te comer ou enfiar o pau nessa sua boca viciosa.
Aquela palavras confirmaram que o Sr. Hyde tinha possuído o corpo do meu irmão, e a mente dele, que era o pior. Eu estava totalmente apavorada, porque nunca tinha visto meu irmão daquele jeito, nem acreditaria se alguém me contasse. Precisava ter muito cuidado dali em diante, porque as reações dele podiam ser imprevisíveis.
— Calma, Toño, é melhor manter a calma — falei com certa doçura —. Me diz o que você quer e eu faço sem reclamar.
— Viu? Agora estamos falando a mesma língua. Quero que você deite na cama e me receba de pernas abertas; acho que já tá na hora de meter na sua buceta, pra saber como é a sensação.
Não pensei duas vezes e cumpri o desejo dele. No momento em que o tive entre as pernas, pelado, ele tentou me penetrar, mas estava dando murro em ponta de faca porque tinha encontrado o ânus. Desci a mão pra guiar o pau e facilitar pra ele, mas um novo gesto de desaprovação caiu sobre mim como uma laje.
— Não quero sua ajuda, porque quando eu estiver em cima da minha namorada você não vai estar lá pra colocar no lugar certo… VAI?
— Não, Toño, desculpa minha burrice. Acho melhor você meter antes de deitar sobre mim, porque não é fácil acertar às cegas. Se quiser, eu abro bem as pernas e você se ajoelha entre elas. Aí você só precisa dar uma olhada na buceta e vai ver claramente onde deve enfiar.
Por sorte pra mim, meu irmão aceitou o conselho e conseguiu me penetrar com total conforto, sem pressa. O pau dele não era nada de outro mundo, mas tenho que admitir que ele conseguiu arrancar um gemido quando entrou. Enquanto ele me comia, eu tentava me mexer e posicionar meu corpo de um jeito que ele não percebesse suas deficiências, que eram muitas, e acompanhava os movimentos com gemidos baixinhos e palavras de incentivo.
―Isso, Toño, você está indo muito bem e eu tô quase gozando. Gosto tanto do jeito que você me come, parece que faz isso a vida toda.
Ele não dizia nada, só resfolegava de prazer e cansaço, mas demorava demais pra gozar e isso não era normal.
―Irmão, por que tá tão difícil? Tem algo errado? Quer tentar de outro jeito?
―Tá tudo bem, Moni. É que eu me masturbei umas três horas atrás, pra aguentar mais.
A resposta dele me deixou perplexa e quebrou todos meus planos, porque eu achava que a gente podia ficar assim um bom tempo, na melhor das hipóteses. À falta de experiência dele tinha que somar uma possível broxada, e isso não fazia parte dos meus planos. Principalmente porque a reação dele podia ser imprevisível. Eu tinha que agir rápido e com astúcia.
―Toño, por que eu não fico por cima de você? ―perguntei com muita delicadeza―. Pensa que, quando você estiver com a Patricia, ela também vai querer tomar a iniciativa em algum momento.
―Tem razão. Assim eu vou poder ver os peitões dela balançando na minha frente. Você teve uma boa ideia, irmã… ―Pelo menos ele teve a delicadeza de se segurar antes de completar a bendita palavrinha.
Cavalgar ele, me mexer direito e fazer ele gozar não foi tarefa fácil, mas mal levou dez minutos e um par de orgasmos impossíveis de conter. Tenho que admitir que precisei me esforçar ao máximo, usando toda a experiência acumulada ao longo dos anos, porque não só tinha que me mover com precisão, como também precisava estimular seus sentidos enquanto fazia isso. As tetas tiveram um papel importante quando peguei suas mãos e coloquei sobre elas, guiando com as minhas e apertando quando necessário. Depois, quando ele cansou de apertá-las, meus lábios assumiram o controle, percorrendo seu pescoço, sua boca, seus ombros e o peito. Foi aí que sua motivação atingiu o nível máximo, justo no momento em que eu gozei pela segunda vez. Notei como ele ofegava sem controle e, poucos segundos depois, se acalmou, empurrando seu pau dentro de mim com várias batidinhas de quadril quase imperceptíveis. Mergulhado no clímax do prazer, Toño ficou imóvel por alguns segundos, enquanto eu me movia levemente tentando extrair a última gota de porra.
A despedida foi silenciosa e de certa forma agradável: sem um único reproche, sem um olhar de desprezo, sem um gesto grosseiro, nada de nada da parte dele, exceto um simples "Obrigado!", sussurrado no momento de ir embora. Lembro que quando a porta se fechou, sentimentos conflitantes vieram à minha cabeça, alguns dispostos a me atormentar e outros com intenção de me consolar. Realmente não me atrevia a avaliar o que havia acontecido. Talvez por medo de perceber que não tinha sido tão traumático, porque, durante o tempo que o tive dentro de mim, ele se comportou como uma pessoa, como o irmão que eu achava ter perdido para sempre. Seria possível perdoar meu irmão desgarrado quando tudo estivesse esquecido? Havia alguma chance de ele voltar ao caminho do bom senso? Ainda tinha salvação? Muitas perguntas que só o tempo se encarregaria de responder.
As duas noites seguintes aconteceu a mesma coisa, pela buceta e em posições diferentes. Então foi mais fácil e menos traumático para mim, porque havia encontrei um jeito de acalmar seus surtos e guiá-lo por um caminho pacífico e humano. Na segunda daquelas duas noites, ele finalmente saciou minha curiosidade sobre quais eram seus planos. Ele me disse que tinha ouvido meus pais comentarem que em dois dias iriam para Cádiz visitar nossos tios e que passariam a noite na casa deles. Acrescentou que era a oportunidade perfeita para torná-lo um amante experiente. Depois, me deu um bilhete com instruções precisas a seguir:
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Instruções para a noite de 29 de dezembro.
1º) Nada de transar com o Sergio nesse dia. Se seu namorado insistir, manda ele pastar se for preciso.
2º) Você tem que chegar em casa à meia-noite, nem antes nem depois.
3º) Antes de 00h15, você deve entrar no meu quarto completamente pelada. Não precisa bater na porta, porque estarei te esperando.
4º) Você deve tomar a iniciativa o tempo todo, como se estivesse seduzindo um garoto tímido e inexperiente. Lembre-se que você será a professora e eu o aluno, e a todo momento você deve me indicar o que tenho que fazer, como devo fazer e me corrigir quando não te satisfizer, mostrando a forma correta. Só assim poderei aprender o que vocês, garotas, gostam, como gostam que façam, posições preferidas, palavras e frases que motivam ou emocionam e, resumindo, tudo o que pode me deixar em boa posição quando eu estrear com minha namorada.
NOTA: lembre-se do que aconteceu até agora e que posso ser uma pessoa razoável ou seu pior pesadelo. Se você se comportar como espero e me transformar em um expert antes de sair do meu quarto, você tem minha palavra de que a gravação e as fotos desaparecerão para sempre, e você viverá tranquila e feliz no que me diz respeito. Que você continue me considerando um irmão ou um completo estranho a partir dessa noite, depende apenas de você.
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Com certeza a bendita notinha tinha segundas intenções e parecia ter tudo bem amarrado. Pensei que ele provavelmente se tinha me inspirado em algum filme promíscuo, em que o típico garoto tímido é seduzido pela madura da vez, só que nesse caso, ele não tinha um pingo de timidez e eu ainda faltavam muitos anos pra poder ser considerada uma madura.
No dia marcado, cheguei em casa à meia-noite em ponto, entrei no meu quarto, tirei toda a roupa e cinco minutos depois entrava no quarto do Toño sem bater na porta, exatamente como ele tinha indicado. Encontrei-o deitado na cama, coberto com o lençol, de lado e dando as costas para a porta. Fiquei bem surpresa com aquela cena e pensei que talvez ele tivesse esquecido ou confundido o dia.
― Toño! ― chamei, enquanto o sacudia de leve.
― Oi. Que horas são? Acho que acabei dormindo ― ele respondeu.
― Já passou da meia-noite e segui suas instruções direitinho.
― Boa garota! ― ele sussurrou com doçura e acrescentou no mesmo tom ―. Pode começar, estou pronto pra aprender tudo o que você me ensinar.
Comecei minha atuação sentando na cama, inclinei meu corpo e beijei seus lábios quando ficaram ao alcance dos meus. Ele estava vestido, quando o vi depois de puxar o lençol, com uma camiseta de algodão e uma cueca bem justa. Deslizei a mão direita por baixo da camiseta dele e acariciei seu peito enquanto devorava sua boca. Sua atitude era muito passiva e tive que ser eu quem colocou suas mãos nos meus seios, guiando-as com as minhas pra que percorressem toda a superfície.
― Você está indo muito bem, meu rei ― eu disse ―. Sentir suas mãos na minha pele é um prazer que deixa minha bucetinha molhada.
Abri as pernas e levei a mão direita dele até colocá-la na minha boceta, que realmente estava encharcada, enquanto com a minha eu adentrava o interior da cueca dele. Assim que toquei no pau dele e o envolvi com minha mão, ele foi crescendo progressivamente até atingir seu máximo esplendor. Forcei a cueca pra libertar seu membro e me apressei a enterrá-lo dentro da minha boca. Por alguns minutos, beijei, lambi e chupei como se fosse a coisa mais deliciosa que já havia penetrado entre meus lábios.
―Sei que você é inexperiente e ainda tem muito a aprender, mas eu serei sua professora e vou te mostrar o caminho que leva ao prazer. ―Sem dúvida, eu estava entrando completamente no meu papel. Pelo menos seus olhos e seu sorriso me indicavam isso―. Agora me deite, para que você comece a praticar seguindo minhas instruções.
Uma vez deitada, pedi que ele se inclinasse sobre mim e mantivesse uma certa distância entre seu corpo e o meu.
―Ótimo! Agora você precisa levar em conta algo muito importante. Tem que me estimular o máximo possível para que eu fique receptiva quando você me penetrar. Para isso, comece me beijando nesta ordem: lábios, pescoço, bochechas e termine no lóbulo da orelha que for mais confortável para você. Pode acompanhar essas ações com carícias suaves nos meus ombros, peitos e barriga. Desse jeito, você vai acender meu fogo.
Toño seguiu minhas instruções à risca por alguns minutos, aumentando ou diminuindo a frequência conforme eu ia indicando. A primeira lição não teve dificuldade e ele não teve problemas para aprendê-la, conseguindo me excitar de um jeito que eu já tinha esquecido. Sem dúvida, meu irmão tinha um modo muito peculiar de usar as mãos e os lábios, com muita delicadeza.
―Agora você pode estimular a área mais delicada e complexa. Tem que levar em conta que é extremamente sensível e requer um toque especial, evitando tudo que possa dar sensação de rudeza. Coloque-se entre minhas pernas, que vou posicioná-las para que minha posição fique confortável e facilmente acessível para você.
Toño não fez rodeios e logo o tive posicionado exatamente como havia sugerido. Seguindo minhas instruções, ele começou beijando, lambendo e mordiscando levemente os lábios vaginais, dedicando atenção especial ao clitóris. Aos poucos, meu prazer foi aumentando por causa das correções que ele... indicava no meio do caminho.
―Você aprende rápido, irmãozinho. Acho que já está na hora de você começar a brincar com um ou dois dedos dentro de mim, mas continue estimulando o clitóris exatamente como está fazendo, porque a velocidade e a pressão da sua língua estão perfeitas.
Dava pra dizer que os dedos do meu irmão eram perfeitos para brincar dentro da minha buceta, já que eram bem compridos e não muito grossos. Além disso, eram muito curiosos e tentavam alcançar todos os cantinhos da cavidade que exploravam.
―Isso, Toño, você está indo muito bem! ―gritei, entre os primeiros gemidos―. Acho que você já está pronto para me comer e me levar à loucura. Mas antes, vou colocar uma camisinha em você. É importante que você incentive a Patrícia a ser ela mesma quem coloque, assim cria um clima de cumplicidade que vai ser ótimo para os dois, principalmente para ela.
Coloquei a camisinha na ponta da cabeça do pau dele e fui desenrolando até cobrir o pau por completo. Depois, ele se posicionou e beijou meus peitos antes de enfiar na buceta. Gostei que ele fizesse nessa ordem, porque era um gesto carinhoso que a namorada dele iria agradecer. Pelo menos, eu agradeci. Não demorou para ele começar a se mexer dentro de mim com agilidade e eficiência, aumentando a frequência e os decibéis dos meus gemidos.
―Assim, meu amor, é assim que se faz! ―gritei quando o prazer tomou conta de mim completamente―. Você está indo muito bem e me deixou à beira da loucura. Essa tal Patrícia não faz ideia do prazer que vai receber quando você estiver comendo ela.
―Adoraria que ela se mexesse tão bem quanto você ―me disse Toño―, porque você me deixa ligadão.
―Procure falar o mínimo possível numa situação como essa ―respondi―, porque é bem provável que você solte algum comentário sem noção se se deixar levar pelo instinto. Você se dedica a me comer como está fazendo, que estou quase te dando um orgasmo.
Minhas palavras provocaram a reação que eu esperava conseguir, porque o ritmo dele ficou mais firme, quase saindo por completo da buceta antes de entrar de volta com força, provocando um atrito mais prolongado e eficaz.
―Isso, meu rei! Você é um verdadeiro garanhão ―disse no momento final do meu orgasmo―. Você conseguiu me deixar encharcada de tesão. Sinta como seu pau entra e sai com mais facilidade. Vai gozar pra mim?
―Não, por enquanto não ―sussurrou meu irmão―. Ainda quero continuar, quero que você monte em mim, igual da primeira vez.
―Beleza! Deixa eu me levantar e você deita.
Rapidamente nos posicionamos, coloquei o pau na buceta e fui descendo até introduzir por completo. Depois me movi com agilidade, com a intenção de alcançar meu segundo orgasmo antes que ele tivesse o dele; já estava totalmente solta e tinha esquecido tudo que aconteceu até chegar na situação em que me encontrava. Não demorei para alcançar meu objetivo e presentear ele com gemidos e palavras de agradecimento por estar se comportando tão bem, mas voltei a estranhar porque o orgasmo dele não vinha.
―O que tá acontecendo, meu amor? Não me diga que hoje você também ficou brincando com seu brinquedinho?
Ele balançou a cabeça e depois me indicou para sair de cima, com o rosto entristecido. Levantou da cama e foi em direção à porta.
―Aonde você vai? ―perguntei intrigada com a reação dele―. Não se preocupa, porque o que tá acontecendo é normal; às vezes rola, mas tem outros jeitos de fazer você terminar.
Minhas palavras pareceram convencê-lo e ele voltou para a cama, onde sentou na beirada.
―Quero te enfiar no cu ―ele falou como se nada―. Quero saber como é, porque tenho certeza que minha namorada nunca vai deixar ou, na melhor das hipóteses, vou demorar muito pra experimentar, contanto que a gente ainda esteja junto até lá.
―Isso não fazia parte do que a gente tinha combinado, irmão; mas também não acho que vá piorar o que já fizemos. Só me diz que posição você prefere e vou tentar fazer você não esquecer por um bom tempo.
―Fica de quatro, que é a posição que mais me Pois é.
Rapidamente adotei a posição sugerida, mais por medo de que a excitação dele diminuísse do que por desejo de levar no cu, embora, depois de tudo que aconteceu, também não fosse de todo ruim. Toño se ajoelhou atrás de mim e foi enfiando com calma no meu ânus, enquanto observava como o pau dele desaparecia dentro do meu reto. Depois me sodomizou por uns cinco minutos. Quando percebi, pelos seus gemidos e pela força das suas investidas, que ele estava prestes a gozar, vi o preservativo que supostamente deveria estar usando voar e bater no travesseiro. Não deu tempo de reagir, porque, quando reagi, já era tarde demais para impedir que ele inundasse meu reto de porra. Tentei engatinhar para frente com a intenção de tirar ele de mim, mas ele me segurava firme pelos quadris e impedia que eu avançasse. Assim ele conseguiu os dois ou três segundos extras que precisava para descarregar completamente.
— Você é um filho da puta! — disse eu, furiosa. — Passou a noite toda se comportando como uma pessoa e terminou como um animal de verdade. Agora deixa eu ir ao banheiro, por favor, que quero soltar no vaso sua porra de leite estragado.
Quando o pau dele saiu da minha bunda, tampei o buraco com a mão e, sem tirá-la dali, fui andando como um pato até o banheiro. Depois voltei direto pro meu quarto. Passei a noite toda sem dormir, procurando alguma explicação que justificasse o comportamento dele. Não conseguia conceber que, tendo conquistado minha vontade e também meu apreço, ele tivesse se esforçado tanto pra jogar tudo fora.
De manhã, um pouco mais calma, a primeira coisa que fiz foi exigir que Toño apagasse a gravação e as fotos. No começo ele se recusou, mas acabei me impondo e eu mesma fiz isso. Naquela mesma tarde, durante o almoço, anunciei pros meus pais que eu voltava pra Málaga. Minha mãe ficou muito triste e tentou, por todos os meios, me convencer a ficar, mas minha decisão já estava tomada. Justifiquei minha partida repentina, alegando que Me propuseram trabalhar até 7 de janeiro na livraria onde trabalhei antes.
O Sergio também ficou surpreso quando pedi que ele viesse comigo para casa e, embora tenha pedido explicações, só pedi que confiasse em mim e tivesse paciência, prometendo que contaria tudo quando chegasse o momento certo.
Aquelas férias de Natal marcaram um antes e um depois no relacionamento com meu irmão Toño. Nunca na vida poderia imaginar que uma pessoa tão doce e carinhosa com todo mundo, e especialmente comigo, pudesse mudar em tão pouco tempo e de forma tão drástica. O que um dia foi um menino adorável tinha se transformado em uma espécie de monstro frio e calculista. Poucos meses depois, tive a oportunidade de comprovar que meus pensamentos não se aproximavam, nem de longe, da dura realidade, porque ele me surpreendeu novamente, junto com um amigo seu, não com um ás na manga, mas com um verdadeiro pôquer de ases. O que aconteceu naquela ocasião representaria uma reviravolta inesperada no relacionamento com meu irmão Toño. Mas isso é outra história...
Eu achava ele bem gato, não só do ponto de vista de irmã, mas como mulher também achava ele atraente; alto, bem-proporcionado, rosto masculino e uns olhos cinzas que enlouqueciam qualquer uma que reparasse neles, incluindo eu. Mas, como todo mundo, ele também tinha seus defeitos; era desorganizado e tímido, extremamente tímido, mas essa timidez só aparecia no trato com as garotas, principalmente com aquelas de quem ele gostava.
Meu namorado Sergio e eu decidimos passar o Natal de 2011 na nossa cidade natal, no aconchego dos nossos respectivos lares. Não foi nenhum problema já que éramos da mesma cidade, porque poderíamos nos ver todo dia e, assim, a saudade não estragaria as festas.
Estava há dois dias em casa quando percebi meu irmão Toño meio irritado, uma circunstância que me estranhou por não ser comum nele. Aconteceu enquanto almoçávamos, quando, do nada, ele respondeu com má educação pra minha mãe. Na hora meu pai o repreendeu, o que acabou virando uma discussão nada agradável. No meio da tarde eu estava bem preocupada, porque não vi ele sair do quarto nem mesmo pra ir ao banheiro. Decidida, fui direto pro quarto dele pra tentar descobrir o que estava acontecendo.
Bati na porta dele, com duas batidinhas suaves, mas ele não respondeu. Aí entrei, mesmo correndo o risco de encontrá-lo em situações comprometedoras. Ele não percebeu minha presença até que toquei no ombro dele; ele estava de fones de ouvido, olhos fechados e balançando a cabeça, se sentindo uma estrela do rock na solidão do seu Quarto.
―Não te ensinaram a bater na porta? ―perguntou com tom desdenhoso, tirando os fones de ouvido.
Se já me surpreendeu sua reação durante o almoço, aquela forma de falar comigo indicava que o assunto era mais sério do que parecia.
―Desculpa, Toño ―respondi com o rosto constrangido―, mas bati várias vezes e você não respondeu. Se não colocasse a música tão alta…
―Pois acho que não é da sua conta o volume que eu coloco ou deixo de colocar. Ou vocês também vão me controlar nisso?
Presumindo que minha presença o irritava, me dirigi à porta com passo firme, resmungando baixinho. Então parei, antes de sair no corredor, e me virei para ele.
―Também não é para ficar assim, Toño ―disse triste―, porque, que eu saiba, não fiz nada pra você. Só estava tentando falar com meu irmão e ajudá-lo no que puder se tiver um problema, mas acho que hoje não sou uma irmã pra você. E, se for ver, nem mesmo uma merda enfiada num palito.
Me virei de novo com a intenção de retomar a caminhada depois de desabafar.
―Espera, Mônica, não vai! ―a voz dele me deteve, mas me estranhou que me chamasse pelo nome em vez de Moni, como sempre fez.
Olhei pra ele e a raiva tinha sumido do rosto, recuperando o sorriso habitual, embora um tanto forçado.
Conversamos por um bom tempo, nos animando à medida que ele ganhava confiança. Acabou que ele estava saindo com uma garota da idade dele, Patrícia, notícia que me surpreendeu porque eu não sabia, e tinha certos problemas com ela de natureza sexual. No começo pensei que o conflito vinha de uma experiência insatisfatória, pra um dos dois ou pros dois. Depois saí da dúvida, conforme a informação recebida aumentava. Toño e a namorada planejavam ter a primeira relação íntima e ele não se sentia capaz, porque ela não era virgem e ele era.
Tentei por todos os meios fazê-lo entender que sua situação era totalmente normal e que sempre tinha uma primeira vez. Mas aquela resposta não o consolava, nem tirava ele do aperto; ele tinha dito pra Patricia que perdeu a virgindade com uma forasteira antes de ficar com ela. Toño sabia que tinha metido os pés pelas mãos e tava com medo dela perceber na hora certa. Chegando nesse ponto da conversa, meu irmão me fez uma proposta que quase me deu uma taquicardia.
― Moni ― disse todo nervoso ―, por que você não me ensina como se faz? E não tô falando da teoria, pra isso eu tenho internet e as baboseiras que meus amigos soltam, mas sim na prática. Você é garota e pode me dizer o que vocês gostam, como vocês gostam e de que forma ficam mais satisfeitas.
― Mas, Toño, eu não posso te dar mais informação do que você já mencionou ― falei, tentando desviar da tempestade que tava por vir.
― Pode sim! Pode! ― exclamou, alterado e me olhando com aqueles olhinhos que ele sabia que anulavam minha vontade; sempre que fazia isso, conseguia o que queria de mim.
― Vamos ver ― falei, tentando me acalmar ―. Vamos por partes, porque acho que entendi uma coisa que é totalmente impossível…
― Você entendeu perfeitamente! ― me interrompeu ―. Você é minha irmã e, desde que somos pequenos, sempre te vi pelada, não vejo qual pode ser o problema agora que crescemos.
Fiquei petrificada com a resposta dele; não conseguia acreditar no que meus ouvidos escutavam; era incapaz de assimilar que meu irmão mais novo pretendia ganhar experiência comigo.
― Claro que você vê o problema, o que acontece é que você é um sem-vergonha. Você tá falando de quando a gente tinha oito ou nove anos, e agora você tem dezoito e eu vinte e um. Acho que a diferença é bem considerável.
― Então você não vai me ajudar? ― perguntou sem intenção de desistir e me olhando de novo com seus olhinhos inocentes ―. Pensei que você seria mais fácil de convencer.
― Claro que vou te ajudar! ― Me levantei irritada com a observação final, tirei do meu bolso uma nota de cinquenta euros e Depois, estiquei o braço na direção dele e ofereci. — Toma, pra você ficar doidão, porque é a única coisa que posso fazer se você ficar nessa!
Toño franziu a testa, contrariado e surpreso ao mesmo tempo, depois afastou minha mão com a dele, recusando o dinheiro. Foi aí que entendi que eu era a única possibilidade que ele considerava e encerrei o assunto com um “então fica aí mesmo!”, deixando a nota em cima da cama.
Por uns dois dias não trocamos uma palavra, a não ser um “sai da frente, me deixa passar!” quando nos esbarramos no corredor, ou um “muda de canal, esse programa é uma merda!” quando estávamos vendo TV.
Três dias depois, me senti mal depois do jantar e notei que a cabeça estava ficando leve, então decidi ir pra cama cedo, abrindo mão da foda que meu namorado tinha prometido se eu passasse na casa dele.
De manhã, acordei estranha e fui pro banheiro com a intenção de tomar um banho. Aí, enquanto estava deitada na banheira, com a água até o pescoço e os olhos fechados, o sonho que tive durante a noite me veio à mente, como um flash. Nesse sonho, me via deitada na cama, enquanto umas mãos percorriam meu corpo e depois me masturbavam. Pela manhã toda fiquei inquieta, remoendo o sonho na cabeça, depois me distraí com minhas coisas e não pensei mais nele.
Naquela mesma noite aconteceu a mesma coisa: primeiro a cabeça ficava leve e depois eu sentia que desmaiava. Cheguei como pude na cama e rapidamente peguei no sono. No dia seguinte, o mesmo sonho voltou enquanto ajudava minha mãe na cozinha. A situação começou a me intrigar, porque não era normal acontecer duas noites seguidas e eu acordar de manhã com a mesma sensação e o mesmo sonho.
À tarde fui visitar minha avó, que estava meio debilitada, e pensei que minha companhia faria bem pra ela. Estávamos conversando tão tranquilamente, quando ela disse algo desconcertante:
— Realmente, vocês são uns netos das mais... Estranho", afirmou. "Ou vocês ficam um tempão sem vir me ver, ou, pelo contrário, aparecem todos em poucos dias."
"Não entendo o que você quer dizer, vó. A quem você se refere com 'todos'?"
Ela riu, tentando manter a dentadura no lugar ao fazer isso.
"Minha filha, a quem vou me referir? Ao seu irmão e a você! Sei que a cabeça está me abandonando aos poucos e que até perco os remédios, mas ainda conservo o juízo."
"Toño? Você está falando do Toño?"
"O mesmo que veste e calça!", respondeu minha avó. "Que patife que aquele safado se tornou. Praticamente meio ano sem vir me ver e depois aparece de supetão, como se nada tivesse acontecido."
"Mas vó, você também não deve dar tanta importância, porque sabe que os garotos são assim mesmo, uns doidos: às vezes te comem de beijos e outras te deixam na mão. Mas... me diga... o que é isso de perder os remédios? A que remédios você se refere?"
Minha avó me olhou, séria, possivelmente pensando que eu tentava exercer o papel da enfermeira que ela nunca quis ter desde que começaram seus achaques.
"Pois tenho tantos... que não saberia te dizer, mas acho que são os que tomo para dormir."
Remédios para dormir desaparecidos, meu irmão no mesmo cenário e nas mesmas datas? Aquela situação estava adquirindo tons dignos de um romance policial.
Imediatamente me despedi da minha avó, não sem antes pegar, de uma das gavetas de sua penteadeira, a receita onde vinha o nome dos remédios perdidos. Com ela, me dirigi à farmácia mais próxima, onde o farmacêutico me confirmou que eram realmente para dormir, acrescentando que seus efeitos eram muito fortes se abusados.
Saí da farmácia com uma ideia muito clara sobre o que acontecera nas noites anteriores. Cheguei a essa conclusão após ligar os pontos: por um lado, meu irmão Toño, que fez as pizzas no forno naquelas duas noites; por outro, os sonhos estranhos, idênticos em ambas as ocasiões; e finalmente, meu irmão visitando minha avó, e esta... perdendo os comprimidos de forma misteriosa.
Naquela noite jantamos lasanha, que, claro, o Toño preparou no forno sem que ninguém pedisse, para maior surpresa dos meus pais e minha. Sentei-me à mesa com o celular da minha mãe na mão, discretamente escondido e com meu número discado de forma que só precisava apertar o botão de chamada. Mal começamos a jantar, apertei o botão e meu celular tocou no quarto. Me desculpei e saí correndo com a intenção de atender a ligação, gritando que devia ser o Sérgio e que não podia deixá-lo esperando.
Durante cinco minutos representei uma farsa em que eu falava sem parar, supostamente respondendo ao meu namorado. Depois voltei à sala para pegar meu jantar e levá-lo ao quarto, argumentando que ia esfriar e que eu iria comendo enquanto conversava. A lasanha acabou, finalmente, no canto mais escondido do meu armário, onde esperaria até o dia seguinte, quando me livraria dela.
Após terminar minha suposta conversa, me despedi da família com o habitual beijo de boa noite e afirmando que não me sentia bem, que ia dormir. Minha mãe ficou muito preocupada, dizendo que três noites seguidas eram demais. Tive que acalmá-la quando ela ia ligar para o pronto-socorro, justificando meu mal-estar com possíveis problemas menstruais. Obviamente não estava menstruada. Minha mãe não precisou de mais explicações, pois já estava bastante acostumada com o assunto.
Fiquei acordada umas três horas, com a lâmpada da mesinha de cabeceira acesa, como era meu costume, tentando não adormecer mesmo às custas de contar ovelhinhas, às vezes, ou balançar elefantes na teia de aranha, outras tantas. Naquele momento já dava como certo que nada aconteceria, quando, de repente, ouvi o rangido habitual da dobradiça da minha porta. Rapidamente fechei os olhos e fingi uns leves roncos pelo nariz. Meu coração batia acelerado, e eu estava impaciente, ansiosa para pegar em flagrante o Cuzão do meu irmão. De repente, um pensamento me veio à mente e congelou meu sangue: e se não fosse meu irmão, e sim meu pai? Essa possibilidade quase me deu uma taquicardia.
Percebi aquele desconhecido retirando o edredom e dobrando-o aos pés da cama, fazendo o mesmo em seguida com o lençol. Eu estava de pijama, com uma jaquetinha abotoada e uma calcinha curta, sem nada por baixo. Suas mãos logo percorreram minhas pernas e subiram até minhas coxas. Era impossível adivinhar quem era apenas pelo toque, e pensei em pular sobre ele e surpreendê-lo; no entanto, só poderia acusá-lo de apalpar minhas pernas, um crime que considerei de pouca importância: eu precisava de provas mais contundentes.
Não contente com isso, ele moveu meu corpo até me deixar de frente para o teto e com as pernas estendidas, colocou as mãos sobre meus peitos e os apertou por alguns segundos. Eu permaneci com os olhos fechados e sem fazer gestos que me entregassem. Nem mesmo quando ele tirou a jaquetinha do pijama e acariciou meus seios nus, com a mesma ousadia e intensidade. "Qual será o próximo passo?", pensei. A situação me incomodava, apesar da delicadeza de suas ações, e eu rezava para que ele se contentasse sem ir além. Não foi assim, porque as carícias deram lugar a uma série de beijos, lambidas e pequenas mordidas nos seios, primeiro, e nos mamilos, depois, alternando-se metodicamente entre os dois.
Meus piores presságios se concretizaram quando ele começou a tirar minha calcinha, girando meu corpo de um lado para o outro para soltar o tecido que estava preso entre minha carne e a cama. Quando a peça saiu pelos meus pés, me repreendi por ter permitido que ele chegasse tão longe; eu já tinha provas suficientes do seu crime. Abri os olhos no momento em que ele separou minhas pernas e colocou a mão na minha buceta. Não consegui mais me conter e pulei, dando tapas para todos os lados, sem me importar com quem fosse nem onde você acabou. Devia ter sentido como marteladas, a julgar pelos gritos que soltava e pela forma como se remexia para desviar.
―Toño! ―disse ao constatar que era ele, ficando num sussurro o que pretendia ser um grito―. Você não tem vergonha e nunca teve! Vai ver só quando papai e mamãe souberem. Nojento, você é um nojento! ―acrescentei enquanto fugia igual um vulgar ladrão.
Cobri meu corpo com a primeira coisa que peguei à mão e o segui, tentando alcançá-lo antes que entrasse no quarto e trancasse a porta. Não consegui, já que a vantagem dele era excessiva, e tive que me conformar em falar com ele através da porta:
―Você é um nojento e dessa vez não vai se safar fácil! Aliás, no momento em que eu puser a mão em você, não vai sobrar dente na boca nem bola entre as pernas.
Por um tempo continuei soltando ameaças, lembrando da nossa mãe e chamando ele de tudo, menos de bonito. Possivelmente ele não me ouviu, mas o desabafo obtido permitiu, pelo menos, que eu pegasse no sono depois de um par de horas remoendo o assunto. Jurei e rejurei por todos os Santos do Céu que aquela infâmia não ficaria sem a devida resposta, pelo menos até acalmar a raiva ou me vingar.
De manhã me levantei cedo, com intenção de surpreendê-lo ao sair do quarto, mas, quando me preparava para fazer isso, escutei duas vozes vindas da cozinha, que, pelo tom, me pareceram a dele e a da minha mãe.
Ao chegar na cozinha, o encontrei tomando café como se nada tivesse acontecido.
―Vem comigo, Toño! ―ordenei energicamente―. Tenho que te dizer quatro coisas bem ditas e não quero fazer isso na frente da mamãe, que já tem bastante trabalho e problemas, a coitada.
Logicamente ela se surpreendeu, sem saber o que dizer ou como reagir diante do gênio mal-humorado da filha. Não demorou muito para encontrar as palavras.
―Mas, filha! Pode-se saber o que aconteceu? ―perguntou com a voz trêmula e segurando, firmemente, o encosto da cadeira que tinha à frente. Fiquei pensativa por alguns segundos, tentando encontrar argumentos que justificassem minha invasão como um elefante numa loja de porcelanas.
―Nada, mãe. Não é nada grave, não se preocupe. É esse porco aqui, que saiu do banheiro deixando tudo uma pocilga. Ele vai limpar agora mesmo se souber o que é bom pra ele!
Minha mãe, mais tranquila, não conseguiu segurar umas boas gargalhadas.
―Assim que eu gosto, filha, começando a tratar os homens como merecem! Já tá na hora de parar com essa de ficar o dia todo atrás deles como empregada, virando de pernas pro ar tudo que a gente trabalhou tanto pra deixar arrumado e limpo! ―largou a cadeira e se aproximou do meu irmão―. Vamos, preguiçoso, faça o que sua irmã mandar se não quiser que eu faça… e você sabe bem como eu sou! ―terminou dando um belo tapa na cabeça dele.
Como se o golpe da nossa mãe não fosse suficiente, eu agarrei a orelha dele e puxei com força, como se quisesse arrancar, obrigando-o a levantar da cadeira.
Levei-o direto pro meu quarto, sem soltar seu apêndice auditivo, onde tranquei a porta com chave; não tinha intenção de deixá-lo escapar pela segunda vez, com o rabo entre as pernas, quando as porradas começassem. A tática era bem simples: primeiro a diplomacia, depois a pancadaria.
―Agora você vai me contar por que fez isso, porco, você é um porco! ―comecei de forma suave antes de elevar o tom.
Ele me encarou fixamente e percebi algo nos olhos dele que não havia previsto; longe de parecer arrependido, seu olhar era desafiador, como se estivesse orgulhoso de seus atos. Seu sorriso debochado terminou de me convencer.
―A culpa é sua! Tudo foi culpa sua! ―respondeu de forma agressiva―. No outro dia eu pedi de boa e você me humilhou com uma merda de nota, pra que eu fosse receber de uma puta o que você me negou como irmã. Só pedi ajuda e você respondeu com deboche. Isso me fez pensar e cheguei à conclusão de que pra você eu sou um zero à esquerda.
Depois de me dizer aquelas palavras devastadoras, que encolheram meu coração feito uma estrela moribunda, não consegui segurar as lágrimas e desmontei, afastando qualquer traço de raiva ou desejo de vingança.
― Vejo que você não soube ler minha intenção ― respondi soluçando ―, e também não percebeu a situação complicada em que me colocou. Por acaso imaginou que todo dia do ano um irmão me pede para ficar pelada pra ele? Pensou que eu era uma garota tão fácil assim, pra me jogar nos seus braços sem mais nem menos? ― fiz uma pausa para enxugar as lágrimas antes de continuar ―. Se não gostou da minha resposta, devíamos ter conversado com calma e buscado uma solução que agradasse aos dois.
Toño não parava de me olhar, sem abrandar nem um pouco sua expressão severa e sem mostrar um mínimo de compaixão.
― Olha só que virtuosa ficou a 'irmã Mônica'! ― disse Toño com um tom carregado de ironia ―. Ou Mônica 'DELUXE', se preferir. Por acaso pensou que eu nunca ficaria sabendo das suas aventuras pornográficas por essa cidade toda e, se me apertar, por toda a província?
O comentário dele foi muito duro, o mais doloroso que já ouvi na vida, e não pelo conteúdo, mas pelo tom, pela forma e por quem veio. O pior de tudo é que não tinha escapatória, ele me tinha bem agarrada e puxava com força. Busquei no meu cérebro, tentando encontrar palavras que, pelo menos, soassem sinceras e me isentassem aos ouvidos de um irmão que sempre me venerou.
― Me perdoa, irmão ― recorri ao tratamento familiar numa tentativa desesperada de comovê-lo assim ―, nunca imaginei que você ficaria sabendo das minhas andanças e loucuras adolescentes. Nunca avaliei a possibilidade de você se sentir humilhado por isso e, até mesmo, de seus amigos tirarem sarro de você às minhas custas. Mas é verdade, e você tem direito de me cobrar: eu dei pra todo mundo que me deu vontade porque eu gostava E, como imagino que te contaram tudo, também é verdade que em várias vezes fiz com três ao mesmo tempo, isso sim, sempre com os mesmos amigos de confiança, embora no momento eu não possa estimá-los tanto assim. Mas, porra, você é meu irmão e isso é bem diferente.
―E o Lucas? E aí, o Lucas não é seu irmão também? ―replicou Toño, muito irritado―. É! Não me olhe com essa cara de boba, porque eu também fiquei sabendo daquela viagem da namorada dele com você. Imagino que você não devia considerá-lo irmão naquela época, porque você se deixou foder por ele todas as vezes que ele quis e do jeito que bem entendeu; com certeza você gritou que nem uma puta enquanto ele te dava no cu até deixar bem aberto. Acho que já tá na hora de todo mundo parar de me tratar como criança, porque pode ser que eu ainda seja virgem com meus dezoito anos, mas não sou burro.
Enquanto aquelas palavras, dilacerantes, eram cuspidas da sua boca, igual veneno de cobra, eu olhava nos olhos dele, atordoada e sem reação. O que eu fiz para merecer tanto castigo? Era a pergunta que atormentava meu cérebro de novo e de novo.
―E como você ficou sabendo do Lucas? ―perguntei, tentando ganhar tempo e pensar em algo coerente.
―Tão simples quanto escutar atrás das portas ―respondeu―. Você não tem ideia de como esse hábito feio é vantajoso em certos momentos. Num fim de semana ele veio com a namorada e eu escutei enquanto eles conversavam sobre isso. Como achei que um dia poderia ser útil ter um ás na manga, peguei o telefone e gravei praticamente toda a conversa.
Essa última revelação me feriu mortalmente, porque foi a estocada final. Como é que meu irmão mais velho e a bocuda da namorada dele puderam ser tão estúpidos? Eles tinham todos os dias do ano para falar sobre isso, e tiveram que fazer justamente no momento mais inoportuno e no lugar menos indicado. Senti que estava encurralada e sem saída, situação que nunca me caiu bem.
―Tá bom! O que você quer para me deixar em paz? e esquecer de tudo? — disse num impulso de dignidade.
Ele levou seu tempo para se decidir, do mesmo jeito que costumava fazer quando íamos, crianças, à barraca de doces e ele queria todos. Naquela época tinha que escolher só um e levávamos um bom tempo.
— O outro dia eu só queria olhar enquanto você dava instruções — respondeu Toño —, e talvez tocar um pouquinho também, mas nada mais…
— Tá bom! — interrompi. — Decide de uma vez e vamos acabar com isso!
Toño sentou na minha cama e indicou, com algumas palmadinhas no colchão, que eu me sentasse ao lado dele. Interpretei aquele gesto como uma forma de acalmar os ânimos e atendi seu desejo.
— Como já te disse — falou Toño —, eu só quero aprender, e não passar por idiota na primeira vez que ficar com a Patricia. Quero que você me ensine o que as garotas gostam, como vocês gostam e como eu tenho que fazer…
— Mas isso é fácil, Toño — cortei. — Posso te explicar isso sem precisar ir além.
— Não, maninha, já te falei que de teoria eu tô mais que servido. O que eu quero é praticar com você, que você me diga o tempo todo se tá gostando do jeito que faço e vá me corrigindo na hora.
— Sério que você acha que vou deixar você me comer enquanto fico te ensinando? Acho que você pirou! Da minha parte não tem mais o que conversar.
Me levantei com intenção de ir embora, mas meu irmão agarrou meu pulso e me sentou de novo, com uma puxada forte no meu braço.
— Acho que você não sabe o que tá dizendo — falou num tom ameaçador. — O que você acha que mamãe e papai vão pensar se eu fizer eles ouvirem a gravação?
Pela primeira vez naquela conversa toda, as palavras do meu irmão conseguiram arrancar algumas risadas minhas.
— Corre e conta o que quiser! — disse desafiante. — Com certeza vão mencionar na conversa, que você diz ter, uma tal de Mônica, mas imagino que você saiba que não sou a única com esse nome. Acho que você tem pouca massa pra fazer uma sopa.
Toño mostrou um sorriso largo e sorriso desconcertante, demais pro meu gosto. Então ele tirou o celular do bolso e procurou o arquivo de áudio. Quando encontrou, apertou o play e o mundo desabou sobre mim: de fato, meu irmão e a namorada dele estavam falando de mim, fornecendo detalhes mais que suficientes para me incriminar. Tentei tomar o celular dele e jogar na privada, mas ele era mais forte que eu, muito mais.
―Não se altere, Moni, porque você ainda não viu o melhor de tudo. ―Novamente o tom dele soava ameaçador. Ele voltou a mexer no celular e me mostrou algo que meu cérebro não era capaz de assimilar―. Olha, essas eu fiz três noites atrás… E essas, duas.
O que ele me mostrou eram, nada mais nada menos, uma série de fotos em que nós dois parecíamos muito apaixonados na minha cama, numa atitude mais que explícita e completamente pelados. Para consegui-las, nas duas noites mencionadas ele tinha se dado ao trabalho de se despir, deitar ao meu lado e adotar uma série de poses que dessem a entender que ambos participávamos ativamente. Obviamente, a mim também tinha me deixado pelada. Numa delas ele estava sobre mim, na posição papai e mamãe, aparentemente com o pau dentro da minha buceta, enquanto eu estava de boca aberta e com os olhos fechados, como se estivesse gemendo de prazer. Em outra das fotos, eu aparecia deitada, com a cabeça sobre o travesseiro e levemente inclinada pra frente, enquanto ele tinha o pau enfiado na minha boca no que parecia um boquete completo.
Lutei de novo pra arrancar o celular dele, com o consequente fracasso. Não me restou alternativa senão recorrer às palavras.
―Vejo que você montou tudo muito bem, mas posso justificar essas fotos acusando você de me drogar, que é o que realmente fez.
―Nisso você tem razão, mas analise como estão as coisas: por um lado, tenho a conversa entre Lucas e a namorada dele; por outro, tenho essas fotos…
―E para de contar! ―interrompi.
―Não, maninha, você esquece um pequeno detalhe.
―É? Fala, esperto, Ilustra-me!
― Você esquece da fama que você tem. Se eu acrescentar a isso tudo o que você fez e que certas pessoas podem confirmar… Em quem você acha que vão acreditar, na foxy da família ou no filho caçula, no queridinho de todos? Olha, vou te dizer mais: posso até inventar que durante anos você me assediou, que me forçou a foder comigo se aproveitando da minha inocência e que por causa disso tenho problemas psicológicos. E agora… Como é que fica o corpo, espertinha?
Diante da atitude arrogante e cafajeste do Toño, realmente pensei que ele não era meu irmão, mas uma espécie de louco frio e calculista. Mas eu não estava disposta a ceder ao seu chantagem.
― Tanto faz o que você diga ou faça. Aliás, acho que você não tem coragem, porque mataria a mamãe de desgosto. E não se esqueça do Lucas, porque onde ele te pegar, arranca sua cabeça.
― Lucas? ― Toño soltou umas risadas assustadoras. ― Com ele não sei o que vou fazer, mas não descarto foder um dia a bunda gostosa da namorada dele. Mas vamos deixar os ausentes de lado. Já disse sua última palavra, irmãzinha?
Já estava começando a me irritar que ele me chamasse de “irmãzinha” com aquele tom arrogante.
― Não, não disse, mas vou acrescentar uma frase inteira, pra você entender de vez. ― Respirei fundo e me joguei. ― Vai tomar no cu, seu cretino!
Meu irmão realmente ficou desconcertado, e o sorriso estúpido sumiu do rosto dele.
― OK! Você quis assim! ― disse num tom ameaçador e saiu disparado pra cozinha.
Levei uns segundos pra reagir, e quando reagi já era tarde demais pra segurá-lo. Cheguei na cozinha bem na hora em que ele começava a falar.
― Mamãe! ― chamou a atenção dela. ― Preciso te contar uma coisa que aconteceu entre minha irmã e eu. ― O canalha ainda usou o tratamento carinhoso pra piorar a situação.
― E o que é tão importante assim? ― perguntou minha mãe, com certa indiferença, sem parar de preparar a comida.
Eu tinha que agir rápido se quisesse chegar viva no dia seguinte.
― Nada, mamãe, é só uma besteirinha!... ―eu tinha que improvisar e rápido―. O que acontece é que, quando Toño limpou o banheiro, eu dei um beijo nele por ser tão trabalhador. Nada demais!
―E por essa bobagem vocês me fazem perder tempo? ―ela disse enquanto eu puxava o braço do meu irmão para tirá-lo da cozinha, ao mesmo tempo que sussurrava que precisávamos conversar com mais calma.
De volta ao meu quarto, tentei de todas as formas fazê-lo entrar na razão, mas, pelo visto, ele parecia não ter essa capacidade.
―Minhas condições são inegociáveis ―ele me disse com firmeza na voz―. Pode ser que agora você tenha impedido, mas posso soltar a bomba a qualquer momento. Até quando você não estiver por perto para me desmentir ou dar desculpas absurdas. Desse jeito, só vão ter a minha versão e as minhas provas, e você só vai poder se defender quando a bola de neve for grande demais para parar.
―Tá bom! ―falei resoluta―. Se você quer me comer… Vai lá, não fica com vergonha! Podemos fazer agora mesmo. Olha como eu deixo fácil para você!
Fui até a porta e tranquei com a chave, depois tirei a calça e a calcinha, me joguei na cama de barriga para cima, abri as pernas e minha buceta ficou totalmente acessível.
―Pronto, aqui estou bem disposta. Enfia seu negócio e vamos acabar com isso de uma vez. Só bota uma camisinha, não vá me passar alguma doença ―falei com total indiferença e peguei uma na gaveta do criado-mudo.
O grandíssimo filho da puta teve a desfaçatez de rir na minha cara. Para ele, isso era só um jogo no qual não tinha considerado as possíveis consequências. Eu não sabia que merda passava pela cabeça dele, mas, por minha parte, tinha claro que meu irmão Toño deixava de ser meu irmão naquele exato momento.
―Não vai tão depressa, minha querida Moni ―ele me disse com toda a tranquilidade do mundo―. Por enquanto, me contento com você me chupar. Depois pode engolir ou cuspir, o que você achar melhor. Só que tira mais roupa, porque assim não me motiva.
Não motivava ele? Nunca tinha conhecido alguém com tanta cara de pau. Ele era ainda mais canalha que meu próprio namorado, a quem eu permitia tudo por amor. Decidida a terminar logo aquilo, tirei toda a roupa e sentei na beirada da cama.
―Vamos, tira essa rola, não temos o dia todo! ―falei igual uma puta com pressa porque outro cliente esperava.
Claro que ele não parecia ter nenhuma pressa, porque se ajoelhou atrás de mim, em cima da cama, e apertou meus peitos por trás. Depois desceu a mão e enfiou dois dedos na minha buceta. A cena deve ter levantado seu moral, porque logo colocou o pau na minha frente.
―Não gosto de te ver com essa cara, irmãzinha. Quero um pouco de entusiasmo e que me faça o melhor boquete da sua vida.
Não respondi, para evitar maiores problemas, e apenas enfiei o pau dele na boca e chupei da melhor maneira que sabia, para que ele gozasse o mais rápido possível. Não foi difícil alcançar meu objetivo, considerando que era o primeiro boquete que ele recebia na vida. Os iniciantes não costumam aguentar muito!
Com a boca cheia, mal podia acreditar que ele tinha soltado tanta porra. Provavelmente estava há um bom tempo sem bater uma punheta. Me levantei, com a intenção de cuspir no lixo, mas Toño me deu um empurrão que me fez cair deitada no colchão. Como resultado daquela ação violenta, abri a boca instintivamente e parte do gozo escorreu pelo canto dos lábios; o resto, a maior parte, foi direto para o estômago sem que eu pudesse fazer nada para evitar. Não tive tempo de reclamar ou xingá-lo, porque ele saiu correndo de novo com o rabo entre as pernas.
Durante alguns dias, no máximo ele passava a mão quando queria e não tinha ninguém por perto; às vezes se aproximava por trás e apertava meus peitos; outras, quando eu usava minissaia, enfiava a mão por baixo e cutucava a buceta, por cima da calcinha. Cheguei a pensar que essas Essas ações pareciam ter o objetivo de me deixar excitada, para que eu estivesse o mais receptiva possível quando chegasse a hora da verdade. Mas… quando seria? Que planos ele tinha? A incerteza estava me matando, porque ele não tinha me dado nenhuma informação sobre isso.
No dia de Natal, voltei tarde para casa. Eu tinha jantado com meu namorado na casa dos pais dele, e depois demos uns amassos no quarto dele. Obviamente, eu não contei nada sobre o chantagista do meu irmão. Não fiz isso por dois motivos importantes: primeiro, porque eu sabia o quão impulsivo ele podia ser e que provavelmente pioraria tudo; segundo, porque meu irmão tinha me ordenado, explicitamente, que não contasse a ninguém, acrescentando que, se ele suspeitasse o mínimo, ele me "afundaria na lama", literalmente.
Ao entrar no meu quarto, encontrei Toño fuçando na gaveta onde eu guardava minha roupa íntima, uma circunstância que me enfureceu, porque não só ele me manipulava com seu chantagem, como ainda tinha a desfaçatez de invadir minha privacidade.
― Toño! ― falei com uma cara de poucos amigos. ― Já está na hora de você sair pela porta!
― Calma, Moni, você fica muito feia quando se irrita! ― ele respondeu, ao mesmo tempo que tirava da gaveta um conjunto vermelho. ― Quero que você vista esse sutiã e essa calcinha para mim.
Olhei nos olhos dele e não percebi nenhum sinal de que ele aceitaria um não como resposta. Me armei de paciência e comecei a me despir depois de trancar a porta com a chave; só faltava meus pais me pegarem pelada na frente do meu irmão vestido. Depois, coloquei o conjunto escolhido por Toño.
― Linda! ― exclamou meu irmão, que tinha se sentado na cama. ― Definitivamente, o vermelho paixão é a sua cor. Agora, quero que você tire bem devagar.
Igualmente obediente, fiquei nua sob seu olhar atento.
― Tá bom, agora você já pode ir embora! ― disse, com a vergonha que sentia refletida no meu rosto.
― Não, não, não tão rápido, irmãzinha…
― Para de me chamar de "irmãzinha", caralho! ― gritei. com raiva —. Já estou de saco cheio dessa porra de palavrinha.
— OK! OK! — repetiu, ao mesmo tempo que a mão pedia calma —. Vem comigo, pra cama, que tenho um presentinho pra você — acrescentou, mostrando uma camisinha lacrada.
— Você não vai querer…
— Chega de besteira! — exclamou, contrariado —. Não vou repetir as coisas duas vezes, nem vou permitir que questione minhas ordens. Chega! De agora em diante, você fica quieta e obedece. Ao menor sinal, deixo de lado as considerações e te encho tanto de porra que vai custar a respirar. Me fode muito você tentar bancar a espertinha, depois de ter se envolvido, por anos, com qualquer um que quisesse te comer ou enfiar o pau nessa sua boca viciosa.
Aquela palavras confirmaram que o Sr. Hyde tinha possuído o corpo do meu irmão, e a mente dele, que era o pior. Eu estava totalmente apavorada, porque nunca tinha visto meu irmão daquele jeito, nem acreditaria se alguém me contasse. Precisava ter muito cuidado dali em diante, porque as reações dele podiam ser imprevisíveis.
— Calma, Toño, é melhor manter a calma — falei com certa doçura —. Me diz o que você quer e eu faço sem reclamar.
— Viu? Agora estamos falando a mesma língua. Quero que você deite na cama e me receba de pernas abertas; acho que já tá na hora de meter na sua buceta, pra saber como é a sensação.
Não pensei duas vezes e cumpri o desejo dele. No momento em que o tive entre as pernas, pelado, ele tentou me penetrar, mas estava dando murro em ponta de faca porque tinha encontrado o ânus. Desci a mão pra guiar o pau e facilitar pra ele, mas um novo gesto de desaprovação caiu sobre mim como uma laje.
— Não quero sua ajuda, porque quando eu estiver em cima da minha namorada você não vai estar lá pra colocar no lugar certo… VAI?
— Não, Toño, desculpa minha burrice. Acho melhor você meter antes de deitar sobre mim, porque não é fácil acertar às cegas. Se quiser, eu abro bem as pernas e você se ajoelha entre elas. Aí você só precisa dar uma olhada na buceta e vai ver claramente onde deve enfiar.
Por sorte pra mim, meu irmão aceitou o conselho e conseguiu me penetrar com total conforto, sem pressa. O pau dele não era nada de outro mundo, mas tenho que admitir que ele conseguiu arrancar um gemido quando entrou. Enquanto ele me comia, eu tentava me mexer e posicionar meu corpo de um jeito que ele não percebesse suas deficiências, que eram muitas, e acompanhava os movimentos com gemidos baixinhos e palavras de incentivo.
―Isso, Toño, você está indo muito bem e eu tô quase gozando. Gosto tanto do jeito que você me come, parece que faz isso a vida toda.
Ele não dizia nada, só resfolegava de prazer e cansaço, mas demorava demais pra gozar e isso não era normal.
―Irmão, por que tá tão difícil? Tem algo errado? Quer tentar de outro jeito?
―Tá tudo bem, Moni. É que eu me masturbei umas três horas atrás, pra aguentar mais.
A resposta dele me deixou perplexa e quebrou todos meus planos, porque eu achava que a gente podia ficar assim um bom tempo, na melhor das hipóteses. À falta de experiência dele tinha que somar uma possível broxada, e isso não fazia parte dos meus planos. Principalmente porque a reação dele podia ser imprevisível. Eu tinha que agir rápido e com astúcia.
―Toño, por que eu não fico por cima de você? ―perguntei com muita delicadeza―. Pensa que, quando você estiver com a Patricia, ela também vai querer tomar a iniciativa em algum momento.
―Tem razão. Assim eu vou poder ver os peitões dela balançando na minha frente. Você teve uma boa ideia, irmã… ―Pelo menos ele teve a delicadeza de se segurar antes de completar a bendita palavrinha.
Cavalgar ele, me mexer direito e fazer ele gozar não foi tarefa fácil, mas mal levou dez minutos e um par de orgasmos impossíveis de conter. Tenho que admitir que precisei me esforçar ao máximo, usando toda a experiência acumulada ao longo dos anos, porque não só tinha que me mover com precisão, como também precisava estimular seus sentidos enquanto fazia isso. As tetas tiveram um papel importante quando peguei suas mãos e coloquei sobre elas, guiando com as minhas e apertando quando necessário. Depois, quando ele cansou de apertá-las, meus lábios assumiram o controle, percorrendo seu pescoço, sua boca, seus ombros e o peito. Foi aí que sua motivação atingiu o nível máximo, justo no momento em que eu gozei pela segunda vez. Notei como ele ofegava sem controle e, poucos segundos depois, se acalmou, empurrando seu pau dentro de mim com várias batidinhas de quadril quase imperceptíveis. Mergulhado no clímax do prazer, Toño ficou imóvel por alguns segundos, enquanto eu me movia levemente tentando extrair a última gota de porra.
A despedida foi silenciosa e de certa forma agradável: sem um único reproche, sem um olhar de desprezo, sem um gesto grosseiro, nada de nada da parte dele, exceto um simples "Obrigado!", sussurrado no momento de ir embora. Lembro que quando a porta se fechou, sentimentos conflitantes vieram à minha cabeça, alguns dispostos a me atormentar e outros com intenção de me consolar. Realmente não me atrevia a avaliar o que havia acontecido. Talvez por medo de perceber que não tinha sido tão traumático, porque, durante o tempo que o tive dentro de mim, ele se comportou como uma pessoa, como o irmão que eu achava ter perdido para sempre. Seria possível perdoar meu irmão desgarrado quando tudo estivesse esquecido? Havia alguma chance de ele voltar ao caminho do bom senso? Ainda tinha salvação? Muitas perguntas que só o tempo se encarregaria de responder.
As duas noites seguintes aconteceu a mesma coisa, pela buceta e em posições diferentes. Então foi mais fácil e menos traumático para mim, porque havia encontrei um jeito de acalmar seus surtos e guiá-lo por um caminho pacífico e humano. Na segunda daquelas duas noites, ele finalmente saciou minha curiosidade sobre quais eram seus planos. Ele me disse que tinha ouvido meus pais comentarem que em dois dias iriam para Cádiz visitar nossos tios e que passariam a noite na casa deles. Acrescentou que era a oportunidade perfeita para torná-lo um amante experiente. Depois, me deu um bilhete com instruções precisas a seguir:
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Instruções para a noite de 29 de dezembro.
1º) Nada de transar com o Sergio nesse dia. Se seu namorado insistir, manda ele pastar se for preciso.
2º) Você tem que chegar em casa à meia-noite, nem antes nem depois.
3º) Antes de 00h15, você deve entrar no meu quarto completamente pelada. Não precisa bater na porta, porque estarei te esperando.
4º) Você deve tomar a iniciativa o tempo todo, como se estivesse seduzindo um garoto tímido e inexperiente. Lembre-se que você será a professora e eu o aluno, e a todo momento você deve me indicar o que tenho que fazer, como devo fazer e me corrigir quando não te satisfizer, mostrando a forma correta. Só assim poderei aprender o que vocês, garotas, gostam, como gostam que façam, posições preferidas, palavras e frases que motivam ou emocionam e, resumindo, tudo o que pode me deixar em boa posição quando eu estrear com minha namorada.
NOTA: lembre-se do que aconteceu até agora e que posso ser uma pessoa razoável ou seu pior pesadelo. Se você se comportar como espero e me transformar em um expert antes de sair do meu quarto, você tem minha palavra de que a gravação e as fotos desaparecerão para sempre, e você viverá tranquila e feliz no que me diz respeito. Que você continue me considerando um irmão ou um completo estranho a partir dessa noite, depende apenas de você.
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Com certeza a bendita notinha tinha segundas intenções e parecia ter tudo bem amarrado. Pensei que ele provavelmente se tinha me inspirado em algum filme promíscuo, em que o típico garoto tímido é seduzido pela madura da vez, só que nesse caso, ele não tinha um pingo de timidez e eu ainda faltavam muitos anos pra poder ser considerada uma madura.
No dia marcado, cheguei em casa à meia-noite em ponto, entrei no meu quarto, tirei toda a roupa e cinco minutos depois entrava no quarto do Toño sem bater na porta, exatamente como ele tinha indicado. Encontrei-o deitado na cama, coberto com o lençol, de lado e dando as costas para a porta. Fiquei bem surpresa com aquela cena e pensei que talvez ele tivesse esquecido ou confundido o dia.
― Toño! ― chamei, enquanto o sacudia de leve.
― Oi. Que horas são? Acho que acabei dormindo ― ele respondeu.
― Já passou da meia-noite e segui suas instruções direitinho.
― Boa garota! ― ele sussurrou com doçura e acrescentou no mesmo tom ―. Pode começar, estou pronto pra aprender tudo o que você me ensinar.
Comecei minha atuação sentando na cama, inclinei meu corpo e beijei seus lábios quando ficaram ao alcance dos meus. Ele estava vestido, quando o vi depois de puxar o lençol, com uma camiseta de algodão e uma cueca bem justa. Deslizei a mão direita por baixo da camiseta dele e acariciei seu peito enquanto devorava sua boca. Sua atitude era muito passiva e tive que ser eu quem colocou suas mãos nos meus seios, guiando-as com as minhas pra que percorressem toda a superfície.
― Você está indo muito bem, meu rei ― eu disse ―. Sentir suas mãos na minha pele é um prazer que deixa minha bucetinha molhada.
Abri as pernas e levei a mão direita dele até colocá-la na minha boceta, que realmente estava encharcada, enquanto com a minha eu adentrava o interior da cueca dele. Assim que toquei no pau dele e o envolvi com minha mão, ele foi crescendo progressivamente até atingir seu máximo esplendor. Forcei a cueca pra libertar seu membro e me apressei a enterrá-lo dentro da minha boca. Por alguns minutos, beijei, lambi e chupei como se fosse a coisa mais deliciosa que já havia penetrado entre meus lábios.
―Sei que você é inexperiente e ainda tem muito a aprender, mas eu serei sua professora e vou te mostrar o caminho que leva ao prazer. ―Sem dúvida, eu estava entrando completamente no meu papel. Pelo menos seus olhos e seu sorriso me indicavam isso―. Agora me deite, para que você comece a praticar seguindo minhas instruções.
Uma vez deitada, pedi que ele se inclinasse sobre mim e mantivesse uma certa distância entre seu corpo e o meu.
―Ótimo! Agora você precisa levar em conta algo muito importante. Tem que me estimular o máximo possível para que eu fique receptiva quando você me penetrar. Para isso, comece me beijando nesta ordem: lábios, pescoço, bochechas e termine no lóbulo da orelha que for mais confortável para você. Pode acompanhar essas ações com carícias suaves nos meus ombros, peitos e barriga. Desse jeito, você vai acender meu fogo.
Toño seguiu minhas instruções à risca por alguns minutos, aumentando ou diminuindo a frequência conforme eu ia indicando. A primeira lição não teve dificuldade e ele não teve problemas para aprendê-la, conseguindo me excitar de um jeito que eu já tinha esquecido. Sem dúvida, meu irmão tinha um modo muito peculiar de usar as mãos e os lábios, com muita delicadeza.
―Agora você pode estimular a área mais delicada e complexa. Tem que levar em conta que é extremamente sensível e requer um toque especial, evitando tudo que possa dar sensação de rudeza. Coloque-se entre minhas pernas, que vou posicioná-las para que minha posição fique confortável e facilmente acessível para você.
Toño não fez rodeios e logo o tive posicionado exatamente como havia sugerido. Seguindo minhas instruções, ele começou beijando, lambendo e mordiscando levemente os lábios vaginais, dedicando atenção especial ao clitóris. Aos poucos, meu prazer foi aumentando por causa das correções que ele... indicava no meio do caminho.
―Você aprende rápido, irmãozinho. Acho que já está na hora de você começar a brincar com um ou dois dedos dentro de mim, mas continue estimulando o clitóris exatamente como está fazendo, porque a velocidade e a pressão da sua língua estão perfeitas.
Dava pra dizer que os dedos do meu irmão eram perfeitos para brincar dentro da minha buceta, já que eram bem compridos e não muito grossos. Além disso, eram muito curiosos e tentavam alcançar todos os cantinhos da cavidade que exploravam.
―Isso, Toño, você está indo muito bem! ―gritei, entre os primeiros gemidos―. Acho que você já está pronto para me comer e me levar à loucura. Mas antes, vou colocar uma camisinha em você. É importante que você incentive a Patrícia a ser ela mesma quem coloque, assim cria um clima de cumplicidade que vai ser ótimo para os dois, principalmente para ela.
Coloquei a camisinha na ponta da cabeça do pau dele e fui desenrolando até cobrir o pau por completo. Depois, ele se posicionou e beijou meus peitos antes de enfiar na buceta. Gostei que ele fizesse nessa ordem, porque era um gesto carinhoso que a namorada dele iria agradecer. Pelo menos, eu agradeci. Não demorou para ele começar a se mexer dentro de mim com agilidade e eficiência, aumentando a frequência e os decibéis dos meus gemidos.
―Assim, meu amor, é assim que se faz! ―gritei quando o prazer tomou conta de mim completamente―. Você está indo muito bem e me deixou à beira da loucura. Essa tal Patrícia não faz ideia do prazer que vai receber quando você estiver comendo ela.
―Adoraria que ela se mexesse tão bem quanto você ―me disse Toño―, porque você me deixa ligadão.
―Procure falar o mínimo possível numa situação como essa ―respondi―, porque é bem provável que você solte algum comentário sem noção se se deixar levar pelo instinto. Você se dedica a me comer como está fazendo, que estou quase te dando um orgasmo.
Minhas palavras provocaram a reação que eu esperava conseguir, porque o ritmo dele ficou mais firme, quase saindo por completo da buceta antes de entrar de volta com força, provocando um atrito mais prolongado e eficaz.
―Isso, meu rei! Você é um verdadeiro garanhão ―disse no momento final do meu orgasmo―. Você conseguiu me deixar encharcada de tesão. Sinta como seu pau entra e sai com mais facilidade. Vai gozar pra mim?
―Não, por enquanto não ―sussurrou meu irmão―. Ainda quero continuar, quero que você monte em mim, igual da primeira vez.
―Beleza! Deixa eu me levantar e você deita.
Rapidamente nos posicionamos, coloquei o pau na buceta e fui descendo até introduzir por completo. Depois me movi com agilidade, com a intenção de alcançar meu segundo orgasmo antes que ele tivesse o dele; já estava totalmente solta e tinha esquecido tudo que aconteceu até chegar na situação em que me encontrava. Não demorei para alcançar meu objetivo e presentear ele com gemidos e palavras de agradecimento por estar se comportando tão bem, mas voltei a estranhar porque o orgasmo dele não vinha.
―O que tá acontecendo, meu amor? Não me diga que hoje você também ficou brincando com seu brinquedinho?
Ele balançou a cabeça e depois me indicou para sair de cima, com o rosto entristecido. Levantou da cama e foi em direção à porta.
―Aonde você vai? ―perguntei intrigada com a reação dele―. Não se preocupa, porque o que tá acontecendo é normal; às vezes rola, mas tem outros jeitos de fazer você terminar.
Minhas palavras pareceram convencê-lo e ele voltou para a cama, onde sentou na beirada.
―Quero te enfiar no cu ―ele falou como se nada―. Quero saber como é, porque tenho certeza que minha namorada nunca vai deixar ou, na melhor das hipóteses, vou demorar muito pra experimentar, contanto que a gente ainda esteja junto até lá.
―Isso não fazia parte do que a gente tinha combinado, irmão; mas também não acho que vá piorar o que já fizemos. Só me diz que posição você prefere e vou tentar fazer você não esquecer por um bom tempo.
―Fica de quatro, que é a posição que mais me Pois é.
Rapidamente adotei a posição sugerida, mais por medo de que a excitação dele diminuísse do que por desejo de levar no cu, embora, depois de tudo que aconteceu, também não fosse de todo ruim. Toño se ajoelhou atrás de mim e foi enfiando com calma no meu ânus, enquanto observava como o pau dele desaparecia dentro do meu reto. Depois me sodomizou por uns cinco minutos. Quando percebi, pelos seus gemidos e pela força das suas investidas, que ele estava prestes a gozar, vi o preservativo que supostamente deveria estar usando voar e bater no travesseiro. Não deu tempo de reagir, porque, quando reagi, já era tarde demais para impedir que ele inundasse meu reto de porra. Tentei engatinhar para frente com a intenção de tirar ele de mim, mas ele me segurava firme pelos quadris e impedia que eu avançasse. Assim ele conseguiu os dois ou três segundos extras que precisava para descarregar completamente.
— Você é um filho da puta! — disse eu, furiosa. — Passou a noite toda se comportando como uma pessoa e terminou como um animal de verdade. Agora deixa eu ir ao banheiro, por favor, que quero soltar no vaso sua porra de leite estragado.
Quando o pau dele saiu da minha bunda, tampei o buraco com a mão e, sem tirá-la dali, fui andando como um pato até o banheiro. Depois voltei direto pro meu quarto. Passei a noite toda sem dormir, procurando alguma explicação que justificasse o comportamento dele. Não conseguia conceber que, tendo conquistado minha vontade e também meu apreço, ele tivesse se esforçado tanto pra jogar tudo fora.
De manhã, um pouco mais calma, a primeira coisa que fiz foi exigir que Toño apagasse a gravação e as fotos. No começo ele se recusou, mas acabei me impondo e eu mesma fiz isso. Naquela mesma tarde, durante o almoço, anunciei pros meus pais que eu voltava pra Málaga. Minha mãe ficou muito triste e tentou, por todos os meios, me convencer a ficar, mas minha decisão já estava tomada. Justifiquei minha partida repentina, alegando que Me propuseram trabalhar até 7 de janeiro na livraria onde trabalhei antes.
O Sergio também ficou surpreso quando pedi que ele viesse comigo para casa e, embora tenha pedido explicações, só pedi que confiasse em mim e tivesse paciência, prometendo que contaria tudo quando chegasse o momento certo.
Aquelas férias de Natal marcaram um antes e um depois no relacionamento com meu irmão Toño. Nunca na vida poderia imaginar que uma pessoa tão doce e carinhosa com todo mundo, e especialmente comigo, pudesse mudar em tão pouco tempo e de forma tão drástica. O que um dia foi um menino adorável tinha se transformado em uma espécie de monstro frio e calculista. Poucos meses depois, tive a oportunidade de comprovar que meus pensamentos não se aproximavam, nem de longe, da dura realidade, porque ele me surpreendeu novamente, junto com um amigo seu, não com um ás na manga, mas com um verdadeiro pôquer de ases. O que aconteceu naquela ocasião representaria uma reviravolta inesperada no relacionamento com meu irmão Toño. Mas isso é outra história...
1 comentários - Chantajeada por mi hermano