Nova história por capítulos que comecei por um pedido e que me deu base para um conto longo. E olha que eu queria fazer algo menos seriado. Mas enfim, o que dá pra fazer? ^^
Como todas as manhãs, Samantha acordou sozinha em sua cama. Seu marido já havia saído para o trabalho há um bom tempo. A jovem se sentia lisonjeada por ele nunca querer incomodá-la acordando-a, mas às vezes ela desejava que ele o fizesse e lhe desse um beijo de bom dia, ou até mesmo que se deixasse levar e aquele beijo fosse além e acariciasse seu corpo e... Mas não era o caso. Seu marido era apenas dois anos mais velho que ela, e embora tivessem se casado completamente apaixonados há quase uma década e aquele amor ainda continuasse latente, o deles foi um caso de casamento antes da hora.
Lentamente, ela foi saindo da cama e se dirigiu ao banheiro. Estava usando um roupão nada pecaminoso, que não deixava ver nada. Era seu protótipo de roupa em geral. Ela não se sentia muito confortável com roupas chamativas, quando ironicamente tinha um corpo ideal para isso. Não era muito alta (1,60m), mas seu corpo estava perfeitamente torneado. Seu cabelo era loiro, com uma longa cabeleira que chegava até a metade das costas. Tinha uns olhos lindíssimos da cor do céu da manhã, e sua pele tinha o dom de bronzear-se com facilidade, apesar das poucas ocasiões em que ela permitia que os raios de sol tocassem alguma parte de seu corpo que não fosse o rosto. Seus seios não eram exuberantes, mas eram de um bom tamanho e firmes, e seu corpo moldava um "s" perfeito que terminava em uma bunda empinada e dura. Era uma gostosa, embora ela não se atrevesse a exibi-la. Por um lado, por causa de sua timidez, mas principalmente por ser muito, muito inocente para seu próprio bem e para sua idade. Não combinava com uma jovem de 24 anos e com oito deles de casamento.
Provavelmente, nessa timidez, seus pais tinham muito a ver, que lhe incutiram uma educação muito tradicional, principalmente por parte de seu pai. Ele era o protótipo de homem machista e chapado à antiga, que a... Ele a via como sua princesa e a tratava como uma boneca de porcelana. A educação foi muito focada em fazê-la ser uma boa menina, que se concentrasse em estudar para ser uma boa esposa e em ajudar sua mãe. E que ficasse isolada o máximo possível de más influências de outras meninas não tão educadas ou de meninos pervertidos (segundo ele, claro). Mas em outras áreas, ela não teve nenhuma educação. Por isso, quando chegou à adolescência e seus hormônios, inevitavelmente, começaram a reagir, ela não sabia como agir. E por acaso, o garoto por quem se apaixonou tinha uma inocência parecida. Ele se chamava Roberto e estava prestes a entrar na faculdade. Quando começaram a sair, escondidos, tudo era novo para eles. E sem ninguém para explicar e educá-los sobre como agir, passaram sem evitar dos beijinhos escondidos para as mãozinhas. Desse ponto, passaram sem perceber para se masturbarem mutuamente, e isso já foi o gatilho do desejo nos dois jovens e que, inevitavelmente, terminou com a perda da virgindade mútua na casa do garoto, um dia em que seus pais não estavam. E depois de uma vez, veio outra. E outra. Era um mundo maravilhoso. Um sonho realizado que se tornaria um pesadelo.
O azar quis que, pouco depois de suas escapadas no sexo, sua menstruação não viesse. Assustada, contou à mãe e confessou tudo. Logo descobriu o que estava acontecendo: estava grávida.
Quando seu pai descobriu, explodiu de raiva. Deu uma surra monumental nela e depois ligou para a casa dos pais do garoto. E logo tudo ficou organizado: dois meses depois, eles se casaram em uma cerimônia cheia de pompa, para vergonha da menina. Mas seu pai era assim: sua filha havia sido manchada, mas eles tinham que manter as aparências, e um casamento chique era a maneira perfeita. E ainda por cima, o pai de seu futuro marido era feito da mesma massa que o dela, então tudo foi inevitável. Pouco importava que, no final, tudo tivesse sido uma farsa. Alerta: seu pai não podia permitir que as pessoas pensassem que sua filha era uma vadia qualquer, então Samantha se viu aos dezesseis anos casada e sendo dona de casa. E oito anos depois, lá estava ela. Limpando a casa e preparando a comida para o marido. Para trás ficaram seus sonhos de se tornar uma estilista e criar seus próprios vestidos, para que modelos os exibissem em desfiles de beleza. Ela era feliz vivendo com o marido, mas não era a vida dos seus sonhos.
Não havia como interpretar mal a situação. Ela estava apaixonada pelo marido. Amava-o profundamente. O que não amava era a vida que levavam. Era monótona, chata. E para piorar, no terreno sexual, era sempre a mesma coisa. A mesma rotina. Seu marido não gostava de nada além da posição papai e mamãe, e normalmente ela tinha que rezar para gozar antes dele, porque senão... Ele não se dava ao trabalho de ajudá-la a terminar. Não era nada pessoal, simplesmente, apesar dos anos juntos, ainda eram uns meninos no aspecto sexual, porque não tinham ninguém para perguntar. Timidez demais dos dois jovens. Seus pais tinham uma influência grande demais para contrariá-los, e esses não se deram ao trabalho, depois de casá-los, de finalmente ensinar naquela hora que sexo era algo mais do que um ato de procriação. Mas se importavam demais com as aparências e pouco com a vida dos jovens, na verdade, para ensinar; uma vez casados, pouco importava o que fizessem, desde que não envergonhassem a família. Roberto certamente tinha amigos no trabalho, mas não tinha coragem de perguntar ou comentar nada com eles, no fim das contas, ele era feliz do jeito que estava. Mas Samantha... Samantha sentia que precisava de algo mais, mas não tinha coragem de dizer nada ou fazer algo a respeito.
A vida de Samantha se tornou a monotonia da típica mulher casada e machista. E sem amigas com quem pudesse conversar, no começo foi um calvário. No entanto, algo mudou com o passar dos anos, e foi o surgimento de um apoio para Samanta. Era sua vizinha, Sonia. Apesar de ser quase 20 anos mais velha, elas tinham se dado bem, talvez porque no subúrbio onde viviam havia poucas oportunidades de conhecer muita gente. Mas seja como for, elas se deram super bem e viraram amigas rapidinho. Ela era o protótipo da mulher de armas. Morena, olhos castanhos, muito alta. Seu corpo estava um pouco desgastado pelos 3 filhos que teve e tinha ganhado uns quilos a mais do que gostaria, mas tirando isso, tinha um corpo que muitas mulheres da sua idade invejariam, com uns peitos nos quais o marido tinha investido um dinheiro muito bem gasto para que fossem grandes e firmes, e uma bunda bem generosa. Gostava de usar roupas caríssimas e, principalmente, bem chamativas, e saltos que a faziam parecer ainda mais alta. Samanta se sentia uma liliputiana ao lado dela.
— Ultimamente você tá mais murcha que o normal — soltou uma tarde, tomando um café na casa da amiga.
— Mas Sonia, por que você diz isso? Não, sério, eu tô bem. É só que...
— ... É só que você tá entediada — completou a frase da amiga mais jovem.
— Não! Não é isso. Eu...
— Eu sei o que você sente, e você sabe minha resposta: solta o cabelo. Você não precisa ficar sempre atrás do seu maridinho. Até pode conhecer algum amigo que te anime — soltou com uma piscadela que fez Samantha corar de vergonha. Sonia tinha muito mais vida que sua amiga jovem. Talvez até demais. E mais amantes do que o marido gostaria que ela tivesse.
— Não, eu amo meu marido, não conseguiria sair e me divertir enquanto ele tá trabalhando fora... E ficar com outro então, nem pensar. Não, acho muito errado.
— Você tá ouvindo a si mesma? Sério, você precisa sair pra conhecer o mundo, menina.
— Não, me recuso, desculpa Sonia, sei que você fala pro meu bem mas...
— Tá bom, não vou insistir mais. Mas... Se você se sente culpada por isso, por que não procura um trabalho?
— Mas eu não saberia pra onde ir. Você sabe que eu tive que largar os estudei muito jovem e não sou qualificada pra nada - ela disse isso com um tom triste na voz, lembrando dos sonhos de criar suas próprias roupas.
- É sim. Você seria perfeita onde eu tô. Olha, eu não tinha te contado, mas na verdade eu tô trabalhando.
- Você? Sério? - Samanta ficou surpresa; Sonia não era exatamente uma pessoa que gostasse de esforço que não fosse o sexual.
- É, e é perfeito pra gente. Trabalho como operadora comercial. Ofereço cosméticos por telefone pra empresas e pessoas. Não pagam muito, mas também não são muitas horas, e é perfeito pra sair de casa e ter uma vidinha fora do lar - Sonia não contou que na verdade também usava isso pra conhecer mais "amigos", tanto do trabalho quanto pelo telefone. Eram coisas que era melhor ela não saber.
- Hmm, na verdade parece legal, vou pensar.
Depois da conversa, voltou pra casa. E na porta, tinha uma rosa. Do seu admirador secreto. Samanta pegou a rosa e ficou vermelha que nem um tomate. Ela sabia quem era o admirador: o jardineiro do subúrbio. Não tinha muita dúvida, na verdade; ela sempre recebia uma flor em casa todo dia, às vezes acompanhada de um poema. Samanta ficava muito envergonhada, mas não tinha coragem de dizer nada pro coitado do jardineiro. Achava que se falasse algo, ia partir o coração dele ou coisa assim. Tamanha era a inocência dela.
Claro que ela não sabia quase nada sobre o jardineiro, que tinha pouco de bom e muito de perturbado. Era um homem maduro, já perto dos 60 anos. A aparência era desleixada, mas, além de não ser muito fã de higiene corporal e faltar metade dos dentes, ele tinha seu charme, porque apesar da idade ainda tinha um corpo bem cuidado, resultado de todo o trabalho físico que fazia a vida toda, tanto como jardineiro quanto carregando móveis no trabalho anterior de transportador. Além disso, ele não bebia muito, só uma taça de vinho de vez em quando, então não tinha aquela barriga cervejeiro típico, e não tinha nenhum vício importante além de ser um consumidor assíduo de charutos. Seu único vício importante, para desgraça de Samantha, era espiar e assediar mulheres.
A jovem casada não era a única da região a quem ele se dedicava a espiar discretamente, embora tomasse muito cuidado com seus alvos, para não serem denunciá-lo novamente como aconteceu em seu emprego anterior. Ele era um assediador nato, que fantasiava em poder transar com alguma daquelas jovens, e nem tão jovens esposas que circulavam por aquelas casas. Sem se atrever a nada além de mandar presentes anônimos, espiá-las de vez em quando pela janela e roubar, se possível, algumas roupas íntimas para se masturbar com elas na intimidade. Principalmente se fossem da nossa jovem protagonista, que era, sem dúvida, a favorita do degenerado. Mas disso Samantha sabia pouco.
Ele nunca havia feito nada grave a nenhuma mulher, mas era um estuprador em potencial, e para desgraça da garota, com ela ele tinha uma obsessão especial, potencialmente superior a qualquer outra que já teve.
Samantha fazia seus afazeres domésticos enquanto refletia sobre o que deveria fazer. Por um lado, se sentia mal por sequer ousar considerar trabalhar, devido às instruções claras de seu pai de que ela deveria ficar em casa como uma boa esposa. Mas por outro lado, a ideia de poder sair do tédio e da monotonia atuais era algo que a atraía muito. E poder passar mais tempo com sua amiga, e provavelmente ser mais confidente dela e de seus amantes... pensar nisso, ela não sabia por que, estava começando a excitá-la. Ela não queria admitir, mas adorava ouvir as histórias de sua amiga e seus amantes, e uma vez, para sua vergonha, havia sonhado que ela era a protagonista de uma daquelas histórias, e acordou cheia de remorsos por ter ousado trair seu marido, mesmo que fosse em sonhos.
Quando Roberto chegou em casa, encontrou uma Samantha Estranhamente carinhosa. Tanto que não demorou muito até que ela se atirou amorosamente em sua boca, beijando-o com candura. Roberto respondeu com paixão, para alegria de Samantha. Ele a levou ao quarto, e uma vez lá, a loira decidiu fazer algo inesperado: se colocou na cama de quatro.
- Por que você fica assim? - perguntou-lhe o marido - Vamos, querida, se posicione direito...
Toda a excitação de Samantha se foi de repente. Roberto a posicionou, carinhosamente, deitada na cama de barriga para cima, baixou sua calcinha e, quase sem preliminares, a penetrou, enquanto beijocava todo o seu rosto. A jovem esposa suspirou e se deixou levar até que, depois de um bom tempo, seu marido anunciou que ia gozar com um grito. Samantha nem tinha chegado perto do orgasmo. Para ser franca, Roberto não era um grande amante. Não que ele tivesse um pênis pequeno (estava na média), mas ele era muito quadrado e não se importava em aprender ou fazer nada além daquela posição, nem em buscar maneiras de dar prazer à sua mulher. Simplesmente fazia a posição do missionário, gozava e dava um beijo na testa de sua bela esposa. Sempre igual.
Quando seu marido se levantou da cama, Samantha tomou sua decisão.
- Querido, tenho que te dizer uma coisa.
- Diga, amorzinho, sou todo ouvidos.
- Me ofereceram um trabalho de meio período como telemarketing. Eu sei que não precisamos do dinheiro, mas pensei que gostaria de pelo menos contribuir com alguma coisa em casa.
- Ai, amor, você sabe que não precisa, com o que eu ganho é mais que suficiente... - Samantha assentiu, com tristeza. Devido à influência do pai, ela não era uma pessoa que soubesse lutar pelo que gostava e dependia totalmente da decisão do marido. E quando parecia que a decisão dele seria contra seus desejos, ele notou a tristeza no rosto da esposa e se mostrou compreensivo - ...Mas talvez seja melhor para você não ficar tão enclausurada em casa ou conversando com aquela sua vizinha libidinosa. Se é o que você deseja, tudo bem pra mim, meu amor.
Samantha explodiu de alegria e abraçou o marido, felicíssima. Sentiu-se culpada por não confessar que, na verdade, ia trabalhar com a vizinha libidinosa. Mas no fundo, tanto fazia; de repente, ela se sentia um pouquinho mais livre, e sentia como se uma porta para o fim da monotonia se abrisse diante dela. Pegou o celular e escreveu para Sonia dizendo que aceitava a oferta.
Quando Sonia leu, não perdeu tempo e ligou para o chefe. Que, também, que coincidência do caralho, era um dos seus vários amantes.
- Oi, lobinha... a que devo a ligação? Tá precisando de amor?
- Hoje não, Lorencito. O que eu tenho é um favor pra te pedir. Lembra da minha amiga, aquela que te mostrei as fotos?
- A loirinha com cara de quem nunca quebrou um prato na vida?
- Ela mesma. Preciso que você contrate ela pra trabalhar comigo. Ela tá precisando de ares novos.
- E de amiguinhos novos?
- Ah não, temo que ela é boazinha demais pra isso. Mas ela precisa de um pouco de agito, e de sair de casa. E eu sei que, se ela quiser, pode ser uma ótima vendedora. Ela tem uma voz que combina com a carinha, e isso vende muito entre os tarados que a gente liga.
- Que pena... enfim, tudo bem, Sonia, vou fazer como um favor pessoal.
- Perfeito. Era isso que eu queria ouvir. Agora que já falamos de negócios, sabe que esse fim de semana eu tô sozinha?...
Depois de acertar os detalhes do fim de semana, que incluíam espumante, chantilly e vários utensílios exóticos, Lorenzo começou a pensar no que poderia fazer com a loirinha amiga da sua amante. Não, ele não estava interessado nela de verdade, mesmo que ela desse um tesão da porra, ele não ia arriscar perder uma amante tão fogosa quanto a Sonia. Mas ele conhecia alguém a quem a foto da Samantha tinha feito mais do que apenas gostar, e esse era o primo dele, Ángel. Apesar do nome, de anjo ele não tinha nada. O que ele tinha era um papo de ouro, tanto pra vendas quanto pra mulheres. É... ele poderia... ser divertido. Ângelo ia ter um novo alvo, e Samantha, um novo futuro assediador para adicionar à lista. Ele não seria o último.
No dia seguinte, pouco depois do marido da Sami sair para trabalhar, Sonia tocou a campainha.
- Vim te buscar, quero ver que roupa você vai usar no primeiro dia. - Deu uma olhada nela de cima a baixo e não gostou nada do conjunto recatado que ela tinha escolhido.
- Não, você não pode ir assim. Definitivamente não. Menina, você tem que se soltar um pouco mais - E puxando-a pelo braço, a levou para o quarto.
- Vamos ver que coisinhas você tem por aqui... - e começou a revistar todo o guarda-roupa. Depois de um bom tempo procurando, finalmente encontrou algo do seu agrado.
- Nossa, essa timorata, não sabia que você tinha essas roupas por aqui - e apontou para um certo conjunto que ela tinha separado. Eram, definitivamente, peças bem mais provocantes do que ela costumava usar e que tinha comprado para momentos especiais como aniversários e afins, para tentar excitar o marido. Mas além desses dias, nunca as usava, por isso tinha deixado de lado num canto esquecido do armário.
Sonia escolheu um conjunto vermelho especialmente chamativo. Era uma blusa de botões que deixava claramente visível o formato dos seios e vinha com uma minissaia especialmente curta. Samantha ficou corada até limites inimagináveis. Mas Sonia a olhava satisfeita; era uma roupa digna dela.
Apesar das suas reclamações, Sonia foi intransigente e ela saiu de casa vestida daquela maneira. Passou uma vergonha terrível, mas isso não foi o pior. Na saída da porta, Sonia viu algo no chão. Era uma rosa com um bilhete que dizia: "uma flor para a flor mais linda do lugar"
- Nossa - disse Sonia com malícia - Você tem um admirador - Com certeza é algum maridinho por aqui que cansou da esposa. Talvez você devesse fazer o mesmo, cansar do seu marido e vocês se consolarem juntos - Samantha não respondeu, nem contou que seu admirador na verdade era o velho jardineiro. Ele simplesmente guardou a carta e a rosa na bolsa e foram embora.
À distância, estava o jardineiro, observando-a. E o que ele via, não conseguia acreditar. Sua ninfa vestida daquele jeito tão sexy, exibindo seu corpo lindo... ele não conseguia acreditar.
- Então na verdade você é mais putinha do que eu pensava - começou a falar sozinho enquanto via as duas mulheres irem embora. - Vou ter que te observar com mais atenção - Essas palavras não anunciavam nada de bom. Para azar da nossa protagonista, a obsessão do jardineiro só tinha aumentado.
Enquanto isso, a jovem casada tinha novos problemas. Se sentir os olhares dos vizinhos foi horrível para Samantha, o do ônibus foi um verdadeiro calvário.
A linha de transporte que elas tinham que pegar para ir ao trabalho era especialmente não recomendável para uma moça. O trajeto passava pelos bairros mais marginais e problemáticos da cidade, e normalmente enchia de homens de má índole e similares. E o mais comum que pensavam quando viam uma mulher vestida daquela maneira era que ela estava procurando festa. Sonia sabia disso, e adorava ser olhada daquele jeito por esses caras. E de vez em quando ela deixava ser tocada, mas mantendo o controle da situação. Samantha, porém, com sua inocência, se sentia péssima naquele lugar. E quando de repente uma mão passou pelo seu corpo, ela deu um pulo. Sonia olhou para ela, mas não disse nada. De repente outra mão passou pelo seu corpo, roçando sua bunda. A jovem olhou horrorizada para Sonia.
- Não se preocupa, e aproveita. Eles não vão passar disso, então você não está em perigo. Só curte como todos esses velhos desejam se aproveitar de você e do seu corpão.
O trajeto foi longo, e as carícias furtivas duraram quase todo o percurso. Para Samantha, aquilo foi uma tortura, ou era o que ela pensava. Mas no fundo, bem no fundo, ela não queria admitir, tinha gostado de ser apalpada sem controle daquela maneira. Felizmente, esse prazer estranho ela não tinha percebido. Ninguém. Exceto um estranho que estava no fundo do ônibus, que conseguiu atravessar aquela camada e chegar ao fundo de seus pensamentos, percebendo aquele desejo oculto da jovem. Um cara que a viu entrar no ônibus e que agora sabia onde ela descia. E que havia anotado mentalmente essa informação. Sempre era importante guardar informações sobre uma escrava em potencial, no fim das contas...
Samantha, muito nova para estar casada (1)
É possível ser casada e manter a inocência? Certamente não, mas Samantha era, com certeza, uma das mulheres mais próximas dessa situação.Como todas as manhãs, Samantha acordou sozinha em sua cama. Seu marido já havia saído para o trabalho há um bom tempo. A jovem se sentia lisonjeada por ele nunca querer incomodá-la acordando-a, mas às vezes ela desejava que ele o fizesse e lhe desse um beijo de bom dia, ou até mesmo que se deixasse levar e aquele beijo fosse além e acariciasse seu corpo e... Mas não era o caso. Seu marido era apenas dois anos mais velho que ela, e embora tivessem se casado completamente apaixonados há quase uma década e aquele amor ainda continuasse latente, o deles foi um caso de casamento antes da hora.
Lentamente, ela foi saindo da cama e se dirigiu ao banheiro. Estava usando um roupão nada pecaminoso, que não deixava ver nada. Era seu protótipo de roupa em geral. Ela não se sentia muito confortável com roupas chamativas, quando ironicamente tinha um corpo ideal para isso. Não era muito alta (1,60m), mas seu corpo estava perfeitamente torneado. Seu cabelo era loiro, com uma longa cabeleira que chegava até a metade das costas. Tinha uns olhos lindíssimos da cor do céu da manhã, e sua pele tinha o dom de bronzear-se com facilidade, apesar das poucas ocasiões em que ela permitia que os raios de sol tocassem alguma parte de seu corpo que não fosse o rosto. Seus seios não eram exuberantes, mas eram de um bom tamanho e firmes, e seu corpo moldava um "s" perfeito que terminava em uma bunda empinada e dura. Era uma gostosa, embora ela não se atrevesse a exibi-la. Por um lado, por causa de sua timidez, mas principalmente por ser muito, muito inocente para seu próprio bem e para sua idade. Não combinava com uma jovem de 24 anos e com oito deles de casamento.
Provavelmente, nessa timidez, seus pais tinham muito a ver, que lhe incutiram uma educação muito tradicional, principalmente por parte de seu pai. Ele era o protótipo de homem machista e chapado à antiga, que a... Ele a via como sua princesa e a tratava como uma boneca de porcelana. A educação foi muito focada em fazê-la ser uma boa menina, que se concentrasse em estudar para ser uma boa esposa e em ajudar sua mãe. E que ficasse isolada o máximo possível de más influências de outras meninas não tão educadas ou de meninos pervertidos (segundo ele, claro). Mas em outras áreas, ela não teve nenhuma educação. Por isso, quando chegou à adolescência e seus hormônios, inevitavelmente, começaram a reagir, ela não sabia como agir. E por acaso, o garoto por quem se apaixonou tinha uma inocência parecida. Ele se chamava Roberto e estava prestes a entrar na faculdade. Quando começaram a sair, escondidos, tudo era novo para eles. E sem ninguém para explicar e educá-los sobre como agir, passaram sem evitar dos beijinhos escondidos para as mãozinhas. Desse ponto, passaram sem perceber para se masturbarem mutuamente, e isso já foi o gatilho do desejo nos dois jovens e que, inevitavelmente, terminou com a perda da virgindade mútua na casa do garoto, um dia em que seus pais não estavam. E depois de uma vez, veio outra. E outra. Era um mundo maravilhoso. Um sonho realizado que se tornaria um pesadelo.
O azar quis que, pouco depois de suas escapadas no sexo, sua menstruação não viesse. Assustada, contou à mãe e confessou tudo. Logo descobriu o que estava acontecendo: estava grávida.
Quando seu pai descobriu, explodiu de raiva. Deu uma surra monumental nela e depois ligou para a casa dos pais do garoto. E logo tudo ficou organizado: dois meses depois, eles se casaram em uma cerimônia cheia de pompa, para vergonha da menina. Mas seu pai era assim: sua filha havia sido manchada, mas eles tinham que manter as aparências, e um casamento chique era a maneira perfeita. E ainda por cima, o pai de seu futuro marido era feito da mesma massa que o dela, então tudo foi inevitável. Pouco importava que, no final, tudo tivesse sido uma farsa. Alerta: seu pai não podia permitir que as pessoas pensassem que sua filha era uma vadia qualquer, então Samantha se viu aos dezesseis anos casada e sendo dona de casa. E oito anos depois, lá estava ela. Limpando a casa e preparando a comida para o marido. Para trás ficaram seus sonhos de se tornar uma estilista e criar seus próprios vestidos, para que modelos os exibissem em desfiles de beleza. Ela era feliz vivendo com o marido, mas não era a vida dos seus sonhos.
Não havia como interpretar mal a situação. Ela estava apaixonada pelo marido. Amava-o profundamente. O que não amava era a vida que levavam. Era monótona, chata. E para piorar, no terreno sexual, era sempre a mesma coisa. A mesma rotina. Seu marido não gostava de nada além da posição papai e mamãe, e normalmente ela tinha que rezar para gozar antes dele, porque senão... Ele não se dava ao trabalho de ajudá-la a terminar. Não era nada pessoal, simplesmente, apesar dos anos juntos, ainda eram uns meninos no aspecto sexual, porque não tinham ninguém para perguntar. Timidez demais dos dois jovens. Seus pais tinham uma influência grande demais para contrariá-los, e esses não se deram ao trabalho, depois de casá-los, de finalmente ensinar naquela hora que sexo era algo mais do que um ato de procriação. Mas se importavam demais com as aparências e pouco com a vida dos jovens, na verdade, para ensinar; uma vez casados, pouco importava o que fizessem, desde que não envergonhassem a família. Roberto certamente tinha amigos no trabalho, mas não tinha coragem de perguntar ou comentar nada com eles, no fim das contas, ele era feliz do jeito que estava. Mas Samantha... Samantha sentia que precisava de algo mais, mas não tinha coragem de dizer nada ou fazer algo a respeito.
A vida de Samantha se tornou a monotonia da típica mulher casada e machista. E sem amigas com quem pudesse conversar, no começo foi um calvário. No entanto, algo mudou com o passar dos anos, e foi o surgimento de um apoio para Samanta. Era sua vizinha, Sonia. Apesar de ser quase 20 anos mais velha, elas tinham se dado bem, talvez porque no subúrbio onde viviam havia poucas oportunidades de conhecer muita gente. Mas seja como for, elas se deram super bem e viraram amigas rapidinho. Ela era o protótipo da mulher de armas. Morena, olhos castanhos, muito alta. Seu corpo estava um pouco desgastado pelos 3 filhos que teve e tinha ganhado uns quilos a mais do que gostaria, mas tirando isso, tinha um corpo que muitas mulheres da sua idade invejariam, com uns peitos nos quais o marido tinha investido um dinheiro muito bem gasto para que fossem grandes e firmes, e uma bunda bem generosa. Gostava de usar roupas caríssimas e, principalmente, bem chamativas, e saltos que a faziam parecer ainda mais alta. Samanta se sentia uma liliputiana ao lado dela.
— Ultimamente você tá mais murcha que o normal — soltou uma tarde, tomando um café na casa da amiga.
— Mas Sonia, por que você diz isso? Não, sério, eu tô bem. É só que...
— ... É só que você tá entediada — completou a frase da amiga mais jovem.
— Não! Não é isso. Eu...
— Eu sei o que você sente, e você sabe minha resposta: solta o cabelo. Você não precisa ficar sempre atrás do seu maridinho. Até pode conhecer algum amigo que te anime — soltou com uma piscadela que fez Samantha corar de vergonha. Sonia tinha muito mais vida que sua amiga jovem. Talvez até demais. E mais amantes do que o marido gostaria que ela tivesse.
— Não, eu amo meu marido, não conseguiria sair e me divertir enquanto ele tá trabalhando fora... E ficar com outro então, nem pensar. Não, acho muito errado.
— Você tá ouvindo a si mesma? Sério, você precisa sair pra conhecer o mundo, menina.
— Não, me recuso, desculpa Sonia, sei que você fala pro meu bem mas...
— Tá bom, não vou insistir mais. Mas... Se você se sente culpada por isso, por que não procura um trabalho?
— Mas eu não saberia pra onde ir. Você sabe que eu tive que largar os estudei muito jovem e não sou qualificada pra nada - ela disse isso com um tom triste na voz, lembrando dos sonhos de criar suas próprias roupas.
- É sim. Você seria perfeita onde eu tô. Olha, eu não tinha te contado, mas na verdade eu tô trabalhando.
- Você? Sério? - Samanta ficou surpresa; Sonia não era exatamente uma pessoa que gostasse de esforço que não fosse o sexual.
- É, e é perfeito pra gente. Trabalho como operadora comercial. Ofereço cosméticos por telefone pra empresas e pessoas. Não pagam muito, mas também não são muitas horas, e é perfeito pra sair de casa e ter uma vidinha fora do lar - Sonia não contou que na verdade também usava isso pra conhecer mais "amigos", tanto do trabalho quanto pelo telefone. Eram coisas que era melhor ela não saber.
- Hmm, na verdade parece legal, vou pensar.
Depois da conversa, voltou pra casa. E na porta, tinha uma rosa. Do seu admirador secreto. Samanta pegou a rosa e ficou vermelha que nem um tomate. Ela sabia quem era o admirador: o jardineiro do subúrbio. Não tinha muita dúvida, na verdade; ela sempre recebia uma flor em casa todo dia, às vezes acompanhada de um poema. Samanta ficava muito envergonhada, mas não tinha coragem de dizer nada pro coitado do jardineiro. Achava que se falasse algo, ia partir o coração dele ou coisa assim. Tamanha era a inocência dela.
Claro que ela não sabia quase nada sobre o jardineiro, que tinha pouco de bom e muito de perturbado. Era um homem maduro, já perto dos 60 anos. A aparência era desleixada, mas, além de não ser muito fã de higiene corporal e faltar metade dos dentes, ele tinha seu charme, porque apesar da idade ainda tinha um corpo bem cuidado, resultado de todo o trabalho físico que fazia a vida toda, tanto como jardineiro quanto carregando móveis no trabalho anterior de transportador. Além disso, ele não bebia muito, só uma taça de vinho de vez em quando, então não tinha aquela barriga cervejeiro típico, e não tinha nenhum vício importante além de ser um consumidor assíduo de charutos. Seu único vício importante, para desgraça de Samantha, era espiar e assediar mulheres.
A jovem casada não era a única da região a quem ele se dedicava a espiar discretamente, embora tomasse muito cuidado com seus alvos, para não serem denunciá-lo novamente como aconteceu em seu emprego anterior. Ele era um assediador nato, que fantasiava em poder transar com alguma daquelas jovens, e nem tão jovens esposas que circulavam por aquelas casas. Sem se atrever a nada além de mandar presentes anônimos, espiá-las de vez em quando pela janela e roubar, se possível, algumas roupas íntimas para se masturbar com elas na intimidade. Principalmente se fossem da nossa jovem protagonista, que era, sem dúvida, a favorita do degenerado. Mas disso Samantha sabia pouco.
Ele nunca havia feito nada grave a nenhuma mulher, mas era um estuprador em potencial, e para desgraça da garota, com ela ele tinha uma obsessão especial, potencialmente superior a qualquer outra que já teve.
Samantha fazia seus afazeres domésticos enquanto refletia sobre o que deveria fazer. Por um lado, se sentia mal por sequer ousar considerar trabalhar, devido às instruções claras de seu pai de que ela deveria ficar em casa como uma boa esposa. Mas por outro lado, a ideia de poder sair do tédio e da monotonia atuais era algo que a atraía muito. E poder passar mais tempo com sua amiga, e provavelmente ser mais confidente dela e de seus amantes... pensar nisso, ela não sabia por que, estava começando a excitá-la. Ela não queria admitir, mas adorava ouvir as histórias de sua amiga e seus amantes, e uma vez, para sua vergonha, havia sonhado que ela era a protagonista de uma daquelas histórias, e acordou cheia de remorsos por ter ousado trair seu marido, mesmo que fosse em sonhos.
Quando Roberto chegou em casa, encontrou uma Samantha Estranhamente carinhosa. Tanto que não demorou muito até que ela se atirou amorosamente em sua boca, beijando-o com candura. Roberto respondeu com paixão, para alegria de Samantha. Ele a levou ao quarto, e uma vez lá, a loira decidiu fazer algo inesperado: se colocou na cama de quatro.
- Por que você fica assim? - perguntou-lhe o marido - Vamos, querida, se posicione direito...
Toda a excitação de Samantha se foi de repente. Roberto a posicionou, carinhosamente, deitada na cama de barriga para cima, baixou sua calcinha e, quase sem preliminares, a penetrou, enquanto beijocava todo o seu rosto. A jovem esposa suspirou e se deixou levar até que, depois de um bom tempo, seu marido anunciou que ia gozar com um grito. Samantha nem tinha chegado perto do orgasmo. Para ser franca, Roberto não era um grande amante. Não que ele tivesse um pênis pequeno (estava na média), mas ele era muito quadrado e não se importava em aprender ou fazer nada além daquela posição, nem em buscar maneiras de dar prazer à sua mulher. Simplesmente fazia a posição do missionário, gozava e dava um beijo na testa de sua bela esposa. Sempre igual.
Quando seu marido se levantou da cama, Samantha tomou sua decisão.
- Querido, tenho que te dizer uma coisa.
- Diga, amorzinho, sou todo ouvidos.
- Me ofereceram um trabalho de meio período como telemarketing. Eu sei que não precisamos do dinheiro, mas pensei que gostaria de pelo menos contribuir com alguma coisa em casa.
- Ai, amor, você sabe que não precisa, com o que eu ganho é mais que suficiente... - Samantha assentiu, com tristeza. Devido à influência do pai, ela não era uma pessoa que soubesse lutar pelo que gostava e dependia totalmente da decisão do marido. E quando parecia que a decisão dele seria contra seus desejos, ele notou a tristeza no rosto da esposa e se mostrou compreensivo - ...Mas talvez seja melhor para você não ficar tão enclausurada em casa ou conversando com aquela sua vizinha libidinosa. Se é o que você deseja, tudo bem pra mim, meu amor.
Samantha explodiu de alegria e abraçou o marido, felicíssima. Sentiu-se culpada por não confessar que, na verdade, ia trabalhar com a vizinha libidinosa. Mas no fundo, tanto fazia; de repente, ela se sentia um pouquinho mais livre, e sentia como se uma porta para o fim da monotonia se abrisse diante dela. Pegou o celular e escreveu para Sonia dizendo que aceitava a oferta.
Quando Sonia leu, não perdeu tempo e ligou para o chefe. Que, também, que coincidência do caralho, era um dos seus vários amantes.
- Oi, lobinha... a que devo a ligação? Tá precisando de amor?
- Hoje não, Lorencito. O que eu tenho é um favor pra te pedir. Lembra da minha amiga, aquela que te mostrei as fotos?
- A loirinha com cara de quem nunca quebrou um prato na vida?
- Ela mesma. Preciso que você contrate ela pra trabalhar comigo. Ela tá precisando de ares novos.
- E de amiguinhos novos?
- Ah não, temo que ela é boazinha demais pra isso. Mas ela precisa de um pouco de agito, e de sair de casa. E eu sei que, se ela quiser, pode ser uma ótima vendedora. Ela tem uma voz que combina com a carinha, e isso vende muito entre os tarados que a gente liga.
- Que pena... enfim, tudo bem, Sonia, vou fazer como um favor pessoal.
- Perfeito. Era isso que eu queria ouvir. Agora que já falamos de negócios, sabe que esse fim de semana eu tô sozinha?...
Depois de acertar os detalhes do fim de semana, que incluíam espumante, chantilly e vários utensílios exóticos, Lorenzo começou a pensar no que poderia fazer com a loirinha amiga da sua amante. Não, ele não estava interessado nela de verdade, mesmo que ela desse um tesão da porra, ele não ia arriscar perder uma amante tão fogosa quanto a Sonia. Mas ele conhecia alguém a quem a foto da Samantha tinha feito mais do que apenas gostar, e esse era o primo dele, Ángel. Apesar do nome, de anjo ele não tinha nada. O que ele tinha era um papo de ouro, tanto pra vendas quanto pra mulheres. É... ele poderia... ser divertido. Ângelo ia ter um novo alvo, e Samantha, um novo futuro assediador para adicionar à lista. Ele não seria o último.
No dia seguinte, pouco depois do marido da Sami sair para trabalhar, Sonia tocou a campainha.
- Vim te buscar, quero ver que roupa você vai usar no primeiro dia. - Deu uma olhada nela de cima a baixo e não gostou nada do conjunto recatado que ela tinha escolhido.
- Não, você não pode ir assim. Definitivamente não. Menina, você tem que se soltar um pouco mais - E puxando-a pelo braço, a levou para o quarto.
- Vamos ver que coisinhas você tem por aqui... - e começou a revistar todo o guarda-roupa. Depois de um bom tempo procurando, finalmente encontrou algo do seu agrado.
- Nossa, essa timorata, não sabia que você tinha essas roupas por aqui - e apontou para um certo conjunto que ela tinha separado. Eram, definitivamente, peças bem mais provocantes do que ela costumava usar e que tinha comprado para momentos especiais como aniversários e afins, para tentar excitar o marido. Mas além desses dias, nunca as usava, por isso tinha deixado de lado num canto esquecido do armário.
Sonia escolheu um conjunto vermelho especialmente chamativo. Era uma blusa de botões que deixava claramente visível o formato dos seios e vinha com uma minissaia especialmente curta. Samantha ficou corada até limites inimagináveis. Mas Sonia a olhava satisfeita; era uma roupa digna dela.
Apesar das suas reclamações, Sonia foi intransigente e ela saiu de casa vestida daquela maneira. Passou uma vergonha terrível, mas isso não foi o pior. Na saída da porta, Sonia viu algo no chão. Era uma rosa com um bilhete que dizia: "uma flor para a flor mais linda do lugar"
- Nossa - disse Sonia com malícia - Você tem um admirador - Com certeza é algum maridinho por aqui que cansou da esposa. Talvez você devesse fazer o mesmo, cansar do seu marido e vocês se consolarem juntos - Samantha não respondeu, nem contou que seu admirador na verdade era o velho jardineiro. Ele simplesmente guardou a carta e a rosa na bolsa e foram embora.
À distância, estava o jardineiro, observando-a. E o que ele via, não conseguia acreditar. Sua ninfa vestida daquele jeito tão sexy, exibindo seu corpo lindo... ele não conseguia acreditar.
- Então na verdade você é mais putinha do que eu pensava - começou a falar sozinho enquanto via as duas mulheres irem embora. - Vou ter que te observar com mais atenção - Essas palavras não anunciavam nada de bom. Para azar da nossa protagonista, a obsessão do jardineiro só tinha aumentado.
Enquanto isso, a jovem casada tinha novos problemas. Se sentir os olhares dos vizinhos foi horrível para Samantha, o do ônibus foi um verdadeiro calvário.
A linha de transporte que elas tinham que pegar para ir ao trabalho era especialmente não recomendável para uma moça. O trajeto passava pelos bairros mais marginais e problemáticos da cidade, e normalmente enchia de homens de má índole e similares. E o mais comum que pensavam quando viam uma mulher vestida daquela maneira era que ela estava procurando festa. Sonia sabia disso, e adorava ser olhada daquele jeito por esses caras. E de vez em quando ela deixava ser tocada, mas mantendo o controle da situação. Samantha, porém, com sua inocência, se sentia péssima naquele lugar. E quando de repente uma mão passou pelo seu corpo, ela deu um pulo. Sonia olhou para ela, mas não disse nada. De repente outra mão passou pelo seu corpo, roçando sua bunda. A jovem olhou horrorizada para Sonia.
- Não se preocupa, e aproveita. Eles não vão passar disso, então você não está em perigo. Só curte como todos esses velhos desejam se aproveitar de você e do seu corpão.
O trajeto foi longo, e as carícias furtivas duraram quase todo o percurso. Para Samantha, aquilo foi uma tortura, ou era o que ela pensava. Mas no fundo, bem no fundo, ela não queria admitir, tinha gostado de ser apalpada sem controle daquela maneira. Felizmente, esse prazer estranho ela não tinha percebido. Ninguém. Exceto um estranho que estava no fundo do ônibus, que conseguiu atravessar aquela camada e chegar ao fundo de seus pensamentos, percebendo aquele desejo oculto da jovem. Um cara que a viu entrar no ônibus e que agora sabia onde ela descia. E que havia anotado mentalmente essa informação. Sempre era importante guardar informações sobre uma escrava em potencial, no fim das contas...
5 comentários - Samantha, Novinha Demais pra Casar
ojala y si