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Compêndio IDurante as tardes, imagino que, por causa de lembrar daquela semana complicada, tenho me pegado pensando cada vez mais na Pamela.
“Cara, pelo jeito que você descreve, não te culpo!” vocês podem estar pensando, mas até minha descrição é fraca perto do que ela realmente é.
Se ela estivesse do meu lado, me moeria na porrada, dizendo “Como você ousa me descrever nos seus contos safados? Seu pervertido de merda!” e, provavelmente, sentaria do lado do computador pra me ver escrevendo sobre ela.
Como ela é 2 meses mais velha que a Marisol, já tem 19 anos e eu notaria que ela ia frisar que era de Touro, só pra justificar o mau humor dela.Tem 1,70 de altura e o corpo dela... bom, vocês já me viram comparando ela com Afrodite, mas acho que a deusa fica devendo, e ela estaria lá gritando pra eu não descrever ela como "Um par gostoso de peitos e uma bunda suculenta e apetitosa", vermelha que nem um tomate, embora no fundo saiba que não a vejo assim.
A pele dela é um pouco mais escura que o padrão caucasiano (provavelmente, graças ao "negoço espanhol" do pai dela); o cabelo é curto e preto, mas pode ter deixado mais comprido agora; os olhos são castanhos, o nariz é pequenininho e os lábios são grossos e sedutores.
Sinceramente, se não fosse pela proposta doida da Marisol, duvido que alguma vez eu tivesse transado com ela. Mulheres como ela acabam casando com jogadores de futebol ou estrelas de cinema e não saem com engenheiros magrelos, fracotes e de cara relativamente normal. Ela estaria me dizendo que não sou um cara tão ruim... meio tarado e obcecado pelos peitos dela, mas me chamaria de "cara legal", seja lá o que isso significa.
De qualquer forma, depois daquela noite de reconciliação, a manhã seguinte foi um teste foda pra mim, então vou continuar com meu relato...
Tem uma música de um filme sobre um meteoro ou cometa colidindo com a terra (ou seja, um daqueles que fala da vida cotidiana...) que falava de um cara que adorava ver a mulher dele dormindo ao lado e o quanto ele se sentia grato.
A melodia me agradou quando ouvi, mas naquela manhã eu entendia melhor o significado das palavras. A gente tinha transado 3 vezes e a Marisol estava exausta, me chutando de vez em quando enquanto dormia, mas não importava. A gente tinha voltado a ser os mesmos.
Pensei que tudo já tinha passado e que a gente ia retomar nosso relacionamento, até que acordei quando ela tava saindo de fininho da cama."Marco, você tá acordado!" ela falou, vestindo o pijama.
"O que foi?" perguntei, meio sonolento.
"Eu não deveria ter feito aquilo ontem à noite! Me desculpa, Marco!... Eu realmente não quero te fazer sofrer!"
"Mas Marisol... ontem à noite a gente conversou. Você disse que não importava, porque no fundo, a gente ia descobrir os segredos um do outro." Falei, esfregando os olhos pra enxergar melhor.
"Sim, Marco!... Mas o seu não pode ser tão importante assim." Ela falou com tristeza.
"Por que você diz isso?" perguntei, confuso.
Ela sorriu com tristeza.
"Porque se fosse... você não teria querido dormir comigo." Disse, com algumas lágrimas.
A resposta dela me deixou paralisado. Será que o que preocupava ela era tão grave, que ela não queria dormir comigo?
Tipo, eu já sabia, mas ela falar isso na minha cara, mesmo assim me chocou. Ela se vestiu no banheiro e fugiu pra faculdade, igual tinha feito nos outros dias.
Eu me sentia muito mal. Achava que naquela noite, as coisas tinham mudado, mas tinha sido só ilusão.
Pela primeira vez, eu questionava minha obsessão pela Marisol e minha cara mostrava isso.
"Marco, tá acontecendo alguma coisa?" a Pamela me perguntou no café da manhã.
“É a mesma coisa de ontem. Marisol…” respondi, com o rosto na mesa e sem tocar no chá quente, ao lado da minha cara.O olhar dela também estava meio triste.
“Marco… tem uma coisa que eu queria te perguntar… mas acho estranho fazer isso agora… já que fizemos tanta coisa juntos.” Ela disse, com a voz bem nervosa.
“Fala, pode perguntar sem problema!” falei, sem vontade.
Ela deu um suspiro, pra criar coragem.
“Você… me acha bonita?”
“Você é a mulher mais bonita que eu conheço.” Respondi, no automático.
“Você fala isso por causa das minhas tetas e da minha bunda, né?” ela disse, com um tom triste.
“Não. Falo por causa dos seus lábios e dos seus olhos.” Respondi com sinceridade.
Os olhos da Pamela são castanhos, brilhantes e suaves… quando ela não vira a Amazona Espanhola, que ficam duros e ferozes.
“Ah, para, não brinca!” ela disse, com um sorriso dolorido “Meus olhos não são verdes… como os da Marisol.”
Eu sorri pra ela.
“Por mais que você não acredite, o que menos gosto na Marisol são os olhos verdes dela.”
“Você não… gosta?” ela disse, meio confusa.
“Não muito. Acho os seus lindos.”
“Marco, não seja babaca!... meus olhos… são normais” ela disse, meio sem graça.
“Eu acho que seus olhos te dão caráter e convicção. Eles te fazem parecer mais forte.” Falei pra ela.
A conversa tinha me animado um pouco. Pelo menos, não tava pensando na Marisol.
“Mas eu não sou forte, nem minha convicção é tão grande!” ela disse, com as bochechas coradas.
“Qual é! Você vive me chamando de inútil ou falando que não gosta de alguma coisa que eu faço!” falei, em tom de brincadeira.
Mas ela não levou tão na esportiva.
“Não faço isso… porque realmente sinto… Sabe?... Eu sempre… tive que esconder o que sinto… porque ninguém, além da Marisol, parecia se importar…” ela disse, com um pouco de dificuldade.
“Desculpa, Pamela! Não quis te ofender!” falei, bem arrependido.
“Não se preocupa!... também é culpa minha… mas quero te dizer…” Que as coisas mais bonitas... que já disseram de mim... foram você quem disse." Ela confessou.
Pela primeira vez, Pamela era honesta consigo mesma. De certa forma, eu entendia sua rebeldia. Diferente de Marisol, que teve uma mãe que pôde apoiá-la, Pamela ficou sozinha ou, pior ainda, com o degenerado "merda espanhol" do pai, então teve que ser durona desde muito nova.
Sua aparência, longe de ajudá-la, a afastou ainda mais do contato normal que deveria ter com um homem, e largar a escola e trabalhar num bar fez sua autoestima despencar ainda mais.
Provavelmente, deveríamos ter escolhido outra alternativa diferente da que Marisol sugeriu, embora ela não estivesse totalmente errada, já que Pamela começava a ver em mim que nem todos os homens são ruins.
"Você foi a primeira pessoa que me pediu permissão... a primeira a se desculpar e até agora... a primeira a dizer que meus olhos são bonitos." Ela dizia, chorando. "Por isso, não me importo tanto que você me arrebente a buceta ou me use nas suas fantasias... eu sou muito grata... e sei que você nunca vai me amar, como ama a Marisol."
"Você está enganada!" eu disse "Eu amo que você não é como a Marisol!"
Ela sorriu.
“Vamos, Marco, não me enche o saco!... eu sei que no fundo… sou só uma boa transa pra você.” Ela me disse, chorando.“Não, Pamela! Você está muito enganada! Eu te amo e te amo de verdade, porque queria que um dia Marisol fosse como você!” eu disse, abraçando ela.
“Como… eu?” ela perguntou, confusa.
“Não tô falando da sua aparência, mas de como você é. Você é apaixonada, ciumenta, realista!” eu disse. “As coisas seriam mais fáceis, se você fosse a Marisol…”
E então, encontrei uma solução pra minha equação da vida: beijei ela, pela primeira vez, amando ela de verdade. Não pelos peitos dela, pela bunda ou pela atitude firme. Beijei ela, porque realmente amava ela.
Os lábios dela eram mais grossos que os da Marisol e a saliva dela muito mais doce. O aroma dela era perfumado, divino, incomparável com o da Marisol. O calor dos beijos dela chegava a me queimar.
Levei ela pro quarto, acariciando o corpo dela suavemente. Não me concentrei nos peitos ou na bunda dela, mas naquelas áreas que eu tinha deixado de lado nas outras vezes.
“Eu… gosto dos seus beijos… demais…” ela dizia, enquanto a gente se deitava.
“Seus beijos são muito bons!” eu disse, tirando minha cueca. Minha espada já estava desembainhada…
“Espera!... O que você tá fazendo?” ela me disse, ao sentir eu roçar a vulva dela com a espada.
“Quero te mostrar que te amo!”
“Mas você não tem camisinha… Ah!...” ela gemeu, quando eu inseri minha glande nos lábios suculentos dela.
Consegui sentir a intimidade molhada dela, apertando meu pau e recebendo ele, como se estivesse abraçando.
“Não!... Não faz assim!...”Por um breve momento, me passou pela cabeça que talvez não fosse um dia seguro... Mas, que importava? Marisol não queria passar a vida comigo. Então, eu passaria com a prima dela.
“Você tá me queimando!... Sinto sua carne em mim!...” ela dizia, chorando.
Eu me perdia nos beijos dela. Acariciava o corpo dela. Bombava com força. Começava a sentir pela primeira vez a série de orgasmos da bucetinha sensível dela.
“Não, Marco!... Não continua!... É bom demais!...” ela me dizia, chorando muito.
Eu não conseguia entender ela...
“Você tá tão fundo!... Marco, por favor!... Não goza dentro!... Não faz isso!... Por favor!” ela implorava.
Tendo ouvido ela tantas vezes me pedir pra não fazer o que eu realmente queria, pensei que era uma dessas vezes...
“Não, Marco!... Ah!... Você gozou dentro, Marco!... Tá me enchendo!... Você tem tanta porra!... Por quê?... Por que tinha que ser tão gostoso?...” ela me dizia, com uma cara misturada de raiva, êxtase e tristeza.
“Porque eu queria fazer isso.” respondi, tentando beijar ela na boca.
“Idiota!” ela gritou, com toda a raiva dela “O que vai ser de mim e da Marisol agora?... Ela é minha única amiga, Marco... E se eu engravidar?... Você acha que vou conseguir olhar na cara dela de novo?... Você é um idiota!...”
Ela apoiou a cabeça no meu ombro, pra não continuar gemendo. O que eu tinha feito? Eu tava tirando dela o apoio e o consolo!
Ficamos uns minutos grudados. Ela chorava em silêncio e eu me arrependia. No fundo, ela tinha me lembrado que meu destino, pro bem ou pro mal, tava ligado ao da Marisol.
Por isso ela sempre mentia pra mim! Por isso, tentava se enganar! Que vaidoso eu fui!
Senti pena dela. Finalmente entendi o ponto de vista dela. Ela não aceitou a proposta da Marisol querendo fazer aquilo. Desde o começo, ela teve suas dúvidas. Mas o amor que ela sentia pela Marisol a obrigou a aceitar esse jogo tão estranho e aqui estávamos nós, lidando com as consequências.
Ficamos um tempo em Silêncio, deitados um do lado do outro. Eu não podia fazer nada. Tudo ficava nas mãos da sorte.
“Sempre quis te dizer… que gostei que você fosse meu primeiro homem… a comer minha bunda.” Pamela me disse, já bem mais recuperada.
“Qual é, Pamela! Você sabe que não foi assim!” respondi.
“Você sempre fez com cuidado… e eu nunca quis confessar que gostava.” Ela continuou.
Eu precisava calar ela. Pela primeira vez (e com um peso enorme no coração), eu precisava da Amazona Espanhola.— Pamela, não mente pra mim! Você nunca gostou! — falei pra ela. — Além disso, eu sei que sou uma merda!
— Não é verdade! — ela disse, me olhando com amor. — Você é muito bom!... E não só isso!... Você me faz sentir bem!... E é por isso que eu te am...
Consegui colocar o dedo bem nos lábios dela...
— Sua mentirosa, Pamela! — falei, chorando. — Até quando vai mentir pra mim, se sabe muito bem que sou o pior amante que você já teve?
Ela me entendeu. Os olhos dela se encheram de lágrimas...
— É, você tem razão! — ela disse, também chorando. — Você é um inútil! O pior amante que já tive!
— Tô falando! — respondi, olhando pro teto pra não chorar mais.
— Você é um porco pervertido! Por isso te odeio... com o fundo da minha alma! — ela disse, ainda chorando.
A gente precisava ser forte... precisava saber mentir... sabia que, no fundo, não estávamos falando a verdade... mas aquilo nos dava consolo o suficiente pra seguir em frente.Post seguinte
2 comentários - Seis por ocho (51): La verdadera Pamela