Entre sonhos e brincadeiras

Sinto dois dedos dele dentro de mim, entrando e saindo. Sinto ele deixando beijos e mordidas dos meus peitos até minha barriga.
—Mmmm. Você já tá mais que pronta, gostosa. Acho que já podemos aproveitar de verdade...
Ao sentir a ponta do pau dele na entrada da minha buceta, abro os olhos.
—Nãooo. Era só um sonho.
Me sentindo decepcionada por um sonho erótico com o cara que, meses atrás, me mostrou o jeito dele de acabar com o mau humor, decidi me preparar pra ir trabalhar. Sou chef e tô começando um pequeno negócio com várias amigas. Dessa vez, tenho que fazer um jantar na casa da sogra da Marie, uma amiga da faculdade. Um jantar de boas-vindas pra cunhada da Marie. Depois de terminar de preparar a ceia praquela família, só esperava me despedir da Marie. Tava num pequeno hall quando resolvi olhar pra uma parede cheia de fotos e diplomas.
—Que porra é essa. Por que tem fotos daquele filho da puta nessa casa?
De repente, chega o carro do marido da Marie e eu olho na direção.
—Não é possível, ele não tá aqui?
Nossos olhos se cruzaram e dava pra ver um sorriso safado no rosto dele. A única coisa que consegui fazer foi vazar dali antes que não tivesse mais escapatória.
Algumas horas depois de sair de lá, meu celular toca de repente. Era a Marie.
—Fala.
—Por que você foi embora da casa dos meus pais sem esperar pra conversar comigo?
Não pode ser. Era ele, ligando e esperando uma resposta. Dá pra perceber que tá puto.
—E o que você queria que eu fizesse quando sua família percebesse? Oi. Sou a garota que seu filho comeu meses atrás e depois sumiu sem nem dar tchau quando foi pro destino dele. E não ri, porque não tem graça.
—Agora a chata era você? Se tá de mau humor igual da outra vez, a gente pode se ver.
—Não, valeu, não tô a fim das suas palhaçadas hoje. Tchau.
E assim acabou a porra da conversa. Quem esse filho da puta pensa que é? Que pode me comer quando bem entender.
E ele não ligou de novo. De noite, já na minha casa, batem na porta de repente.
—O que você tá fazendo aqui?
—Você ainda tá Incomodado?
E lá estava ele, com aquele sorriso de arrancar calcinha que acende até o mais profundo de mim.
— Não vai me responder? O que cê tá fazendo aqui? Quem te deu meu endereço?
— Foi a Marie. Só queria te trazer isso que comprei pra você.
Ele me entrega uma caixa preta. Quando abro, encontro um par de algemas e uma venda pra dormir.
— Ok. Me explica por que esse presente?
— Quero brincar com você. Já sei que cê curte essas coisas tanto quanto eu. Por isso quero brincar.
— Brincar de quê? E por que você acha que vou aceitar?
— Sei lá. Quero passar a noite com você antes de ir embora de novo.
— Entra antes que eu me arrependa...
Pego ele pela mão e levo pro meu quarto. Abro a caixa e coloco tudo em cima da cama.
— O que vai fazer com o presente?
— Ok. Deita na cama de barriga pra cima.
— Tá bom, Amo.
— Como eu adoro ouvir essas palavras, gostosa. Vou te algemar porque essas suas mãos adoram ser curiosas. E depois vou vendar seus olhos.
— Ok.
E ele começou o trabalho, algemando minhas mãos nas pequenas barras da minha cama. Não consigo mexer as mãos. E ele coloca a venda em mim.
— O que o Amo vai fazer comigo?
— Mmm. Não vou te contar.
Sinto ele abrir meu robe, tô só de calcinha, porque é assim que gosto de ficar em casa. Ele tá tirando ela. E começa a abrir minhas pernas pra depois passar a língua na minha buceta, chupando meu clitóris. Nessa hora, sinto dois dedos dele entrando em mim. É muito melhor do que no meu sonho, ele tem dedos longos que começam a se mexer igual no sonho. Entram e saem, entram e saem sem parar de mim, cada vez fica mais difícil respirar, me sinto cada vez mais molhada.
— Mmmm. Cê tá mais que pronta, gostosa. Acho que já podemos gozar de verdade...
É igual ao meu sonho. Ele esfrega a cabeça do pau dele no meu clitóris, sinto o corpo dele sobre o meu e sinto os lábios dele nos meus. Que acabe essa tortura, quero que ele me coma, que me faça gritar como da outra vez. Eu mordo o lábio dele e ele ri.
— O Amo vai continuar com a tortura?
— O que cê quer, gostosa?
— Que me coma como da outra vez, Amo.
Sinto vai deixando beijos e mordidas do meu pescoço até minha barriga. E se ajeita, coloca minhas pernas no ombro dele. Escuto quando ele abre um preservativo. Vou sentindo como ele encaixa o pau na entrada da minha buceta. Ele entra devagar e aos poucos começa a se mover. É uma delícia sentir ele entrando e saindo de mim. Mas quero mais velocidade. Ele tá me torturando com um movimento lento.
— Tá frustrada, né, gostosa? Então esse é meu castigo por você ter saído de casa quando eu cheguei.
É frustrante. Depois de falar isso, ele começa a se mover do jeito que eu queria, movimentos com raiva, sentir aquilo como se estivesse me rasgando por dentro. Não aguentei o ritmo que ele tava e gozei daquele jeito que ele adora. Ele tira as algemas e a venda e me coloca de quatro e me puxa pelo cabelo. Ah, sim, assim sentia muito mais fundo, sentia ele cada vez maior e mais grosso. Sentir aquele pau no fundo da minha buceta é maravilhoso. Ele continua como um trem de alta velocidade e, aos gritos, gozamos os dois ao mesmo tempo. Sinto ele saindo de mim devagar e acariciando minhas costas.
— Acho que é tarde, gostosa. Preciso ir, porque amanhã vou viajar.
— Se quiser, pode ficar.
— Tá bom, vou ficar.
Na manhã seguinte, preparei café da manhã pra ele, ele se arrumou e levei ele ao aeroporto pra pegar o voo.
— Posso te fazer uma pergunta?
— Fala, gostosa.
— Quando você volta?
— Ah, não sei. Tenho que fazer um trabalho e, quando terminar, volto por um tempo. Um tempo que quero passar com você. Além disso, se quiser, pode ir me visitar, assim não precisa esperar eu voltar.
— Tá bom. Valeu por tudo. Tão chamando seu voo, boa viagem e volta logo. Nos despedimos com um beijo, mas eu não queria que ele fosse embora, porque queria ele comigo.

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